É, rapeize, hoje eu me atrasei legal. Vamo só ignorar o atraso de uma hora e meia, ok? Tive alguns problemas com o fato de que cortaram minha net e que eu tive que fazer o almoço hoje. Garanto que não vai mais acontecer. Não vou lhes segurar por muito tempo, afinal, eu tenho muito a escrever e hoje ainda tem jogo do Framengo. Nus, e ainda tem Champions! MDS EU TO MUITO ATRASADO! TCHAU!
AVISO, A PARTIR DESTE CAPÍTULOS AS COISAS TENDEM A FICAR UM POUCO MAIS SÉRIAS, ENTÃO, FOI MALZ AE.
As risadas eram altas do lado de fora. Bebidas iam e viam, assim como a comida rodeava por entre os pratos que se enchiam na mesma velocidade que se enchiam. Conversas nasciam e morriam no espaço de um copo, brigas nasciam e morriam no espaço de um soco e o tempo passava por todos sem que ninguém notasse.
Pelo menos ninguém dos que festejavam.
Na cozinha, um trio se reunia em numa estranha tensão.
Sanji não podia desviar sua atenção dos pratos que tinha sobre o fogo por nem um segundo. Com o pouco mantimento que lhe restava na geladeira, seria uma dura lástima perder qualquer prato por descuido.
Desperdiçar comida era um ultraje para ele como pessoa. Servi-la queimada era uma desonra para ele como chefe.
Nami, por outro lado, andava impaciente, indo de uma ponta a outra da cozinha, dando meia volta e indo de outra ponta a uma, por vezes entrando no depósito vazio para simplesmente variar de ambiente, tudo para tentar se acalmar.
O terceiro elemento do cenário, no entanto, parecia atingir cada níveis cada vez maiores de irritação e frustração. Falando ao Den Den Mushi, o News Coo daquela mesma manhã estava engajado em uma discussão sem precedentes, uma da qual nenhum dos outros dois participantes parecia entender como era possível.
Daqui, a ave esbravejava aos ganidos, penas caindo aos poucos conforme tentava chegar à algum nível de entendimento com quem falava do outro lado da linha.
Do outro lado da linha era possível ouvir palavras inteligíveis, vez ou outra sendo possível mais do que apenas os murmúrios, uma máquina, um grito, talvez até uma palavra.
Tudo isso frustrava mais e mais a navegadora, que agora sentava com os cotovelos apoiados sobre a mesa, dedos cravados por entre os fios de seu cabelo, a palma de suas mãos esfregando sua têmpora.
Fechou os olhos, tentando realmente relaxar por um segundo que fosse.
De olhos fechados o som da comida chiando nas panelas sobre o óleo no fogo. O aroma da comida invadindo-lhe as narinas.
Ouviu as chamas morrerem, pratos serem manuseados e panelas serem esvaziados. Ouviu quando o prato fora colocado a sua frente, o aroma inebriante servindo-lhe quase que como uma prévia para o paladar.
Abriu os olhos para um delicioso prato de que tão refinado e delicado sequer arriscaria a chutar o nome.
—Coma um pouco, mademoiselle. Uma beleza tão fina quanto a tua não pode deixar-se abater nem por este tipo de estresse. Um bom prato lhe fará bem.- disse ele em tom calmo e galanteador, com um sorriso mais que sugestivo, apresentando-lhe - com um cigarro na mão - um prato cujo nome ela não fingiria ter entendido ou decorado, saindo logo depois com ambas as mãos carregadas de pratos e mais pratos de comida.
Deu graças por não ter que disfarçar sua irritação ao revirar os olhos e conter um bufo.
—Obrigada, Sanji-kun.- ele não percebeu o tom irônico em sua voz, tampouco respondeu, se limitando a acenar um comprimento em resposta.
O que ela não vira, pois não o fitava quando ele o fizera.
O News Coo a essa altura já parecia estar lutando por sua vida contra um predador a essas costas, esganiçando sons que lhe davam dores de cabeça de tão agudos.
—Me deixa falar com ela!- ouviu claramente as ordens berradas pelo outro lado da linha.
O pássaro bateu com a própria testa na quina da mesa sobre a qual ficava o Den Den Mushi e respirou fundo, aparentemente contando até dez, como se estivesse aceitando uma derrota que desde o começo já era esperada.
Ele ainda persistiu, tentou contra-argumentar duas palavras que fossem, ou então parecia ser o caso, quando um corte abrupto, ríspido e seco o interrompeu antes que ele pudesse sequer desenvolver uma ideia.
Ele então se virou de maneira hesitante para ela e lhe ofereceu o microfone, emitindo um som simples, curto e gutural.
—Eu já disse que não vou dar entrevista pra ninguém.- respondeu a navegadora sem ter que se preocupar em entender o que ele realmente queria dizer com aquilo.
A ave chegou a abrir o bico para falar algo, mas a voz veio do caramujo que a encarava de olhos abertos e vidrados.
—Vamos, o que você tem a perder, afinal?- disse a voz do homem por trás do Den Den Mushi. —Nós temos o que você quer bem aqui, basta enviar que você terá em suas mãos em questão de segundos, mas o que custa você fazer um pequeno favor para a corporação em retribuição? São só algumas perguntas e eu envio.
—Você pode até ser persuasivo o bastante para ter alguns reis nas suas mãos, Morgans, mas eu não sou uma qualquer que você pode despir com uma chantagemzinha barata. Eu sei i que você pode ou não fazer, eu conheço muito bem o tratado de der Vogelweiss pra saber que você não pode se negar à me entregar algo que está destinado à mim!
Blefou, mas imaginava que essa era uma clausura bem justa.
—Não vai tomar muito tempo.- insistiu o desgraçado. —No máximo demoraremos meia hora.
—E o que eu ganho com isso?- de repente o Den Den Mushi, cujo semblante era suplicante até então, arregala os olhos e ergue as sobrancelhas enquanto que seu nariz escorria numa expressão de genuína surpresa.
—Ganhar?!
—Claro. Uma entrevista com a navegadora dos Chapéus de Palha, atualmente, fará seus jornais escorrerem das bancas de tão rápido que serão vendidos, não? E além disso, o seu funcionário aqui destruiu parte de minha propriedade, encare isso como um ressarcimento.
A mera menção de sua presepada fizera com que o mensageiro balançasse, suas pernas tremendo com a lembrança.
—Ele o quê?!
—Pois é. Mas não se preocupe.- disse ela com um sorriso matreiro no rosto. —Como hoje foi um bom dia, estou disposta a fazer um bom preço para ti. Acho que a segunda recompensa de meu capitão já é um bom começo para uma compensação.- seus olhos já reluziam o ouro que viria de sua barganha. —Depois podemos acertar os detalhes sobre como efetuar o pagamento.-
O Den Den Mushi ficou imóvel, completamente em branco por alguns segundos, até assumir um sorriso terrificante e ganancioso que em muito surpreendera Nami.
—Você acha que está em condições de fazer-me exigências?!- a pergunta escarnecedora fora seguida de uma longa gargalhada que recaíra como um soco na boca do estômago da ruiva de uma maneira que até mesmo o mensageiro parecia incomodado. —Devo lembrar-lhe, minha querida, de que vocês rasgaram completamente o tratado de der Vogelweiss ao atacar meu funcionário? Vocês deveriam estar gratos por eu não ter-lhes entregado para marinha ainda! E outra, você acha realmente que eu lhe entregaria uma carta tão preciosa sem dar uma olhada antes?-
O coração de Nami apertou, seu estômago encolheu, sua respiração entrecortou-se e de repente era como se ela estivesse despencando da ilha do céu mais alta de todas diretamente para a ilha dos tritões sem que nada amortecesse sua queda.
—Ela me pareceu ser be~~m intima e... inapropriada? Já que você não se sente disposta à colaborar com uma entrevista rápida, talvez eu devesse publicar o conteúdo desta carta como um furo de reportagem? Com certeza seria um grande furo, revelar para o mundo a escandalosa natureza da relação de uma pirata tã~o notória e um-
—Não! Não tem...- cortou Nami, se interrompendo para ponderar suas palavras por um segundo, fechando os olhos com força ao sentir seu olho aguar-se, coração batendo cada vez mais apertado. —Não tem nada comprometedor na carta, eu garanto!- afirmou por entre os dentes, usando uma voz que há muito não usava.
—Sério?- a diabólica gaivota que falava do outro lado da linha perguntou num tom tão venenoso que, por um instante, Nami chegou a confundi-la com uma cobra. —Então não teria problema publica-la...
—Certo...- sua voz saia rachada enquanto que sua dignidade, quebrantada como nunca esteve desde que se juntara à Luffy, escorria por seu rosto como mais uma lágrima. —Eu dou a entrevista.
Rendeu-se por fim, tentando limpar as lágrimas de seu rosto para que o News Coo não se apenasse dela mais do que ele já o havia feito.
A última vez que tivera que se humilhar desse jeito ela ainda era parte do bando do Arlong.
O Den Den Mushi, por outro lado, começou a tremer de dor, tamanho era o sorriso que Morgans abrira do outro lado.
—Fico feliz em ouvir isto! Podemos começar, então?
E não mais prestou atenção ao que lhe fora perguntado. De fato, sequer prestara atenção ao que respondera. Não conseguia prestar real atenção a nada.
Sentia-se completamente nua diante de um homem que apenas queria devorar-lhe a carne e abusar de sua ingenuidade como bem entendesse.
A cada pergunta intrusiva, cada construção sugestiva, cada comentário esperto sobre suas resposta, cada respirada meticulosamente planejada, sentia-se cada vez menor, era como se ele a estivesse agarrando pelo peito e sufocando-lhe até que não lhe restasse ar nos pulmões para se manter viva.
A única certeza que tinha agora, era que Morgans não passava de um abutre em pele de gaivota.
O sol - cuja opressão agora soava nostálgica - já estava descendo pela linha do horizonte quando enfim aquele assédio terminou.
Ela sequer notara que tinha terminado, ele apenas desligou o Den Den Mushi sem dizer nada.
Um apito agudo vindo da bolsa do mensageiro fora a confirmação de que ele ao menos não havia lhe passado a perna.
De lá saiu um pequeno Den Den Mushi que caberia muito bem na palma da mão de Nami. O mensageiro simplesmente o posicionou sobre um pedaço de papel qualquer e este começou a andar a ritmo lento por cima do mesmo.
Seu rastro gosmento foi aos poucos preenchendo todo o espaço em branco e conforme secava, assumia a forma e a cor das palavras, aos poucos transformando um reles papel ordinário na carta por ela tão esperada.
Nami não ouso tirar os olhos da carta, o mensageiro não ouso lhe dirigir o olhar ou a palavra.
Por isto ela agradecia. Já não suportava olhar de pena que ele lhe dirigira durante toda a entrevista, não tinha que suportar também seus dizeres.
Quando enfim esteve com a carta em mãos - a que preço? - saiu a passos firmes, mesmo que incertos, sem sequer olhar para trás.
Abriu a porta da cozinha abruptamente, dando de cara com seu capitão.
—Ah! Nami! Onde esteve?!- perguntou ele surpreso com sua presença ali.
—Sanji não vai te perdoar se comer a comida da geladeira.- disse secamente passando por ele, esquecendo-se completamente de que a geladeira agora tinha tranca.
—Mas eu não vim pela comida... ! Oe! Nami!- chamou ao vê-la passar sem pagar-lhe atenção. —Ahn... AH! PATO! VEM CÁ, QUERO CONVERSA COM VOCÊ!- disse ao entrar na cozinha, mudando completamente de assunto.
Desceu pelas escadas que levavam ao convés gramado e o atravessou, pouco se importando com as festas que ali haviam.
Agradeceu a qualquer deus que existisse por todos os seus companheiros estarem completamente bêbados, tornando fácil simplesmente passar por eles sem muito esforço para desconversar.
Quando tomou das mãos de Sanji - quem viera canta-la - uma garrafa praticamente cheia de vinho que ele trazia consigo, derrubando-o no processo, os demais se limitaram a rir enquanto que o cozinheiro chorava por algo sobre ser odiado pelas mulheres.
Como o Luffy era o mais sóbrio de todos?!
Trancou a porta do quarto feminino logo após entrar, sem se preocupar muito, pois sabia que Robin tinha uma cópia da chave.
Encostou sua testa contra a madeira e, por mais que resistisse, não conseguiu evitar de chorar.
A frustração, a humilhação e a tristeza escorrendo todas por teu pranto.
Mas não se limitou a chorar no quarto escuro. De uma só vez bebeu todo o vinho que trazia consigo, virando-o com tanta força de vontade que acabou se afastando da porta, tropeçando em suas próprias pernas e caindo por sobre a cama.
Não fora o suficiente para deixa-la bêbada, mas por um instante se permitiu fingir-se ébria e riu de sua própria desgraça.
Pois, tal como um bêbado que acabou de passar pela maior humilhação de sua vida por uma garrafa de bebida, estava feliz.
Em seu bolso estava um pedaço de seu amor.
Em seu bolso estava a carta.
JÁ SAIU GOL DO ZENIT POHA, CHUPA LAZIO FILHA DA PUUUUUUUUU**! Sópraavisarmesmo, ospróximoscpaítulosserãomaiscurtosparaqueeupossameplanejarmelhorcomoescrevereiorestodafic.
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DIBRA NEYRUTO, AVANTE PSG, DALE BARCA, VAI BORUSSIA, VAMONO SEVILLA!
