Capítulo 4 - Devoto

First things first, I'ma say all the words inside my head

(Em primeiro lugar, eu vou dizer tudo que está na minha cabeça)

I'm fired up and tired of the way that things have been, oh-ooh

(Estou irritado e cansado da maneira como as coisas têm sido, oh, ooh)

The way that things have been, oh-ooh

(O jeito como as coisas têm andado, oh-ooh)

Sesshoumaru prendeu Rin contra a parede da sala e voltou a beijá-la. Rin puxou a camisa dele de dentro de sua calça, correspondendo a seus beijos, o que fez o youkai soltar um gemido, antes de erguer as pernas dela para que o envolvessem pela cintura. A jovem tentava abrir a camisa dele, mas a maneira afoita com que Sesshoumaru pressionava seu corpo contra o dela enquanto a beijava, tornava isso impossível.

O youkai abriu a blusa dela num só movimento, arrebentando todos os botões e, em seguida, segurou os seios dela por sobre o sutiã, fazendo-a gemer e se contorcer sob seu toque. Com seu último fio de sanidade, Sesshoumaru tentava lembrar como acabaram daquele jeito.

Flashback

Second thing second don't you tell me what you think that I can be

(Uma segunda coisa não me diga o que você acha que eu posso ser)

I'm the one at the sail, I'm the master of my sea, oh-ooh

(Eu estou sozinho na vela, eu sou o mestre do meu mar, oh-ooh)

The master of my sea, oh-ooh

(O mestre do meu mar, oh-ooh)

Sesshoumaru se afastou dela abruptamente, deixando-a confusa, afinal fora ele mesmo quem iniciara aquele beijo.

- Isso foi um erro. Eu não devia ter feito isso. – Ele falou passando a mão pelos cabelos, tentando organizar seus pensamentos e recuperar a compostura, embora seu coração parecesse estar prestes a sair de seu peito de tão rápido que batia.

- O que... O que está acontecendo? – Rin indagou, apoiando a mão no carro. Suas pernas ainda tremiam depois do beijo que trocaram.

- Nós... Eu não devia tê-la beijado. – Ele explicou parecendo mais calmo, colocando as mãos nos bolsos da calça.

- Por que não? – Sesshoumaru estava agindo muito estranhamente na opinião de Rin. Será que ele tinha uma namorada e não falara nada?

Fim do Flashback

I was broken from a young age

(Eu fui destruído desde muito jovem)

Taking my sulking to the masses

(Levando meu sofrimento para as multidões)

Write down my poems for the few

(Escrevendo meus poemas para os poucos)

That looked at me, took to me, shook to me, feeling me

(Que olham para mim, tiram de mim, se sacudiram para mim, me sentiram)

- Sesshy... – Gemeu Rin passando seus dedos pelos cabelos dele e puxando-o para mais perto de si. Sesshoumaru beijou os seios dela, na área que o sutiã não cobria, e terminou de tirar sua blusa. – Você está muito vestido. – O youkai sorriu e se afastou apenas por tempo suficiente para tirar seu sobretudo e puxar sua camisa para retirá-la pela cabeça ao invés de abrir todos os botões. Rin arfou ao ver o corpo dele despido.

- Está melhor assim? – Ele perguntou com um sorriso malicioso, que a fez corar. A jovem apenas assentiu. – Não precisa se envergonhar. – As mãos dele voltaram a acariciar a cintura dela. Rin colocou sua mão sobre o peito dele, sentindo as batidas de seu coração. Aos poucos suas mãos se tornavam mais ousadas ao passearem pelo corpo dele, analisando suas pequenas curvas. – Está gostando? – Sesshoumaru indagou, afastando o cabelo dela para mordiscar sua orelha. A jovem apenas assentiu novamente. – Então agora é a minha vez. – Ele falou enquanto suas mãos subiam pelas costas dela em direção ao fecho de seu sutiã.

Flashback

Singing from heartache from the pain

(Cantando com um coração partido pela dor)

Take up my message from the veins

(Pegando a mensagem que está em minhas veias)

Speaking my lesson from the brain

(Falando a lição que está em meu cérebro)

Seeing the beauty through the

(Vendo a beleza através da)

- Você é uma humana. – Ele respondeu num dar de ombros. – E eu sou um youkai. Não deveria me envolver com humanos. – O rosto de Rin ficou vermelho de raiva.

- Não acredito que estou ouvindo esse papo racista de você, Sesshoumaru. – Ela respondeu furiosa. – Tem certeza que não vai morrer já que entrou em contato com os meus germes? – O youkai ficou surpreso com a reação dela.

- Não sou racista. – O youkai disse num sussurro.

- Não? – A jovem indagou incrédula. – Onde o fato de você desprezar humanos não é racista, Sesshoumaru? – Ele sabia que ela tinha razão. Ele sabia que tudo que sua mãe lhe ensinara a respeito disso, era errado. Ele sabia que não devia menosprezar seu meio-irmão; e, ainda assim, era difícil apagar tudo que ela lhe ensinara enquanto ele crescia.

Fim do Flashback

Pain! You made me a, you made me a believer, believer

(Dor! Você me tornou, você me tornou um crente, crente)

Pain! You break me down, you build me up, believer, believer

(Dor! Você me destrói, me reconstrói, crente, crente)

Assim que ele abriu o sutiã libertando os seios dela, sua boca se apoderou deles.

- Ah! – Rin voltou a segurar os cabelos dele, dessa vez com as duas mãos e, ao puxá-lo para impedir que se afastasse de seus seios, acabou soltando o coque que prendia parte de seus cabelos prateados. Além disso, apertou suas pernas ao redor da cintura dele.

- Parece que arrumei um carrapato. – Sesshoumaru brincou erguendo seu rosto para voltar a beijá-la, colando seus corpos.

- Vamos pro quarto. – Pediu a jovem beijando o pescoço dele.

- Pra que lado? – O youkai indagou erguendo-a para carregá-la.

- No andar de cima. – Ela respondeu ainda beijando o pescoço dele, enquanto Sesshoumaru subia as escadas.

Flashback

Pain! I let the bullets fly, oh let them rain

(Dor! Eu deixo as balas voarem, oh, faça-as chover)

My life, my love, my drive, they came from

(Minha vida, meu amor, minha motivação, eles vieram da)

Pain! You made me a, you made me a believer, believer

(Dor! Você me tornou, você me tornou um crente, crente)

- Talvez você tenha razão, Sesshoumaru. – Disse a jovem respirando fundo e tentando se acalmar. – Talvez tudo isso tenha sido um erro. Eu vou embora. – Ela concluiu lhe dando as costas.

- Espere, Rin. – O youkai pediu segurando o braço dela.

- O que você quer, Sesshoumaru? – Rin indagou puxando seu braço da mão dele. – Acho que já disse o suficiente.

- Rin, você está exagerando um pouco. – Ele falou tentando se explicar. – Eu não odeio humanos. – Rin podia ver nos olhos dele que aquilo era uma mentira, ao menos em parte, e se perguntava como alguém tão legal podia ser um completo idiota.

- Entendo. Você só acha que não deve haver relacionamentos entre youkais e humanos. – Ela disse tentando conter uma risada irônica. – Eu entendi perfeitamente. Bem... Até onde me lembro, não te obriguei a me beijar.

- Mas eu quero! – Sesshoumaru respondeu falando um pouco mais alto e dando um passo a frente, ficando a poucos centímetros dela. – Eu quero. – Repetiu num sussurro. Ele podia sentir que o coração dela estava tão acelerado quanto o seu. Aquilo tinha que ser um bom sinal, não tinha?

- O que você quer, Sesshoumaru? – Rin indagou parecendo cansada daquela discussão. – Não estou entendendo mais nada. Diga de uma vez o que quer. – Sesshoumaru parecia analisar os olhos dela em busca de alguma resposta para uma pergunta que ele ainda nem sabia qual era.

- Você. – Respondeu por fim aproximando seu rosto do dela. – Quero você. – Repetiu antes de beijá-la novamente.

Fim do Flashback

Third things third, send a prayer to the ones up above

(Em terceiro lugar, mande uma oração para aqueles que estão lá em cima)

All the hate that you've heard has turned your spirit to a dove, oh-ooh

(Todo o ódio que você ouviu transformou seu espírito em um pombo, oh-ooh)

Your spirit up above, oh-ooh

(Seu espírito lá no céu, oh-ooh)

Quando chegaram ao quarto, Rin não permitiu que ele a colocasse na cama. Ela fez com que Sesshoumaru se jogasse na cama com ela por cima, e começou a tecer uma trilha de beijos que descia do peito dele até sua barriga.

- Rin... – Sesshoumaru sentia uma corrente elétrica passar por seu corpo toda vez que os lábios dela tocavam sua pele. Seus pensamentos estavam cada vez mais incoerentes. – Eu...

- Shhh... Agora eu estou no comando. – Ela falou com um sorriso que fingia inocência enquanto abria o cinto dele, fazendo-o arregalar os olhos em surpresa.

Flashback

I was choking in the crowd living my brain up in the cloud

(Eu me sufocava no meio da multidão com meu cérebro nas nuvens)

Falling like ashes to the ground, hoping my feelings, they would drown

(Caindo como cinzas no chão, esperando que meus sentimentos se afogassem)

But they never did, ever lived, ebbing and flowing

(Mas eles nunca se afogaram, sobreviveram, livres e soltos)

Inhibited, limited, 'till it broke up and it rained down

(Inibidos, limitados, até que tudo foi destruído e a chuva caiu)

It rained down, like

(A chuva caiu como)

- Não, Sesshoumaru. – Rin o empurrou após corresponder ao beijo. Não devia tê-lo feito, mas era mais fácil falar do que fazer. Havia algo em Sesshoumaru que a atraía como um imã. – Você não pode dizer que odeia humanos e depois dizer que quer a mim. Não sou um brinquedo. – O youkai suspirou e em seguida respirou fundo antes de falar.

- Eu já disse que não odeio humanos. – Insistiu ele, perguntando-se porque era tão importante convencê-la disso. – Eu só não... Eu não sei, ok? Fui criado acreditando que deveria odiar humanos, mas... Se eu realmente odiasse, como poderia desejá-la tanto? – Aquilo deixou Rin sem palavras. Ela podia notar o conflito que ocorria nele, apenas pelo olhar que Sesshoumaru lhe lançava. Ele voltou a se aproximar.

- Pare. – Rin pediu estendendo a mão para afastá-lo e dando um passo para trás. – Você não pode continuar dizendo essas coisas e me beijar em seguida.

- Por que não? – Sesshoumaru indagou dando dois passos à frente, ficando mais próximo dela.

- Porque eu não raciocino direito depois disso. – Rin respondeu com lágrimas nos olhos.

- Então você tem uma ideia do que está acontecendo com meu raciocínio desde que quase atropelei essa garota que me deixa mais confuso a cada vez que a encontro. – A jovem arregalou os olhos surpresa. – Não sei o que está acontecendo, mas estou disposto a descobrir. – Ele falou com convicção e dessa vez Rin o beijou primeiro; afoitamente, segurando seu rosto com as duas mãos.

- Vamos pra minha casa. – Ela pediu, deixando-o um pouco frustrado. Por que ela o beijara se planejava ir embora?

- Rin... – Sesshoumaru tentou contestar, mas ela não permitiu.

- Vamos agora, Sesshoumaru. – Rin insistiu. – Você não espera que eu fique me agarrando com você num estacionamento, não é? – Ela sussurrou dando um selinho nele. – Vamos pra minha casa. – Isso o surpreendeu.

- Você me quer na sua casa? – O youkai indagou esperançoso.

- Foi isso que eu disse. – Na mesma hora ele a puxou pela mão e levou-a em direção ao carro. Não se lembrava de já ter dirigido tão rápido alguma vez na vida.

Fim do Flashback

Last things last by the grace of the fire and the flames

(Uma última coisa pela graça do fogo e das chamas)

You're the face of the future, the blood in my veins, oh-ooh

(Você é a face do futuro, o sangue em minhas veias, oh-ooh)

The blood in my veins, oh-ooh

(O sangue em minhas veias, oh-ooh)

Sesshoumaru estava completamente entregue. Rin poderia ter feito o que quisesse dele e ele não se importaria.

- Rin... – Ele conseguiu sussurrar. – Se você não parar, eu vou... – A jovem entendeu o que ele queria dizer e parou de atiçá-lo.

- Pegue uma camisinha na mesa de cabeceira. – Ela pediu envergonhada e ele fez o que ela mandava. E, apesar de saber que até a semana anterior ela tinha um namorado, o pensamento de imaginá-la na cama com outro além dele, era perturbador.

Enquanto o youkai pegava a camisinha, Rin terminava de se despir. Sesshoumaru segurou sua respiração ao vê-la completamente nua pela primeira vez. Em seguida respirou fundo em busca de controle, pois sua vontade era jogá-la na cama e possuí-la, mas lembrava que ela dissera estar no comando, portanto resolveu aguardar. Nunca teria imaginado aquele lado dela. Entregou a camisinha a ela e Rin, ainda que um pouco envergonhada, desviou os olhos dos dele e colocou-a nele.

- Rin, você tem certeza? – A jovem deu um pequeno sorriso.

- Não teríamos chegado até aqui se não tivesse. – Ela respondeu antes de se colocar por sobre ele, fazendo-o gemer.

But they never did, ever lived, ebbing and flowing

(Mas eles nunca se afogaram, sobreviveram, livres e soltos)

Inhibited, limited, 'till it broke up and it rained down

(Inibidos, limitados, até que tudo foi destruído e a chuva caiu)

It rained down, like

(A chuva caiu como)

Nenhum dos dois precisava perguntar ao outro se estava tudo bem. Pareciam ter um encaixe perfeito e seguiam um ritmo homogêneo.

Sesshoumaru já não tinha controle sobre seu corpo, que parecia se mover sozinho, com o único intuito de se unir ao dela. E Rin não estava muito atrás dele nesse quesito. Logo os dois estremeciam, entregues um ao outro. A jovem desabou sobre ele ofegante e Sesshoumaru a abraçou, também ofegante.

- Eu nunca tinha ido pra cama com alguém no primeiro encontro. – Sussurrou Rin tentando recuperar o fôlego.

- Fico feliz de ter sido o primeiro. – Ele respondeu brincalhão e Rin se ergueu para encará-lo.

- É sério, Sesshoumaru. – Ela explicou envergonhada. – Eu nunca tinha feito algo assim. Não quero que você pense que sou uma ninfomaníaca ou algo do tipo. – Sesshoumaru podia notar que ela estava angustiada com aquele pensamento.

- Eu acredito, Rin. – Ele falou dando um beijo na testa dela. – Mas tenho que confessar que nunca imaginei que você fosse tão fogosa. – Rin corou e escondeu o rosto no peito dele.

- Não sei o que me deu. Foi culpa sua. – Ela disse constrangida. – Não vai acontecer de novo.

- O quê? – Ele indagou surpreso. – Eu já estava pensando no segundo round. – Rin ergueu a cabeça e o encarou chocada.

- Não pode estar falando sério. Nós... – E foi então que ela o sentiu enrijecer dentro dela. – Como...? Quanta energia um youkai tem? – Sesshoumaru deu um sorriso malicioso e virou-a na cama, para ficar por cima dela.

- Estou disposto a lhe mostrar, se você quiser descobrir. – O rosto dela corou e Sesshoumaru a beijou. Teriam o resto do fim de semana para descobrir quanta energia ele tinha.

Pain! You made me a, you made me a believer, believer

(Dor! Você me tornou, você me tornou um crente, crente)

Pain! You break me down, you build me up, believer, believer

(Dor! Você me destrói, me reconstrói, crente, crente)

Pain! I let the bullets fly, oh let them rain

(Dor! Eu deixo as balas voarem, oh, faça-as chover)

My life, my love, my drive, they came from

(Minha vida, meu amor, minha motivação, eles vieram da)

Pain! You made me a, you made me a believer, believer

(Dor! Você me tornou, você me tornou um crente, crente)

[Beliver – Imagine Dragons]

Término: 15/07/2017.


Agradecimentos:

Maya CS