N/A: Uma semana depois e estamos aqui com a parte dois.

Capítulo com presentinho pra vocês, já que estamos em clima de natal.

Nos vemos lá embaixo


Uma semana depois

Faltavam exatamente 2 minutos pro meu plantão de 48h acabar e eu me encontrava exausta. Lá fora, um sábado de sol escaldante pedia uma praia, ou uma cerveja com as minhas amigas. Porém tudo o que eu queria era um banho gelado e minha cama por tempo indeterminado.

Aproveitei e fui andando devagar até o ponto eletrônico para registrar minha saída, pensando em qual série chata iria colocar para poder dormir como um anjinho sem hora para acordar.

Logo que bati meu ponto fui até o vestiário e decidi que tomaria banho em casa, estava cansada demais para pensar em qualquer coisa agora, então apenas tirei as lentes de contato, substituindo pelos meus óculos, peguei minha bolsa e saí de lá o mais rápido possível.

Fiz uma nota mental de comprar um celular o mais rápido possível, já que minha bolsa com ele e meus documentos tinham ficado com Deus na festa dos mexicanos.

Bufei e saí do prédio indo em direção ao meu carro no estacionamento, porém meus pensamentos foram interrompidos por um "psiu" do lado oposto de onde estava meu carro.

Ao direcionar meu olhar, minha respiração ficou presa na garganta.

Ali parado, em frente ao Aston Martin da semana anterior, estava Edward em toda sua glória.

Ele usava uma camiseta branca parecida com a semana passada, uma calça preta toda rasgada e um allstar surrado nos pés. Estava encostado em seu carro com os braços cruzados, destacando seus músculos e as inúmeras tatuagens. Engoli seco quando ele me chamou com o dedo para ir em sua direção.

Andei sem pensar muito, ainda incrédula como ele sabia onde eu trabalhava. E a incredulidade deu lugar ao medo quando pensei que ele poderia ser um stalker.

- Olá Bella – falou enquanto me olhava dos pés a cabeça – Nunca pensei que uma mulher pudesse ser tão sexy em scrubs e usando óculos.

Senti meu rosto corar enquanto desviei meu olhar, Jacob achava horrível meus scrubs e meus óculos, dizia que eu parecia que não me cuidava e que deveria me vestir como as outras médicas, que ficam em saltos, roupas justas em plantões longos.

- Obrigada, acho... Mas... Como você descobriu onde eu trabalho?

Riu torto e me olhou profundamente nos olhos.

- Kate e Leah tinham guardado as coisas de vocês no guarda volumes da festa. Me permiti ver se achava algo sobre seu trabalho pra poder te entregar, já que fui algumas vezes no seu apartamento e você nunca estava – deu de ombros e em seguida abriu a porta do seu carro e tirou minha bolsa lá de dentro e me entregou.

- Ah sim... Obrigada – quando estiquei meu braço para pegar, Edward me puxou, passando os braços pela minha cintura como fez da última vez que nos encontramos e foi se aproximando de mim – Edward... eu estou com roupa do hospital.

- E? – perguntou enquanto levou seu nariz ao meu pescoço, passando o mesmo devagar por ali – Não me importo, além de que está impagável a cara dos seus colegas de trabalho atrás de você nos olhando – fui tentar me virar e ele não deixou – Shh, não se sinta acuada – se afastou do meu pescoço e olhou em meus olhos – eu vim te fazer um convite também. Está livre domingo à noite?

Apenas assenti, sem conseguir pensar direito, era muita coisa pra processar.

- Então temos algo marcado, te busco às 20h – piscou e me deu um selinho e foi se afastando para entrar em seu carro.

- Como assim?

- É um encontro, talvez? – deu de ombros – vista algo casual. Até amanhã.

Então antes que eu pudesse pensar, entrou em seu quarto e saiu cantando pneus, me deixando ali parada no estacionamento, atordoada e molhada.

Pelo o visto isso seria algo recorrente se ele permanecesse na minha vida.

xxx

Domingo chegou e com ele minha ansiedade estava batendo no teto por conta desse encontro.

Eu me perguntava onde minha sanidade mental estava em simplesmente confiar em um desconhecido, que conheci em uma festa de procedência totalmente duvidosa.

Embora minha intuição me deixasse com uma pulga atrás da orelha sobre ele, decidi ignorar e simplesmente ir conforme a banda fosse tocando.

Faltavam cinco minutos para as 20h e eu me olhava pela milésima vez no espelho, usava uma saia jeans curta, com uma camiseta justa azul marinho, nos pés calçava um all star branco e levava uma bolsa pequena para guardar o necessário. Decidi ir de óculos, já que Edward disse que eu ficava sexy com eles, e passei um batom vermelho em meus lábios.

Assim que terminei de me olhar, o porteiro me ligou dizendo que estavam me esperando na entrada do apartamento. E com uma última olhadela no espelho fui em direção a porta.

Ao sair do prédio, vi que não era o carro de Edward, era um Jeep esportivo todo aberto e Emmett estava lá dentro. Franzi minha testa, mas fui em direção ao automóvel.

- Bellinha! – bradou assim que entrei – Edward pediu pra vir te buscar, ele precisou ir resolver algumas coisas e pediu que eu lhe pedisse desculpas – sorriu mostrando suas covinhas – Toma aqui uma cerveja – me entregou uma garrafa.

Durante o caminho conversamos amenidades, Emmett contou que sua esposa, Rose estava grávida e que ambos estavam felizes, tendo em vista que há anos tentavam essa proeza.

Entre uma cerveja e outra nem percebi que estávamos nos afastando da cidade e indo em direção a rodovia, mandei uma mensagem para as meninas com a minha localização e fui totalmente ignorada. Bufei e agradeci aos céus por Emmett não perceber.

Em algum momento saímos da rodovia e entramos em uma estrada que, obviamente, havia sido construída de maneira clandestina, passamos por entre algumas árvores até chegar numa parte descampada que dava em uma rodovia que tinha sido abandonada.

Eu sabia muito bem o que acontecia ali.

Rachas clandestinos.

Meu pai trabalhava diretamente na equipe que combatia esses rachas há anos, então ele contava para mim e minha mãe algumas coisas que presenciava nas vezes que acabavam com esses rachas clandestinos.

E que ironia, eu, a filha do Detetive Swan, num lugar como esse.

Saímos do carro após Emmett estacionar em uma parte que, obviamente, era exclusivo para ele e fomos andando em direção a aglomeração de pessoas que estavam na beirada da pista. O grandão me deu mais uma garrafa de cerveja, além de uns tickets para pegar outras no bar. Me deixou com Rose e Alice e disse que iria procurar Edward.

Conversei com as mulheres que estavam felizes pela volta de Edward, parabenizei Rose pela gravidez que, toda entusiasmada, me mostrou a nano barriga que estava aparecendo. Sorri para alegrá-la. Afinal, nunca deveria se contrariar uma grávida.

Porém meus pensamentos foram interrompidos quando avistei do lado oposto onde estávamos a última pessoa que gostaria de ver.

Jacob Daniel Black, com uma Jéssica Stanley grudada em seu braço.

E no mesmo momento ele me viu, sorriu sarcasticamente e veio em minha direção com aquela ridícula a tira colo.

Alice percebeu que algo estava errado e ficou ao meu lado com uma cara de brava, que na verdade estava bem fofa.

- Ora, ora, ora... Isabella Swan num lugar como, esse – me olhou de cima abaixo – veio vestida pra arrumar algum coitado que queira te comer? – E riu com a idiota da Stanley.

- A Stanley, Jacob? Sério? – ri amargamente – O que o desespero não faz.

- Garanto que é melhor que você em vários aspectos – e a puxou dando um beijo que era obviamente forçado pra tentar me provocar dor ou ciúmes.

E eu senti um total de 0 coisas.

- Você já deu seu show Black, agora vaza – uma voz atrás de mim (que eu conhecia) disse para o meu ex.

Edward parou ao meu lado e passou sua mão pela minha cintura e colando meu corpo no seu, senti o famoso arrepio e relaxei em seguida. Me sentindo a própria donzela sendo salva num momento de perigo.

Vi Jacob engolir seco e me olhar com raiva e voltar o mesmo olhar o Edward.

- Então você gosta dos criminosos, Isabella? Sabia que você não era normal mesmo – riu seco – Boa sorte com essa ai, Cullen. É mais morta na cama do que um cadáver.

Eu não sei o que aconteceu, só senti meu corpo sendo jogado pra trás e vi o corpo de Jacob no chão e sangue escorrendo. Jéssica gritava algo enquanto Alice e Rosalie a puxavam dali. Emmett apareceu e tirou Edward de cima do meu ex, enquanto o namorado de Alice brotou de algum lugar e me tirou dali.

Edward proferia vários xingamentos em espanhol para Jacob que estava com o rosto lavado de sangue e ainda sim sorria sarcasticamente.

- EU DISSE PRA VOCÊ NUNCA MAIS PISAR AQUI, TU HIJO DE PUTA! – Edward berrava enquanto via Jacob sendo levado por caras parecidos com os da festa – DA PRÓXIMA VEZ EU TE MATO.

- Edward, Edward! – Emmett se colocou na sua frente – Não fala isso com tanta gente por aqui. Você não pode jogar tudo no lixo por conta desse, hijo de puta. Vamos lá, conte até 10.

- Contar até 10 meu ovo – empurrou Emmett e agarrou minha mão e praticamente me arrastou de lá até uma parte mais tranquila.

Entramos numa espécie de camarim, que era uma tenda com vários daqueles homens grandões do lado de fora. Ele então soltou a minha mão e andou até um frigobar e pegou uma lata de tônica e despejou em dois copos e completou com gin. Pegou um dos copos e me entregou e bebeu todo o líquido do seu copo quase de uma vez.

Beberiquei o meu e fiquei olhando enquanto via Edward colocar um pouco de gelo dentro de um saco e colocava na sua mão direita. Ele sentou-se em um sofá que ali havia e deu dois tapinhas para que eu sentasse ao seu lado, e assim eu fiz.

Ficamos em silêncio, nesse meio tempo eu terminei de beber meu drink e o gelo da bolsinha derreteu. Edward jogou a bolsa do outro lado e tirou o copo vazio da minha mão, deixando ao lado do sofá. Ainda sem dizer nenhuma palavra, me puxou para que eu me sentasse em seu colo, de frente para ele, com uma perna de cada lado, fazendo que minha saia subisse quase que completamente.

Então, Edward colocou sua mão em minha nuca e puxou minha boca para a sua, me beijando lentamente. Sua língua fazia aquela coisa gostosa de parecer estar descobrindo cada canto da minha boca, que me deixava desnorteada.

Por um minuto me esqueci do que havia acontecido, principalmente agora com suas grandes mãos espalmadas em minha bunda enquanto ele apertava com força e forçava seu quadril contra o meu.

Fomos interrompidos pela voz do grandão do lado de fora dizendo que estava na hora de alguma coisa. Edward praguejou algo em espanhol e cuidadosamente me tirou do seu colo e se levantou, pude perceber uma protuberância interessante nas suas partes baixas e desviei meu olhar. Me levantei também e arrumei minha saia.

- Depois que eu correr, nós conversamos. Vou pedir pro Garrett te levar pra parte VIP da corrida – me deu um selinho – Senti saudade da sua boca – piscou e saiu.

Mal me recuperei do pseudo amasso e da pseudo confissão de Edward e o tal Garret apareceu para me levar a área VIP da corrida. Que consistia numa tenda na beirada da linha de largada com muita bebida e, possivelmente, drogas.

Assim que cheguei Rose e Alice me chamaram para juntar a elas, Rose tomava uma coca enquanto a baixinha bebia um shot de tequila e me entregou um para acompanha-la. Jasper chegou em seguida com Emmett que correu até um carro preto que estava próximo da tenda.

Os altos falantes fizeram um barulho de microfonia e alguém começou a falar em seguida.

- E novamente estamos aqui para a corrida do ano! – a plateia gritou – A disputa hoje garantirá os novos carros das Equipes. Lembrando que quem perder, perde também o carro que está disputando hoje!

"E sem enrolação, vamos apresentar os nossos corredores. De um lado temos o nosso atual campeão com o seu Porshe Vanquish amarelo, ele o invicto. Caius Volturi, da equipe Volturi!"

Houve alguns assovios e vaias quando o loiro de cabelo cumprido entrou acompanhado de uma ruiva de corpo curvilíneo que deu um beijão nele antes de entrar no carro.

Em seguida o locutor tornou a falar.

- E ele, que depois de um tempo fora voltou as pistas e promete reerguer o nome da sua equipe, que desde sua partida, ficava em segundo lugar. Então recebam ele, o incrível e o mais rápido: Edward Cullen, da equipe "La Familia".

A comoção foi geral, todos começaram a gritar e assoviar, além de levantarem bandeiras com seu nome e "La família" embaixo. Algumas meninas gritavam o nome de Edward e vários elogios em espanhol. Vi Alice revirar os olhos e comentar algo com Rose.

Edward entrou na pista e tinha trocado a camiseta por uma preta, escrito La Família no peito e seu nome nas costas. Levantou a mão acenando para as pessoas e olhou em direção onde eu estava com sua família e sorriu torto, piscando em seguida.

Provavelmente umedeci minha calcinha um pouco mais que o normal.

Logo entrou no carro e Alice saiu do meu lado indo em direção a linha de largada, na sua mão, segurava uma bandeira quadriculada. Andou até ficar no meio dos dois carros.

Levantou a mão direita onde estava a bandeira e os carros começaram a cantar pneu, olhei pra Edward que estava concentradíssimo nem Alice e nem olhava pros lados.

No momento que a baixinha abaixou a bandeira, tudo aconteceu tão rápido.

Ambos carros saíram em disparada, não consigo mensurar a quantos quilômetros por hora. Emmett e Rose gritavam a plenos pulmões e Alice juntou-se a nós fazendo o mesmo.

De onde estávamos, tínhamos uma visão privilegiada da pista, embora os carros estivessem longe, Edward parecia estar em desvantagem.

- Edward não está muito pra trás, não? – perguntei a Emmett.

- Ele é o mais rápido, sempre foi. Ele está usando a técnica dele "El Tornado". Olhe por si só, na volta ele ganha uma vantagem pelo cavalo de pau que dá no retorno – piscou.

E foi dito e feito, não consegui ver nada, pois estavam longe, mas Edward na volta ganhou uns bons metros do Volturi que culminou em sua vitória. Que levou todos ali a loucura.

Os Cullens saíram correndo quando o irmão saiu do carro para abraça-lo, Edward estava feliz e era perceptível em seu olhar. Retribuiu o abraço nos seus irmãos e cunhados, porém seu olhar procurava algo em volta.

Seu olhar encontrou com o meu e eu sorri timidamente, vi ele falar algo a sua família e começou a vir em minha direção e assim chegou até mim, me agarrou e deu um beijo cinematográfico na frente de todo mundo.

Não entendi muito bem o sentido daquilo, mas decidi retribuir, afinal, as pessoas a nossa volta gritavam como loucos e eu não deixaria ele pagar um mico desses.

Ao parar de me beijar, veio até meu ouvido e sussurrou uma promessa que me deixou totalmente desconcertada.

- Hoje á noite eu vou me perder no seu corpo, Mi Bella – e saiu piscando.

Eu já disse que minha calcinha era um caso perdido?

xxx

Eu mal sabia que horas eram, onde eu estava, e se esse era o sétimo ou nono shot de tequila.

Só sabia que estava sentada no colo de Edward, com ele cheirando meu pescoço e cantando uma música em espanhol que estava rolando ao fundo na caixa de som da festa que estava acontecendo pós corrida.

Sentia meu corpo, por mais que estivesse entorpecido, arrepiar a cada palavra que ele cantava da música, que somado com ele cheirando meu pescoço me fazia quase implorar que ele me comesse ali, na frente da sua família.

Em um determinado momento, eu pensei ter gemido quando ele mordeu o lóbulo da minha orelha.

E não foi um pensamento, eu gemi mesmo.

- Díos Mio! – bradou Emmett – Arrumem um quarto vocês dois.

- Obrigada pela deixa, Hermano – falou Edward me tirando do seu colo e se levantando – Adíos família – e foi me puxando, sem ao menos me deixar despedir dos seus familiares.

- USEM CAMISINHA! – Alice gritou tão bêbada quanto eu.

Joguei um beijo no ar e me deixei ser arrastada por Edward.

Andamos um pouco até chegar novamente na sua Tenda/Camarim e ele foi até seu frigobar pegando duas garrafas de água.

- Bebe – falou ao me entregar, e eu obedeci né? Pedindo com tanto jeitinho.

Fui bebendo o líquido da garrafa, quando novamente ele me chama para sentar em seu colo, sem pestanejar eu fiz.

Ultimamente eu não ando pensando direito quando se trata desse homem.

- Queria te perguntar uma coisa antes de irmos – seu tom era sério.

Acenei com a cabeça e ele continuou.

- De onde você conhece o Black?

Dei um longo gole na garrafa antes de responder.

- Ele era meu noivo até um mês atrás, terminou comigo um dia antes do meu aniversário de 29 anos – voltei a beber minha agua lentamente.

Edward ergueu sua sobrancelha esquerda e ficou em silêncio por uns segundos.

- Noivo? Desde quando?

- Nós namorávamos desde meus 15 anos, ficamos noivos há uns dois anos – dei de ombros.

Ele apenas fez um barulho parecido com um "hmpf" e continuou bebendo a sua água, mas aquilo não foi o suficiente.

- "Hmpf" o quê, Edward?

- Hijo de puta – cerrou os dentes – Ele não se apresentava como um cara comprometido por aqui. Da última vez que apareceu, deu em cima de Alice e meus caras quebraram ele na porrada.

De repente tive um estalo e me lembrei da vez que Jacob apareceu na minha casa de madrugada, com o rosto todo machucado. Lembro dele ter alegado sofrido uma tentativa de assalto e pra não perder o relógio caro que eu havia dado de presente no natal passado, lutou contra os bandidos.

- Eu me lembro desse dia...

- E bem... ele ficou com outras mulheres por aqui – sua voz era baixa – mais de uma vez.

Me levantei do seu colo e comecei a andar de um lado para o outro.

- Então além de ter sido trocada pela secretária do tio dele, descubro que sou chifruda? Filho da puta! Galinha! Idiota – peguei a primeira coisa que vi na minha frente e taquei no chão, e segui fazendo isso com o que minha visão e mãos alcançavam.

Até que Edward me abraçou por trás, meio que me imobilizando – e provavelmente impedindo de terminar de destruir suas coisas.

- Bella, isso só prova que você está muito melhor sozinha – me virou, para que ficasse cara a cara com ele – Esquece esse merdinha.

Sentia a raiva me corroendo por dentro, foram 14 anos doados pra aquele babaca de pinto pequeno, pra ser traída, trocada e humilhada. Eu me sentia a pior mulher do mundo. No final, acho que eu merecia mesmo ser chamada de tudo aquilo o que ele disse ao terminar comigo. Eu deveria ser uma mulher muito ruim mesmo, pra merecer tudo isso a troco de nada.

- Bella? Tudo bem? – Edward me perguntou, em seu olhar havia preocupação.

Sem pensar direito, puxei Edward pela nuca e colei sua boca na minha. Percebi que ele não entendeu nada e simplesmente começou a retribuir na mesma intensidade.

Meu beijo era desesperado, eu sentia sorver de tudo o que Edward podia me proporcionar naquele momento. Eu precisava sorver tudo dele, eu precisava me sentir uma mulher desejada, não uma mulher traída e humilhada.

Empurrei-o até cair no sofá e subi no seu colo, levantei minha saia e coloquei suas mãos na minha bunda. Edward gemeu em minha boca e apertou a polpa delas com uma força considerável.

Comecei a rebolar em seu colo, minhas mãos passeavam por seu peitoral, onde conseguia sentir seus músculos do peitoral e os gominhos em sua barriga, gemi novamente e pensei em como seria uma delícia passar minha língua por cada um deles.

Minhas mãos, essas danadinhas, decidiram que a melhor escolha era descer pelos gominhos da sua barriga e parar no botão e zíper de sua calça. Porém quando eu consegui abrir os dois, Edward segurou minhas mãos.

- Vamos pra outro lugar – falou arfando.

- Não, eu quero aqui – e voltei a descer seu zíper.

- Bella. Vamos pra outro lugar – sua voz era séria.

Antes que eu pudesse responder, ele levantou comigo em seu colo e me jogou em seu ombro, abaixou minha saia e saiu pelo lado oposto de onde tínhamos entrado.

Me chacoalhei em seu ombro e só parei quando ele deu um tapa estalado em minha bunda seguido de um "fica quieta", e eu obedeci, como boa cadelinha que sou.

Chegamos em seu carro e ele rapidamente abriu a porta do passageiro, me colocou sentadinha e passou o cinto, deu um selinho em meus lábios. Fechou a porta e correu para o lado do motorista, entrando rapidamente e cantando pneus ao sair com o carro.

Quando percebi já estávamos na rodovia principal, em alta velocidade em direção a Los Angeles. Edward não tirava os olhos da estrada e apertava o volante com força.

Senti um tesão absurdo ao ver suas mãos grandes, com as veias saltadas, seu braço todo tatuado e musculoso. Imaginei como seria a visão com ele em cima de mim, vendo seus braços flexionados enquanto ele metia em mim sem dó.

Soltei um gemido baixo que não passou despercebido por ele, que levou uma das mãos até seu membro, no qual apertou por cima da calça, suspirando profundamente.

Não sei se foi por conta das tequilas, mais o tesão acumulado por esse homem, só sei que quando dei por mim, eu estava levando minha mão direita até meu clitóris totalmente inchado e molhado, e por cima da minúscula calcinha comecei a fazer movimentos circulares.

- Bella... Santa Madre, você está se tocando? – perguntou com a voz entrecortada.

- Talvez... hmm.

Olhei pra sua cara de incredulidade e subi minha saia, mostrando o que eu estava fazendo embaixo dela com mais clareza.

Edward trincou os dentes e enfiou o pé no acelerador, percebi que se remexeu desconfortavelmente em seu assento, provavelmente por conta da sua excitação.

Minha mão livre tomou vida própria e foi indo em direção ao seu membro, mas antes que pudesse tocar, Edward me impediu.

- Se você tocar, eu bater esse carro. Já estamos chegando.

Olhei para o lado de fora e percebi que estávamos nos aproximando do bairro onde rolava a festa dos mexicanos. Passamos pelo galpão e umas duas quadras depois chegamos em outro galpão.

Ele mal parou o carro e já saiu, eu não perdi tempo e tirei meu cinto. Edward abriu a porta do carro e praticamente me arrancou dele. Haviam alguns caras ali, fortões (como sempre) no qual ele apenas cumprimentou em espanhol e seguiu me puxando pela mão.

Entramos numa espécie de mecânica, mas mal tive tempo de ver outros detalhes. Seguimos e entramos numa espécie de garagem com vários carros que pareciam ser de luxo, alguns novinhos, outros desmontados. Mas, novamente, não pude ver com mais detalhes.

Mais ao fundo havia um escritório, e do lado uma escada que levava para uma espécie de mezanino fechado. Subimos por essa escada e paramos em uma porta, Edward rapidamente abriu com uma das chaves em seu molho e me empurrou levemente para dentro, fechando a porta atrás de si.

Antes que pudesse dar uma olhada onde nós estávamos, Edward prendeu meu corpo contra a porta e começou a me beijar, roçando sua ereção em meu ventre desesperadamente. Sem me conter dessa vez, levei minhas mãos a barra da sua camiseta e puxei pra cima, ele apenas se afastou o suficiente para que eu tirasse a mesma e voltou a me beijar.

Pude então me aventurar no seu abdome, sentindo os gominhos com as pontas dos meus dedos, gemi em sua boca ao sentir o quão gostoso ele era.

- Você está deliciosa com essa roupa, Isabella. Mas eu quero muito te ver nua – falou contra minha boca e em seguida começou a tirar a minha camiseta.

Ao ver meus seios no sutiã branco, gemeu consideravelmente e desceu suas mãos até minha saia, tirando meu cintinho e não perdendo tempo em abrir o botão e zíper e baixando minha saia com certa violência.

Voltou a me beijar e levou suas mãos até minhas coxas e as forçou pra cima, entendi que era pra eu passar as pernas em volta da sua cintura e assim fiz. Ele então andou comigo, ouvi chutar uma porta e em seguida fui praticamente jogada em uma cama.

Edward tirou seus sapatos os chutando para o lado e tirou sua calça, dando o mesmo destino dos seus sapatos, então pude vê-lo melhor.

Em seu peitoral havia uma tatuagem escrito "La Familia" que ia de um lado ao outro com uma fonte muito bonita. Descendo o olhar para os seus gominhos, havia outra escrito "México", no mesmo lugar onde estava escrito "Califórnia" do Adam Levine.

Seus braços eram todos tatuados, o que é chamado de "braço fechado" o tema era algo voltado ao mar, visto que todas os desenhos eram relacionados ao mar.

Minha atenção foi tirada ao ver Edward tirar sua cueca sem cerimônia alguma, engoli seco ao ver seu pau em toda sua glória saltar e ficar ereto em minha direção.

E preciso confessar.

Era o pau mais lindo que eu já vi em toda a minha vida. Provavelmente minha mão não fecharia no seu torno, era na medida certa, e de onde estava, podia ver que a cabecinha brilhava com seu pré-gozo.

Edward saiu do meu campo de visão e foi até o criado mudo onde pegou algumas camisinhas, jogou-as ao meu lado da cama e abriu outra colocando com maestria em seu membro.

- Eu não vou ser nada gentil, Bella. Penso em te foder desde o dia daquela festa – falou enquanto tirava a minha calcinha e ao retirar completamente lambeu seus lábios ao olhar minha buceta, desceu sua mão e passou por minhas dobras, mergulhando um dedo dentro de mim e me arrancando um gemido.

- Díos Mio, Bella. Sempre tão encharcada – retirou seus dedos de dentro de mim e levou até seus lábios, sugando todo meu líquido que escorria pelos seus dedos – Deliciosa.

Então, sem esperar mais, me puxou pelas pernas e segurou-as juntas, apoiando em seu ombro esquerdo, me impossibilitando de me mexer e de ver o que ele fazia.

Mas não demorou muito para sentir a ponta do seu pau forçar na minha entrada e em seguida começar a me preencher.

- Mierda – bradou entre dentes – parece que estou enfiando meu pau num buraco de fechadura. Mierda, mierda.

Eu mal conseguia proferir uma palavra, Edward mal havia se mexido dentro de mim e eu me sentia mergulhada em prazer.

Ele então começou a se mover dentro de mim, num entra e sai lento, porém profundo. Edward gemia palavras em espanhol que entravam em contato direto com a minha buceta que jorrava no seu pau.

Enquanto movia-se daquele jeito gostoso, suas mãos grandes ora apertavam minhas coxas e bunda, ora deslizavam pelo comprimento das minhas pernas.

Em determinado momento, Edward aumentou a velocidade das estocadas, que me faziam quicar na cama e gemer cada vez mais alto.

- Eu sabia que você era uma puta na cama, Isabella – falou enquanto metia fundo e rápido – Geme mais alto, quero minha putinha gemendo o mais alto que conseguir – e ao terminar deferiu um tapa forte e estalado em minha bunda.

Sem vergonha alguma eu gemia como uma atriz pornô e sem forçar para isso. Ele me proporcionava o maior prazer que já havia sentido em minha vida.

Edward saiu de dentro de mim e me virou na cama, me deixando de quatro pra ele, sem esperar muito meteu seu pau dentro de mim com muita força, ainda bem que ele segurava minha bunda ou eu teria caído vergonhosamente para a frente e estragaria todo o clima.

Naquele momento tudo o que eu sentia era o pau de Edward entrando e saindo de mim com força, suas mãos em minha bunda que a maltratavam de tantos tapas e um prazer indescritível atravessando meu corpo, sentia como se um choque passasse pelo meu corpo, que no final concentrava-se em minha buceta.

- Mierda, tão perto – ele disse e levou uma das suas mãos até meu clitóris onde começou a fazer movimentos circulares.

- Edward... isso... assim, não para.

- Não pretendo... Isso, rebola pra mim, sua putinha.

Continuei a rebolar no seu pau e nos seus dedos, sentindo aquela sensação familiar começar a crescer em meu ventre e perpassar meu corpo. Minha intimidade começava a dar seus espasmos e apertar o pau de Edward.

- Bella... goza comigo... Puta merda.

Ele mudou o ângulo que metia em mim e foi o suficiente para que eu explodisse em torno do seu pau, o esmagando dentro de mim. Ouvi Edward praguejar e em seguida dar um gemido alto enquanto apertava minha bunda com muita força, merda, vou ficar toda marcada.

Edward jogou seu corpo em cima do meu e eu adorei a sensação daquele homem jogado em cima de mim, suado e desfrutando do prazer que eu proporcionei pra ele.

- Bella... Se eu soubesse, teria te fodido naquele dia na festa – riu rouco e saiu de cima de mim, mas me puxando para si em seguida.

- Vontade não faltou – falei ofegante.

Ficamos alguns minutos em silêncio até que ele pediu licença e foi ao banheiro tirar sua camisinha. Um tempinho depois voltou vestido sua cueca preta e com sua camiseta que emprestou para que eu pudesse me vestir.

Agora que o tesão havia passado eu comecei a olhar em volta. Aqui provavelmente era uma kitnet de Edward que ficava em uma oficina?

- Que foi? – perguntou me olhando de lado, enquanto apoiava sua cabeça em sua mão esquerda.

Mordi meus lábios e virei meu corpo em sua direção.

- Você mora em uma oficina?

Riu torto e levou sua mão livre até meu rosto, tirando uma mecha de cabelo.

- É temporário. Como acabei de voltar, estou sem lugar para morar. E como aqui estava vazio – deu de ombros – De qualquer forma, aqui é a oficina do meu pai e de Emmett, então estou em casa.

- Entendi...

Continuei mordendo meus lábios. Eu morria de curiosidade para saber onde ele estava e porque estava nesse "exílio forçado".

- Você deve estar morrendo de curiosidade pra saber onde eu estava, não é?

- Eu disse isso em voz alta?

Edward gargalhou e se aproximou dando um selinho.

- Não, mas você é bem fácil de ler. É uma péssima mentirosa.

- Meu pai sempre me disse isso.

- Bem... Se ele te disse – deu novamente de ombros – Mas enfim, passei um tempo no Colorado e agora voltei.

- Colorado? – fiz uma careta.

- Tenho parentes lá, precisava dar uma sumida daqui pra e fiquei por alguns anos lá.

Arqueei minhas sobrancelhas.

- Entendi.

Edward sorriu torto e se aproximou me dando um selinho.

- É o que precisa saber, por enquanto. Tá com fome? – perguntou se levantando e indo em direção ao telefone e pegando um cardápio de alguma pizzaria.

Pedimos pizza e ficamos comendo e falando amenidades. Edward contou que seu pai era mecânico de carros de luxo, porém não quis seguir essa carreira. Disse que sempre cuidou da parte de vendas, que haviam muitas pessoas que pediam sua ajuda para vender esses carros caros e que ele fazia isso e tirava uma boa grana de comissão.

Contou ainda que ele não é mexicano, mas que sua madrasta, Esme, é. Seu pai, Carlisle, ficou viúvo quando Alice nasceu e um tempo depois conheceu Esme e foram para o México, onde cresceram e aprenderam a língua bem como os costumes.

Podia ver em sua fala que ele morria pela sua família, tanto que o nome da Mecânica era La Familia, algo pedido por ele ao seu pai. Terminou contando que hoje em dia Carlisle cuida apenas das finanças, enquanto ele, Emmett e seu cunhado, Jasper, tocam a mecânica.

Sobre os rachas, disse que foi algo que aconteceu naturalmente. Que muitos dos clientes do seu pai modificam os carros para participarem nessas corridas e que entre uma visita e outra ao local, acabou descobrindo que gostava e era muito bom em correr.

Edward também pareceu bem curioso em saber da minha história com Jacob, bem como da minha história em geral. Então contei sobre como eu conheci Jacob praticamente por toda minha vida. Que eu não era de LA e sim de uma cidade fria e verde chamada Forks.

Contei também sobre meus pais serem da polícia, minha mãe da narcóticos e meu pai Detetive de crimes graves em geral, mas que comandava algumas operações extraoficiais, fiquei bem quieta e não citei que ele é o principal cara que quer acabar com esses rachas clandestinos.

Nossa conversa foi encerrada quando Edward começou a passar a mão pelas minhas pernas, resultando num sexo bem feito em cima da mesa onde estava a caixa de pizza.

E essa foi só a segunda vez da noite.

xxx

Dois meses depois

Dezembro 2020

Dezembro chegou e com ele o frio e as festas de fim de ano. Nesse momento, era véspera de natal eu me encontrava dirigindo até a casa dos meus pais onde iriamos cear e torcer para que nosso jantar não fosse interrompido por nenhum chamado de emergência.

Enquanto dirigia me lembrava dos últimos dois meses.

Edward e eu estávamos bem próximos, nos encontrávamos quase todos os dias. Ele ainda não havia arrumado um celular, então sempre, de maneira imprevisível, aparecia no meu trabalho, ou na casa de Kate ou de Leah quando eu estava tendo uma noite das meninas com uma delas ou com ambas.

Nós tínhamos uma rotina quase como de um casal, com a diferença de que não éramos um, e nem tínhamos a pretensão de ser. Nosso rolo era muito mais físico do que emocional.

Havia passado bastante tempo com a sua família também, que parecia gostar de mim. Esme vivia me chamando para almoçar aos finais de semana na sua casa, além de Carlisle que gostava de conversar sobre medicina, pois me confessou que seu sonho sempre foi ser médico.

Porém eu comecei a perceber algumas coisas com a família de Edward.

Eu desconfiava que a mecânica era uma fachada para alguma coisa. O movimento sempre era baixo, pelo o que Edward e Emmett me contavam, mas o padrão de vida da família Cullen era alto, alto demais inclusive para o bairro que moravam.

Me fazia de sonsa quando eles começavam a conversar em espanhol sobre algumas coisas, eu pegava algumas palavras que me lembrava da época da escola e sempre era algo relacionado ao dinheiro ou os "inimigos" como chamavam.

Algumas vezes, quando saía com Edward, nós passávamos em alguns lugares de luxo onde ele ia "negociar" vendas de alguns carros. Eu nunca participava desses momentos, ficando no carro e observando de longe.

Além disso, achava estranho Edward não ter um celular, ou cartão de crédito/débito. Sempre que saíamos pra jantar, sempre pagava em dinheiro, com notas altas. A única vez que perguntei, disse que era necessário que levasse uma vida assim.

Eu só não tentava saber mais sobre, porque isso nunca afetou a nossa "relação". Continuávamos saindo, não prejudicava em nada nosso sexo e eu me sentia segura com ele.

Interrompi meus pensamentos quando cheguei na frente da casa dos meus pais. Logo que estacionei minha mãe apareceu na porta com seu sorriso maternal.

- Pensei que chegaria após a meia noite – falou fingindo estar brava.

- Estava de plantão e a senhora sabe muito bem – abracei minha mãe – pelo o menos consegui fazer o doce a tempo – e tirei a travessa com a torta de chocolate de dentro do carro.

- Agora eu e seu pai perdoaremos seu atraso – e piscou.

Andamos até dentro de casa e meu pai me recebeu com um abraço, que era coisa rara e acontecia geralmente nas festas de fim de ano.

Ao adentrar a casa vi que estava a família de Harry Clearwater, amigo de infância, e padrinho do meu ex noivo. Sorri ao ver Leah e Kate sentadas no sofá tomando vinho ao lado de tia Sue.

- Bella! Como você está linda – falou a mulher ao me ver.

- Eu disse sogrinha – Kate falou fingindo que estava sussurrando para eu não ouvir – Bella ficou uma gata loira.

- Já anda até arrasando corações por aí – Leah tomou a frente e piscou.

Revirei os olhos e mostrei a língua para Leah e segui até a cozinha para deixar a travessa com o doce. Aproveitei e peguei uma taça de vinho branco. Olhei no forno e vi que o mesmo acusava que o que quer que estivesse dentro estava pronto, ao abrir ouvi a campainha tocar ao fundo, mas não me importei. Deveria ser algum outro convidado.

- Bella! – minha mãe me chamou da sala.

Andei até a mesma e ela segurava um buquê enorme de girassóis com um cartão em cima.

- Chegou pra você – e me entregou.

Agradeci e antes que meu pai soltasse alguma frase relacionado ao termino do meu noivado (no qual ainda não havia superado), me dirigi novamente até a cozinha. Podia ouvir passos atrás de mim e sabia muito bem que as curiosas das minhas amigas estavam doidinhas para saber.

Coloquei as flores em cima do balcão e antes que pudesse pegar o cartão, Leah o tirou do meio das flores e foi para o outro lado da cozinha.

- Ei! Isso é meu – andei até ela para pegar de sua mão.

- Eu sei que você não lerá pra nós, então vou me permitir ler antes – e começou a abrir.

- Leah Clearwater dê o cartão a Bella – Sue bradou da porta – Que falta de educação.

Contra sua vontade, minha amiga me entregou o cartão e cruzou os braços como uma criança birrenta.

- Quem pode ter mandado? – perguntou minha mãe curiosa.

- Não sendo Jacob – falei e abri o cartão.

Em uma letra elegante estava escrito um trecho de um poema do Pablo Neruda.

"Dois amantes felizes não tem fim nem morte,

Nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,

São eternos como é a natureza.

Feliz natal, Mi Bella

-E"

- Deve ser alguém que a Bella está muito apaixonada – Renée bradou – Olha o sorriso bobo dela.

- Ela anda vendo um boy aí – Kate falou – É dele?

Apenas assenti e guardei o cartão no bolso da minha calça.

- E nem me contou nada, filha?

- Não é nada sério, mãe – dei de ombros – Eu nem dei nada pra ele de natal, vou ter que providenciar.

- Isso porque não é nada sério – Leah disse e eu mostrei a língua.

xxx

A ceia ocorreu normalmente. Tirando meu pai e o tio Harry que uma vez ou outra jogavam alguma indireta sobre o término do meu noivado com Jacob. Dando a entender que a culpa havia sido minha. Minha mãe precisou intervir e acabou jogando na roda que ele estava com Jéssica alguns dias depois de ter terminado comigo.

Eu havia contado, mas omitido como soube da história.

Tudo estava indo bem, quando o celular do meu pai começou a tocar desesperadamente, bem como o telefone de casa. Minha mãe correu para atender e meu pai seu celular.

- Charlie... – uma pausa – Sim, um momento. Bells? Pode ligar a TV, por favor.

Sem entender, me levantei e liguei a TV, tomando um susto ao ver um rosto bem familiar na tela.

Segurei minha respiração quando vi o rosto de Edward na TV com a manchete.

"El Ed está foragido:

Edward Cullen, criminoso conhecido por rachas e roubos está foragido"

Me afastei da tv e aumentei o volume escutando a jornalista dando a notícia.

- Edward Cullen, ou El Ed, um dos integrantes principais da Gangue "La Familia" está foragido. O criminoso que estava preso há 4 anos, há dois meses, conseguiu burlar o esquema de segurança do Presídio de Segurança Máxima ADX Florence localizado no Colorado, trocando de lugar com um sósia, que ao ser descoberto cometeu suicídio. Não temos novas informações, mas fiquem ligados que a qualquer momento voltaremos com novas notícias.

Senti meu estomago revirar enquanto ouvia muito de longe meu pai gritar algo no telefone entre um palavrão e outro. Alguém me tirou da frente da TV e pude ver que era Leah, me levando para meu antigo quarto.

- Puta que Pariu, ela deve estar em choque – Kate falou – Dá um tapa na cara dela, Lee.

- Eu não, ela vai me matar depois – parou a minha frente – Bella, amiga, por favor, sua mãe percebeu que algo está errado. Sei que é muito pra absorver, mas volte pra cá, sim?

Pisquei algumas vezes, mas antes que pudesse me recompor, minha mãe entrou no quarto fechando a porta.

- Filha... O que foi isso? Leah, Kate, podem me explicar?

Ambas permaneceram em silêncio e Renée continou.

- Bella... Esse Edward da TV, por acaso é o cara das flores?

Como eu era uma péssima mentira, apenas assenti confirmando.

- Você tinha alguma ideia de que ele era um criminoso?

Neguei novamente com a cabeça.

- Ótimo. Você teve algum... Hmm... Envolvimento físico com ele? – Concordei – Você conheceu outras pessoas da família dele? – Assenti – Eles te fizeram algum mal alguma vez? – Neguei.

Ela respirou fundo e fez a pergunta que nem eu sabia direito a resposta.

- Você está apaixonada por ele?

Desviei o olhar e andei até minha cama sentando, minha mãe veio e sentou-se do meu lado.

- Pode acontecer com qualquer uma, meu amor – passou os braços em volta dos meus ombros – Você não terminou com Jacob por conta dele não, né?

- Eu já disse que Jacob terminou comigo, que saco – me levantei – Eu vou embora, não venham atrás de mim.

Saí rapidamente de casa ouvindo minha mãe e minhas amigas gritando meu nome, meu pai não estava mais em casa e dei graças a Deus por isso.

Entrei no meu carro e arranquei da casa dos meus pais, dirigindo no começo sem nenhuma direção, até que quando dei por mim, estava indo em direção a mecânica de Carlisle.

Quando fui chegando, vi vários carros de Polícia no local e pude ver meu pai a distância gritando com alguém. Até que vi que esse alguém era Emmett que estava algemado e seu rosto era uma máscara fria.

Ao seu lado, vi Carlisle também algemado, que tinha um olhar sereno e respondia às perguntas de Aro, parceiro de anos do meu pai. Senti um aperto em meu estômago e senti vontade de vomitar.

Não me dei conta quando alguém abriu a porta do passageiro e entrou, só percebi quando a mesma fechou, pulei de susto e quando olhei, vi Edward com um olhar assustado.

- Eu vou te explicar, só vaza daqui.

Dei a ré e Edward foi me dando a direção até chegarmos numa parte mais deserta que dava na estrada para um mirante, no qual já havíamos indo várias e várias vezes para beber e transar.

Assim que cheguei e desliguei o carro, Edward tirou o cinto e saiu do carro. Eu respirei fundo algumas vezes e fiz a mesma coisa. Ele agora estava sentado no capô do meu carro olhando a cidade abaixo de si.

Entrei no seu campo de visão com os braços cruzados e comecei a falar.

- Imagine a cena: Eu estava ceando com minha família e amigos, quando ligam pro meu pai pedindo que olhasse a TV. Ao ligar vi seu rosto com um foragido gigantesco em letra vermelhas e garrafais e uma jornalista dizendo que você está foragido há 2 meses de um presídio de segurança máxima.

Edward permaneceu quieto. Apenas tirou um maço de cigarros e acendeu um, sem ele me oferecer, peguei um e acendi também, dando um longo trago.

- Eu imaginava que a família de vocês era envolvida com coisas ilícitas, mas nunca imaginei que você era um foragido da justiça. Como você fugiu de um presídio de segurança máxima?

Ainda em silêncio, ele se afastou do carro e aproximou-se de mim, com o cigarro em seus lábios começou a passar as mãos em mim, como se procurasse algo. Meu corpo traiçoeiro se arrepiou ao sentir seu toque.

- Estou vendo se você não tem escutas.

- Ninguém sabe, a não ser Leah, Kate e... minha mãe.

- Porra, Bella. Sua mãe também é policial, preciso vazar.

- Ela não fez menção de dizer nada, acredito que nem vá – falei antes que ele tomasse alguma atitude.

Ficamos novamente em silêncio enquanto fumávamos nossos cigarros. Assim que acabou, Edward foi o primeiro a falar.

- Bella... Eu vou te contar tudo, mas assim que eu terminar. Você irá me odiar, odiar minha família... E odiar seu pai.

Respirei fundo, pronta para ouvir o que quer que ele tivesse que me dizer de toda essa história.


N/F: AAAAAAAAAAAAAAAA eu sei que sou ruim, mas era necessário parar aqui.

Teremos mais uma parte que é a final, espero conseguir postar daqui uma semana também hahaha.

Mas me respondam, algum de vocês já se envolveu com alguém... Perigoso?

Nos vemos no próximo (e último) capítulo!