Disclaimer: Inu yasha e seus personagens pertencem a Rumiko takahashi e eu ainda quero um Sesshoumaru pra mim. ;-;
Assistam Yashahime
O restaurante era maravilhoso, as mesas estavam posicionadas de tal maneira que nenhum cliente incomodava o outro devido ao espaço e conforto oferecido. Todas as mesas tinham um toque certo de penumbra, que era quebrado por pequenas lanternas de papel devidamente posicionadas no centro das mesas, dando assim um ar de mistério e um toque romântico para os casais.
Os dois foram acompanhados por um garçom que se identificou de imediato ao reconhecer Sesshoumaru, o mesmo costumava frequentar muito o local por causa de reuniões e jantares de negócio. Receberam um cumprimento educado e foram imediatamente encaminhados a mesa reservada; enquanto caminhavam era possível observar, através de enormes janelas impecavelmente limpas, o mar sendo iluminado por uma lua enorme, o que dava uma visão magnifica para os ocupantes.
As duas mulheres que se encontravam na mesa permaneceram sentadas assim que eles chegaram.
- Então finalmente você apareceu. – A voz da mulher mais velha tinha um ar de irritado, mas desapareceu ao ver quem havia chegado com Sesshoumaru.
- Então você veio mesmo, Rin. Fico feliz. – Sara disse enquanto se levantava cumprimentar a garota com dois beijos em ambas as faces.
A mulher mais velha se levantou lentamente, estava com um vestido negro longo que lhe ressaltava a cor dos olhos castanhos, usava um colar de ouro com detalhes verdes que Rin pensou serem rubis. Seus dedos estavam ornados com belíssimos anéis, mas sem exagero. Usava um pouco de maquiagem, e o cabelo negro longo estava contido em um coque com mechas soltas, nem de longe alguém diria que aquela seria uma mãe e principalmente a mãe adotiva de Sesshoumaru.
- Obrigada por ter me convidado, eu peço desculpas pelo atraso. A culpa foi minha tivemos uma grande demanda hoje com a loja. – Rin sorriu para Sara meio que evitando encarar Izayoi, sabia que a mulher a estava olhando de cima a baixo e não tinha coragem de ver o olhar de desaprovação que ela lhe mandava por conta das roupas que estava usando.
- Não se preocupe, eu vi como a loja estava hoje. – Respondeu Sara sorrindo, e logo cumprimentando Sesshoumaru com um pequeno aceno enquanto todos se acomodavam para se sentar. Um garçom apareceu de imediato perguntando se gostariam de já fazer o pedido, mas todos decidiram esperar mais um pouco apenas pedindo uma rodada de leves bebidas para as mulheres e água com gás para Sesshoumaru.
- Que surpresa eu diria, não esperávamos por você, menina Yamazaki. Como tem andado? – Izayoi perguntou com um tom afiado, mas sorrindo logo em seguida para disfarçar sua insatisfação em ver a nora ali, não tinha absolutamente nada contra a garota, apenas pensava que Sesshoumaru poderia ter escolhido uma pessoa muito melhor, divagou desviando os olhos para Sara e percebeu que a mesma mandava olhares furtivos a Sesshoumaru.
- Ah bem, eu-
- É Taisho. – Sesshoumaru a cortou, levemente, enquanto estreitava os olhos por cima do copo.
- Oh, eu disse algo errado, desculpe. Velhos hábitos. – Izayoi corou um pouco levando a mão ao rosto e sorriu um pouco sem graça a seu filho mais velho.
- Está tudo bem. – Rin sorriu um pouco sem graça enquanto lançava um olhar de censura, que foi devidamente ignorado, para Sesshoumaru. – Estou bem e a senhora como está? Soube que havia viajado, espero que tenha aproveitado.
- Ah, ela havia ido me visitar. – Sara sorriu. – Inesperado eu sei, levei o maior susto quando a vi sentada na plateia e imagina que quase despenco da passarela. – Sara riu enquanto se recordava do momento.
- Pensei que estava indo para Nova York, Izayoi. – Sesshoumaru comentou seco enquanto a olhava. – Pelo menos foi para onde disse que iria.
- Ah querido uma pequena mudança rápida de planos, surgiu a oportunidade, o desfile seria no mesmo dia e eu pensei "Porque não?!", seria fabuloso reencontrar Sara, colocar alguns assuntos em dia. – Ela sorriu para Sara enquanto apertava levemente a mão dela por cima da mesa, como se simpatizasse com a outra. – Não vi nenhum problema nisso, e Sara disse que eu não a incomodaria. – Fez um biquinho.
- É claro que não, sua companhia é inestimável para mim, Izayoi. – Sara sorriu para a mulher com um brilho de amor nos olhos e palavras não ditas.
Rin apenas observava a troca de "amor e arrulhos" entre as duas mulheres, não entendia bem o que estava acontecendo ali e também não sabia se queria realmente entender. Elas pareciam que estavam se falando com os olhos como em clubinhos secretos, vamos deixar ela de fora e nos comunicar com palavras não ditas, e okay, ela estava começando a viajar por causa da fome, recusara a comida, mas a verdade é que apenas fez isso porque percebeu que ninguém iria pedir. Estava morrendo de fome já que havia pulado o horário do almoço e não fizera outra refeição depois.
A garota apenas fechou os olhos levemente e soltou um suspiro enquanto ouvia as mulheres voltarem a conversar, mas estava com um ar distante, não prestando atenção ao assunto.
- Você pode fazer o seu pedido. – O sussurro a assustou levemente fazendo com que abrisse os olhos. Sesshoumaru estava inclinado paro seu lado, falando baixinho para que só ela pudesse ouvi-lo. – Imagino que não tenha almoçado direito, então vá em frente. Não fique com fome por que outros não estão, minha Rin. – Ele falou novamente e passou levemente os lábios pela orelha dela, descendo para o lóbulo onde deu uma leve lambida.
- Rin, você se incomodaria de me acompanhar até o banheiro? – A voz de Izayoi tirou Rin de seu devaneio pessoal com Sesshoumaru, enquanto Izayoi a puxava bruscamente para o agora. – Por favor?
A garota piscou repetidamente enquanto se sentia sem corar, fez menção em responder ao pedido de Izayoi, mas sentiu a mesma a puxar para se levantar quase que a força e se dirigirem em direção ao banheiro, olhou para trás ao ouvir o barulho de uma cadeira, Sesshoumaru se levantara com a intenção de segui-las, mas a ação foi parada imediatamente por Sara que o segurava pelo braço e falava algo para ele que o fez se sentar de volta.
~~u.u~~
- Ela fez de novo. – Sara sorriu um pouco sem graça para Sesshoumaru que ainda mantinha o rosto virado na direção em que Izayoi havia puxado Rin.
- ... – Ele nada disse, apenas voltou a se sentar calmamente enquanto observava Sara ainda segurando sua blusa, a encarou firmemente para logo desviar os olhos para a janela a sua frente. – Ela está começando a me irritar. – Ele respondeu depois de vários segundos, ao qual Sara pensou que seriam eternos, para logo apoiar ambos os cotovelos sobre a mesa e apoiar o queixo sobre as mãos juntas.
- Tenha paciência com ela Sesshoumaru, ela acha que está fazendo algo de bem com isso. – Sara tocou o braço de Sesshoumaru, mas ao receber um olhar frio por parte dele, preferiu coloca-la sobre o colo. – Então... Você parece bem, quero dizer, parece mais feliz. – Ela tentou iniciar, mas ele apenas se manteve quieto.
- A Rin parece fazer bem a você, parece mais relaxado. Não sei explicar. – Ela sorriu sem graça, isso normalmente não acontecia com ela, sempre sabia o que falar, quando falar, como falar e com quem falar, mas sempre que se tratava de Sesshoumaru parecia que tudo dentro dela entrava em pânico e voltava a ter dezesseis anos, quando se sentia toda insegura perto do garoto bonito da escola.
Ao contrário do que muitos imaginavam, Sara nunca teve toda a segurança que tinha agora como modelo, sempre fora uma pessoa tímida e quieta, estava sempre na dela, sempre que alguém tentava se aproximar ela se retraía e se escondia em seu casulo até ter absoluta certeza de que a pessoa era confiável, e esse problema de falta de confiança que sentia fora vencido, ou pelo menos quando não estava perto de Sesshoumaru ela sentia que havia vencido isso, por meio de vários psicólogos, aulas e acompanhamentos ao longo da carreira.
O silencio entre eles cresceu mais uma vez, mas foi quebrado pela voz rouca de Sesshoumaru. – É, na verdade, como me sinto. – Disse enquanto pegava o copo para tomar um gole da agua com gás. – É sempre assim quando ela está ao meu redor. Eu me sinto vivo. – Ele disse mais para si mesmo do que para Sara, mas a observou longamente.
O barulho de passos desviou a atenção de ambos para Rin e Izayoi que voltavam do banheiro. Sesshoumaru foi o primeiro a perceber que alguma coisa estava errada com sua esposa, ela vinha atrás de Izayoi e estava com a cabeça baixa como se não tivesse coragem de encará-lo. Soltou um suspiro cansado antes de se levantar e parar na frente dela a impedindo de se sentar. Ele esperou que ela levantasse os olhos até os dele e ficaram se encarando longamente, sabia que as duas acompanhantes os encaravam sem entender a troca silenciosa que ocorria entre os dois, além de que sabia também que Izayoi havia dito coisas desagradáveis, sua esposa era mais transparente do que agua, quando o assunto eram seus sentimentos e algo que a incomodava, e isso o deixava puto da vida.
- Nós vamos embora. – Seu tom era frio e não deixava brechas para muita discussão, além de alto o suficiente para que as outras duas o ouvissem e sem esperar por uma resposta, segurou a mãe de Rin antes de começar a se dirigir a saída do restaurante.
- Sesshoumaru. Espera. Ora... Que falta de respeito com a própria mãe. – Izayoi resmungou enquanto via os dois sumirem pela porta e logo se sentou encarando Sara que agora parecia ter um olhar distante. – Não desista ainda minha cara, tenho certeza que tudo vai sair como eu planejei. – Sorriu para si mesma tomando um gole do drink.
- Eu não tenho tanta certeza, acho que nós deveríamos deixar o Sesshoumaru em paz senhora Izayoi, ele está feliz. – Ela disse pesarosa, sorrindo para a mulher que adoraria ter tido como sogra.
- Bobagem, Sesshoumaru não sabe o que está perdendo sem você ao lado dele, então ele não conhece a felicidade. – Disse dando tapinhas leve na mão de Sara que havia voltado a colocar em cima da mesa. – Tenho certeza de que vocês terão alguma chance durante a festa de natal na casa de Higurashi, eu mesma vou providenciar tudo. – Sorriu para si mesma observando a lua do lado de fora, tudo daria certo.
~~u.u~~
- Desculpe por isso.
A voz de Sesshoumaru quebrou o silencio pesado que havia se formado dentro do carro durante quase todo o percurso de volta para casa, ele estava puto por causa da situação e Rin não dizia absolutamente nada, entrara dentro do carro, colocara o sinto e ficara observando a paisagem pela janela fechada do carro. Aquilo o incomodava e muito, sua esposa era sempre alegre e faladeira, ver que alguém conseguiu tirar esse brilho dela, mesmo que por alguns minutos, o irritava e muito.
- Não foi culpa sua Sesshy, eu não-
- Foi Rin. – Ele a cortou levemente, apertando as mãos no volante. – Eu devia ter contado que ia buscar Sara no aeroporto, mas confesso que foi uma surpresa para mim também, não estava esperando. – Ele disse enquanto passava a marcha do carro e olhava atentamente ao transito. – Eu estava trabalhando quando Izayoi ligou dizendo que Sara já estava me esperando no aeroporto. Ela tinha dito a Sara que eu havia feito a promessa de ir busca-la. – Ele demonstrou um pouco de raiva na voz, mas logo soltou um suspiro. – E agora esse jantar.
- Não é culpa sua o que Izayoi faz, Sesshoumaru. – Ela disse colocando a mão sobre o braço dele e sentiu os músculos tensionados, as pontas dos dedos estavam brancas de tanta força com que ele apertava o volante do carro. – Eu sei que pareço boba, mas não sou tão idiota assim, eu sei que se você não me falou foi apenas para evitar qualquer problema, não que fosse ter um, imagina.
- De qualquer maneira eu pensei em ligar pra você, mas um problema surgiu na empresa, e época de natal tudo parece um "problemão", e tudo tem que ser resolvido pessoalmente. Imediatamente. – Irritação tomou mais uma vez conta da voz dele, o que fez Rin sorrir e soltar um riso leve. – Meus problemas divertem você? – A voz dele era seca ao perguntar.
- Não, sua irritação sim. Sesshy eu amo você, e apenas quando você me disser que tudo está terminado entre nós é que vou começar a me desesperar. – Ela disse seriamente, o que levou um sorriso aos lábios dele e um bufo. – O que, agora eu estou te divertindo?
- Você sabe que isso nunca vai acontecer. Nunca vou deixar você me largar. – Ele a olhou de lado a avaliando, esperando algum tipo de reação por parte dela, mas apenas a viu sorrir e balançar a cabeça levemente.
- Você é incrivelmente possessivo. – Ela disse se ajeitando de volta no banco e cruzando os braços. – Isso faz mal.
- Estranho, porque me sinto muito bem. – Ele disse arqueando uma das sobrancelhas. – Continuo rico. Bonito. E dono de metade das coisas do mundo.
- E além de tudo é convencido. – Ela resmungou desviando o olhar de volta para a janela enquanto o ouvia gargalhar.
- Tenho a única coisa que nunca imaginei que teria na vida, minha Rin, eu sinceramente não poderia estar mal. – Ele a olhou quando parou o carro de frente a casa que eles dividiam.
Era uma casa confortável de dois andares, os jardins na frente da casa era um pequeno paraíso criado especialmente para Rin aproveitar os momentos de folga que tinha, a casa possuía enormes janelas e algumas das luzes estavam acesas e ela tinha certeza que provavelmente Jaken, o mordomo, os estava esperando na porta para recebe-los.
Jaken servira ao pai de Sesshoumaru por algum tempo junto com outros servos, o homem era baixo e tinha a cara toda enrugada como se fosse um sapo velho, usava sempre um terno devidamente passado e sem nenhuma dobra.
- E o que seria isso? – Ela perguntou curiosa, e recebeu um olhar profundo por parte dele do tipo "Você precisa mesmo perguntar?", é claro que ela sabia sem sombra de dúvida a resposta, mas...
- Você. – Ele sorriu a puxando para um beijo. – Que tal me pagar aquela promessa agora?
- Nem pensar, amanhã tenho que fazer compras. – Disse desvencilhando dos braços dele, desafivelando o cinto e saindo do carro. – Tenho que organizar minha semana, dar um jeito de ir ajudar Kagome e Sango com a festa, terminar os enfeites aqui em casa... – Ela ia enumerando tudo o que tinham que fazer enquanto se dirigiam para casa.
- Querida... – Ele começou, mas foi interrompido no meio quando ela continuou dizendo o que mais ainda teria que fazer e blá blá blá, com toda certeza sua esposa estava de volta, ele pensou sorrindo enquanto a pegava no colo e entrava em casa.
Depois do incidente no restaurante, nada de mais aconteceu, muito pelo contrário a semana passou voando e então já era sábado véspera de Natal e por incrível que parecesse a correria não havia terminado. Sesshoumaru deixou Rin na casa de Kagome, sua cunhada, para que ambas, juntamente com Sango, pudessem terminar de arrumar tudo para a noite, alegou que voltaria mais tarde com os presentes que eles preferiram deixar para trás.
As coisas estavam ótimas, a decoração mais brilhante do que a própria casa do papai noel, havia muita comida, muita música, risos e conversa sendo jogada fora. Todos os convidados pareciam ter combinado de chegarem todos de uma única vez, pensou Rin, olhando o número de pessoas que entravam na casa. Graças aos céus Sesshoumaru já havia chegado e permanecia a um canto conversando com seu meio irmão Inu Yasha e o amigo dele Miroku.
As mulheres ainda estavam na cozinha, trocavam fofocas e abraços, todos colocavam o papo em dia, e claro, Rin não ficou para trás se juntando a elas. Mais convidados chegaram, mais animação, mais conversa fora, estava tudo perfeito.
- Oi Rin.
- Oh, olá Kohaku. – Rin o cumprimento com um sorriso e um leve abraço. – Feliz natal. – ela sorriu pra ele.
- Feliz natal. Que tal se fossemos para sala, está cheio de gente lá, a minha irmã Sango chegou agora, está perguntando por você. – Ele disse meio corado enquanto apontava para sala. Kohaku estava bonito, Rin teve que admitir enquanto o acompanhava até a sala, na verdade todos estavam lindos, vestidos em cores alegres, chamativas e elegantes. Ela mesmo vestira um vestido verde, com detalhes vermelhos que seria um pouco estranho fora da época, mas que combinava muito por causa, bem, da época.
Ao chegarem na sala, a conversa se desenrolou mais um pouco entre todos, Rin olhou discretamente para todos os lados procurando por Sesshoumaru, mas não o viu. Ela sabia que Izayoi estava na festa apesar de não terem se cumprimentado, assim como Sara que estava sentada na rodinha a sua frente conversando com todos.
"Onde você está Sesshy?" Ela pensou ainda o procurando discretamente com o olhar, mas teve a atenção desviada por uma brincadeira que Kohaku fizera ao seu lado e que não pode deixar de rir.
Do outro lado da sala Sesshoumaru observava sua esposa rir de alguma piada que aquele fedelho havia contado e aquilo fazia com que seu sangue, que já estava em brasa por conta de Izayoi e suas ideias ridículas, ferver completamente.
Primeiro tivera que aguentar Izayoi falando e empurrando Sara para ele durante toda a noite, depois sua esposa escapara dele a semana toda, e por último e mais importante era visível que aquele moleque estava dando em cima do que era dele.
- Sesshoumaru onde está Sara, eu pensei que ela estaria com você. – Izayoi se aproximou segurando um copo de vinho em uma mão e o tocando levemente no ombro com a outra.
- Pensou errado Izayoi. – Sua voz era fria e direta.
- Você deveria dar mais atenção para Sara, ela-
- Eu deveria cuidar da minha esposa, e você da sua vida. – Disse com brusquidão a interrompendo e a deixando atônita. Normalmente não perdia a paciência, era sempre calmo e centrado, frio por assim dizer.
- Ora, você nunca foi de fazer ou falar esse tipo de coisa Sesshoumaru, eu sabia que a influência daquelazinha iria mudar você. – Ela disse indignada. Os dois não estavam gritando, discutiam baixo e de maneira polidamente fria um com o outro evitando chamar atenção das pessoas reunidas a frente deles.
- Acha que sou cego, ou mesmo idiota? Que eu não percebo você empurrando, descaradamente, Sara para cima de mim enquanto tenta manter a distância minha própria esposa? – Ele a encarava firmemente agora, de frente para ela e de costas para os outros. O olhar dele a deixou petrificada no lugar e sem reação alguma, nunca vira Sesshoumaru demostrar tamanha raiva e dirigi-la a alguém ou mesmo para ela.
- Eu... Eu – engoliu em seco e pigarreou antes de continuar. – Só quero o que é melhor pra você, Sesshoumaru. Quero o seu bem, apenas. – Ela retomou sua postura e bebeu alguns goles da taça que trazia, Sesshoumaru identificou como sendo vinho, pela coloração roxa.
- Se você quer o meu bem Izayoi, é melhor escutar o que eu vou te dizer. A mulher com quem eu me casei é o melhor para mim. Pare de tentar controlar a minha vida, como você faz com InuYasha, ou eu vou retirar você permanentemente dela. – Ele lhe lançou um último olhar antes de começar a caminhar na direção de sua esposa, não se interessando em saber se Izayoi entendeu o recado ou não.
- Ah, Sesshy eu estava procurando você. – Ela disse com um sorriso que desapareceu, ao sentir Sesshoumaru a levantar e começar a puxa-la para fora da sala.
- Pois me encontrou. – Ele continuou a puxando pelo corredor da casa, até achar que estava satisfatoriamente afastado dos outros, que haviam por um momento parado de falar ao ver Sesshoumaru a levando embora e logo voltaram a conversar normalmente, menos um dos integrantes que permaneceu os encarando de seu lugar.
Ele a encostou contra a parede e ambos se encararam por alguns minutos, Sesshoumaru colocou um dos braços ao lado do rosto de Rin, e deixou a outra mão solta ao longo do corpo.
- Sesshy, por que fez isso, eu estava...
- Com quem foi que eu me casei? – Ele a interrompeu abruptamente. Rin o olhou sem entender por um momento antes de corar e desviar o olhar.
- Comigo. – Ela murmurou baixinho.
- Desculpe, eu não ouvi, acho que não é tão difícil olhar nos meus olhos enquanto responde. – Ele disse suavemente, colocando a mão no rosto dela.
- Você se casou comigo, Yamazaki Rin! – Respondeu com mais firmeza. Ele a encarou por mais alguns segundos antes de respirar fundo e soltar suavemente.
- Eu amo você. – Disse a abraçando e colocando sua testa junto a dela.
- Eu também amo você. – Ela sussurrou de volta e se pôs na ponta dos pés dando um selinho nele, mas logo Sesshoumaru aprofundou o beijo a puxando para mais perto dele. Ficaram trocando beijos e carinhos por algum tempo antes de Rin o olhar.
- Não deixe Izayoi controlar nossa vida. – Ele sussurrou enquanto passava a mão pelo rosto dela.
- Ela não controla. – Respondeu firmemente e com um pequeno sorriso.
- E não deixe aquele moleque se aproximar tanto. – Ela podia sentir a raiva dele na voz, o que a fez sorrir e entender o real motivo dele a ter tirado da sala daquela maneira.
- Sesshy...
- Estou falando sério Rin, eu vou acabar batendo aquele garoto. – Ele disse sério, enquanto a encarava. Rin preferiu levar um pouco na brincadeira, mas se manteria afastada de Kohaku de qualquer maneira. Ela nunca entendera o motivo de Sesshoumaru desgostar tanto do garoto, ela sabia que ele tinha uma paixonite por ela, mas era coisa de adolescente.
- Então não se aproxime de Sara, ou eu também serei obrigada a bater nela. – Ela disse, mas logo riu ao ver que ele arqueou uma das sobrancelhas. Rin não tinha coragem de matar uma barata, quem dirá bater em uma pessoa.
- Isso não é um problema. – Ele disse e voltou a beija-la.
- Ahá, aí estão vocês. Já estamos chegando na contagem regressiva. – Kagome apareceu pelo corredor para chama-los e logo saiu correndo deixando os dois para trás.
Ao final da contagem muitos abraços, muitos "Feliz Natal" e mais abraços foram dados, além dos presentes é claro. Rin puxou Sesshoumaru em um cantinho da sala, para que pudesse entregar o seu próprio presente. Eles ficaram se olhando por um momento, e Rin começou a ficar extremamente sem graça.
- O que foi, Rin? – Sesshoumaru perguntou a observando.
- Eu tentei de várias maneiras procurar algo legal pra você, Sesshy. E quando digo tentar, quero dizer, sério. Passei a semana inteira procurando o melhor presente pra você e nada me veio à cabeça, até depois daquele jantar. – Ela sorriu para ele muito sem graça.
- Você me ignorou a semana inteira por estar preocupada com um... Presente? – O tom dele a assustou um pouco, ele a olhava de maneira séria. – Não posso acreditar, que você... – Ele não conseguiu completar a frase, apenas a segurou pelos braços. – Nós vamos para casa, agora.
- Sesshoumaru, espera, o meu presente. – Ela disse exasperada enquanto ele a puxava em direção a porta. Quando saíram, a neve e o vento frio os abraçaram de uma vez, Rin deu graças aos céus que ela havia trago um sobretudo pesado junto com o vestido, se não teria morrido de frio.
- Rin, você não tem ideia do que você esteve fazendo comigo durante toda essa semana, eu não pude tocar em você. – Se não conhecesse seu marido diria que ele estava usando uma voz chorosa.
- Pare. Agora. Mesmo. Sesshy. – Ela disse pausadamente, o que mesmo que a contra gosto ele fez, e ficaram se encarando. – Pare de me olhar assim você está me deixando nervosa. Ela viu que ele desviou o olhar, mas que logo voltou para ela com ambas as sobrancelhas arqueadas, esperando.
- Então...?
Soltando um suspiro, ela estendeu a mão que estava escondida atrás das costas. Sesshoumaru encarou a mão da esposa e percebeu um... Laço vermelho e muito bonito amarrado em dois dedos da mão dela. Ele continuou olhando até que um sorriso malicioso apareceu em seus lábios.
- Então, esse é meu presente de natal? – Ele perguntou de modo enigmático, enquanto a comia com os olhos.
- Bem sim.
- Ótimo. – Ele se abaixou e rapidamente passando ambos os braços pelas pernas dela e antes que Rin pudesse protestar o mundo tinha virado de cabeça para baixo.
- Sesshoumaru o que está fazendo, me ponha no chão. – Ela disse com voz abafada pelo casaco dele e se recuperando do susto.
- Nós vamos para casa querida, quero desembrulhar o meu presente com todo o cuidado do mundo. – Ele disse soltando uma gargalhada e caminhando em direção ao carro, ia ser uma noite longa.
Uma correção extremamente necessária no capítulo, eu tinha posto que a Kagome era enteada do Sesshoumaru. Gente, desculpa, eu quis dizer cunhada, aqui na história ela namora o Inuyasha. Erro corrigido. Tão gostosinho reler essa história, tinha esquecido algumas coisas.
E não me matem por fazer a Izayoi a "mázinha" na história, alguém tinha que ser a bad guy aqui, e ela que ta pagando o pato.
:P
