Capítulo 3
Nada pode te preparar em ser apanhada no mesmo quarto com um casal transando. Eu queria afundar no chão e sumir ou talvez vomitar. Muito sofisticado, Hinata. Não havia nada sofisticado sobre a situação em que eu me encontrava. Era completamente e totalmente humilhante. E eu tinha que me lembrar que era mais humilhante para Sasuke do que para mim.
Por um momento eu pensei que se eu simplesmente ficasse parada ali, esmagada entre as prateleiras, se eu não me movesse, ele pensaria que talvez tivesse imaginado a minha presença e fosse embora. Mas ele não foi. Ele acendeu a luz. Eu pisquei os olhos com o brilho repentino da luz e me encolhi ainda mais.
Quando meus olhos tinham se ajustado, me atrevi a olhar para o rosto do Uchiha para avaliar sua reação à estranha situação. Não foi uma boa jogada. Ele não estava sorrindo, e sombras escuras se escondiam naqueles olhos sem alma. Suas sobrancelhas estavam franzidas e ele cruzou os braços sobre o peito. Sua jaqueta e gravata estavam em uma prateleira nas proximidades e seus músculos rugiam dentro da sua camisa. O físico do homem era tão impressionante e intimidador como a sua expressão. Ele estava entre eu e a porta, uma parede impenetrável, imóvel, puro aço.
"Eu... Me desculpe," eu disse com a frieza que pude reunir, e que era muito pequena. "Eu vim aqui procurar por..." dei uma olhadela ao redor, olhando o conteúdo nas prateleiras. "Papel higiênico." Eu recuei. Essa tinha sido a minha melhor ideia?
"No escuro?" Porcaria. Hora de recuar e sair com o pouco de dignidade que me restava. Parecia injusto eu ter vergonha, quando ele tinha sido apanhado sem as calças. Eu dei um passo para fora do meu esconderijo, mas ele não se moveu. "Você não respondeu a minha pergunta," ele disse.
"Hein? Oh, bem, sim eu estava olhando no escuro. Estúpido, eu sei." Dei de ombros.
Ele ainda não tinha se mexido. "A minha outra pergunta."
"Outra pergunta?" Verdadeiramente, não conseguia lembrar. Minha mente estava em desordem total. O que diabos ele tinha me perguntado?
"Gostou do show?"
Inferno. Por que ele não podia fingir que nada tinha acontecido? Era o que pessoas normais faziam. Ele podia me deixar com um sorriso tímido e uma cara de pateta. Eu podia prometer não contar para ninguém e tudo ficaria bem. Mas não estava bem. Tinha sido estranho, e eu estava ainda quente, com sensações em lugares desconfortáveis. "Hum..." Não tinha nenhuma resposta sensata para essa pergunta. Não tinha. "Foi..."
"Interessante?" ele completou.
"Acho que sim."
"Bom?" Ele inclinou-se contra o batente e preguiçosamente cruzou os braços. Com as pálpebras meio fechadas, ele parecia menos perigoso e mais divertido com o meu desconforto. Maldito.
"Essa não é bem a palavra que eu usaria," eu disse.
"Que tal gostoso?"
Eu engoli ruidosamente e olhei para meus sapatos. "Eu, hum, acho que sim." Eu limpei a minha garganta e dei um passo para mais perto. Ele não saia da frente. Pânico vibrava no meu peito, mas eu me recusei a deixá-lo florescer. Não achei que eu estava em perigo com este homem, mas se fosse esse o caso, por que ele não estava me deixando sair?
"Com licença, Sr. Uchiha, eu gostaria de sair agora."
"Pode me chamar de Sasuke. Acho que devemos usar o primeiro nome, após o que compartilhamos."
"Não compartilhamos nada." Finalmente tinha recuperando um pingo de dignidade. Eu podia fazer isso. Podia fingir estar ofendida em vez de estar acesa. "Infelizmente ouvi um incidente entre você e sua namorada."
"Ela não é minha namorada."
"Sua assistente então."
Ele simplesmente resmungou. "Parece que pensamos da mesma maneira."
"Sobre o quê?"
"Isto. O que você testemunhou. Foi um incidente infeliz e não deveria ter acontecido." Ele desenrolou as mangas da camisa e pegou o casaco. "O que você quer?"
Franzi a testa. "O que você quer dizer?" Ele colocou a mão no bolso do paletó e tirou um maço de notas. Ele contou algumas e passou-as para mim. "Cem?"
"Não quero seu dinheiro!"
"Você quer jogar duro? Eu não poderia pensar que você fosse uma trapaceira." Ele me deu mais dinheiro. "Duzentos?"
"Não! Sr. Uchi— Sasuke — não quero seu dinheiro. Se você quer me pagar para eu manter silêncio sobre isso, esqueça. Não falo com jornais ou com colunistas de fofocas. Não me importa com quem você fode ou divide um hambúrguer. Fique sabendo que não é da minha conta, nem é importante para o resto do mundo também. Não se preocupe. Não vou vender sua história para ninguém."
Ele fez uma pausa com as contas na mão. "Eu não achei que você fosse o tipo de mulher que diz foda."
"E eu não achei que você fosse o tipo de cara que faz sexo dentro de um depósito."
Ele riu e colocou de volta o dinheiro no bolso do casaco. "Normalmente não. Mas senti que devia isso a Ino, uma última vez, antes de despedi-la, e essa seria a nossa única oportunidade, então..." Ele encolheu os ombros. E assim ele explicou o seu encontro sexual. E não pareceu bizarro quando ele disse. Nem ele parecia um homem apaixonado, ou mesmo em luxúria. Não havia rubor nas bochechas, ou calor nos olhos dele. Ele falou sobre Ino e seu encontro como se fosse apenas mais uma partida de um jogo qualquer.
"Sabe, se você vai largar uma mulher, você não deveria transar com ela antes," eu disse.
"Verdade?" Que besteira. "Talvez seja por isso que todas as minhas ex-namoradas me odeiam."
"Pode ser" eu disse. "Ou pode ser porque elas ainda estão apaixonadas por você quando você acaba com elas."
"Quem disse que sou eu que termino com elas?"
"Só um palpite." Ele estreitou o olhar e saiu de perto da porta. Eu podia ir embora quando quisesse. Eu fiquei.
"Enfim, Ino nunca foi minha namorada."
"Oh. Certo." Eu joguei minhas mãos em sinal de rendição. "Não é da minha conta qual é o seu relacionamento com ela."
"Não," ele murmurou. "Não é." Ele deu um passo para frente ficando apenas algumas polegadas longe de mim. Ele era alto, imponente, e eu podia sentir seu calor irradiando através do espaço entre nós. Ele me olhou com os olhos apertados. "Obrigado pela dica sobre rompimentos e sobre sexo. Eu vou manter isso em mente na próxima vez." Sua voz era baixa, melódica e fazia a minha pele vibrar.
Eu engoli pesadamente. "Quando quiser." Eu tinha que sair. Eu tinha que passar por ele, enquanto ele estava encostado e fugir. Mas eu estava enraizada no chão, meus sapatos pareciam de chumbo. Tentei me mexer, mas quase caí. Então eu fiquei lá sob seu olhar intenso e sob o seu feitiço. Ele estendeu a mão para perto da minha orelha. Senti o cheiro de seu perfume e era um perfume que exalava masculinidade. Ele se inclinou para frente, seu rosto ficou perto do meu. Com certeza ele ia me beijar. Ele ia me beijar!
"Aqui," ele murmurou. Sua respiração fazendo um carinho na minha testa, a voz dele deixou os meus nervos loucos. "Não esqueça isso."
"Hmmm"? O que ele dizia? O que eu estava dizendo? Por que ele não estava me beijando? Ele recuou e eu vi o que ele estava segurando. Um rolo de papel higiênico. Ele tinha pegado na prateleira atrás de mim. Nos seus lábios apareceu um sorriso perverso e provocador que começou a dançar nos seus olhos. Peguei o rolo e passei por ele, meu rosto ardendo, minha língua presa e meu estômago dando voltas. Sua risada me seguiu pelo corredor até o banheiro.
Quando finalmente saí do banheiro, os alunos e os funcionários da Galeria estavam guardando as pinturas e os convidados tinham ido embora. Sasuke e Ino já estavam longe. Dei um suspiro de alívio sem saber se estava aliviada porque não precisava ver seu sorriso zombeteiro ou frustrada porque tinha estragado a chance de trabalhar com o meu alvo. Também senti outra emoção. Uma que eu não queria reconhecer. A decepção de nunca mais vê-lo novamente, nunca mais ter a chance de chegar tão perto dele como eu tive na despensa.
"Não acredito que ela o trouxe," Kushina estava falando com Hanabi e alguns outros alunos enquanto eles trabalhavam para retirar as pinturas da parede da galeria. "Ino conhece a nossa história e o que ele quer, e mesmo assim ela o trouxe."
"Quem é ela?" Hanabi perguntou.
"Nós fomos à escola juntas. Nós costumávamos ser próximas, mas paramos de ser amigas em nosso último ano." Ela sacudiu a cabeça. "Conseguir o cara mais gostoso e o fazer gostar dela se tornou mais importante do que a nossa amizade."
"Então por que você a convidou?"
"Ela me pediu um convite. Eu não a via há um ano ou mais, então ela entrou em contato comigo através do endereço do e-mail do estúdio e perguntou se poderia vir com um acompanhante. Ela me disse que queria conversar e rever sua velha amiga." Os ombros dela caíram um pouco e os lábios se fecharam. "Eu devia ter percebido que era tudo mentira."
"Talvez Sasuke a tenha encorajado," falei, Kushina olhou para mim, uma pequena carranca no seu rosto. "Ela trabalha para ele," eu disse. "Talvez ele tenha descoberto sua conexão com você e a forçou a conseguir um convite."
"Talvez," disse Kushina. "Não ia dar-lhe um convite se ele pedisse"
Apertei o braço dela. "Acho que ele vai ter uma grande luta. Ele escolheu a mulher certa para lutar contra ele."
Kushina me deu um sorriso fraco. "Obrigada. Mas não tenho certeza de que posso vencer. Não posso pagar um bom advogado. Nem posso pagar um mau."
"Existe alguém que possa ajudá-la?" Estava pensando no cliente misterioso. Alguém tinha contratado Tsunade para impedir que Sasuke derrubasse a casa de Kushina. Podia simplesmente ser um caso de um rival de negócios querendo sabotar o Grupo Financeiro Uchiha, mas também poderia ser um amigo que preferia permanecer anônimo.
"Não," Kushina disse enfaticamente. Ela se afastou, apenas para receber um abraço de Hanabi.
"E se você não vencer?" Hanabi perguntou com seus grandes olhos cheios de lágrimas. "Vai ser o fim para o estúdio?"
"Você realmente vai fechar o estúdio?" outro aluno perguntou.
Kushina acariciou as costas de Hanabi, em seguida falou. "Não vamos discutir o futuro até sabermos se podemos parar o Uchiha. Não vou sair sem lutar." Ela não tinha dito, mas todos nós ouvimos o 'mas' na voz dela. Mas se eu falhar, eu vou ter que fechar.
Hanabi falou mal do Uchiha durante todo o caminho para casa, e também na manhã seguinte, após resmungar durante o café da manhã o quanto o Uchiha era insensível, se retirou para o quarto para jogar suas frustrações em suas pinturas. Eu aproveitei esse momento para ligar para Tsunade.
Me certifiquei de que a porta estava fechada e disquei o número de Tsunade no meu celular. Ela pegou no primeiro toque. "Como foi?" ela me perguntou.
"Foi um desastre. Você me disse que ele não tinha assistente."
Ela deu uma breve pausa. "Ela não vai durar muito."
"Você sabia? Por que não me disse?"
"Porque ela vai embora até o fim desta semana."
"Como você pode saber?"
"Espiões em toda parte, lembra?"
Eu rolei meus olhos. A rede de Tsunade era assustadoramente eficiente. "Não vire os olhos para mim," ela disse, com um sorriso em sua voz.
Quase derrubei o telefone. Olhei ao redor, mas eu estava sozinha. "Muito engraçado." Levantei-me para verificar a cerca. Não havia ninguém.
O riso gutural de Tsunade soou na linha. "Não se preocupe com sua assistente atual. Ele vai terminar com ela este fim de semana. Todos os vestígios dela acabarão na segunda-feira pela manhã."
"Ele sempre mistura negócios com prazer? Tanto você como ele fazem parecer que ser sua assistente também significa ser sua namorada."
"Namorada é uma palavra tão pesada. Tem um sentido implícito que não se encaixa nas mulheres de Sasuke. Elas são parceiras de quarto mais com o benefício adicional de serem suas acompanhantes quando necessário. Mas você está certa. Geralmente ele dorme com suas assistentes."
"É isso que você espera que eu faça? Tornar-me sua assistente e dormir com ele?"
"Eu não faria isso com você, Hina e sinto-me ofendida por você achar que eu poderia fazer isso." Ela fez um som realmente ofendido, sua voz mais alta do que o habitual. "Quero que você seja a pessoa diferente, que não dorme com ele. Isso vai deixá-lo louco de frustração e aí ele vai baixar a guarda." Não podia me imaginar deixando o Uchiha louco de vontade e reprimido. Talvez um homem VCG pudesse achar difícil saciar sua sede em outro lugar, mas não ele. Ele poderia transar com qualquer uma em qualquer lugar. "Você fez algum progresso?" Tsunade perguntou. "Ele pegou seu cartão?"
"Ele pegou, mas eu duvido que vá me chamar."
"Por que não? Você flertou com ele, não foi?"
"Um pouco."
"Você acha que causou uma boa impressão?"
"Oh sim, tenho certeza que sim. Mas não da maneira correta." Outra pequena pausa na outra extremidade.
"O que você quer dizer?" Não ia dizer a ela o que eu tinha testemunhado no depósito. Não somente eu tinha feito uma promessa para Sasuke, mas refletia tanto em mim como nele. Não queria que Tsunade me achasse uma pervertida que gostava de ouvir pessoas fazendo sexo. "Digamos que ele provavelmente não vai me ligar. Me desculpe. Eu fodi com este caso. Não estou acostumada com caras como o Uchiha. Ele é muito... " eu suspirei, lutando para encontrar as palavras para descrever o quão fora do meu mundo ele estava. "Ele é demais."
"Bobagem. Você é exatamente o que ele precisa. Ele só não sabe ainda por que ele não te conhece bem o suficiente."
"Eu acho que é melhor você colocar outra garota para este caso." Eu a ouvi batendo as unhas ao fundo, mas não tinha certeza se era numa taça, na mesa ou no teclado. "Vamos ver. Se ele não te ligar até segunda-feira, nós faremos algo mais drástico." Ela desligou, e eu fiquei me perguntando quais as medidas que ela iria tomar. Suspirei e estava prestes a voltar para dentro, quando meu telefone tocou.
A tela piscou "Número confidencial" então não era Tsunade. Eu atendi. "Hinata falando."
"Você tem ouvido alguém em seus momentos íntimos ultimamente?" Eu deixei cair o telefone no meu colo e olhei para ele. Sem dúvida era a voz profunda de Sasuke. Mesmo que ele não tivesse me dado a pista de quem era, eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar. "Eu deixei você chocada outra vez?" Eu o ouvi dizer.
Eu peguei o telefone e tentei me acalmar com algumas respirações profundas antes de responder. "Foi a sua ligação que me chocou. Eu não esperava que você desse seguimento a nossa conversa".
"Por que não?"
"Eu, pensei ter te dado a você uma impressão bastante fraca sobre mim."
"Então você pensou errado. Você me prometeu... não dizer a ninguém o que aconteceu naquele depósito, e até agora, não disse. Estive no telefone durante toda amanhã falando com os meus contatos na mídia e não há nenhum boato circulando. A única coisa que aparece é a minha presença na galeria. Você, Hyuuga Hinata, manteve a sua palavra. Isso é raro. Quero contratar você."
Minha boca ficou aberta e meu pulso acelerado. "Como o quê?" Deixei escapar, as palavras de Tsunade ainda ressoavam nos meus ouvidos — 'geralmente ele dorme com suas assistentes'.
"Como minha PA (Personal Assistant – Assistente Pessoal). Não é isso que você está qualificada para fazer? Ou você quer que eu te contrate como outra coisa?" O significado da frase me deu formigamento pelo corpo. Sua voz profunda e rica estava me derretendo.
"PA está bem," disse alegremente, fingindo não fazer ideia o que ele quis dizer. "Mas você quer me contratar sem sequer ouvir minhas qualificações?"
"Você pode trabalhar com um computador?"
"Sim."
"Pode atender ao telefone e pegar recados?"
"Sim."
"Você é organizada?"
"Muito."
"Isso está bom para mim. Resumindo, Hinata, você me pareceu eficiente e engraçada. A meu ver, pessoas engraçadas são inteligentes e rápidas. Você também provou ser confiável. Isso é mais do que bom para mim." A ironia do que ele me disse pareceu cruel. Ele ia me contratar porque ele sentia que podia confiar em mim, e Tsunade tinha me contratado para traí-lo.
"Eu tenho referências," disse. E eu tinha. Referências legítimas. Nenhum dos meus alvos sabia que eu tinha ajudado seus negócios falharem e todos tinham me dado boas referências ao deixar o emprego. Muitos me pediram para continuar depois que meu contrato estava concluído, mas sempre recusei. Sempre falei que gostava de trabalhos temporários. A verdade era que eu não podia aceitar a oferta deles e parar de trabalhar para Tsunade. Ela tinha sido boa para mim, mas eu não ficava com ela só por lealdade. Eu recusava as propostas de trabalhos permanentes porque eu não podia trabalhar com pessoas para quem eu tinha mentido e traído. Eu não poderia enfrentá-los todos os dias sabendo o que eu tinha feito. Seria como esperar uma bomba explodir na minha cara. Quanto mais tempo eu ficasse, maiores seriam as chances de que eu fosse descoberta.
"Se isso te faz sentir melhor você pode enviá-las para mim." Ele me deu seu endereço de e-mail, em seguida, o endereço do escritório dele. "Espero você lá às oito da manhã de segunda-feira." Então ele realmente não queria ver as minhas referências.
"Claro," eu me ouvi dizendo. "Eu vou estar lá." Ele desligou e eu olhei para o telefone durante o que pareceu horas. Eu não conseguia entendê-lo, sempre que eu pensava que estava começando ele fazia algo inesperado. Eu fiquei olhando o telefone até Hanabi me chamar da varanda. Eu acenei, e em seguida entrei.
Eu só esperava não ser tão vaga quando eu chegasse segunda de manhã na sede do Grupo Financeiro Uchiha. Eu não podia baixar minha guarda para Sasuke. Não se eu quisesse guardar meus segredos só para mim.
