Fico feliz pelos comentários... O retorno aqui no FF não está sendo tão bom como estou recebendo em outros sites... mas mesmo assim vou continuar a postar aqui.
Naquele momento a mais nova família de Hogwarts estava longe do Grande Salão, resolveram jantar no "apartamento". Para Lilian aquele momento era muito comum já que o "seu papai Harry" sempre fazia o possível para estar em casa naquele horário quando não tinha emergências no Hospital St. Mungus. Mas para os dois jovens aquele momento a três era muito surreal, pior ainda do que o almoço. Em ambas as refeições os dois se acharam estranhos sem toda a gritaria do Salão Principal ou dos seus Salões Comunais para passar o tempo livre e ao mesmo tempo sabiam que quando aquilo terminasse ambos sentiriam falta daquela paz.
– Papai pu que não vamos pa casa? – Lilian dirigia a pergunta ao moreno. E naquele instante os dois se deram conta que não haviam pensado em uma desculpa caso Lily fizesse aquele tipo de pergunta. O moreno abria e fechava a boca tentando pensar em algo bem simples para a Lilian entender, mas foi Draco que respondeu.
– Lily, meu anjo. O vovô pediu pra gente vir até o castelo resolver umas coisas. Uma missão. E durante um tempo temos que morar aqui no castelo. – Potter percebeu que o loiro respondia tão naturalmente como se aquilo fosse realmente a verdade.
– Mas até a tia Mione?
– É uma missão muito difícil princesa. Precisamos de muita ajuda. – e dessa vez Harry respondeu fazendo com que Lily olhasse para ele.
– pu que o senhor e o papi ta difelente? – e Draco percebeu que Lílian havia falado aquilo mais cedo na sala de aula quando apareceu, mas estavam tão assustados que não deram muita atenção na hora.
– Diferente? Como assim princ... Ai! – Harry lançou um olhar indignado para o loiro devido um chute que levou debaixo da mesa. Draco percebeu na hora as implicações na pergunta de Harry, Lilian iria começar a falar sobre o futuro. Claro que ele estava curioso, mas não era certo mexer com aquilo. Tentou responder com um olhar e um inclinar de cabeça apenas, mas sabia que Potter não iria entender, lerdo como ele era.
– Papi ta com cabelo piqueno e o cabelo do senhor também ta difelente. É difícil falar papai. – Para a pequena era difícil explicar a mudança dos seus papais, e depois da resposta da pequena o Harry entendeu o motivo do chute recebido.
E sobrou para Malfoy concertar aquilo também inventando outra desculpa.
– Anjo, o vovô lançou um feitiço na gente para nos disfarçar aqui no castelo. Por isso o meu cabelo mudou e estamos tão diferentes.
Harry soltou uma risadinha perante a desculpa do loiro fazendo com que ele o encarasse como se o desafiasse a achar uma desculpa melhor que aquela. Perceberam que naquele momento sanaram todas as duvidas da pequena, já que ela voltou a comer.
Após terminarem de jantar Draco e Lilian foram ao quarto de brinquedos e a pequena o fez carregar uma caixa cheia de blocos coloridos para montar até em frente da lareira na sala e enquanto os dois brincavam Harry foi colocar em dia mais alguns dos inúmeros trabalhos que tinha.
Draco e Lilian estavam se divertindo até o loiro perceber que os movimentos da pequena estavam ficando mais lentos e apresentava sinas que o sono estava chegando.
– Hora de ir para a cama anjo. – Falou ao mesmo tempo em que pegava ela no colo e ia em direção ao quarto.
– A não papi! Num to com sono. – e na mesma hora abriu a boca em um bocejo fazendo o loiro rir.
– Claro que não! Mas eu posso te contar uma história então. O que acha? – a pequena apenas sorriu assentindo.
Quando Draco entrou no quarto foi direto até as estantes para a Lily escolher um dos livros e a mesma indicou um de capa amarela. Draco a colocou na cama e começou a ler o livro escolhido sempre fazendo vozes diferentes para cada personagem e não demorou muito para a pequena cair no sono, quando o loiro percebeu logo fechou o livro e o colocou na mesinha de cabeceira, cobriu a Lilian enquanto dava um beijo em sua testa, apagou algumas velas espalhadas pelo quarto e foi até a saída deixando a porta entreaberta fazendo com que a iluminação do corredor chegasse ao quarto e se dirigiu para a sala.
– Ela dormiu? – o moreno o questionava enquanto Draco se jogava no sofá soltando apenas um resmungo em confirmação.
Harry voltou a arranhar o pergaminho finalizando a tarefa enquanto Draco encarava a lareira. Depois de alguns minutos o moreno terminou e guardou os materiais na mochila e se encaminhou para o sofá para tentar tirar algumas duvidas que estavam lhe atormentando desde que a filha deles apareceu ali.
– Sabe, eu notei que a Lilian se parece muito com a gente. Como você acha que isso é possível? – O loiro soltou uma bela risada e só depois respondeu.
– Ela é nossa filha cicatriz, com quem mais ela tinha que parecer se não com a gente? – Draco já tinha entendido o real significado da pergunta do moreno, mas não conseguiu ficar sem soltar um comentário desse tipo.
– É serio Malfoy! As semelhanças são gritantes, como conseguimos achar uma garotinha loira, com olhos verdes, um formato de rosto igu...
– Não achamos cabeça de vento. – o loiro resolveu interromper antes que ele pirasse e enumerasse cada semelhança que Lílian puxou dos dois. – Nós a fizemos.
– Da pra ser mais claro doninha? Continuo sem entender e se você vier com mais uma piadinha eu vou te azarar. – a essa altura Harry já estava bufando de raiva e Draco estava sorrindo muito com a ignorância do Grifinório.
–Ok. Ok. Onde está seu senso de humor cicatriz? Credo! Eu sou um veela... Quero dizer, meio-veela. Em algum momento do futuro a gente se pegou e com toda certeza acabei engravidando. – resolveu apenas resumir a questão sendo o mais direto possível, não queria jogar todas as implicações de ser um meio-veela para Potter. Draco não queria dizer que não poderia ficar com mais ninguém se não fosse ele. O parceiro ideal. Que seu corpo não aguentaria os toques de outra pessoa se não fosse Harry. Ele iria ficar com Harry, mas seria depois de conquista-lo.
– O que? Como isso é possível? Meio-veela? Oh Merlin! – o moreno estava um pouco mais pálido e com os olhos arregalados. Ele imaginou muitas coisas, mas nenhuma delas foi um dos dois gestando.
– A minha natureza permite que isso se torne possível. – o loiro respondeu fazendo pouco caso para a reação recebida e voltou a encarar a lareira indicando que não iria responder mais nada se perdendo em pensamentos.
O moreno ficou calado e quieto absorvendo aquela informação e se perguntando como é que ele acabou tendo alguma coisa com aquela doninha irritante, claro que ele já tinha noção que também gostava de homens, deu uns amassos em um corvinal no inicio do ano letivo, nada muito sério, como ele mesmo afirmou para si, estava apenas experimentando. Pouca gente sabia disso é claro, somente os mais próximos.
O loiro arranhou a garganta para chamar atenção fazendo Harry encara-lo.
– É... Eu vou tomar um banho e vou dormir. – Enquanto falava o mesmo já levantava e ia em direção ao quarto. O moreno após compreender as palavras de Draco lembrou que no referido quarto só havia uma cama e se alarmou.
– Ah espera! Já que só tem uma cama vamos revezar, uma noite de cada pra dormir no sofá. E essa noite é sua. – Harry disse decidido já se encaminhando para o quarto deixando um Draco estático no meio do caminho. Harry já estava chegando à porta do corredor quando Malfoy despertou.
– E quem te iludiu que eu vou dormir em um sofá se tem uma bela cama me esperando naquele quarto Potter? – Era só o que faltava! – completou o loiro em pensamento, em poucos passos já se encontrava em frente ao moreno e este de costa para a porta e uma expressão nada contente em ambos os rostos.
– É muito simples Malfoy, eu não vou dividir uma cama com você! Então ou você dorme no chão essa noite ou naquele sofá. – e saiu antes que o loiro pudesse retrucar. Draco não conseguia acreditar, como é que ele acha que a Lilian foi feita?! Idiota! . Quando entrou no quarto o moreno já se encontrava deitado bem no meio da cama. Foi até o guarda roupa pegou uma calça de moletom e uma camiseta e se dirigiu para o banheiro. Quando saiu, o moreno continuava acordado e com a varinha em mãos deixando claro que iria azara-lo caso se aproximasse. Resignado ele pegou um travesseiro e umas cobertas e se dirigiu a sala. A mente trabalhando sem parar para encontrar a melhor maneira de reverter isso. De jeito nenhum que ele iria dormir dia sim dia não no sofá.
Depois que Malfoy saiu pisando duro rumo a sala, Harry sorriu levantou e foi ao banheiro fazer sua higiene depois se arrumou melhor na cama. Iria ter uma boa noite de sono para compensar o dia seguinte no sofá.
Na sala, há quase uma hora que Draco tentava achar uma posição confortável naquele bendito sofá. Suas costas já estavam doendo e aquele espaço minúsculo não dava nem para se deitar direito. Sofás foram feitos para sentar, não para dormir. Mais alguns minutos o loiro bufou de raiva. Quer saber?! Que se dane as regras idiotas do cicatriz, ele que venha toda noite pro maldito sofá. Com esse pensamento ele levantou e foi em direção ao quarto, abriu a porta bem divagar e a fechou não fazendo nenhum ruído. E finalmente conseguiu dormir, deitando no lado direito da cama.
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Algumas horas mais cedo no Salão Principal...
Era hora do jantar e o Grande Salão estava lotado, toda Hogwarts estava em peso naquele espaço, não havia um estudante que não tinha conhecimento sobre a fofoca mais quente do momento.
HARRY POTTER E DRACO MALFOY TEM UMA FILHA.
E tirando os amigos mais próximos dos mais novos papais, muitos não entendiam muito bem como aquilo aconteceu, mas cada um dava a sua versão da história. Eram tantas versões sobre o que aconteceu na sala de aula ou que aconteceu ao longo do dia que ninguém sabia mais o que era verdade e o que era fantasia.
"Eles tiveram um caso antes da guerra... Malfoy fez um ritual de magia negra só pra engravidar do Potter, escondeu a criança e agora depois que o Lord foi derrotado ele resolveu mostrar a criança pro Potter." Uns dizam.
"O Lord das Trevas o obrigou a se relacionar com o Potter para ele ter a confiança dele só pra entrega-lo a você-sabe-quem. O próprio Lord amaldiçoou o Malfoy só pra ele ter uma criança do Potter."
"Mas não foi o Malfoy que fez o ritual? E por que o Lord amaldiçoaria o Malfoy?"
"Não foi o Malfoy. To te falando que foi o próprio Lord. E o motivo? Caso o Malfoy se apaixonasse e não entregasse o Potter ele iria tirar a criança do Malfoy para ameaçar o Potter se entregar!"
"Ainda bem que Harry soube dos planos e escondeu a filha deles só então ele destruiu o Lord antes que ele tivesse a chance de usar a criança." Uma terceira pessoa acrescentou, entrando na conversa fazendo questão de dar a sua versão da teoria.
Eram muitas teorias, cada uma mais absurda que a outra. Mas cada canto daquele salão o único assunto eram eles.
O horário do jantar já estava terminando e nenhum dos estudantes havia saído. Todos resolveram esperar até o último minuto pra ver se eles iriam aparecer. Muitos olhavam de tempos em tempos para as grandes portas do Salão na esperança que elas abrissem e lá surgisse as três pessoas mais comentadas de toda Hogwarts. Outros encaravam o Diretor.
Em certo momento o Diretor levantou e caminhou até a frente da mesa como se fosse dar algum comunicado. Imediatamente as conversas cessaram, todos estavam curiosos para saber o que realmente aconteceu. Os mais próximos de Harry e Draco gostariam apenas de saber o que aconteceu com seus amigos que não apareceram mais o resto da tarde e nem davam sinais que iriam aparecer naquela hora, todos indignados com as histórias inventadas até o momento, histórias essas que no início tentaram desmentir, mas só faziam com que acrescentassem mais um absurdo. Então apenas deixaram pra lá.
– Caros alunos, acredito que todos já sabem das novidades. – e nesse momento o salão entrou em polvorosa. Mas rapidamente Dumbledore fez um sinal pedindo silencio e então continuou.
– E antes que as teorias ganhem mais hipóteses absurdas, gostaria de esclarecer aqui que a criança não é fruto de nenhuma maldição, e que não foi concebida por ordem de Voldemort ou qualquer coisa do tipo. No mais o que posso afirmar é que foi designado um quarto privado aos dois para passarem um tempo com a filha. E eu peço que vocês não os perturbem, que parem de espalhar historias infundadas sobre o aparecimento da criança. Espero a compreensão de todos. Uma boa noite.
Enquanto o diretor e os professores saiam o burburinho foi geral. Perceberam que não foi dada nenhuma explicação sobre a estadia de uma criança no castelo, como aquilo poderia ser possível? Como ela apareceu alí? De onde ela veio? Poderiam ser vistos olhares indignados com as palavras do diretor, as quais nem poderiam ser classificadas em explicações. Eles mereciam ter mais que meias palavras vazias.
"Um quarto privado? Que sortudos!" – uns diziam com olhares maliciosos, já externando seus pensamentos pervertidos em novas teorias absurdas.
"Malfoy e Potter em um quarto privado? Tá explicado porque nenhum não apareceu o resto da tarde! Se fosse eu, iria verificar como eles estão... Com certeza já estão mortos a essa hora..."
Eram algumas das reações predominantes na maioria dos alunos. E aos poucos os alunos foram para os seus Salões Comunais para descansarem, já que teriam aula no dia seguinte.
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Definitivamente voltar para a cama foi a melhor coisa que o Draco fez, ele pensaria nisso assim que tivesse bem acordado. Naquele momento ele ainda estava lentamente tomando a consciência, e acabou acordando muito mais cedo do que o de costume, essa era a primeira noite fora das masmorras e ele teria que providenciar cortinas mais grossas para não deixar toda aquela claridade entrar no quarto nas próximas noites. Foi tentar se espreguiçar e não conseguiu. Nesse momento ele realmente conseguiu acordar de vez. A primeira coisa que notou foi um braço atravessado em sua cintura, logo tomou consciência do corpo de Harry totalmente colado ao seu. Foi impossível refrear o sorriso. Relaxou, aproveitando aquele momento divino.
Posso me acostumar a essa rotina bem rápido. O loiro pensou.
Com cuidado ele conseguiu girar dentro do abraço ficando de frente com o moreno e com o movimento Harry inconscientemente acabou que apertando mais ainda o corpo do loiro junto ao seu, – o loiro sorriu ainda mais com o ato involuntário do seu moreno. – Harry o abraçava como se não fosse deixa-lo sair daquela cama pelo resto do dia, e convenhamos que se dependesse do Sonserino aquele momento duraria dias. Mas infelizmente as aulas chamam! Com um sorriso brincando nos lábios Malfoy decidiu acordar o moreno antes que se atrasassem.
– Acorda amor. – o loiro chamava enquanto distribuía beijos pelo pescoço do moreno que aos poucos tomava consciência da situação.
Em um primeiro momento ficou procurando na mente com quem foi que ele passou a noite pra ser acordado assim, com beijos tão gostosos, o cheiro era familiar e ele percebeu o quanto lhe agradava, quando com um estalo um nome dançou na mente Malfoy. E no mesmo instante ele arregalou os olhos acordando de uma vez. Conseguiu segurar o grito no ultimo instante lembrando de Lilian no quarto em frente.
– O que pensa que tá fazendo Malfoy? – estava consternado, rígido e tinha um olhar que definitivamente seria capaz de matar qualquer pessoa. O loiro continuava lhe enchendo de beijos. Mas depois de uns três beijos parou e resolveu responder.
– Estava lhe acordando, aproveitando o momento. – falou tranquilamente olhando nos olhos moreno. Abaixando o rosto o encaixando na curva do seu pescoço e inspirou profundamente soltando uma lamuria de contentamento pelo maravilhoso cheiro do moreno.
– Eu me refiro a estar aqui na cama. Era pra você estar dormindo na droga do sofá. Por que você veio pra cama? – Harry estava indignado, como esse loiro metido tinha quebrado as regras desse jeito, onde ele estava com a cabeça? Draco levantou o rosto para olhar nos olhos de Harry para respondê-lo.
– Amor, aquele sofá não dá pra dormir. Eu tentei, em nome de Merlin, eu realmente tentei. Mas as minhas costas já estavam doendo então levantei e vim deitar aqui. Aliás você está bem confortável né?! Ainda está me abraçando. – Nesse momento o sorriso do loiro já alcançava os olhos. E o moreno ficou ainda mais pálido após se dar conta que o loiro falava a verdade e no mesmo instante retirou o braço e se afastou como se o corpo do outro o tivesse queimado.
Draco não diminuiu o sorriso com a reação do Grifinório, pelo contrário, achou tudo extremamente divertido. Definitivamente aquele início de manhã foi perfeito! Pensava o loiro enquanto via divertido Potter se dirigir ao banheiro.
Nigga Pudding - Não havia respondido antes porque só agora que o comentario apareceu. eu recebi o email indicando o comentario, mas quando vim na página ele não estava. Mas fico feliz que esteja acompanhando! te espero com mais comentários!
Então pessoal... quem está acompanhando, comentem!
