Disclaimer: infelizmente Twilight ou Life and Death não me pertencem, mas usar qualquer personagem que tia Steph criou da forma mais divertida possível sim, então, aquilo de sempre: respeita aí!
.
.
CAPÍTULO 3
.
Era um bonito dia em Nova York, apesar do seu trânsito caótico, naquele sábado estava além do normal, aguardando o sinal permitindo que atravessasse a rua Edythe – que usava grandes óculos de sol –, encarou o pequeno café estilo francês que a sua mãe estava sentada do lado de fora esperando-a.
A jornalista, que sentia uma leve ressaca, que fazia sua cabeça doer suspirou pesadamente e se lamentou por ter tomado muito mais que suas duas doses habituais. Ela estava xingando Beau mentalmente enquanto ajeitava a bolsa e alisava a roupa que usava, felizmente, o dia ensolarado favorecia Edythe em não ter que tirar os óculos, fazendo com que sua mãe, Carine, não percebesse que ela estava com uma ressaca monumental.
Edythe tomou uma respiração funda, algo sempre necessário quando ela se encontraria com a mãe, ela estava prestes a atravessar a rua, quando seu telefone tocou, alertando a uma mensagem.
BS: Pensou sobre a minha oferta?!
Ela balançou a cabeça em um misto de descrença e diversão, Beau nunca a havia enviado uma mensagem antes, e ela só tinha o número dele por causa das inúmeras vezes que ele ligou para ela sobre o trabalho. Ver sua mensagem a surpreendeu, e mesmo não querendo assumir para ele, ela estremeceu internamente, porque sim, ela havia pensado na oferta dele.
Todo o caminho no metro do bar onde estavam até o seu loft ela considerou sua proposta. Ela não podia fazer isso, podia?! Não! Não, ela não iria fingir namorar Beau para provocar ciúmes em Victor. Ela estava começando a pensar que ele nem se importaria, até mesmo porque ele já tinha uma nova namorada e ainda um bebê a caminho. Ele não se importaria se ela de repente começasse um novo relacionamento?! A única coisa que o irritaria seria que esse relacionamento fosse com Beau, porque ela sabia que eles não gostavam um do outro. Edythe gostou um pouco da ideia, por isso que ela começou a digitar uma mensagem em resposta.
EC: Eu estou bem, obrigada.
Ele respondeu imediatamente.
BS: Como está sua cabeça?!
EC: Dolorida. E a sua?!
BS: Está latejando. Se eu não tivesse que trabalhar, estaria deitado na minha cama com uma bolsa de gelo.
EC: Você está trabalhando?! E sábado!
BS: Eu sou muito comprometido, com meu futuro.
Edythe olhou para cima e viu sua mãe acenando para ela, ela guardou o telefone no bolso e caminhou em direção à mãe.
− Oi, mãe. − Edythe disse forçando um sorriso.
− Edythe! É bom te ver, faz uma eternidade. − Carine Cullen envolveu sua filha nos braços, apertando-a. − Como você está?! E onde está aquele homem lindo que você namora?! – perguntou com um sorriso brilhante.
Edythe rangeu os dentes, entretanto ela não respondeu onde Victor estava, em vez disso, ela se sentou na pequena mesa de metal. O sol estava brilhando contra seu rosto, os dois comprimidos que ela tomou para diminuir a dor em sua cabeça não estavam funcionando, pois estava cercada de pessoas que conversavam alto e a música francesa irradiando do pequeno café era nauseante e enjoativa.
− Então, onde está Victor?! Eu pensei que ele estava vindo?! Ele está ocupado com o trabalho?! Ele é um homem tão bom, tão trabalhador! − Carine perguntou novamente colocando as mãos uma em cima da outra.
− Humm... mãe, eu... Eu... preciso te contar uma coisa. − Edythe começou.
− O que está acontecendo?! Alguma coisa errada Edythe?! − Carine perguntou alarmada, encarando o rosto da filha procurando algum sinal de algo errado.
Edythe mordeu o lábio e olhou para as mãos que estavam inquietas, ela não conseguia olhar sua mãe nos olhos quando disse a verdade.
− Victor e eu terminamos. − ela disse suavemente.
− O quê?! − Carine disse em voz alta. − O que aconteceu?! O que você fez?!
Ela olhou rapidamente e estreitou os olhos.
− Eu não fiz nada. − ela levantou a voz, a mesa ao lado deles olhou para ela, sentindo uma pontada de culpa e vergonha.
− Você deve ter feito alguma coisa! Você estava trabalhando demais?! O que aconteceu?! Quando isto aconteceu?! Você está tendo problemas?! Por que você me contou?! − ela perguntou em uma torrente, no melhor modo investigadora que a Dra. Carine Cullen, podia ser.
− Isso aconteceu há dois meses. − Edythe respondeu chocando sua mãe novamente.
− Dois meses?! Por que você me contou antes?!
− Porque eu estava envergonhada, além do mais eu sabia que você reagiria assim.
− O que você fez?! − Carine perguntou novamente irritando Edythe mais.
− Eu não fiz nada! − ela gritou impaciente, não se importando com as pessoas ao seu redor. − Eu era a namoradinha perfeita que você me disse que precisava ser, e ele ainda me deixou. Simplesmente apareceu uma noite e me disse que tinha acabado, além de tudo ele me traiu! Me deixou por outra mulher, e adivinhe, mãe?! Você vai adorar isso, a nova namorada dele está grávida! Victor Collins será papai. Ficamos cinco anos juntos e ele vai ser pai do bebê de uma mulher que ele está há dois meses! − Edythe disse quase rindo enquanto explicava, ela viu o rosto de sua mãe cair em choque.
− Ele te traiu?! − Carine perguntou, um pouco sem fôlego, colocando a mão no peito, em claro choque.
Edythe assentiu.
− Ele disse que não teve nada com ela enquanto estávamos juntos, mas de qualquer forma ele me deixou por causa ela, e agora ele vai ser pai. – ela tornou a repetir, frisando o fato que Victor seria pai em alguns meses.
− Eu não entendo... – Carine balbuciou atordoada.
− O que há para entender, mãe?! Victor é um traidor, não é tão perfeito agora, não é?! – provocou Edythe com um sorriso extremamente doce e irônico.
Carine balançou a cabeça em negação, ela estava agindo, da forma que Edythe sabia que ela reagiria, como se tivesse sido enganada sobre as notícias que estava recebendo.
− Não, Victor não faria algo assim. Ele te ama! – argumentou, como se Edythe tivesse lhe pregando uma peça.
− Ele não me ama, há um bom tempo, segundo ele. − Edythe respondeu enquanto pegava um cardápio, ela tinha que desviar os olhos dos questionadores da mãe.
− Você deve ter feito alguma coisa... – Carine apontou.
Edythe bateu o cardápio de papel sobre a mesa.
− Eu não fiz nada! Isso foi tudo ele! Por que você não pode confiar em mim?! – ela disse, sentindo as lágrimas começando arder em seus olhos, cobertos por seus óculos escuros.
− Não acredito nisso! Vocês estavam tão felizes há três meses vieram para as férias de Páscoa. – pontuou.
− Eu também pensei que estávamos felizes, mas a verdade é que Victor não estava, ele é um bom mentiroso, mãe, ele também me cegou. − Edythe pegou o cardápio novamente e olhou para a variedade de comida. Era um pequeno chique cheio de comidas doces e salgadas da culinária francesa, mas a verdade tudo que Edythe mais queria naquele momento era um tipo café americano cheio de gordura.
− Como você está?! − Carine finalmente perguntou olhando para a filha, carinhosamente.
− Estou bem. − ela mentiu.
− Sinto muito pela minha reação, estou apenas em choque. Ainda não entendo como tudo isso aconteceu, você deveria ter me dito assim que ele terminou as coisas. Eu poderia ter ajudado você a lidar com tudo. − Carine estendeu a mão sobre a mesa e pegou as mãos da filha, Edythe soltou o cardápio e olhou para a mãe.
− Estou bem, mãe. Realmente estou. Foi um choque para mim também, principalmente porque tenho que trabalhar com ele, o que é um desafio, mas fora isso eu estou bem. − Edythe disse dando à mãe um sorriso trêmulo.
− Você tem certeza?! – Carine perguntou preocupada.
− Sim. − Edythe assentiu efusivamente, a ação tornando sua dor de cabeça ainda pior. – Droga! Eu preciso de algo para beber, algum suco de fruta ou uma vitamina, definitivamente algo grosso. − ela tirou os óculos escuros, massageando suas têmporas.
− Você está de ressaca?! Não me diga que você está bebendo sozinha para curar o seu coração partido? − Carine perguntou balançando a cabeça em repreensão.
− Estou bem. – Edythe disse com um sorriso. – Saí com um colega do trabalho ontem a noite, tomei uns drinques e estou pagando por isso agora, e nesse momento tudo o que eu quero é algo bem gorduroso. − disse olhando ao seu redor. − Podemos ir para outro lugar? Em algum lugar eles fazem panquecas e bacon?! Estou faminta!
Carine torceu o nariz com a ideia, mas assentiu, ela parecia muito solidária com a dor da filha.
− Certo! Vamos a outro lugar.
.
Elas se instalaram em uma lanchonete a alguns quarteirões, Carine certificando-se de limpar a cabine com os lenços antibacterianos antes de se sentar, enquanto Edythe pediu um grande café da manhã de panquecas, ovos e bacon e um milk-shake de baunilha. Carine estava apenas assistindo a filha devorar a refeição, como se não comesse há anos.
− Ainda não acredito que Victor fez isso com você! Ele é um menino tão bom. − Carine disse, claramente ainda inacreditada com o que o rapaz com quem sua filha namorou por anos e que antes disso foi seu vizinho quase a vida toda, fizesse algo assim com ela.
Edythe tomou um grande gole de seu milk-shake e franziu a testa.
− Victor é um idiota egoísta! Isso que ele é!
− Não fale palavrões, Edythe! – a loira repreendeu a filha de cabelos acobreados.
− É verdade, mãe! Eu levei muito tempo para perceber isso, ele não se importou comigo nem um pouco quando partiu meu coração. Eu só quero seguir em frente. − ela deu outra mordida nas panquecas e lambeu os lábios.
− Precisamos nos mexer rapidamente então! Você tem 27 anos, já passou do tempo de se casar! Eu sei que o filho dos Denali agora está solteiro, você lembra dele?! Ele sempre teve uma queda por você quando você era criança, sem contar que ele é um bom homem, bem sucedido.
Edythe balançou a cabeça.
− Mãe! Para! – ela implorou.
− Não, precisamos nos mexer rapidamente, antes que você perceba, você terá 30 anos, e sinceramente ninguém quer se casar com uma solteirona, sem contar que você já está passando da idade de ter bebês. − Carine comentou e Edythe revirou os olhos.
− Mãe, não! – ela protestou.
− Edythe, me escute. − exigiu Carine e Edythe balançou a cabeça, ela sabia que isso é exatamente o que sua mãe faria, inclusive ela mencionou a coisa exata para Beau na noite passada e ele pensou que era uma piada, mas não foi! Sua mãe só se importava com uma coisa: ela sendo a esposa e mãe perfeita. − Eu vou ligar, ver que homens de famílias respeitáveis estariam dispostos a namorar uma mulher de 27 anos, claro, pode ser um desafio, mas estou pronto para isso. – disse com um sorriso. Edythe podia praticamente ver o cérebro da mãe calculando os desafios de encontrar um futuro marido para a filha.
Edythe colocou as mãos sobre os olhos e balançou a cabeça, a última coisa que ela queria era ter que fingir um sorriso em inúmeros encontros que a sua mãe forçou a ir com homens que não tinham qualquer apelo para ela. Foi quando Edythe puxou as mãos para trás e respirou fundo.
− Eu não vou sair com ninguém. − ela disse com finalidade.
− E porque não?! Você não tem tempo a perder, Edythe! O tempo voa! – Carine censurou.
− Porque eu já estou vendo alguém. − ela mentiu, antes mesmo que ela percebesse o que estava dizendo, ela disse isso.
− O quê?! Você já está vendo alguém?! Quem?! − sua mãe exigiu, com os olhos fechados em fendas.
Edythe se sentiu estranha mentindo assim, mas a ideia que Beau sugeriu na noite passada daria pelo menos alguns meses para tirar sua mãe do seu pé, ao mesmo tempo que deixaria Victor com ciúmes. Era perfeito!
− Ele é do trabalho. – ela disse com um sorriso tímido.
− Não me diga que é aquele rapaz... o Logan?! O melhor amigo de Victor, parece uma má ideia. − ela assumiu.
− Ugh! Não! Credo! − Edythe estremeceu. − Eu nunca sairia com ele, é outra pessoa.
− Quem é ele?! Qual o nome dele?! Ele tem uma boa família?!
Edythe mordeu o lábio e pensou em não dizer nada, mas ela já tinha dito a sua mãe que estava vendo alguém, e conhecendo Carine como ela conhecia, sabia que não tinha como voltar atrás.
− Beau Swan.
Sua mãe levantou uma sobrancelha.
− Beau?! Que tipo de nome é esse?! – ela questionou com uma cara de desgosto.
− É um apelido, é assim que todos o chamam. Mas o nome dele é Beaufort, um nome de família, segundo ele me disse. – deu de ombros. – E ainda não sei muito sobre sua família. − Edythe respondeu, isso não era mentira, ela não sabia muito sobre ele além de ser de Little Falls, ter uma irmã e ser editor-assistente. − E antes que você pergunte, não, você não está encontrando com ele. Só começamos a nos ver nos últimos dias, é algo novo, não quero assustá-lo, mas saiba que ele é um cara legal.
− Era com quem você estava ontem à noite?! Bebendo até cair?! Acho que não gosto da má influência que ele é para você. − Carine disse suavemente. − Eu quero conhece-lo!
− Não. − Edythe balançou a cabeça. − E ele não é uma má influência, ele é gentil e doce.
− Estou feliz que você esteja seguindo em frente, eu realmente gostaria de conhecê-lo. – falou Carine com um beicinho.
− Talvez... − respondeu Edythe hesitante, entretanto ela sabia que isso não iria acontecer, pelo menos não tão cedo, pois se Carine os visse juntos ela saberia que eles estavam mentindo, mas dizer que ela estava com alguém novo era suficiente para fazê-la recuar um pouco.
− Você está feliz? − Carine finalmente perguntou.
Edythe exalou e assentiu, ignorando a culpa.
− Muito.
.
Após um brunch que parecia nunca acabar, Edythe finalmente pode voltar para seu loft, ela entrou em um metrô e voltou para o Brooklyn, tirando o telefone do bolso, ela abriu a conversa que teve com Beau, e enviou a ele uma nova mensagem.
EC: Estou dentro!
Ela deixou um sorriso tomar nos lábios quando instantaneamente ele a enviou uma resposta.
BS: Perfeito! Eu sabia que você acabaria cedendo. O plano de causar ciúmes em Victor vai começar, vamos discutir os detalhes na segunda-feira.
.
Na segunda-feira de manhã, Edythe estava sentada em sua mesa trabalhando por algumas horas quando viu Beau se aproximar dela, dando-lhe um sorriso e um aceno.
− Ei, você está livre?! − ele perguntou a ela.
− De certa forma. − ela respondeu olhando para os colegas ao seu redor.
− Vem comigo. − ele pediu.
Edythe fechou o computador e pegou seu telefone, seguindo Beau, saindo do escritório em direção ao saguão, ela parou quando ele se aproximou da escada.
− Você realmente não está usando o elevador?! − ela perguntou com uma risada.
Ele voltou-se para ela e pareceu sério.
− Você está de brincadeira?! Depois do que aconteceu na sexta-feira?! Nunca mais vou entrar em um desses! – respondeu alarmado.
Edythe riu.
− Você não pode estar falando sério! Eu estou de salto, não vou descer centenas de degraus. – ela protestou.
− Eu fiz isso esta manhã. – defendeu-se Beau, como se aquilo fosse o suficiente para convencê-la.
− É por isso que você estava todo vermelho e arfante esta manhã?! – ela perguntou com um sorriso.
− Sim. − ele respondeu com simplicidade e voltou para a escada, abrindo a porta que a isolava no corredor.
− Beau, não! Pare de ser um idiota! Entre no elevador comigo. − ela exigiu. Beau olhou para ela por um longo momento, até que finalmente cedeu, com um suspiro derrotado.
− Se quebrar de novo...
− Se quebrar, vou comprar o seu almoço para o resto do ano, agora vamos lá! − Edythe caminhou em direção ao elevador e apertou o botão para baixo. Beau ficou ao lado dela e bateu no pé.
− Pare com isso. − ela disse, olhando-o com o canto dos olhos e ele parou. − Para onde estamos indo?!
− Dunkin' Donuts. E, não se preocupe princesa, eu pago pelo seu café. – respondeu com uma piscadela para ela.
− Por que na Dunkin'? − ela perguntou, confusa.
− Porque todas as pessoas aqui são esnobes e pretensiosas demais para beber café lá, e eu quero ir a algum lugar onde possamos conversar. − ele respondeu entrando no elevador, Edythe o seguindo. Ela deu um sorriso presunçoso enquanto caminhavam alguns quarteirões até a famosa loja de donuts.
.
Beau deslizou sobre um Machiatto de caramelo em direção a Edythe e entregou-lhe um donut com recheio de frutas vermelhas, enquanto ele se sentava em frente a ela tomando um gole de café preto e mordiscando seu bagel com cream cheese.
− Então, como vai ser?! − Edythe perguntou e Beau olhou para ela. – Essa ideia louca é toda sua, Swan, então, qual é o plano?!
− Por que você decidiu dizer sim? − ele perguntou, enquanto mastigava lentamente seu bagel.
− Isso importa?! – ela perguntou desconfiada.
− Sim. – ele confirmou efusivamente. Edythe suspirou.
− Bem... minha mãe estava no meio do caminho de marcar uma série de encontros a cegas com homens chatos e maldosos de famílias que ela conhece, quando descobriu que Victor e eu terminando, ela disse que preciso me mexer rapidamente, porque já estou velha para ter bebês. Eu só queria calá-la, então eu disse que estava vendo alguém, e esse alguém é você!
− Sua mãe parece horrível. − Beau exalou alto.
− Ela tem seus momentos... – Edythe respondeu com um rolar de olhos. – Agora, me diga, qual é o plano? − ela perguntou querendo seguir em frente.
− Ok, então eu estava pensando... o objetivo número um é deixar Victor com ciúmes, certo?! Nós o queremos com ciúmes a ponto de querer voltar com você?! Ou isso é apenas para deixá-lo infeliz?!
Edythe balançou a cabeça.
– Não quero ficar com ele, ele já é passado, eu só quero deixa-lo incomodado.
− Isso pode ser divertido. − ele se recostou na cadeira e colocou as mãos atrás da cabeça.
− Não estou fazendo nada muito escandaloso ou óbvio, não estou saindo com você na sala de reuniões nem nada! – Beau riu, imaginando isso em sua cabeça.
− Nós seremos sutis, pelo menos no início. – respondeu, dando de ombros. – Vou pensar nas condições logo, mas para o meu lado do acordo, preciso que você venha a um jantar que Royal fará no próximo mês, quero que ele pense que estou falando sério sobre o cargo de editor. Vai ser um evento de Black tie, o bom é que acho que Victor também estará lá, então, podemos matar dois coelhos com uma cajadada só. − ele explicou.
− Ok, eu posso fazer isso. Mas sobre o que é essa festa?! E principalmente, porque eu não sabia disso?! – ela perguntou curiosa.
− É apenas para convidados, parece que é em comemoração aos 20 anos de Royal na indústria ou algo assim, vai ser no salão de um hotel elegante na cidade, acho que é no Plaza...de qualquer forma, eu não estava pensando em ir, mas acho que poderia ser uma boa jogada ir, mostrar o quanto estou interessado no cargo. Você está bem em ser minha acompanhante? − ele sorriu.
− Certo, parece divertido. – deu de ombros, tomando um gole do seu Machiatto.
− E se Victor trouxer Joss, você vai ficar bem com isso?! – perguntou, preocupado.
Edythe engoliu em seco.
− Eu... acho que sim. – ela respondeu hesitante.
− Você não parece tão confiante. Edythe, não posso ter você enlouquecendo em um lugar cheio de pessoas importantes.
− Eu não sou uma louca! Eu vou me comportar, não vou fazer nenhum escândalo que possa te prejudicar. − Edythe respirou.
− Ok, bem... acho que deveríamos nos encontrar amanhã à noite, eu acho que a melhor maneira de convencer as pessoas sobre nós é algumas postagens sutis do Instagram. Não podemos já divulgar abertamente, precisamos criar algum mistério. − Beau estava sorrindo largamente, ele estava ansioso por isso.
− Se é muito sutil, como as pessoas vão perceber?! – Edythe perguntou confusa.
− Primeira coisa, me adicione no Instagram que te adicionarei aos meus amigos lá também, aí curtimos as postagens um do outro... você sabe... para... me dê seu telefone! – exigiu, estendendo a mão para o telefone dela.
− Por quê?! − Edythe perguntou desconfiada.
Beau mudou sua caneca de café e a de Edythe também, como se tivesse arrumando um cenário.
− Coloca o donut um pouco de lado. – ele orientou.
− Por quê?! − ela perguntou novamente, mais desconfiada.
− Porque eu vou tirar uma foto das nossas xícaras, vai ser bom para criar um mistério...
Edythe levantou o doce e deu uma mordida, ela colocou de volta no saco de papel e Beau tirou uma foto com o telefone dele, ele sorriu enquanto digitava no telefone, então se mudou para o lado de Edythe e ela lhe entregou o telefone. Ao abrir o aplicativo do Instagram, ele tirou uma foto do ponto de vista dela.
"Donuts e café. Eu não gosto de segundas-feiras."
Beau digitou isso em um story no Instagram mostrando a tela para Edythe, ela assentiu e ele clicou em postar.
− O que você disse no seu?! − ela perguntou quando ele se sentou novamente.
− Me adicione aos seus amigos e descubra. − ele deu uma piscadela.
Edythe procurou no aplicativo e o encontrou, ela gargalhou quando viu o story dele.
− As pessoas não vão achar estranho?! – ela perguntou, com um sorriso ainda no canto dos lábios.
− Por quê achariam?! – ele perguntou, tomando um gole do seu café.
− Porque por todo o tempo que te conheço, você nunca teve uma namorada, e agora você está postando sobre um café com... como me chamou?! – ela riu. – Ah sim... "A gostosa do escritório". − Edythe riu de novo.
− Vamos lá, vamos voltar. – ele se esquivou, com um sorriso.
.
Eles chegaram ao escritório em menos de 5 minutos, com Edythe tendo que convencê-lo a usar o elevador novamente. Quando entraram no escritório, Beau viu Victor encostado na parede a cerca de três metros da mesa de Edythe, ele a observou e franziu a testa quando viu Beau ao lado dela carregando o mesmo copo de café para viagem. Ao ver o rosto rancoroso de Victor, Beau teve uma ideia e colocou a mão nas costas de Edythe, ela quase pulou com o toque dele, não estou esperando o movimento.
− Apenas jogue comigo. − ele murmurou para que apenas ela pudesse ouvir quando ele a guiou de volta para sua mesa.
− Obrigada pelo café. − Edythe disse suavemente, ignorando o olhar de todos.
− De nada. − ele respondeu exatamente quando Edythe se virou para encará-lo ao lado de sua mesa, ele afastou a mão, deixando-a roçar nas costas dela por mais tempo do que provavelmente deveria, então ele levantou a voz um pouco para que as pessoas pudessem ouvir:
− Edythe, você é tão descuidada! Você... você tem um pouco... Você sabe o que, deixe-me. − ele disse, levantando a mão no rosto dela, os dedos dele pousaram no queixo dela, enquanto o polegar tocava o canto da boca, limpando um pouco de açúcar em pó. Edythe sentiu o rosto ficar vermelho com o toque dele, quando ele afastou a mão, ela mordeu o lábio enquanto ele lambia o polegar, sentindo o gosto que ele limpava dos lábios dela.
− Até mais, Edythe. − ele piscou para ela e se virou e caminhou em direção a sua mesa do outro lado do escritório.
Edythe estava um pouco atordoada, ela não estava esperando isso, Beau estava organizando tudo como ele disse que faria. E quando ela se virou para onde Victor estava parado, ele tinha um olhar hostil no rosto enquanto tentava ouvir alguém, mas era óbvio que ele estava se roendo por dentro. Edythe apenas sorriu.
BS: Ele ainda está olhando para você?!
Edythe sorriu e acenou com a cabeça para o telefone e a mensagem de Beau.
EC: Sim.
BS: Perfeito, está funcionando! Isto vai ser divertido.
.
Edythe estava prestes a encerrar o expediente, quando um e-mail chegou à sua caixa de entrada, uma mensagem de Beau com o assunto: IMPORTANTE!
.
Edythe,
Como discutimos hoje, aqui estão mais algumas ideias de como essa coisa de namoro falso pode funcionar. Sinta-se livre para ter sua opinião, você conhece Victor MUITO melhor do que eu (graças a Deus), para que você possa ter mais algumas ideias sobre o que pode torná-lo mais ciumento. Eu estava pensando que amanhã à noite poderíamos nos encontrar para tomar uma bebida, tirar mais algumas fotos para o Instagram, eu também pensei que seria bom definir algumas regras para garantir que ninguém se machuque nesse nosso acordo.
Precisamos pensar em uma boa mentira sobre como começamos a nos ver, eu acho que dizer algumas verdades seriam uma coisa boa. Todo mundo sabe sobre ficarmos presos no elevador, então, digamos que ficamos presos e depois fomos tomar um drinque e nos demos bem com tudo isso. O que você acha?!
Precisamos deixar óbvio para nossos colegas de trabalho e amigos que estamos em um relacionamento, e a melhor maneira para isso é Instagram, Facebook. Twitter?! Talvez?! Não! Eu não tenho Twitter, é o lugar onde as pessoas só vão para reclamar ou cancelar alguém, então não precisamos usá-lo. Presumo que você ainda esteja em contato com alguns amigos do Victor nas redes sociais? Se eles virem você se divertindo, é bem provável que contem para o ruivo, certo?!
Não acho que seja uma boa ideia ver mais alguém enquanto isso acontece. Eu sei que você gostou daquele bombeiro, mas pode ser confuso. Então, vamos manter isso entre nós por enquanto?!
Você vai me acompanhar à festa no próximo mês, como discutido anteriormente. Faltam 4 semanas, então é tempo suficiente para encontrar um vestido, certo?! Posso pagar se você não quiser comprar um vestido apenas por uma ocasião. Além disso, conversar sobre mim com a Jessamine não seria a pior coisa do mundo, se você se sentir confortável em fazer isso.
Por fim, acho que devemos manter esse segredo entre nós. Se você tem um melhor amigo para quem você conta tudo e confia em sua vida. Eu não me importo de você contar a ele. Mas você sabe o que eles dizem sobre segredos?! Quanto mais gente sabe, mais deixa de ser segredo. E acho que se todo o escritório descobrir que isso é falso, isso apenas nos fará parecer pior.
Ps.: eu vou enviar flores na quarta-feira, apenas algo para adicionar combustível ao fogo.
E aí?! O que você acha de tudo isso?!
B.
.
.
Beau,
Isso tudo parece e soa bem. Fico feliz em me encontrar amanhã à noite, devemos ir logo depois do trabalho?! Ou o quê?! Poderíamos ir àquele bar a que fomos na sexta-feira, eu gostei lá. Fico feliz em tirar quantas fotos você achar que serão suficientes. Nada muito escandaloso, certo?!
Fico feliz em pagar pelo meu vestido, isso vai me dar um motivo para ir às compras. Já faz um tempo desde que me arrumei e me senti bonita.
Eu acho que manter o segredo entre nós é o melhor para avançar. Eu adoraria contar ao meu amigo Jeremy, mas ele tem o maior fofoqueiro do mundo, ele ficará com raiva de mim quando descobrir quando isso acabar, mas bem... ele vai sobreviver.
Quanto a não ver outras pessoas, estou feliz com isso. Eu posso manter minhas pernas fechadas se você puder. ;)
E.
.
.
Edythe,
É claro, posso manter minhas pernas fechadas, sou um bom garoto agora. Lembra?!
Quanto às bebidas amanhã, podemos nos encontrar naquele bar. É o meu bar favorito na cidade. Encontro você lá por volta das 7?! Tenho algumas coisas que preciso fazer depois do trabalho. Parece bom?!
Ps.: você não precisa de um vestido novo para ficar bonita, você sempre está linda.
B.
.
.
Quando Edythe entrou no bar às 19 horas, viu Beau no bar conversando com o barman, enquanto ela caminhava em direção a ele, ele se virou para encará-la.
− Boa noite. − ele assentiu.
− Oi. − ela respondeu olhando em volta para o bar quase vazio. − Este lugar parece morto.
− Perfeito para nós, hein?! − Beau respondeu, com uma piscadela. − Então, o que você vai querer?! Um gin & tônica?!
− Em um dia de semana?! – ela perguntou com repreensão.
− Claro, por que não?! − ele respondeu.
− Pode ser, talvez minha mãe esteja certa, você é uma má influência para mim. − ela brincou e Beau virou-se para o barman.
− Faça dois gin & tônico, Allen. − ele pediu.
− Vou levar para a mesa, Beau. − o barman assentiu. Edythe e Beau, caminharam para uma mesa.
− Então, você é bem conhecido por aqui... − ela disse, tirando o casaco para sentar-se na mesa.
− Vim para cá quando me mudei para Nova York por acaso, Allen Weber foi meu primeiro amigo na cidade. − ele acenou com a cabeça para o homem atrás do bar, um homem alto, com cabelos escuros, olhos gentis e os braços cobertos com tatuagens.
− Há quanto tempo você está na cidade?! − ela perguntou curiosa.
− Acabou de fazer 4 anos, é uma cidade grande, são muitas coisas para absorver, eu vim de uma cidade pequena, não estava acostumado com esse caos da cidade grande, onde tudo fica aberto até de madrugada, ou com pessoas que não se desculpam da gente quando trombam com você.
− Sim, Nova York pode ser assim. – ela concordou.
− Você é daqui?! − Beau perguntou, quando Allen entregava as bebidas, eles agradeceram em uníssono.
− Nascido e criado. − ela respondeu, com um sorriso. − Manhattan é tudo que eu conheço, meus pais se mudaram da cidade a pouco tempo, eles vivem em Nova Jersey agora, não muito longe na verdade, mas eu a vejo todo mês. − ela tomou um gole e recostou-se no banco.
− Espere, antes de você beber mais, vamos fazer um brinde. − Beau pegou seu telefone para gravar um Boomerang deles, tilintando de copos. − Eu deveria ter pedido algo mais viril. – ele brincou, quando olhava para sua bebida. Edythe levantou o copo e esperou enquanto ele abria o aplicativo em seu telefone.
− Meu rosto não está aparecendo, está?! Não consegui ir para cara retocar a minha maquiagem. – ela se defendeu.
− Você parece perfeita. − ele respondeu. − Bom, você está usando esmalte, enrole a mão em torno do copo para deixa-lo evidente. Talvez... solte seu cabelo... para que possamos vê-lo no fundo da foto, sabe?! Algo meio desfocado... seu rosto não vai aparecer, mas quem for esperto, vai perceber que é você.
− Você quer que eu solte meu cabelo?! − ela perguntou.
− Sim. − ele assentiu com um sorriso brilhante.
Edythe rapidamente desfez seu coque, passando os dedos pelo cabelo, para deixar levemente ondulado, conforme ela agitou seus cabelos, Beau a observou hipnotizante.
− Só um pouco... posso?! − ele perguntou, levantando a mão. Ela assentiu enquanto ele passava os dedos pelos cabelos dela, permitindo que ele se acumulasse na clavícula. − Ok, parece perfeito.
Beau levantou o telefone e Edythe encarou-o quando desviou o olhar.
− Espere, temos que olhar nos olhos um do outro. − ela exigiu.
− O quê?! − ele perguntou.
− Mesmo que isso seja falso, temos que nos encarar quando fazemos um brinde. Você sabe o que o aquele ditado alemão diz, certo?! Temos que manter contato visual quando brindamos ou teremos 7 anos de sexo ruim. − Edythe disse com o maior sorriso.
− Oh! Definitivamente nós não queremos isso, queremos?! − Beau sorriu para ela quando ele levantou seu copo mais perto dela, e cegamente apertou para fazer o Boomerang.
Os dois brindaram encarando os olhos um do outro.
− Você conseguiu? − Edythe perguntou.
− Sim, e ficou ótimo! − ele virou o telefone e mostrou a ela. − Vou postar e marcar o bar.
− Devo fazer o mesmo?! − ela perguntou, incerta.
− Vamos deixar um pouco de imaginação... Talvez tire uma foto minha no bar, com as minhas costas viradas para você, para que não fique claro que sou eu, então você marca apenas o bar, para que as pessoas vejam que estávamos juntos... Isso vai funcionar. Faça a foto em preto e branco. − ele sugeriu enquanto se movia em direção ao bar, Edythe o seguiu e tirou a foto.
− O que devo escrever?! − ela perguntou. − Você é muito melhor nisso do que eu.
− Que tal "o homem mais sexy vivo do mundo"? − Beau riu, brincando.
− Hummm... não! − ela riu de volta. − Que tal algo sobre seguir em frente?! Este é o meu primeiro encontro em 6 anos, mesmo que seja falso.
− Sim... Parece muito bom. − Beau respondeu enquanto voltavam para a mesa, ambos bebericando suas bebidas.
− Que tal: "Bem-vindo futuro, adeus ao passado"?! − Edythe sugeriu.
− Isso é muito bom, você acabou de pensar nisso?! – ele perguntou surpreso.
− Não, eu pesquisei no Google, foi a primeira frase a aparecer.
− Perfeito! − Beau levantou o copo novamente. – Bem-vindo futuro, adeus ao passado.
Edythe não pôde deixar de sorrir mais.
− Obrigada por me ajudar. – ela agradeceu sinceramente.
− Estamos nos ajudando. − ele respondeu e eles voltaram a tintilar os copos.
.
Na manhã seguinte, quando o alarme de Edythe a acordou, ela recebeu uma série de mensagens de seus amigos, uma em particular, de Jeremy, exigindo saber quem era o homem do seu story no Instagram.
JS: Gata! Quem é esse?! Por favor, diga-me que você finalmente superou o Judas ruivo!
Edythe riu de sua melhor amiga e balançou a cabeça quando percebeu que havia declarado Beau como um melhor amigo, quando viu que tinha uma mensagem dele.
BS: Victor assistiu ao meu story. Ele nem me segue. É seguro dizer que está funcionando.
EC: Mesmo?!
BS: Claro, Edythe! Hoje vai ser interessante no escritório.
Edythe sentiu o peito apertar em ansiedade, ela realmente estava fazendo isso?! Victor estava com ciúmes?! Só essa ideia fez seu coração acelerar.
BS: Eu acho que outro encontro é necessário. Vamos deixá-lo ainda mais ciumento, quais são seus planos no sábado?!
EC: Não tenho planos.
BS: Perfeito, use seu vestido mais bonito. Vou te levar para sair.
.
Dizer que hoje seria interessante era um eufemismo, assim como Beau disse, tinha um buquê esperando por ela em sua mesa quando ela chegou. Mesmo que não tenha sido um choque, ela não pôde deixar de sorrir enquanto levava as rosas para o nariz.
− Uau! Quem te mandou essas flores?! – Taylor a colega de trabalho de Edythe que estava sentada ao lado dela perguntou.
− Não tem cartão. − respondeu Edythe, com as bochechas vermelhas.
− Elas são lindas! – ela elogiou.
− Elas são perfeitas! − Edythe não pôde evitar o coração acelerado quando olhou através da sala e encontrou Beau a observando, dando-lhe um aceno. Ela murmurou um "obrigada" e ele disse "de nada" de volta, assim como ela sentiu um tapinha no ombro ficando cara a cara com Logan.
− Olá Edythe, eu estava pensando se você está livre para almoçar hoje?! − ele perguntou.
− Almoço?! − ela perguntou confusa, ele nunca a convidara para almoçar antes.
− Isso, você está livre?! – insistiu, jogando o seu charme insuportável.
Ela balançou a cabeça.
− Não, desculpe, eu não estou. − ela respondeu e colocou as flores de volta em sua mesa.
− É verdade?! Você está vendo Beau Swan?! − o tom de Logan mudou para acusador.
Edythe arregalou seus olhos atordoada com o tom dele.
− Se... se eu soubesse que você estava saindo com outras pessoas depois de Victor... eu teria te convidado para sair. − ele gaguejou.
− O quê?! − Edythe ofegou atordoada.
− Eu sempre pensei que tínhamos química, algo a mais... mas você estava com Victor, então eu não tentei nada, e agora, eu ainda pensei que você ainda estava apaixonada por ele, por isso que não tentei nada.
Edythe balançou a cabeça, não tendo certeza de que estava ouvindo certo.
− Victor não é seu melhor amigo?! – ela perguntou desconfiada.
− E?! − ele deu um passo em sua direção e passou as costas da mão pelo braço dela, em um gesto que deveria ser sedutor, mas a sensação a fez querer pular, enviando um arrepio na espinha.
− Você está falando sério?! − ela questionou desacreditada.
− Claro que estou falando sério! – concordou ligeiramente ofendido. – Eu gosto de você, então que tal eu te levar para sair hoje à noite?! Ou no fim de semana?! − ele perguntou.
Edythe balançou a cabeça.
− Não! Eu não posso, tenho planos. – disse enfaticamente.
− Com Beau?! Isso é sério?! Você realmente está saindo com ele?! Eu pensei que você tinha padrões mais altos. − ele acusou com azedume.
− Logan, me deixe em paz! − Edythe puxou sua cadeira para sentar, tentando tirá-lo do seu cubículo.
− Eu não posso acreditar que você está saindo com ele! − ele disse de novo, mas desta vez com raiva.
− Estamos nos conhecendo, e daí?! – ela desafiou.
− Você dormiu com ele?! – Logan perguntou alto, as pessoas ao seu redor olhando para ela. O rosto de Edythe corou.
− Não que isso seja da sua conta, mas não. Eu não dormi com ele. − ela respondeu e Logan soltou um suspiro de alívio. − Ainda não, pelo menos. Estamos nos conhecendo. − ela disse e ele parecia ainda mais irritado.
− Eu não posso acreditar em você... − Logan começou quando ela o parou.
− Deixe-me em paz, Logan! Eu não gosto de você, a única razão pela qual te tolerei foi por causa de Victor, mas agora que não estamos mais juntos, você pode me deixar em paz. E fique de fora da minha vida pessoal. − ela disse baixinho para ele, mas alto o suficiente para ele ouvir. − Agora vá embora, eu tenho trabalho a fazer.
Logan se afastou com o rabo entre as pernas, e Edythe sorriu para si mesma, sentindo-se orgulhosa quando seu telefone tocou com uma mensagem de Beau.
BS: Dia interessante, hein?! E só vai piorar. Você ainda tem certeza disso?
EC: 100% de certeza.
.
Edythe estava mais animada do que nunca em voltar para casa, ela ouviu sussurros o dia inteiro, após o confronto com Logan no início do dia, especulações e fofocas sobre ela e Beau começaram a se espalhar, como rastilho de pólvora.
"Você viu os stories deles no Instagram?! Eles estavam juntos!"
"Era o Beau no story dela."
"Há quanto tempo você acha que isso está acontecendo?! Victor sabe?!"
"Ela está usando ele."
"Ele está usando ela. Ela não sabe sobre como ele é?!"
Edythe estava cansada, ela desligou o laptop e colocou-o na bolsa, pronta para ir para casa. Beau já havia ido, ele passou em sua mesa para dizer adeus, causando mais sussurros. Victor, felizmente, a estava evitando o dia todo, ela o via desviar o olhar sempre que chamava sua atenção, naquele momento ela não tinha mais certeza se ele se importava ou não.
Porém, quando ela caminhava para a estação de metrô, para ir para casa, ele a alcançou.
− Edythe! − Victor gritou correndo atrás dela, ele agarrou a mão dela para impedi-la de ignorá-lo e a puxou para ele. Ela puxou a mão para trás e ele se afastou.
− O quê?! − ela perguntou impaciente.
− É verdade?! − ele inquiriu.
− O que é verdade?! − ela se fez de boba.
Victor parecia bravo.
− Não se faça de boba, você e Beau! Você e ele… Vocês estão...? − ele não podia nem fazer a pergunta.
− Nós somos o quê?! − ela incentivou.
Victor engoliu em seco.
− Você está namorando com ele?! – perguntou, estufando o peito. Edythe arqueou uma sobrancelha em desafio.
− E se eu for?! Eu estou solteira, não é?! − ela cruzou os braços, irritada.
− É um pouco rápido, não é?! − ele questionou, um olhar óbvio de ciúmes em seu rosto.
− Você está brincando comigo! − ela disse com raiva. – "É um pouco rápido"?! Você não tem o direito de me julgar depois do que fez! Você sabe o quê?! Vai se foder Victor! − ela se virou para sair, mas ele correu ao seu redor.
− Eu só quero saber. − ele a deteve.
− Estamos apenas saindo. − ela respondeu exasperada, e a voz de Beau estava na parte de trás de sua cabeça: "Faça com que seja sutil. Não queremos que pareça falso".
− Por quê?! Você o odeia! – ele tornou a acusar.
− Não, você o odeia, eu não tenho nada contra ele. Ele pode ser arrogante e um pouco sarcástico às vezes, mas ele é muito bom em seu trabalho e um homem gentil. − Edythe o defendeu.
− Beau não é gentil! Ele está apenas usando você, percebendo que você está vulnerável e está se aproveitando de você. − Victor sugeriu e essas palavras fizeram o interior de Edythe gritar.
− Vulnerável?! Eu não sou vulnerável! − ela gritou exasperada.
− Qual é?! Há pouco mais de uma semana que você estava chorando pelo que aconteceu conosco, você não está bem ainda, e Beau está se aproveitando de você. Edythe, eu ainda me importo com você, eu não vou deixar você ficar com ele.
Edythe deu um passo em direção a Victor, enfiou o dedo no peito dele e fechou a cara, controlando a raiva que estava prestes a explodir.
− Você não se importa comigo! Minha vida pessoal não é mais da sua conta, então me deixe em paz! – vociferou, tremendo de raiva.
Eles se entreolharam por um longo momento até Edythe finalmente dar um passo atrás, a raiva irradiando por seus ossos, seus dedos fecharam com força, ela estava indignada que depois de tudo o que ele fez, ele ousa dizer essas coisas para ela.
Ela estava tão furiosa, que sequer podia apreciar o fato de que ele estava com ciúmes, porque suas acusações eram ridículas, ele a pintou como uma donzela em perigo, que não sabe reconhecer um oportunista e que somente ele, Victor Collins, seu ex traidor poderia salvá-lo, para que ela ficasse chorando eternamente por ele a abandonar.
A sua raiva era tão grande, que ela jurou ser mais assertiva no plano de Beau, ela faria o impossível para mostrar o quanto isso era verdadeiro, ela queria deixar Victor infeliz.
E ela faria.
.
N/A: Oi gente! Desta vez o capítulo veio rápido! Eu sei que todo mundo está com um ódio gigantesco do Victor, mas quem nunca teve um ex que depois de te trair, saiu falando para todo mundo que você é louca, vulnerável, que qualquer um quer se aproveitar da sua ingenuidade?! Eu tenho, e porra! Me vinguei através da Edythe nesse capítulo, porque nunca tive a oportunidade de jogar tudo no meu ex babaca, porque ele fugia com medo de mim, afinal, eu era a louca descontrolada! Enfim... experiências da vida... Estou amando que todos vocês estão gostando da história, obrigada por continuar acompanhando essa loucura, é vocês que me incentivam! Então, por favorzinho, não esqueça de deixar uma bela review depois da leitura, ok?!
Amo vocês!
Beijos, Carol.
