Disclaimer: infelizmente Twilight ou Life and Death não me pertencem, mas usar qualquer personagem que tia Steph criou da forma mais divertida possível sim, então, aquilo de sempre: respeita aí!

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CAPÍTULO 4

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Era sábado de manhã, Edythe estava encontrando Beau hoje à noite para o jantar e tirar mais fotos para as redes sociais, e ela não queria admitir, mas ela estava ansiosa por isso. Beau não era nada além de perfeito, quanto mais rumores se espalhavam pelo escritório, mais pequenas dicas ele dava. Pequenos toques e olhares, presentes como cafés e doces, e o olhar no rosto de Victor era impagável todas as vezes.

Porém, Edythe não pôde deixar de voltar ao que Victor disse a ela na quarta-feira depois do trabalho: "Ele está apenas usando você, percebendo que você está vulnerável e está se aproveitando de você. Há pouco mais de uma semana que você estava chorando pelo que aconteceu conosco, você não está bem ainda, e Beau está se aproveitando de você. Edythe, eu ainda me importo com você!"

− Victor é um mentiroso! Acorda Edythe, ele não se importava com você! Ele partiu o seu coração em mil pedaços e, agora se atreve a dizer que está preocupado com você! – ela se censurou mentalmente. − Victor Collins pode ir se foder, que não me importo mais! – completou seu pensamento, finalmente encarando o lugar em que estava.

Era um elegante e popular salão de beleza em Greenwich, e por um capricho, por uma necessidade de se sentir linda, ela marcou um horário ali.

− Eu vou te mostrar a vulnerável, Victor Collins. − ela murmurou bufando enquanto entrava no salão e caminhava em direção à recepção.

− Boa tarde, você tem um horário? − uma bela loira atrás do balcão perguntou.

Edythe olhou em volta, meio temerosa, ela nunca tinha ido a um salão tão chique antes. Uma vez, ela foi com Jeremy a um spa em Upper East Side há um ano, mas se sentiu mal por gastar metade do aluguel em um tratamento de spa. Então, ela apenas esperou na luxuosa sala de espera por Jeremy sair parecendo relaxado e revigorado.

Quando falou para o amigo a ideia de mudar um pouco o visual, ele incentivou que ela fizesse algo drástico, como uma forma de expurgar tudo que a lembrava do seu relacionamento passado, como clarear seus fios ou cortar na altura dos ombros, contudo, ela gostava dos seus cabelos cor de bronze e ligeiramente longos, mesmo que constantemente os usasse presos em um rabo de cavalo, ela amava seus cabelos, por isso que mudar a cor ou cortar estava fora de questão.

Mas, talvez, Jeremy estivesse certo, ela tinha que mostrar para Victor e para qualquer outra pessoa, que quem saiu perdendo foi ele, afinal, ela tinha um belo corpo e um rosto lindo, e ela estava animada para mostrar que estava feliz, exibir sua felicidade e sua beleza, mesmo que fosse em um encontro falso com Beau Swan.

− Sim, eu... eu sou Edythe Cullen. − ela respondeu enquanto a mulher procurava no computador à sua frente.

− Sim, Edythe, sente-se e que seu designer virá até você em breve. – a recepcionista loira disse com um sorriso. − Você gostaria de um café, chá?! Ou algo mais forte? Nós temos Prosecco. – ofereceu.

− O chá está bom. − ela respondeu quando se sentou no sofá de couro macio, pegou uma revista no revisteiro, e começou a folhear olhando a variedade de penteados nas páginas. As cores coloridas e ousadas a fizeram estremecer, verde ou rosa, não fazia seu estilo aos 17 anos e provavelmente não faria agora aos 27, certo?! Ela nem mesmo queria. A recepcionista veio com uma bandeja elegante de granito com o chá e um sorriso. Edythe tomou um gole no momento em que outra mulher pequena e bonita, de cabelos espetados caminhava em sua direção.

− Você deve ser Edythe, eu sou Alice. E eu serei sua designer hoje. − a mulher era amigável e Edythe a seguiu até uma cadeira elegante. Sentada em frente ao espelho, a mulher desamarrou os cabelos de Edythe e passou os dedos por eles, desfazendo qualquer nó que tivesse. − Então, o que você tem em mente?! Vamos fazer algo ousado ou somente ressaltar a sua beleza única?!

Edythe olhou para o seu reflexo no espelho e balançou a cabeça.

− Eu não sei. – respondeu com sinceridade. A mulher olhou para ela inclinando a cabeça, esperando que ela elaborasse melhor. − Eu gosto do meu cabelo, eu não quero mudar muito... eu só quero... ficar um pouco diferente...

− Hummm. − Alice mordeu o lábio.

− Meu namorado de 5 anos me traiu e está com essa outra, e em vez de ter uma família comigo, ele terá tudo o que eu sempre quis com ela. – Edythe deu de ombros. − Eu sei que não deveria me importar mais, mas eu me importo! Eu odeio sentir isso, estou tentando seguir em frente, mas essa merda ainda dói, sabe?! – ela tinha lágrimas nos olhos quando Alice puxou uma cadeira em direção a Edythe e se sentou, segurando as mãos da jornalista com delicadeza.

− Oh querida, acho que precisamos de algo mais forte que o chá. − a mulher sorriu e Edythe soltou uma risada abafada quando uma lágrima escapou de seus olhos.

− Eu tenho um encontro esta noite. – ela admitiu timidamente. − Eu quero fazer meu ex se arrepender por ter me deixado. − explicou, ela não mencionou que o encontro era falso, até mesmo porque ela estava ansiosa por esse encontro, ansiosa para ver Beau novamente, mas, quase como uma cruz pesada, as lembranças de Victor ainda estavam lá consumindo seu coração.

− Acho que sei o que podemos fazer. − Alice disse, entregando um lenço a Edythe. – Mas antes entenda: você é maravilhosa, e seu ex é um idiota.

Edythe sorriu chorosa com as palavras da designer.

− Mas o que você acha de ressaltarmos esses reflexos naturais do seu cabelo?! Talvez puxar um pouco para o dourado envelhecido, nada muito escandaloso, mas suficiente para trazer uma luz. – disse animada. − Podemos dar um pouco de volume, mas sem diminuir o comprimento, uma aparada nas pontas, sabe?! Depois, eu e você iremos escolher um vestido magnifico em uma loja aqui do prédio, cortesia da casa. – ela rapidamente completou vendo o olhar temeroso de Edythe. – E então, você irá entrar por aquela portinha mágica ali, e as meninas cuidaram das suas unhas e farão uma maquiagem maravilhosa em você! Vamos deixar esse cara novo de queixo caído, afinal, a melhor vingança é a felicidade! Mostre ao idiota desse seu ex que você o superou e está feliz! Acredite, ele irá se odiar para sempre por deixá-la.

Edythe tinha um sorriso trêmulo nos lábios enquanto assentia.

− Isso te parece uma boa ideia? − Alice perguntou.

− Sim. – Edythe respondeu suavemente.

− Perfeito. − a mulher bateu palmas e Edythe enxugou as lágrimas quando o telefone vibrou com uma mensagem.

BS: Vejo você à noite. Vai ser divertido.

Ela sorriu com a mensagem de Beau, se ela admitisse seu coração acelerou com a mensagem, porque mesmo que fosse falso, ela estava animada para vê-lo.

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Beau estava esperando do lado de fora do restaurante, olhando para o telefone quando ouviu seu nome ser chamado.

− Beau. − ele olhou para cima e seu queixo quase caiu quando viu Edythe caminhando em sua direção. Seu cabelo esvoaçava enquanto ela caminhava, seus lábios eram de um rosa brilhante, seus olhos saltaram com uma cor sutil, fazendo seus olhos ambares estalarem. Ele não pôde deixar de admirar todo o corpo dela, um lindo vestido verde escuro que ia até o meio de suas canelas, mas uma fenda discreta, mostrava elegantemente sua coxa, um decote em V, mostrava a sua pele de alabastro brilhante, evidenciando a curva dos seus seios.

Ela estava linda, mas ela sempre estava linda para ele.

− Uau! − disse Beau quando ela finalmente o alcançou. − Você está maravilhosa!

− Obrigada. − Edythe sorriu timidamente, ela passou as últimas 4 horas no salão e fez compras com mulheres super antenadas na moda, que a fizeram provar uma infinidade de vestidos até encontrar o perfeito para aquela noite.

Ver o olhar no rosto de Beau a fez corar.

− Você está muito bem, também. – ela elogiou. − Você está vestindo um blazer?!

Beau assentiu com um sorriso torto.

Ele também se arrumou, e felizmente ele fez, porque caso não fizesse, se ele visse Edythe do jeito que ela estava sem ele estar arrumado, ele se sentiria extremamente inapropriado.

− Seu cabelo parece mais bronze... isso é... uau! Incrível! É tão brilhante, você fez algo neles?! − ele estendeu a mão e passou as pontas dos dedos por um cacho belamente delineado e brilhante que Alice, a cabelereira, havia feito.

− Eu fiz uma coisinha, para trazer mais a cor. – ela disse timidamente. − Estou surpresa que você tenha notado, sempre que eu fazia alguma coisa, Victor nem sequer dava um segundo olhar, nunca percebendo. − ela respondeu seu sorriso caindo, notando mais uma vez que Victor não era o namorado perfeito que ela pensava que ele era, ele só se importava consigo mesmo. Mesmo quando ela passava horas procurando o vestido perfeito para o encontro, ele nunca disse uma palavra, um misero elogio.

Beau soltou os cabelos e deu um passo para trás.

− Victor é um idiota! Não estou surpreso que ele nunca percebeu a bela mulher que tinha ao seu lado. − ele comentou exasperado. Edythe assentiu envergonhada. − Vamos entrar?! – perguntou Beau, ao perceber que ela ficou constrangida com as palavras que avia dito sobre o ex.

− Claro. – ela concordou.

Como um cavalheiro a moda antiga, Beau abriu a porta para Edythe, adentrando ao belo restaurante italiano, ele colocou a mão na parte inferior das costas dela e rapidamente a puxou para trás e balançou a cabeça, suas mãos estavam suadas e pela primeira vez desde que começaram isso, ele se sentiu realmente nervoso.

− Este lugar é lindo. − disse Edythe, enquanto se sentava na cadeira em frente a Beau. O garçom começou a servir um copo de vinho branco para Edythe.

− Obrigado. − Beau acenou com a cabeça para o garçom e depois sorriu para Edythe quando foram deixadas sozinhas. − Não é o melhor restaurante italiano de Manhattan, porém é muito bom, mas é o interior que vale a pena, é incrível! Será o cenário perfeito para algumas fotos. – ele disse, com uma ligeira piscadela.

− Claro. − Edythe respondeu balançando a cabeça.

"Claro", ela se sentiu um pouco boba, não era um encontro típico, como aqueles que ela tinha com Victor uma vez por mês, tudo isso era falso, ela se censurou, por um momento, ela esqueceu de que Beau e ela não tinham nada romântico, somente um acordo com data para acabar.

− Você está pronta para isso, Edythe? Depois desta noite, não tem mais volta. − Beau comentou.

− Você está me deixando nervosa. − ela soltou uma risadinha.

− Eu não quero te assustar, mas acho que devemos mudar nosso status de relacionamento no Facebook hoje à noite e postar algumas fotos juntos. É por isso que estamos aqui.

Edythe tomou um grande gole de vinho.

− É por isso que estamos fazendo isso certo?! Estou pronto! Você está? – ela perguntou cheia de coragem, mas hesitante por dentro pela reação dele.

Beau assentiu com a resposta e seu sorriso foi largo.

− Estou mais do que pronto, mas tive que perguntar para ter certeza. – ele pontuou. − Depois que você assumir que tem um relacionamento comigo, as pessoas podem tratá-la de maneira diferente.

Ela rolou seus olhos em descrença, ela odiava quando ele se via como um problema.

− As pessoas são uns idiotas. Você é uma boa pessoa, Beau. Um editor assistente fantástico, o melhor que qualquer jornal poderia ter, e você vai conseguir o cargo de editor-chefe, porque é bom no que faz. – ela recitou.

Beau corou, mas para disfarçar bebeu um longo gole do seu vinho.

− Sabia que Logan se candidatou a vaga? – ele perguntou depois de um tempo.

− Você está falando sério?! – ela perguntou incrédula. – Ele não vai conseguir, nem jornalista ele é, é um mero fotógrafo de esportes.

− Eu sei, mas Jessamine o ama. – ele disse, com um rolar de olhos.

− Não por muito tempo. Eu te elogiei para ela, e ela nem uma vez discordou de mim, ela sabe que você faz muito bem o seu trabalho, Beau. Quase ninguém na redação conseguiria fazer esse trabalho melhor do que você. − Edythe estendeu a mão sobre a mesa e apertou a mão dele, ele estava visivelmente inseguro com a possibilidade de conseguir o cargo. − O que aconteceu com o arrogante Beau que eu conheço? Você vai conseguir! Eu sei que você vai.

Um sorriso embargado chegou aos lábios de Beau, ouvi-la dizer tão vigorosamente a respeito dele fazia seu peito apertar. Ele se censurou por estar olhando para ela um pouco demais e puxou a mão para trás com uma tosse.

− Vamos fazer isso?! Tornar oficial o Facebook?! − ele perguntou pegando o telefone. Edythe fez o mesmo.

Ambos abriram o aplicativo do Facebook e fizeram as alterações no seu status de relacionamento, mudando de "solteiro" para "em um relacionamento sério".

− Vamos fazer isso juntos?! − Edythe perguntou nervosa.

− Sim. Em três?! − ele perguntou, ela assentiu. – Um... dois... três... e... feito!

− Está feito! − disse Edythe, largando o telefone na mesa. − Está feito!

− Como você está se sentindo?! – ele perguntou com um sorriso de lado.

Edythe olhou para o telefone que agora estava sobre a mesa, ela percebeu o aparelho vibrando com notificações, porém preferiu ignorar e olhou para Beau.

− Eu me sinto bem. – disse com firmeza.

− Bom! Agora sorria, vamos tirar uma foto. A hora de ser sutil e secreta se foi. − Beau moveu sua cadeira para estar sentado ao lado de Edythe, enquanto ele acenava para alguém próximo.

− O que está acontecendo?! − ela perguntou quando o rosto familiar de Allen Weber do bar da semana passada apareceu.

− Allen está aqui para tirar uma foto nossa. − ele explicou. Beau entregou o telefone ao amigo e Allen se agachou para tirar a foto.

Edythe não sabia para onde olhar, mas quando sentiu Beau se aproximar, e a mão dele alcançou seu queixo, então ela o encarou.

− Agora, apenas olhe para mim como se você realmente gostasse de mim. − ele disse, deixando a mão no queixo dela. O cenho confuso de Edythe se transformou em um sorriso sutil, pois ela estava a centímetros do rosto de Beau. Ela encarou seus olhos azuis profundos com atenção, ele a encara com ansiedade, no mesmo instante que o pequeno flash do celular os tirava daquele momento em que seus olhares se prenderam.

− Espere, vamos tirar mais algumas. − Allen disse, tirando mais algumas fotos. Edythe sentiu o seu rosto virar a cor de um tomate, enquanto a mão de Beau parecia fogo em sua pele. Ele estava tão perto, que se ela quisesse, ela poderia beijá-lo, ou ele poderia beijá-la. Mas os dois se contiveram enquanto Allen terminava de tirar as fotos.

− Ok, eu terminei. − Allen disse em voz alta e Beau deixou cair a mão e afastou a cadeira.

− Obrigado, Allen. Como está o seu encontro?! − ele perguntou como nada havia acontecido. As mãos de Edythe estavam prestes a tremer com a sensação de ter as mãos de Beau no rosto, embalando sua mandíbula e olhando em seus olhos. Ela teve que apenas sorrir e suportar.

"Era tudo falso, certo? Para com isso, Edythe! Isso não é nada para ele, lembre-se disso!" − ela se censurou mentalmente. – "Esqueceu que a última pessoa que te olhou assim era o Victor?! E olha só, era tudo falso!"

− Bom, esse é o encontro número três, e você sabe o que isso significa. − Allen levantou as sobrancelhas, balançando-as para cima e para baixo até os dois homens caírem na gargalhada.

− Boa sorte então, volte para sua garota! – Beau disse, agradecendo mais uma vez o amigo.

− Fica tranquilo, vou fazer aquilo que combinamos, Beau. Depois nos falamos. Boa noite, para vocês! − Allen deu um tapa nas costas de Beau, e um breve aceno a Edythe.

− O que foi isso?! − Edythe perguntou quando finalmente conseguiu se controlar.

− Ele vai tirar algumas fotos do seu encontro, conosco aparecendo ao fundo; se alguém olhar para a localização no Instagram, verá a gente. Vou postar a foto em breve e marcar o restaurante. − ele explicou, Edythe finalmente entendendo.

− Você é bom nisso! − ela riu.

− Na verdade não... − ele respondeu enquanto pegava o cardápio. − Você sabe o que quer comer?!

− Nós vamos ficar para o jantar?! Eu pensei que era apenas um drink? − ela perguntou insegura.

Beau riu.

− Este pode ser um encontro falso, mas eu não vindo só para bebidas aqui e ficar tentado com esse cheiro incrível de comida italiana ao nosso redor. – ele sorriu e deu uma piscadela. – Sem contar que, você está toda arrumada, e o mínimo que posso fazer é oferecer um delicioso jantar para você.

Edythe pegou um menu e olhou para a variedade de comida italiana, seu estômago roncou, provando como ela estava com fome. Seus olhos rapidamente se moveram para olhar para Beau, felizmente, o menu estava lá para esconder seu sorriso.

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Eles passaram duas horas agradáveis conversando, comendo e bebendo vinho bastante caro. Edythe nem queria pensar quanto custava o último copo de vinho Chianti, quando ela pediu, esperava que Beau sacudisse a cabeça em negação, como um recado para lhe dizer que era muito caro, foi o que Victor fez quando algo custou muito.

− Diga-me o quanto eu te devo. − Edythe disse enquanto eles saíam do restaurante e voltavam para a calçada.

Beau balançou a cabeça e riu.

− Fica por minha conta. – disse com aquele seu sorriso jovial. Porém, Edythe não gostou da ideia de ele pagar por esse encontro. Esse encontro falso.

− Este não foi um encontro de verdade! Você não ganha nada com isso, me deixa pagar por ele! – protestou.

− Edythe, estou falando sério, eu não me importo. Você está me ajudando, lembre-se disso. − ele respondeu.

− Certo, desculpe, eu esqueci. – ela lamentou. − Eu sou tão egoísta! Eu preciso te ajudar mais, não se trata apenas de deixar Victor com ciúmes, diga-me o que preciso fazer! − ela falou se sentindo tola, mais uma vez.

Beau apenas riu e tocou seu braço.

− Você não precisa fazer nada, uma vez que as notícias se espalham, seremos oficiais. Royal descobrirá e as fofocas se espalharão para os outros gerentes, não serei mais o solteiro Beau Swan, eu serei o Beau comprometido, um homem que finalmente tem uma mulher bonita ao seu lado por mais de uma noite. – falou com um sorriso lisonjeiro e uma piscadela.

− Eu acho que você me superestima. − ela riu e Beau franziu a testa, a mão dele ainda estava no braço dela e ele a esfregou para cima e para baixo.

− Todo mundo no escritório te ama, estar em um relacionamento com você é a melhor coisa que você pode fazer. Por que você acha que Royal ama tanto Victor? Não é porque ele é bom em seu trabalho, ele é medíocre na melhor das hipóteses. − enquanto ele falava, Edythe estava balançando a cabeça, sem acreditar em nada disso. − É verdade!

− Eu não acho que é, eu sou a garota que todo mundo fala por trás, aquele pelo qual as pessoas sentem pena, também o que eu quero?! Meu namorado me deixou e liguei doente para o trabalho, porque estava com o coração partido. Eu sou uma piada! − ela abaixou a cabeça envergonhada, ela não conseguia mais manter o olhar dele.

− Edythe. − ele disse suavemente, ela apenas chutou uma pequena pedra com o sapato, evitando seu olhar. − Edythe. − ele disse o nome dela novamente e quando ela se recusou a olhá-lo, ele colocou a mão sob o queixo dela e ergueu o olhar. − Você é incrível! Você é a melhor jornalista daquele lugar, e se você tivesse apenas mais um ano de casa em seu currículo, eu ficaria com medo de que você concorresse comigo por essa vaga, porque ela seria sua em um piscar de olhos.

Edythe mordeu o lábio, ela sentiu que estava falhando em tudo desde que Victor a deixou, ouvir Beau dizer essas palavras a fizeram feliz e sentir como se estivesse indo bem. Ela sentiu a mão dele em seu rosto novamente e a sensação de queimação em seu rosto, ela assentiu e ele puxou a mão de volta, mas não antes de ele passar o polegar sobre a mandíbula dela, deixando suas mãos suadas novamente.

− Obrigada, Beau. − ela disse suavemente, e Beau sorriu. Ela sentiu seu coração derreter um pouco, é por isso que as meninas o amavam, porque mesmo sem querer, ele era charmoso.

− De nada. − ele respondeu e deu um passo para trás. − Vamos postar essa foto hoje à noite?!

− Sim. − ela respondeu. Edythe tinha ignorado o telefone a noite toda, desde a atualização do status do Facebook, ela ignorou as mensagens, curtidas e chamadas. Jeremy havia telefonado para ela três vezes, mas ela ignorou o telefone, ela queria aproveitar o jantar, mas a parte dois do plano era justamente postar uma foto deles na mesa de jantar, naquele clima de paixão efervescente.

Beau enviou a Edythe a foto deles para que ela carregasse em seu feed do Instagram, deixando-a fazer o que quisesse, enquanto ele postou com uma legenda romântica.

"Finalmente encontrei a mulher dos meus sonhos. Sempre me lembrarei de como você me fez sentir esta noite quando concordou em ser minha."

Ele virou o telefone para obter a aprovação de Edythe.

− É um pouco cafona, não acha?! − ela riu.

− Não é para isso que estamos fazendo isso?! − ele riu de volta. − O que você vai escrever?!

− Eu não sei! Eu não sou bom nisso, quando eu estava com Victor, raramente publicava fotos nossas juntas. – ela explicou, prendendo o lábio inferior com os dentes.

− Você não precisa postar, acho que só eu postando é o suficiente. − ele ponderou vendo a hesitação dela.

− Não! Eu quero! É uma foto linda, e meu cabelo parece incrível! − ela mordeu o lábio. – Só acho que vai parecer perfeito demais se usarmos a mesma foto... eu tenho uma ideia! Vamos tirar outra?!

− Allen já foi. − respondeu Beau com pesar.

− Nós não precisamos de um fotógrafo, pode ser uma selfie. Será mais convincente assim! Venha aqui. − Edythe acenou com a mão e Beau se aproximou dela, enquadrando o restaurante em segundo plano. − Coloque seus braços em volta de mim... − ela sugeriu.

Beau colocou o braço em volta do ombro e ela apoiou a cabeça no peito dele. De pé tão perto dele, ela podia sentir o batimento cardíaco dele contra seu ouvido.

− Me beija?! − ela pediu timidamente.

Os olhos de Beau quase saltaram de sua cabeça.

− O quê?! – ele guinchou.

− Minha testa. Dê um beijo na minha testa, algo bem afetuoso. − ela esclareceu.

Um suspiro pesado saiu pelos lábios dele, ele agradeceu a explicação dela, enquanto tocava suavemente seus lábios contra sua têmpora. Eles eram tão suaves contra a sua pele, que seus olhos se fecharam quando Edythe sorriu para a câmera segurando-a de um ângulo alto, quando o flash disparou, os lábios de Beau se afastaram e eles se separaram.

− Ficou bom?! − ele perguntou.

− Está perfeito! − respondeu Edythe. − Obrigada por isso.

− Não tem problema. − Beau sorriu, enquanto Edythe carregava a foto em seu Instagram, adicionando a hashtag namorado e a legenda: "A garota mais feliz do mundo. Eu tenho tanta sorte."

Os dois soltaram uma risada estranha.

− Agora é oficial! Somos um casal! − Beau brincou. − Mal posso esperar para ver o rosto de Victor na segunda-feira.

Edythe sorriu, mas não estava ansiosa por isso tanto quanto pensava. Tudo começou a ficar confuso.

− Deixe-me chamar um táxi para você. − Beau caminhou até o meio-fio, em um minuto, Edythe estava entrando no banco de trás de um táxi amarelo.

− Vejo você na segunda-feira para as consequências?! – ele perguntou com um sorriso.

Edythe apenas riu.

− Obrigada por hoje à noite. Isso foi... agradável.

− De nada. − ele respondeu e fechou a porta.

Edythe acenou pela janela para Beau quando ele se afastou do carro, lhe dando um aceno sutil de volta. Finalmente, quando o carro estava fora de vista, ele podia abandonar o ato arrogante que se forçava a noite toda, e ele teve que respirar fundo para se acalmar.

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Enquanto Edythe subia o elevador até o andar do escritório na segunda-feira, ela olhou para os muitos comentários deixados em sua postagem no Instagram nos últimos dois dias.

"Bom para você! Parabéns!"

"Uau, ele é bonito. Quem é ele?!"

"Parabéns!"

E um comentário de sua mãe.

"É bom ver você sorrindo de novo. Te amo."

E outro de Jeremy.

"Uau! Ele é um gato! Mal posso esperar para conhece-lo, ele é tão sortudo! # caia fora ruivo"

Edythe não pôde deixar de rir do último comentário do seu melhor amigo, as portas se abriram e Edythe ainda estava sorrindo quando ela entrou no andar do escritório.

− Por que você está tão feliz na segunda-feira?! − ela olhou para cima e viu o grande chefe Royal Hale olhando para ela.

− Bom dia, Sr. Hale. − ela respondeu colocando o telefone no bolso do casaco. − Como você está?!

− Estou bem, obrigado, senhorita Cullen. − ele respondeu. − Como foi o seu final de semana?!

− Foi bom. Muito bom. − Edythe respondeu com outro sorriso largo.

− Por que sinto que há uma história por trás desse sorriso?! − ele perguntou, fechando os olhos em fendas.

− Não é nada. Estou apenas feliz. – ela disse, dando de ombros.

Ele levantou uma sobrancelha, estudando o rosto dela.

− Isso tem a ver com um certo, senhor Swan, por acaso?! Ouvi alguns rumores pelo escritório, e para ser sincero, fiquei um pouco chocado, não achei que alguém como você estivesse interessado em... bem... alguém como ele.

− Beau é um bom homem, sem contar que ele mudou nos últimos meses. Conheço sua reputação, mas ele não é nada parecido com o que as pessoas dizem, ele me faz feliz e também trabalha duro. É um editor assistente incrível, acho que o senhor tem sorte de tê-lo trabalhando para você. − ela teve um grande prazer em falar bem sobre Beau, Royal sempre foi tão gentil com ela e ela sabia o quanto Royal Hale era um nome importante no ramo jornalístico, então se ela pudesse ajudar Beau, elogiando ao chefe, ela faria isso sem pensar duas vezes. – Desculpa senhor, mas eu tenho que ir. – ela disse timidamente, mas o loiro, sorriu amavelmente.

− Vejo você na festa em algumas semanas?! − ele perguntou.

− Beau falou, claro, eu estarei lá! Vinte anos na indústria é um marco, mal posso esperar para comemorar. − ela respondeu forçando um sorriso enquanto se afastava dele e entrava na redação localizando sua mesa. Um enxame de olhos nela enquanto atravessava a sala.

− Oh meu Deus! Eu não acredito! – sua colega de trabalho Taylor disse, ao se aproximar dela. − Então é verdade?! Você e Beau Swan?!

Edythe olhou para cima e assentiu.

− Eu preciso saber tudo! − a mulher disse segurando o braço de Edythe cravando as unhas no casaco, desesperada por informações. − Seus lábios são tão macios quanto parecem?! E o cabelo dele?! É tão fofo!

− Uau! Me dê um minuto para tirar meu casaco. − Edythe riu quando Erica, outra colega de trabalho se aproximou para mais informações.

− Queremos detalhes, Edythe, eu não podia acreditar quando vi as fotos! – Erica exclamou animada.

Edythe tirou o casaco e pegou o olhar de Beau do outro lado da sala, piscando. Não havia como voltar agora.

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− Uau! Hoje está sendo louco! – ela murmurou para Beau, quando sentou na mesa ao lado dele. Ela só estava no escritório por algumas horas e havia perdido a conta de quantas vezes havia sido questionada sobre seu mais novo relacionamento, parece que a única pessoa que ela queria que perguntasse se era verdade ou não a estava ignorando, ela viu Victor no corredor quando foi tomar um café por volta das 10 horas da manhã, e ele se virou e caminhou para o outro lado.

− Victor está com ciúmes. − respondeu Beau enquanto Edythe se inclinava sobre a mesa.

− Eu acho que ele é. − respondeu Edythe.

− Você está gostando?! − ele perguntou com um sorriso.

Edythe olhou para trás e, do outro lado da sala, viu os cabelos ruivos e brilhantes de Victor, ela olhou de volta para Beau e sorriu.

− Você sabe o que eu estou. − ela gargalhou, Beau riu junto com ela enquanto sua mão roçava seu joelho, os dedos dele percorrendo a pele dela, ela sentiu a pele quente sob o toque dele.

− O que você está fazendo?! − ela perguntou baixando a voz.

Beau apenas assentiu atrás dela enquanto Victor atravessava o andar em direção a eles.

− Ele está vindo aqui? − ela perguntou.

− Parece que sim. − respondeu Beau.

Edythe moveu a mão para o peito de Beau quando a mão dele se moveu em torno de sua coxa, quando Victor se aproximou, Edythe se aproximou de Beau e soltou uma risada falsa até ouvir uma tosse atrás deles.

− Humm, Edythe?! Você está livre por um segundo?! − Victor perguntou.

Edythe virou-se para encará-lo, soltando a mão de Beau.

− Estou conversando com Beau. − ela respondeu, Beau apenas sorrindo para Victor.

− Por favor, não vai demorar muito. Eu prometo. − ele pediu. Edythe assentiu, empurrou a mesa de Beau e seguiu Victor enquanto ele os conduzia pelo corredor.

− Então... − Victor encostou-se em uma parede, e Edythe na outra.

− Então?! − ela perguntou, arqueando as sobrancelhas.

− É oficial?! Você e o Swan?! – questionou Victor amargurado.

− Sim. − respondeu Edythe.

− Eu pensei que vocês estavam... apenas se conhecendo? − ele perguntou recordando a conversa deles de uma semana antes.

− Estávamos, mas agora ele é meu namorado. − ela respondeu.

Victor respirou fundo e um olhar de fúria irradiou de seus olhos.

− Você tem certeza sobre ele?! Você o conhece?! Sabe se ele vai te tratar bem?! – pontuou, como se estivesse em um inquérito. Edythe fechou os olhos em fendas, mas ergueu o queixo e respondeu com seriedade.

− Sim, eu realmente tenho certeza, ele é doce, gentil e muito legal, e as pessoas falam sem saber toda a verdade, eu posso confiar nele, eu sei que ele nunca me machucaria. − Edythe explicou. − Ele nunca iria me trair.

− Eu nunca te tr... − Victor se deteve e passou a mão pelos cabelos. − Eu só queria ter certeza de que você estava bem.

− Estou bem, Victor. Na verdade, eu estou incrivelmente bem. Me sinto feliz pela primeira vez em meses, na verdade em anos! Fazia tempo que não me sentia tão feliz. − ela instigou sem remorso, justamente para ver como ele ficaria, e ele estava com ciúmes, e ela adorou.

− Que bom... − ele se afastou da parede. − Acho que te vejo por aí, então?!

Enquanto Victor se afastava, Edythe o observou enquanto sua cabeça estava baixa, um sorriso se espalhou por seus lábios enquanto ela caminhava na direção oposta de volta para Beau.

− Como foi?! − Beau perguntou enquanto Edythe estava sentada na cadeira livre ao lado de sua mesa.

− Foi bom. – ela deu de ombros. − Ele está com ciúmes.

− Perfeito! − Beau sorriu.

− Deveríamos fazer algo depois do trabalho, podemos ir ao Central Park?! − Edythe sugeriu, Beau levantou a sobrancelha. − Para tirar mais algumas fotos... – completou reticente, prendendo o lábio inferior entre os dentes.

− Encontro você lá mais tarde, eu preciso fazer algo no meu apartamento. − ele respondeu.

− Isso soa ameaçador. – ela brincou.

− Você pode vir comigo... er... se quiser?! – ele ofereceu inseguro.

− Realmente?! Eu iria ver o misterioso apartamento de Beau Swan?! − ela perguntou.

− Claro, eu posso apresentá-lo ao meu melhor amigo. – ele falou, mais seguro com um sorriso torto em seu rosto. Edythe o encarou desconfiada, mas aceitou ao convite.

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Edythe seguiu Beau até o prédio, subindo cinco lances de escada, ela ficou sem fôlego quando chegaram ao patamar.

− Por que não há elevador? − ela perguntou.

Beau apenas riu e balançou a cabeça enquanto caminhava em direção ao apartamento número 502 e destrancava a porta, ele ofereceu para que Edythe entrasse no pequeno apartamento. Assim que adentrou ao apartamento, ela foi recebida com uma pequena sala de estar e cozinha em conceito aberto, duas portas do outro lado da sala devem ser o quarto e o banheiro, ela encarou as estantes apoiadas nas paredes que iam do chão ao teto, abarrotada de livros.

− Eu sabia que você gostava de ler, mas ... uau! − Edythe disse admirada quando se viu gravitando em direção a um grande número de livros, todos com cores coordenadas nas prateleiras.

− Você me subestimou de novo. − disse Beau baixinho, largando a bolsa no sofá e caminhando em direção ao quarto enquanto Edythe olhava os livros.

− Quantos quartos?! − ela gritou.

− Apenas um. − ele respondeu.

− Pensei que você dissesse que seu melhor amigo morava aqui também?! Você divide um quarto?! − ela soltou uma risada imaginando um beliche.

− Meu melhor amigo mora aqui, e ele dorme na minha cama a maior parte do tempo. − ele respondeu gritando do quarto, Edythe fechou os olhos em fendas.

− O quê?! − ela perguntou em choque com a resposta dele, mas quando ele saiu do quarto com um pequeno gato cinza nos braços.

− Edythe, conheça Zeus, meu melhor amigo. − ele caminhou em direção a Edythe com o pequeno gato empoleirado no peito.

− Oh meu Deus! Beau, porque você não me disse que era papai?! − ela perguntou enquanto acariciava o pequeno animal. − Posso segurá-lo?!

− Claro. − Beau levantou o gato nos braços de Edythe, quando percebeu que ela conseguiria lidar tranquilamente com o gato, e principalmente que ele estava feliz com um corpo mais agradável para lhe dar atenção, Beau foi até a cozinha pegando uma lata de comida de gato.

− É por isso que você teve que vir aqui primeiro?! Para alimentá-lo? − ela perguntou.

− Ele pode ficar um pouco bravo quando não janta a tempo. – ele riu. − Normalmente, a Sra. Banner, no final do corredor, o alimenta. Mas ela está trabalhando hoje à noite e não pode. − ele explicou, colocando uma tigela com o nome do gato escrito a comida enlatada. − Zeus, hora do jantar. − Edythe colocou o gato no chão, Zeus atravessou a sala e Edythe se agachou, observando-o comer.

− Ele é tão fofo! Quantos anos ele tem?! – ela perguntou, admirando o gato se alimentando, enquanto seu rabo cinza peludo balançava de um lado para o outro.

− Ele tem sete meses. − explicou Beau, acariciando Zeus.

− Ele é um bebê! – ela suspirou, admirada.

− Tinha uma família no primeiro andar que ficou fora por alguns meses então, quando voltaram, a gata deles estava prenha. Eles conseguiram se livrar de todos os gatinhos, exceto o pequeno Zeus, ele era o mais minguado da família e ninguém o queria, eu sei como isso pode ser, então eu o aceitei. – deu de ombros.

Edythe olhou para Beau e o sorriso que repousava em seus lábios quando ele olhou para seu gato, ela estava sempre aprendendo coisas novas sobre Beau, e as coisas que as pessoas disseram sobre ele no passado e as suposições que ela mesma fez foram completamente erradas. Ele não era um mulherengo idiota e irracional, ele era alguém com um coração de ouro.

− Posso tirar uma foto dele?! − ela perguntou.

− Claro! Ele adoraria isso, apenas espere até ele terminar de comer, ninguém fica bem com a boca cheia de carne. − Beau riu alto e Edythe riu com ele.

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Antes que Edythe soubesse o que estava acontecendo, o sol lá fora havia desaparecido. De alguma forma, ela passou a maior parte da noite no apartamento de Beau, acariciando seu gato, tirando fotos e comendo salgadinhos enquanto ela e Beau conversavam.

− Está com fome?! − Beau perguntou percebendo a hora.

− Na verdade eu sou. − respondeu Edythe com um sorriso, por mais que amasse pretzels, eles pouco aliviavam a necessidade de um alimento em seu estômago.

− Eu posso pedir uma pizza? – ele sugeriu.

Edythe concordou alegremente com essa sugestão, enquanto Beau telefonou para a pizzaria para fazer um pedido, Zeus pulou em seu colo, fazendo alguns círculos antes que ele finalmente se acalmasse e começasse a se limpar.

− Ah não! Parece que ele está se preparando para passar a noite. – Beau avisou, quando desligou o telefone. − Parece que você não pode sair agora. − ele apontou para o colo dela.

− Eu não me importo. − Edythe acariciou o pelo de cinzento, ela estava se divertindo, não apenas estar na companhia de um gato adorável, mas por estar com Beau, ele sempre sabia como colocar um sorriso no rosto dela. − Você sabe o quê?! − ela perguntou.

− O quê?! − Beau replicou enquanto se movia para a geladeira para pegar algumas latas de cerveja.

− Você é cheio de surpresas! Quando eu acho que já te conheço, você faz algo que me surpreende. – ela disse com um sorriso, Beau sorriu.

− Isso é ruim ou bom?! − ele questionou.

− Bom! É uma coisa muito boa.

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N/A: Oi gente! Mais um capítulo desses dois lindinhos! Parece que Edythe tá começando a sentir algo pelo Beau, e ele parece que está mostrando um novo lado para ela... ai esses namoros falsos! Fico imensamente feliz que todos vocês estejam gostando da história, sei que não é comum ler algo desse ship, mas é tão gratificante ver o carinho de vocês, ver vocês se identificando com a Edythe, amando o Beau, odiando o Victor... obrigada mesmo por esse carinho, por perder um tempo lendo e comentando, as reviews de vocês que dão animo para continuar, e espero que continue assim!

Amo vocês!

Beijos, Carol.