Capítulo 16: Surgem novos inimigos

Um total de oito meses se passou desde que nos reencontramos e que me tornei seu guarda-costas. As coisas estavam indo muito bem, em todos os aspectos. Agora que estamos namorando, sempre que temos tempo livre ficamos juntos. Não houve mais atentados ao Naruto ou ao Hokage e apesar de Kushina ter descoberto que estávamos juntos, não contou ao Minato.

— Vou esperar até que vocês dois queiram contar, não irei me meter, o Naruto não é mais uma criança — Foi o que Kushina me disse com um sorriso no rosto, alguns dias depois daquele café da manhã. Ela aprovava nosso namoro, mas sabia que não seria tão fácil com Minato, por isso não nos pressionou para dizermos a ele a verdade.

— Estou um pouco nervoso — comentou Naruto enquanto andava de um lado para o outro no quarto.

— Sério? Eu nem percebi — disse ironicamente vendo-o dar um leve sorriso antes de se sentar ao meu lado e escorar a sua cabeça em meu ombro. Ficamos assim por um rápido minuto até que a voz de Minato foi ouvida do outro lado da porta.

— Naruto, o carro chegou. E os seguranças enviados pelo conselho também — avisou dando uma leve batida na porta para chamar a nossa atenção. Levantamos e nos encaminhamos até a porta, porém ele não a abriu, com a mão sobre a maçaneta ele permaneceu parado.

Abracei-o pelas costas e sussurrei em seu ouvido: — Eu acredito na sua vitória, por isso acredite nela também. Você treinou o suficiente, agora é a hora de mostrar os resultados. Vá, ganhe a luta e volte para mim, porque vou estar aqui esperando — afirmei sentindo seu corpo relaxar pouco a pouco.

Em seguida soltei-o e ele enfim saiu do quarto, partindo para ir ao seu duelo enquanto eu nada podia fazer a não ser esperar.

Estava na sala fazendo companhia a kushina e conversando, quando Way veio me chamar. Way era o chefe da segurança, eu o havia conhecido na reunião há alguns meses, mas na época ainda não sabia seu nome.

— Temos um problema, você pode me acompanhar? — pediu visivelmente aflito, olhei rapidamente para Kushina que acenou afirmativamente, dando-me liberdade para sair de sua presença.

O segui enquanto caminhamos para algum lugar ao fundo da mansão. Depois de alguns minutos chegamos a uma espécie de prisão que eu nem sabia que existia, onde encontrei Minato e mais três outros seguranças.

— O que está acontecendo? — perguntei assim que cheguei.

— Eu fiz aquela pesquisa nos funcionários como você sugeriu anteriormente — explicou Way, entregando-me cinco pastas de arquivos azuis, cada uma com um nome.

— Estes são de três empregadas e dois seguranças de quem não conseguimos descobrir todo o passado. Desde que estão sob suspeitas, nós os temos vigiados de perto e é aí que está o problema... Os dois seguranças desapareceram hoje pela manhã, assim como a assassina que estava sendo interrogada — explicou Way.

— Conseguiram arrancar algo dela enquanto esteve presa? Ou das três empregadas que continuam aqui? — perguntei mantendo a calma.

— A assassina se recusou a falar, mesmo sob tortura. Já as empregadas alegaram não estarem envolvidas e que não sabem de nada — respondeu Minato parecendo preocupado.

Abri os arquivos que me foram entregues e dei uma rápida lida em cada um, não havia nada de muito incriminador, o que dificultava descobrir seus propósitos. Por fim tive que contar com a minha intuição... E ela dizia que estávamos com um grande problema.

— Se os seguranças estavam infiltrados a pedido de alguém, a sua partida indica que concluiram a sua missão, seja ela qual for. Como o seu trabalho era na segurança, creio que a sua missão seja montar um plano de ataque ou algo do tipo... Em outras palavras, provavelmente seremos atacados em breve — dei-lhes a minha opinião, baseando-me em minhas missões passadas.

— Certo. Nesse caso eu irei separar os meus homens em duplas e mandarei patrulharem a área ao redor da casa — avisou Way, já se preparando para partir.

— Espere, não os separe em duplas! Se forem atacados, não terão a mínima chance de sobreviver. Separe-os em grupos de quatro ou cinco para o caso de sofrerem alguma emboscada, assim ao menos um poderá fugir e avisar aos outros — esclareci surpreendendo-o com meu tom sério e repreendido, sendo surpreendido por ele que acatou o meu pedido sem questionar.

— Seja sincero. Qual é a gravidade da situação? — perguntou Minato depois que os outros se retiraram e que ficamos sozinhos.

— Não sei ao certo, mas garanto que é ruim eles terem fugido, isso indica um ataque em larga escala e com algumas dezenas de inimigos — expliquei sinceramente.

Aproveitando que Naruto não estava, ajudei Way a organizar os rapazes e montei um plano de defesa, apenas para o caso de sermos atacados. Já era sete da noite quando o carro chegou trazendo Naruto de volta, vitorioso.

Kushinae Minato deram-no os parabéns e escutaram felizes a notícia de que Naruto fora escolhido para treinar com os antigos Hokages. Uma notícia excelente para alguém que almeja o título de Hokage, mas ruim para mim que sou seu namorado, pois ir treinar naquele lugar significava mais alguns anos de distanciamento entre nós.

Após o jantar eu e Naruto fomos para o quarto, em silêncio. Ele tomou um banho e depois começamos a conversar sentados na beira da cama.

— Não se preocupe com a oferta do treino, pois não tenho intenção de aceitar. Não vou me separar de você de novo — garantiu Naruto enquanto secava o seu cabelo, depois se levantou, se aproximou mais de mim e sentou-se no meu colo enquanto apoiava os joelhos na cama, ficando de frente para mim. — Aconteceu alguma coisa enquanto estive fora? A casa parece mais movimentada do que o normal — questionou preocupado.

— Nada com que você deva se preocupar — garanti com um sorriso, tirando a toalha de seu pescoço e depois beijando-o enquanto acariciava seu cabelo úmido, abraçava sua cintura e puxava-o para mais perto.

— Não se esqueça da sua promessa... Eu venci — cobrou com um sorriso malicioso enquanto me dava um rápido selar de lábios.

— Eu nunca esqueço uma promessa — informei com um sorriso tão malicioso quanto o seu, beijando-o com um pouco mais de desejo. Interrompi o beijo por apenas alguns segundos enquanto retirava a camisa que ele acabara de colocar e depois voltei a beijá-lo, distribuindo meus beijos por todo o seu pescoço enquanto o ouvia gemer.

Senti sua mão descer o zíper do meu colete e depois entrar por debaixo de minha camisa, tocando a minha barriga e arranhando-a levemente, o que fez com que meu corpo tremesse por um pequeno segundo. Depois de tirar suas mãos de dentro de minha camisa, ele as posicionou em ambos os lados de meu colete, pronto para tirá-lo... porém eu o interrompi segurando em ambas as suas mãos, após sentir o que acontecia do lado de fora da casa.

— Desculpe Naruto, parece que teremos que deixar isso para outro dia — avisei enquanto me levantava com ele ainda em meu colo e o colocava de pé no chão.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou preocupado enquanto vestia de volta a sua camisa e me encarava com confusão.

— Ainda não, mas vai acontecer... Parece que a casa foi cercada — informei enquanto puxava a minha máscara para cima e cobria meu rosto novamente.

— Quantos? — voltou a questionar enquanto sua voz tremia de medo.

— ... Não tenho certeza — disse após hesitar por um segundo em lhe responder e dizendo uma mentira. Pois era verdade que eu não sabia o número exato, mas podia facilmente sentir duas centenas de presenças inimigas.