Era uma vez, num país distante. Um jovem príncipe que vivia num magnífico castelo. Embora tivesse tudo o que desejasse o príncipe era mimado, egoísta e antipático.

Numa noite, numa das suas fervorosas festas no castelo com muitas mulheres bonitas e bebidas, uma velha entrou pedindo abrigo pelo inverno tão rigoroso. Em troca ela ofereceu ao príncipe uma simples rosa.

Repugnado pela figura da velha o príncipe xingou a sua oferta e mandou-a embora. Porem ela avisou-o para não se deixar levar pelas aparências, pois a beleza está no interior das pessoas. Mesmo assim ele voltou a expulsá-la. Foi então que a velha sem-abrigo se transformou numa bela feiticeira. O príncipe tentou se desculpar, mas era tarde de mais.

Ela percebeu que não havia amor no seu coração e como castigo ela transformou-o num monstro horrível e amaldiçoou o castelo e todos os que nele viviam. Envergonhado pela sua monstruosa aparência ele escondeu-se no castelo com a rosa que ela ofereceu. A rosa encantada, iria florescer e se ele aprendesse a amar alguém e se fosse retribuído antes que a última pétala caísse então o feitiço seria quebrado.

A pequena Chloe cresceu a ouvir aquela história. Todos a contavam na sua aldeia. Mal eles sabiam a verdadeira história por trás de toda aquela pequena lenda.

Não foi num reino tão distante… na verdade o feitiço que foi colocado no castelo deixou-o escondido num velho bosque em que poucos se aventuravam a entrar.

O príncipe na realidade foi um arcanjo, o mais brilhante, e foi desse brilho e inteligência que nasceram os pecados e depois disso o seu novo título: diabo, príncipe das trevas e das mentiras. Ele tentou a única mulher protegida do seu Pai, ensinou-lhe o que era ser livre para escolher e no meio de tudo isso pediu o mesmo para si mesmo.

O castigo já sabemos, ele foi deixado com horrível pele queimada e asas de morcego. Três anjos inferiores mais leais ao arcanjo tiveram as suas almas removidas e agora eram demónios sem sentimentos. Os restantes irmãos não passavam de estátuas de pedra ou demónios no inferno.

À semelhança da história original também o amor podia quebrar o seu estado e trazer de volta a sua aparência perfeita, a alma das criaturas e trazer as estátuas à vida. No entanto, não havia uma rosa mágica… era uma pequena estrela, que brilhava intensamente há Eras. A estrela marcava o tempo que ele tinha na Terra antes de ser apagado da existência... ele sabia que seria trágico, sentia que estava perto e a sua esperança morria junto com a estrela.