***PLANO (IM)PERFEITO***

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Título: Plano (Im)Perfeito

Autora: Sophie Queen

Shipper: Beau e Edythe

Personagens: Humanos

Gênero: Romance

Classificação: M - maiores de idade

Sinopse: Edythe Cullen tem sua vida virada de cabeça para baixo quando seu namorado de 5 anos acaba tudo com ela. Beau Swan, o arrogante editor-assistente sugere um plano que beneficiaria os dois: provocar ciúmes no ex dela, e ajuda-lo a conseguir uma promoção, mas algo inesperado acontece.

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Disclaimer: infelizmente Twilight ou Life and Death não me pertencem, mas usar qualquer personagem que tia Steph criou da forma mais divertida possível sim, então, aquilo de sempre: respeita aí!

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CAPÍTULO 1

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Tudo na vida de Edythe Cullen parecia perfeito. Ela tinha tudo o que sempre quis. Ela estava vivendo seu sonho como jornalista, morando na cidade de Nova York. Indo para casa no seu apartamento no Brooklyn, perfeitamente decorado, em que ela morava com seu namorado perfeito de 5 anos, Victor Collins.

Ela tinha um grupo incrível de amigos e colegas. Seu salário permitiu que ela morasse em uma das áreas mais agradáveis do Brooklyn, perto o suficiente da cidade para assistir a shows da Broadway sempre que quisesse. Mas longe o suficiente para sentir que ela tinha seu próprio espaço. Ela tinha uma boa renda que proporcionava que fizesse suas viagens à Europa duas vezes por ano para relaxar nas praias da Espanha ou nos fins de semana nos Hamptons.

Ela estava feliz, tinha tudo o que sempre quis. Sua mãe sorria com felicidade. Ela estava orgulhosa de sua filha. E apesar de Edythe não ter o melhor relacionamento com a mulher que lhe deu à luz. Ela se sentiu bem para deixar sua mãe orgulhosa. Mas acima de tudo, a única coisa que ela mais amava era o namorado.

Victor Collins era o cara perfeito. Ele era encantador e doce. Engraçado, gentil e bonito. Sempre que ela ia a algum lugar com ele, adorava a atenção que eles recebiam pela rua. Claro, ela ficou com ciúmes quando as meninas se aproximavam dele e flertavam. Mas depois de cinco anos juntos, ela sabia uma coisa: ele estava completamente apaixonado por ela. Seu amor nunca vacilaria. E ela o amava. Trabalhar ao lado dele todos os dias fazia dela a garota mais feliz do mundo.

Bem, ela era a garota mais feliz do mundo, até que todo seu mundo ficou de cabeça para baixo.

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Edythe entrou no bar movimentado do SoHo, feliz que foi sexta-feira. Ela passou a maior parte da semana curvada sobre a mesa, os dedos correndo o mais rápido que podiam sobre o teclado do seu laptop, ansiosa para fazer as histórias a tempo de serem impressas antes de irem aos editores para aprovação final. Esta noite foi uma ocasião rara.

Normalmente, ela teria ido para casa com Victor, pegar o metrô com ele para o apartamento deles em Brooklyn Heights, ter um copo de vinho na mão antes de sua bunda bater no sofá, e um braço envolvido sobre o homem dos seus sonhos.

Mas hoje à noite ela estava sozinha, Victor já está em casa, uma enxaqueca o mandando para casa mais cedo, e ela só não tinha corrido atrás do seu namorado porque ela aniversário do melhor amigo dela, Jeremy, que já estava meio bêbado quando ela apareceu.

─ Olha quem resolveu aparecer. ─ um bêbado Jeremy levantou os braços ao ver sua melhor amiga, envolvendo Edythe em seus braços.

─ Feliz aniversário, Jer. ─ ela disse com um beijo na bochecha dele.

─ Obrigado, baby. ─ Jeremy apertou-a com força. Seu hálito já cheirava a vodka e frutas. ─ Onde está o ruivo bonitão esta noite?

─ Ele não está se sentindo muito bem. Ele até saiu do trabalho mais cedo. ─ Edythe explicou enquanto puxava os braços da amiga. ─ Não posso ficar muito tempo. Você sabe... eu preciso cuidar do meu amor.

─ Awn. Ficar pelo menos para uma bebida? ─ pediu, fazendo beicinho.

─ Claro. ─ concordou, tirando o casaco e colocou-o nas costas de uma cadeira ao lado do amigo. ─ Eu já volto. ─ Edythe se moveu entre a multidão de pessoas que saboreavam suas bebidas depois do trabalho na sexta-feira.

O bar cheirava a homens de negócios suados e mulheres usando perfume caro. Quando ela caminhava em direção ao bar, seus olhos se moveram para a parte de trás do bar. E para uma mesa, onde o rosto familiar de um colega de trabalho, estava sentado.

Beau Swan.

E não surpreendente, ele não estava sozinho. Um sorriso sexy e preguiçoso em seu rosto, enquanto olhava para a mulher à sua frente. Edythe levantou a mão quando ele olhou em sua direção, dando um aceno rápido, sem querer interromper o que parecia ser um encontro único. Nada fora do normal para o mulherengo do escritório.

─ Gostaria de um Gin & Tônica, por favor. ─ disse Edythe, voltando a encarar o barman. ─ na verdade... me faça um duplo. ─ ela pediu enquanto se inclinava sobre o bar.

─ Edythe Cullen está em um bar? ─ ela se virou para ver Beau atrás dela. Seu habitual sorriso brincalhão cobrindo seus lábios. Ele olhou em volta, tentando encontrar o ruivo de sempre que a cercava. ─ Sem o marido hoje à noite?

─ Namorado. ─ Edythe o corrigiu. ─ Victor não está aqui.

─ Eu não sei se eu já vi você sem ele ao seu lado. ─ ele brincou.

Edythe estreitou os olhos.

─ Nós trabalhamos juntos. Temos reuniões o tempo todo sem ele. Victor nem trabalha no mesmo departamento que nós.

Beau assentiu enquanto colocava os copos sujos no bar.

─ Mais duas cervejas. ─ pediu ao barman.

Edythe olhou para onde a bela morena estava sentada sozinha em seu telefone.

─ Quem é a garota? ─ perguntou. ─ E eu digo garota porque ela parece ter mais ou menos 18 anos. Ela pode entrar aqui, Sr. Swan?

Ele riu.

─ Ela tem 21 anos.

─ Uhum. ─ ela sorriu e olhou de volta para Beau. ─ Jogando baixo, eu vejo. Como sempre. Gostaria de saber se algum dia você vai se apaixonar? ─ ela riu da piada.

─ Não me julgue.

─ Eu não estou te julgando, estou apenas comentando. Eu me pergunto se vou vê-la novamente, isso é tudo. Parece que você tem uma política de só uma noite. ─ comentou olhando diretamente para Beau.

Eles trabalham juntos há cerca de 3 anos. Edythe começando cerca de um ano depois de Beau. Ele era o editor assistente, e desde sempre tinham um relacionamento de amor/ódio. Ele não era tecnicamente o chefe dela, mas tudo o que ela escreveu deve passar por ele primeiro. Então, sempre que ela precisava reescrever, era porque ele não estava feliz com o trabalho dela. Geralmente eles se davam bem, mas ela havia perdido o número de vezes que perdia um enocntro com Victor porque ele a obrigou a ficar até tarde para terminar uma história.

Victor e Beau não se davam bem. Muitos comentários arrogantes e sarcásticos de Beau fizeram os punhos de Victor se enrolarem. Não ajudava que nos últimos 3 anos, Beau ganhou reputação no trabalho. Ele gostava de passar seu tempo na companhia de mulheres bonitas. Mulheres jovens, lindas e que nunca chegaram a um segundo encontro.

Beau tossiu.

─ Então, onde está o marido hoje à noite? ─ Beau perguntou, encostando-se no bar perto de Edythe.

Namorado. ─ ela disse em voz alta, ficando irritada com ele. ─ Nós não somos casados. ─ era um assunto dolorido, Edythe estava esperando um anel nos últimos anos. Mas ainda nada. Victor não tem ideia de que todo aniversário ou um encontro em algum restaurante chique a deixava ansiosa, preocupando-se que aquela noite seria a noite que ele proporia. Mas ainda assim, seu dedo anelar permanecia vazio.

─ Eu digo marido porque você age como uma perfeita esposa troféu. Sempre o fazendo almoçar e o limpando depois. Pendurando o braço no trabalho, rindo de todas as piadas, que não são engraçadas. ─ Edythe não se divertiu.

─ Eu não sou uma esposa troféu. ─ ela rosnou.

─ Claro, claro. Se você quer acreditar nisso. Mas todo mundo fala no trabalho sobre vocês dois.

Os olhos de Edythe se arregalam.

─ O que estão dizendo? ─ ela sempre teve a necessidade de ser querida por todos, nunca o alvo das fofocas.

─ Nada. ─ ele respondeu, seu habitual sorriso arrogante no rosto.

─ Conte-me! ─ Edythe pegou sua camisa e agarrou pelo colarinho aproximando-o dela, então soltou instantaneamente.

Os olhos de Beau se arregalaram.

─ Desculpa.

─ Eu não deveria dizer. ─ provocou.

─ Por favor, eu odeio ser o alvo de fofocas. Eu preciso saber! ─ implorou, com olhos de cachorro pidão.

Ele considerou isso, mas vendo a tristeza e o desespero nos olhos dela, ele decide que não deveria se intrometer. Ele gostava de Edythe Cullen, ela sempre foi agradável com ele, não como todos os outros com quem trabalhavam. Ele tinha um estilo de vida não muito agradável aos olhos dos outros, principalmente os dela, mas ele não era um homem mau.

─ Beau, por favor. ─ ela implorou.

Beau bufou enquanto o barman entregou as duas cervejas.

─ É só que se vocês dois terminassem, vocês estariam trancados no manicômio mais próximo ou no fundo do rio Hudson com blocos de cimento presos aos seus pés.

─ Que diabos isso significa? ─ ela perguntou em choque.

─ Isso significa, que ele é a sua vida inteira. Espero que nada aconteça e vocês dois vivam felizes para sempre, mas você conhece aqueles casais que são o mundo inteiro um do outro, e que quando terminam é como se o mundo não tivesse sentido? Você é uma mulher inteligente, mas não é Edythe Cullen. Você é Edythe metade de Edythe e Victor. E todo mundo sabe que você gosta mais dele do que ele de você.

─ Você não me conhece ou meu relacionamento. O que lhe dá o direito de me julgar? ─ Edythe estava quase tremendo de raiva.

─ Eu poderia dizer a mesma coisa para você. Você pode sentar lá no seu cavalo alto e julgar como passo meu tempo. Você pode julgar qualquer um, mas não aceita quando é julgada. Você é uma hipócrita.

Com essa nota, Beau deslizou uma nota de vinte dólares para o barman e pegou suas cervejas, voltando ao encontro. Edythe olhou por cima do ombro para ele, carrancuda.

─ Você está errado. ─ ela sussurra. Querendo acreditar.

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Edythe ficou no bar por mais ou menos uma hora com Jeremy e seus amigos. Tomando algumas bebidas até que ela decidiu que já cumprira seu dever como amiga e poderia voltar para casa e para o seu Victor. Enquanto vestia o casaco, olhou para a parte de trás do bar, Beau e uma morena misteriosa já haviam desaparecido, provavelmente para o apartamento dele, ela supôs.

Encolhendo os ombros, ela fez uma rápida saída de volta ao Brooklyn e de volta ao seu homem.

─ Victor, você está acordado? ─ Edythe perguntou enquanto entrava pela porta. Colocando as chaves no porta-chaves em cima do aparador e tirando as botas. Fazendo o seu caminho em direção ao brilho suave na sala de estar. ─ Aí está você, você ainda não está se sentindo bem?

Edythe foi em direção a Victor, vendo-o curvado na única poltrona perto da janela. Uma lâmpada ao lado dele, o único brilho na sala. Os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos nos cabelos ruivos. Ela se moveu para sentar no braço da cadeira, erguendo o queixo com a mão.

─ Oh amor. Você não está muito bem, está? ─ Victor puxou a cabeça para trás, seus olhos se recusaram em encontrar os da namorada.

─ Como foi no bar? ─ ele perguntou olhando para as mãos.

─ Foi bom. Jer estava bêbado quando saí, cantando e dançando Lady Gaga, fico feliz que ele esteja se divertindo. ─ Edythe saiu do casaco e o deixou cair no chão. ─ Vi Beau no bar com sua habitual conquista do dia. Ele é um idiota. Agora entendo por que você não gosta dele.

─ Beau é sempre um idiota. Filho da puta arrogante. ─ Victor estremeceu quando ele finalmente olhou para ela. Edythe sorrindo para ele.

─ Como você está se sentindo? ─ ela perguntou passando a mão pelo cabelo dele. Victor afastou novamente, seu toque enviando arrepios nada agradáveis por todo o corpo.

─ Acabou, Edythe. ─ ele falou.

─ O quê? Acabou com o quê? ─ ela inclinou a cabeça para o lado, parecendo confusa.

─ Isso, nós. Tudo. Eu não posso mais fazer isso.

Edythe pareceu intrigada.

─ Do que você está falando? ─ Victor se moveu para se levantar. Suas mãos acenando no ar.

─ Não estou feliz, não estamos felizes. Não somos felizes há meses! ─ ela apenas olhou para ele intrigada.

─ Você está falando sério? ─ perguntou estridente.

─ Sim, claro, estou falando sério. ─ ele levantou a voz. ─ Isso não pode ser uma surpresa. ─ disse exasperado.

Edythe afundou na cadeira que já foi ocupada pelo namorado.

─ Eu... Eu não... entendo. ─ Victor soltou uma risadinha.

─ Você está falando sério? Você não viu isso chegando?

Edythe sentiu as lágrimas picarem seus olhos. Balançando a cabeça.

─ Vi o que estava claro. Estamos felizes. Eu te amo. ─ ela proclamou atordoada.

─ Nós não estamos felizes. Deus, como você pode ser tão ignorante?! ─ ele acusou. ─ Eu não posso mais mentir, e nem posso esperar que as coisas voltem ao que costumavam ser. Não tem como eu me apaixonar por você de novo.

─ Você... você não me ama mais? ─ ela perguntou baqueada.

Victor olhou para ela por um longo momento e depois balançou a cabeça.

─ Como isso é uma surpresa? ─ questionou confuso.

─ Eu estava feliz! ─ ela disse com uma lágrima escorrendo pelo rosto. ─ Eu pensei que você também fosse.

Victor suspirou pesadamente, correndo seus dedos por seu cabelo ruivo.

─ Quando foi a última vez que fizemos sexo? Quando foi a última vez que tivemos um beijo adequado? Não um rápido beijo de despedida que não significa nada. Um beijo de verdade? ─ ele colocou as mãos nos quadris e olhou para ela.

─ Eu sei que nós dois estivemos ocupados. Mas se você quer sexo, tudo bem. Vamos fazer sexo. Podemos fazer sexo duas vezes por dia, se é isso que você quer. Se isso que você precisa, eu faço! Isso não pode acabar assim. Simplesmente não pode! ─ Edythe pediu, quase colocando as mãos juntas e implorando para ele mudar de ideia.

─ É tarde demais. Acabou. ─ Victor disse as palavras quando ele se afastou dela. Edythe sentiu-se como se tivesse acabado de ser atropelada por um trem.

Seu estava coração acelerado, suas mãos suadas, as lágrimas deslizavam por seu rosto copiosamente.

─ Espere, não! Eu não entendo. ─ ela se levantou do sofá e correu em direção a ele na cozinha, onde estava abrindo uma cerveja. ─ O que mudou?! Diga-me o que eu fiz.

─ Não é você, sou...

Edythe balançou a cabeça irritada.

─ Não me dê essa merda de que não é você, sou eu! ─ ela levantou a voz. ─ Algo aconteceu. Você me traiu? Existe mais alguém?

Victor balançou a cabeça.

─ Não há mais ninguém. Eu simplesmente não posso mais fazer isso.

─ Por que não?! ─ ela gritou de raiva.

Victor bufou alto.

─ A vida é muito curta.

Edythe relaxou um pouco.

─ Isso é sobre o seu pai? Faz apenas 3 meses desde a sua morte. Se isso é sobre ele...

─ Não é sobre ele. Quer dizer... talvez seja. Eu não sei. Tudo o que sei é que a morte do meu pai me ensinou que a vida é muito curta para ser infeliz. Eu tenho 27 anos, Edythe. Eu já perdi a maior parte dos meus 20 anos. Eu quero viver, eu quero viajar e por uma mochila sobre meus ombros e desbravar o mundo. Quero conhecer novas pessoas e descobrir novos países. ─ Victor começou a explicar.

─ Se é isso que você quer fazer, podemos fazer isso juntos.

─ Não, eu não quero fazer isso juntos. Eu quero experimentar as coisas sozinho. ─ ele disse com os dentes cerrados. ─ Quero fazer as coisas sozinho, só com a minha própria companhia pela primeira vez.

─ Você não me ama mais? ─ Edythe perguntou, sentindo seu peito apertar.

─ Claro que eu te amo. ─ ele suspirou pesado. ─ Mas... Só não estou mais apaixonada por você. Quando penso no meu futuro, você não está nele. Não mais. E eu não quero mais te amarrar nesse relacionamento furado, eu quero que você encontre seu final feliz.

─ Meu final feliz é você. ─ Edythe correu em sua direção para abraçá-lo, mas ele a afastou.

─ Não posso ser tudo para você, Edythe. Não posso ser a única coisa que te mantém feliz. ─ ele ponderou impaciente.

─ Oh meu Deus! ─ ela se afastou. ─ Beau estava certo. ─ ela disse em um sussurro.

─ O que você disse? ─ ele pediu, crendo que havia ouvido errado.

─ Quando? ─ ela gritou. ─ Quando você deixou de estar se apaixonado por mim?

─ Eu não... sei.

─ Besteira. Eu mereço saber a verdade, Victor.

Victor passou a mão pelos cabelos.

─ Eu não sei, talvez seis meses atrás. No casamento de Lauren. ─ deu de ombros. ─ Você se lembra de nós assistindo a primeira dança? Eu chorei. Eu chorei! Porque ela estava tão apaixonada pelo seu marido e ele por ela. Eu quero aquilo! ─ ele soltou uma respiração pesada. ─ Eu percebi que não éramos assim. Pelo menos, não mais. Talvez nós nunca estivemos verdadeiramente apaixonados. Eu não sei. Tudo o que sei é que tentei. Eu tentei sentir isso com você. Eu até procurei por anéis, mas quando pensei no nosso futuro, isso me deu um ataque de pânico. Eu não consegui. Eu sinto muito.

─ Oh meu Deus. Não acredito nisso. ─ Edythe caiu de costas na cadeira atrás dela. A cabeça dela nas mãos. Soluçando e chorando. Seus piores medos se tornando realidade. Tinha acabado. Eles terminaram. E não havia nada que ela pudesse fazer para impedir.

─ O que acontece agora? ─ ela perguntou entre seus soluços.

─ Eu já liguei para Logan. Vou ficar com ele por algumas semanas até encontrar um novo apartamento. ─ Victor explicou.

─ Então eu vou ter que pagar essa hipoteca sozinha? Nós compramos este apartamento, Victor! Não posso pagar sozinha! ─ ela disse irritada.

─ Nós resolveremos isso depois. Eu só... Eu preciso sair. Sinto muito, Edythe.

Victor caminhou em direção a Edythe e colocou a mão no ombro dela, apertando um pouco, ela deu de ombros afastando o aperto dele.

─ Eu sinto muito. ─ ele disse suavemente enquanto saía para o quarto e minutos depois retornava com uma mochila por cima do ombro. ─ Eu te ligo amanhã, ok?

Edythe olhou para ele, lágrimas cobrindo os olhos incapazes de ver qualquer coisa. Seu peito arfava quando Victor saiu pela porta. Dor por todo o corpo quando a porta se fechou e seu mundo inteiro se desfez.

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Foi um fim de semana de lágrimas e dor. Edythe não conseguiu se concentrar em mais nada além da dor ardente em seu coração. Ignorar suas ligações e mensagens era tudo que ela podia fazer. Ela passou a maior parte do sábado bêbada e vomitando tentando aliviar a dor.

Mas não deu certo. Isso apenas a fez se sentir pior. E deprimido.

Na segunda-feira de manhã, quando ela sabia que o veria depois de dois dias a fez querer chorar novamente. Trabalhar com ele costumava ser uma delícia, agora era um pesadelo. Chegar no escritório sozinha era algo que Edythe havia feito pouquíssimas vezes, ela sempre entrava pela porta de mãos dadas com Victor. Agora ela estava sozinha. Felizmente, ela foi capaz de parecer um pouco apresentável. Ela estava com maquiagem no rosto para parecer que não passara o fim de semana de pijamas, comendo nada além de Ben & Jerry's e bebendo vinho, sentindo que o mundo estava acabando.

As palavras que Beau havia dito a ela na noite de sexta-feira percorrendo seu cérebro: "Você conhece aqueles casais que são os mundos inteiros um do outro, que quando terminam é como se o mundo não tivesse sentido."

Foi exatamente assim que ela se sentiu. Beau sabia? Não. Ele não poderia saber. Victor odiava Beau, eles sempre se odiavam desde o primeiro dia em que se conheceram. Victor e Logan sempre tinham ciúmes de Beau, e sua natureza arrogante não ajudava. Mas agora ela pensava melhor nisso: talvez Victor estivesse com ciúmes porque Beau tinha a liberdade que ele sempre quis.

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Edythe estava sentada em sua mesa, tentando voltar a algum tipo de normalidade, mas estava escrito em todo o rosto dela. E quando Victor e Logan entraram no prédio e ela viu Victor sorrindo com alguma piada esfarrapada que Logan havia feito isso a fez querer vomitar. Ela correu em direção ao banheiro e se agachou sobre a patente, porém nada além de bile e água saíram de seu estômago vazio.

Ele estava sorrindo? Ele agora estava feliz? Ela imaginou que sim. Esse pensamento fez as lágrimas aparecerem novamente, assim como mais vômito.

Depois que ela saiu do banheiro, ela trombou em Victor, o sorriso fácil que ele exibia, se foi.

─ Olá, como vai? ─ ele perguntou.

─ Eu estou muito bem. ─ ela disse sarcasticamente, empurrando seu peito grande.

─ Edythe, por favor. Podemos ser apenas civis? Temos muitas coisas que precisamos resolver. Você não atendeu minhas ligações.

─ Eu estava bêbada. ─ ela respondeu.

─ Você nunca fica bêbada. ─ ele respondeu. Era verdade, duas doses era geralmente o seu limite. Ela odiava ressaca.

─ Bem, quando o homem que você pensou que passaria o resto da vida com você te deixa. O que mais há para fazer além de aliviar a dor? ─ ela olhou para ele por um instante e depois se afastou, a mão de Victor alcançando a dela instantaneamente.

─ Edythe.

─ Não. Apenas me deixe em paz! ─ ela levantou a voz, chamando a atenção das pessoas do escritório. Edythe olhou para baixo e correu de volta para a mesa quando os sussurros começaram.

Tinha sido o dia do inferno. Edythe fez o possível para agir normalmente, mas ela ouviu os sussurros, nada discretos que rondavam por todo escritório:

"Você ouviu? Eles estavam brigando antes? Eles nunca brigam!"

"Ouvi dizer que ele trapaceou."

"Ouvi dizer que eles não fazem sexo há mais de um mês."

"Logan disse que Victor está morando com ele agora."

"Pobre garota. Ela parece uma bagunça."

"Isso significa que Victor está solteiro agora?"

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─ Ei, Edythe.

─ O quê?! ─ Edythe levantou a voz para o homem que se aproximava de sua mesa. Ela se sentiu mal em sua explosão quando viu os olhos azuis de Beau olhando para ela. ─ Desculpa.

─ Ei, você está bem? ─ Beau perguntou.

─ Estou bem. ─ ela respondeu rapidamente olhando em volta para os muitos olhos fixos nela.

─ Você tem certeza? Porque eu ouvi...

─ Eu não ligo para o que você ouviu. Eu estou bem, é por isso que você está aqui? Para mostrar que você está com pena de mim? Porque você é a última pessoa com quem eu falaria sobre meus problemas. ─ ela estreitou os olhos para ele e sorriu, vendo seus olhos amolecerem.

Beau respirou fundo.

─ Vim aqui para dizer que revi suas últimas histórias para as impressões de amanhã. Eles são muito bons. Não são necessárias edições.

─ Realmente? ─ ela perguntou pegando os papéis que estavam em suas mãos.

─ Sim, bom trabalho. ─ ele lhe ofereceu um sorriso. E ela pareceu surpresa.

─ Obrigada. ─ respondeu Edythe quando Beau se afastou, então parou de repente:

─ Olha, Edythe, eu sei que não somos exatamente amigos. Mas se você precisar conversar. Ou apenas quer tomar uma bebida depois do expediente... Eu estou aqui. ─ ele ofereceu.

─ Para que eu possa me tornar uma das muitas que já parou em sua cama? Não, obrigada. ─ ela revirou os olhos e olhou de volta para a tela do computador.

─ Tudo bem então. ─ disse Beau se afastou novamente, desta vez, ele atravessou o escritório até sua mesa, sentindo como se tivesse levado um soco no estômago.

Todo mundo ao redor de Edythe desviou o olhar dela, não querendo ser a próxima pessoa em que ela levantou a voz. Edythe de repente se sentiu sozinha. Mais sozinha do que ela pensava que seria. Beau estava certo na noite de sexta-feira. Victor era tudo para ela e, ela não sabia como iria viver sem ele na sua vida.

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2 meses depois

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A vida de Edythe Cullen começara a voltar ao normal. A partida repentina do amor de sua vida de uma hora para a outra ainda estava lá no fundo de sua mente, principalmente, não ajudava nem um pouco, já que via Victor todos os dias no trabalho, sentado despojadamente, rindo e fazendo piadas com os outros membros do departamento de esportes como se nada tivesse acontecido.

Mas, apesar de estar sofrendo ─ principalmente em silêncio ou contra seus travesseiros ─, ela estava passando por isso. E mesmo que não fosse saudável, ela ainda se importava com ele, e internamente desejava que ele mudasse de ideia, contudo, conforme os dias iam passando ela já estava se acostumando a viver sozinha e respirar já não era tão dolorido ou difícil como antes.

─ Ei, Edythe. ─ ela foi parada na calçada, depois do trabalho, por Victor pegando sua mão.

─ Oi. ─ ela disse suavemente. Seus olhos ambares voaram diretamente para os profundos olhos castanhos dele.

─ Eu estava pensando se poderíamos conversar. ─ deu de ombros, como se fosse algo normal. ─ Talvez eu possa ir ao seu novo apartamento?! Jantar?! ─ ele perguntou hesitante.

Edythe tentou esconder o sorriso que estava desesperado para empurrar através de seus lábios.

─ Sim, claro. ─ sorriu nervosa. ─ Parece bom.

─ Ótimo! ─ ele exclamou animado e aliviado. ─ Vou vê-la hoje à noite. Eu levo o vinho. ─ disse Victor com um sorriso, conforme se afastava.

─ Vejo você então. ─ ela respondeu suavemente, contendo a ebulição de emoção e felicidade que estava prestes a explodir em seu peito. Com um sorriso nos lábios, Edythe caminhou decidida até a estação de metrô para o seu novo loft em Williamsburg, no Brooklyn.

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Ele vai pedir para voltar para você, escuta o que eu te digo baby! ─ Jeremy animado disse do outro lado do telefone.

─ Você acha? ─ Edythe perguntou hesitante, enquanto se movia pelo loft que alugara.

Após o rompimento, Victor foi rápido em colocar o apartamento no mercado, e dentro de um dia eles tiveram uma oferta em dinheiro que cobria o valor que pediam inicialmente. Ambos aceitaram alegremente a oferta, em especial Victor, que estava ansioso para deixar qualquer vínculo com Edythe para trás, ela felizmente, conseguiu encontrar um loft recém-reformado alguns dias depois do rompimento.

O fato era que, depois de um mês da separação, qualquer laço que havia entre Edythe e Victor foi extinto, como se nunca tivesse acontecido.

Você está vestindo algo legal?! Raspou as pernas?! ─ Jeremy riu afetado.

─ Jer, você realmente acha que ele vai me pedir para voltar?! ─ perguntou, tentando não se agarrar a qualquer esperança. ─ Faz dois meses, e ele parecia decidido em ter uma vida de solteirão. ─ pontuou meio desanimada, mas tirando um batom rosa da sua penteadeira para passar em seus lábios.

Claro! Por que mais ele pediria para ir ao seu apartamento?! ─ perguntou Jeremy com obviedade. ─ Ele quer você de volta, baby, deve ter percebido que tomou a pior decisão de sua vida e quer estar com você novamente. Eu sabia que isso iria acontecer eventualmente, vocês dois são aqueles casais épicos! O casal de conto de fadas, do famoso "e viveram felizes para sempre".

─ Jer! ─ Edythe riu, meio divertida, meio esperançosa com as palavras do amigo. ─ Você fala como uma menina de 11 anos!

Seja como for, você me ama. ─ ela podia ouvi-lo sorrindo ao telefone. ─ Enfim, eu tenho que ir, gata. Me ligue amanhã com todos os detalhes picantes. E, por favor, não esqueça de colocar uma lingerie linda, daquelas que faz o coração de um homem parar!

─ Tchau! ─ Edythe riu enquanto desligava o telefone.

Mesmo tentando controlar qualquer tipo de expectativa, seus olhos foram para sua gaveta de roupas íntimas, por um breve momento ela considerou trocar para uma sexy lingerie vermelha, que ela sabia ser a cor preferida de Victor, quando a campainha tocou.

─ Estou indo. ─ Edythe gritou fechando a gaveta com o quadril enquanto corria em direção à porta. ─ Oi. ─ disse sem folego ao ver o ex na sua frente, convidando-o para entrar.

Como sempre Victor estava lindo. Seu peito largo, vestido com uma camisa verde militar e calça jeans, seus cabelos ruivos flamejantes meio bagunçados e seus olhos castanhos tão chamativos como sempre.

─ Hey. ─ disse Victor enquanto passava por ela e entrava seu novo apartamento. ─ Este lugar parece bom.

─ Obrigada. ─ ela sorriu, sentindo suas bochechas ficarem avermelhadas. ─ Passei o mês passado tentando fazer com que parecesse um lar. Algo com a minha cara, como era... antes. ─ Edythe confessou, ela passava todos os fins de semana neste apartamento se afogando sozinha, não querendo parecer tão perdedora como se sentia, ela balançou a cabeça imperceptivelmente e pegou a garrafa de vinho que estava na mão dele ─ Você quer uma taça?

Victor olhou em volta, um olhar nervoso em seu rosto.

─ Humm, com certeza. ─ disse nervoso.

Edythe foi até a cozinha para abrir o vinho, fazendo um exercício de respiração que aprendera numa aula de yoga que fizera para controlar seu nervosismo. Victor, por sua vez, ainda olhando meio incerto para o loft, seguiu para a área de estar, considerou por um longo momento, até finalmente sentando no longo sofá creme, apesar do sorriso feliz que tinha em seu rosto, sua expressão era de puro nervosismo.

─ Você está bem? Você parece nervoso? ─ Edythe perguntou, entregando-lhe a taça.

─ Sim, eu... humm. ─ ele gaguejou incerto. ─ Eu... é... er... eu preciso dizer algo, então vou fazer de uma vez.

Edythe tomou um longo gole de vinho quando sentiu o estômago revirar. Ela estava tão nervosa.

─ Estou vendo alguém. ─ ele anunciou baixo.

Edythe teve que engolir o grande gole de vinho que havia ingerido, não tendo absoluta certeza se ela o ouviu corretamente.

─ Você o quê?! ─ perguntou ligeiramente estridente e visivelmente confusa.

─ Estou vendo alguém. ─ repetiu, dessa vez mais alto. ─ Isso meio que aconteceu, eu nunca planejei isso. Mas aconteceu, e como eu não queria que você ouvisse de alguém de trabalho ou de outra pessoa, mas sim da minha boca, eu pensei que era melhor eu vir aqui e dizer diretamente para você. ─ Victor explicou, suas mãos tremiam e ele teve que colocar a taça de vinho na mesa.

─ Uau! ─ exclamou Edythe atordoada, uma vez que isso era bem diferente do que ela pensava o motivo da sua visita, Jeremy estava errado. Muito errado.

─ Sinto muito, Edythe. Isso meio que... aconteceu. ─ deu de ombros.

─ Ela é o por que você terminou comigo? ─ ela perguntou calmamente.

Victor negou com a cabeça.

─ Não! Claro que não! Aconteceu depois que nos separamos. ─ explicou rapidamente.

Edythe assentiu, tentando controlar o sentimento de tristeza que assolava seu corpo e apertava seu coração.

─ Acho que isso iria acontecer eventualmente. ─ sorriu compassiva. ─ Eu pensei que você se importava comigo o suficiente para esperar alguns meses. ─ riu sem humor. ─ Não semanas.

Victor suspirou, apertando seus olhos com as pontas dos dedos. Pela sua postura, Edythe percebeu que ele estava sentindo-se culpado, mas não o suficiente para se compadecer com a tristeza ou a dor dele.

─ Sinto muito. ─ ele murmurou com a cabeça baixa.

─ O que aconteceu com os planos de mochilar pelo mundo?! Ou isso era apenas uma desculpa esfarrapada?!

─ Isso vai acontecer eventualmente. Eu nunca menti para você. ─ ele respondeu sincero.

Edythe teve que segurar seu coração, ele que estava em remendos, estava mais uma vez se quebrando. Naquele momento, com Victor a sua frente ela fez o possível para esconder como realmente se sentia, mas ela estava com o coração partido.

─ Você dormiu com ela? ─ Edythe não pôde deixar de perguntar. Mas ela já sabia a resposta, só de olhar no rosto dele ela poderia dizer que sim.

Entretanto, Victor se recusou, de início, a responder. Era claro sua hesitação, principalmente a forma como ele olhava para suas mãos e desviou o olhar dela.

─ Humm... É... Há mais uma coisa. ─ murmurou hesitante.

Edythe inclinou a cabeça quando ele finalmente olhou para cima, e não pode deixar de pensar: "Oh Deus, o que mais poderia ser pior do que ouvir o homem que você ama. O homem com quem você estava determinada em passar o resto da vida, estar namorando outra pessoa?"

─ Humm... É... er... ─ ele gaguejou. ─ Ela... humm... ela está grávida.

Os olhos de Edythe quase saltaram de sua cabeça.

─ Desculpa, o quê? ─ ela gritou estridente.

─ Eu nunca planejei que isso acontecesse! Isso meio que aconteceu... Sabe como é?! ─ ele coçou a cabeça, claramente envergonhado. ─ Ela me disse que estava tomando pílula, então as coisas ficaram... confusas. De qualquer maneira ela quer ter o bebê.

─ Espere, espere. ─ Edythe disse, tentando controlar o nervosismo que ela sentia, suas mãos tremiam. ─ Você engravidou alguém?! De quanto tempo ela está?!

─ Edythe... por favor, não me faça dizer isso em voz alta. ─ implorou envergonhado. Ela estava em choque total.

─ De quanto tempo ela está grávida?! ─ exigiu inflexível. Victor ficou calado, engolindo ruidosamente.

─ Victor?! ─ ela chamou. ─ De quanto tempo ela está?!

Sete semanas. ─ disse. Victor nunca se sentiu mais culpado em sua vida.

─ Você está brincando comigo! Nós terminamos há 8 semanas! ─ ela gritou furiosa. ─ Deixa eu ver se eu entendi: nós terminamos e você correu imediatamente para essa puta?! Da minha cama para a dela?! ─ declamou exasperada.

─ Eu sinto muito. ─ Victor parecia que estava prestes a chorar. Edythe estava lívida, ela estava literalmente soltando fogo pelas ventas.

─ Você me traiu?! Você jurou que não me traiu! ─ disse derrotada, com lágrimas se formando em seus olhos âmbar.

─ Eu nunca te traí. Nunca! ─ respondeu com veemência.

─ Mentira! Você me traiu, e nem tente mentir para mim. Eu nem sei o porque você está se dando ao trabalho de mentir! ─ acusou venenosa.

─ Não! Nada aconteceu comigo e com Joss quando estávamos juntos. Eu juro. ─ Victor prometeu, mas ela não conseguia acreditar mais nele. Em nada o que ele poderia dizer.

Joss? ─ Edythe perguntou com uma sobrancelha arqueada.

─ Joss Hunter. ─ ele falou com um olhar sonhador, Edythe pareceu intrigada.

─ Espere! Eu a conheço! Eu fiz... Eu escrevi um artigo sobre ela. Não é a influenciadora?! A que é dona dos famosos estúdios de ioga, pilates e meditação?! Aquele artigo que que trabalhamos juntos, tanto que por causa dele você começou a fazer pilates e ioga! E eu idiota achando que estava te arrastando aquelas aulas cedo, e você ia porque me amava! ─ ela se levantou com raiva, bufando. ─ Eu, não acredito que fui tão estúpido!

─ Nada aconteceu quando estávamos juntos. ─ ele rapidamente se justificou. ─ Nós éramos amigos. Isso é tudo! Eu juro Edythe! Eu te juro nada aconteceu, eu nunca menti para você. Nunca.

─ Saia! ─ Edythe gritou, estendendo seu dedo em riste em direção a porta.

─ O quê? ─ Victor perguntou atordoado.

─ Você me ouviu! Saia do meu apartamento. Agora! ─ ela gritou ainda mais alto.

─ Por favor, Edythe. ─ implorou. ─ Eu sinto muito. Eu nunca imaginei que isso acontecesse tão rápido. Eu nunca pretendi que isso acontecesse, ainda mais assim. Por favor! Eu sinto muito!

─ Não acredito que você fez isso comigo. ─ ela tornou a gritar exasperada. ─ Você é um mentiroso, Victor Collins, e nunca mais quero ver ou falar com você! Quero que você desapareça da minha vida!

─ Edythe, por favor. ─ ele implorou.

Saia! ─ ela gritou mais uma vez, batendo em seu peito enquanto o empurrava em direção à porta. ─ Eu te odeio! Eu te odeio!

─ Por favor, Edythe. ─ ele suplicou com lágrimas nos olhos.

─ Saia! ─ ela tornou a gritou, enquanto batia no seu peito uma última vez. ─ Agora!

Os dois se entreolharam por um momento em silêncio. O peito de Edythe subindo e descendo com raiva. Ela nunca se sentiu tão traída e zangada em sua vida.

─ Sinto muito. ─ disse Victor quando ele abriu a porta do apartamento e saiu para o corredor.

─ Você sabe o quê? ─ ela perguntou a ele. ─ Seu pai estará rolando no túmulo com isso! Você não passa de uma decepção, seu pai teria vergonha de chamá-lo de filho. ─ então ela bateu a porta na cara dele, trancando-a com um clique, caindo contra a porta no chão, soluçando, sentindo como se alguém tivesse acabado de arrancar seu coração.

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N/A: Oi gente! Sei que pode parecer estranho uma fanfic que não seja Beward, mas digamos que de certa forma é... Beau e Edythe são as versões do nosso casal favorito em "Vida e Morte: Crepúsculo Reimaginado", que a Stephenie Meyer lançou para o aniversário de 10 anos da publicação de Crepúsculo. No começo eu até havia rascunhado como uma história Bella e Edward, mas depois reconsiderei e resolvi ousar e ir de Bedythe (odiei esse nome)! Espero que vocês tenham gostado, eu sei que é confuso o nome dos personagens, se vocês ficarem na dúvida me fala que explico quem é quem na saga original, ok?! Obrigada por ler e não esqueçam o comentário!

Amo vocês!

Beijos, Carol.