Queridos, me atrasei tanto porque passei o dia todo fora hoje, então to morto de cansaço(apaguei enquanto escrevia, serião), mas tá aqui a criança. Ficou meio meh, mas o contexto explica. Vou lá que eu tenho que dormi. Mas antes que eu me esqueça. OH~~~~ SÃO PAU~~~LO, SE PREPARE PORQUE O RESULTADO DO MARACA NÃO VAI SE REPETIR~~~ JÁ CAIU NA SULA, NA LIBERTA, NO PAULISTINHA E VAI CAIR AQUI, NA COPA DO BRAZOLA O FLA VAI TE FAZER CHORAR! LALAIALALAIA! E SE PREPARE QUE NA QUARTA NOITE EU VOU LHE USAR! DALE DALE DALE OH! DALE DALE DALE OH! MENGÃO DO MEU CORAÇÃO!
Enfim, boa leitroa, fui, SHAZÃO
As dores precederam o seu despertar. Ergueu seu tronco das gramíneas cujo chão dominavam e se sentou sobre os próprios calcanhares. Esfregou os olhos ainda fechados e tentou - sem sucesso - aos poucos abri-los.
Tateou seus arredores procurando se localizar, tentando encontrar algo que lhe ajudasse a se lembrar de ao menos um vislumbre da noite passada.
Sentiu com as pontas de seus dedos quando encontrou o rodapé de madeira da escada e bateu com o topo de sua cabeça contra a parte de baixo do banco que ficava ao redor do mastro principal do navio.
No susto da pancada, abriu seus olhos abruptamente, na dor de ter tão repentinamente exposto-os a luz, recuou, topando novamente a parte de trás da cabeça contra a parte de baixo do banco.
Levantou cambaleante dali, o mundo ainda rotativo ao seu redor.
Aventurou-se a subir as escadas de tal maneira, sentindo que cairia a qualquer momento, precisando, por duas vezes, descer alguns degraus para evitar de rolar escada baixo. Respirou fundo e voltou a subir, alcançando enfim a cozinha.
A geladeira encontrava-se trancada, como sempre, mas ao menos poderia beber um pouco de água, e foi para isso que havia ido até ali.
Enquanto enchia seu copo, o chão parecia tremer, como se algo enorme se aproximasse, podia até mesmo ouvir o ranger do metal mordendo metal a cada pequeno tremor. Quando enfim a porta fora aberta por Franky, já havia se encolhido tal que o ciborgue teve dificuldade de encontrar-lhe por trás do balcão.
—Ahn... ah! Ei! Usopp! Peguei suas ferramentas para madeira um pouco! Vou precisar fazer algumas modificações para poder integrar melhor a casa de máquinas ao Sunny... espero que não se importe! Sanji disse que é pra você continuar pescando!
—Tá tá tá... tudo bem!- respondeu o moreno apertando cada vez mais suas têmporas para tentar acalmar a fúria das uvas que trovejava por dentro de sua cabeça.
—Quê? Não me diga que você também tá com ressaca?- perguntou o carpinteiro rindo uma risada que ecoava por toda a cozinha numa profunda voz, fazendo Usopp se encolher ainda mais. —Sanji também ficou mal depois de ontem! Chopper tá tentando ajudar ele dando algum remédio na enfermaria, mas é difícil curar a ressaca de alguém quando não se consegue curar a própria ressaca!
Ao final de seus dizeres risadas ainda mais altas e profundas ecoaram pelo recinto, causando a porta do outro lado à se abrir e algum uma cadeira a voar da enfermaria até a testa do homem cujo tamanho era tremendo que apenas sua cabeça conseguia passar pela porta aperta, fazendo-o tropeçar para trás e cair para o convés inferior, fazendo um estrondo tão alto que Usopp podia jurar que sua cabeça estouraria a qualquer momento.
—QUAL O SEU PROBLEMA, SEU TANNUKI ANÃO?!- gritou ele de lá debaixo, fazendo saltar uma veia da testa de Usopp
—CALA A BOCA, SUA LATA VELHA!- berrou de volta Chopper num tom de voz que não cabia ao médico.
—PAREM DE GRITAR VOCÊS DOIS!- gritaram tanto Usopp quanto Sanji, irritados com o barulho em excesso.
—YOHOHOHOHOHOHOHO! Momento perfeito para minha nova música de batalha!- intrometeu-se Brook, saindo do andar de cima da cozinha com seu fiel violino em mãos, começando a tocar um som irritantemente agudo e extremamente repetitivo.
—PARA DE TOCAR ESSA MERDA!- o grito foi uníssono enquanto Sanji chutava o afro da caveira para o alto.
—Eu vou pescar que eu ganho mais!- disse o atirador por fim, terminando sua água e saindo da cozinha, indo até o dormitório masculino pegar sua vara antes de se sentar sobre o corrimão do navio, lançar seu anzol e esperar.
E esperar.
E esperar.
E esperar.
Enquanto esperava, começou a pensar.
Óculos escuros no rosto, chapéu de pescador para evitar de queimar o rosto, vara de pesca na mão e um sol infernal queimando sua pele negra.
Quando pensava no seu futuro, anos atrás, antes de deixar sua ilha, ele sempre se imaginou assim.
Um homem que simples que ajudava a construir uma casa ou outra para viver, pregando algumas tábuas aqui ou ali, ou até mesmo se aventurando à ponto de se lançar em alto mar para tentar trazer um pescado ou outro.
Não um pirata notório cuja a recompensa superava em muito as de grandes nomes do mar de onde viera.
Mas, é claro, se ele tivesse que viver de habilidades manuais ou de sua pesca ele estaria perdido.
Não fosse sua total inabilidade, Merry talvez ainda estivesse vivo e viajando com o bando.
Se fosse realmente bom em pescar, não estaria a duas semanas pescando, tentando pegar qualquer peixe que o valha, sem qualquer sucesso, estaria?
Não, ele não conseguiria viver por suas próprias mãos, essa é que era a verdade.
E ele não conseguiria viver uma vida de pirataria se dependesse de si mesmo, disso ele tinha certeza.
Assim como seu martelo de dez toneladas, ele não era nada, se não uma farsa.
"GOD USOPP: 736 MILHÕES DE BERRIES", que piada.
O que havia ele feito para de fato merecer qualquer valor que fosse maior que o do Chopper, se nem ao menos pescar ele conseguia?!
Luffy - quem ainda não acordara, mesmo o sol já se pondo - merecia todo o valor que tinha.
Mas não só ele.
Chopper - quem também botara um óculos escuro e agora estava pescando ao seu lado - sim, merecia uma recompensa gigantesca.
Até mesmo Nami - que a igual que Luffy, ainda não havia levantando - merecia uma recompensa gorda.
Mas e ele?
Ele não passava de uma estória de pescador!
Fui
/ifola
/ifversos
