Depois que meu estomago se acalmou e o meu rosto voltou a sua cor normal, havia somente um pensamento na minha cabeça.
Sim.
Eu não tinha nada a perder e poderia ter uma noite maravilhosa com um cara gostoso. E se fosse apenas por uma noite, ou apenas por uma semana? Eu não queria um compromisso em longo prazo com Uchiha Sasuke. Eu estava de olho nele, pelo amor de Deus. Nada melhor do que ter um caso com ele para eu ficar mais perto da verdade. Uma ou duas noites aqui e ali, enquanto trabalhávamos juntos, com certeza isso eu poderia fazer.
Concordei e ele agarrou minha mão sem aviso. Ele estava gentil, mas insistente enquanto abríamos nosso caminho através da multidão. Alguns sussurros nos seguiram, mas não consegui ouvir o que as pessoas diziam. Não vimos Shisui, não falamos com ninguém. Uma vez que chegamos do lado de fora, um motorista de limusine parou ao nosso lado.
Eu estava bêbada com o champanhe e com Sasuke. Ser o foco de seu desejo enchia a minha cabeça, não deixando nenhum espaço para mais nada. O carro começou a andar e nós nos recostamos nos bancos de couro. Sasuke pegou uma garrafa de champanhe que estava no gelo.
"Não," Eu disse, colocando minha mão sobre a sua. "Quero estar totalmente consciente." Era como se minhas palavras tivessem agido como um gatilho. Ele virou sua mão áspera e pegou a minha. Perguntava-me se o surf tinha-lhe dado os calos. Em seguida, me esqueci das suas mãos e pensei apenas em nossas coxas se procurando, seu ombro largo se esfregando contra o meu.
Os olhos dele se tornaram vermelhos na cabine mal iluminada da limusine. Seus lábios se separaram. Ele hesitou, e pareceu o momento mais longo da minha vida. Beije-me agora! Para meu alívio, ele me beijou. Começou suavemente, provocante, como se ele estivesse me degustando e apreciando as sensações que o inundavam. Pelo menos, isso é o que eu estava sentindo. Meu corpo cantarolava a vida como um fio elétrico. Eu fui para mais perto quase para o colo dele e ele aprofundou o beijo. Era como se eu tivesse lhe dado um sinal. Ele soltou minha mão e colocou seu braço na minha cintura, prendendo-me contra ele. A outra mão passeava pelo meu cabelo e ele segurou minha cabeça para que eu não conseguisse me afastar. Eu não queria me afastar. Desta vez o beijo foi feroz e bruto. Esmigalhou-me em mil pedaços e logo depois me juntou novamente. Ele fazia meu coração bater tão forte que eu até pensei que ele fosse explodir fora do meu peito. Mas não foi o suficiente. Eu o queria dentro de mim. Eu queria sentir ele todo, tocar tudo dele, e ter aqueles lábios em todos os lugares do meu corpo. Ele parou e eu gemi. Volta.
"Chegamos," ele disse. O carro tinha parado. A porta se abriu e o motorista estava em pé na calçada. Saí e Sasuke pegou minha mão e me levou para dentro do prédio. Era alto e bem iluminado, mas foi tudo o que eu notei. Eu não conseguia me concentrar.
"Boa noite, Sr. Uchiha" disse um sorridente porteiro atrás de uma mesa no saguão de entrada. "O senhor está tendo uma boa noite?" Sasuke assentiu e dirigiu-me em direção ao elevador.
Entramos e eu vi que havia apenas um botão sem nenhum número. Sasuke usou uma chave, em seguida, apertou o botão. Nós subimos silenciosamente, nossas mãos entrelaçadas, e saímos para a entrada de um apartamento. Plantas em vasos preenchiam o espaço e o fazia parecer tropical, calmo, acolhedor.
"Você mora aqui?" Perguntei-lhe enquanto ele me levava para a sala. A mobília moderna em madeira e couro preto era suavizada por outros vasos de plantas. A sala era enorme. Tudo era grande incluindo a TV e uma janela que cobria toda uma parede. As luzes cintilavam abaixo. A baía. A vista mais cara em Roxburg. Olhei ao redor e vi outro quarto pela porta entreaberta. A parte que eu vi estava cheia de livros.
"Isso é uma biblioteca?" eu perguntei. Ele colocou as mãos na minha cintura e puxou-me para ele. Seu desejo não tinha diminuído. Eu podia sentir sua dureza através de suas calças. "Vou te mostrar tudo mais tarde," ele murmurou. "Agora... agora, eu quero você."
"Aqui?" eu perguntei. Onde tinha ido o meu atrevimento? Eu me senti de novo como um rato à mercê do gato.
"Aqui, em todos os lugares, em qualquer lugar. Não me importo, só preciso ter você." E assim de repente, eu já não era mais um rato. Nem um cachorro. Eu era Hinata, e eu era o objeto de desejo deste homem. Ele me beijou novamente. Nós estávamos sozinhos e eu queria ver e ter cada pedaço dele. Eu empurrei o casaco dele dos seus ombros e abri os botões da camisa dele. Ele lutou com os botões dos punhos e com um gemido de frustração, arrancou-os. Finalmente, ele estava nu e minhas mãos estavam acariciando a sua pele. Era quente e suave como madeira polida. Os músculos estremeceram ao meu toque. Eu toquei todo o corpo dele. Eu segui os contornos de seus ombros largos, a ascensão e o mergulho dos músculos do abdômen, a extensão do seu peito. Olhei para seu corpo, os mamilos apertados e a pequena cicatriz abaixo de suas costelas. Ele me deixou olhar, talvez ciente de que eu precisava bebê-lo. Eu continuei a passear minha mão pelo seu corpo. Não tinha acabado de admirá-lo.
"Deus, Hinata" ele resmungou. "Beije-me outra vez. Você está me torturando."
Eu sorri. Não pude evitar. Eu o estava torturando? Eu a pequena e insignificante Hinata estava torturando esse Deus Grego? Era risível. Mas eu não estava rindo. Minha boca estava muito ocupada beijando-o. Ele abriu meu vestido e tirou as alças dos meus ombros. Eu fiquei diante dele em meu sutiã, sapatos e minha lingerie. Vi que eu era o foco de sua análise. Ele me examinou como se eu tivesse sido criada para ele, seus olhos em chamas.
"Você é linda," ele murmurou, mais uma vez.
Ele me beijou de novo, mais forte e mais feroz. Parecia que ele era mais tátil do que visual, porque suas mãos começaram a acariciar minhas costas, meus ombros, meus quadris e minhas coxas. Então ele me pegou e me levantou. Eu coloquei minhas pernas ao redor dele, não parando de beijá-lo e deixei que ele me levasse. Nós entramos em um quarto grande e ele gentilmente me deitou numa cama enorme.
"Você já está me deixando louco há semanas," ele disse se afastando para me admirar. Meu rosto se aqueceu sob seu olhar. Eu tentei me cobrir, mas ele segurou a minha mão. "Não. Não se esconda de mim. Seu corpo é magnífico e merece ser visto e admirado. Mas só por mim." Ele se ajoelhou na cama, um joelho de cada lado do meu quadril e se inclinou sobre mim, as mãos sobre o colchão na altura da minha cabeça. Ele ainda estava com as calças e parecia estar com pressa para removê-la. Eu abri o botão e o zíper e tentei tirar a calça. Ele me deu um sorriso irônico e levantou-se para tirá-la. Ele tirou também a cueca e a jogou no chão junto com as calça. Eu lambi os lábios que agora estavam secos. Oh Deus. Ele era realmente grande. Seu pênis longo e grosso estava ereto e pronto para entrar em ação. Engoli e olhei para ele. Ele sorriu aquele sorriso predatório novamente.
"Sua vez," ele disse tomando conta da minha calcinha. Levantei meus quadris e ele a abaixou, seguindo o seu caminho com uma trilha de beijos minúsculos até os dedos dos meus pés. Eu ri e senti o sorriso dele contra meu pé. Tirei meu sutiã sozinha e fiquei deliciada com a maneira que seus olhos ficaram fascinados com os meus seios. Eu vibrei sob seu olhar e fiquei arrepiada com o calor que se espalhou pela minha pele da cabeça aos pés. Ele se ajoelhou novamente na cama e colocou a boca no meu peito. Eu arqueei minhas costas quando sua língua acariciou meu mamilo e seus lábios o mordiscava suavemente.
" Sim," eu murmurei. Eu acariciava suas costas e seus ombros e meus dedos cavavam sua carne quando ele beliscava meu outro mamilo com os dedos. Eu fiquei ofegante e arqueei meu corpo novamente, querendo mais, muito mais. Não era o suficiente, mas ao mesmo tempo era muita coisa. Não era apenas prazer físico, era saber que era Uchiha Sasuke que estava fazendo essas coisas comigo. O homem que eu tinha desejado desde que tinha conhecido. O homem que era sexy como o pecado, e que poderia ter qualquer mulher que ele quisesse, mas tinha me escolhido. O sangue palpitava em minhas veias. Eu levei minha mão para baixo entre nossos corpos e encontrei o pau dele. Ele soltou meu mamilo e sugou o ar entre os dentes. Eu apreciava a sensação dele na minha mão, seus cumes suaves e sua cabeça úmida. Enrolei meus dedos em torno do eixo e gostei de ouvi-lo gemer. Ele pressionou sua testa na minha e respirou pesadamente, como se estivesse tentando se controlar. Mas eu não queria que ele tivesse autocontrole. Eu queria que ele se perdesse e revelasse o Uchiha que ele nunca deixou ninguém ver. Eu serpenteava uma mão por suas as costas e usei a outra para guiar o pau dele para a minha abertura.
Ele se afastou. "Ainda não." Ele se mudou para baixo do meu corpo e delicadamente abriu minhas pernas. Eu estava exposta a ele, vulnerável, e eu nunca me senti mais bonita. Como eu poderia não me sentir assim quando ele olhava para mim como se eu fosse uma jóia preciosa e rara? Uma voz distante questionou se ele olhava para suas outras PAs assim quando ele as tinha na cama, mas eu me recusei a ouvir essa voz. Não deixaria que nada estragasse essa noite. Amanhã seria o momento de reflexão e preocupações, hoje era só prazer.
A primeira lambida fez meu sangue explodir. A segunda me fez amassar as colchas. A terceira me deixou ofegante. Eu apertei os olhos e os deixei fechados, tudo apertado, espremido, como uma bomba dentro de mim. De alguma forma ele conseguiu. Toda vez que eu pensava que eu estava perto de gozar e que ele ia descansar ele continuava até eu gritar para ele não parar, com medo dele simplesmente parar e me deixar numa confusão tensa. Mas ele não parou. Ele fazia amor comigo lentamente, com cuidado, com amor. Ele me levou ao extremo e depois gentilmente me trouxe de volta, antes de mais uma vez me empurrar para o precipício. Cada vez que eu pensava agora acabou, ele me provava o contrário. Até que eu não conseguia mais aguentar.
"Por favor, Sasuke. Agora. Agora!" Aquela voz gutural não era minha. Não podia ser eu lhe implorando. Eu nunca implorei nada para ninguém. Mas era eu e eu não me importava. Eu poderia lhe implorar de joelhos, se apenas ele me deixasse gozar. Finalmente, finalmente, ele me levou ao extremo e me deixou gozar. Eu voei. Tudo dentro de mim foi revelado. Ondas quentes rolaram por cima de mim, por mim, me liberando. "Sasuke!" Eu chorei, segurando sua cabeça em minhas mãos. Eu o abracei antes que meu orgasmo tivesse chance de escapar completamente.
Ele abriu a gaveta ao lado da cama e puxou um pacotinho prata. Ele rasgou, abriu com os dentes e colocou a camisinha, em seguida ele entrou em mim. O caminho todo. De repente ele parou e disse. "Cristo, Hinata. Você é... tudo." Soou muito bem do jeito que ele disse com sua voz áspera, sexy. Eu queria ser tudo para ele. Eu deixei esse pensamento ir embora e levantei minhas pernas para acomodar o seu comprimento. Enrolei-as em volta da sua cintura, colocando meus tornozelos em suas costas e o balancei. Ele pegou o ritmo e se dobrou para me beijar. Eu provei a mim mesma e não me importei. Ele me balançou mais rápido, seu suspiro vindo mais rápido, até que ele começou a moer meus quadris no colchão com cada impulso. Ele me segurou em seus braços e eu fiquei embrulhada nele, presa contra seu corpo rígido. Significava que eu podia sentir seu orgasmo crescer dentro de mim. Seus músculos tremeram e ele se contorceu, suas costas estavam encharcadas de suor e suas coxas poderosas estavam tensas. Com um baixo rosnado primal, ele deu um impulso e me segurou quando gozou.
Ele deitou com metade do seu corpo em cima do meu, enquanto seu orgasmo se dissolvia. Ele rolou para o lado e tirou o preservativo, em seguida me virou. Eu me estendi contra seu corpo e ele envolveu seu braço ao meu redor. Nos beijamos suavemente, docemente, e ele tirou o cabelo da minha testa e olhou para mim com olhos suaves, despojados de qualquer arrogância. Finalmente senti que eu estava vendo o verdadeiro Uchiha Sasuke. Como se ele estivesse me deixando conhecê-lo. Eu toquei o canto da sua boca com o meu polegar, onde um sorriso incerto tinha sua moradia. Ele cresceu sob a minha atenção.
"Eu acho que a noite correu bem, não é?" ele perguntou.
"O lançamento do telefone foi muito bem sucedido," eu provoquei.
"Alguém lançou um telefone? Não acredito que perdi isso." Ele sorriu e eu tive que abraçá-lo.
Eu o beijei e nós rolamos juntos na cama, com os nossos braços e pernas entrelaçados. Nos aconchegamos de novo, minha cabeça em seu ombro. O pulsar de seu coração combinava com o meu, mais devagar agora, mas ainda um pouco instável. Eu queria falar com ele, fazer-lhe perguntas, conhecê-lo um pouco mais agora que o gelo tinha sido quebrado. Mas não queria quebrar a paz que tinha descido sobre nós. Uma paz que eu não queria que acabasse. Ele bocejou e beijou o topo da minha cabeça.
"Vá dormir, Hinata. Você tem trabalhado muito duro ultimamente." Eu o ouvi respirando devagar até que sua respiração se aprofundou sinalizando que ele estava dormindo. Eu permaneci aninhada em seus braços, mais saciada do que me sentia há muito tempo. No entanto, não me sentia contente.
Como eu podia me sentir contente quando tinha feito o que prometi não fazer? Eu tinha me apaixonado por ele. Era assim que ele começava com todas as suas mulheres? Esta intimidade aconchegante onde as fazia se sentir como a única mulher com quem ele já tinha feito amor. Ele tinha sido um homem doce, gentil e atencioso com Ino e com todas as outras? Parecia impensável, no entanto, todas as provas estavam diante de mim.
A história de seu passado com as mulheres, sua arrogância, sua habilidade na cama. O mundo inteiro sabia que Sasuke dormia com todas as suas PAs e depois as despedia quando elas queriam algo mais dele. Talvez cada uma tivesse esperança de que elas eram diferentes, de que elas iriam conseguir mudá-lo. Afinal, ele ia de controlador para encantador, tornando mais fácil de acreditar que ele também tinha se apaixonado.
Se eu estivesse errada e ele não tivesse sido esse homem maravilhosamente doce com as outras, mas só comigo, como eu ia desembaraçar o nó em que tinha me amarrado? Como é que eu ia dar para ele a notícia de que eu tinha sido contratada para traí-lo?
...
