Capítulo 5 – Nada me Segura
Sesshoumaru's POV
I wanna follow where she goes, I think about her and she knows it
(Quero segui-la para onde ela for, penso nela e ela sabe disso)
I wanna let her take control 'cause every time that she gets close, yeah
(Eu quero deixá-la assumir o controle porque toda vez que ela se aproxima, sim)
Haviam se passado alguns dias desde os eventos na casa de Rin e, embora a jovem não soubesse, ela tinha Sesshoumaru na palma de sua mão. Era óbvio que o youkai nunca revelaria isso, mas durante o dia, ela povoava seus pensamentos. Desde o dia em que a possuíra os dois se falavam diariamente por mensagens. Não que fossem propriamente um casal, mas alguma coisa estava acontecendo entre eles.
Se pudesse o youkai a encontraria todos os dias, mas não queria passar a imagem de que estava desesperado e que não podia viver longe dela. Ele podia. Só estava ficando cada dia mais difícil. Era como se estivesse viciado nela. Não só por seu corpo; era mais por sua presença. Sesshoumaru suspirou e olhou para o teto de sua sala. Aquela mulher devia saber o que estava causando. Devia ter jogado um feitiço nele.
Fazia três dias que não se viam. Será que pareceria idiota se ele a convidasse para jantar? Ele pegou seu celular ponderando sua ideia, e se surpreender ao ver que havia uma mensagem dela: "Oi, Sesshy! Estou com saudades. Que tal a gente sair pra comer alguma coisa? Eu pago."
Só quando voltara a respirar, Sesshoumaru notara que havia segurado o ar enquanto lia a mensagem. Então ela também sentira sua falta. Ele pensou com um sorriso satisfeito. Embora não devesse presumir que se tratava de uma saudade física, era difícil imaginar alguém sentindo saudades dele em qualquer outro sentido. Ela seria a primeira.
Logicamente ele iria aceitar o convite. Mesmo que não ocorresse nada entre eles, ao menos a veria e isso teria que bastar. Respondeu à mensagem: "Aonde vamos?". E a reposta foi imediata: "Surpresa. ;)". Ele não pôde evitar um sorriso. Aquela garota sabia como manipulá-lo e mantê-lo interessado com apenas uma palavra. Ninguém nunca conseguira deixá-lo tão ansioso por um encontro. Não como ela. E era por isso que achava que devia ir mais devagar com... Seja lá o que isso fosse. Seu único problema era como conseguir fazer isso.
She pulls me in enough to keep me guessing,
(Ela me atrai o suficiente para me manter imaginando,)
Maybe I should stop and start confessing, confessing, yeah
(Talvez eu deva parar e começar a confessar, confessar, sim)
Sesshoumaru chegou a casa dela às seis e meia da tarde e haviam combinado de se encontrar às sete da noite. Ele não conseguira se concentrar em mais nada no trabalho, portanto decidira ir logo para a casa dela. Poderia esperar no carro até o horário combinado, ao menos já estava por perto.
Parou o carro na calçada em frente à casa e esperou o tempo passar. Podia ver a silhueta dela se movendo pelo quarto, escolhendo roupas e sapatos, provavelmente. De repente seu celular vibrou. Era uma mensagem dela: "Não é melhor esperar aqui dentro?" Quando olhou para a janela novamente, viu a jovem acenando para ele. Sesshoumaru deu um sorriso de canto. Aquela mulher adorava provocá-lo, pensou antes de sair do carro.
Assim que chegou à porta, Rin a abriu sorridente.
- Quando for assim, é só tocar a campainha e eu abro a porta pra você. – Ela brincou.
- É bom saber. – O youkai respondeu encarando-a com um sorriso em seus olhos.
- Boa noite. – Rin falou puxando-o pela gravata. O fato de usar apenas um roupão ao recebê-lo lhe causava pensamentos sugestivos.
- Boa noite. – Sesshoumaru sussurrou baixando seu rosto até o dela enquanto Rin ficava na ponta dos pés, fazendo seus lábios se encontrarem. Em poucos segundos as mãos de Sesshoumaru estavam em sua cintura e as dela o envolviam pela nuca.
- Espere. – Ela pediu de repente, afastando-se dele, com dificuldade. – Não podemos perder o foco. – Sesshoumaru assentiu, mas lhe deu mais um beijo, fazendo-a rir. – É sério, Sesshy. – A jovem se soltou dos braços dele e foi para a escada. – Estou quase pronta. Me espere aqui. – O youkai segurou-a novamente pela cintura. – Se você estava com tanta saudade, por que não me convidou para sair? – Ela indagou séria, ajeitando a gravata dele. O olhar dela quase o levara a confessar que não fizera isso por ser um completo idiota e escolher seu orgulho em seu lugar. – Ou talvez não tenha sentido nada e não quisesse mais me ver. Talvez só quisesse me levar pra... – Ele a silenciou com um beijo apaixonado, forçando-a a se apoiar contra seu corpo para que não acabasse caindo.
- Se eu não quisesse vê-la, não estaria aqui. – Sesshoumaru disse num sussurro, beijando-a mais uma vez.
- Ok. Ok. Eu já entendi. – Ela respondeu rindo. – Espere só um pouco. Eu já volto e a gente sai. – Concluiu lhe dando um selinho e subindo as escadas correndo.
Sesshoumaru seguiu para a sala, ainda sentindo o gosto dela em seus lábios. Aquela seria uma longa noite.
Oh, I've been shaking, I love it when you go crazy
(Oh, eu tenho tremido, eu amo quando você enlouquece)
You take all my inhibitions, baby, there's nothing holdin' me back
(Você tira todas as minhas inibições, amor, não há nada me segurando)
You take me places that tear up my reputation, manipulate my decisions
(Você me leva para lugares que destroem minha reputação, manipula minhas decisões)
Baby, there's nothing holdin' me back
(Amor, não há nada me segurando)
Rin lhe guiou e logo eles chegaram ao lugar que ela escolhera. Era uma lanchonete no bairro dela. Ele não tinha o costume de frequentar lanchonetes.
- Tem certeza que é aqui? – Ele indagou em dúvida. Aquele lugar não parecia muito promissor. Rin riu da reação dele.
- Não faça essa cara antes de provar o hambúrguer daqui. – Ela disse tentando animá-lo. Sesshoumaru olhou para ela com ceticismo. – Ora, vai dizer que o youkai que fecha transações milionárias todos os dias, está com medo de entrar numa lanchonete? – A jovem o desafiou com um olhar sugestivo. Sesshoumaru a encarou avaliando suas palavras.
- Não tenho nenhum problema em entrar nessa lanchonete, Rin. – Ele disse com um sorriso malicioso. – Só tenho o costume de entrar em outro tipo de lugar. – Comentou lançando um longo olhar sobre o corpo dela.
- Sesshy! – A jovem o repreendeu cobrindo seu rosto com as mãos e o youkai deu uma gargalhada.
- É isso o que ganha por implicar comigo. – O youkai falou segurando as mãos dela e afastando-as de seu rosto para poder lhe beijar demoradamente. – Bom... Vamos comer ou não? Estou morrendo de fome.
- Vamos. – Rin confirmou lhe dando um último beijo antes de saírem do carro.
Já que comeriam numa lanchonete, Sesshoumaru achou melhor tirar a parte de cima de seu terno e a gravata. Também achou melhor dobrar as mangas de sua camisa social. Pôde notar que Rin o observava atentamente.
- Como estou? – Ele indagou prendendo os cabelos num coque relaxado, deixando alguns fios escapar.
- Só falta um detalhe. – Disse Rin se aproximando dele e abrindo o primeiro botão de sua camisa. Sesshoumaru sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando ela tocou seu pescoço. – Prontinho.
- Tem certeza? – Perguntou o youkai puxando-a pela cintura, deixando seus rostos bem próximos. – Por que tenho a impressão de que está me torturando?
- Eu estou. – Ela disse piscando um olho e sorrindo, deixando-o boquiaberto. – Vamos entrar. – Rin o puxou pela mão e ele apenas a seguiu, tentando conter sua vontade de jogá-la dentro do carro e possuí-la ali mesmo.
Eles sentaram de frente um para o outro em uma mesa de canto e logo um atendente se aproximou.
- O que vão querer? – Perguntou a Sesshoumaru como se Rin não existisse. Era óbvio que devia estar se sentindo intimidado por ele. Aquele não devia ser um lugar onde se viam muitos youkais, ainda mais com humanas.
- Você decide. – O youkai falou para a jovem. – Afinal já está acostumada a vir aqui.
- Ok. – Ela respondeu animada. – Vamos querer dois x-tudo, duas batatas grandes e dois milk-shakes de chocolate. – O rapaz anotou tudo e se afastou.
- O que batatas e hambúrgueres têm a ver com milk-shakes de chocolate? – Sesshoumaru indagou encarando-a, confuso.
- Você nunca comeu batata frita com milk-shake de chocolate? – A jovem perguntou chocada. O youkai negou com a cabeça. – É simplesmente a coisa mais gostosa do mundo. Você vai ver. – Um sorriso malicioso surgiu nos lábios dele. – O que foi?
- Nada. – Com certeza era melhor se manter calado.
- Fala logo, Sesshy! – Ela pediu e ele a encarou com recriminação.
- Já disse pra não me chamar assim em público. – Rin riu de seu comentário.
- Então fala logo. – Ela insistiu, tentando conter o riso. – Ou vou te chamar assim pelo resto da noite. – O youkai bufou. – Eu estava pensando que há coisas mais gostosas que batata frita com milk-shake de chocolate. Só isso. – Respondeu num dar de ombros, tentando parecer inocente.
- Ah, é? Tipo o quê? – Rin estava desafiando-o novamente e era provável que não gostasse de sua resposta, mas como ela vinha provocando-o desde antes de saírem de casa, ele iria respondê-la.
Ele aproximou seu rosto do dela, como se fosse contar um segredo.
- Você. – Ele disse simplesmente e seu sorriso de canto ressurgiu ao ver como o rosto dela ficava vermelho.
- Eu odeio você, Sesshoumaru. – Ela sussurrou de volta e virou o rosto para o outro lado. Ele deu uma pequena risada. – Se continuar com isso, vai se arrepender quando voltarmos pra casa.
- Ok. Ok. – Ele falou erguendo as duas mãos no ar, se rendendo. – Não vou mais dizer essas coisas. Não em público, pelo menos. Desde que você pare de me provocar.
- Promete? – Ela indagou emburrada, parecendo uma criancinha.
- Prometo. Por hoje. – O youkai respondeu encarando-a fixamente.
- Ok, então. – Rin falou, voltando a sorrir. – Temos um trato. Acho até que podemos fazer uma aposta. Mas você tem que prometer ser sincero, ok? – Ele assentiu. – Se batatas fritas com milk-shake de chocolate for a melhor comida que você já provou até hoje, eu posso te pedir o que quiser.
- E se eu ganhar? – Ele indagou, tentando não demonstrar o desejo que sentia naquele momento. Já sabia o que escolheria se ganhasse.
- Você pode me pedir o que quiser. – Rin respondeu com um sorriso inocente, embora ele soubesse que não havia nada de inocente em seu olhar.
- Feito. – Sesshoumaru concordou na hora. Se ganhasse, voltariam para a casa dela e ele beijaria todo o corpo dela, só para começar. A aposta já estava garantida em sua opinião.
She says that she's never afraid, just picture everybody naked
(Ela diz que nunca tem medo, apenas imagine todo mundo nu)
She really doesn't like to wait, not really into hesitation
(Ela realmente não gosta de esperar, não é de hesitar)
- O que eu vou querer? – Indagou Rin implicando com ele, pelo fato de ter perdido a aposta. Nem ele podia negar que aquela fora, sem dúvidas, a melhor comida que já comera.
- Implicante. – Sesshoumaru sussurrou enquanto dirigia de volta para a casa dela. A jovem zombava dele desde que saíram da lanchonete. – O que vai querer, afinal?
- Posso escolher qualquer coisa no mundo todo? – A jovem perguntou soando como uma criança. Sesshoumaru segurou o riso. Rin estava fazendo com que ele sorrisse demais.
- Foi o que combinamos. – O youkai confirmou num dar de ombros. Ela ganhara de maneira justa.
- Então... Eu quero que você assista à apresentação de um trabalho meu na faculdade. – Ela dissera, surpreendendo-o. Aquele pedido era a última coisa que esperava ouvir. Aquele era o tipo de coisa que um namorado faria. – Você pode? – Ela insistiu receosa.
- Quando é essa apresentação? – Sesshoumaru perguntou, ganhando algum tempo para pensar numa resposta.
- Amanhã de manhã. – Rin respondeu com um sorriso sem graça. – Eu sei que está em cima da hora. Se não der, não tem prob...
- Eu vou. – Disse por fim.
- Sério? – A jovem indagou surpresa e ele assentiu.
- Fizemos uma aposta e planejo cumpri-la. – Rin sorriu feliz e abraçou seu braço, empolgada.
- Obrigada. – Ela deu um beijo no rosto dele.
- Hm... A maioria das pessoas têm vergonha de falar em público. – Sesshoumaru disse pensando em si mesmo. Sempre tivera que falar na frente de todos durante as reuniões da empresa, mas, mesmo com o passar do tempo, não se sentia à vontade com isso.
- Eu não fico. Pelo menos, não muito. – Rin respondeu dando de ombros. – É só imaginar todo mundo pelado. – Dessa vez ele não conseguiu conter sua risada. – Isso me lembra outra coisa que quero te pedir. – O youkai olhou para ela rapidamente e esperou seu pedido. Começava a ficar com receio do que poderia vir a seguir. – Dorme comigo hoje? – Ela falou pegando-o desprevenido. Aquelas eram as melhores palavras que poderiam ter saído de sua boca.
- Nós vamos ficar pelados? – Indagou recobrando a compostura e Rin deu um sorriso malicioso.
- Você vai ter que ficar pra descobrir. – Nada mais precisava ser dito. Ele ficaria de um jeito ou de outro.
- Ok. – Concordou passando a língua por seus lábios enquanto estacionava o carro. – Acho que posso te convencer a tirar a roupa. – Rin deu um tapa em seu ombro e saiu do carro correndo, fingindo fugir dele. Surpreendentemente até para ele, Sesshoumaru saiu do carro e realmente a perseguiu até que entrassem na casa.
Oh, I've been shaking, I love it when you go crazy
(Oh, eu tenho tremido, eu amo quando você enlouquece)
You take all my inhibitions, baby, there's nothing holdin' me back
(Você tira todas as minhas inibições, amor, não há nada me segurando)
You take me places that tear up my reputation, manipulate my decisions
(Você me leva para lugares que destroem minha reputação, manipula minhas decisões)
Baby, there's nothing holdin' me back
(Amor, não há nada me segurando)
No dia seguinte Sesshoumaru acordou antes de Rin. O youkai deu um sorriso de canto e enterrou o rosto nos cabelos dela, sentindo seu cheiro.
- Bom dia, Sesshy. – A jovem sussurrou preguiçosamente com um sorriso no rosto.
- Bom dia. – Respondeu com a voz rouca. – Que horas é sua apresentação?
- Às nove. – Rin disse receosa. Será que achava que ele voltaria atrás com sua palavra?
- Já são sete. Não é melhor a gente se levantar? – Indagou em dúvida. – Acho que não vai dar tempo de ir em casa trocar de terno.
- Seu terno está ótimo. – Ela falou confusa. – E ninguém na faculdade vai saber que você o usou ontem.
- Mas no meu trabalho, sim. O que acha que vão pensar? – Perguntou, displicente, beijando a ponta do nariz dela. Sabia que ninguém comentaria nada a respeito, embora pudessem pensar o que quisessem.
- Que você ficou na noitada. – A jovem respondeu sorrindo.
- Sim. – Concordou o youkai. – Vão achar que me transformei no meu pai. – Concluiu num dar de ombros pensando na ironia de sua situação.
- Seu pai vai pra noitada muitas vezes? – Rin indagou curiosa.
- Sim. Todos os dias. – Sesshoumaru começou a se levantar. – Mas essa é uma história pra outro dia. – Antes que ele conseguisse sair totalmente da cama, Rin puxou seu braço.
- Você não precisa me contar as coisas se não quiser... – Ela falou magoada. – Mas eu ficaria feliz se algum dia confiar em mim o suficiente pra isso. – Ele a encarou, sério. Sabia que ela não agia assim por mera curiosidade. Rin realmente se preocupava com ele. Por fim, Sesshoumaru assentiu.
- Prometo falar sobre meus pais outro dia. – Falou com um pequeno sorriso. – Mas essa é uma história longa e hoje tenho uma apresentação pra assistir. – Voltando a sorrir, a jovem o envolveu pelo pescoço e o beijou.
- Eu vou cobrar, hein. – O youkai assentiu novamente e seguiu para o banheiro. Rin o deixava feliz com um simples beijo e isso era perigoso, pensou enquanto abria o chuveiro. Ele tinha que descobrir como administrar aqueles sentimentos que ameaçavam dominá-lo por completo.
'Cause if we lost our minds and we took it way too far
(Porque se perdemos a cabeça e formos longe demais)
I know we'd be alright, know we would be alright
(Eu sei que ficaríamos bem, sei que ficaríamos bem)
If you are by my side and we stumbled in the dark
(Se você estiver ao meu lado e nós tropeçarmos no escuro)
I know we'd be alright, I know we would be alright
(Eu sei que ficaríamos bem, sei que ficaríamos bem)
Sesshoumaru se sentia deslocado, sentado naquele auditório, em meio aos outros estudantes e familiares. E seu desconforto só aumentava ao notar a atenção que todos dedicavam a ele. A apresentação de Rin seria a próxima, então, logo, poderia ir para o trabalho e escapar de todos aqueles murmúrios que o cercavam.
- Com licença. – Uma jovem se aproximou dele, envergonhada. – Nunca o vi aqui antes. Você é um aluno transferido?
- Não. – Ele respondeu seco. – Vim assistir a apresentação de Rin Yukimura.
- Oh! – Exclamou a jovem surpresa. – Entendo. Desculpe incomodá-lo. – Depois disso a jovem se afastou e voltou a se aproximar de suas colegas e ele pôde ouvir o comentário dela: "Eu sabia! É aquele cara que veio buscar a Rin no outro dia. Só pode ser o namorado dela." Sesshoumaru suspirou. Era isso que temia.
Sua atenção se desviou de seus próprios pensamentos ao ver que Rin subia ao palco. Ela falou sobre um livro que se chamava "Genji Monogatari" e realmente não parecia ter vergonha alguma ao se dirigir a todas as pessoas no auditório. Ela falava com desenvoltura e conhecimento do tema, sem titubear. Com certeza seria uma ótima professora.
Assim que acabou sua apresentação, saiu do palco e se aproximou dele.
- Você foi muito bem. – Ele disse quando Rin se sentou ao seu lado.
- Obrigada. – A jovem respondeu sorrindo envergonhada. – E muito obrigada por vir.
- Sem problemas. – Sesshoumaru disse um pouco constrangido por estarem sendo observados por todos. – Mas agora eu preciso ir.
- É, eu imaginei. – Ela respondeu soando um pouco triste. – Nos falamos depois? – O youkai assentiu. – Ok. – Rin falou com um pequeno sorriso antes de lhe dar um beijo no rosto. – Bom trabalho. – Sesshoumaru sentiu seu rosto esquentar. Não estava acostumado a demonstrações públicas de afeto. Aliás, nunca passara por esse tipo de situação.
- Boa aula. – Ele se levantou e saiu do auditório ouvindo os sussurros que começaram a se formar após o beijo que Rin lhe dera.
Até ele tinha que concordar que pareciam namorados; e ele não sabia se era isso que realmente queria. Estar com Rin era ótimo e ele se sentia mais livre que nunca ao lado dela, mas não sabia se queria se envolver tanto com alguém. Precisava refletir e se decidir antes que acabasse magoando-a.
You take me places that tear up my reputation, manipulate my decisions
(Você me leva para lugares que destroem minha reputação, manipula minhas decisões)
Baby, there's nothing holdin' me back
(Amor, não há nada me segurando)
[There's Nothing Holdin' me Back – Shawn Mendes]
Término: 10/09/2017.
