Disclaimer: O anime Inu Yasha assim como seus personagens são de autoria de Rumiko Takahashi, mas eu quero um Sesshoumaru pra mim ;-;

Fan fic sem fins lucrativos. Assistam Yashahime.

Obs: Recomendo a re-leitura da fic, fiz algumas alterações e complementações antes desses finalmente. Espero que gostem. (:


Devo dizer que ambos aproveitaram muito o doce preparado por Rin. A limpeza da bagunça depois teve que se dar através de vários banhos e uma roupa de cama no lixo, infelizmente. Não valia a pena o trabalho que daria a Jaken de limpar e ambos não queriam ter que explicar o motivo de tanto chocolate espalhado pela cama.

Kagome, ao final do dia, entrou em contato com ambos para questionar sobre o não comparecimento no almoço, e foi engraçado para Sesshoumaru ver sua esposa ter que inventar uma desculpa, quando ela claramente não sabia mentir, para poder explicar o que ocorrera com ambos. No final, quando ele viu seu tom totalmente corado e sem graça, ele sabia que ela não havia conseguido enganar a jovem Higurashi, ela tinha mais sabedoria do que transparecia.

Era bom ter sua esposa para si ao final de todo aquele caos chamado natal, poder sentar no sofá de pernas para cima e pode relaxar com uma bebida enquanto a neve caía do lado de fora. E enquanto estava distraído bebericando seu vinho e olhando a neve cair pela janela, Sesshoumaru sentiu as pequenas mãos de Rin em seu rosto chamando sua atenção.

- Eu tenho um último presente para você, Sesshy. – Ela disse suavemente como se esperasse a reação dele por suas falas. O rosto estava corado e os lábios continuavam inchados dos últimos beijos que ambos trocavam. E ao contrário do que havia imaginado, ela não o estava acompanhando na bebida como sempre gostava, estava tomando uma bebida quente de laranja e chocolate que ela mesmo havia feito de uma receita na internet.

Sem esperar uma resposta por parte dele, como era muito comum entre eles já que ela falava por ambos, ela se levantou de seu colo no sofá e se dirigiu até a árvore de natal que eles haviam montado por muita insistência dela e com a ajuda de Jaken, que, diga-se de passagem, havia ganhado férias merecidas de ambos. Sesshoumaru observou sua esposa se abaixar e se enfiar quase que até a parte de trás da grande árvore e de lá retirar uma caixa colorida com bonitos laços, ela parecia um pouco receosa enquanto abraçava a caixa e o olhava voltando a se sentar no sofá.

Parando para pensar rapidamente ele havia dado vários presentes ao longo da semana para sua esposa, na verdade, ele passava o ano todo comprando coisas que o agradavam e que tinha certeza que a agradariam. Um colar com uma lua dourada aqui. Um vestido de cetim ali. Sapatos. Um jantar ali. Em todos os anos de namoro e meses de casamento ele estava realmente feliz por te-la ao lado dele. Ela sempre trouxera o que ele tinha de melhor, ele pensou sorrindo levemente enquanto ela estendia o presente em sua direção.

- Feliz natal, Sesshy. – Ela sorriu de leve esperando que ele abrisse a caixa.

Ele colocou a taça em cima da mesa de centro e a olhou de canto vendo que quanto mais demorava mais ansiosa ela ficava, e querendo acabar logo com o suspense ele abriu a caixa. Dois pares de sapatinhos, um na cor roxa e outra branca, estavam juntos dentro da caixa. Por um momento ele ficou encarando a caixa sem demonstrar qualquer tipo de reação, e ao ver os olhos da esposa começarem a se encher de lágrimas e preocupação, ele pôs a caixa ao lado da taça antes de puxa-la para seus braços.

- Quando eu acredito que não posso ser mais feliz, você sempre me mostra o quão errado estou. – Ele disse depositando levemente um beijo na têmpora dela antes de ambos ficarem frente a frente com a testa encostada. – Palavras nunca serão o suficiente para demonstrar o quanto você representa em minha vida. Então, enquanto vivemos o momento, eu espero que nós dois, ou melhor, nós três...

- Somos quatro, Sesshy. – Ela pigarreou o interrompendo levemente, e quando ele não continuou falando percebeu seu olhar levemente chocado. – Estou grávida de gêmeos ou gêmeas. Ainda não sei. – Sorriu de leve.

- Era por isso que estava tão distante e em greve de sexo? - Sesshoumaru sorriu de leve enquanto depositava mais um beijo na têmpora da esposa, estava feliz por estar sentado.

- Eu não fiz greve de sexo – Ela gaguejou um pouco enquanto corava e o empurrava levemente. – Não tenho culpa se meu marido virou um maníaco sexual, e em parte sim. Eu comecei a me sentir muito mal, mas não sabia o porquê. – Ela disse vendo a expressão confusa dele. – Minha menstruação continua vindo de forma normal, por isso não cogitei que pudesse ser gravidez, mas decidi ir ao médico e os exames de sangue apontaram para isso.

- Entendo. Está tudo bem? – Ele perguntou passando a mão por entre os cabelos dela.

- Sim. Estamos ótimos, ou ótimas. Eu estava nervosa sobre como você iria reagir na verdade, e eu queria que fosse em uma data especial. – Disse levantando os braços como se mostrasse ao redor indicando o natal como a data escolhida.

Ele apenas voltou a abraçar com carinho e sentiu os braços dela passando por suas costas retribuindo.

- ... Eu espero que nós quatro vivamos eternamente, minha Rin.

Ele ouviu a risadinha abafada dela.