Disclaimer: infelizmente Twilight ou Life and Death não me pertencem, mas usar qualquer personagem que tia Steph criou da forma mais divertida possível sim, então, aquilo de sempre: respeita aí!
.
.
CAPÍTULO 7
.
Edythe estava em seu quarto olhando para seu reflexo, passando a mão pelo vestido, ela franziu o cenho. Esta noite foi a grande festa de trabalho, aquela que comemora o vigésimo aniversário de Royal na indústria, nem todo mundo foi convidado, mas ela foi, mas apenas por ser a acompanhante de Beau.
Fazia muitas semanas que ela e Beau estabeleceram esse plano. O plano do "namoro falso", enquanto seu objetivo era deixar Victor com ciúmes, ela descobriu que já não era mais o caso, para ela estar ao lado de Beau era outra coisa, mas de qualquer maneira Beau precisava de Edythe ao seu lado esta noite, esse era o acordo entre eles. O motivo para que haviam feito todo esse plano.
Ela deveria mostrar a todos essa noite que Beau era um homem diferente do que dizia as fofocas de corredores. Beau, precisava, principalmente, mostrar aos chefes que ele era digno para o cargo de editor-chefe. É para isso que Beau e ela eram um "casal", para abafar qualquer rumor sobre sua persona no escritório. E era nisso que estavam se focando, em ser um casal poderoso, pelo menos para os colegas de trabalho.
Na última semana, Edythe não pôde deixar de sentir uma sensação de queimação no estômago ao pensar em Beau. Seja no trabalho ou quando ela estava em casa, apenas a ideia do sorriso dele em direcionado a ela, era suficiente para deixa-la tonta.
O problema é: isso não deveria acontecer. O "relacionamento" que tinham para todos no escritório era falso. Mas, então, por que ela queria tanto que o acordo não fosse finalizado?! A simples ideia de que tudo isso poderia acabar em questão de dias a fez querer se enrolar em posição fetal e chorar.
Beau teve sua entrevista para o cargo de editor-chefe na tarde de quinta-feira. Ele estava nervoso e assustado. Ele nunca quis algo tanto, como queria essa posição, ele geralmente estava tão contente com onde estava, mas ele queria mostrar a todos que era bom em seu trabalho. Edythe o abraçou antes da entrevista, e quando ele saiu, ela o puxou pela mão e o abraçou novamente.
— Você vai conseguir. — ela disse a ele.
— Acredito que sim. — ele respondeu ligeiramente incerto.
— Espere, Beau! Você vai conseguir! Eu sei que você vai. — Edythe disse com o maior sorriso no rosto.
Eles comemoraram a entrevista no Dunkin' Donuts depois do trabalho. E Edythe voltou com ele para o apartamento, ela ia dar outro abraço nele quando o telefone tocou, era o pai dele e ele respondeu imediatamente.
Beau não tinha falado muito sobre seu pai, só que ele estava recebendo uma segunda opinião. Ela viu o pequeno vislumbre de esperança em seus olhos azuis, mas, quando o segundo médico voltou com o mesmo diagnóstico, ele ficou chateado de novo e Edythe lamentou por uma pessoa tão incrível como Beau estar passando por tudo isso.
E era noite de sábado. A noite da grande festa. O dia que marcaria o começo do fim do seu tempo com Beau.
Mesmo com o coração pesado, Edythe havia comprado um lindo vestido longo de mangas longas e um decote em V, a fenda na lateral exibia suas longas e belas pernas. No convite dizia black tie, então ela decidiu dar tudo de si.
Seus seios estavam empinados, graças ao generoso decote do vestido mostrando uma boa quantidade de decote. Seus cabelos caíam pelos ombros em cachos soltos. E o rosto dela estava maquiado de forma leve e seus lábios em um tom de rosa que completava seu próprio tom de pele.
Ela se olhou no espelho.
Seu cenho estava franzido, e estava não porque ela não gostou da roupa ou porque estava ansiosa pela noite. Ela estava apenas nervosa. Nervosa, porque ela não tinha certeza de pôr mais quanto tempo ela poderia se esconder em seus verdadeiros sentimentos por Beau.
Ela gostava de Beau, não apenas gostava dele como você gosta de um amigo ou colega. Ela poderia dizer que estava gostando de Beau, como uma mulher gosta de um homem. Como se tivesse se apaixonando por ele.
A lembrança de como o corpo dela estava embrulhado com o seu no último fim de semana, vinha a sua mente toda vez que sua cabeça batia no travesseiro. E por mais que ela fosse dormir sozinha todas as noites, a lembrança de tê-lo ao seu lado em Little Falls ainda consumia seus pensamentos. De alguma forma inexplicável, ela sentia falta do toque dele e do som sutil de sua respiração enquanto ele dormia.
Ela suspirou com um sorriso saudoso em seus lábios, uma batida na porta despertou Edythe do seu sonho. Ela alisou o tecido sobre o estômago e caminhou em direção à porta, respirando fundo antes de abrir a porta e ver um Beau Swan muito bonito olhando para ela.
— Oi. — ela disse tão suavemente que era quase um sussurro.
Os olhos de Beau examinaram todo o seu corpo, dos pés até a cabeça. Sua mandíbula quase se abriu ao vê-la em seu lindo vestido.
— Uau! — ele respirou pesadamente. Os olhos dele pararam por um momento em seu decote, antes que ele encontrasse seu olhar novamente. — Você está maravilhosa.
Edythe sorriu e o rubor encheu suas bochechas enquanto olhava para o vestido.
— Você gosta do vestido?! Não está muito formal?!— ela perguntou, adivinhando sua escolha enquanto se virava, dando-lhe um olhar completo para seu vestido.
— Não. Porra! Você está linda! — ele respirou. — Desculpe, você só... você está perfeita.
— Obrigada, Beau. — ela aceitou o elogio dele. — Você está incrível também. Eu nunca pensei que viveria o dia para ver Beau Swan vestindo um smoking.
Beau ajeitou a gravata borboleta e sorriu.
— Eu também. — confessou com um olhar divertido. — Eu sinto que vou ao baile.
— Aposto que o adolescente Beau estava incrível na noite do baile. — ela replicou com um sorriso gentil.
— Eu nunca fui ao baile. — ele respondeu balançando a cabeça. — Não achei que alguém quisesse ir comigo.
— Bem. — Edythe se aproximou dele e afastou as mãos da gravata. Ela assumiu o controle e ajeitou a gravata borboleta que ele tentava acertar. — Se eu te conhecesse naquela época, eu certamente iria com você.
Seus olhos se encontraram por um momento, as mãos de Edythe se moveram para seus ombros enquanto ela as corria pelos braços até que finalmente o soltou. Mas os olhos deles ainda se encaravam. De pé apenas alguns centímetros de distância, Edythe teve a sensação de uma revoada de borboletas no estômago novamente, era a mesmíssima sensação que ela teve uma semana antes, quando se sentou na cama dele em Little Falls. A sensação de que se ela se mexesse um pouco estaria beijando-o.
E oh Deus! Ela queria beijá-lo! Mas os olhos de Beau desviam o olhar e o momento se foi. Outro momento escapando por entre os dedos.
— Você está pronto para ir?! O Uber está do lado de fora esperando. — Beau falou dando um passo atrás.
— Sim, estou pronto. Deixe-me pegar minha bolsa e podemos ir. — Edythe desapareceu em seu quarto por um momento, pegando uma pequena bolsa que combinava perfeitamente com o vestido e voltou para onde ele ainda esperava na soleira da porta.
— Perfeito! — respondeu Beau, sentindo arrepios só de olhar para ela. — Vamos, mademoiselle. — ele ofereceu o braço.
— Vamos. — respondeu Edythe enquanto passava a mão pelo braço dele enquanto saíam do apartamento.
.
A festa estava sendo realizada em um dos salões de festas mais elegantes da cidade. O Uber deixou Edythe e Beau na entrada do hotel, e eles entraram com os braços entrelaçados entregando o convite na porta e foram apontados na direção da festa.
— Isso é tudo tão chique. — comentou Edythe enquanto eles entravam.
— Eu sei. Eu me sinto tão fora de lugar. — Beau respondeu.
Edythe parou e olhou para Beau, removendo os cabelos bronzes que caíam em seu paletó.
— Parece que você pertence aqui. Você parece bem. — ela o tranquilizou.
— Você também. — os olhos de Beau olharam Edythe novamente e ele teve vontade de se beliscar para ver se não estava sonhando. — Você está tão linda, Edythe.
— Obrigada. — respondeu Edythe e pegou a mão dele. — Vamos entrar.
.
Eles entraram no salão e foram imediatamente recebidos com uma taça de champanhe. Edythe e Beau pegaram um copo de bom grado e entraram mais na festa.
— Então, qual é o plano hoje à noite?! Devo falar com Jessamine e Royal?! Ou devemos fazer um networking com os outros grandes executivos?! — Edythe perguntou, olhando para o chefe deles.
— Eu não sei. Não estou acostumado a fazer esse tipo de coisa. Eu nunca fiz networking. — Beau revelou. — Talvez seja tarde demais?! Minha entrevista foi há 3 dias atrás, eu acho que eles já se decidiram se eu consegui a posição ou não.
— Ei! Para com isso, nunca é tarde demais, só precisamos que eles saibam que você é a melhor pessoa para o trabalho. — ele fez uma careta estranha. — Você é, Beau! — Edythe exclamou. Os dois tomaram um gole de vinho para tentar relaxar os nervos.
Beau olha ao redor da sala e estremece ao ver os rostos familiares dos homens em seu escritório que ele mais desprezava: Victor e Logan, ambos com mulheres penduradas nos braços e, ele percebeu instantaneamente que a mulher ao lado de Victor era sua atual namorada grávida. Ele olhou para Edythe e ela ainda não os tinha visto.
— Edythe. — ele disse suavemente e a virou para encará-lo. — Victor está aqui.
Edythe assentiu.
— Eu sabia que ele seria. — ela responde suavemente.
— Ele está aqui com aquela mulher. Joss Hunter, é o nome dela, certo?! A influenciadora?! — ele disse virando-a lentamente para encarar o novo casal. O rosto de Edythe caiu em desgosto. — Eu sinto muito.
Edythe se viu olhando para eles por um longo momento. Ela viu Joss descansar a mão no peito dele, e o braço dele estava em volta da cintura dela enquanto a abraçava. Ela está grávida de 12 semanas e ela parece perfeita. Nenhum um cabelo fora do lugar. Pérolas no pescoço e no pulso, os cabelos loiros elegantemente presos de lado, contra seus ombros, um lábio vermelho brilhante tinge seus lábios.
— Ela é linda. — Edythe diz ainda em choque.
— Você está bem?! — Beau perguntou. A mão dele na cintura dela ficou mais apertada enquanto seus olhos azuis estavam o rosto dela. — Se isso é demais para você...
— Ela é perfeita. — disse Edythe, interrompendo-o. — Ela não é?!
Beau não disse nada, ele apenas afastou a mão do corpo dela e seu corpo inteiro ficou rígido com a reação dela. Ele sempre soube que ela ainda estava apaixonada por Victor, ele apenas pensou que ela seguiu em frente, foi mais cedo que ela estava dizendo que seguiu em frente, que ela não gostaria de voltar com ele. Mas enquanto ele estudava a maneira como os olhos dela se recusavam a deixar seu ex, ele sentiu um aperto no peito. Porque ela ainda estava apaixonada por Victor. E ela sempre seria.
— Você acha que ela é linda?! — Edythe perguntou finalmente voltando os olhos para Beau.
— Edythe, eu... — ele começou confuso, mas outra vez ela interrompeu.
— Ela é, não é?! Você não a acha bonita?! — ela perguntou novamente, esperando por uma resposta.
— Ela é uma mulher muito bonita. — Beau concordou, porque ele não podia mentir, afinal Joss era linda. — Mas...
— Mas?! — Edythe inclinou a cabeça. Seus olhos ambares estudavam o rosto dele com atenção exagerada.
— Ela não é tão bonita quanto você. — ele disse em um sussurro.
Os olhos de Edythe voltaram para Victor e Joss.
— Devemos ir dizer oi.
— Não acho que seja uma boa ideia. — ele respondeu.
— Seria rude não dizer olá. — Edythe o ignorou e puxou sua mão enquanto se moviam pelo salão de baile. Beau não tinha voz a dizer sobre o assunto.
— Olá, Victor. — Edythe disse forçando um sorriso.
Victor virou-se para encarar Edythe, a mão dele na cintura de Joss caindo.
— Edythe. Oi. — ele respondeu e depois olhou para Beau. — Oi, Beau.
— Olá, Victor. — disse Beau com um aceno.
Victor ficou rígido, ele não sabia o que dizer ou fazer, apenas ficou parado. Atordoado.
— Oi, eu sou Joss. — a linda mulher de cabelos loiros disse olhando para Beau.
— É um prazer conhecê-lo. — respondeu Beau enquanto Edythe estava lá imóvel, ainda encarando estupefata o casal.
— Ouvi dizer que os parabéns são necessários. — Beau ofereceu fingir as gentilezas.
Joss sorriu largamente quando passou a mão sobre o estômago e olhou para Victor.
— Obrigada. Nós dois estamos animados. Não estamos, querido?! — a mão dela esfregou o peito de Victor.
— Sim, estamos muito felizes. — Victor finalmente falou enquanto olhava diretamente para Edythe.
— Isso é bom. — Edythe finalmente disse alguma coisa enquanto olhava para Joss. — Espero que você tenha uma gravidez tranquila.
— Obrigada. Eu também. — ela bufou uma risada de maneira elegante. — Ultimamente tenho tido muito enjoos, achei que não seria capaz de vir hoje à noite, mas estou tão feliz que eu fiz. Isso parece ser algo bem importante, cheio de gente elegante e famosa, meus seguidores vão adorar!
— Nós devemos ir, precisamos cumprimentar outras pessoas. — Beau disse olhando para Edythe. Ele só queria afastá-la de Victor e de sua nova namorada e de como ela se transformou em uma estátua. Talvez ela não tivesse superado ele como tanto ela quanto Beau pensava.
.
Edythe e Beau se separaram após a conversa estranha com Victor e Joss, ela pegou uma bebida e se enredou em uma conversa com algumas meninas do seu departamento. Enquanto Beau se esforçou para fazer seu networking, parando para ter uma conversa educada com Jessamine e Royal Hale, mais que ansioso para impressioná-los.
Entretanto, Beau não parava de pensar em como Edythe reagiu a Victor. Isso o fez sentir que todo o esforço que aconteceu nas últimas semanas, havia se esvaído. De uma hora para outra ela saiu da mulher independente que ele começou a gostar, de volta para a vulnerável mulher de coração partido em segundos.
— Você está curtindo a festa?! — Royal perguntou a Beau enquanto ele lhe entregava um copo de uísque.
— É um evento incrível que você tem aqui, senhor. — ele respondeu.
— Não é todo dia que você comemora 20 anos na indústria, mas isso é tudo é culpa da Jessamine, por mim um jantar pequeno teria sido suficiente. — Royal respondeu.
— E qual é a graça disso?! — Beau disse com um sorriso lateral, fazendo o possível para mostrar o seu eu mais charmoso. Afinal, ele ainda não tinha o cargo de editor-chefe, que queria mais do que imaginava.
— Então, onde está sua linda garota esta noite?!
Beau olhou através da sala para onde Edythe estava conversando com uma de suas colegas sorrindo e rindo. Uma pessoa diferente do que ela era uma hora antes, enquanto conversava com Victor. Ele a apontou para Royal e chamou sua atenção, dando-lhe um pequeno aceno, ela acenou de volta e depois voltou com quem estava falando.
— Edythe é uma das pessoas mais valiosas desta empresa. — Royal começou. — Ela é uma força que devemos manter firme conosco.
— Ela é a melhor. — disse Beau com uma expiração lenta. A verdade, mesmo que parcial, escapou de seus lábios. — Eu sou um cara de sorte por tê-la.
— Se é. — Royal sorriu, mudando rapidamente a sua postura, colocando a mão em seu ombro. Beau o encarou confuso. — Então, sua entrevista na quinta-feira foi muito boa, você não acha?!
— Eu acho que sim. — respondeu Beau ficando sério. — Queria agradecê-lo por me dar a oportunidade. — Royal sorriu e sua mão apertou o ombro de Beau.
— Achamos que você foi incrível. Seu trabalho é espetacular, há anos estamos acompanhando o seu progresso, e por muito tempo achei que você não tinha a intensão de ser promovido, que estava satisfeito onde estava. — Royal explicou com seu olhar intenso sobre Beau.
— Eu estou satisfeito, eu amo meu trabalho, por isso que eu gostaria de um pouco mais de responsabilidade. Eu sinto que seria incrível...
— Beau. — Royal o deteve, com um sorriso divertido dançando em seus lábios. — Isso não é uma entrevista, você não precisa mais se vender para nós.
— Ok. — Beau exalou novamente alto e tomou um gole de sua bebida. O líquido queimou um pouco quando desceu.
— Na realidade, eu sei que essa não é uma maneira formal de fazer isso, mas eu queria te contar pessoalmente, pois gostaríamos de lhe oferecer o cargo.
O rosto de Beau ficou em choque.
— Você está falando sério?! — perguntou embasbacado.
— Nunca falei tão sério. — Royal assentiu e estendeu a mão. — Parabéns, Sr. Swan, você é o mais novo editor chefe.
— Muito obrigado senhor, não vou decepcioná-lo. — seu sorriso parecia que iria lhe rasgar o rosto, enquanto apertava a mão de Royal com entusiasmo.
— Eu sei que você não vai. — um sorriso maroto brilhou nos lábios do chefe. — Parabéns de novo, Beau.
.
Beau praticamente correu pela sala para encontrar Edythe. Ele a afastou da conversa que estava tendo e a virou para encará-lo, abraçando-a com surpresa.
— Beau?! — ela perguntou em choque e confusa.
— Eu consegui o emprego, Edythe! — ele respondeu assim que se afastou do abraço.
— Você o quê?! — ela sorriu.
— Royal acabou de me contar um minuto atrás. Eu consegui, Edythe! — ele exclamou com um sorriso enorme. — Você está olhando para o novo editor chefe, você acredita nisso?! — Beau estava borbulhando de emoção.
— Uau! Parabéns, Beau! Eu sabia que você ia conseguir, eu apenas sabia disso. — ela jogou os braços em volta dele novamente em um abraço apertado. — Estou tão feliz por você.
— Eu não poderia ter feito isso sem você, Edythe. — disse Beau com o rosto pressionado em seus cabelos. Suas palavras provocam arrepios na espinha dela.
— Uau! Eu sabia que você ia conseguir, você é ótimo no seu trabalho. Estou tão orgulhoso de você. — Edythe respondeu enquanto o apertava.
Eles se separaram do abraço, encarando um o rosto do outro.
— Vamos lá, vamos dançar! — Edythe começou a puxar Beau para a pista de dança.
— Edythe, eu não danço. — Beau respondeu balançando a cabeça, com um leve pânico em seus olhos.
— Para com isso! Vamos! Temos algo para comemorar. — ela enlaçou os dedos aos dele, puxando-o para o meio da pista de dança, onde todos os colegas de trabalho estavam se soltando.
Eles dançaram juntos com a música animada. Suas mãos pressionaram juntas enquanto balançavam de um lado para o outro. Ambos tinham sorrisos enormes em seus rostos até a música mudar. O ritmo passou de uma música alta e otimista para uma música lenta.
Alguns deixaram a pista de dança, as únicas pessoas que ficaram eram casais. Quando Beau olhou em volta, começou a soltar as mãos de Edythe. Ele estava prestes a recuar quando Edythe o puxou de volta.
— Onde você vai?! — ela perguntou.
— Eu só... — ele gaguejou.
— Dança comigo?! — Edythe pediu com aqueles olhos ambares brilhando como ouro derretido.
Beau deu um passo em sua direção e colocou as mãos em ambos os lados da cintura dela. As mãos de Edythe subiram para envolver seu pescoço. Seus corpos foram pressionados juntos quando começaram a passar para a música lenta.
— Isso é tão bom. — disse Edythe, sorrindo para Beau.
Seus corpos se pressionaram um contra o outro. Ela quase podia sentir a batida do coração dele. Eles se moveram pela pista de dança lentamente, nenhuma palavra foi dita. Eles apenas se encararam durante toda a música até que, finalmente, Beau quebrou o silêncio:
— Eu nunca dancei assim antes. — as mãos dele agarraram sua cintura, os polegares correndo sobre o material do vestido dela.
— Você é muito bom nisso, Beau. — ela respondeu e sua cabeça se aproximou da dele quando eles se encontraram.
Beau começou a se sentir desconfortável. Edythe estava tão perto, seus lábios de um rosa brilhante pareciam tão convidativos.
Então ele se lembrou que eles não lhe pertenciam.
— Onde está Victor?! — ele perguntou.
— Eu o vi sair mais cedo com Joss, acho que o enjoo voltou. — respondeu Edythe.
— Oh! Devemos parar de dançar, certo?! Qual seria o objetivo de continuarmos dançando?! — ele perguntou.
Edythe balançou a cabeça confusa.
— Não podemos simplesmente dançar porque queremos?! Nem tudo tem que ser sobre deixá-lo com ciúmes. — respondeu suavemente, se perdendo naquele oceano azul que eram os olhos de Beau
— Você tem certeza?! — perguntou com um leve franzir de olhos. — Por que antes você parecia tão chocado ao vê-lo com Joss, acho que esses sentimentos de amor, se são verdadeiros, não morrem da noite para o dia. — Beau respondeu.
— O que você está dizendo?! — Edythe perguntou confusa.
— Nada. Não dê atenção para mim. — Beau respondeu, balançando sua cabeça para afastar sabe-se lá o que estava sentido.
As mãos dele na cintura dela ficaram mais apertadas quando ele a puxou para mais perto de seu corpo. Seus rostos a menos de uma polegada de distância, então, sem pensar, a cabeça de Edythe se aproximou mais, a testa dela encostou na dele e eles olharam ainda mais nos olhos um do outro.
Seus corações estavam disparados, este foi o mais perto que eles já estiveram um do outro, e nenhum deles estava se mexendo. Eles apenas ficaram ali, balançando juntos enquanto dançavam lentamente.
Seus olhos se encontraram e nenhum deles desviou o olhar.
Os olhos deles estavam presos e, o mundo inteiro ao seu redor parecia desaparecer. E somente quando uma música mudou, eles foram separados quando a multidão se reuniu novamente para uma música mais rápida. Beau foi atingido por um corpo e o feitiço foi quebrado, ele se afastou e eles se separaram, ambos se soltando como se tivessem levado um choque.
— Então, humm... — Edythe começou, mas um colega de trabalho os interrompeu, chamando atenção de Beau.
— Eu ouvi as notícias! Parabéns cara! — o homem disse, puxando Beau para um abraço de irmão.
— Obrigado, cara. — respondeu Beau, querendo voltar para Edythe o mais rápido possível.
— Beau, eu vou ao banheiro. — disse Edythe batendo no ombro dele enquanto algumas pessoas se moviam em volta dele.
— Tudo bem. — foi tudo o que Beau poderia dizer enquanto estava sendo puxado para outro abraço.
.
Edythe usou o banheiro e lavou as mãos, respirando fundo. Ela se olhou no espelho, novamente ela e Beau tiveram um momento. Um momento que foi interrompido. Talvez isso fosse uma coisa boa, certo?! Porque se eles não fossem interrompidos, ela sabia que o teria beijado. Tudo estava certo naquele momento para beijá-lo.
Quando ela viu Victor mais cedo naquela noite com Joss, ela ficou chocada. Mas quando ela olhou para ele e sua nova namorada, ela sentiu um suspiro de alívio. Porque ela não estava mais com ciúmes, na realidade ela não se importava com Victor.
Naquele momento, era Beau que ela queria. E ela ia contar a ele.
Depois de um longo momento no banheiro. As mãos de Edythe estavam tremendo, porque ela ia fazer isso. Ela não podia deixar outro momento passar por ela. Ela tinha que deixá-lo saber. Ela tinha que dizer a Beau que não queria ser sua amiga ou namorada falsa. Ela queria algo mais, mas, ao sair do banheiro, parou quando viu uma mulher abraçando Beau com fervor.
As mãos da mulher em seu peito fizeram os dedos de Edythe se enrolarem. Foi a mesma sensação que teve quando ela estava em Little Falls e o viu com Jules. Foi um sentimento de ciúmes. Mesmo que o abraço parecesse completamente inocente de um colega de trabalho parabenizando-o.
Foi naquele momento que ela então percebeu que Beau tinha uma história, ele esteve com muitas outras mulheres. Ele ser charmoso era o que ele era bom, e essa coisa que eles estavam fazendo logo terminaria. Agora ele tinha o emprego e o acordo deles estava finalizado.
Antes mesmo de pensar nisso, Edythe correu para trás e correu do salão de baile, ela não podia enfrentar Beau, não agora, quando tinha certeza de seus verdadeiros sentimentos.
Então ela correu.
Ela saiu correndo do hotel e chamou um táxi o mais rápido que pôde. Uma lágrima caiu em sua bochecha, pois por mais que isso começou com um relacionamento falso, ela se apaixonou por ele.
Edythe pensou nas vezes em que quase se beijavam. Toda vez era Beau que se afastava, ele não gostava dela como ela gostava dele. Não importa como ele olhou para ela hoje à noite, na realidade, não importa quantas vezes ele disse que ela era linda. Ela teve que esquecer a maneira como o abraçou com força enquanto eles dividiam a cama em Little Falls.
Foi tudo falso. E ela não podia ter seu coração partido. Não de novo, a última vez isso quase a matou, e ela não vai deixar isso acontecer novamente.
.
.
BS: Onde você está?!
BS: Eu estive procurando por você em todos os lugares. Você está bem?!
BS: Edythe, onde você está?!
BS: Por favor, não me diga que você saiu sem se despedir.
BS: Eu estou te ligando!
BS: Edythe, por favor, atenda! Eu preciso saber que você está bem.
.
.
De volta ao apartamento, Edythe sentou no sofá.
O vestido dela parecia um cobertor, cobrindo todas as almofadas. Lágrimas que caíram por suas bochechas pararam cerca de meia hora atrás. Agora ela apenas ficou sentada lá, encarando a parede em branco, com uma caixa de donuts no colo, e os lábios sujos de açúcar.
O telefone dela estava ao seu lado na bolsa, tocava de vez em quando, junto com o som das mensagens que chegavam, mas ela os ignorou quando levou outra rosquinha de açúcar aos lábios e deu uma mordida.
Houve uma batida forte na porta e Edythe pulou com o barulho repentino. Ela olhou e esperou outra batida, ela pulou novamente quando a batida soou mais alto.
— Edythe. — ela ouviu a voz de Beau. — Eu não sei por que você saiu sem sequer dizer adeus, mas eu sei que você está em casa! Eu posso ver a luz acesa! Por favor, abra.
Quando ela não respondeu, ele bateu novamente.
— Edythe, me deixe entrar! Por favor?! — sua voz soou suave e desesperada.
Lágrimas apareceram nos olhos de Edythe novamente ao som de sua voz. Ela colocou o donut meio comido de volta na caixa ao lado dela e limpou os lábios enquanto lambia o açúcar restante das pontas dos dedos.
A porta bateu novamente.
— Estou indo! — ela gritou de volta quando se levantou e caminhou em direção à porta.
Assim que ela destrancou a porta, ela se abriu rapidamente. Beau estava lá: o paletó amassado debaixo do braço, a gravata borboleta pendendo no pescoço e as mangas arregaçadas nos braços. Seu peito arfava e ele tinha uma careta no rosto. Um olhar de raiva e irritação.
— Você foi embora. — ele finalmente falou.
— Sim. — ela respondeu.
— Por quê?! — ele perguntou.
— Eu... eu estava cansado. — ela mentiu.
Beau inclinou a cabeça.
— Então você saiu sem se despedir?! — perguntou entre os dentes.
Edythe encolheu os ombros e voltou para o apartamento. Ela se afastou de Beau deixando a porta aberta. Ela ouviu Beau seguindo-a enquanto voltava para o sofá e pegava seu donut meio comido, mordendo. Ele apenas ficou lá olhando para ela e com as mãos nos quadris.
— Por que você saiu desse jeito?! Do nada?! — ele perguntou.
— Você parecia estar se divertindo. Achei melhor ir. — ela diz com a voz diminuta.
— Se você quisesse ir embora, eu teria ido com você. Você não se lembra que devemos parecer um casal?! Você percebe o quão estranho parecia quando eu tive que perguntar por você?! Eu deveria saber onde está minha namorada! — Beau disse com raiva.
— Namorada falsa. — ela adicionou.
Beau apenas a encarou.
— Falando nisso, devemos terminar agora. Não faz sentido continuar essa farsa, nós conseguimos o que queríamos. O trato está feito! — exclamou decidida.
— O quê?! — ele perguntou franzindo a testa.
— Deveríamos acabar com isso. — ela disse de novo.
Beau exalou e parecia ainda mais irritado.
— Você quer terminar agora?! Por quê?!
— Conseguimos alcançar os objetivos que tínhamos, quando começamos isso. Está na hora de terminar. Ambos conseguimos o que queríamos. — ela estava firme com essa ideia.
Beau passou a mão pelo rosto.
— E assim que você pode estar com Victor?! — ele perguntou com amargor.
— O quê?! Não! — ela gritou indignada, por ele achar que ela queria voltar para Victor.
— Eu te vi hoje à noite. Você estava com ciúmes de Joss. Você o deixou com ciúmes, e ele a deixou com ciúmes. Agora você pode voltar como nada tivesse acontecido. — explicou com frieza.
— Não! — ela balançou a cabeça atordoada.
— Não minta para mim. — ele replicou entre os dentes.
— Eu não estou mentindo para você! Foi estranho ser Victor com Joss?! Sim, claro que foi. Mas eu não quero estar com ele. Não mais. Eu segui em frente. — Edythe foi inflexível.
— Certeza?! — ele perguntou. — Eu pensei...
— Você estava errado. Não quero ficar com Victor. — Edythe respondeu e um sorriso caiu nos lábios de Beau, sentindo que ele finalmente ganhou alguma coisa. — Por que você está aqui?! — perguntou.
— Eu estava preocupado com você. Você desapareceu. — ele respondeu suavemente.
— Não achei que você sentiria minha falta.
— Você está louca?! — ele levantou a voz novamente e seu sorriso se dissolveu.
— Eu vi você. Você parecia muito feliz em receber um abraço de todos, incluindo todas as mulheres bonitas. — o ciúmes parecia corroer como um ácido em sua língua.
Beau parecia confuso.
— O que diabos está acontecendo?! — perguntou.
Edythe deu outra mordida e balançou a cabeça enquanto encolheu os ombros.
— Não! Eu quero a verdade! Esta noite tem sido tão confusa. Primeiro, parece que você estava com ciúmes de Joss, depois dançamos juntos, onde você me disse que era bom, então parecia que você estava prestes a me beijar e no próximo momento você desaparece. — ele acenou com as mãos no ar exasperado.
Edythe apenas mordeu o lábio.
— Eu quero a verdade de você! — ele exigiu com fervor. — O que está acontecendo entre nós?!
— Nós somos amigos. É isso aí. — Edythe respondeu, dando de ombros.
— Certeza?! Apenas Amigos?!
— Eu não sei o que você quer que eu diga! — ela choramingou tão confusa, como nunca antes esteve.
— Eu quero a verdade! — Beau gritou. — Eu não mereço a verdade?!
Eles se entreolharam. Edythe levantou-se do sofá e o encarou.
— Eu... eu... — ela gaguejou sem saber como explicar isso.
— Vou começar. — ele interrompeu determinado. — Eu gosto de você... eu gosto muito de você. E acho que você também gosta de mim. — Beau finalmente disse isso em voz alta.
— Claro que gosto de você! Você é meu amigo! — ela respondeu em concordância com o que ele estava dizendo.
— Não! Pare com as mentiras! As coisas ficaram estranhas entre nós desde Little Falls. Por que você não pode simplesmente admitir que somos mais do que apenas amigos?! Que isso deixou de ser falso há muito tempo. — ele acusou.
— Beau...
— Gosto de você por um longo tempo. — falou com um suspiro. — Há muito tempo.
— Quanto tempo?! — ela perguntou insegura.
— Não importa, o que importa é que você também gosta de mim!
Edythe mordeu o lábio, mas finalmente cedeu.
— Eu também gosto de você. Mas isso não importa, nós nunca iremos funcionar. — disse derrotada.
— Por que não?!
— Porque você é Beau Swan. Você nunca teve uma namorada. Você dorme por aí fazendo as garotas se apaixonarem por você e depois desaparece. — explicou com pesar.
— O quê?! — ele perguntou. — Você está falando sério?! Você acredita em todos os rumores e fofocas?! Que sou um mulherengo que quebra o coração das mulheres a torto a direta?! Você não me conhece?!
— Eu não sei! É exatamente o que eu sei, e não posso ter meu coração partido novamente, Beau. Quando Victor me deixou... Eu estava uma bagunça. Eu não posso passar por isso de novo. Não posso! —apesar dos olhos marejados, Edythe falava com firmeza.
— Eu não sou o Victor, eu me preocupo com você. — falou com suavidade. — Eu te amo pelo amor de Deus! — ele finalmente revelou.
— Você o que?! — ela perguntou quando uma lágrima escorreu por suas bochechas.
— Você não pode ver?! Estou apaixonado por você desde o momento em que te conheci, há dois anos. — ele estava sem fôlego quando finalmente cedeu e disse a ela como realmente se sentia. — Você não se lembra do primeiro dia em que nos conhecemos?! Fui designado para lhe mostrar o escritório. Você não se lembra de como eu fui legal com você?! No final do dia eu estava decidido que eu ia te convidar para sair, mas ouvi você dizer para alguém que você tinha namorado, mas não apenas isso, mas que ele estava vindo trabalhar conosco.
— Você me odiou desde o primeiro dia que nos conhecemos! — ela lembrou.
— Não desde o primeiro dia. — confessou. — Quando descobri que você tinha um namorado, eu me afastei. Eu não sou um sedutor, eu nunca iria atrás da garota de outro homem. Eu só esperava que talvez não fosse sério com Victor. — ele deu de ombros. — Uma vez que eu o conheci e vi o quanto você o amava, percebi que nunca iria terminar. Então eu tentei seguir em frente. Eu fui a encontros com outras mulheres. Foi aí que todos os rumores começaram, tentei encontrar alguém que ajudaria meu coração partido, mas ninguém que eu encontrei jamais aos seus pés. Eu só queria você!
Ele suspirou. Suas mãos passaram por seus cabelos, os despenteando mais do que antes.
— Quando soube que você e Victor finalmente terminaram, esperei. Eu sabia que você estava com o coração partido. Eu estava decidido a te conquistar, mas 2 meses passaram e nada mudou... Percebi que talvez eu nunca tivesse chance com você! — ele sorriu torto com uma lembrança. — Então, quando ficamos presos no elevador e ficamos mais perto, a única maneira de eu me tornar mais que uma amiga, foi sugerir a coisa do namoro falso.
"Eu nem me importei com a promoção do emprego antes de conhecer você. Eu só precisava de algo para você me ajudar a não parecer suspeito. Quanto mais ficávamos juntos e mais agíamos como namorados, mais eu percebia que te amava." — seus olhos azuis brilhavam com carinho. — "Quando eu precisei de você em Little Falls, você estava lá para mim. Eu sabia que você gostava de mim então, mas que você ainda estava se segurando. Pensei que talvez você não tivesse superado Victor, que você ainda estava apaixonado por ele".
Edythe balançou a cabeça enquanto ouvia e lágrimas escorriam pelo rosto.
— Eu não amo mais Victor. — disse com a voz fraca.
— Naquela manhã em Little Falls, acordei com seus braços em volta de mim e senti. Eu me senti cuidado e amado pela primeira vez na minha vida!
— Você estava acordado?! — ela ofegou.
— Eu estava, e eu queria muito me virar e te beijar, e envolver meu corpo inteiro em torno de você. Fazer amor com você a manhã toda, mas eu não fiz. Eu queria esperar até você estar pronta. E então hoje à noite... Eu vi de novo, nos seus olhos quando dançamos. Amaldiçoarei quem quer que tenha nos interrompido porque queria muito te beijar. — confessou sem titubear.
— Eu também queria te beijar. — ela cedeu. — Há semanas que tenho tido sentimentos por você. Eu pensei que talvez eles fossem apenas por causa da situação. Que eles eram falsos. — seus olhos olharam para seus pés, tentando disfarçar o seu nervosismo latente. — Mas você está certo. — disse, por fim, voltando seus olhos para ele. — Em Little Falls, tudo mudou. Eu me importei com você e eu queria beijar e abraçar você. Eu queria tirar sua roupa e montar você até toda Little Falls saber que eu era sua.
Beau riu, Edythe sorriu, mas depois ficou séria.
— Mas...
— Mas o quê?! — ele perguntou.
— Nós não vamos funcionar, sou muito frágil para ter meu coração partido novamente. — ela disse, mais uma vez derrotada.
— Eu não vou partir seu coração. E você não é frágil. Você é forte! — ele diz com firmeza.
— Você diz que não vai partir meu coração, mas Victor, ele também...
— Eu não sou o Victor! — Beau se aproximou de Edythe e colocou as mãos nos dois lados do rosto dela. — Eu te amo. Eu nunca vou te machucar. Eu nunca vou te trair. O que você quiser, eu darei para você. Por favor! Por favor! — ele implorou. Seus olhos enevoados de lágrimas.
Seus corações estavam disparados quando os polegares de Beau se moveram sobre suas bochechas limpando as lágrimas que manchavam seu rosto.
— Eu te amo.
Edythe olhou para ele, os olhos dela se fixaram nos dele mais uma vez.
Esta tinha que ser a quarta vez que ele dizia que a amava, mas antes das outras vezes, ele parecia mais esperançoso. Mais convicto. Seu coração estava disparado, e as mãos dele segurando o rosto dela pareciam fortes. Beau descansou a testa contra a dela, olhando mais profundamente em seus olhos.
Beau se inclinou devagar, suas mãos tremiam um pouco e ele estava assustado com o próximo passo. Mas ela não recuou. Em vez disso, ela se inclinou para ele. E finalmente, finalmente, seus lábios se tocaram.
Nada poderia interrompê-los. O alarme de incêndio poderia soar e os dois iriam queimar no inferno sem qualquer preocupação. Seus lábios dançaram juntos, um beijo longo e suave que parecia trazer uma explosão de luz à vida de Edythe. Fazia tanto tempo desde que ela tinha sido beijada, desde que ela sentiu amor.
Ela pensou no último beijo que compartilhou com Victor, não era nada como isso.
Beau a fez se sentir feliz. O calor em seu coração era como uma explosão de energia que ela precisava mais do que qualquer coisa no mundo. As lágrimas da noite se foram, junto com as preocupações e dores. Nada mais importava.
Quando seus lábios se separaram e os olhos de Edythe se abriram. Ela descansou as mãos no peito dele, correndo-as para cima e para baixo em seu peitoral definido, os dedos dela segurando o material da camisa dele.
— Uau! — ela disse com um suspiro pesado. — Isso foi...
— Muito tempo sem um beijo?! — ele perguntou por ela. As mãos dele se movendo na parte de trás da cabeça dela, seus dedos correndo pelos cachos bronzes dela.
— Conte-me sobre isso. — Edythe disse com uma risada enquanto pressionava os lábios contra os dele novamente. Desesperado para sentir seu beijo novamente, dessa vez o beijo foi mais quente. Suas línguas colidiram em um movimento rápido. Seus lábios se devoram, gemidos suaves e pequenas risadinhas escaparam de seus lábios.
— Beau. — Edythe disse suavemente.
— Edythe. — ele respondeu puxando os lábios para trás apenas por um segundo antes de devorá-la novamente. Acariciando sua língua com a dela antes que seus lábios viajassem até o pescoço alvo, chupando e beijando sua extensão, passando para trás da orelha. — Sinto como se tivesse esperado uma vida inteira. — murmurou contra a orelha dela.
— Vale a pena esperar por isso?! — ela questionou sem fôlego.
Beau puxou a cabeça para trás e lhe lançou um sorriso lindo.
— Oh sim! — ele então mergulhou para beijá-la novamente. Edythe riu enquanto recebia seu beijo, como se só pudesse fazer isso na sua vida. Era como se seus lábios fossem criados para beijar os de Beau, era como se eles se pertencessem.
As mãos dela se moveram rapidamente para os botões da camisa dele, desabotoando-os um por um para expor seu peito nu. Não demorou muito até que ela estava empurrando o material branco de seus ombros e jogando sua gravata no chão.
— Você ainda está usando o vestido. — disse Beau com um suspiro pesado. — Ótimo!
— Ótimo?! — Edythe perguntou se afastando para olhá-lo. As mãos dela correndo sobre o abdômen dele.
— Sim, ótimo, porque a noite toda eu sonhei em tirar esse vestido do seu corpo incrível. E agora... eu posso. — ele explicou. Suas pupilas eram grandes e negras, escondendo todo o azul cerúleo dos seus olhos. Necessidade e desejo encheram seu cérebro quando Edythe sorriu para ele, então ela se afastou dele e olhou por cima do ombro.
— Você quer fazer as honras?! — ela perguntou.
Beau assentiu e as mãos dele correram pelos ombros dela. Puxando os cabelos para o lado, ele encontrou o zíper do vestido. E ele lentamente começou a puxá-lo para baixo. Seus dedos tocaram sua espinha quando ele puxou o zíper para baixo de suas costas. Inclinando-se para mover os lábios para a pele recém-exposta que revelava lentamente.
O material caiu no chão como uma poça. Edythe se virou para encarar Beau novamente, seminua. Tudo o que restava em seu corpo era a minúscula calcinha de renda que usava. Ele moveu as mãos para segurar seus seios. Seus polegares correndo sobre seus mamilos.
— Você é tão bonita.
— Você é tão lindo. — ela respondeu e se moveu para afastar o cacho que caía sobre o rosto dele. Ela então segurou sua bochecha e ele se moveu para beijar sua palma. Era suave e doce e um completo contraste com seu próximo movimento, que era dobrar as pernas e buscá-la. Os braços dele envolvendo o torso dela, segurando-a perto enquanto as pernas se moviam em um instante para envolver os quadris dele enquanto ele a carregava através do apartamento para o quarto.
Chutando a porta, Beau localizou a cama e fez um movimento rápido para a cama macia e branca. Ele largou Edythe no colchão e fez um rápido trabalho para soltar as calças e tirá-las junto com os sapatos. Tudo o que ele usava era um par de boxers pretos.
Edythe deslizou até a cabeceira da cama. Caindo no travesseiro, ela viu Beau se ajoelhar e seguir em direção a ela. O corpo dele cobriu o dela em um movimento rápido e seus lábios se encontraram novamente. Seus lábios começaram a beijar os dela, depois ele se moveu para baixo, beijando seu pescoço e clavícula. As mãos dele seguraram seus seios até que seus lábios encontraram o caminho entre eles e logo envolveram seus mamilos.
— Beau. — ela gemeu embaixo dele quando a língua quente dele passou por seus mamilos duros.
— Edythe... Eu quero isso há tanto tempo! — ele disse de novo.
— Eu também! — ela respondeu com um suspiro cheio de desejo. — Talvez não tanto quanto você, mas eu quero há semanas.
Beau sorriu quando olhou para ela. Seu sorriso era sexy como o inferno quando seus dedos puxaram o elástico da calcinha dela, em um pedido silencioso para retirá-la. Ela assentiu gentilmente e ele deslizou-as pelas pernas dela. Jogando-os de lado, ele moveu as mãos para dentro de suas coxas.
Vê-la em sua glória totalmente nua e perfeita, tirou seu fôlego. Beau apenas a observou por um momento e, então ele foi com tudo. Sua mão acariciou-a. Sua umidade cobrindo seus dedos quando ele os empurrou para dentro dela. Seus lábios beijando seu estômago e descendo para encontrar seus dedos.
Ele lambeu e chupou ela, o corpo de Edythe arqueou-se da cama quando suas pernas se abriram. A sensação de sua respiração contra ela parecia fogo.
— Beau! — ela gemeu o nome dele enquanto ele trabalhava nela. Em questão de minutos, ela gozou enquanto a língua dele a lambia. Quando ele se afastou, ele estava duro como uma rocha.
— Você tem camisinha?! — Edythe perguntou arfando.
— Humm... Merda! Não! — ele respondeu com um gemido sofrido. — Eu não pensei...
— Eu posso ter alguma perdida... — Edythe se moveu para o lado dela e vasculhou a gaveta ao lado de sua cama. Beau saiu de sua cueca enquanto Edythe sorria ao encontrar um pacote quadrada preto perfeito.
— Ótimo! — Beau pegou-a e rasgou-a com a boca antes de rolar. Edythe caiu de volta na cama enquanto ele pairava acima dela. — Já faz um tempo, Edythe. — ele confessou.
— O quê?! — ela perguntou.
— As pessoas no trabalho pensam em mim como um mulherengo, mas não é verdade. Eu estive esperando por você. — ele respondeu enquanto alinhava seu comprimento em sua entrada.
— Eu não ligo, Beau. — respondeu Edythe enquanto se mexia desesperadamente por ele. — Eu só estive com um homem.
Beau se inclinou e a beijou quando ele se posicionou e empurrou lentamente para dentro. A suavidade dela o revestiu com facilidade.
— Beau. — ela gemeu o nome dele e o puxou pela nuca para beijá-la com mais força.
Seus quadris se moveram e ele se moveu nela. As pernas de Edythe envolveram seu traseiro e o puxaram para mais perto. Eles gemeram juntos. Esses lábios batendo um contra o outro, provando a respiração um do outro.
O peito de Edythe arfava e ela tremia quando ele investia com fervor. Suas costas arqueando para fora da cama novamente. Ela não pensou em seu coração partido há três meses, tudo o que ela conseguia pensar foi em Beau. Ela não podia mais afastá-lo com o medo de que ele a machucasse. Ele a amava. E isso era tudo que ela precisava ouvir.
— Edythe. — ele disse com a respiração entrecortada enquanto acelerava suas investidas. Empurrando-a, atingindo-a exatamente onde ela precisava.
Ele afastou os lábios dos dela e passou a mão entre eles. Seus dedos acariciando seu clitóris com vigor, com um tremor ela gozou mais uma vez, seguido segundos depois por Beau.
— Sim, sim. — respondeu Edythe quando seu orgasmo a alcançou mais uma vez. Todo o seu corpo tremia quando ela estremeceu. As pernas dela se soltaram ao redor dele enquanto os movimentos diminuíam e ele se afastou dela e rolou para o lado.
Depois de descartar o preservativo, no banheiro, Beau voltou para Edythe e a puxou para o peito, em um abraço apertado.
— Isso foi... — ele tentou.
— Perfeito. —Edythe respondeu por ele quando ela olhou para cima e encontrou seu olhar.
Os dois soltaram uma risada suave, e o rosto de Edythe se aninhou em seu peito.
Eles logo recuperaram o fôlego e ficaram imóveis apenas abraçados. Sentindo pura euforia.
— Beau?! — Edythe perguntou.
— Sim?!
— Você vai ficar a noite toda?! — ela perguntou encontrando os olhos dele.
— Se você acha que estou indo a algum lugar agora, você está louca! — ele respondeu com um sorriso e beijou sua têmpora.
Ele puxou um cobertor sobre os dois e se abraçou até o sono tomar conta deles. Ambos adormecem com um coração quente e um sorriso feliz no rosto.
.
N/A: Oi gente! Tudo bem com vocês?! E finalmente esses dois assumiram o seu amor um pelo outro! Ahhh como eles são fofos! E como tudo o que é bom... o fim se aproxima! O próximo é o último capítulo, mais um epílogo, digamos assim, mas espero encontrar vocês lá, hein?! Obrigada a todos que continuam comigo, acompanhando essa loucura! Essa fanfic foi uma experiência incrível! Amei entrar nesse universo Bedythe, e espero que vocês também! Me contem nas reviews de vocês o que acharam desse capítulo e o que esperando do último! Obrigada por tudo mesmo!
Amo vocês!
Beijos, Carol.
