N/A:
Crepúsculo não me pertence!
Olá! Essa fic faz parte do Projeto One-shot Oculta, um amigo secreto entre autoras do fandom de Crepúsculo. Confira as regras e todas as participantes na página bit (ponto) ly (barra) POSOffnet.
Você também encontra o link diretamente no meu perfil, na aba de Favorite Authors.
Essa fanfic é dedicada a minha amiga oculta, Bhabie
Eu nem acredito que esse dia chegou e que finalmente estou postando a One Shot da minha amiga Oculta!
Bhabie (Bhabiefanfics), essa One é pra você!
Eu vi que você tinha colocado algumas coisas no seu twitter como se já soubesse quem havia te tirado, não sei se esperava que fosse eu, mas ai está!
Eu utilizei o Combo 1, porque desde que eu me entendo como escritora de fanfics, sempre quis escrever algo com Criminal da Britney, mas nunca consegui sair do clichê. Acredito que aqui consegui dosar o clichê com o que eu tinha em mente.
Fiquei muito contente em ter tirado você, você é uma excelente escritora e eu adoro sua fanfic do Edward Padre (rs), então espero poder corresponder as suas expectativas.
A segunda parte sai logo menos, então nos vemos mais tarde.
Boa leitura e espero que você goste desse Edward de cabelo raspadinho como eu amei cria-lo para você
Isn't rational, it's physical
#OneShotOculta2020
Depois do término do seu namoro de quase 15 anos e na véspera do seu aniversário, Bella faz uma lista com 5 coisas que deseja fazer antes dos 30. Porém mal sabia ela que sua lista seria pouco para o que iria acontecer quando conhecesse o criminoso, sexy como o inferno, Edward Cullen. Projeto One-shot Oculta 2020
Bella POV
1 mês antes
- Como assim, Jacob?! – perguntava incrédula com a cara de pau daquele homem.
- Como assim, nada, Isabella. Acabou. Simples e ponto! – falou enquanto andava em direção ao seu Jeep.
- Você simplesmente vem até a minha casa, quase uma da manhã, na véspera do meu aniversário pra terminar comigo?! Isso é sim estranho!
Jacob se virou, com uma feição extremamente impaciente, passou a mão entre seus cabelos e em seguida me olhou como se eu fosse uma criança que não estivesse entendendo uma simples frase.
- Estranho é eu não ter feito isso antes – seu tom de voz aumentou – Isabella, eu cansei de você há tempos! Eu tinha era dó de te deixar, porque é óbvio que ninguém vai te querer – riu amargamente – Você é bonitinha, tem um corpo legal, mas vamos combinar, é uma sem graça na cama. No começo era fogosa, mas depois... sempre mais do mesmo. Um homem enjoa da mesmice, Isabella.
Mal podia acreditar que ele, meu primeiro namorado, meu atual noivo, o cara que eu perdi minha virgindade, que era meu melhor amigo de infância, depois de quase 15 anos juntos me dizia essas coisas horrorosas, sem parecer sentir o mínimo de pena.
- Jake...
- Chega, Isabella. Já deu. Minha irmã vai trazer suas coisas assim que ela voltar da viagem com a namoradinha dela – e sem dizer mais uma palavra, saiu com seu Jeep cantando pneus.
Ao voltar para dentro do meu apartamento, me sentei no sofá tentando processar tudo o que aquele imbecil havia me dito.
Eu sabia muito bem que nosso relacionamento estava indo de mal a pior há pelo o menos um ano, para ser mais sincera, desde que ele subiu de cargo na empresa de logística da sua família. O peso de ser um dos braços direitos do seu tio, Harry Clearwater, havia subido até sua cabeça e mexido com seu ego (que não era dos melhores).
Ele cobrava uma postura minha, dizia que eu necessitava estar a sua altura, já que agora ele era praticamente da diretoria. E vivia dizendo que precisava amadurecer, que tinha 29 anos e precisava agir como tal.
Mudei minha forma de vestir, fui aprender melhor sobre logística (e eu sou médica!), tudo para que pudesse acompanhá-lo nessa nova fase. Jacob sempre teve essa mania de se sentir inferior aos outros. Quando comecei minha faculdade de medicina, foi a gota d'água para sua masculinidade frágil sofrer mais que o normal.
Minhas melhores amigas, Kate e Leah, que são um casal muito quente por sinal, vivia me dizendo que ele era uma pessoa tóxica, principalmente Leah que é sua irmã de criação. Diziam que ele era um cara extremamente controlador e manipulador.
Elas tinham um pouco de razão, porém Jacob sempre foi aquilo que conheci, quando se refere a amor. Caí no sofá e comecei a chorar, lembrando de como tudo começou e como tudo terminou. Me sentindo culpada por ter deixado isso acontecer.
Como aconteceu?!
O que eu poderia melhorar?!
Será que eu sobreviveria a esse término?!
Um mês depois
- ISABELLAAAAAAAAAAAAAAA, VAMOS NOS ATRASAR! – Kate gritou da sala enquanto eu terminava de retocar o meu batom no espelho. Olhei novamente para dar uma conferida e, pela milésima vez, estranhei meus cabelos loiros e curtos.
Kate havia sugerido uma mudança radical depois do meu período de luto pelo término com Jacob. Me sugeriu fazer tudo aquilo que ele dizia que não aprovava. Cabelos loiros e curtos eram uma dessas coisas.
Além disso, sugeriu que eu fizesse uma lista de coisas para fazer antes dos 30. Comecei com cinco itens, sendo eles:
1 – Pensar menos, agir mais;
Eu sempre fui muito certinha. Quer dizer; eu era extremamente impulsiva, o que me ocasionou grandes problemas na adolescência, inclusive Jacob ajudava ainda mais nesse traço meu. Porém conforme fui ficando mais velha, percebi que deveria melhorar esse meu jeito. Ou melhor, Jacob disse que eu precisava melhorar esse meu jeito.
2 – Ir a festa dos mexicanos (e dar um PT de tequila);
Tinha essa festa que ficava em um bairro ao sul de Los Angeles. Kate e Leah batiam ponto todo final de semana, elas sempre me chamavam para ir com elas, porém Jacob não deixava que eu as acompanhasse. E também não me deixava ficar bêbada, dizia que uma médica de respeito e sua futura senhora Black não podia dar esses vexames.
3 – Fazer uma tatuagem;
Sempre tive uma vontade absurda de fazer várias tatuagens, na verdade eu tinha uma pasta no meu computador com ideias tiradas do Pinterest e eu mesma criava algumas coisas e deixava salvo. Porém, novamente, Jacob não concordava. Ele tinha um tribal gigantesco – e brega – em seu ombro direito, era um símbolo da reserva onde ele cresceu. Mas ai de mim se fizesse uma tatuagem.
4 – Adotar um gato;
Bom, esse item eu tinha riscado da lista, pois agora mesmo, em cima da minha cama, dormia Joe, meu gatinho com pelo que lembrava um tom de loiro e seus olhos azuis. O batizei com esse nome, porque me lembrava o namorado da Taylor Swift. Ah, e Jacob tinha alergia a gatos. Logo, não deixava eu ter um.
5 – Colocar mais 5 itens nessa lista.
E eu estava trabalhando nisso, já que nesse momento eu provavelmente riscaria o item de número dois dessa lista, tendo em vista que estávamos indo à festa dos mexicanos.
Estava orgulhosa do meu look. Usava um top branco, que era apenas uma faixa na verdade, com um maxi blazer preto por cima. A parte debaixo era uma saia branca bem colada ao meu corpo. Nos meus pés usava um Loubotin (presente de Kate e Leah) e levava uma bolsa pequena para guardar cartão, celular e documentos.
- ISABELLA MARIE SWAN, VOCÊ TEM TRINTA SEGUNDOS – dessa vez Leah gritou.
Sem pestanejar saí do meu quarto e fui surpreendida por minhas amigas, que começaram a assobiar e gritar quando me viram.
- Puta que pariu, Bells, você tá muito gostosa – Kate bradou e passou a língua por seus lábios – Se eu fosse solteira... Ai, Lee!
- Você não é solteira, Katherine Denali – deu outro tapa na namorada – Mas você está um arraso, Bella. Vamos que hoje você sai de lá carregada por um mexicano gostoso.
- Mas antes – Kate pegou uma garrafa – Vamos tomar uns shots com o Sr. Cuervo!
Alguns shots depois pegamos um Uber e fomos até o bairro, ficava a meia hora do meu apartamento e numa área considerada perigosa. Lá aconteciam muitos rachas e era dominado por gangues. Sabia desses dados porque meus pais são policiais, além de Jacob sempre frisava que mulher dele "nunca pisaria num lugar como esse".
Descemos do transporte e Leah pegou na minha mão me levando para a frente da festa. Era um galpão grande, de dia passaria normalmente por uma grande estrutura abandonada, porém, agora, uma música aleatória bombava dentro do local.
Chegamos até uma porta e Leah deu seu nome, apresentou nossos documentos. Entregaram uma pulseira na cor vermelha para nós com um VIP escrito e liberaram nossa entrada.
- Leah, VIP?! – perguntei sem acreditar.
- Tudo pela minha amiga que saiu da fossa por conta de um embuste – e piscou me levando para o mezanino.
O galpão estava lotado, inclusive o mezanino. Haviam algumas pessoas ali com roupas que provavelmente eram mais caras que o sapato que eu usava.
No canto havia um bar e vários puffs em volta. O ambiente era escuro, apenas iluminado por uma luz vermelha e azul. A pista de dança, que ficava abaixo de nós, várias pessoas dançavam e bebiam, esfregando seu corpo em outras pessoas, provavelmente desconhecidos.
Aquela possibilidade me excitou, consideravelmente.
- Bells, vamos riscar dois itens de uma vez da sua lista – Kate bradou – Tem um tatuador ÓTIMO aqui. Leah e eu fizemos nossas tatuagens boiolinhas de casal com ele. E não adianta recusar, contamos sua história pra ele e Emmett está disposto a te tatuar de graça – piscou.
- Meninas? É seguro? – perguntei um tanto quanto receosa.
- Cadê a parte da sua lista que diz "pensar menos, agir mais"? O cara é limpinho, troca as agulhas na hora. Fica tranquila – Kate piscou – vamos pra depois você poder curtir a festa em paz.
Apenas assenti e passamos antes no bar pra tomar dois shots de tequila cada e fomos até a salinha do tal de Emmett que ficava ali mesmo no mezanino.
Assim que entramos a música ficou mais baixa e vi um homem em pé que poderia ser o cara mais alto e mais forte que já vi na minha vida. Ambos braços tinham tatuagens e muito provavelmente suas costas também, não conseguia saber, pois ele usava uma camiseta preta.
Ao virar-se engoli seco, o cara era muito gato, tinha um olhar penetrante que contrastava com as suas covinhas que davam um ar de inocência.
- Ela que é a Belinha? – falou com sua voz grossa me tirando dos meus devaneios.
Belinha?
- Belinha?
Leah e Kate começaram a gargalhar enquanto foram em direção ao grandão para dar um abraço apertado.
- Amiga, nós contamos sobre sua trágica história de amor na última festa e o nosso amigão aqui vai te presentear com 3 tatuagens do jeito que você quiser – Leah tomou a frente enquanto passava um dos seus braços pelo do grandão.
- Belinha? – ralhei novamente.
- Sí! – sua voz gutural e grossa ecoou pelo local. Ele andou até mim, dando um abraço de urso que, por um segundo, me deixou sem ar – Você merece um agrado depois do que aquele sem noção fez com você. E Belinha é carinhoso. Só não deixe minha Rose ouvir isso – e piscou – mas vamos lá, o que você tem em mente? – e começou a me levar para a cadeira de tatuagem.
Conversamos um pouco e ele era muito atencioso e engraçado. Descobri que ele estava bem feliz, pois seu irmão estava voltando para casa hoje depois de um bom tempo fora. Fiquei feliz por ele.
No final decidi tatuar uma frase que eu amava muito, de uma das minhas séries favoritas: House M.D. A frase era em latim "omnes te moriturum amant", que traduzido era "todos te amam no seu leito de morte", duas borboletas acima da frase, afinal seu simbolismo era sobre resiliência e uma na virilha escrito "free soul".
Sempre achei que tatuagem doía muito mais, e no final foi suportável (com exceção a da virilha, mas ok). Eu estava contente com as minhas escolhas, sempre havia pensado muito sobre essas tatuagens, então eu sabia que não iria me arrepender em algum momento.
Saímos do pequeno estúdio do Emmett com a promessa de voltar em breve e decidimos ir dançar um pouco, mas antes, pegamos mais uns shots de tequila. Naquela altura, eu já estava um pouco alta, sempre fui resistente ao álcool, mas tudo tem limite.
Ao chegarmos na pista, uma música latina tocava, eu não conseguia entender a letra, mas provavelmente tinha algum cunho sexual, tendo em vista o jeito que as pessoas se esfregavam ali na pista de dança.
Kate e Leah começaram a dançar e me incluindo o tempo todo, embora era perceptível que elas queriam dançar do mesmo jeito que os outros casais por aqui. Inventei uma desculpa que iria até o banheiro e comprar uma água, para deixá-las mais à vontade.
Fui andando pelo recinto, me sentindo um pouco tonta e perdida, afinal eu não fazia a mínima ideia de onde era qualquer coisa, além de estar levemente alcoolizada.
Perguntei a um homem qualquer onde era o banheiro e o mesmo me mostrou e assim segui, porém fui interceptada por alguém antes que pudesse adentrar o lugar.
- Uma mulher como você não deveria estar andando sozinha por aí.
Revirei meus olhos, não bastava Jacob me dizendo que eu tinha que ser assim ou assado.
- Uma mulher como eu pode fazer o que quiser – falei me virando para olhar o macho escroto que estava me dizendo isso.
E, simplesmente, fiquei paralisada.
O cara era lindo, estonteante, senti que prendi a respiração ao olhá-lo.
- Obviamente – sorriu torto, senti minha calcinha levemente úmida – Mas aqui, num lugar como esse, nunca se sabe quem pode estar de olho em você e pronto para pegá-la desprevenida – e mordeu seu lábio em seguida.
Engoli seco e fui estudá-lo um pouco.
Era um homem muito lindo, deveria ter um metro e oitenta, ou até um pouco mais, por deus, estou bêbada, sem condições. Seu cabelo era raspado, bem baixinho, o deixava com cara de marginal, eu simplesmente… amei? Usava um brinco na sua orelha esquerda que, por um momento, imaginei minha língua passando por ali bem devagar… Seus olhos eram verdes, me lembravam duas esmeraldas. Eu tinha um brinco de esmeraldas perdido em algum lugar, presente do meu digníssimo ex-sogro, deveria vender e arrumar uma boa grana. Enfim, seu nariz era um nariz bonito, simétrico demais, será que tinha feito alguma plástica?
Até que meus devaneios foram interrompidos ao ver aquela mandíbula, que estava me chamando para lambê-la ridiculamente marcada e sexy como o inferno. Senti minha baba querer escorrer e fechei a boca para evitar o mico.
- Gostou do que viu? - perguntou em um tom convencido
- Não muito - MENTIROSA!
- Eu duvido - aproximou-se de mim e sussurrou no meu ouvido - aposto que você está molhadinha só de olhar pra mim - afastou-se e deu uma piscadela - a gente se vê.
Fiquei ali parada por um momento, tentando entender o que havia acontecido nesses poucos minutos enquanto eu apenas estava indo ao banheiro.
Fui até o mesmo e fiz o que tinha que fazer e voltei para encontrar Leah e Kate, que nesse momento estavam com um grupo grande de pessoas, entre eles, Emmett, o tatuador.
- Bellinha! - o grandão berrou assim que me viu.
- Ei, Emmett!
- Essa aqui que é a Rose, minha esposa - e abraçou uma loira escultural que estava ao seu lado.
- Prazer - a cumprimentei com dois beijos no rosto.
- El placer es todo mio - e piscou em seguida.
O que esses mexicanos tinham que adoravam piscar desse jeito?
- Aquele esquisito ali metido a cowboy é o irmão da minha Rose, Jasper, namorado da pintora de rodapé, que é nossa irmã caçula, Alice.
- Pintora de rodapé es mi huevo – bradou a menor mostrando o dedo do meio em seguida.
Ficamos conversando amenidades enquanto várias rodadas de cerveja e tequila chegavam a nossa rodinha, me perguntava como eu e as meninas iríamos dividir a conta com esse povo todo. Até que em um determinado momento, o cara que eu havia esbarrado chegou até o nosso grupo, causando grande comoção.
- Edito! – Alice praticamente gritou e correu para os braços do rapaz.
- Hermano! – Emmett falou em seguida e foi na mesma direção de Alice e do tal "Edito".
Lembrei da conversa que tivemos antes no estúdio do grandão, provavelmente esse era o irmão que estava voltando depois de muito tempo fora, sorri ternamente ao ver a cena.
- Puta que pariu, que homem gostoso – Kate falou ao meu lado.
- Amor, vamos chamá-lo para uma festinha? – Leah falou em seguida lambendo os lábios.
Apenas revirei os olhos e dei um gole na bebida que estava na minha mão, esperando que Emmett apresentasse o homem (que era sim, gostoso), como eu já havia avaliado com meus próprios olhos anteriormente.
Os irmãos conversaram algo e em seguida voltaram ao grande grupo onde estávamos e senti o olhar do "Edito" em mim, fingi que não estava entendendo nada e continuei a beber meu drink.
- Kate, Leah, Bella, esse aqui é o meu irmão, Edward Cullen.
O homem se aproximou e cumprimentou, Kate, Leah e parou à minha frente, deu um sorriso torto de matar, colocou uma mão em minha cintura e se aproximou do meu rosto me dando um beijo que pegou o canto da minha boca, arfei levemente.
- Olá Bella – se afastou e piscou novamente.
Apenas sorri e tentei me lembrar como respirava e voltei a beber a minha bebida, olhei para o grupo e todos nos olhavam com um olhar cheio de segundas intenções.
Antes que pudesse dizer algo, Emmett nos chamou para a pista de dança principal e todos fomos juntos. Começamos a dançar e eu podia sentir o olhar de Edward queimar na minha nuca, Kate e Leah falavam a todo momento que ele não parava de me olhar.
Continuei dançando e entre uma música e outra parava para tomar uma água, eu me sentia saindo um pouco do controle por conta do álcool e decidi terminar a noite somente na água.
Durante a troca de música, corri até o bar e peguei mais uma garrafa de água, quando dei o primeiro gole, Edward apareceu na minha frente e pegou a garrafa da minha mão e dando um grande gole.
Fiquei observando a garrafa se esvaziando e desci meu olhar até sua garganta, vendo a mesma se mexer com o líquido, sem me dar conta, estava passando minha língua pelos meus lábios enquanto ele me observava.
- Gosta do que vê? – perguntou novamente.
- Talvez...
- A resposta está diferente da primeira vez – me entregou a garrafinha na hora que começou uma música um pouco mais... sexy talvez?
Então, sem dizer nada, apenas me puxou pela mão e me levou até o lado oposto da pista de dança, adentramos dentro da multidão, parando em algum lugar.
Ainda em silêncio, colocou sua mão em minha lombar e grudou nossos quadris, engoli seco e senti uma gota de suor escorrer pelas minhas costas.
- Acho que esqueci de perguntar se você queria dançar comigo, então... Quer dançar comigo?
Apenas assenti e novamente ele piscou e começou a mover-se comigo ao som daquela música.
Reggaetón Lento – CNCO feat. Little Mix
Senti minha respiração falhar e meu coração acelerar enquanto nos movemos daquele jeito tão sensual. Suas mãos passeavam pelo meu corpo, como se já conhecesse há anos. Pensei em quantas mulheres já passaram pela sua mão, para que tivesse tanta maestria naquilo.
Num movimento rápido, me virou de costas para ele, colando seu peitoral em mim. Seu quadril colado ao meu enquanto rebolamos em sincronia com a música. Sua respiração quente da minha nuca.
Eu nunca, em toda minha vida, estive tão molhada como agora.
Em determinado momento, eu pude sentir algo cutucando minha bunda, tentei a todo custo fingir que não sabia o que poderia ser aquilo, mas Edward fazia questão de demonstrar o quão animado estava com a dança.
Ouvi ele praguejar algo em espanhol, mas não consegui entender, novamente me virou, me deixando de frente para ele, levantei meu olhar e senti minha garganta secar.
Nunca, em toda minha vida, um olhar direcionado a mim tinha sido tão erótico, ali, no meio daquela pista de dança, eu me sentia nua.
E eu gostaria muito de estar assim até o final da noite.
E com ele em cima de mim.
- Eres extremadamente caliente, Bella – aproximou seu rosto do meu pescoço onde deu um beijo de boca aberta, passando a língua em seguida, enviando arrepios por todo meu corpo.
Eu acabei gemendo, consideravelmente alto, o que o fez dar uma risada em meu pescoço.
- Eu apenas beijei seu pescoço e você já está assim? – levantou seu rosto e em seus lábios tinha aquele sorriso torto matador.
Antes que pudesse responder, novamente ele me tirou da pista e me levou em direção ao mesmo mezanino da área VIP que estava anteriormente para fazer a tatuagem.
Andamos entre as pessoas até entrarmos no estúdio de Emmett. Mal consegui entender o que estava acontecendo, quando Edward me prensou na porta que havia fechado e nossas bocas se chocaram.
Senti um jato de adrenalina correr pelo meu corpo, ao mesmo tempo em que sua língua entrava em contato com a minha. Começamos um beijo desesperado, suas mãos nesse momento estavam em minha bunda enquanto ele esfregava a sua ereção com força em mim.
Gemi alto novamente quando ele apertou minha bunda com mais força, quase me levantando do chão, o que eu entendi como uma indireta para passar minhas pernas em torno da sua cintura.
Então eu fiz, né.
Passei ambas pernas em torno dele, que parece ter gostado, tendo em vista que pressionou sua ereção com mais força diretamente no meu centro apenas coberto pela pequena calcinha.
- Santa Madre! – falou com sua boca colada na minha e pressionou novamente.
- Se você continuar falando em espanhol, eu não vou durar muito tempo.
Edward riu e voltou a me beijar e por um momento pensei que qualquer coisa que ele fizesse, não me faria durar muito tempo.
Caso chegássemos às vias de fato.
Uma das suas mãos subiu até meus seios, não perdeu tempo em colocá-la embaixo do meu top e apertar com voracidade, gemi consideravelmente na mesma medida que ele ao perceber que eu não usava sutiã.
- Eles cabem direitinho na minha mão, queria saber se cabem direitinho na minha boca – e sem perder um segundo sequer, parou de me beijar e levou seus lábios até meus seios.
Minhas costas arquearam ao sentir seus lábios, uma corrente elétrica passou pelo meu corpo, indo direto até minha intimidade que poderia muito bem estar escorrendo nesse momento.
Não sei se era o álcool, se era a situação, se era ele ou tudo junto, mas nunca senti metade do que eu estava sentindo nesse momento com Jacob, nem nas nossas melhores transas.
E isso era, praticamente, uma preliminar.
Edward então subiu novamente seus lábios aos meus e a sua mão que estava anteriormente em meu seio começou a descer ao sul. E eu sabia muito bem onde ela iria parar.
Sem muita cerimônia, Edward levantou minha saia e levou sua mão até minha calcinha, passando a ponta por cima da mesma, onde ficava meu centro.
- Díos mio! – sua voz falhou – Você está encharcada. Como pode? Não fiz nada.
Sem responder nada, puxei seus lábios para os meus novamente enquanto o beijava desesperadamente e rebolava tentando um contato maior com a sua mão.
Porém quando ele adentrou minha calcinha com seus dedos, alguém bateu fortemente na porta atrás de nós, fazendo com que nos assustássemos.
- Edward? – ouvi a voz de Emmett – sei que a Bellinha está com você, as meninas foram embora, pois Kate passou mal, eu disse que você a levaria.
Então eu tive um estalo.
Eu estava bêbada.
Com um desconhecido.
Lindo e gostoso, porém desconhecido.
Em um bairro com a maior taxa de criminalidade de L.A.
E minhas amigas haviam me deixado aqui.
- Eu preciso ir – falei enquanto me ajeitava.
- Eu te levo – sua expressão era confusa.
- Não te conheço, vou de táxi – abaixei minha saia e arrumei meu top e me dei conta de que não estava com a minha bolsa – Eu deixei minha bolsa com você?
Edward sinalizou um não e eu comecei a entrar em pânico.
- Bella – o ruivo falou e colocou as mãos nos meus ombros – Eu não tenho problema algum em te levar, não vou te estuprar, matar ou qualquer coisa. Eu não sou assim, mas posso chamar um táxi se você se sentir mais segura.
Ponderei, dentro do que eu conseguiria devido a minha embriaguez e pedi que ele chamasse um táxi.
Saímos da sala de Emmett e fomos em direção a saída, algumas pessoas me deram tchau, mas eu não conseguia me lembrar quem eram. Mais um motivo para ir embora de táxi, você está muito bêbada.
Ao parar do lado de fora da festa, Edward pediu que um dos seguranças chamasse um táxi com urgência e me senti importante com o feito. Inferno de homem gostoso e mandão.
Ficamos em silêncio até o tal táxi chegar, quando fui me virar para agradecer Edward, o mesmo olhava o taxista com um olhar mortal, senti um arrepio nada agradável na espinha e voltei o meu olhar ao taxista.
- Vem, Bella, eu vou te levar – Edward falou secamente e começou a me puxar para o outro lado, indo em direção a uma rua deserta e um tanto quanto escura.
Quando comecei a me desesperar e preparar o grito mais algo que eu conseguiria dar, Edward me encostou na parede e fixou seus olhos verdes lindos nos meus, sua respiração era entrecortada e ele parecia estar puto.
- Aquele cara é como um... inimigo da minha família – passou a mão pelo seu cabelo, mas acho que ele lembrou que estava curto e bufou irritado – foi muita audácia dele ter vindo até aqui e ainda querer ser o seu taxista. Por isso irei te levar.
Assenti e o segui até a parte de trás do galpão onde um cara alto e forte nos esperava, ele entregou a chave do carro na mão de Edward que seguiu para uma outra porta, ao entrar era como olhar uma garagem de gente rica, vários carros esportivos que deveriam valer mais que o meu apartamento meu humilde carro juntos.
Paramos na traseira de um Aston Martin, eu não entendo muito de carros, mas eu conhecia essa marca em específico, pois era um sonho de consumo do meu digníssimo Pai, o mesmo guardava dinheiro há anos para poder comprar um quando se aposentasse da polícia.
Edward apertou um botão e andou até a porta do carona e a abriu para mim, ao entrar comecei a avaliar o carro. Bancos de couro, painel mais tecnológico do que o meu iPhone, vidro fumê.
Vidro fumê... As coisas que passaram pela minha mente não eram nada puras.
Assim que ele entrou, deu a partida e rapidamente deu a ré, virou a direita e saiu por um grande portão onde outros grandes seguranças fizeram um aceno de cabeça quando passamos.
Edward pediu meu endereço e eu me ofereci para colocar no GPS, porém eu mal sabia mexer naquele painel cheio de coisas tecnológicas demais para mim.
- Argh, não acho o GPS – falei um tanto quanto irritada.
- Só me falar seu endereço, conheço L.A. como a palma da minha mão - Logo falei e ele deu um sorrisinho torto e sussurrou algo em espanhol que, pra variar, não entendi.
Alguns minutos depois ele conseguiu colocar em uma rádio aleatória onde Bruce Springsteen cantava sobre os dias de glória que passaram pelas nossas vidas. Comecei a cantarolar, afinal meu pai era um grande fã do homem.
- A patricinha então gosta de Bruce Springsteen? – Edward cortou o silêncio.
- Patricinha? Tô bem longe de ser isso.
- Seu bairro é um bairro para uma classe média alta – piscou.
Revirei meus olhos.
- Lutei muito para poder morar lá, papai e mamãe me ajudaram com o básico – cruzei os braços.
- E o que é esse básico? Deram o carro? O apartamento?
Bufei sentindo meu rosto queimar de ódio.
- Foram meus fiadores, e nada mais – virei meu rosto pela janela.
Ouvi Edward dando uma risada baixa, rouca e gostosa. Tentei não achar ridiculamente sexy. Mas obviamente falhei.
- Você fica muy hermosa coradinha assim, mas prefiro que esteja pelos mesmos motivos de um tempo atrás – e piscou.
Senti meu rosto dessa vez corar de vergonha e novamente virei meu olhar para a janela.
Uma música meio nada a ver começou a tocar no rádio e tive a liberdade de mudar de rádio, porém, como boa estabanada que sou, acabei desligando o mesmo.
- Argh! Desisto! Eu odeio a tecnologia.
- Eu também – e sorriu torto novamente – Não tenho celular, redes sociais, nada. Só tenho esse carro porque foi um presente do meu pai. Uma maneira de celebrar as boas-vindas.
- Ah sim, Emmett comentou que você estava voltando pra casa depois de um tempo...
Paramos em um sinal vermelho e Edward virou-se na minha direção, percebi seu olhar direcionado aos meus lábios e me dei conta que estava mordendo os mesmos.
- Sim, fiquei uns anos fora – e sorriu, porém o sorriso não chegou aos seus olhos – e imagino que queira saber o porquê, mas não sabe se pode me perguntar – assenti.
"Bem, digamos que fiquei em um exílio forçado – riu sem humor algum – há cerca de 4 anos, mas agora voltei e não pretendo sumir novamente" – ao terminar de falar o sinal abriu e ele saiu com o carro.
- Então você voltou como um filho pródigo?
- Algo assim – sorriu novamente sem humor.
Após isso ficamos quietos até que chegamos na frente do meu apartamento, antes que pudesse virar para me despedir do homem o mesmo saiu do carro e novamente abriu a porta do passageiro para mim.
Andamos lado a lado até a portaria e quando fui colocar minha digital para abrir a porta, Edward me puxou e passou os braços por minha cintura e sem dizer nada, novamente me beijou.
Diferente do beijo que havíamos trocado anteriormente, esse era calmo, ele parecia querer descobrir cada canto da minha boca, bem como cada canto da minha cintura, já que suas mãos serpenteavam por ali, ameaçando a descer para a minha bunda.
Porém antes que pudéssemos nos animar, Edward terminou o beijo com um selinho e afastou-se de mim.
- Boa noite, Bella. A gente se vê – piscou e saiu, me deixando ali parada e molhada.
Entrei na portaria e pedi uma cópia da chave ao porteiro e subi até meu apartamento. Logo que entrei, tratei de mandar uma mensagem nas redes sociais das minhas amigas, perguntando se estavam bem e dando uma bela de uma bronca por terem me deixado sozinhas e por não terem entregado minha bolsa para alguém.
Um tempo depois eu estava de banho tomado, com meu pijama confortável deitada em minha cama e passava pelos canais de televisão, mas nada chamava a minha atenção.
Desliguei e virei para o lado oposto, me deitando de bruços, olhando Joe deitado, milagrosamente, em sua caminha no chão. Porém meus pensamentos iam para Edward, seu sorriso torto de matar, seus olhos verdes intensos, seu cabelo raspado estilo criminoso recém saído da prisão.
- Inferno, nunca vou me perdoar por não ter sentado naquele macho – bradei e decidi tentar dormir.
N/F: Nos vemos na parte II
