Naruto, obviamente não me pertence.
"O inferno está vazio. Todos os demônios estão na terrar".
Capítulo 7.
— Isso mesmo que você ouviu. — Sasuke estava mais irritado do que o habitual. — Ele ligou para o meu irmão durante a madrugada.
Eu me lembrava disso. Um flash daquele dia enfadonho me acometeu como um belo tapa na cara.
Senti seu celular vibrar em seu bolso, ele me soltou apenas por alguns segundos para poder olhar a tela do aparelho e ver quem o perturbava. Um vinco se formou no meio de sua testa e percebi que ele havia recusado a ligação devolvendo o celular para dentro do bolso da calça jeans.
— Quem era? — perguntei curiosa.
— Ninguém importante — limitou-se a dizer. Ele percebeu a confusão em meus olhos e sorriu — Era um número desconhecido.
— Ah, tá!
— Não se preocupe.
Sim, eu me lembrava perfeitamente daquele dia. Não havia se passado nem uma semana ainda, mas parece meses. Muitas coisas aconteceram depois da morte de Itachi e de quase ter sido assassinada.
— Naruto não faria isso… — falei mais para mim mesma do que para Sasuke. Estava tentando me convencer que o meu primo não seria capaz de fazer algo dessa magnitude.
Não mesmo! Naruto não mataria uma formiga, quanto mais uma pessoa, ou me matar. Estava fora de cogitação. Fui criada com ele desde que era pequena. Quando os meus pais morreram, Naruto me deu apoio. Foi ele quem esteve ao meu lado quando eu pensei que o chão fosse se abrir sobre os meus pés e me engolir.
— Não. — encarei os olhos escuros de Sasuke pelo retrovisor do carro — Naruto não seria capaz de fazer tamanha brutalidade.
— Então o que ele queria falar com o meu irmão?
— Eu não sei. — disse na defensiva. — Pode ser qualquer coisa.
— Por um acaso o seu primo conhecia o meu irmão? — seu tom de voz me fez ficar arrepiada.
— Eu…Eu na… Eu… não sei. — Gaguejei.
— Você mencionou o meu irmão para o seu primo? — ele virou o corpo para me olhar. Seu rosto estava muito próximo do meu.
Eu não me lembrava.
Comecei a namorar Itachi há seis meses e não encontro com o Naruto há exatamente seis meses. Merda! Esfreguei os olhos. Estava cansada daquela conversa logo pela manhã. Bufei irritada e Sasuke revirou os olhos, virando para a frente mais uma vez. Ele e Kakashi me ignoraram até chegarmos em casa, caindo aos pedaços.
Peguei minhas coisas do carro e as levei para a sala sem me importar em ajudá-los com o resto. Eles eram homens, podiam muito bem pegar no pesado. Guardei o conjunto de pérolas dentro da minha mala e coloquei a sacola com as tortas de Mirtilo em cima da mesa de centro. Olhei a embalagem com o logotipo do pequeno café e fiquei feliz por ter conhecido aquele lugar.
— Quem sabe amanhã eu não dê um pulinho lá de novo?
Comecei a tirar as etiquetas das roupas que tinha comprado pensando em alguma forma de conseguir dinheiro físico, já que não poderia usar mais o cartão. Só me restavam cem dólares na carteira, o que era um problema. Queria comprar alguns sapatos, os meus não eram apropriados para o chão irregular daquele lugar.
Finalmente, quando havia dobrado todas as roupas da melhor forma possível, o lençol que estava na frente da porta quebrada na noite anterior caiu no chão revelando um corpo escultural. Kakashi entrou na sala sem camisa e bastante suado. Seu corpo era perfeitamente esculpido me fazendo abrir ligeiramente a boca.
— Sei que ainda não a levei para conhecer o resto da casa, mas se você quiser fazer isso sozinha, sinta-se à vontade. — ele passou por mim deixando um rastro de suor com um leve tom de perfume no ar indo até as suas coisas. — Vou arrumar essa porta hoje. — esclareceu ele.
Suas mãos vasculharam a mochila a procura de alguma coisa, até que os seus dedos encontraram um pequeno frasco que o mesmo abriu pingando duas gotinhas em cada olho. Ele guardou o colírio dentro da bolsa pegando uma camiseta preta no processo. Não vou negar, meu coração deu uma palpitada quando ele passou despreocupado.
— Isso aqui vai ficar um pouco sujo, espero que não se importe. — falou saindo pela porta e me deixando de boca aberta ainda embasbacada.
— Eu não me importo… — falei olhando para o nada.
Ops! É claro que eu me importava! Sacudi a cabeça querendo tirar aquela imagem da minha mente e tornei a prestar atenção nas minhas coisas. Guardei as roupas dentro da minha mala, mas as perucas e as bijuterias eu deixei dentro do saco. Depois eu as colocava para ver como ficariam em mim.
Comecei a escutar barulho vindo de fora. Pelo jeito o processo de reforma já estava começando. Olhei em volta procurando alguma coisa para fazer. Não havia uma TV, ou computador. O sinal do telefone celular era uma porcaria, então vagar pela internet estava fora de cogitação. Aliás, acredito que os meus dois carcereiros prefeririam que eu ficasse longe dos meios de comunicação.
— Só me resta explorar.
Levantei do sofá ligeiramente animada para ver os outros cômodos da casa. Andei pelo corredor comprido e um pouco estreito para os meus padrões passando pela porta do banheiro que havia usado aquela manhã. Mais um pouco a frente, do lado esquerdo uma outra porta de madeira estava aberta. A cor azul desbotada denunciava os anos que aquele local não via uma reforma.
Tinha certeza que se olhasse para trás veria as minhas pegadas na camada espessa de poeira. Entrei no cômodo e não me surpreendi ao constatar que era uma suíte. Uma cama de dossel estava encostada na parede de frente a porta bem no centro do quarto. Um lindo lustre, porém coberto de teias de aranha, já havia visto dias melhores.
Um grande armário de madeira maciça estava na parede oposta a cama ao lado de uma outra porta, esta por sua vez fechada. Nem me atrevi a encostar na maçaneta, do jeito que aquela casa estava abandonada, capaz de sair o monstro do mofo de trás daquela porta. Em épocas passadas, ficava claro que aquela casa era maravilhosa.
— A arquitetura é bonita, tenho que dar o braço a torcer. — falei olhando o teto e suas sancas — Isso aqui dará muito trabalho.
— Achei você. — Sasuke estava na porta com o rosto todo sujo de poeira. — Precisamos de ajuda.
— Oi? — meu tom de voz debochado fez um vinco se formar em sua testa suja.
Ajuda? Até parece! Só de imaginar ter que tocar nessa camada de poeira o meu nariz começava a coçar.
— Isso mesmo que você ouviu! — ele ignorou a expressão de "Não mesmo" em meu rosto e continuou — É só abrir as janelas que estão fechadas, tirar os lençóis dos móveis, varrer e tirar a poeira.
— Só isso tudo? — cruzei os braços deixando claro que não estava à vontade com aquela situação.
— Quer trocar de lugar comigo? — perguntou — Estou indo mexer na fossa da casa.
— Ta! — passei por ele pisando firme — Eu faço o que você me pediu, mas saiba que eu nunca fiz nada parecido e se eu passar mal por causa dessa quantidade absurda de poeira a culpa vai ser sua!
— Você não é a única que tem problemas respiratórios, senhorita Haruno. — ele deu de ombros me seguindo — Pode ter certeza que disso tu não morre. — debochou.
— Olha — parei abruptamente ao escutar o tom de ironia e deboche em sua voz — É melhor não me provocar. Por enquanto estou sendo muito educada e até mesmo compreensiva com vocês, mas eu posso mudar em um estalar de dedos.
— É mesmo? — perguntou em tom de desafio.
— Ah, Uchiha… Você não sabe do que eu sou capaz quando fico com raiva.
— Tá aí uma coisa que eu gostaria de ver — provocou.
Seus olhos escuros brilhavam tamanha a intensidade. Se ele queria guerra, ele a teria. Podia não ser forte como ele, ou ter algum tipo de habilidade em luta ou em qualquer outro tipo de coisa, mas eu sabia ser uma filha da puta quando necessário.
Sorri e segui o meu caminho. Deixei ele parada me encarando enquanto várias possibilidades de punição se passavam em minha cabeça. Por enquanto eu esperaria, pois precisava de calma para que as coisas fluíssem de uma forma que faria o Uchiha se arrepender de brincar comigo.
Passei o resto da manhã e o começo da tarde tirando os lençóis dos móveis, abrindo portas e janelas, correndo de um porco que tinha feito sua morada na cozinha, bem em baixo da mesa, já que um buraco enorme foi feito nas portas duplas que davam para o quintal de trás. O animal era enorme de gordo e mesmo assim corria rápido. Tive que subir na mesa de jantar que ficava no cômodo ao lado.
Fiquei ali por alguns minutos gritando com o porco que tentava a qualquer custo me dar uma mordida. Até que Kakashi apareceu com Sasuke e os dois ao me verem naquela situação começaram a rir, até o porco notar a presença dos dois e partir na direção deles. Graças a Deus o alvo era eles, assim eu poderia descer da mesa e colocar algo na porta para aquele animal enorme não voltar.
— Era só o que me faltava — bufei irritada — Além de viver nesse lugar caindo aos pedaços, ainda tenho que fugir de um leitão.
Desci da mesa contemplando o lugar, era bonito e as sancas davam um charme a mais. Contudo, se Kakashi estava fazendo uma reforma completa naquele lugar, pediria que tirasse a parede que separava a cozinha da sala de jantar. Um conceito aberto era o ideal, além de ficar mais bonito.
Olhei pela janela tentando ver os dois, mas não havia nenhum sinal deles, apenas as planícies verdejantes. Voltei para a cozinha. Comecei a varrer aquele lugar quando um barulho chamou minha atenção. Era uma espécie de grunhido e não apenas um mas vários. Vinha de trás da cristaleira. Eu já havia reparado que ela estava meio que inclinada para frente e que um cheiro nada agradável se concentrava ali, mas estava deixando para verificar aquilo por último até ser atacada pelo porco.
Estava com medo, tenho que confessar. Podia esperar os dois idiotas voltarem ou eu mesmo averiguar. A primeira opção era a mais viável, mas eu estou curiosa. A curiosidade sempre falou mais alto. Deve ser por isso que as pessoas morrem nos filmes de terror. Ao invés de fugir elas vão lá ver o que está acontecendo.
Encostei na cristaleira receosa de que algo pularia em cima de mim, mas não aconteceu nada. Os grunhidos começaram a se dissipar aos poucos me dando coragem para ver o que se escondia ali. Tampei o nariz com força. O cheiro ficou mais forte, quase palpável. Podia sentir o gosto no fundo da minha garganta, o que me fez ter ânsia de vômito.
Tentei arrastar o móvel para frente, mas estava muito pesado. O que confirmava que tudo naquele lugar era de madeira mesmo, não esses mdf vagabundos atuais. Desisti de empurrar, não era forte o suficiente e havia quebrado mais uma unha nessa brincadeira. Olhei pela brecha na lateral e fiquei surpresa ao ver cinco porquinhos deitados em algo preto. Tinha certeza que era de onde vinha o cheiro horroroso.
— Ei… — me agachei tapando a boca com a barra da blusa — Vocês não tinham que estar aqui. Cadê a mã… — agora tudo fazia sentido. A leitoa tinha nos atacado por causa dos filhotes. — Vou trazer a mãe de vocês de volta.
Levantei e fui atrás dos dois idiotas. Passei pelo fosso aberto que Sasuke estava mexendo e pela porta já pronta feita por Kakashi em pé na lateral da casa. Do outro lado, não havia sinal dos dois, muito menos do carro. O carro não estava em lugar nenhum da propriedade, será que eles tinham saído e me deixado lá sozinha? Voltei para a cozinha e tentei pensar em algum lugar para colocar os porquinhos. Eles não podiam ficar ali atrás para sempre.
Deveria ter algum tipo de lugar para os porcos ficarem. Eles devem ter fugido e parado ali. Será que naquela fazenda não tinha um chiqueiro? Voltei para o quintal e comecei a procurar pela construção que parecesse com um chiqueiro apesar de nunca ter visto um. No fundo da propriedade tinha um estábulo enorme, ao passar por ele vi duas construções, uma toda cercada por tela, o que deveria ser um galinheiro. Estava vazia, pelo menos aquela distância.
A outra estava aberta e sua porta estava fechada com o auxílio de uma ripa nova. Fiquei na ponta dos pés, evitando chegar perto da porta. A porca estava lá dentro andando no meio da lama de um lado para o outro. Deve estar preocupada com os filhotes. Me aproximei com cautela, queria testar se aquelas ripas não se desmancham com um simples toque da leitoa.
— Devem ter ido comprar material para refazer o cercado. — toquei a madeira apodrecida e fiquei satisfeita pela mesma não se despedaçar — vou trazer seus filhotes, mas você não pode me morder! — o animal me encarou me fazendo recuar dois passos — Não precisa me olhar assim. Vou trazer eles.
Voltei correndo para a cozinha tentando pensar em alguma coisa que me ajudasse. O problema não eram os porquinhos em si e sim o que eles estavam deitados. Aquele cheiro não sairia das minhas mãos e da pele tão cedo.
— Tudo bem. — disse decidida — Eu posso fazer isso!
O cheiro era o maior obstáculo, mas estava decidida a fazer aquilo. Peguei o primeiro porquinho com cuidado, o contato da minha mão gelada com a pele quentinha dele o fez grunhir bem alto me assustando. Quase o joguei longe de tão apavorada que fiquei.
— Miséria! — briguei com ele — Não faça mais isso! Podia ter te machucado.
Levei ele até o chiqueiro. Estava erguido na frente do meu peito, evitava encostar o mesmo na minha blusa. Já bastava as minhas mãos ficarem fedendo, se o tecido se sujasse teria que jogá-lo fora. Assim que me aproximei, a mãe do porquinho veio de encontro a cerca. Pensei que ela fosse se chocar com tudo, mas ela apenas ficou me encarando esperando eu o colocar lá dentro.
Fiquei com medo dela me morder no processo, mas ela não o fez. Assim que ele se encontrou com a mãe, pude ver um brilho diferente nos olhos da mãe. Será que estava vendo coisas? Voltei para casa, a fim de pegar o restante. O processo não demorou trinta minutos. Quando eu terminei, escutei barulho de cascalho sendo esmagado e uma buzina chamou minha atenção.
Kakashi e Sasuke não buzinavam
"Merda!" Pensei assustada. Quem poderia ser?
— Tem alguém aí? — Uma voz masculina ecoou me deixando mais nervosa ainda.
"O que eu faço?" Olhei para a porca e para o lugar de onde a voz vinha. "Pode não ser nada, mas pode ser o assassino. O que vocês dois iriam me aconselhar?"
— Estava passando pela estrada e acabei me perdendo. — os passos foram se tornando mais próximos.
"Se perdendo?" Minha cabeça estava uma confusão só. Meu coração batia tão rápido e a sensação de pavor que corroía os meus ossos me fez pular dentro do chiqueiro. Não sei como eu fiz aquilo, mas eu fiz. Entrei no chiqueiro sem me importar com a mãe e os filhotes. Me escondi dentro de uma pequena estrutura onde tive que engatinhar para poder entrar, permaneci agachada abraçando firme os meus joelhos, já que o lugar era pequeno para um ser humano.
O cheiro do lugar fez os meus olhos lacrimejarem, mas o medo era tão aterrorizante que eu não sabia se estava assim pelo cheiro ou se estava realmente chorando.
— Oi? — chamou o homem novamente — Eu não quero te assustar.
Me encolhi mais ainda. Os porquinhos foram entrando e se acomodando ao meu lado. Rezei para a mãe deles não me morder. Estava assustada. Era difícil respirar pelo nariz, mas eu precisava fazer o mínimo de barulho possível. Trinquei os dentes me obrigando a ficar de boca fechada e a usar as narinas.
— Pelo jeito não tem ninguém aqui — falou. O barulho das pedras em seus sapatos me davam mais medo ainda — Será que tem alguém dentro da casa?
"Ele vai ver as nossas coisas!" Pensei apavorada.
— Ei! — meus olhos se abriram ao escutar aquela voz — Essa propriedade é particular!
— Sinto muito — desculpou-se o homem — Eu já estou de partida.
— Estava procurando alguma coisa? — perguntou uma terceira voz.
— Meu cachorro.
"Cachorro?" Aquele pensamento me deixou paralisada. Minha boca ficou seca, minhas mãos começaram a suar e o som do meu coração martelando na minha cabeça fez o mundo exterior sumir.
Fiquei perdida em pensamentos.
Uma sombra escura me engalfinhou e um par de olhos azuis me olhou das sombras. Eu podia ver uma fileira de dentes brancos sorrindo para mim, algo tão macabro que fez meu corpo gelar de medo. A sombra deu um passo diminuindo o espaço entre nós dois, estendeu suas mãos fantasmagóricas na minha direção me fazendo levar automaticamente as minhas próprias mãos até o pescoço. Ele tentaria me estrangular de novo?
Dei um passo para trás tentando me afastar daqueles olhos. Um grunhido me trouxe de volta me fazendo abrir os olhos. Sasuke estava ajoelhada me encarando. Seus olhos escuros estavam repletos de sentimentos. Um deles era preocupação. Ele me tocou levemente no joelho.
— Venha — ele apontou para fora — Já está escurecendo.
Escurecendo? Tenho certeza que não era nem três horas da tarde. Olhei para ele confusa. Passei a língua nos lábios e os notei ressecados. Sasuke se afastou me dando espaço para segui-lo. Olhei para o lado e vi os porquinhos dormindo aconchegados na minha perna. Fiquei com pena de sair e acordá-los no processo, mas sentia dor nas articulações por ter ficado naquela posição por um bom tempo.
— Achei ela — Sasuke gritou — estava no chiqueiro.
Escutei passos vindo em minha direção e o medo voltou a martelar em meu peito.
— Não! — segurei as mãos dele — Não diga que estou aqui. Ele veio me pegar!
— Calma — tentou me tranquilizar — Ninguém vai encostar em você comigo aqui.
— Ele disse que estava perdido — funguei. Não tinha me dado conta que chorava. — Ele disse que estava perdido! — tornei a dizer.
Kakashi apareceu ao lado de Sasuke. Estava sujo e tinha alguns arranhões nos braços.
— O que aconteceu com você? — perguntei assim que o vi machucado. — Quem fez isso? — toquei um dos cortes sem me importar com a expressão confusa em seu rosto.
— Não se preocupe comigo — disse de forma gentil — Vamos entrar.
Sasuke me pegou no colo sem se importar com o que eu acharia ou falaria. Olhei para ele ainda sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
— Você não está em condições de andar. — disse me levando para dentro sendo seguido por Kakashi que olhava em volta preocupado.
"Ele havia dito que estava perdido, não mencionou cachorro nenhum". Era isso que martelava em minha cabeça sem parar.
O assassino tinha me achado! A qualquer momento suas mãos encontrariam o meu pescoço e eu seria engolida pelas trevas para sempre.
Merda! A morte estava batendo na minha porta!
