Capítulo 8 – Dangal (combate)

Lunch estava debruçada sobre o balcão de sua pequena cozinha, vendo Tenshinhan altercar num hindi que estava muito além de sua compreensão, porque além de ser repleto de algum dialeto enrolado, ainda era falado rápido e de uma forma zangada. Lunch estava vestida com um top e um short, e tinha uma romã grande e rosada aberta na sua frente, e, às vezes, comia um dos pequenos gomos, ou colocava um na boca de Tenshin, que mastigava em então, pegava um dos pequenos caroços e jogava dentro do pote que ela colocara entre eles para esse fim. Ele usava apenas a sua calça larga e estava descalço.

Tinham passado a noite juntos. Em vez de ir embora pela manhã sob qualquer pretexto, ele perguntara a ela se queria que fosse à rua comprar qualquer coisa para o café da manhã, e havia sido o que ele havia feito, recolocando seu elegante conjunto e trazendo para ela frutas, alguns dos pães achatados comuns nas redondezas e um potinho de ghee. Tinha prometido ensiná-la a fazer chay à maneira de Agra, mas antes dissera que precisava fazer uma ligação para o seu mestre, que iria, segundo ele, ajudar o rapaz por quem Chichi se apaixonara de alguma forma.

O diálogo que ele travava era simples: o seu mestre duvidava que um garoto sem a mínima experiência merecesse uma bolsa em sua academia e ele insistia que ele não se arrependeria.

– Apenas seis meses, Mestre Karin, o que custa? Se ele não desenvolver nada, o senhor dispensa-o com um tapa nas costas.

– O que você acha que representam seis meses na vida de um homem velho como eu, Tenshinhan? Eu ajudei você bastante, foi meu bolsista e o que fez? Largou um treino olímpico para ir para a faculdade... quem me garante que não será outro assim?

– Mestre, estou dizendo... pode ser um grande lutador e o senhor o está perdendo por uma mesquinharia... e se for ele o grande lutador que vai derrotar a coroa britânica com o seu nome e o senhor perder essa oportunidade?

Lunch, mesmo não compreendendo o diálogo completamente, percebeu que ele sorria de forma triunfante. Aparentemente, convencera o tal mestre. Desligando o telefone, ele disse:

– Conseguimos! Meu mestre vai aceitar treiná-lo em experiência por 6 meses, se ele for realmente bom, vai ganhar uma bolsa permanente, como eu tive.

– Uau! – ela disse, rindo e se aproximando dele – isso tudo numa ligação?

– Sim – ele pegou um pouco dos gomos de romã que ela separara e jogou na boca. – eu não esqueci que vamos fazer nosso chay juntos. – ele pegou a embalagem de chá e o leite e disse – e depois eu tenho outra ligação importante para meu pai...

Ela ficou tensa e ele disse:

– Mas não se preocupe. Ele vai ficar furioso comigo, mas não pode me obrigar – ele sorriu – é uma das vantagens de ser o filho mais velho.

Ela enroscou as mãos em volta do pescoço dele e perguntou:

– Tem certeza que quer mesmo se casar comigo?

Ele olhou para ela com um sorriso malicioso no rosto e disse:

– Desde a primeira vez que você me chamou de "Vin Diesel".

Ele a puxou para o fogão e juntos, começaram a preparar o chay. Apenas o primeiro que fariam juntos.

Dois dias depois, Gine estava em casa, atarefada com uma enorme encomenda de pista rolls quando ouviu baterem à porta. Goku havia saído para entregar doces e Bulma estava na casa de uma amiga, estudando.

Ela atendeu à porta, levando o rolo da abrir massa numa das mãos e praguejando por ser interrompida, e havia um rapaz gordo e cabeludo, de estatura mediana a baixa, parado na porta. Ele disse, de forma não muito educada:

– Oi. Aqui que mora um tal de Kataroto?

– Você quer dizer Kakarotto? – disse Gine, desconfiada.

– Isso. A senhora é a Viúva Gine?

Gine observou o rapaz. Não se parecia com nenhum dos amigos do filho e nem sabia o nome dele direito. Ela então perguntou, desconfiada:

– O que você quer com ele e quem é você?

– Bom – disse o rapaz com empáfia – ele não me conhece, mas eu estou aqui porque ele tem chance de uma oportunidade única. Meu nome é Yajirobe. E se ele não está eu volto mais tarde...

Gine olhou para o rapaz, cada vez mais desconfiada e disparou:

– Ele é meu filho e menor de idade, tudo que diz respeito a ele eu preciso saber. E quem é você? Como vou saber se não é um delinquente?

– Senhora...

– Não me venha com esse papo de senhora! – Disse Gine, brandindo o rolo de massa – se não disser o que quer com meu filho eu quebro esse rolo na sua cabeça!

– Está bem! Não precisa me ameaçar! – disse Yajirobe, com um suspiro. – Eu trabalho para um mestre de artes marciais e um dos nossos observadores viu seu filho e disse que ele teria potencial para ser um lutador de grande categoria. Eu vim convidá-lo para fazer um teste sem compromisso e, se ele for aprovado, ganha uma bolsa de 6 meses na academia. Agora a senhora pode baixar esse rolo, por favor?

– Quem é esse observador? – ela disse, ainda desconfiada – e onde é essa tal academia?

– Ahn... o observador pediu para ficar anônimo, mas a academia nem é tão longe daqui... fica em Jarimari. De ônibus é bem perto... é a academia do Mestre Karim.

– Como alguém de Jarimari veio atrás do meu Kakarotto?

Yajirobe engoliu em seco. Pensou em fugir do interrogatório da viúva e não voltar mais ali, mas se ele voltasse sem o garoto o seu mestre iria falar tanto quanto ela estava falando. Mas, de repente, o rapaz chegou e salvou-o. Kakarotto encostou a bicicleta no muro, vendo o rapaz conversando com sua mãe e a cara zangada dela e perguntou:

Maan? Esse cara tá te incomodando?

– Ah, que bom que você chegou, Kakarotto. Quero saber que história é essa de artes marciais!

– O quê? – o rapaz perguntou, confuso. – Também não sei de nada, mãe! – disse Kakarotto, pondo as duas mãos na frente do corpo, na defensiva.

Yajirobe suspirou, resignado, e explicou que seu mestre gostaria de oferecer um teste para que ele pudesse ganhar uma bolsa de aulas de artes marciais por seis meses, e Kakarotto coçou a cabeça, sem jeito e disse:

– De onde saiu isso?

– Um observador. Disse que você tem potencial. E o meu mestre confia muito na palavra dele.

Yajirobe explicou tudo sobre a oferta do mestre de Tenshinhan, dizendo que se ele tivesse algum talento ficaria por seis meses de graça tendo aulas na academia, mas se fosse realmente bom ganharia uma bolsa que duraria enquanto ele tivesse bons resultados.


Apesar de toda desconfiança, Goku acabou aceitando fazer um teste no dia seguinte. Gine e Bulma ficaram falando o tempo todo para que ficasse atento, poderia ser um golpe, se ele visse que havia alguma coisa errada, que fugisse.

– Vocês sabem que eu não sou idiota e sou bem ágil. Se eu perceber que é uma furada, fujo.

Ele foi em sua bicicleta até Jarimari no dia seguinte, e era apenas um bairro após Andhari East, uma linha reta ao longo da estrada que levava o aeroporto, que era próximo a Jarimari. Ele chegou em cerca de 35 minutos a uma casa baixa no meio de uma rua comercial. A casa tinha uma arquitetura distinta e uns ideogramas chineses no topo e uma placa que dizia, em escrita devanagari "Academia de artes marciais":

मार्शल आर्ट अकादमी)

Goku achou interessante, mas não ficou impressionado, porque, afinal, não era mais que uma pequena casa. Entrou. Um homem muito baixo, de olhos puxados e cabelo branco que ele reconheceu como sendo provavelmente um tibetano, nepalês ou alguém da região dos Himalaias Indianos instruía uma turma de 15 rapazes, que ouvia atentamente. O velho tinha nas mãos um bastão longo e parou assim que ele entrou. O homem perguntou o que ele queria e ele disse:

– Um cara foi lá em casa ontem dizendo que era daqui e...

O homem largou a turma e disse:

-Boa tarde, eu sou o Mestre Karim e ontem mandei meu assistente Yajirobe à sua casa. Então você é o sujeito que o meu melhor ex-aluno disse que tem potencial. Já lutou, meu jovem?

– Ahn? Lutar? Bom, não, mas uma vez deu uma confusão lá perto de casa por causa de um jogo de cricket e eu derrubei um cara maior que eu, isso conta?

– Não. Não conta. Quero saber se você tem condições de ser um lutador de elite, não um brigão de rua.

– Bom... eu nunca lutei.

O homem olhou para ele. De repente, o atacou, jogando o bastão contra as pernas de Kakarotto, que deu um salto instintivo, escapando da pancada. O homem pareceu satisfeito. Olhou para ele e disse:

– Meus alunos vão te atacar, você deve só se esquivar e se defender. Seu objetivo é chegar naquela parede ali sem levar nenhum golpe. Acha que consegue?

– Não sei. – disse Kakarotto, modestamente – Podemos tentar.

O homem designou quatro rapazes e os instruiu em voz baixa, e eles avançaram para Kakaroto, com golpes estudados que ele não imaginava. Mas ele era ágil, e se esquivou do primeiro, dando de cara com o segundo. Com um passo elástico para o lado, Kakarotto se esquivou dele também, e ganhou confiança para esquivar-se do segundo e do terceiro. Logo tocou a parede e disse:

– Era isso?

O homem apenas balançou a cabeça e disse:

– Agora preciso testar a sua força.

– Ah, eu acho que eu sou forte, carrego uns sacos bem pesados de farinha de besan pra minha mãe, ela é doceira.

– Doceira?

– Sim, senhor, os melhores pista rolls e besan ladoos de Mumbai, garanto!

O velho riu e disse:

– Acredito... mas estou falando da força do seu golpe. Tem ideia de quão forte é seu soco?

– Hum... não, senhor. Não sou muito de sair por aí socando ninguém.

O homem não conseguiu segurar o riso. Era um garoto doce e ingênuo. Seria ele um bom lutador? Só havia um jeito de saber. Deu uma faixa larga para o garoto e disse:

– Enrole isso no seu punho. – o garoto obedeceu imediatamente – ele mostrou uma placa de gesso e disse:

– Acha que consegue quebrar com um soco?

– Não sei – o garoto deu de ombros – nunca tentei... mas eu tinha um bom arremesso no cricket...

– Cricket, baah! Jogo superestimado! – disse o velho. – Apenas tente... Broly, venha aqui.

O maior rapaz do grupo se aproximou. Devia ter uns 18 anos, era enorme e parecia muito forte. Kakarotto disse:

– E aí, beleza?

O rapaz o encarou, sério e esperou instruções O velho disse:

– Segure uma placa para ele.

O rapaz segurou a placa entre as duas mãos, sério. Kakarotto seguiu as instruções do velho de como deveria ser o golpe, e, depois de treinar um pouco no vazio, direcionou um golpe para a placa, que se partiu imediatamente. O velho observou, sério e fez ele repetir com duas e três placas. Kakarotto conseguiu quebrar todas elas e disse, ao final:

– Puxa, isso é legal!

O homem estava impressionado. Nunca um iniciante havia ido tão bem em qualquer teste que ele houvesse feito, aquele era o primeiro. E Kakaroto, de repente, sentia-se animado: era como se tivesse nascido para aquilo. Ele sorriu para o homem e perguntou:

– O senhor está satisfeito?

O homem olhou para ele sério e perguntou:

– Qual sua disponibilidade para treinos?

– Hum... todo dia posso vir a essa hora, quando acabo de entregar os doces para minha mãe.

– Então, prepare-se para treinar por seis meses... vou por você num pequeno torneio de iniciantes.

– Torneio?

– Sim... daqui a seis meses. Se você for bem, se torna meu bolsista efetivo, como foi o Tenshinhan. Vai treinar duas horas por dia, para começar...

Goku foi embora pensando que tinha gostado de todas as sensações que tivera naquele lugar e, acima de tudo, da impressão de que havia nascido para aquilo.

Ele tinha certeza de que ia gostar de lutar.


Chichi deu um suspiro longo e profundo. Estava esparramada no sofá, assistindo, talvez pela vigésima vez, o filme "Dilwale dulhania le jayenge" (Quem estiver apaixonado ficará com a noiva): era a história de um casal que se apaixonava quando a moça estava fazendo uma viagem na Europa antes de casar-se com o noivo que não conhecia, e o rapaz ia até a Índia atrás dela. O filme estava em cartaz num cinema em Mumbai havia 15 anos, mas ela o assistia em casa. Os atores Kajol e Sharukh Khan eram o que se chama de "casal perfeito" em Bollywood, como um dia havia sido a sua mãe no par com o senhor Raaja Vegeta, e, a exemplo deles, não eram casados na vida real.

Mas ela conhecia os atores, e além de adoráveis, tinham uma ótima relação. Ela olhava o romance na tela pensando se estava preparada para interpretar uma garota apaixonada. Começou, involuntariamente a lembrar-se do seu único beijo e ficou pensando porque Goku, que parecera tão apaixonado por dança, não havia ligado para Oolong. Tinha perdido a esperança de ver novamente o rapaz, mas lá no fundo persistia aquele sentimento de que ele era, mesmo que ela não o conhecesse nada, o seu primeiro amor.

O filme estava quase terminando quando Lunch chegou para seu tratamento estético semanal. Como estavam em período entre gravações, ela só via a amiga maquiadora uma vez por semana, quando ela vinha para os testes de maquiagem e sua limpeza de pele e tratamento dos cabelos. Ela estava aguardando ansiosamente a amiga, que prometera ir ao festival do Ganesha Chathurti na semana anterior.

– Então – ela perguntou, assim que a maquiadora abriu sua maleta – você o viu por lá?

Lunch olhou com uma expressão penalizada para a menina, porque detestava mentir para ela, mas ainda assim, disse:

– Sinto muito, Chichi... não o vimos...

– Puxa... – Chichi baixou os olhos, entristecida. – queria tanto saber se ele estaria por lá... – ela olhou para Lunch e perguntou, então – mas o festival... foi bom?

A garota encarou a maquiadora com um sorrisinho malicioso e obteve como resposta um intenso rubor na pele clara, antes de Lunch responder:

– Foi tão bom que vou precisar de uns dias para viajar... – ela sorriu, ruborizando ainda mais – para Agra. – ela completou e Chichi deu um gritinho.

– Vocês vão...?

– Sim! Pra mim pareceu loucura na hora... mas ele é tão... maravilhoso.,. e pediu e eu aceitei.

– Aaaah! Eu quero ir com vocês, vamos fazer um lindo casamento em Agra! Vamos conseguir um elefante para o cortejo! Vai ser o meu presente! E espero que ele te dê um lindo Manghalasutra (colar de casamento). O anel? Já tem o anel?

– Ele vai comprar! Vamos ficar noivos por lá... como se chama a cerimônia? Chunni! E ele falou com o pai dele. Havia um casamento arranjado, mas ele... ele disse que me amava e o pai aceitou. Ah, Chichi, como estou feliz!

– E a sua família? Você falou com eles?

– Bem, eles estão na América, ficaram surpresos, mas...

– Traga eles, eu pago a passagem! Vamos, vamos, há um casamento a organizar!

A garota corria frenética, de um lado para o outro com a amiga, quando, de repente, foi interrompida pelo pai, que chegava com Raaja Vegeta. As duas pararam, sem jeito enquanto King pigarreava diante do produtor que vivia dizendo que Chichi era imatura e mimada, como se ela não fosse apenas uma menina de 16 anos. Raaja disse, sério:

– Cheguei de Dubai e consegui financiamento para seu próximo filme, o último da Princesa Shanti, vai se chamar "Princesa Shanti Feliz Para Sempre". Já estamos acertando o roteiro e as canções. Seu par será Yamcha Kapoor.

– Ei... eu não tenho o direito de escolha de nada? – perguntou Chichi, subitamente indignada. Ela achava Yamcha, um galãzinho arrogante, um chato.

– O seu pai ainda decide por você, até os 21 anos, e ele não se opôs – disse Raaja Vegeta, sem alterar um músculo de sua expressão desdenhosa – então, conforme-se. Salvo aconteça algum desastre, vai ser esse seu filme e seu par. Os ensaios começam em breve e as filmagens depois das monções.

Eles saíram e Chichi deu um grito, frustrada. Mal sabia ela que essa frustração aumentaria mais ainda depois das monções.


– Essa mulher é uma sádica! – o jovem apontava para coreógrafa, que o olhava com uma impassível cara de tédio.

Raaja Vegeta deu um suspiro resignado. Desde que o filho começara sua preparação para se tornar ator e retornara a Mumbai, vinha vigiando-o para não burlar as aulas de dança e atuação. Ele olhou para a coreógrafa, uma estrangeira chamada Vados, irmã de Whis, coreógrafo de Chichi e disse:

– Ele está te dando muito trabalho?

– O jovem Vegeta é terrivelmente desbocado e indisciplinado. Mas agradeço porque com ele descobri uma série de insultos novos em hindi – ela disse, séria e impecável. – Ele tem um bom preparo físico por causa dos anos de esporte que praticou, mas não tem elasticidade nenhuma e sua coordenação motora e ritmo são, generosamente descrevendo-os, patéticos.

– Essa mulher quer me matar, pai! O senhor poderia ter comprado um time de cricket para mim, eu adoraria ser rebatedor.

– Calado. Um time que o tivesse como atleta daria prejuízo, não lucro. Trate de aprender e se aplicar, temos um ano para descobrir uma forma de lança-lo como galã, até lá, sem cartão de crédito, sem conta bancária e sem mordomias. Se estrear um filme de sucesso eu compro uma Ferrari ou Lamborghini. Caso contrário, te deporto para o Sri Lanka para trabalhar num pesqueiro, seu vagabundo inútil. Se estivesse numa faculdade, não precisaria passar por isso.

Ele saiu e Vegeta encarou a mulher, que disse:

– Vamos recomeçar?

– Vamos – suspirou Vegeta – por uma Ferrari eu aturo sua tortura tranquilamente...

Notas:

1. Esse é mais um capítulo de transição para mostrar o começo das mudanças na vida do Goku, que, a partir de agora, começa a sua trajetória como lutador.

2. Vegeta está sendo torturado pela Vados e pelo pai para deixar de ser um rebelde e se tornar um galã. Será que vai dar certo?

3. Chichi tem dúvidas e angústias. Será que a parceria dela com Yamcha será bem sucedida? Respostas no próximo capítulo, que deve chegar mais cedo, vou passar a atualizar com maior frequência.

4. Casamento à vista no próximo capítulo!

5. O filme citado, "Dilwale dulhania le jayenge" é considerado um dos mais bem sucedidos comercialmente na história do cinema mundial e ficou em cartaz num cinema de rua em Mumbai ininterruptamente por 19 anos. O filme conta a história de Simram e Raj, que se apaixonam durante uma viagem pela Europa mas não podem se casar porque ela é prometida ao filho do melhor amigo de seu pai, Kujit. O filme foi intensamente criticado por alguns hinduístas tradicionais por ser um libelo contra o casamento arranjado que acabou por realmente criar uma pequena revolução de costumes e um intenso debate na época. Há estudos sérios com base no Censo Indiano seguinte que dão conta que um único filme foi capaz de diminuir o número de casamentos arranjados, principalmente entre a classe média indiana.

6. Uma das cenas mais famosas do filme é a que o rapaz diz "Se ela estiver apaixonada por mim, vai se virar e sorrir antes de entrar no trem".