Capítulo 18: A invasão — Combate
Assim que me afastei alguns passos da casa, ativei o sharingan no meu olho esquerdo, algo que eu não usava há muito tempo, observando a seguir os meus futuros adversários. Eles se mantinham escondidos entre as árvores da floresta e por todo o terreno ao redor da mansão, pareciam com medo e cautelosos, uma atitude inteligente para alguém que pretende lutar comigo.
Pisquei meus olhos algumas vezes seguidas e foi preciso alguns segundos para que eu me acostumasse a usar aquela habilidade novamente. O sharingan era ótimo para se usar em uma luta contra múltiplos adversários e fui um dos poucos sortudos que conseguiu controlá-lo, ainda assim continuava difícil lidar com ele.
Precisava acabar com a luta o mais rápido possível para evitar que meus anos longe da ação me traíssem... ou pior, que meus anos enquanto estava em ação fossem completamente lembrados.
— Então, como vai ser?... Eu irei matá-los ou vocês virão para morrer — provoquei enquanto pegava duas kunais e me preparava para a luta. Poucos segundos depois um pequeno grupo de sete homens me atacou. Eles deviam ser os orgulhosos, pois reagiram quase que imediatamente a minha provocação.
Sem dificuldade mirei em seus pescoços, cortando-lhes as gargantas e matando-os instantâneamente.
— Oh! Esse foi um bom aquecimento, quem será o próximo? — perguntei em tom de deboche, enquanto avançava calmamente pelo gramado e sentia muitos olhares furiosos sobre mim. Porém, desta vez, ninguém atacou.
Um minuto depois eu já estava integrado de toda a situação. As pessoas ali presentes pertenciam a uma única organização ou trabalhavam para a mesma pessoa, pois não agiam sozinhos ou por instinto. Eram bem treinados e bem organizados, entretanto tinham um ponto fraco e ele era... a liderança. Seja quem for seu líder, não estava presente e esse era o motivo de não me atacarem, estavam seguindo ordens que foram dadas com antecedência.
Seja quem for que ordenou o ataque, parece me conhecer muito bem, pois deve ter dado uma ordem para não me enfrentarem, essa era a única explicação para se manterem escondidos mesmo depois de terem sido descobertos e de eu os provocar com tanta insistência.
— Parece que não tenho escolha — disse a mim mesmo antes de correr em direção a floresta e começar o ataque. Surpreendidos, seus movimentos se tornaram lentos e consegui matar mais de cinco antes que os outros se recuperassem.
A maioria estava armada de kunais e espadas, mas alguns possuíam shurikens e até bestas com flechas, o que dificultava a minha aproximação. Por sorte pude usar as árvores como cobertura enquanto me aproximava e os matava, sempre mirando nos pontos vitais; cabeça, coração e pescoço, para garantir que morreriam sem causar problemas.
— Para baixo! — gritou alguém em um lugar não muito longe, mandando um aviso aos seus camaradas que rapidamente se jogaram no chão. Aqueles poucos que não foram rápidos o suficiente, foram massacrados pelas balas que foram disparadas em nossa direção. Por sorte eu havia saltado, mas por azar estava agora no ar, o que dificultava meus movimentos.
Do alto pude ver com facilidade o grupo de atiradores, eram apenas dez, mas tinham em suas mãos armas de última geração que superavam uma metralhadora e que eram capazes de causar grande dano em pouco tempo. Como eu havia previsto, eles atiraram em mim enquanto descia de volta ao chão, mas apenas me acertaram de raspão. A mira das armas parecia ser instável quando era usada para atirar para cima, ao perceber isso tive uma ideia.
Matei aqueles que haviam se abaixado, aproveitando-me do fato de que temiam levar um tiro mais do que temiam a minha presença. Depois segui para dentro da floresta em direção aos atiradores, acelerei minha corrida o máximo que pude, desviando da maior parte das balas e usando os troncos para parar o restante. Quando a hora de recarregar chegou, eu saltei, chegando até eles antes que conseguissem recarregar e ajustar a mira para cima.
Depois de matá-los troquei a kunai por uma espada que peguei "emprestada" de um dos cadáveres e então voltei para o gramado. O grupo da direita começou um ataque e ia em direção até a casa, temendo que não fosse chegar a tempo, usei um dos ataques especializados dos Anbu e que poucos podiam usar.
Assim como o sharingan, era algo que podia nos ajudar nas lutas, embora o movimento usado e o motivo variasse de usuário para usuário, ainda assim era muito útil para quem conseguia controlar.
Concentrei a minha energia interior na mão, energia essa que também era chamada de chakra e me preparei para usá-la de uma única vez.
No passado havia derrubado construções e até vencido carros blindados com aquele movimento, mas dessa vez apenas usei um soco no chão para abrir uma fenda entre a casa e os invasores, fazendo-os hesitarem em ir adiante por alguns segundos. Segundos esses que foram o suficiente para que eu os alcance e desse um fim em suas vidas.
O grupo que estava nos fundos desapareceu completamente, ao que tudo indicava eles não estavam ali para lutar. Eu diria que eram apenas observadores, embora não soubesse quem eles estavam vigiando ou o motivo.
Enquanto me preparava para seguir até a próxima vítima, vi no chão uma foto ensanguentada. Peguei-a e pude ver que era uma foto minha e de Naruto, e para piorar... era do dia em que nos conhecemos na floresta.
A imagem mostrava o momento exato em que me virei e coloquei minha katana no pescoço do garoto.
