Kaio: Olá pessoas, estou aqui para falar que essa é uma história que pensativa muito pouco tempo, então ela não está com seu início, meio e fim definidos por mim ainda, entretanto eu ainda sim quis trazer ela aqui devido a minha vontade de postar ela devido a ser um tema que, apesar de eu ter interesse, não usei muito (sem falar na minha compulsão de postar histórias no momento que tenho ideias para elas) que é sobre mitologia. Eu pensei nessa história ter várias mitologias, porém eu inicialmente vou focar nas que tenho mais conhecimento, como por exemplo a grega. Também já estarei dizendo que a história tem base nas mitologias porém não irão a seguir a risca, então se tiver algo que vocês dizem que não está nos mitos originais, é porque não estão mesmo. Ou podem estar já que alguns mitos tem várias versões.
Enfim, se puderem deixem reviews falando sobre o que acharam da história, sugestões que podem ter para ela ou se tem algo a ser melhorados nela. Dito isso, vamos ao capítulo.
Ele se sentia relaxado ao olhar aquela paisagem. Aquela paisagem única e eterna que nunca parecia mudar, nem mesmo durante o mais frio dos invernos ou o mais quente dos verões, ele gostava de vir aqui quando queria relaxar um pouco.
Era a bela paisagem de uma praia, com sua areia branca e macia e seu mar com uma água limpa e cristalina, sem falar no ventos que balançava seus cabelos e o cachecol que usava.
O rapaz que observava essa paisagem não parecia ter mais do que vinte e cinco anos de idade, um metro e setenta e oito de altura, com cabelos longos da cor marrom presos em um rabo de cavalo que ia até seu ombros, olhos da cor alaranjada que observavam o horizonte onde o sol nascia. Ele usava um casaco verde escuro de botão por cima de uma camisa branca de mangá curta, uma calça cáqui preta e um par de coturnos preto. Possuía também alguns acessórios como dois anéis, no dedo indicador e médio de sua mão direita, um brinco de argola na sua orelha esquerda, um colar com o formato de um pássaro de asas abertas e um cachecol vermelho enrolado ao redor de seu pescoço, outra coisa que era marcante nele era uma cicatriz diagonal que ia desde seus lábios, seguida pela extensão de seu pescoço e acabava em sua clavícula.
A razão principal para ele gostar deste ligar era o fato de que não importava a época ou estação do ano, ele ainda continuava o mesmo.
Bem, seria assim se não fosse pela visão de um garoto desacordado na beira do mar.
Ele não pensou duas vezes e correu até o garoto para ver se ele estava bem, porém no momento que tentou tocá-lo, uma onda d'água veio e afastou ele do garoto, o que o deixou levement surpreso. Ele tentou novamente tocar nele, só que dessa vez com calma ao invés da pressa em que estava, sendo bem sucedido dessa vez já que conseguiu segurar o braço direito do garoto sem problemas e logo em seguida ele puxou o garoto completamente, o carregando no colo para longe da água, o deitando na areia quando estava longe o suficiente.
O garoto parecia ter por volta dos doze anos e aparentava possuir um metro e cinquenta e cinco de altura, seus cabelos eram da cor turquesa e sua pele era de um tom pardo, suas vestes eram basicamente o que parecia ser a parte de baixo de uma túnica cobrindo seu quadril e coxas, deixando a parte de cima de seu corpo completamente exposta o que dava visão a várias cicatrizes em várias regiões de seu peitoral e abdômen, o que fez o homem arregalar os olhos levemente com aquela visão. Outra coisa que chamava atenção era uma tatuagem que cobria o braço direito dele por completo, parecia ser uma tatuagem composta por várias ondas do mar junto de algumas nuvens soltando vários raios, isso era algo curioso já que não era muito comum ver garotos da idade com tatuagem, não que isso nunca tivesse acontecido entretanto. Ele se aproximou do peito do garoto e pode sentir a respiração dele, o fazendo suspirar aliviado já que achava que ele podia ter se afogado.
De repente o garoto abriu seus olhos de forma lenta, revelando serem de um azul marinho profundo, após abrir seus olhos completamente o garoto então se levantou e se afastou para trás com uma expressão de surpresa e confusão em seu rosto que era mais enfatizado pelo ato dele estar olhando seu arredor como se perguntasse onde ele estava.
"Dado a reação dele, acho que deve ter sido trazido de algum lugar pelas ondas do mar.." Ele pensou enquanto se aproximava lentamente do garoto, que ao notar a presença dele, se levantou do chão completamente e recuou alguns passos para trás. Ele apenas respondeu esse estendendo sua mão direita para o garoto como um modo de cumprimentá-lo, dando um sorriso gentil junto "Lamento se te assustei, é que vi você caído na praia então fiquei preocupado e te tirei de lá. Deixe-me apresentar, me chamo Iremía Isychia. Qual é o seu?" O homem, cujo nome é Iremía, perguntou para o garoto que de forma relutante pegou na mão dele e a balançou em um ritmo lento "M-Me chamo Phílippos Thálassa. Se não se importar, poderia me dizer onde estou?..." Ele perguntou com certa preocupação e medo em sua voz, algo que era compreensível, afinal tinha acordado em um lugar desconhecido com um homem estranho ao seu lado.
Iremía pensou por alguns segundos e finalmente resolveu responder o garoto "Estamos numa praia perto de uma cidade chamada Ypóloipo. E você? Como veio parar aqui?" Após fazer tal pergunta ele pode ver Phílippos franzir o cenho comi se tentasse lembrar de algo, após algum tempo sua expressão mudou para uma levemente triste e séria "Só me lembro de estar correndo junto da minha mãe por uma floresta e daí quando chegamos perto de um penhasco que dava no mar ela...me joga nele e daí tudo fica escuro...Porque ela fez isso?..." Ele cerrou seus punhos com força, o que fez Iremía ficar com dó do garoto embora estava com algumas dúvidas como: porque ele e a mãe estavam correndo? Como ele pode chegar aqui inteiro e principalmente, porque ele tinha todas essas cicatrizes? Bem, ele podia perguntar isso depois, primeiro ele tinha que se focar no garoto.
"Bem, o que acha de ir comigo na cidade? Lá nos podemos comer um pouco e lhe comprar roupas novas, não pode ficar usando esses trapos velhos afinal de contas"
Phílippo então olha para si mesmo e nota que estava realmente apenas vestindo trapos, nem a parte de cima de seu corpo estava coberta, o que deixou Iremía curioso foi o fato dele não ligar para suas cicatrizes estarem expostas, mas atribuiu tal coisa a ele não se importar muito com elas "Bem, me diga então, irei te mostrar o caminho" O garoto apenas concordou com a cabeça e começou a seguir Iremía, os dois se afastando da praia gradualmente.
"Muito obrigado senhor Iremía! Me sinto bem melhor agora que eu comi, sem falar nessas roupas que você me comprou, agora as pessoas vão parar de me encarar na rua" Phílippos disse de forma animada graças a suas novas roupas que atualmente eram uma regata preta, um short da cor azul escuro e um par de sandálias pretas, sem falar no almoço que tiveram que basicmante era pedaços de pão e um copo de leite, porém parecia ser o bastante para encher o estômago do garoto.
"Não foi nada, é o mínimo que eu podia fazer, sem falar que não te ajudar iria me deixar com um gosto ruim em minha boca. Bem, aqui estamos, o meu destino a Guilda dos Aventureiros" Eles estavam parados em frente à uma construção bem grande de dois andares que parecia ser uma taberna. Os dois a adentraram e se depararam com várias mesas cheias de homens e mulheres de todos os tipos, bebendo o que provavelmente era uma bebida alcoólica como cerveja ou vinho. Os dois então andaram até parar em frente à um balcão que parecia ser a recepção do local, lá estava uma moça que parecia ter não mais que vinte anos, ao perceber a presença de Iremía ela abre um sorriso "Finalmente está aqui Iremía, aproveitou bastante a paisagem antes de vir para cá?" Ela então nota a presença de Phílippos e fica levemente confusa "Quem é esse garoto? Ah! Não me diga que ele é um filho bastardo se-" Antes que ela pudesse terminar sua frase, Iremía colocou uma mão na frente de seu rosto "Primeiramente Aisha, sim, aproveitei bastante a paisagem e segundo, não, ele não é um filho bastardo meu, é um garoto que achei jogado na praia, não podia deixar ele lá então o trouxe comigo" Ele explicou a situação, com a moça acenando com a cabeça indicando que entendia a situação.
"Bem, então arrumem uma mesa que mandarei umas bebidas para vocês, uma cerveja para Iremía e...garoto, vai querer o que? Suco?" Phillipós então ficou contemplativo por alguns segundos e voltou a encarar a moça "Pode ser leite mesmo e poderia colocar uma colher de açúcar?" A moça concordou com a cabeça e então o garoto e homem foram andando até uma mesa vaga, eles então se sentaram e resolveram conversar enquanto esperavam suas bebidas "Então...já que vamos ficar aqui um tempo, pensei em te fazer algumas perguntas, se quiser em troca pode me fazer algumas também" O jovem concordou com a cabeça e Iremía começou a lhe perguntar "Diga-me, de onde você vem? Mais especificamente, qual sua cidade natal?"
"Uma cidade bem longe daqui, o nome dela é Atlantis" Atlantis? Ele já tinha ouvido falar, pelo que sabia era uma cidade cujo economia era voltada a pesca e transportes a barco já que eram bem próximos do mar, sem falar que lá cultuavam Poseídon, o grande deus do mares "Entendo, como você conseguiu está tatuagem? Não é muito jovem pra ter uma?" Ele se referia a tatuagem em seu braço direito que estava a mostra para todos graças ao fato de que usava uma regata "Não é bem uma tatuagem, é mais uma marca de nascença, desde que eu era um bebê eu tenho isso comigo" Ok, isso era estranho, já tinha ouvido falar de marcas de nascença, mas nunca deste tamanho, embora neste mundo aconteçam coisas mais estranhas do que marcas de nascença que cobrem uma parte inteira do corpo humano.
"A próxima pergunta vai ser um pouco pessoal...como conseguiu essas cicatrizes?" O garoto então ficou em silêncio por algum tempo o que deixou Iremía preocupado, logo quando ia dizer que não precisava responder, Phílippos se pronunciou "Lá em Atlantis...começou a ocorrer enchentes e tempestades de forma frequente, moradias eram destruídas, pessoas perdiam suas vidas e era difícil conseguirmos comida. Tudo isso começou quando eu nasci, daí os moradores de lá decidiram que eu era a causa disso já que não havia outra explicação, então eles diariamente costumavam me ferir como uma espécie de sacrifício para que isso tudo parece e funcionava até. Daí quando as tempestades e enchentes começavam, eles me machuavam e foi seguindo assim..." O garoto então abaixou sua cabeça, Iremía então levou sua mão direita nos cabelos dele e deu um leve afago ali como forma de confortá-lo, um ato que surpreendeu o garoto um pouco.
"Lamento que você tenha passado por isso, nenhuma criança da sua idade deveria sofrer isso" Ele falou com um sorriso gentil em seu rosto, acalmando Phílippos gradualmente. Os dois então receberam suas bebidas e continuaram sua conversa "Agora é sua vez de fazer perguntas para mim garoto, se tiver é claro"
"Bem...poderia me dizer o que é um aventureiro? Fiquei curioso desde que você mencionou isso" Iremía tomou um gole de sua bebida e então procedeu a responder o garoto "Aventureiros são pessoas que completam missões ou tarefas em troca de alguma recompensa. Além de fazerem isso para ganho próprio, isso também ajuda várias outras pessoas já que algumas dessas missões são criadas com tal intuito" O garoto ouvia sua explicação levemente admirado enquanto tomava seu leite, dava pra ver pelo olhar dele que ele achava que ser um aventureiro era algo bem bacana, o que fez Iremía suspirar longamente "Bem, apesar disso tudo, ser um aventureiro não é fácil. É um trabalho onde as vezes você arrisca sua vida constantemente então a não ser que você esteja preparado para uma vida assim, não recomendo muito isso para alguém"
"Como funciona essas missões? Tipo onde você é informado sobre elas?" Iremía então apontou para uma parede no local onde tinha um quadro com vários papéis presos nele "Bem ali naquele quadro, costumamos pegar nossas missões nele, nós entregamos o papel da missão para a recepcionista que é a Aisha e daí então nós vamos até onde a missão deve ser realizada. Lá nós pegamos algum tipo de prova que completamos a missão e ganhamos nossa recompensa, é um processo bem simples até pra ser sincero. Então, há mais alguma pergunta?" O garoto acenou negando com a cabeça e então os dois terminaram de tomar suas respetivas bebidas, possuindo uma expressão de satisfação em seus rostos quando terminaram.
Os dois então se levantaram e foram para perto do quadro onde havia as missões, lá Iremía ficou as observando para ver qual que deveria realizar hoje, até que sua expressão muda para de alguém que acabou de lembrar de algo. Ele então puxa uma bolsa de seu casaco e da para Phílippos que fica confuso, pelo peso e pelo som ele podia deduzir que o que estava ali dentro era dinheiro, mas porque ele lhe daria dinheiro assim do nada? "Um dinheiro para você, aqui perto tem uma pousada onde você pode descansar. Aí tem Dracmas o suficiente para te deixar passar duas semanas lá, sem falar que eles tem uma comida boa lá" Phílippos ficou ainda mais confuso ao ouvir as palavras dele, como assim pousada? Ele queria que ele dormisse sozinho lá? Justo quando ele está longe de casa e sem ideia de como voltar para la? "Mas...porque?..." Iremía entendeu a intenção por trás das palavras do garoto, ele não tinha muita escolha. Não é que não queria que o garoto ficasse perto dele, o problema é que por ser um aventureiro se o garoto ficasse perto dele ele iria se ferir ou pior, até morrer. Iremía preferia não ter um peso desses em sua consciência, porém isso não quer dizer que ele iria simplesmente o abandonar, deixar ele na pousada pelo menos ia dar tempo para ele ver como mandar o garoto de volta para sua casa. Ele achava que era a melhor decisão a se fazer.
"Eu não gostaria de fazer isso, mas...é necessário, a vida de um aventureiro como eu disse, é cheio de perigos. Vai estar melhor se ficar longe de mim" Após falar tais palavras em um tom de voz levemente frustrado, ele voltou sua atenção para o quadro. Sabia que olhar para o garoto naquele momento só iria destruir a sua força de vontade ao fazer tal decisão, ele tomou o silêncio do garoto como aceitação e continuou na sua busca por uma missão a se fazer, porém tal busca foi interrompida ao ouvir o barulho de algo caindo no chão e de passos se afastando. Ao olhar pro lado ele viu a bolsa que tinha anteriormente entregado a Phílippos caída no chão com alguns dracmas saindo da bolsa, ele também notou a ausência de um papel no quadro e de algo que deveria estar com ele, ao checar seu corpo inteiro ele nota que uma faca de caça sua não estava mais lá.
"Mas o que?...Como isso aconteceu? Será que ele...não, não, não pode ser..." Iremía não perde tempo e corre até o balcão onde estava Aisha que parecia estar olhando alguns papéis "Aisha!" Dita moça da um pequeno pulo de susto e solta um pequeno "eep!", ao mesmo tempo que os papéis que estavam em suas mãos caíram no chão "Aisha! Qual era a missão que estava naquela parte do quadro?!" A recepcionista fica seu olhar na parte do quadro onde o de cabelos castanhos apontava, ela adotou uma expressão pensativa em seu rosto até que muda para uma de realização "Se não me engano era de eliminar quatro lobos brancos. Eles surgiram recentemente na floresta Prásinos perto daqui, porém já estão causando problemas para as pessoas então resolvemos por como uma missão. Como não é nada muito complicado e é uma missão Rank F, não acho que vale a pena notar, uma hora algum novato pega ela. Mas me diga, porque está tão curioso assi–" Ela foi incapaz de terminar sua frase já que Iremía saiu correndo dali com a maior pressa possível e até com o que parecia ser desespero.
"Aquele garoto...porque diabos ele fez isso?! Não importa se é uma missão Rank F, um garoto como ele não teria chance de realizar uma missão dessas, vai ser transformado em comida por aqueles lobos!" Ele apertou o passo, correndo a toda velocidade para a floresta Prásinos aonde Phílippos tinha ido.
Dizer que Phílippos estava com medo naquele momento seria um simples eufemismo, ele estava completamente apavorado, porém ao mesmo tempo determinado também. Muitos se perguntariam o porque dele ter feito uma decisão como pegar uma missão da Guilda e ainda roubar a faca de outra pessoa, a resposta para isso era simples: Para ele, era necessário para ficar ao lado de Iremía.
Como Iremía disse, a vida de um aventureiro é cheia de perigos e sem dúvida Phílippos iria sofrer graças a tais perigos mais cedo ou mais tarde se ficasse ao lado dele, o garoto então pensou que a solução para esse problema seria se tornar um aventureiro ele mesmo. Agora, a razão do porque ele chegar até tal ponto só para pode permanecer ao lado de um desconhecido que acabou de conhecer é simples também: Ele era uma pessoa que o salvou e o ajudou, sem falar na gentileza em que tratava o menino, diferente das pessoas lá em sua terra natal, também havia o fato de que estava sozinho numa terra desconhecida sem ninguém com quem confiar.
Enquanto isso, ele caminha lentamente pela floresta enquanto olhava seus arredores, a cada passo que dava o aonde folhas e galhos se quebrando surgia, uma certa admiração era presente no olhar dele, era bom ver lugares novos para variar afinal as únicas florestas que tinham visto são aquelas que jaziam em Atlantis, a diferença entre a que ele estava e as de lá eram bem nítidas até, lá as árvores eram bem nutridas e sempre davam belos frutos, mas aqui era um pouco diferente, algumas árvores estavam em bom estado enquanto algumas pareciam ter vivido dias melhores julgando pela cor da madeira delas.
Phílippos direcionou seu olhar para a faca que segurava em sua mão esquerda, era a faca de caça que tinha roubado de Iremía, seu cabo era de uma madeira de qualidade e o metal que compunha sua lâmina também, na lâmina estava gravado em letras gregas a palavra "Vitória", algo que Phílippos julgou ser um amuleto da sorte para ajudar Iremía. Ele realizou alguns cortes no ar com ela testando seu peso e sua velocidade com ela, nunca tinha usado uma faca antes a não ser para ajudar sua mãe a cozinhar, ele esperava que não fosse muito diferente disso.
Ele então para de andar ao notar algo a sua frente, um lobo branco que parecia ser um adulto por aparência, o corpo de Phílippos ficou tenso e sua mente foi tomada pelo medo e ansiedade, ele queria sair correndo pra longe dali naquele instante, mas resolveu empurrar esse pensamento na parte mais profunda de sua mente, ele já tinha vindo até aqui recuar não era mais uma opção. Respirando de forma profunda ele então começou a correr na direção do lobo com a faca pronto para atacar, o lobo conseguiu ele chegando e desviou no momento que o garoto lhe atacou, porém ele ainda sim recebeu um corte superficial que pingava sangue de forma leve, ele rosna para o garoto e pula para cima dele para cortar com as garras de suas patas dianteiras, porém Phílippos desvia desenforme desajeitada e cai de bunda no chão, mas ainda sim não foi o bastante e ele ganhou um ferimento em seu abdômen no formato das garras do lobo, ferimento este que sangrava de forma mediana, o que não era urgente no momento, mas não era algo que podia ser simplesmente ignorado.
Phílippos não tem muito tempo pra pensar já que imediatamente é atacado pelo lobo novamente, ele rola para a direita desviando do golpe e contra-atacando ao enfiar a faca no crânio do lobo, matando ele de vez o que deixou Phíllippos aliviado e também relaxado, porém isso foi um erro pois logo em seguida ele ouve algo vindo de trás dele, ao olhar pro local da origem do barulho ele vê um lobo branco saltando em sua direção pronto para lhe atacar, Phílippos tenta rolar para frente para desviar, porém não foi o bastante e ainda sim foi ferido, ganhando outro ferimento em suas costas em forma das garras de um lobo, desde abaixo de seu ombro esquerdo até acima de seu quadril, sem falar no sangue que escorria sem parar de lá. Phílippos respirava ofegante e grunhiu de dor graças aos ferimentos, porém sua situação só iria piorar, em sua frente vinha correndo em alta velocidade mais um lobo, este pula em cima dele e o morde com força em seu ombro direito, perfurando sua carne e chegando até seus ossos.
"Nhg!" Phílippos deu um alto grunhido de dor, porém aproveitou essa oportunidade e enfiou a faca no pescoço do lobo, fazendo sangue jorrar e cobrir sua mão e parte de seu antebraço esquerdo e alguns pingos de sangue caírem em seu rosto. Ele tira o lobo de cima dele e o joga no chão, o deixando para morrer com seu ferimento ainda jorrando sangue, ele olha para seu ombro direito e recua levemente ao ver seu estado, alguns furos profundos na forma de dentes de onde muito sangue jorrava, tal visão fez Phílippos ficar levemente tonto, porém ignorou tal sensação e se virou para trás dando de cara com o outro lobo que não parecia nada contente com ele ter matado dois de seus companheiros.
Phílippos se levantou do chão enquanto grunhia de dor graças a seus ferimentos, tentando mexer seu braço direito e falhando miseravelmente graças a enorme dor que seu ferimento no ombro lhe proporcionava"Que seja, ainda tenho meu braço esquerdo, deve ser o bastante pra e se lobo, eu acho..." Ele aumentou a força de seu aperto ao redor do cabo da faca e se preparou, já que o lobo começou a correr e deu um salto em sua direção, Phílippos respondeu também correndo na direção do lobo que atualmente estava no ar, quando ele estava em uma altura perto o bastante de Phílippos, o mesmo enfiou a faca no peito do lobo e usou toda a força que conseguia juntar no seu braço bom para poder jogar o lobo de costas no chão e enfiar a faca mais fundo ainda nele. O lobo esperneava enquanto gania de dor, ele tentava ao máximo se libertar, porém eram esforços fúteis já que algum tempo depois ele parou de se mexer e finalmente caiu morto.
Phílippos então soltou a faca que agora estava cravada no peito do lobo e suspirou aliviado enquanto sentia uma leve tontura e sensação de leveza em sua cabeça proporcionada pela perda de sangue graças a seus ferimentos, sem falar no fato de que mal estava se aguentando de pé, o lado bom é que já tinha acabado tudo, entretsndo Phílippos não evitar se não sentir a sensação de que estava esquecendo de algo.
"Grrrr..." Tal algo era o fato de que haviam quatro lobos ao invés de três, se o lobo que rosnava com raiva para ele podia servir como uma evidência confiável. Este lobo era diferente dos outros três, primeiro era que ele parecia ser o líder já que era bem maior que o resto deles, segundo ele possuía uma cicatriz na vertical bem no meio de sua testa e terceiro o ar ao redor dele era bem diferente, ele exalava intenção assassina e morte apenas com sua presença, o que fez Phílippos ficar paralisado, afinal nunca tinha sentido algo como aquilo vindo de um animal. Ele já se preparou para seu destino quando viu o lobo se preparando para atacá-lo e–
O lobo de repente parou de mexer, era como se ele tivesse virado uma estátua, logo em seguida ele lentamente virou seu rosto para direita, seu corpo começando a tremer com o que parecia ser medo ao finalmente por os olhos em algo que estava ali, curioso, Phílippos fez o mesmo e arregalou os olhos ao ver o que estava lá.
Era Iremía, seu rosto possuía uma expressão fria e impiedosa, emitindo uma enorme intenção assassina que superava a do lobo, não era surpresa que o animal estava tremendo, diante de tal coisa qualquer um teria essa reação. Quando Iremía deu seu primeiro passo, o lobo tremeu mais ainda e tentou se afastar dele, porém a paralisia graças ao medo o impediu de realizar tal ação, Iremía então continuou a caminhar lentamente até o lobo que tremia mais e mais cada vez que o de cabelos castanhos se aproximava mais, Iremía então para quando estava perto o bastante do lobo e tira algo de seu casaco.
Era uma simples faca de arremesso, porém o lobo olhava aquilo como se fosse a mais horrenda e destrutiva arma de todas, o que com certeza era algo possível se estivesse nas mãos de alguém como Iremía que nem agora. Os dois seres se encararam por alguns segundos até que Iremía simplesmente jogou a faca na cabeça do lobo, ela se alojando bem no meio de sua testa onde jazia sua cicatriz, o animal caiu no chão com sangue escorrendo pela sua cabeça até o chão, manchando seu puro pelo branco com o vermelho carmesim de seu sangue, Iremía simplesmente ignorou o lobo e se virou para Phílippos que imediatamente recuou quando o olhar do homem que lhe salvou estava sobre ele.
Olhar esse que instantâneamente mudou para um de preocupação com ele correndo na direção de Phílippos para ver como ele estava, o que deixou o mesmo muito confuso e pasmo "Ei Phílippos! Você está bem?!" Ele pergunta quase beirando ao desespero "Que idéia louca foi essa de vir aqui enfrentar esses lobos?! Olha pra você! Quer saber, isso não importa agora, temos que cuidar desses ferimentos" Mediante aquela cena, o garoto não pode evitar e deu uma fraca risada e deu um pequeno sorriso "Desculpa...é que achei que se eu me tornasse aventureiro...se eu completasse essa missão, eu poderia ficar com você" Sua voz estava fraca, talvez pelo cansaço e pela perda de sangue "Eu estou sozinho aqui...eu não tenho ninguém com quem contar...não sei como voltar pra casa...eu...! Eu não sei o que fazer droga!" Ele dizia enquanto lágrimas saiam de seu rosto, Iremía apenas o puxou para um abraço enquanto tentava confortar ele.
"Tudo bem, tudo bem. Você não está sozinho, agora anda, temos que tratar os seus ferimentos" Ele diz desfazendo e se preparando pegar ele quando o mesmo mandou parar ao mostrar sua mão "Água...me leve para algum lugar com água..." Água? Porque ele queria ir pra algum lugar com água? Iremía sabia que devia levar ele para a cidade e achar algum médico lá, porém algo nele dizia para confiar no garoto e fazer como pede, talvez fosse sua intuição? Que seja. Ele pega o garoto no colo e corre pelo floresta, ele tinha certeza que tinha algum lago ali aqui perto "Aguente firme..."
Depois de algum tempo correndo, Iremía finalmente chegou no lago, era um lago bonito e não muito grande, porém era o bastante para muitos peixes morarem nele. Phílippos gesticulou para Iremía o por no chão e assim o mais velho fez, o garoto então começou a andar lentamente e de forma cansada até a beira do lago, ele se ajoelhou lá e pôs ambas as mãos no lago. Por alguns instantes nada aconteceu e Iremía até cogitou pegar ele e sair daqui em direção a um médico, porém...
De repente a água começou a subir pelos braços de Phílippos e começou a se mover pelo corpo em direção dos ferimentos, que se fechavam lentamente quando a água passava por eles, era como se a água estivesse curandoele, parecia até mesmo que próprio cansaço dele estivesse sumindo também. Diante a tal cena Iremía estava pasmo, porém isso podia explicar muita coisa até, como o modo que ele chegou na praia, talvez a água tivesse trazido ele para lá como modo de protegê-lo.
Depois que seus ferimentos foram curados, Phílippos então se levantou e virou-se para encarar Iremía que estava com sua boca aberta em surpresa "Como você...como você fez isso?" Ele perguntou, Iremía tinha que saber como isso era possível, não parecia ser nenhuma magia ou coisa do tipo "Isso aqui? Eu consigo fazer isso desde criança, eu me dou bem com a água, é como se ela até me protegesse as vezes" Phílippos respondeu como se não fosse nada demais, o que fez Iremía ficar levemente indignado "Mas se eu tivesse que dizer a razão...talvez seja por causa do meu pai" Isso ganhou a atenção total de Iremía "Como assim seu pai?"
"Minha mãe disse que consigo fazer tudo isso graças a meu pai, é como se fosse uma herança dele, nunca o conheci, mas ele deve ser legal se consegue fazer esse tipo de coisa" Iremía ficou em silêncio por alguns segundos com uma expressão pensativa em seu rosto "Me diga Phílippos, quem é seu pai?" Ele perguntou com tanta seriedade que deixou o garoto levemente surpreso até "Bem, se não me engano minha mãe disse que meu pai se chama Poseídon..." Mediante a tal revelação, os olhos de Iremía arregalaram o máximo que podiam.
Um semideus, ele estava de frente à frente com um semideus e não qualquer semideus, mas sim um semideus filho de um dos três deuses mais famosos do panteão grego, Poseídon. Isso explicava muita coisa, como a água curou ele e como foi trazido até a praia.
"Phílippos...vamos voltar lá pra Guilda, porque acho que precisamos ter uma longa conversa, ok? Ah e vamos ter que arranjar uma outra roupa pra você, já que rasgou as suas quando tentou essa loucura" Phílippos o olhou com uma olhar que dizia "Me desculpa" que foi respondido com um pequena risada do mais velho. Eles então seguiram viagem até na cidade de volta a guilda.
"Não sei porque...mas acho que me meti em uma grande encrenca..." Iremía pensou logo após suspirar longamente.
