An Unexpected Partner
Capítulo 18 — Paixão, Sangue e Jukebox
2 dias depois...
Eu estava vivendo um sonho.
Eu realmente estava muito caída por esse homem. Era patético na verdade. Eu realmente estava gravitando em torno desse homem de forma patética todos os dias.
Depois de termos nos acertado e termos feito sexo delicioso, voltamos para casa no outro dia para sermos bombardeados por todos os lados por nossa família.
Minha mãe foi a melhor, dando o maior carão por deixá-la preocupada com nosso sumiço para assim que Edward virasse as costas ela dar um joinha para mim e uma piscadinha.
Eu quis morrer.
Fomos zoados durante todo o dia com piadinhas por parte de todos. E quando eu falo de todos, são nossos pais inclusos. Mas eu nem liguei, eu estava numa bolha de felicidade que parecia que nada no mundo poderia fura-la.
Estávamos agora na aula de dança ensaiando a coreografia para a música Hungry Eyes do Eric Carmen.
Eu e Edward olhávamos um para o outro enquanto dançávamos. Um passo para trás e outro pra frente. Logo ele me girava, mas parecia que estávamos tão conectados que meus olhos não saiam dele nem um por segundo. Um sorriso conhecedor em nossos lábios, como se tivéssemos um segredo que fosse só nosso.
Nós estávamos apaixonados.
Eu movi meus pés, e dançava. Era engraçado o quanto eu gostava de ser conduzida por ele enquanto dançávamos. Ele era o meu parceiro perfeito.
— Eu acho que estamos virando nossos pais — falei baixinho.
Ele fez uma careta confusa.
— Por quê?
— Porque agora faz duas noites que nós dançamos até acabarmos em sua cama — eu falei e fiz uma careta de nojo — como provavelmente eles fazem.
Edward fez uma careta dessa vez de terror e nós dois rimos enquanto ele me girava, e me aproximava. E encostamos nossa mão uma nas outras, suas pernas entre a minha enquanto nos mexíamos, que nem o passo do filme.
"With these hungry eyes, one look at you and I can't disguise. I've got hungry eyes, I feel magic between you and I ( Com esses olhos famintos, um olhar para você e não posso disfarçar. Eu tenho olhos famintos, eu sinto a mágica entre nós dois)"
Eu sorri olhando para seus olhos, e então ele tirou suas mãos da minha e envolveu minha cintura com a mão e eu deitei meu corpo para trás enquanto fazíamos um arco, então nos endireitávamos e continuamos a dançar.
Olhando em seus olhos, eu sabia que se tivéssemos sozinhos ele me teria naquele momento. E eu gostava de saber disso. Edward me fazia sentir a mulher mais desejada do mundo. Suas mãos não ficavam longe por muito tempo. Ele sempre tinha uma desculpa para me tocar e beijar.
Eu não ligava, eu me sentia da mesma forma.
Depois de tantos anos reprimindo meus sentimentos, eu só queria estar com ele a maior parte do tempo para que pudéssemos recompensar o tempo que perdemos.
— Bom turma, é isso — Charlotte disse — vocês estão praticamente prontos. Só que a prática leva a perfeição e agora na última semana até o casamento vamos praticar e praticar. Certo?
Assentimos e eu e Edward pegamos as coisas e seguimos de mãos dadas os outros até o carro. Enquanto todos conversavam Edward me puxou para um beijo apaixonado, que sempre tirava meu fôlego e fazia com que eu contraísse os dedos dos pés enquanto borboletas faziam uma festa em meu estômago.
— Deuses, vocês são nojentos — Rosalie falou.
Ignorei Rosalie e continuei beijando Edward, quando nos afastamos ainda dei um selinho antes de virar para trás e olhar para Rosalie.
— Você quer que eu comente o que eu ouvi ontem quando passei pelo quarto de Emmett? — eu perguntei e Jasper fez uma careta tão grande que eu quase ri.
Rosalie me mostrou o dedo do meio e eu sorri docemente.
— Provocação trocada não dói.
— Vadia — ele disse e eu dei uma piscadinha.
— Se eu sou, você também é — devolvi arqueando a sobrancelha.
Rosalie começou a rir e eu também e eu só ouvi Emmett murmurando "mulheres são loucas" antes que Edward segurasse meu queixo e eu virasse para olhar para ele.
— O que acha de irmos na Lola's hoje?
— Isso é um encontro, Cullen? — perguntei sorrindo maliciosamente.
— Definitivamente um encontro, Swan — ele disse me dando um selinho.
— Eu aceito.
— Bom — ele disse antes de me beijar novamente.
—x—x—x—
Assim que eu estava pronta, com minha calça jeans cintura alta, uma blusa vermelha que se agarrava às minhas curvas e uma jaqueta jeans. Meu cabelo castanho estava preto no alto, e eu fiz um topete e amarrei, colocando uma bandana por cima fazendo um laço. Fiz uma maquiagem marcante e passei um batom vermelho.
Desci as escadas e encontrei Edward me esperando. Demos um tchau para todos e saímos. Hoje fomos em seu carro. Assim que entramos, eu já fui ligando a rádio que tocava Total Eclipse Of The Heart da Bonnie Tyler.
E fomos cantando daqui até o Lola's que era um pub, o único de Forks, e que fazia bastante sucesso com todos na cidade. Ele era pequeno, mas muito aconchegante, Lola havia decorado o lugar a perfeição para trazer um ambiente amigável, mas ainda divertido.
Tinha uma mesa de sinuca, um tiro ao alvo, além de um jukebox e uma pequena pista de dança. Sempre estava tocando música boa e não era diferente quando entramos. Thriller do Michael Jackson tocava e tinha algumas pessoas fazendo a coreografia na pista de dança.
Eu abri um sorriso para isso e fui andando com Edward até que achamos uma mesa perto da pista de dança. Edward se sentou e eu não resisti e fiz a dancinha do lado dele que riu de mim.
Então eu me sentei na frente dele.
— Eu amo essa música — falei.
— Não me surpreende garota do terror — ele disse.
— Nada como um bom filme de terror.
— Você lembra quando foi a sala toda assistir O Exorcismo de Emily Rose no nosso 1 ano. Que no Halloween eles colocaram o filme para reprisar no cinema.
— Eu lembro — ele disse fazendo uma careta — aquele filme é horrível.
A música acabou, começou a tocar Dangerous do Roxette. E eu bati o dedo na mesa seguindo o ritmo da música e balançando a cabeça.
— Você que é medroso — respondi.
— Aquele filme é horrível — ele frisou como se fosse toda a resposta que eu teria.
— Ele é, eu fiquei 1 semana sem dormir por causa dele — falei.
— Mas você assistiu duas vezes — ele falou surpreso.
— Eu sei, mas eu gostei do filme. Filme de terror bom é o que te tira o sono — eu respondi sorrindo.
Ele balançou a cabeça divertido.
— Eu acho que só fui ver esse filme naquela época por sua culpa — ele disse.
— Mentira, você estava de rolo com a Victoria Bayers.
Ele fez uma careta e eu dei uma risadinha. Afinal, eu descobri que Victoria o traía com o James. E eu havia tirado uma foto dos dois juntos e colocado na frente do armário dele.
— Interessante que você estava com ela mesmo interessado em mim — eu comentei.
— Como se você não tivesse tido seus rolos.
— Todos arruinados por você — salientei e ele abriu um sorriso orgulhoso.
— Mas você também arruinou os meus.
— Era justo.
— Hurum — ele sorriu e logo a garçonete apareceu e nós pedimos duas cervejas e uma porção de batata frita.
Ele segurou minha mão sob a mesa e eu sorri para ele.
— Você está animada para a inauguração da clínica?
— Estou, é um novo passo muito importante. E eu não vejo a hora de começar a trabalhar. E principalmente começar a pagar esse empréstimo gigantesco que pegamos.
— Você acha que vão conseguir?
— Oh sim, já vieram falar conosco para avisarmos quando estivermos trabalhando. Os fazendeiros são os mais animados — falei.
— Que bom, então logo você e Rosalie vão conseguir pagar o empréstimo.
— Com certeza, ou pelo menos, eu conto com isso — falei — e você? Ansioso para começar a trabalhar?
Ele assentiu, e nós paramos para a garçonete colocar nossas bebidas na nossa frente e as batatas fritas. Eu peguei uma batata e coloquei na boca, assim que ela saiu Edward continuou.
— Eu realmente acho que vai ser bem tranquilo trabalhar em Forks, mas acho que irei pegar alguns turnos no hospital de Port Angeles também. O hospital de Forks vai me pagar muito bem, mas nada acontece aqui, então eu vou ajudar no PS lá para ter um pouco de diversão.
— Ver pessoas feridas é o que você chama de diversão? — eu perguntei fazendo uma careta — você tem gostos estranhos.
Edward riu alto com isso.
— Não é isso, mas é que eu quero fazer algo útil para ajudar, e aqui em Forks não tem isso.
— E se você quer tanto isso, por que veio para cá?
— Porque querendo ou não, aqui não tem muitos médicos e poucos estão dispostos a realmente vir pra cá. Em breve meu pai se aposenta e vai sobrar só o Doutor Denali, a população precisa de médico e eu gosto daqui — ele deu de ombros.
— Entendi, faz bastante sentido.
Continuamos conversando, por um bom tempo. Logo uma cerveja, se tornaram quatro. E eu fiquei louca de vontade de ir ao banheiro. Pedi licença para Edward e fui, passei por Lola e dei um aceno, mas acho que ela nem me viu ocupada com alguma coisa. Fui ao banheiro, fiz minhas necessidades e enquanto eu lavava as mãos eu fiquei me olhando no espelho.
Meus olhos chocolate estavam brilhantes, meu cabelo estava ainda no lugar, o meu batom estava um pouco manchado, então o arrumei, retocando-o no processo.
Assim que eu percebi que estava tudo em ordem eu saí do banheiro e voltei para mesa. Mas assim que estava no caminho eu vi Tânia Denali, uma ex namorada do Edward de pé do lado dele e tocando ombro dele, e percebi que ele não estava numa postura de quem estava gostando daquilo, mas não me importava. Mas o que me enrijeceu foi quando Tânia se abaixou e beijou Edward na boca.
Ah, eu vou matar alguém hoje.
Eu nem sei como eu dei os próximos passos, mas assim que ela encostou a boca na dele eu estava ali a puxando pelo cabelo e dando o meu famoso soco de direita bem na cara dela e eu pude ouvir o nariz quebrando. Soltei ela, que acabou cambaleando e caindo no chão enquanto gritava e segurava o nariz.
Olhei para Edward que tinha os olhos arregalados, e fechei a mão em punho e bati com tudo na sua mão em cima da mesa. Ele gritou puxando a mão de uma vez e eu olhei para com meus olhos em fenda.
— Isso é para você aprender a reagir mais rápido.
— Puta que pariu, Bella — ele disse balançando a mão com clara expressão de dor.
Eu sorri e olhei para todos em volta inclusive Lola que olhava para mim com raiva e eu sorri de forma doce.
— Oi Lola.
— Não gosto de brigas aqui, Isabella — ela disse e eu sorri ainda mais.
— Que briga? Eu já fiz meu ponto aqui — falei e então olhei para Tânia sorrindo — não é Tânia?
— Sua vadia — ela disse, com a voz de choro e o sangue escorrendo por seu rosto, ela saiu dali logo depois chorando.
Lola revirou os olhos.
— Se você bater em alguém de novo, vou ter que te tirar daqui.
Levantei as mãos em um sinal de rendição.
— Não vai mais acontecer, eu prometo.
— Bom — ela disse e voltou a atenção ao que estava fazendo, logo eu me sentei de volta na mesa.
— Eu não posso te deixar sozinho nem por 5 minutos? — perguntei exasperada.
— Ela apareceu do nada — Edward disse balançando a cabeça enquanto ainda esfregava sua mão — ai ela chegou falando que está passando as férias e que queria reviver os bons tempos. Ai do nada ela me beija.
— É eu vi — falei segurando a garrafa de cerveja e olhando para ele com um sorriso cínico — você só escapou dessa porque claramente você estava desconfortável, mas na próxima vez Cullen, reaja mais rápido.
— Sim, senhora — ele disse.
— Bom, vamos — dei o último gole na minha bebida e me levantei.
— Para onde? — ele perguntou confuso.
— Escolher uma música para dançarmos é claro.
Ele riu, e assentiu antes de beber o conteúdo restante de sua garrafa e se levantar. Fomos até o Jukebox e eu peguei uma moeda e coloquei na máquina antes de começar a escolher as opções.
Acabamos por escolher With Or Without You do U2.
Logo fomos para a pista de dança e eu envolvi meus braços em torno do seu pescoço e seus braços envolveram minha cintura e começamos a nos mover no ritmo da música.
— Sabe — ele disse depois de alguns segundos — o soco foi sensacional. É realmente bom não estar na mira daquele soco. Você tem um gancho de direita de matar.
Eu comecei a rir e apoiei minha testa em seu peito. Continuamos dançando abraçados ali. E era tão perfeito. Logo levantei o rosto e fiquei na ponta dos pés e o beijei docemente enquanto dançávamos.
Quando nos afastamos ele sorriu e se aproximou de mim.
— Vamos para casa? Podemos dançar um pouco mais lá. Só que só nós dois.
— É uma excelente ideia, Cullen.
Assim que a música acabou pagamos a nossa conta e fomos embora para continuar nosso encontro em seu quarto.
