Mike subiu as escadas e foi até o quarto de Nancy. Apesar dela estar na faculdade e ele não ter permissão para entrar ali, aquele era um caso delicado. Precisava de privacidade para conversar com El, por isso foi telefonar no quarto de Nancy. Para falar a verdade, ele achava uma injustiça Nancy ter um telefone no quarto e ele não, principalmente porque nem morava mais ali, mas fazer o que?

Mike digitou o número da casa dos Byers e Joyce atendeu.

— Sra. Byers, tudo bem?

Mike? Já disse que pode me chamar de Joyce.

— Certo. É… a El já voltou do cinema?

Ainda não, mas faz tempo que saiu. Já deve estar voltando.

— Ok. Quando ela chegar, você pede para ela me ligar, por favor?

Por que você não vem aqui? Ela já deve chegar. Tem algum problema? Eu tenho certeza de que ela adoraria falar com você, pessoalmente.

— Eu adoraria Sra. Bye… Joyce! – Era esquisito chamá-la assim agora que era sua sogra. – Mas os meninos estão aqui. O Will está aqui.

Diga pra ele que eu mandei e ele dará um jeito, não se preocupe.

— Ok, então. Logo estou aí.

Joyce conhecia muito bem Mike. Ela viu ele crescer junto de Will e também, apesar de Mike jurar que não tinha nada com Eleven, ela sabia o quanto ele a amava. Karen e Joyce já haviam conversado um pouco sobre isso, só que resolveram deixar acontecer. Porém Joyce não imaginava que tudo aconteceria tão rápido e eles dariam um passo tão grande. Eles demoraram para assumir, mas assim que assumiram, quase deram o próximo passo. Por conhecer Mike tão bem, a nova mãe de Eleven sabia que ele viria correndo se realmente estivesse apaixonado e Will também sabia disso, por isso ele não hesitou e chamou o resto dos meninos para irem ao fliperama de Hawkins enquanto Mike ia encontrar-se com Eleven.

Como de costume, o menino pegou a bicicleta (na verdade não estava muito feliz por não ter ganhado um carro ainda, principalmente porque Nancy tinha um. Nancy tinha telefones e carros. Cada vez ficava mais injusto) e em 10 minutos chegou na casa dos Byers.

Joyce pediu para que ele se sentasse e lhe trouxe um copo de refrigerante. Sentou-se logo ao seu lado e Mike ficou feliz, porque adorava conversar com Joyce antes dela virar sua sogra, mas não esperava ouvir o que ouviu. Assim que Mike começou a dar um gole em sua bebida, Joyce disse:

— Mike, El me contou sobre o que aconteceu entre vocês.

Mike imediatamente cuspiu toda sua bebida para dentro do copo, o que ele agradeceu depois. Não queria sujar a sala de Joyce, nem o sofá e nem a sua roupa. Ele tossiu um pouco e Joyce tentou ajudar dando tapinhas nas suas costas.

— Está tudo bem, Mike!

— Você… – Ele tossiu mais um pouco. – Você sabe da coisa toda?

— Só o importante.

Joyce abriu um sorrisinho para acalmar o garoto, mas ele continuava constrangido, procurando as palavras certas para dizer, porém ela continuou:

— Mike, apesar da El não entender muito, ela adorou o que vocês fizeram, mas tem medo de não ter sido importante pra você.

— Mas claro que foi! Eu amo muito a Eleven! – Mike disparou sem pensar muito bem no que estava dizendo e depois corou. Joyce sorria para ele. Ela esperava que ele confessasse já fazia muito tempo. – Eu não quero magoar ela!

— Então explica isso para ela! A Eleven só ficou preocupada pela distância que você manteve depois.

— Eu não queria! – ele disse antes que Joyce pudesse continuar. – Só não queria que ninguém percebesse e depois ela foi embora sem se despedir de mim…

— O Jonathan é inconveniente mesmo as vezes. – Joyce soltou um risinho de leve ao pensar no filho mais velho que vivia sem rumo pelo mundo. Ela ria para não chorar. – Eu não me importo. Só peço que você tome cuidado com a El. Ela ainda não entende muito bem, mas te ama muito. Eu estou cuidando do aprendizado dela, então se você puder esperar mais um pouco para finalizar, eu agradeceria.

"Para finalizar". Mike queria muito encontrar algum lugar para enfiar a sua cara, mas como não tinha, ele simplesmente ficou balançando a cabeça concordando com Joyce quando ouviram um carro estacionar na frente da casa.

— Chegaram! – A mulher exclamou e depois saiu correndo para encontrá-los.

Na verdade, ela não estava tão animada assim. O que ela realmente queria era avisar Jonathan da presença de Mike para que ele não tentasse fazer nada contra o garoto. Assim, Jonathan resolveu voltar para o carro e partiu para não arrumar confusão, porque ele não gostava nem um pouco do que acontecia entre aqueles dois, deixando Joyce e Eleven sozinha. A mulher mais velha colocou seus braços em volta de El e a guiou para dentro da casa dizendo-lhe que tinha uma surpresa para a menina.

— Mike! – El exclamou assim que viu o menino de pé em sua sala de estar.

— El! – ele respondeu meio constrangido. Era difícil estar com El e a mãe dela na mesma sala, sendo que a mulher sabia o que havia acontecido.

— Vou deixar vocês sozinhos! – Ela deu um beijo em Eleven e quando passou por Mike fez um carinho em seu ombro e depois desapareceu em seu quarto.

— Mik…

— El – ele a interrompeu antes que perdesse a coragem –, eu te amo!

Ele olhava para o chão constrangido. Já havia dito aquilo antes a Eleven, e fora muito difícil, mas dessa vez, devido ao que haviam feito, foi mais difícil.

Eleven imediatamente andou até ele e o abraçou forte. Mesmo estando impressionado com a atitude da garota, ele devolveu o abraço e ficaram assim por alguns segundos. Mike nem se preocupou pelo fato de Eleven não dizer que também o amava, porque estava feliz demais por poder estar com ela daquele jeito. El não respondeu a declaração de Mike, porque ela ainda não entendia muito bem o que era o amor e como diferenciar o amor que sentia por seus pais, por seus irmãos, por seus amigos e por Mike. Ainda assim, o seu abraço respondia muito bem e Mike entendia.

Depois de alguns minutos daquele jeito, Eleven se afastou do namorado.

— Mike – Ela ficou olhando para seus pés para tentar criar coragem para falar –, você gostou quando eu… – Ela tentou arranjar as palavras certas – masturbei o seu pênis, né?

Mike ficou extremamente corado. Primeiro pelo o que Eleven estava dizendo, segundo porque ela não se preocupou em falar mais baixo e terceiro por ela ter aprendido a palavra 'pênis'. Entretanto, ele achou fofo o fato de ter dito 'masturbado o seu pênis', se é que essa frase poderia ser considerada 'fofa'. Mas foi fofo pela escolha e excesso de palavras. Ela ainda estava aprendendo. De fato, ela tivera aquela aula na delegacia que explicou o sentido biológico do sexo. Explicou como se faz bebês, mostrou os órgãos reprodutores masculinos e femininos, mas como já foi dito antes: muita informação para ela capturar de uma vez só. Todavia ela sabia que quem fazia sexo se gostava muito – óbvio que existem exceções –, por isso ficou chateada quando Mike disse durante o jogo da noite anterior que não queria fazer sexo com ela. Ela passou a entender melhor depois da aventura e da conversa com Joyce, porém só tinha passado pelas preliminares, por isso Mike pensou que sua mãe estava certa em querer esperar. Ele teria que segurar um pouco, apesar de estar morrendo para devolver o que ela fez por ele mais cedo naquele dia.

— Adorei cada minuto Eleven!

Mike sorriu para ela fazendo-a se sentir mais confortável. E assim ela criou coragem para tirar uma dúvida que percorria muito a sua cabeça.

— Você… quer fazer, é… de novo?

Ele ficou com medo de parecer muito safado com a resposta. Queria parecer um homem de família perante Joyce, mas como El havia abaixado o tom e ele não queria magoá-la, ele respondeu:

— Não vejo a hora Eleven! – Ela iria dizer alguma coisa como "vamos agora, então", mas ele a interrompeu antes. – Mas primeiro vamos esperar mais um pouco.

— Mike…

— Não se preocupe – ele a interrompeu mais uma vez, vendo a confiança nos olhos da menina indo embora. – Eu ainda estou te devendo!

— Mas, por quê? Por que esperar mais? – Eleven estava impaciente. Apesar de não ter sido nada praticamente para ela, El sentiu algumas coisas diferentes e estava muito disposta a sentir de novo.

— Sua mãe pediu e ela tem razão. Tudo no seu tempo, El. – Ele não poderia falar que provavelmente Joyce teria uma conversa com ela, então tentou consertar. – Depois que você perde a virgindade, você nunca consegue de volta. – Ela ainda não estava convencida. – Você confia em mim?

Eleven lançou um sorriso encantador para Mike e balançou a cabeça dizendo que sim.

— Entretanto – Mike disse enquanto puxava uma mecha de cabelo de El para trás de sua orelha. Ele depositou um beijo no seu pescoço que fez ela estremecer –, a gente pode se divertir um pouco, né? Como namorados!

Eleven puxou Mike para o seu quarto e fechou a porta. Infelizmente não tinha tranca, porque ela mesma não gostava. Ficar trancada em algum lugar ainda a assustava demais. Porém ela não pensava que alguém iria entrar ali, principalmente porque só Joyce estava em casa e sabia muito bem que precisava deixá-los sozinhos.

Mike tinha pensado que eles podiam ficar se beijando um pouco sentados na cama, mas mal entrou no quarto e usando seus poderes, Eleven o fez cair na cama deitado. Ela logo ficou por cima dele e se abaixou para beijá-lo. Sem perceber muito bem Mike depositou suas mãos no traseiro de El que estava empinado para cima para que ela conseguisse alcança-lo. Ela passou a beijar seu pescoço. Queria saber que reação provocaria nele, já que ela ficava toda arrepiada quando ele fazia aquilo com ela. Mike começou a ter dificuldade para respirar e sentiu que não conseguiria mais controlar suas partes baixas.

Por tanto tempo ele sonhou com aquilo. Apesar de ser um garoto de 13 anos quando a conheceu e de ela não ser nada atraente naquela época, ele já fantasiava com ela. Imaginava de que jeito ele poderia chegar nela, sem saber se ela gostava dele. Quando ele a beijou, El não fazia a menor ideia do que era aquilo e depois acabou por tratar Mike de um jeito diferente. Ela tinha muito carinho por ele. Era como se ele fosse o melhor amigo dela só que de um jeito muito mais forte. Pelo menos era o que ela entendia. Se tivesse descoberto essas coisas que fazia naquele momento antes, estaria com Mike faz tempo.

Como El estava exatamente em cima do membro de Mike, como um instinto ele passou a esfregar seus corpos enquanto ainda se beijavam ferozmente. Ela começou a sentir algo que nunca tinha sentido antes.

El sentou-se rapidamente, ainda em cima dele, sem fôlego. Mike ficou assustado. Talvez tivessem ido longe demais e ela não estivesse preparada.

— El?

— Tô sentindo uma coisa esquisita.

— Aqui – ele disse, percebendo o que ela queria dizer e descendo sua mão para tocá-la exatamente naquele ponto sensível. Ela estremeceu com o toque. Não sabia o que era exatamente, mas queria que Mike fosse mais fundo, mais forte, mais rápido.

— Mike – ela suspirou. – Não para.

Mike não queria fazer aquilo. Na verdade, queria sim. Mas Joyce havia pedido que ele fosse mais devagar com El, só que ele não imaginava que ela seria tão… determinada. Como era tudo novo e ela confiava bastante nele, Eleven acabou se soltando e tentava conhecer o desconhecido, principalmente depois de descobrir que o desconhecido era muito bom.

Mike continuou massageando aquele lugar, mas El ainda não estava satisfeita.

— Mike… mais – ela disse tímida com medo de aquele ser o máximo. Mesmo assim, parecia que poderia haver algo mais.

Mike parou um pouco para pensar e começou a abrir os shorts de Eleven. Ele sentou-se com ela ainda em seu colo.

— El, olha – ele começou a dizer se sentindo culpado por conta de Joyce. Por que tudo que eles faziam o deixava de consciência tão pesada? – se você quiser que eu pare, eu paro. Espera. – Ele a parou antes que ela o beijasse mais uma vez, por estar frustrada com a pausa que ele tinha dado. – Posso? – Mike apontou para as partes baixas de El e sem saber muito bem o que ele faria ela assentiu e ele colocou a mão por dentro de sua calcinha fazendo com que Eleven soltasse um gemido bem baixo e ficasse tão mole que ele precisou a segurar para que ela não caísse para trás. – Vem.

Mike a deitou na cama e depois deitou-se ao seu lado apoiando-se no seu cotovelo. Voltou sua mão para aquele lugar sensível. Ele não sabia muito bem o que estava fazendo, mas estava funcionando pela reação de El. Ela estava de olhos fechados e mordia seu lábio para segurar os sons que queria fazer. Mike sorriu porque sempre quis causar aquele efeito em Eleven.

Ele percebeu que talvez ela precisasse de mais inspiração. Por isso, sem retirar a sua mão de dentro da calcinha dela, Mike ficou por cima de El e voltou a beijá-la. O garoto dava beijos rápidos na boca de El, porque ela não tinha fôlego para aprofundar. Passou seus beijos para o pescoço e a sua mão livre para o seio esquerdo dela e depois para dentro da sua blusa, recebendo pequenos gemidos que confirmavam o sucesso de seus movimentos.

— Mike! – ela gemeu um pouco mais alto.

Antes que ela pudesse continuar ele disse:

— El, tenta ficar mais quieta para sua mãe não escutar.

— Mas tá mais forte! Para! – Ele percebeu que ela estava bem perto do orgasmo. Para ela parecia ter algo de errado com seu corpo, mas ele não parou.

— Tudo bem, El. É assim que acontece.

Ele disse tentando acalmá-la, mas ela mal podia escutá-lo. Sua respiração estava muito rápida e seus olhos doíam de tanto que ela apertava. El não conseguiu mais segurar e acabou gemendo de novo, deixando Mike preocupado.

— El tudo bem gemer. Você é muito linda gemendo, mas sua mãe pode ouvir!

El só conseguiu assentir com a cabeça e ele logo percebeu que era a hora. Ela começou a convulsar na cama e quando abriu a boca Mike a impediu colocando a sua mão que ela acabou mordendo.

— Melhor? – ele perguntou quando ela já tinha se acalmado um pouco. Eleven assentiu com a cabeça ainda impossibilitada de falar. – Foi isso que você me fez sentir hoje de manhã.

— Que bom – ela disse ofegante ainda. Mike riu com a inocência dela que aos poucos ele ia tirando.

Enquanto Eleven se recuperava e Mike sorria como um bobo, Hopper estacionou na frente da sua casa com Will dentro do carro. Ele fora buscar o enteado no fliperama no caminho de volta para casa.

Quando entraram em casa e não viram ninguém, nem quando chamaram, Hopper resolveu bater de porta em porta. Infelizmente a primeira porta era a do quarto de El.

— El? Que isso?!– ele disse quando viu Mike em cima de El com a mão por dentro da blusa dela, enquanto os shorts da menina estavam abertos. Mike agradeceu por ter tirado a mão das partes baixas de El antes que Hopper visse e saiu imediatamente de cima dela quando o delegado gritou. – Sai daqui moleque!

Hopper pegou atrás do pescoço de Mike e o guiou para fora do quarto. Eleven tentou se recompor – ainda estava meio tonta com o que havia acontecido – e abotoou seus shorts e saiu correndo atrás deles.

Will olhava desesperado para a cena. Por um lado, ele achava que Mike merecia e por outro, tinha dó dele. Tudo o que ele queria era que seu melhor amigo não fosse apaixonado pela sua irmã.

Com a gritaria: Mike gritava de dor no pescoço, Hopper o xingava e El pedia que seu pai deixasse seu namorado em paz, Joyce acabou sendo atraída e se meteu entre o garoto e o homem quando os dois já tinham saído de casa.

— Para! – ela gritou para o marido.

— Eu quero esse garoto fora da minha casa!

— Mas nós já estamos aqui fora!

— Mesmo assim… – Hopper percebeu então que não tinha argumentos para aquilo, mas não sossegou. – Você sabia que ele estava em cima da Eleven tirando as roupas dela?

Joyce olhou para Mike que estava agachado com as mãos no pescoço que ainda doíam. Ele só conseguiu dizer:

— Perdão, Joyce!

— É Sra. Hopper para você, moleque!

— Olha, eu tive uma conversa com a El hoje e ela não fez nada de errado! Eu e você precisamos conversar, Hop.

— Tá bom! – Hopper disse ainda bravo. – Tá tudo bem com você garoto?

— Tá. Já vai passar.

— Então, sai daqui! – Hopper voltou a gritar, mas Joyce o segurou.

— El se despede do Mike. Vocês se veem amanhã.

El assentiu com a cabeça e foi até o namorado que estava um pouco vermelho, mas já estava melhor. Ela deu um beijo no rosto dele e ele saiu correndo para a bicicleta, dando tchau com a cabeça para Will e pedalando o mais rápido que pudesse. Logo El perdeu a vista dele e imaginou porque suas despedidas eram sempre corridas.

Joyce percebeu que não era só El que precisaria preparar para o sexo, mas todos naquela casa. Seria uma longa noite ainda.