Naquela tarde daquele mesmo dia no quarto de Hopper e Joyce:
Joyce estava sentada em uma cadeira em frente a cama onde Hopper estava sentado na beirada, um de frente para o outro.
— Hop, isso tem que parar! – ela se referiu ao fato de Hopper estar tornando as vidas de El e Mike um inferno. Ele bufou. – Calma! Me deixa falar primeiro. – Ela levantou as mãos em defesa. – Eu sei que você quer proteger a El, e eu sei que você acha que eu não posso entender, porque sou mãe de menino, mas há anos que cuido da El também e considero ela minha filha. Eu também não quero que ela se machuque. Só que eu conheço o Mike desde que ele era pequenininho e eu sei que ele vai tratar ela muito bem! – Joyce tinha sua mão sobre o coração agora, pois aqueles dois jovens importavam muito para ela. – E se algo acontecer, é a vida! Faz parte ter seu coração partido, Hop! E acredite em mim, um dia você vai querer que ela tenha alguém e se case e nos dê netos!
Hopper estremeceu com a ideia de Mike e sua filha casados e com filhos. Até porque os enxergava assim, porém com a idade que tinham. O resultado não era uma imagem muito legal. Depois suspirou e aproveitou aqueles segundos de silêncio para rebater:
— Joyce, eu não posso perder mais uma filha!
Ela acariciou o rosto do marido.
— Nada de mal vai acontecer a ela! A Eleven é esperta, mesmo que não pareça tanto por ser tão quieta e ter demorado pra entender a nossa sociedade. Sem contar que ela tem superpoderes! A El é louca por você. Ela nunca vai te trocar pelo Mike ou nenhum outro cara. Eles só estão grudados, porque estão no encantamento inicial da paixão. Isso passa.
— Eu só queria respeito nessa casa!
— E você vai ter! – Ela colocou as mãos nos joelhos de Jim. – Eles nunca fizeram nada aqui. – Na verdade, Joyce desconfiava, mas precisava acalmar o marido. – E vai continuar assim. Eu confio no Mike e por isso dei privacidade, porque eles estavam brigados e precisavam conversar. Vamos controlar mais, só que sem acabar com o espaço deles! Querido, confia em mim!
— Eu confio, Joy! A El é só tão inocente... Eu sei que é esperta, mas está amadurecendo e não é culpa dela. Ela só passou a maior parte da vida achando que o mundo era de um jeito pra descobrir que é de outro. Tem coisas sobre a sociedade que ela não aprendeu ainda. E até semana passada aqueles dois não namoravam!
— Bom, não sabemos se eles tinham algo sem compromisso, mas eu duvido, por causa do jeito dos dois. Nós vamos controlar pra não passar muito da idade que ela tem, já que a cabecinha dela é um pouco atrasada. Só que o sexo já foi e logo ela vai fazer 18 e aí não poderemos nos intrometer tanto, entendeu? – Ele assentiu contrariado. – Por favor, Hop! Senão aí sim podemos perder ela por invasão de espaço. Tenta se controlar!
— Ok. Vou dar meu melhor – disse derrotado. – Só quero deixar claro que vai ser difícil!
— Tudo bem, eu sei. Obrigada! – Ela sorriu e se inclinou para dar um selinho. Sabia que ele ainda ia voltar atrás e ela teria dificuldade em controlá-lo, porém já era um progresso. – Segunda temos ultrassom. Vai dar pra descobrir o sexo do bebê!
Os dois sorriram.
— Você já quer saber?
— Quero sim, mas se você não quiser...
— Eu quero! Mal vejo a hora!
Os dois se beijaram mais uma vez empolgados. Cada vez chegavam mais perto e com tantos filhos crescidos seria interessante começarem do zero juntos. Mal podiam esperar!
Naquele mesmo dia algumas horas após a briga:
Dustin e Max chegaram em casa bem tarde, mas com boas notícias: Dustin não havia quebrado o nariz. Foi um alívio, pois se tivesse acontecido, a recuperação seria demorada devido ao seu problema. Algumas veias romperam com o impacto, por isso o sangue, mas estava tudo bem com seus ossos.
Ele sentou descontento no sofá da sala. Estava tão preocupado que não havia tido tempo para pensar direito e agora que finalmente tinha chegado em casa saudável, começou a lembrar do ocorrido. Será que ele e Max nunca ficariam juntos? Ele não queria perder a amizade de Lucas. Nada mais seria o mesmo, pois tinham amigos em comum. Era tão injusto. E ela voltaria na noite seguinte para o internato. Era 1987. Não era fácil manter relacionamentos a distância. E outra, Max queria isso?
Suspirou e se encostou no sofá, jogando sua cabeça para trás de olhos fechados. Max estava na cozinha pegando refrigerante para os dois quando voltou e se deparou com aquela cena. Ela deixou os copos em cima da mesinha da sala e sentou ao lado do amante.
— O que foi? – perguntou acariciando o ombro dele. – No que está pensando?
— Você. – Ele sorriu ainda na mesma posição.
— O que tem eu? – perguntou curiosa.
— Você é a mulher mais bonita que eu já conheci! – ele falou com tanta convicção que Max se derreteu. Assim que era bom. Um cara carinhoso e completamente apaixonado por ela. Encostou seu rosto no ombro de Dustin e o abraçou de lado. – Eu não quero te perder, Max! – continuou começando a chorar.
Ela franziu o cenho. Pensou que estava tudo bem por conta daquela declaração. Começou a limpar as lágrimas do garoto e acariciar seu rosto.
— O que faz você pensar que vai me perder?
— Eu não sei como conseguiríamos manter uma relação com o Lucas desse jeito e amanhã você volta pra escola!
Max revirou os olhos ao lembrar-se do ex.
— O Lucas vai entender. Ele tá agindo feito um idiota, mas você sabe que ele é um cara legal. – Dustin contraiu os músculos do rosto ao ouvi-la elogiando o ex. Ele sabia que tinha acabado e que ela elogiava Lucas como pessoa, sem nenhum sentimento romântico, mas doía mesmo assim. Fazia-o lembrar-se dos tempos em que eles namoravam e Dustin ficava sozinho. – Você entendeu naquela época. Nós vamos nos resolver. Não se deixa abalar por isso.
— Eu fui atacado! – Ele disse rindo. Não se deixar abalar por uma pessoa que quase quebrara seu nariz era difícil. Ela riu junto. – Eu quero ficar bem com os dois!
— Eu também! Não tem porque eu e ele continuarmos nessa guerra, porque nosso término foi conturbado. Já passou e temos que seguir em frente, parar de guardar rancor.
— E em relação ao internato?
Max respirou fundo. Esse era um problema, porém estavam quase se formando. Daí chegava outro problema: a faculdade. Cada um iria para um lado
— Não quero deixar nossa relação se abalar, porque temos alguns meses até nos formarmos! Eu não vinha muito, porque tinha vergonha de você e sempre brigava com o Lucas. A El é ótima, mas era difícil conversar com ela. Ela mal falava...
— Peraí, você tinha vergonha de mim? Por quê?
Agora os dois estavam com a cabeça inclinada para trás, seus dedos entrelaçados.
— Porque eu escolhi o Lucas. Quando estávamos namorando, mesmo que brigássemos muito, no começo eu era feliz. Então, ignorava o fato de nem ter te dado uma chance, porque eu enxergava nos seus olhos o que você sentia quando via a gente juntos! Aí, a gente terminou e eu tive tempo pra pensar. Olha, se eu gostava do Lucas não tinha o que fazer. Só que a gente nunca sentou pra conversar com você, nunca consideramos como você ia se sentir. Eu me senti mal e decidi ficar longe, porque no fundo eu gostava de você, mas não queria gostar. Eu já tinha namorado o Lucas e achava hipocrisia eu ter que terminar com ele pra perceber que queria você! – Ela mantinha seus olhos fechados com força ao explicar tudo aquilo. Era vergonhoso lembrar como ignorou a tristeza de Dustin só para não ter que lidar com aquilo, só para poder continuar namorando Lucas sem culpa. Não que deixaria de namorar por causa dele, só queria ter sido mais amiga. – O que importa é a faculdade. Pra onde você quer ir?
— Não tenho certeza. Tem tantas boas por aí... Sempre vivi em Hawkins e tem um mundo lá fora. É difícil saber pra onde ir dentre tantas opções boas! – Ele pensava há um bom tempo sobre isso. Queria conhecer vários lugares, morar em várias cidades. Queria se libertar de Hawkins onde era o nerd esquisito sem dentes. Com tantos lugares bons e com seu histórico escolar sendo um dos melhores, era difícil escolher por onde começar. – Pra onde você quer ir?
— Eu queria voltar pra Califórnia! – Lá era a sua casa e sem Billy, sr. Hargrove e sua mãe que decepcionava com suas escolhas de vida, ela poderia viver bem de verdade, livre...
Dustin a olhou e sorriu.
— A Califórnia deve ser um lugar bem legal pra morar...
Ela sorriu de volta entendendo o que ele queria dizer.
— É sim! Pra namorar também...
Max imediatamente o beijou com vontade. Se ele não sabia para onde ir, agora tinha um motivo para decidir. Já sabia por onde começar.
Eles se abraçaram enquanto exploravam a boca do outro com suas línguas. O beijo parecia necessário para confirmarem o quanto se gostavam e como não queriam se render.
Logo Max ficou por cima de Dustin, uma perna de cada lado do corpo do garoto. O desejo era óbvio. Logo se separariam. Queriam aproveitar o máximo que pudessem e esquecer o tempo, os medos, os problemas. Só os dois existiam.
Max tirou sua blusa em uma correria. Queria Dustin o mais rápido o possível. Ela atacou seu pescoço com desespero e se esfregou na sua virilha.
Dustin abriu os olhos, surpreso com o ato. Era bom demais para ser verdade. Já fariam de novo? Só podia estar sonhando.
— Ei – ele puxou o seu rosto para trás para quebrar o beijo –, tem certeza?
Colocou uma mecha do cabelo de Max atrás de sua orelha e acariciou o seu rosto. Ela simplesmente era tão bonita. Não conseguia acreditar que podia ser tão sortudo assim.
— Claro! – ela disse animada e tentou beija-lo novamente, porém Dustin virou o rosto. – O que foi?
— Eu não fui muito bem ontem... – ele respondeu tímido, mal conseguindo olhar nos olhos dela.
Max estranhou. Onde possivelmente ele poderia ter errado?
— Claro que foi! – ela respondeu ainda animada, tentando encorajá-lo.
— Terminei rápido demais... – Dustin finalmente fez seu ponto. Não suportaria terminar assim novamente, porém mesmo que fosse sua terceira vez e ele pudesse melhorar, com aquela mulher linda à sua frente, era quase impossível aguentar.
— E daí? É normal, Dusty! – Max respondeu enquanto acariciava a nuca do garoto. Queria deixá-lo confortável para dizer e fazer o que sentia.
— Nas duas primeiras vezes? Eu quero que se sinta ótima! Eu quero...
— A gente precisa praticar... – Ela beijou o pescoço dele. – Se a gente não treinar, como quer ser o melhor?
Max beijou seu pescoço novamente, movendo suas mãos para o fecho da calça de Dustin.
Era muito fácil ceder a ela. Ele podia muito bem esquecer tudo e continuar, porém queria ter certeza. Já estava acostumado a sofrer por Max. Não queria se iludir mais.
— Tem certeza que não está fazendo isso por pena? Ou por estar carente?
Ela parou imediatamente. Não podia acreditar que ele estava falando sério.
— Sério isso, Dustin? É isso que pensa de mim?
Levantou imediatamente, andando em direção ao quarto. Estava bufando de raiva.
Dustin respirou fundo e foi atrás.
— Desculpa, Max, mas eu te quis tanto desde que te conheci que é difícil acreditar! – Quando chegou no quarto ela arrumava as coisas para ir embora. – Por favor, não vai! Eu não sou o cara mais confiante agora e acabei deixando o Lucas entrar na minha cabeça.
— Eu nunca senti dó de você! – ela falou com raiva enquanto arrumava sua mala. – Eu me senti mal, porque eu não te dei uma chance e depois não consegui nem ser sua amiga, mas nunca senti dó! Acabei te separando do Lucas também! E eu gosto de verdade de você, mais do que eu gostei dele e isso é tudo muito novo pra mim. – Praticamente cuspia as palavras. – Eu quero aproveitar essa fase, mas nunca te decepcionaria de novo daquele jeito. Eu não aguentaria conviver com aquilo! Mas eu não quero outro Lucas! O que a gente teve não significou nada pra ele pra falar de mim daquele jeito!
— Eu concordo! – Dustin foi chegando devagar perto dela com as mãos para cima simbolizando redenção. – Eu juro que não sou outro Lucas. Eu só não queria sofrer mais. Muito menos te machucar! Me desculpa por isso, por favor Max! – Ela continuava com a cara fechada, pensando. – Se você não quiser mais nada comigo, eu entendo e respeito. Só fica aqui até você ir embora amanhã. Eu não te trouxe pra cá pra conseguir nada de você.
Max colocou as mãos na cintura.
— Dustin, apesar da gente ter terminado mal, o Lucas foi o primeiro que me entendeu! Eu me sentia muito sozinha aqui e ele me acolheu. É importante o que tivemos e ouvir ele falando aquelas coisas... – Sentou-se na cama como se estivesse derrotada. – Só que eu tenho você do meu lado agora e eu me senti forte. Aí, você disse aquilo... Eu sou cabeça dura, tá? Tenho reações exageradas.
Dustin se sentou ao lado dela.
— Tudo bem. Eu estava num momento de insegurança, porque não queria gozar rápido e acabei dando bola pro que ele falou. Não vou mais, Max, prometo! – Ele colocou a mão no coração. – Eu só vou ouvir o que você falar! Por favor, me desculpa.
Ela o olhou com um pouco de desejo misturado com compaixão.
— Você é tão fofo!
Max beijou Dustin com força novamente e os dois caíram na cama, desejando um ao outro mais que nunca.
Naquele mesmo momento só que na casa dos Byers:
Will estava grato à sra. Wheeler por ter levado El de volta. Sua irmã até queria ter dormido com o namorado, mas achou melhor dar uma folga para Hopper e Mike achou que Will precisava de um tempo, então pediu para sua mãe dirigir e ela, que adorava a sua norinha, foi feliz.
Por isso que Will pôde se trancar em seu quarto e chorar. Para conseguir sobreviver a última semana, ele se ligou à ideia de que se provasse para Bethany, tudo ficaria bem. Só que isso não aconteceu. Ela admitiu que havia errado, mas não quis ficar com ele mesmo assim e isso doía muito. Até porque Will começou a refletir sobre tudo e percebeu que não havia motivo para querê-lo.
Sinceramente, ele era um garoto problemático. Tudo que havia passado havia trazido várias sequelas. Primeiro, todo mundo o achava esquisito por ter tido um funeral e continuar vivo. Segundo, às vezes ele voltava, tinha visões, sensações e medo. Terceiro, namorá-lo poderia colocá-la em perigo. Era melhor só ficar quieto mesmo. Não queria que ninguém mais sofresse.
Só que isso, por mais que fosse verdade, doía pra caramba. Será que seu destino era ficar sozinho? Só porque ele foi escolhido aleatoriamente por um monstro de outra dimensão? Isso nem era justo! Mas era a realidade e ele tinha que se acostumar. Mesmo que passasse deprimido um tempo de cama.
Will estava abraçado com um travesseiro, chorando muito quando ouviu baterem na sua janela.
Primeiro ele deu um pulo, porque era traumatizado ainda, e então se surpreendeu com a vista.
Bethany estava do lado de fora com algumas lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
Will correu abrir e disse:
— Beth? Tudo bem?
— Tava chorando por minha causa? – ela perguntou visivelmente magoada e ele não quis responder de modo grosseiro.
— Bom, sim..., mas não porque você me magoou. É só que te amo muito e é difícil. Um choro normal de término de namoro! – ele respondeu se enrolando com as palavras, tomando cuidado para que dizer as coisas certas.
— Eu não quero terminar – Beth disse meio para dentro e quase que ele não pôde ouvir.
— N-Não quer?
Ela fez que não com a cabeça.
— Posso entrar?
Will balançou a cabeça freneticamente dando espaço, mas a postos caso ela precisasse de ajuda, o que não aconteceu, pois já era craque depois de tantas escapadas no meio da noite com ele. Mas sem maldade, só para fugir do mundo um pouco.
— Me desculpa, Will! Eu fui insensível. É que tinha tantas informações na minha cabeça... Tudo começou a fazer sentindo – Ela andava de um lado para o outro no quarto enquanto falava –, seu funeral, a El, seus medos... E eu precisei juntar tudo num só, porque eu sempre gostei tanto de você que resolvi ignorar as esquisitices, mas não podia dessa vez. Quis relembrar toda a história que tinha me contado pra te entender. A verdade é que eu não prestei atenção direito – Olhou para baixo ao confessar isso com vergonha –, porque eu estava achando um absurdo tudo aquilo. Só não te interrompi, porque queria ver o quão longe você ia chegar e não me dei o trabalho de ouvir direito. Senti vergonha na hora. Foi tão grande que quis sair correndo. Foi horrível voltar no carro com você daquele jeito, mas aproveitei pra colocar tudo em ordem e eu entendo agora. Só estou decepcionada comigo mesma por não ter acreditado de primeira. Como sua namorada eu deveria, por mais louco que fosse! Me desculpa, por favor! – Era clara a sinceridade na voz dela e Will não hesitou. Entrelaçou suas mãos com as dela.
— Tudo bem, Beth! Eu entendo. É difícil de acreditar e como eu adoro ficção científica, era fácil pensar que eu tava delirando ou mentindo.
— Mas você não tava e eu queria poder ter percebido isso! – Beth ainda olhava para o chão.
— Tudo bem. Nós somos jovens, você vai aprender a distinguir, mas não vai precisar, porque eu não vou mentir! – Ele colocou a mão no queixo dela e levantou seu rosto para que se olhassem nos olhos. – Fica tranquila. Tá tudo bem. Eu estou muito feliz por ter voltado!
Will se inclinou e deu um beijo doce em Beth. Quando se separaram os dois continuaram de olhos fechados saboreando o momento. Ela que se inclinou dessa vez, iniciando um beijo mais longo.
— Eu senti sua falta... – Will disse quando se separaram novamente.
— Eu também! – Ela o beijou. – Muita! – Beijou-o de novo. – Muita! – E de novo.
Quando Will se deu conta eles tinham caído na cama com Bethany por cima, beijando-o freneticamente. Ele devolvia os beijos, mas permanecia de olhos abertos meio assustado com tudo aquilo. Nunca haviam chegado nesse ponto. Como tinham resolvido esperar até o casamento, eles nem chegavam perto para não cederem. Só que era tão bom...
Will agarrou a cintura da garota e devolveu com mais força os beijos, fazendo-a gemer contra seus lábios. Will se excitou com aquilo e levantou sua cabeça para que pudesse beijar o pescoço da garota. Em resposta, ela agarrou seu cabelo, já sentia uma sensação diferente lá embaixo e queria mais. Muito mais.
Bethany se sentou, uma perna de cada lado do corpo de Will e fez menção de tirar sua blusa, quando ele disse:
— Ei! Ei! – Ele se sentou ficando cara-a-cara com ela. – Vai devagar. – Deu um suspiro longo, pois estava ofegante. – Como a gente não pode chegar no final, não é bom quebrarmos duas barreiras de uma vez só!
— M-Mas eu quero ir até o final! – Ela também estava ofegante, mais que o namorado até. – E quero ir hoje!
Will arregalou os olhos com a confissão e mal conseguiu responder.
— Q-Quer?
— S-Sim...
— Mas e o nosso combinado?!
— Os meus pais, religiosos demais. Essa é a vontade deles, não a minha!
— O-Ok... – Beth parecia muito confiante com o que dizia, por isso Will não questionou. – Mas de primeira? E se não estivermos prontos?
Will como sempre cavalheiro.
— Eu tenho certeza, porque faz tempo que estou pronta, só segurava por conta dos meus pais, mas depois de ficar longe de você, eu percebi como você é importante pra mim e como eu quero ir até o final. Quero ser só sua! – Will se emocionou. – Eu estava planejando na segunda-feira falar com você na escola. Não sou nada sem você, Will! Mas eu entendo se você não estiver pronto...
Will estava tão emocionado que agarrou a menina imediatamente e não soltou mais por horas. Com aquela declaração, ele se sentiu pronto e não voltou atrás. Os dois estavam determinados e se esforçaram para que tivessem o melhor momento possível e entre várias declarações, eles chegaram no final.
