E, cansaço, e desgraça de segunda-fera. Briga em casa, mengão perdeu ontem, crise na gávea(sempre tem crise na gávea, é impressionante), e eu nem gostei tanto assim desse capítulo, slá, acho que me enrolei no final. Pera, deixa tomar um café aqui... E COMEÇAMOS MAIS UMA SEMANA. Esqueci-me de avisar-lhes no capítulo passado que essa fanfic vai ter um ritmo beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee~~m lento, mas ok, ela é mais focada em como cada personagem se sente com relação aos acontecimentos que nela ocorrem(não é como se AFC(A Foz das Carpas) tivesse engrenado, né, o ritmo lá vai ficar frenéticazzo mesmo por volta do capítulo *consultando as anotações* sete, mas ok, finjamos que lá já tá tiro porrada e bomba), então esperem algo mais calmo e introspectivo, ok? Peço desculpas pelas notas do autor estarem virando um diário-semanala-do-que-ta-acontecendo-com-o-flamengo-hoje, mas num ano desgraçado como esse o framengo é uma das poucas coisas boas que acontecem nesse Brasilzão do meu car***o. É isso, boa leitura e hasta la manana! DEIXEM O CARA TRABALHAR, BANDO DE CHATO DO CACETE #TORCIDALIXO #FORATORCEDOR #FECHADOCOMDOME


Gemeu um som de genuína alegria. Podia ouvir ao longe uma voz que, mesmo distorcida pela distância, ainda era perfeitamente reconhecível. Quando se ama alguém, consegue-se reconhecer sua voz, basta ouvir. E ela ouvia. Ouvia por horas à fio como sempre amou fazer. Adorava ouvi-la falar de tudo, de como eram as coisas na sua cidade natal, como eram as tradições de sua família, como foi a sua infância, cada dilema bobo, cada sonho, cada problema, cada questão, até mesmo sobre sua paixão platônica por uma antiga amizade de infância.

Mesmo que essa parte doesse o peito, ela ouvia atentamente. Nami sempre foi uma boa ouvinte e assim ela seguia: ouvindo, mesmo que não visse. E assim ela acordou: Na escuridão de seu quarto, a voz de seu amor distante em sua memória e a mares de sua pessoa, coração acelerado de ansiedade e apertado de saudade.

Sentou-se em sua cama e passou a mão por seu rosto suado. Respirou fundo por alguns instantes até que seus olhos se acostumassem com quase total escuridão que permeava o lugar. Não precisou olhar para o lado para saber que havia sido a primeira a acordar. Podia ouvir a respiração suave de Robin ao seu lado.

Suspirou e levantou-se, espreguiçando-se assim que se pôs de pé, engoliu a maior parte de um bocejo pois sabia que sua colega de quarto tinha um sono leve. Andou cuidadosamente pelo escuro, desviando-se das poltronas que ali haviam, abriu suavemente a porta do guarda-roupas e tirou de lá uma calça jeans qualquer com a leveza que somente a experiência de seus anos como ladra poderia ensinar e tão silenciosamente quanto tirara a peça, vestiu-a.

Apossou-se de uma chaleira, uma xícara e um livro de sua cabeceira antes de trocar o quarto pelo dia - não sem antes dar uma espiadela em Robin, que dormia tão desnuda quanto Nami costumava portar-se no cotidiano. O céu ainda era escuro, à exceção de alguns raios de sol que se antecipavam à ele como as trombetas que antecipavam o apocalipse apenas pelo sádico prazer de poder anunciá-lo. Maldito sol cujo calor beirava agora o insuportável.

Começava a se questionar se tinha sido uma má ideia acostumar-se à usar roupas tão pequenas, pois agora a única maneira real de tornar o dia um pouco mais fresco seria, literalmente, ficar nua.

Talvez houvesse nesse fim de mundo uma maneira de desligar o sol.

Respirou fundo num suspiro - inalando a doce maresia matinal - e desceu as escadas para o convés gramado, atravessando-o no automático, subindo a escadaria para a cozinha.

Pôde ver que os novos brinquedos do Usopp ainda estavam arranjados sobre o os corrimões, mas não deu-lhes nenhuma importância.

Não se surpreendeu ao encontrar Zoro já de pé na cozinha, sentado com as pernas cruzadas sobre o sofá que ali havia, em pose de meditação, com o solitário olho fechado - como se realmente meditasse -, à espera de que Sanji servisse-lhe alguma migalha que seja. Viu-o abrir o olho para encara-la por um mero instante antes de voltar a fecha-lo.

Não dirigiram a palavra um ao outro e não faziam questão de fazê-lo.

Ela dirigiu-se a pia e encheu sua chaleira com água.

Ele fechou seus olhos e voltou para sua vigília matinal silenciosa.

Ela pôs a chaleira ao trabalho.

Ele se perdeu ensimesmado à igual maneira que se perdia em retas.

E o silêncio reinou sobre eles, cada qual com um silêncio próprio.

O dele disciplinado, rígido, marcial, imperativo, bruto, opressor, ensurdecedor.

O dela incontrolável, inseguro, incerto, acanhado, fragilizado, oprimido, ensurdecido.

Sentia-se quase sufocando, como que se o silêncio à afogasse. Novamente seu pulso tornou à acelerar, seus pulmões hiperventilavam e em sua testa, junto ao suor quente do já irritante calor, acrescia-se um suor frio, de uma descomunal ansiedade que em seu peito cavalgava à galopes trovejantes.

E o silêncio então se quebrou com o chiar de sua chaleira.

Um suspiro de alivio fugiu pelos lábios da navegadora antes que a mesma se dessa conta de captura-lo.

Serviu sua xícara do que restava de chá de camomila no Sunny, ignorando completamente as preciosas regras-para-um-bom-chá de Sanji.

Espreitou seu caminho até a geladeira, dando uma última olhada por cima do ombro para ter certeza de que Zoro não a espiava. Digitou a senha da tranca eletrônica às pressas por se acaso, mas o espadachim permaneceu imóvel como um bom soldado.

Espiou então se havia na geladeira algo que acalmasse a fúria de seu estômago, mas o único alivio que ali havia era o frescor de alguns graus amenos na temperatura. Apesar de cheia, a maior parte do que havia na geladeira exigia preparo, e entre os poucos mantimentos prontos para consumo que ali haviam, os únicos que duvidava que Sanji pudesse dar por falta eram uma garrafa de cola e um pêssego solitário.

Com o navio indo à ritmo lento, seria uma péssima escolha por parte dela beber combustível, mas a fruta a agradava.

E muito.

Mais do que gostaria de admitir.

Tomou-a como sua, como sempre fizera.

Fechou a geladeira - que se trancou automaticamente - e evadiu-se do local tão rápido quanto podia.

Ou era o que pretendia.

Apesar de permanecer em profunda meditação, ela podia sentir a presença do Caçador de Piratas tal como se ele estivesse com suas armas à ponto de corta-la pelas costas.

Virou-se apenas para certificar-se de que ele seguia na mesma posição que esteve quando ela chegou à cozinha.

Como era possível tamanha opressão vinda da presença de um homem cujo o rosto transbordava calma e serenidade? O que ele estava fazendo que era capaz de despertar sobre ela um medo tão primordial?

—Vo-você vai ficar aqui até quando? Di-digo, Sanji-kun já disse que o almoço só sa- se interrompeu quando o outro abriu seu único olho para encara-la, uma luz de tonalidade estranha e intimidante perpassando por sua íris por não mais do que um momento.

—Eu não estou a procura de comida, mulher. Medito todos os dias antes de assumir o posto de vigia.- a resposta veio em uma voz impostada, calma e firme. A perfeita mistura do diplomata com o general.

—Ah... certo...- seus dizeres saíram sem voz enquanto que ela saia às pressas pela mesma porta que entrou, sentindo-se diminuir cada vez mais naquele recinto, sentindo a pele arder sobre o olhar quase predatório do imediato.

Pôde enfim respirar ao fechar a porta atrás de si, só então notando que suas pernas bambeavam. Desceu pelas escadas com ambas tão trêmulas quanto bandeiras e antes que desse por si já estava sentando-se no bar aquário.

O que havia de errado com ele? Desde quando ele está tão estranho assim? E o que foi tudo aquilo?

Ela suspirou, observando o aquário vazio a suas costas. As coisas tinham saído um pouco do controle desde que eles entram no Novo Mundo. Punk Hazard, Dress Rosa, Zou, Whole Cake, Wano... eles não tiveram lá muito tempo pra respirar desde a Ilha dos Tritões, tiveram? E agora que eles finalmente têm uma folga antes que os Yonkous os encontrassem parecia que ela estava prestes a enlouquecer.

Tudo parecia de cabeça pra baixo, e o mundo seguia em silêncio.

Sorveu um longo gole de seu chá e abriu seu livro, mas as palavras eram vistas por olhos cegos. Por mais que lesse, sua mente se perdia nas preocupações que lhe tiravam o sono todos os dias desde que zarparam de Wano.

Onde estava o bando do Kaidou? E o da Big Mom? A última vez que avistaram os navios deles ainda estavam na cola do Sunny, mas isso foi há cinco dias. Desde então não havia sinal deles. Não tinha como eles terem despistado os dois, tinha? Não seria tão fácil assim, seria? Era como se desse para sentir no ar, havia algo de errado em toda essa situação, ela só não conseguia decifrar o que é.

Quanto mais ela pensava, mais duvidas surgiam quanto mais duvidas ela tinha, maior se tornava a sua ansiedade. Quanto tempo demoraria ainda para chegarem à próxima ilha, afinal? Nunca antes demorou tanto para realizar um trajeto entre ilhas quanto agora, era como se o mar estivesse se estendendo.

E não havia uma alma que pudesse ser de ajuda. Quanto tempo já havia se passado desde o último News Goo que eles encontraram? Por que toda essa demora para as noticias chegarem? Justo em época de Reviere, ainda por cima! Aconteceu alguma coisa de relevante na reunião? O que mais estava acontecendo no mundo? Os acontecimentos de Wano foram noticiados? O que a Marinha vai fazer? Quando seu amor lhe daria noticias outra vez?

O que seria deles no amanhã?


Como eu disse, ritmo lento, mas ok. As capas ainda serão desenhadas também, ok, pessoas? Junto delas eu vou desenhas umas duas ou três paradas aleatórias da fic também. Quando tudo tiver pronto eu posto em algum lugar(alguém sabe um site bom pra postar desenhos aleatórios?). E façam-me o favô, ajuda o maluko(tá doente), deixa um palavraozinho que seja aqui nos coments... ou, sei lá, assina o meu apoiase( /ifversos)... enfim. Canalzinho do Telegramis é aquele lá mesmo( /ifola)! E antes que eu me esqueça, passarei a postar sempre às 14:00! Fui!