"I'll never find someone quite as touched as you
I'll never love someone quite the way that I loved you" — Touched, VAST


Como Kurapika havia resistido tanto, depois de ter perdido não apenas um, ou dois amigos, mas todo o seu clã, era um mistério que havia se encerrado com a sua própria vida – e agora jazia enterrado em seu túmulo.

Nenhum dos dois estavam dispostos a escavá-lo. Mesmo quando olhavam insistentemente para ele, em um desses encontros furtivos que eles não haviam acordado entre si, embora continuassem a se repetir sem a necessidade de um voto expresso.

Ela o viu definhar, aos poucos, como o arranjo de rosas que antes ele renovava a cada visita – que se tornou mais e mais esporádica, com o passar do tempo, até que a promessa silenciosa fosse quebrada. Quando na última, Senritsu achou um arranjo murcho demais, ela sentiu o coração falhar no peito com um mau pressentimento.

Movida por essa intuição, ela o procurou.

E o encontrou, como suspeitava que o encontraria; embora nenhuma previsão pudesse tê-la preparado para aquele momento. As lágrimas inundaram seus olhos e ela correu na esperança de que ainda pudesse socorrê-lo; sua figura esguia encolhida em pose similar à fetal, no chão.

Ao puxá-lo gentilmente para si, tentando acomodá-lo em seus braços estreitos, ela teve uma sensação que pensou que jamais voltaria a ter outra vez. De repente todos os rumores mais sutis se tornaram audíveis para ela. E ela podia ouvir claramente o palpitar de um coração, além do seu próprio. Uma melodia semelhante à que ela havia escutado, certa vez, em um aeroporto na cidade de York; e que a havia cativado para sempre.