Disclaimer: infelizmente Twilight ou Life and Death não me pertencem, mas usar qualquer personagem que tia Steph criou da forma mais divertida possível sim, então, aquilo de sempre: respeita aí!

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CAPÍTULO 5

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Acontece que ser a namorada falsa de Beau Swan era algo que Edythe se divertia muito.

Eles eram oficialmente um casal há pouco mais de uma semana e era seguro dizer que Victor estava com muito ciúmes. Depois da conversa com Edythe, ela costumava ver os olhares dele sempre que Beau aparecia em sua mesa. Todos os dias ele vinha trazendo presentes, fosse uma xícara de café ou um bagel. Outro buquê chegou para ela que tinha todas as meninas no escritório suspirando encantadas.

Eles não apenas estavam passando um tempo juntos no trabalho, saindo juntos para os intervalos de café e almoço, como Edythe costumava ir a casa de Beau depois do trabalho, usando a desculpa para ver Zeus. Isso era parcialmente verdade, ela amava Zeus, mas a verdade integral era porque Edythe só queria passar um tempo a mais com Beau.

Beau foi chamado para uma entrevista para a posição de editor-chefe, superando Logan e outras pessoas no escritório. Era um bom sinal, mas ele estava nervoso, pois não tinha ideia de quem estava entrevistando contra ele, todos os outros candidatos eram de fora. Edythe, sendo uma boa amiga, tentou convencer Beau de que isso era uma coisa boa, Royal e Jessamine gostariam de contratar alguém que eles conhecessem, e vendo como ele era o único candidato que já trabalhava na empresa, o trabalho era praticamente dele.

Mas Beau se recusou a ser tão otimista. Ele estava nervoso, e isso a estava deixando um pouco louca, porque ele ainda estava tão desesperado para impressionar, que suas críticas aos artigos que estava editando, eram sempre duras, incluindo os dela. Eles discutiram na sala de reuniões alguns dias antes que todos pensavam que poderia haver problemas no paraíso, mal sabiam a verdade.

− Me desculpe. – ele disse sentido. Edythe sorriu alegremente Edythe com o olhar carinhoso que ele lhe dava ao se desculpar, principalmente porque havia uma pequena multidão os observando. De longe, ela viu Victor e Logan cerrando os dentes, quando o casal trocou um olhar apaixonado e amoroso.

Tinha sido uma semana bem intensa. As fofocas que flutuavam pelo escritório mudaram de ser sobre o novo casal para outra coisa, todo mundo estava se acostumando com o fato de Edythe e Beau estarem juntos, e isso só poderia ajudar os dois, com a grande festa em apenas duas semanas.

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Edythe estava sentada em sua mesa, reescrevendo um artigo que Beau exigiu uma hora antes, de longe, ela o observou sair correndo do escritório com o telefone pressionado no ouvido. Ele estava agindo de forma estranha o dia todo.

Ele estava cada dia mais estressado.

Quando o telefone tocou algum tempo depois, ela se sentiu um pouco aliviada, mas também nervosa.

BS: Você pode me encontrar, agora?! Precisamos conversar sobre algo... urgente. Estou naquele café vegano da esquina da Amsterdam.

EC: Claro, eu estarei lá em 5 minutos. Está tudo bem?!

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Ela ficou intrigada com o tom sério dele, mesmo em uma mensagem que ela podia sentir que algo muito grave estava acontecendo, a forma como ele havia saído pela manhã a deixou preocupada.

Ela olhou para o telefone esperando uma resposta, mas ela nunca veio. Decidindo que estava em um nível de curiosidade nervosa, ela finalmente seguiu para o café vegano que havia há duas quadras do escritório na esquina da Avenida Amsterdam.

Não era o tipo de lugar que Beau ou ela frequentava, por isso ela ficou um pouco confusa com a escolha do lugar, afinal se tinha algo sobre Beaufort Swan que ela poderia dizer claramente, é que ele amava um bom filé. Assim que entrou no exótico café, o viu sentado em uma mesa no canto, com um pequeno sorriso triste, enquanto acenava para ela em reconhecimento.

− Oi. − ela disse sentando-se.

− Oi, desculpe tirá-la do trabalho. Eu só... nós precisamos conversar. – ele deu de ombros, claramente incomodado com alguma coisa. − E eu pensei que este lugar seria o melhor, que eu saiba ninguém no escritório é vegano, certo?! – perguntou, enquanto mexia no cardápio à sua frente.

Edythe arqueou uma sobrancelha, se havia outra coisa que ela sabia sobre ele, é que dificilmente ele divagada daquele jeito.

− Beau, você está bem?! Você parece um pouco… off?! – perguntou gentilmente.

− Eu já tive dias melhores para ser sincero. − ele olha para o menu com uma cara de poucos amigos. Seu estômago roncou tão alto que até Edythe pode ouvir. − Porra, estou com fome. Podemos ir a algum lugar que venda comida de verdade?! Tudo aqui parece meio nojento. – murmurou, jogando o cardápio em descaso.

− Beau, podemos ir onde você quiser. Eu pensei que você queria vir aqui, sabe, tentar algo novo e também porque ninguém do escritório vem aqui, não é?! − Edythe estava confusa. − Há alguma coisa errado?!

Beau tornou a pegar o menu o batendo contra sua mão em um tique nervoso.

− Sim, claro... eu que escolhi. Eu só...

− Beau? − Edythe perguntou suavemente, mais confusa a cada segundo.

− Eu não sei como dizer isso. − ele fez uma pausa e passou a mão pelos cabelos. Edythe que o observava atentamente, estava ficando mais preocupada a cada segundo.

Ele respirou fundo e depois encarou seus profundos olhos âmbar.

− Edythe, acho que precisamos cancelar o acordo. – disse com pesar.

− Oh! − ela exclamou em um misto de tristeza e confusão.

− Sim... merda! Eu sinto muito por tudo isso. − Beau passou a mão pelo rosto pesaroso.

− Ei, tudo bem, se você não estiver confortável com tudo isso. Claro, que podemos cancelar, eu nunca iria querer que você fizesse algo que não quer. − Edythe respondeu vendo um olhar atormentado em seu rosto. Ela nunca o viu assim, ele parecia em conflito.

Beau balançou a cabeça.

− Não é isso. Não... É só que... é o meu pai. − ele se deteve por um instante e depois disse. − Ele está com câncer.

O rosto de Edythe caiu, antes mesmo de pensar, ela estendeu a mão sobre a mesa e segurou as mãos dele.

− Sinto muito, Beau. – disse com pesar.

− Câncer de pulmão, ele me ligou esta manhã e me disse. Ele tinha uma consulta com um especialista as 11 horas e eles acabaram de dizer como está a sua situação. − ele continuou.

− É ruim? − ela perguntou suavemente.

Ele assentiu, olhando o tampo da mesa.

− Está no estágio 4, o médico disse que se espalhou para os outros órgãos e está bem ruim. Ele não tem muito tempo de vida, três meses, se tivermos sorte. − Edythe passou os polegares pelas mãos dele. − Meu pai se recusa a fazer o tratamento. Sabe quimioterapia e radioterapia, o que lhe daria alguns meses a mais..., mas... meu pai é tão teimoso que não quer que os últimos dias de sua vida seja em uma cama de hospital. Ele quer estar em casa, em um lugar que ele se sente acolhido.

− Beau, me desculpe. − isso foi tudo o que ela pôde dizer, afinal, o que mais ela poderia dizer?!

− Não sei se já o processei completamente. – ele deu de ombros. − Fiquei meio atordoado o dia todo.

− Eu não culpo você. Isto é horrível. – ela lhe disse suavemente.

− De qualquer maneira, a coisa é que... bem... minha irmã ela falou... sobre você... sobre nós... – explicou hesitante.

− Oh! − Edythe exclamou mordendo o lábio.

− Sim. Eu acho que é minha culpa, não posso colocar fotos nas redes sociais dizendo que estou loucamente apaixonado e que não esperar que meu pai descubra de alguma forma. Ele não é muito ligado em tecnologia, então eu pensei que ele não iria ver. Acho que não esperava que minha irmã mostrasse meu Instagram. − a mandíbula de Beau ficou tensa.

− Oh! − ela disse novamente e soltou as mãos dele, colocando-as no colo.

− É o aniversário dele no fim de semana, ele ia apenas fazer um pequeno jantar em família, como faz todos os anos, mas agora ele quer que seu aniversário seja o momento que ele conte aos amigos e à família sobre sua doença. Ele quer fazer uma espécie de festa de despedida. – ele se mexeu inquieto na sua cadeira. − Ele está convidando praticamente toda a cidade para se despedir, ele não quer que seja uma ocasião triste. Ele quer que todos sejam felizes e que todos saibam que ele está indo embora. Com a notícia de que seu filho homem finalmente conseguiu uma namorada, ele quer que você também venha, e ele não aceita não como resposta. − Beau pressionou as palmas das mãos nos olhos.

− Você quer que eu vá? − Edythe perguntou a ele.

Beau começou a mexer no cardápio novamente enquanto balançava a cabeça.

− O que?! Não! Eu não posso pedir para você fazer isso. É demais! Eu só ia dizer a ele que não deu certo nosso relacionamento. – ele explicou.

− Ele ficará chateado com isso? – ela perguntou suavemente.

− Provavelmente, mas isso não é problema seu. Você não se inscreveu para viagens a uma cidadezinha do interior, ou conhecer pais moribundos. − Beau disse ainda balançando a cabeça, a última coisa que ele queria era culpá-la em qualquer coisa.

− Se você precisar que eu vá, eu não me importo de ir. − Edythe acrescentou com um sorriso. − Você quer que eu vá?

− Você tem certeza?! – perguntou meio incerto. − Você iria?! Se você for, significaria o mundo para o meu pai ver que eu estava com alguém como você, ele nunca botou muita fé que eu encontraria uma mulher... uma mulher como você. Mas se é pedir demais...

− Eu não me importo, Beau. Se isso der ao seu pai um pouco de felicidade e encerramento, eu adoraria ir. − Edythe o interrompeu.

− Você tem certeza?! Parece que estou te pedindo demais.

− Honestamente?! Eu não me importo! − Edythe disse, dando-lhe um sorriso firme.

− Muito obrigado, eu ficarei eternamente agradecido a você. − Beau disse parecendo um pouco mais ele agora, do que quando iniciaram a conversa.

− Não tem que agradecer, isso não foi nada. − ela estendeu a mão e apertou as mãos dele novamente. − Agora vamos lá, vamos para outro lugar para comer.

− Claro, obrigado, Edythe. − ele disse novamente quando eles se levantaram das mesas.

Edythe apenas assentiu e os levou para fora do café para algum lugar com o que Beau chamaria de "comida adequada".

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Depois de um hamburguer duplo com muito queijo e bacon, Edythe e Beau voltaram ao escritório. Beau se sentindo um pouco melhor com a situação deles, não houve necessidade de terminar o que eles estão fazendo agora, além de tudo, ela não se importava de fingir com ele por mais um tempo na frente de seu pai.

O mais incrível de tudo, que isso significava que ela passaria o fim de semana fora da cidade e com ele, em vez de não fazer nada em seu minúsculo apartamento.

− Mais uma vez obrigado, Edythe. − agradeceu Beau enquanto a acompanhava até a mesa dela.

− Não é nada, de verdade. − ela respondeu.

− Vou deixar meu pai saber que você está indo comigo. − ele acrescentou e se virou para ir embora quando Edythe pegou sua mão e o puxou de volta.

− Beau. − ela chamou, ele se virou e olhou para ela esperando que ela dissesse alguma coisa, mas, em vez disso, ela deu um passo em sua direção e o abraçou em um abraço de urso bastante grande. Ela não fez isso pelas pessoas que estavam olhando para ela, ela não se importava em deixar Victor com ciúmes ou fingir, ela só queria confortá-lo neste momento horrível. − Sinto muito pelo seu pai.

Beau retribuiu o abraço, a abraçando com força.

− Obrigado, Edythe. – disse suavemente. Eles ficaram lá por um tempo apenas se abraçando por um longo momento até que finalmente, Beau se afastou. − Eu deveria voltar ao trabalho.

− Conversamos depois, ok?! − ela respondeu quando Beau sorriu. Os dois voltavam ao trabalho, não pensando nos muitos olhos sobre eles, naquele momento eles só queriam estar lá um para o outro.

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O dia de trabalho estava chegando ao fim, quando Edythe desligou o computador e o escritório estava movimentando com todos indo para casa, ela olhou através do escritório em direção à mesa de Beau e não o viu sentado lá. Ela colocou a bolsa por cima do ombro e caminhou até a estação dele. Seu telefone ainda estava lá, seu laptop também junto com sua bolsa.

− Ei, você viu Beau? − Edythe perguntou a um de seus colegas que sentava ao lado de Beau.

− Ele esteva aqui antes... Logan veio a um tempo atrás, pedindo para conversar em particular com ele. − o homem respondeu.

Edythe olhou para o corredor onde as salas de reuniões estavam e estremeceu.

− Eu acho que Victor estava com ele também. − o homem acrescentou e Edythe sentiu um aperto no estômago.

Aquilo era enervante.

Decidida, Edythe caminhou a passos apressados a sala de reuniões, quando estava próximo ela ouviu vozes abafadas. Suspirando audivelmente, ela colocou a orelha na porta para ouvir o que estava acontecendo lá dentro.

− Apenas admita! Você não está enganando ninguém! − ela ouviu a voz de Logan.

− Edythe é muito frágil para lidar com isso, principalmente quando você partir o coração dela, ela não será capaz de lidar com isso. − Victor acrescentou. − Você está apenas usando ela, seu pedaço de merda.

− Edythe não é uma donzela em perigo. − respondeu Beau visivelmente aborrecido.

− Por que você está a usando?! − Victor acrescentou, naquele seu tom acusatório.

− Eu não estou usando ninguém! Eu me preocupo com ela, muito mais do que você já fez. − Beau levantou a voz com raiva. Edythe estremeceu com seu tom de voz incisivo.

Eles estavam falando sobre ela, aquilo a deixou tonta e cheia de ódio.

− Você não a possui, ela pode fazer o que quiser! – completou Beau em desafio para os dois.

− Você não vai conseguir esse emprego, sabia?! Vou me certificar disso! − Logan levantou a voz mais alto que Beau.

Naquele momento Edythe decidiu que tinha ouvido o suficiente, abriu a porta e os três homens olharam para ela. Victor e Logan estão chocados, Beau aborrecido.

− Edythe. − os dois homens disseram juntos, tentando mascarar o choque que sentiam por terem sido pegos por Edythe, enquanto tentavam intimidar Beau Swan.

− O que vocês estão fazendo?! − perguntou em tom acusatório, olhando de um homem para o outro.

− Nada. Nós estávamos apenas... − Victor gaguejou com seus olhos castanhos arregalados.

− Eu ouvi, Victor. Quer dizer que eu sou muito frágil?! Você está brincando comigo?! − ela gritou exasperada.

− Eu não... – ele começou.

− Cala a boca, Victor! Não acredito que você traria Beau aqui e gritaria com ele como se ele fosse um estudante travesso! Ele não fez nada de errado! Ninguém está usando ninguém, nós somos um casal agora e se você não pode lidar com isso, eu não posso fazer nada, a não ser exigir que você deixe nós dois em paz! − Edythe estava furiosa, ela não acreditava que aqueles dois idiotas haviam atormentado Beau daquele jeito, como se ela fosse uma donzela em perigo, principalmente depois do dia infernal que ele teve, com as notícias da doença do seu pai.

− E você − ela voltou sua atenção para Logan. −, só porque eu te recusei, você acha que pode menosprezar Beau assim?! Presta atenção, Logan: eu não quero ficar com você, e você não conseguiu uma entrevista para o cargo de editor-chefe, porque Beau é melhor em seu trabalho do que você! – ela bufou uma risada meio indignada, meio irritada. − Eu não posso acreditar que você realmente acreditou que seria contratado como editor-chefe?! Um fotografo de esportes de quinta categoria! Não é só porque você puxa o saco do Royal a cada segundo do dia, que vai esconder o fato de que você é uma merda no seu trabalho. Na verdade, vocês dois são! – acusou venenosamente para Victor e Logan.

− Edythe... – começou Logan, mas Edythe levantou a mão para detê-lo.

− Deixe Beau em paz. Ele não fez nada de errado. − ela disse olhando para Beau, que tinha um sorriso orgulhoso no rosto.

− Você tirou as palavras da minha boca, Edythe. − ele acrescentou e deu um passo à frente. Edythe pegou a mão dele e enlaçou os dedos entre os dele, essa ação fez com que o rosto de Victor ficasse da mesma cor que seus cabelos vermelhos. Parecia que ele iria incendiar-se de raiva.

− Você decidiu que não queria se envolver comigo e com meus negócios no momento em que terminou as coisas comigo. − disse Edythe olhando para Victor. − Então não ouse agir como se tivesse fazendo pelo meu bem, você é um mentiroso! Agora deixa Beau e eu em paz! – exclamou ferozmente. − Vamos lá, Beau. − ela disse mais suavemente, puxando a mão de Beau para fora da sala de reuniões e deixando Victor e Logan pasmados.

Eles voltaram para a redação e para a mesa de Beau, então Edythe finalmente soltou sua mão.

− Uau, você é incrível! Você sabe disso, certo?! − ele disse com um sorriso. − Você acabou com eles! Você é perfeita!

Edythe ainda estava com raiva.

− Eles mereceram. − ela bufou. − Sinto muito por eles, eles são um idiota, acham que mandam nas coisas por aqui, mas eles não mandam merda nenhuma! Isso não é ensino médio, para que os dois ajam como valentões!

− Eu posso lidar com isso. − respondeu Beau, com um sorriso pela atitude de Edythe, mas exausto desse dia que já havia sido o suficiente. Enquanto ele arrumava suas coisas, Edythe que continuava próximo a ele, disse:

− Não é justo com você! Você não fez nada errado, eles são idiotas. Eles não tinham o direito de fazer isso com você, minha vida ou a sua não é do interesse deles! − ela bufou. – E ainda essa merda tinha que acontecer, nesse dia já terrível para você! – ela disse pesarosa. − Eu sinto muito.

Beau colocou a bolsa no ombro e ficou em pé na frente dela, delicadamente ele colocou as mãos em seus braços, dando um afago calmo.

− Edythe, está tudo bem. Eles são idiotas, sim, mas eu posso lidar com isso. – ele disse suavemente. – Entretanto, obrigado por me salvar, mas saiba que não vou deixar que me façam sentir uma porcaria só porque estão com ciúmes.

− Ok, me desculpe novamente. − ela se sentiu culpada.

− Está bem. Sério! − ele disse de novo com aquele seu sorriso de canto. Seus olhos azuis brilhavam com intensidade. − Que tal ir a algum lugar para tomar uma bebida?! Sem dúvida eu poderia ter uma hoje!

Edythe sorriu para ele e afastou o pensamento do confronto que teve com Victor e Logan.

− Eu poderia ter algo para relaxar. − ela respondeu, com aquele seu sorriso assinatura: tímido, gentil e tão Edythe que deixava qualquer um suspirando. − Você sabe o que me faria feliz?! – perguntou com um brilho que intensificava os tons dourados de seus olhos.

− O que?! − Beau perguntou curioso.

− Zeus.

Beau riu.

− Parece uma boa ideia, eu tenho que ligar para o meu pai quando chegar em casa. Você se importa?! Zeus pode fazer companhia a você, enquanto lido com meu pai. – disse, ela assentiu alegremente concordando com aquele arranjo.

− Ele ficará feliz em vê-la. Eu acho que ele te ama mais do que a mim. – ele falou acidamente. Edythe sorriu, conforme eles caminhavam para deixar o escritório juntos.

– Isso é porque eu lhe dei um pedaço de pizza quando você não estava olhando na outra noite. − Edythe confessou e riu.

− Humm, eu sabia Zeus e eu tínhamos algo em comum: nós dois podemos ser subornados com comida. – respondeu divertido.

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Depois do trabalho na noite de sexta-feira, Edythe encontrou Beau na Grand Central Station para pegar o último trem para Little Falls, no norte do estado, para a festa de aniversário de seu pai. Ela estava nervosa, querendo ter certeza de que ela disse e fez a coisa certa.

Depois daquela conversa que tiveram, alguns dias antes, sobre o acordo que tinham ela passou a maior parte da noite com Zeus enrolado em uma bola no colo, enquanto Beau conversava longamente com o pai, por telefone, acabou que ela saiu muito mais tarde do que pretendia, pois, Edythe só queria ter certeza de que ele estava bem.

Não foi um dia fácil para ele, uma vez que, entre recebendo a notícia de que seu pai estava morrendo e tendo Victor e Logan encurralando no trabalho, era como se você tivesse tendo o pior dia da sua vida, contudo, surpreendentemente, ele estava bem. Ele estava um pouco mais quieto que o normal, mas isso era compreensível.

Eles seguiram para a plataforma juntos, Edythe levou sua pequena mala e uma caixa de cupcakes frescos na mão, o sorriso de Beau desapareceu quando ela lhe disse que não eram para a jornada, mas para o pai dele.

Ela queria causar uma boa primeira impressão.

Acabou que Edythe adormeceu no trem. A cabeça dela estava pressionada contra a janela de vidro enquanto Beau abriu o laptop ao lado dela e se adiantou no trabalho para que ele tivesse o fim de semana inteiro para se concentrar no pai.

Depois do que pareceu horas, ele cutucou o ombro de Edythe para acordá-la quando o trem entrava na estação de Little Falls.

− Edythe, chegamos. − ele disse suavemente, não querendo assustá-la.

Ela abriu os olhos e enxugou a umidade dos cantos da boca um pouco envergonhada com a profundidade do sono em que estava. Ela esperava não ter babado em sua camisa − felizmente ela estava limpa.

− Devemos pegar um táxi?! − Edythe perguntou assim que saíram da estação.

− Não, temos uma carona. − respondeu Beau enquanto caminhava em direção a um pequeno Volkswagen Rabbit vermelho. Uma mulher pequena e bonita, de pele morena e cabelos com mechas azuis saiu do assento do motorista e pulou animada enquanto corria em direção a Beau, envolvendo os braços em volta dele.

− Ah! Swan! Eu estava com saudades de você! − a mulher disse apertando Beau com força, ela deu um beijo em sua bochecha e bagunçou seus cabelos.

− Caramba, Jules. Eu estive aqui faz pouco tempo. − Beau disse enquanto se esquivava de suas mãos.

− Eu sei! Eu apenas senti sua falta. − ela respondeu colocando as mãos nos dois lados do rosto dele, sorrindo para ele quando seu olhar se moveu para Edythe, que estava olhando um pouco atordoada pelo abraço deles.

− Você deve ser Edythe? − a mulher perguntou caminhando em direção a outra.

− Oi. − Edythe levantou a mão para acenar, Beau, agiu como um gato, rapidamente pegou a caixa de cupcakes da outra mão enquanto Jules a abraçava, deixando Edythe um pouco chocada com o abraço.

− É tão bom conhecer você! – ela sorriu. Sua pele castanho-avermelhada com os dentes brancos faiscantes era atordoante. − Beau me falou muito sobre você. Eu sou Jules.

− Oi, Jules. − Edythe disse enquanto Jules a abraçava com força, ela deu a Beau um olhar de pânico em um claro pedido de "me salve".

− Não vamos apertá-la com muita força. − Beau brincou, parando o aperto firme de Jules.

Edythe podia sentir-se respirar novamente.

− Isso foi tudo o que vocês dois trouxeram?! − Jules perguntou pegando a mala de Edythe e olhando para a mochila de Beau.

− Sim, é isso. − respondeu Edythe quando a mulher colocou as malas no bagageiro do pequeno carro vermelho.

− Perfeito! Vamos, entrem! − ela convidou, já assumindo outra vez o banco do motorista.

Beau ocupou o banco da frente e Edythe sentou-se atrás enquanto Jules os afastava da estação.

− Vocês fizeram uma boa viagem?! − Jules perguntou.

− Excelente! Fiz alguns trabalhos que precisava terminar, então, eu estou livre para o fim de semana inteiro. − Beau respondeu.

− Perfeito! − Jules riu e, com uma mão, esfregou o braço de Beau. − Sinto muito pelo seu pai. Todos nós não podemos acreditar.

− Sim, eu também. − disse Beau com uma respiração instável. − Ele te contou?

− Não, Bella me disse, está tão difícil de processar! Ela está uma bagunça, nem Edward, que sempre a deixa tranquila está conseguindo fazê-la acalmar. – explicou Jules. Beau se virou para encarar Edythe.

− Bella é minha irmã e Edward seu marido. – ele explicou a uma Edythe confusa.

− Oh! Ela não está lidando muito bem com as notícias? − Edythe perguntou.

− Não! Apesar de morar em Utica, que é perto daqui ela vem todo dia visitar meu pai, desde que ela descobriu tem se recusando a falar com ele. – ele deu de ombros. – Ela se sente meio traída, ainda mais porque está grávida que meu pai não vai conhecer o bebê.

− Ela estará na festa?! − Edythe perguntou, temerosa que a irmã de Beau se recusasse a aparecer em um dos últimos momentos da vida do pai.

− Vou garantir que ela esteja, pretendo conversar com ela, e se Deus me permitir, Edward vai me ajudar! − respondeu Beau e voltou-se para Jules. − Obrigado pela carona, eu não queria que meu pai viesse nos buscar.

− Eu não me importo de ser seu motorista neste fim de semana. − disse Jules com uma risada. − Exceto amanhã à noite, não estou sendo seu motorista sóbrio.

− Entendido, Black. Não precisa repetir. – ele sorriu.

Pouco tempo depois, o carro parou em um caminho de grama, fora de uma pequena casa descascada.

− É aqui que seu pai mora?! − Edythe perguntou, Jules pulou do carro e bateu a porta quando Beau se virou para encarar Edythe.

− Eu deveria ter avisado você, minha família não tem muito dinheiro. Esta casa não é muito, mas é uma casa. − ele explicou parecendo hesitante. − Eu queria que ficássemos no hotel durante a noite, mas meu pai ficou bravo, sequer com a proposta.

− Tudo bem, Beau, eu não me importo de ficar aqui. − ela disse suavemente enquanto pulava para fora do carro e Jules lhes entregou suas malas.

− Eu tenho que ir, mas vejo vocês amanhã, ok?! − Jules disse dando um rápido beijo em Beau na bochecha.

− Obrigado pela carona. − respondeu Beau e Edythe despediu a mulher antes de começarem a caminhar em direção à casa.

Eles estavam prestes a bater na porta quando ela se abriu e um homem alto e bonito saiu. Edythe soube instantaneamente que era o pai de Beau, ele parecia quase uma cópia mais velha dele – com exceção, é claro, dos olhos, que do homem mais velho eram de um profundo tom de castanho.

− Beau. − o homem disse, abrindo os braços para o filho.

− Oi, pai. − disse Beau passando os braços em volta dos ombros de seu pai com um abraço. − Como você está se sentindo?!

− Bem, me sinto bem. − o homem respondeu enquanto Beau segurava o abraço.

− Sério, pai, como você está?! − Beau pediu um tom sério em sua voz quando deu um passo para trás. Seu pai olhou na direção de Edythe e deu um tapa leve no filho.

− Vamos discutir tudo isso mais tarde, ok?! − ele disse enquanto caminhava em direção da mulher. − Você deve ser Edythe, certo?! Eu sou Charlie.

− Prazer em conhecê-lo, senhor Swan − disse Edythe, sentindo-se um pouco nervosa.

− Me chame de Charlie, por favor. − exigiu o homem com um sorriso de covinhas idêntico ao de Beau.

− Certo. − Edythe assentiu. − Aqui, eu trouxe alguns cupcakes da cidade, eu tive que praticamente amarrar as mãos de Beau para que ele não roubasse nenhum!

− Isso soa como Beau, sempre querendo atacar qualquer coisa que passe a sua frente. − Charlie riu e olhou mais de perto para Edythe. − Uau, você é realmente linda! O que você está fazendo com o meu filho?! − Charlie riu novamente desta vez mais alto, Edythe dando a ele um sorriso nervoso.

− Está frio aqui fora! Vamos entrar, ok?! − Beau os interrompeu e pegou a bolsa de Edythe para ela quando todos entraram na casa.

− Você sabe onde está tudo, Beau. Coloquei no seu antigo quarto, Bella estava animada para fazer um canto para o bebê aqui, mas... bem... – ele deu de ombros. − Troquei os lençóis e limpei um pouco. Então, por que vocês não vão se acomodar?! Vou fazer um chá antes que vocês possam ir para a cama, vocês devem estar cansados de sua jornada. − Charlie gritou enquanto se dirigia para a cozinha.

− Sinto muito, meu pai não gostou da ideia de nós ficarmos em um hotel, eu vou dormir no chão e você pode ficar na cama. − Beau sussurrou para Edythe para que seu pai não pudesse ouvir.

Beau leva Edythe até seu antigo quarto, que mesmo com a influência da sua irmã, continuava do mesmíssimo jeito que ele se lembrava da sua adolescência.

− Posso usar o banheiro para me refrescar um pouco?! – Edythe perguntou timidamente.

− Claro, é no final do corredor, a segunda porta à direita. – ele explicou.

− Obrigada.

Edythe se trancou no banheiro e sentiu que poderia finalmente respirar fundo, era uma situação estranha para se estar, mas ela tinha que lembrar que estava aqui para ajudar Beau.

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De manhã, Edythe foi acordada pelo sol entrando pelas cortinas. Por um momento ela não percebeu onde estava, ela esticou os braços e abriu os olhos ao ouvir um gemido suave atrás da cama. Lembrando que Beau estava dormindo no chão, ela se sentou e olhou para ele.

− Você está bem?! − ela perguntou.

Beau olhou para cima.

− Bom dia. − ele disse suavemente. − Como você dormiu?!

− Muito bem, e você?! Eu ainda acho que você deveria ter dormido na cama, essa é a sua casa e sua cama. − ela respondeu.

− Bobagem! Você é um convidado, você mereceu a cama. − ele gemeu novamente quando se sentou.

− Você está com dor, não está?!

− Está bem tudo bem, é apenas o meu pescoço que está um pouco dolorido. Vou ficar bem em breve. − Beau se levantou do chão e caminhou até a porta. − Eu só vou usar o banheiro para tomar banho, a menos que você queira ir primeiro?!

Edythe balançou a cabeça.

− Pode ir, eu vou depois.

− Como você quiser. − Beau concordou. − Meu pai geralmente dorme um pouco mais que a cama. Então, vamos sair para o café da manhã, tem um dinner maravilhoso aqui chamado Forks, você irá adorar! – ele exclamou animado, como sempre ficava quando falavam de comida.

− Bom, estou morrendo de fome. − Edythe disse enquanto passava a mão sobre o estômago alto.

− Eu sei, seu estômago me acordou. − ele riu, exibindo seu sorriso habitual com o qual ela havia se acostumado.

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− É isso aí, eu vou ficar aqui! − Edythe disse com alegria nos olhos enquanto terminava o seu segundo milk-shake de chocolate.

Edythe e Beau estavam sentados em uma cabine do Forks terminando em seu café da manhã. Ela havia pedindo um milk-shake, uma sugestão de Beau. A princípio, ela achou estranho tomar algo tão doce e gelado as 9 da manhã, mas quando ela terminou seu último gole, estava pensando em tomar outro.

− Você gostou do milk-shake?! − Beau perguntou.

Edythe acenou com a cabeça agressivamente com o maior sorriso no rosto.

− Podemos vir aqui amanhã para o café da manhã?! – ela pediu com um olhar brilhante em seu rosto.

− Claro. − ele respondeu com seu sorriso. − Sempre que chego em casa, passo tanto tempo nessa lanchonete quanto possível. Eu amo a comida em Nova York, mas nada pode bater o hambúrguer e o milk-shake daqui.

− Acho que concordo. − disse Edythe enquanto olhava ao redor. − Este lugar é realmente fofo, na verdade, esta cidade é adorável de um jeito que parece que parou no tempo. – ela suspirou.

− Edythe Cullen, você está tirando sarro da minha pequena cidade?! − ele perguntou encostado na mesa com os cotovelos.

− Não! Eu nunca faria isso! Eu gosto daqui tudo bem eu sei que sou uma garota da cidade, em todos os sentidos, mas eu amo a tranquilidade de uma cidade pequena. É relaxante sair da cidade algumas vezes. − Edythe disse respondendo rapidamente, querendo deixar óbvio que ela não estava sendo sarcástica.

"Quando eu estava com Victor, sempre fazíamos grandes viagens para a Europa. Sempre podíamos nos ater às grandes cidades porque ele adorava ir a partidas de futebol. Quando estivemos na Alemanha, em Munique, a última coisa que eu queria era beber cerveja e comer pretzels em um estádio com fanáticos irritantes de futebol." – ela fez uma careta. – "Então, eu fiz uma viagem para fora da cidade com uma excursão, acabou que eu terminei em uma excursão com pessoas de 50 e 60 anos por engano, mas eu gostei. Visitamos pequenas cidades e adorei ver todos os castelos à distância." – seu olhar era sonhador.

Beau não conseguiu evitar sorrir encantado com o entusiasmo de Edythe.

− Acabamos nesta pequena cidade chamada Fusen, e eu adorei! Isso me lembrou tanto João e Maria, estava tão quieto e eu adorei. Depois disso, decidi que, na próxima viagem que faríamos, passaria um ou dois dias sozinha nas pequenas cidades, enquanto Victor poderia ficar bêbado assistindo esportes. – ela deu de ombros. − Infelizmente, ou felizmente, essa foi a última viagem que fizemos juntos. − a história de Edythe que começou com ela sorrindo terminou com a testa franzida e olhando para as mãos.

− Lamento que Victor tenha feito você viajar para belas cidades da Europa e ele a arrastou para estádios. − disse Beau em voz baixa.

− Estava tudo bem. – ela sorriu ironicamente. – Quando fomos a Paris, e subimos no topo da Torre Eiffel, eu tinha uma imagem na minha cabeça que ele iria propor lá em cima. Sabe, aquele sonho bobo que toda garota quer?! Um grande pedido romântico na cidade do amor! – seu sorriso ficou pequeno, quase como se esforçasse a dá-lo. − Mas quando chegamos lá, ele ficou furioso porque seu time perdeu o Superbowl, então foi uma experiência horrível, porque invés de admirar uma bela cidade como Paris, preferiu ficar o tempo todo encarando a merda do seu celular. − Edythe se sentiu ainda pior agora do que na época.

− Ei − disse Beau fazendo Edythe encontrar seus olhos. −, Victor é um idiota, ele tinha alguém tão bonito e inteligente quanto você e arruinou. Sem dúvidas o maior idiota vivo!

− Talvez. – ela murmurou desanimada, desviando seus olhos para olhar a cidade.

− Não. Eu sinto muito que ele tenha te machucado tanto. − Beau pegou a mão de Edythe e a apertou.

Edythe fechou os olhos e tentou esquecer o que havia acontecido no passado, ela desejou poder ver os sinais que ignorou quando estava tão cega em notá-los. Ela balançou a cabeça e soltou a mão de Beau.

Victor era um idiota, e ela teve que seguir em frente.

Ela estava seguindo em frente.

− Obrigada, Beau. − Edythe disse olhando para ele.

− Eu não fiz nada. – ele respondeu, confuso do porque ela estar lhe agradecendo.

− Você está me ajudando, eu acho que vou ficar um pouco triste quando tudo isso acabar. Vou sentir falta de falar com você assim. − Edythe disse com sinceridade.

− Não precisa terminar. − respondeu Beau, concentrando os olhos nela.

− O quê?! − Edythe perguntou estreitando os olhos, sentindo seu coração acelerar.

Beau tossiu e desviou o olhar do olhar.

− Quero dizer, quando terminamos, não significa que precisamos parar de sair. – ele explicou.

− Isso não parece estranho?! Ninguém fica amigo de seu ex, mesmo que nosso relacionamento seja falso. – ela disse insegura.

− Podemos voltar ao que éramos antes. − sugeriu Beau, com um sorriso amarelo.

− O que você está querendo dizer?! Você está sendo sarcástico ou o quê?! − ela perguntou com um sorriso.

− Eu nunca fui uma pessoa ruim. – defendeu-se.

− Você era um pouco cruel às vezes. E exigente. − o sorriso dela se alargou.

− Talvez um pouco, mas talvez houvesse uma razão pela qual eu fui má com você. − Beau disse, o volume de sua voz se acalmando quando sua frase terminou.

− O quê?! − Edythe perguntou sem saber o que ele quis dizer com isso.

− Nada. Podemos ir?! − ele perguntou já saindo do estande.

− Humm, sim. Claro. − Edythe balbuciou ainda confusa com o que ele disse, enquanto eles deixavam o estande em que estavam sentados e saíam da lanchonete.

Quando chegaram ao carro de seu pai, Beau o destrancou e os dois entraram.

− Você se importa se eu te deixar na casa do meu pai um pouco?! Eu quero ir ver minha irmã e ver como ela está. Eu convidaria você, mas...

Edythe o deteve tocando seu braço.

− Beau, está tudo bem, eu entendo, e não me importo em ficar na casa do seu pai. – disse ela suavemente.

− Você pode ficar no quarto se estiver desconfortável, ele não vai te incomodar, eu prometo. – ele disse inseguro.

− Está tudo bem, não se preocupe comigo. Vá e converse com sua irmã. Eu vou ficar bem. – seu sorriso, não deixou qualquer dúvida nele.

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Depois que Beau a deixou na pequena casa, Edythe foi até o mercadinho da esquina, ela decidiu fazer algo para agradecer a hospitalidade de Beau e seu pai, pois ela se sentiu estranha só de ficar sentada sem fazer nada.

Charlie ainda estava dormindo quando voltou e assou na cozinha.

− O que você está cozinhando?! − ela se virou quando ouviu uma voz grave e rouca de Charlie.

− Oh! Me desculpe, Charlie. Não fui eu quem te acordou, certo?! − Edythe perguntou sentindo o rosto corar.

− Não, não. Claro que não. − Charlie respondeu enquanto se movia pela cozinha para pegar uma xícara de café na cafeteira. − Beau está por aí?!

Edythe balançou a cabeça.

− Ele foi visitar sua irmã. – respondeu suavemente.

− Ah! Entendo. − ele respondeu enquanto se movia para um banquinho.

− Você está bem?! Gostaria que eu fizesse alguma coisa para você?! − Edythe perguntou vendo-o estremecer um pouco quando ele se sentou.

− Estou bem, Edythe. Obrigado por se preocupar comigo. − o homem respondeu enquanto olhava para a farinha que estava espalhada por todo o balcão. − Então, o que você está fazendo?

− Apenas uma torta de maçã. Com Beau fora, pensei que seria bom assar alguma coisa. Se eu estiver atrapalhando, eu posso...

− Atrapalhando?! Absurdo! Mal posso esperar para comer. Faz um tempo desde que este lugar cheira tão bem! − Charlie disse com uma careta nos lábios.

− Bem, esteja preparado para ter um cheiro doce da torta em pouco tempo. − Edythe riu.

Edythe continuou a esticar a massa que acabara de fazer e colocá-la em um prato de torta localizado na parte de trás de uma gaveta. Charlie apenas observando enquanto ela trabalhava bebendo seu café.

− Beau acertou na loteria com você. Aquele menino pode comer tudo o que estiver na sua frente! – Charlie disse com um sorriso amoroso em seu rosto.

− Eu notei. − Edythe disse com um sorriso. − Ele está sempre comendo alguma coisa. − nas últimas duas semanas, que ela passou com Beau foi a primeira coisa que notou. − Espero que ele goste dessa torta.

− Oh, acredite, ele vai, mesmo que não esteja boa, o que eu tenho certeza que não é o caso, ele ainda iria comer, principalmente porque ele é um cavalheiro. Ele é um dos garotos mais doces do mundo. Às vezes me pergunto como ele se tornou um garoto tão bom, eu com certeza não posso levar nenhum crédito por isso, muito menos a mãe dele. – completou com certo azedume na voz.

− Eu não acho que isso seja verdade. − Edythe respondeu quando começou a descascar algumas maçãs.

Charlie levantou uma sobrancelha.

− Beau não contou muito sobre a infância dele, contou?! − Edythe balançou a cabeça em negação.

− Ele mencionou uma história sobre o Halloween uma vez, mas fora isso, nada mais. – ela deu de ombros. − Acho que ele é muito na dele.

− Ele é. Ele não gosta de pessoas que saibam das suas coisas, mas ele passou por maus bocados, e a maior parte disso é minha culpa. Mas nós fizemos as pazes e ele sabe o quanto eu o amo. Ele é o elo que mantém esta família unida, estou feliz que ele finalmente tenha alguém como você para ajudar a aliviar a carga. – Charlie passou a mão pelos seus cabelos escuros, da cor dos de Beau, distraidamente.

"Eu estava ficando preocupado porque eu estraguei tanto sua vida, que eu achava que ele nunca deixaria alguém entrar. Bella, a irmã dele, também sofreu o mesmo, mas encontrou Edward ainda no ensino médio, e se casaram assim que terminaram a escola, mas Beau não... e eu nunca entendi por que ele nunca teve uma mulher em sua vida." − ele suspirou. "Quando Bella me contou sobre você, quase cuspi meu café. Eu tinha certeza que ela estava brincando comigo, mas uma vez que ela me mostrou a foto de vocês dois, eu sabia que era real. A maneira como esse garoto olha para você não passa de puro amor e adoração. Eu posso ver nos seus olhos também. Você se importa com ele! E estou feliz que ele tenha você."

Quando Charlie terminou, Edythe sentiu-se desconfortável com as palavras dele, era tudo falso, certo?! O relacionamento dela com Beau não era de verdade, talvez Beau fosse apenas um bom ator.

− Ele se importa com você e, estou feliz que ele tenha você para ajudá-lo em todas as coisas que u farei ele passar. Ele vai precisar de alguém ao seu lado, e estou feliz que é você. Ele está tão apaixonado por você! – ele disse suavemente.

Edythe balançou a cabeça sem pensar em negação.

− Ele não te disse que te ama?! − ele perguntou franzindo o cenho com confusão.

Ela então percebeu a mentira que eles estavam tentando vender.

− Sim, ele disse isso. Mas eu... eu não sei. – murmurou incerta.

− Ele te ama e você também o ama, eu posso ver isso. – disse suavemente.

Nesse momento, a porta da frente se abriu e Beau anunciou sua presença:

− Ei, o que está acontecendo aqui?! Que cheiro incrível é esse?! – perguntou caminhando apressadamente para a cozinha.

− Sua namorada está nos fazendo uma torta. − Charlie respondeu quando Edythe descobriu que não podia falar.

− Humm... torta! Que delícia! Mal posso esperar! − Beau entrou na cozinha e deu um beijo na têmpora de Edythe, cimentando seu falso amor.

Charlie sorriu com a visão.

− Boas notícias, Bella e Edward estarão na festa, no final das contas. − ele mudou rapidamente de assunto.

− Sério?! − Charlie ficou chocado. − Você tem certeza?

− Ela me prometeu que estaria lá. Ela está fazendo um esforço, pai. A vida é muito curta. – justificou Beau apaziguador.

− Eu sei que é! – ele exclamou. − Você não tem ideia de como estou feliz por ter todos vocês em Little Falls antes... − Charlie tossiu quando o rosto de Beau se virou de um sorriso.

− Sim, eu sei pai. Esta noite será um boa noite. − Beau olhou de volta para Edythe, que ainda estava com o coração a milhões de quilômetros por minuto. − Edythe, você está bem?! − Beau perguntou percebendo preocupação em seu rosto.

Edythe fingiu um grande sorriso e voltou a descascar maçãs.

− Eu estou ótima! Mal posso esperar para conhecer sua irmã. – disse com animação, felizmente sem soar falso.

− Você vai amá-la, e ela vai amar você. Eu sei isso. − Beau disse cutucando seu quadril no de Edythe enquanto pegava uma maçã e assumia a preparação da torta, era uma coisa boa, porque as mãos de Edythe estavam tremendo da breve conversa que teve com Charlie antes.

Beau apaixonado por ela?!

Isso era um absurdo, tudo era falso!

Não era?!

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N/A: Oi gente! Desculpa a demora em atualizar, mas me prendi na releitura da saga antes de ler o tão esperado Sol da Meia Noite, que não conseguia parar! Sou uma leitora meio obsessiva. De qualquer maneira quero agradecer a todos que estão lendo e acompanhando esta aventura louca! Beau e Edythe ainda é um casal meio deixado de lado, em face de Beward, mas confesso, estou amando escrever sobre eles! Obrigada pelas reviews e pelo carinho e se vocês estão curtindo a fic, não deixa de deixar um carinho, ok?! Um comentário, uma recomendação, um tweet, qualquer coisa é um afago incrível! Espero que o próximo venha logo, tudo depende de quando meu MS vai chegar... hahahahaha

Amo vocês!

Beijos, Carol.