Ah! Super animada com a Fic... Tentei postar ontem assim que terminei mas não consegui...

Sem mais!

Capitulo 03 – Primeira tarde juntos

De acordo com Harry a vida poderia ser bem injusta às vezes. Não havia pessoa melhor para afirmar isso. Todo esse dilema que o envolveu desde o surgimento da maldita profecia. Todas as mortes, todo o sofrimento, isso não tinha como descrever.

As mortes de pessoas desconhecidas para ele, de nomes que não traziam um sentimento que um nome conhecido e amado o trazia quando lembrado. Os desconhecidos traziam apenas tristeza, o fazendo pensar em como a pessoa era, o que fazia, quem amava, se deixou aguem vivo, ou se mais familiares morreram durante as duas guerras. Eram tantas perguntas. Por outro lado, as pessoas que conhecia, que amava, elas o levavam a tristeza e a saudade. Saudade das risadas, das piadas, das conversas, dos abraços.

Arrependimento, outro sentimento que acompanhava a lembrança de cada ente querido que foi perdido. Arrependimento de não ter dado mais atenção, de não ter abraçado mais, de não ter dito o quanto ele os amava. Sirius, Tonks, Remo, Dobby, Fred, Luna, e tantos outros. O que ele não daria para ter todos eles com ele. Mostrar-lhes a sua pequena, mesmo que a ideia de ter se relacionado com o Malfoy não lhe agradasse. Mas Sirius iria ficar tão contente. Seria simplesmente maravilhoso.

Para Draco a realidade era diferente, apesar de o seu pai ter feitos escolhas erradas ele sempre foi um bom pai. Mas ele só demonstrava o que sentia quando estavam em casa. Quando a família estava protegida dentro das grandes paredes da Mansão. Ele sempre foi exigente também, o treinou para ser um verdadeiro herdeiro e sua cópia fiel, mas sempre existiam os momentos família. Os momentos em que lhe ensinava a controlar seus poderes, a sua outra parte da magia. Somente durante a guerra, na estadia de Potter na Mansão quando ele foi capturado que Draco percebeu o real sentido da sua magia veela sempre ter literalmente empurrado ele para Harry. Ele finalmente havia entendido a necessidade de sempre provocar, de chamar atenção. Ele percebeu quando existiu o real medo de perdê-lo. E ele desejou desesperadamente que houvesse uma saída, e ele fez a única coisa que poderia fazer para ajudar. Mentiu na hora do reconhecimento, mas para ele, aqueles olhos jamais poderiam ser confundidos. É o verde mais intenso que já viu.

Draco estava muito feliz naquele momento, ele tinha o conhecimento da sua filha, da filha deles. Isso significava muito para ele. Mas não o suficiente para aplacar as suas dúvidas. O medo de ter sido apenas um envolvimento entre ambos estava lá, rondando a sua mente. E ele estava decido a não deixar que fosse apenas isso. Eu vou conquista-lo, vou fazer ele me amar, não só por um momento, mas para a vida inteira. E após esse pensamento Draco inconscientemente apertou um pouco mais a sua filha contra o corpo.

– Chegamos. a senha é Lírio. – Snape disse em um resmungo baixo fazendo os dois jovens perceberem o quanto estavam perdidos em pensamentos até chegarem ao quadro que dava passagem ao mais novo quarto de ambos. O quadro em questão era bastante peculiar, não teria outra palavra melhor para descrevê-lo. Um grande jardim onde a predominância das flores eram basicamente os lírios, um pouco distante percebia-se uma grande arvore e dois jovens sentados observando uma garotinha brincando.

– O quadro tinha que ser tão específico? – Harry resmungava enquanto o quadro dava passagem aos jovens.

– Garotos, tarefa cumprida. E por favor, estejam vivos pelo menos até o horário do jantar. – e Severo saiu sem nem esperar uma resposta dos dois jovens.

Ao passo que entravam no quarto privado os garotos puderam perceber admirados que não se tratava de um simples quarto privado. Ali era basicamente um apartamento. E se viram parados em uma sala bem aconchegante, as cores das casas não se faziam predominantes, eram cores neutras. A esquerda havia uma estante repleta de livros tomando a parede inteira do ambiente. A direita havia uma lareira com duas poltronas e um belo sofá em L e logo aos fundos poderia ser visto uma mesa com seis cadeiras e mais uma cadeira para crianças no canto direito da mesma. Havia uma única porta aos fundos em frente à passagem da entrada a qual ficava bem claro que se referia ao quarto, a mesma provocou sentimentos distintos nos dois jovens presentes, Harry ficou com medo do que aquilo significava, Dumbledore não seria capaz, era o que pensava. Enquanto Draco comemorava internamente, Maldito Dumbledore! Bendito seja essa sua vontade de ser cupido.

E naquele momento eles ficaram admirando o ambiente em que viveriam por tempo indeterminado.

– Malfoy eu acho melhor colocar a Lilian no quarto para ela dormir. – somente com aquela sugestão já deixava os dois apreensivos em relação ao que teria atrás daquela porta.

Os dois se encaminharam para a porta e o nervosismo entre eles era palpável, Harry abriu a porta e deu um suspiro de alivio enquanto Draco bufava de indignação. Estavam tão concentrados em si mesmos que um não prestou atenção na reação do outro. No cômodo seguinte era possível visualizar um corredor com três portas. Duas no lado esquerdo e uma porta dupla a direita, a primeira porta no lado esquerdo era lilás com uma plaquinha decorada com o nome da Lilian. Harry logo abriu essa porta e Draco entrou para depositar a sua filha na cama. O quarto não tinha muitas coisas, somente a cama disposta em um canto do quarto, uma cômoda próximo a ela, dois pufes no meio do quarto com um belo tapete felpudo e alguns ursos, bonecas e livros em prateleiras pelas paredes.

– Malfoy eu vou ficar com o quarto da frente se não se importar. – enquanto Harry falava ele observava Draco a acomodar Lilian melhor na cama tirando seus sapatos e colocando alguns feitiços de aviso e proteção.

– Sem problemas. Podemos ir tomar um banho e quem terminar primeiro chama o Dipsy para trazer o almoço.

– Fechado. – e Harry saiu em direção ao seu quarto deixando um Draco bobo para trás admirando a filha deles.

Assim que ele entrou no quarto soltou uma exclamação de surpresa. Era magnifico, uma combinação perfeita de verde e dourado. Logo ao entrar ele percebeu a enorme cama de casal ao lado esquerdo, uma lareira no lado oposto com dois pufes e um belo tapete, uma porta na parede oposta a entrada do quarto indicando que ali era o banheiro e um guarda roupa na parede ao lado da porta. Harry já achava o ambiente perfeito e ele ainda nem tinha olhado o banheiro. Aquilo sim iria ser um ótimo ano em Hogwarts. Uma casa, um quarto só pra ele, um banheiro sem ninguém para dividir ou apressá-lo... simplesmente perfeito. Ele pensou.

– Potter, acredito que esse quarto também é meu. A não ser que aquela porta vá dar no meu possível quarto e a gente não tenha um banheiro.

– O que quer dizer com isso Malfoy? O seu quarto está ao lado do de Lilian e aquela porta é um banheiro. – foi falando indignado enquanto se adiantava até o outro lado do quarto e confirmando que era realmente um banheiro. Malfoy está muito enganado se está pensando que vai pegar o meu quarto, com certeza esse é o melhor.

Querido, aquela porta ao lado do de Lily é um quarto de brinquedos. Aliás ela vai amar aquilo ali.

Draco estava exultante desde o momento em que abriu o "seu quarto" e constatou que era uma brinquedoteca. E deixou a felicidade transbordar quando Harry saiu apressado do quarto só para conferir se o loiro estava falando a verdade. O velho é brilhante! Draco pensava enquanto se dirigia ao banheiro para se arrumar logo, a fome já se fazia presente desde que entrara nos aposentos.

Quando Harry retornou indignado o loiro já estava no banheiro e isso só fez com que ficasse com mais raiva. Percebeu naquele instante que havia comemorado cedo demais em relação ao quarto e aos aposentos, ficou ainda mais horrorizado quando se deu conta que teria que dividir a cama com a doninha.

Draco não se demorou no banho, tomou uma ducha rápida enquanto pensava que em uma outra hora iria aproveitar aquela bela banheira e de preferência acompanhado daquele pecado de moreno. E por que não começar a provocar agora?!

E assim Draco terminou o banho, enrolou uma toalha na cintura e simplesmente saiu do banheiro, não sem antes pegar uma toalha menor para secar seus fios loiros.

– Banheiro livre amor, da próxima vez faça o prazer de me fazer companhia. – Draco falava enchendo a frase de malicia acompanhado de um meio sorriso e atravessava o quarto sensualmente indo em direção ao guarda roupa abrindo todas as portas para checar em que lado estava suas roupas.

Harry saiu em disparada para o banheiro bufando de raiva e munido de uma muda de roupa para se trocar no banheiro mesmo. Ao mesmo tempo em que o loiro ficava sorrindo no quarto.

Quando Harry saiu do banheiro já devidamente vestido de jeans e camiseta encontrou o quarto vazio. Saiu do quarto e foi em direção a sala, estava com muita fome. Malfoy já tinha providenciado o almoço deles e estava lhe esperando. Harry se dirigiu para a cabeceira da mesa e Draco se acomodou na cadeira ao seu lado deixando apenas que a cadeirinha de Lily os separasse. Iniciaram o almoço em um silencio confortável, era como se os dois tivessem entrado em um acordo para pararem de implicarem um com o outro. Depois de alguns minutos Draco resolve quebrar aquele silencio.

– Temos que acertar como vamos fazer amanhã e os próximos dias para cuidar de Lily. Qual a melhor opção? Uma aula pra cada ou ela passa a manhã com um e a tarde com o outro?

– Acho melhor um período do dia para cada um cuidar dela. Eu posso ficar com ela pela manhã e você fica com ela pela tarde. Nesse meio tempo temos duas aulas conjuntas.

– Depois do almoço também temos uma, Herbologia. Acho um pouco arriscado pra ela ali nas estufas, mas não vamos poder fazer muita coisa já que estaremos na mesma aula.

– Isso é verdade, mas é melhor por um lado sabe, com nós dois lá poderíamos revezar para não ficarmos atrasados na matéria. Mas no meu tempo livre vou buscar ela. É o 8°, qual é a tua aula nesse horário?

– Runas Antigas.

– Sério? Vou ter que sair do primeiro andar e ir até o sexto só para depois descer até o pátio?! – nesse momento Draco soltou uma risadinha com o muxoxo de Harry.

– qualquer coisa Sr. Preguiça, eu posso ficar com ela tranquilamente, apesar de eu achar que Lily não vai gostar nenhum pouquinho da aula.

– Não. Está tudo bem! Você que teve sorte.

– O que quer dizer com isso? – Draco dessa vez o encarou com curiosidade aguardando a resposta do moreno.

– A tua última aula do dia é nossa aula conjunta de Transfiguração. Já teu último horário é livre e eu vou ter que assistir a de Astronomia.

Draco sorriu com a afirmação do moreno. Os dois finalizaram logo o almoço. O moreno se encaminhou pra uma das poltronas enquanto o loiro foi se esticar no sofá, ambos aproveitando aquela tarde livre.

Após um tempo Draco foi verificar a Lilian e aproveitando que ela continuava a dormir passou no quarto e pegou sua mochila para adiantar algumas tarefas, agora com o aparecimento da sua filha seu tempo pareceu extremamente apertado para dar conta de tudo.

O moreno vendo a atitude do Sonserino acabou pensando que iria ter pouquíssimo tempo para se dedicar as tarefas. Ele já estava com algumas quase vencendo o prazo de entrega, e com certeza amanhã teria muitas anotações para fazer referente à tarde livre que estava tendo agora. Então acabou que decidindo imitar a atitude dele, foi até o quarto para pegar a seus materiais também. Fizeram muitas tarefas até Lilian acordar e se juntar a eles fazendo com que parassem e dedicassem toda sua atenção a ela.

Decidiram jantar ali mesmo no aposento. Não estavam com ânimo para enfrentarem toda a escola tão cedo. Porque com toda a certeza o boato que os dois tinham uma filha já tinha se alastrado faz tempo e com o sumiço dos dois a tarde inteira deixava a fofoca ainda mais interessante.

O melhor a se fazer é enfrentar a escola amanhã no café. Pensaram os dois durante o jantar e lá no íntimo cada uma torcia para que Dumbledore desse uma desculpa convincente aos enxeridos de plantão.

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