Disclaimer: infelizmente Twilight ou Life and Death não me pertencem, mas usar qualquer personagem que tia Steph criou da forma mais divertida possível sim, então, aquilo de sempre: respeita aí!


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CAPÍTULO 8

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O som de um telefone vibrando na mesa de cabeceira de Edythe a acordou sobressaltada. Seus olhos se abriram, e tudo a sua volta era um borrão, deliberadamente ela começou a se mexer, quando os braços que a envolviam a detiveram. Então, as lembranças da noite anterior brilharam em seu cérebro.

Beau. Os beijos, as declarações de amor... seus braços, mãos, lábios. A maneira como ele trouxe prazer para ela nem uma vez, nem duas vezes, mas três vezes durante a noite.

Depois que eles dormiram – cansados e parcialmente satisfeitos – Beau foi acordado apenas uma hora depois com Edythe pressionando beijos no peito, e ele alegremente a acompanhou em sua reivindicação. Os dois se amam até o suor cobrir seus corpos e a exaustão tomar conta deles e adormecerem, para enfim recuperar as energias.

Agora Edythe estava deitada na cama, os braços de Beau apertados em torno de seu corpo nu, puxando-a contra o peito dele. A cabeça dele se aninhou na curva do pescoço dela e, seu corpo subindo e descendo enquanto ele respirava durante o sono.

O telefone de Edythe tocou novamente e ela levantou o braço de Beau lentamente e se aproximou para pegar o telefone. Sentando na beira da cama, sua felicidade pelo que aconteceu durante a noite parou quando ela viu uma mensagem de Victor:

VC: Podemos conversar?!

Ela decidiu ignorar, afinal, Victor poderia esperar. Ela esticou o pescoço e olhou de volta para Beau. Ele se moveu um pouco e seus olhos azuis começaram a se abrir. Um sorriso apareceu em seu rosto instantaneamente.

– Bom dia. – ele disse, sua voz ainda rouca.

– Bom dia. – respondeu Edythe, sentindo a mão de Beau em sua bunda. Ela voltou para debaixo das cobertas, deitando de lado para encará-lo. – Como você dormiu?!

– Surpreendente bem. – ele respondeu. As mãos dele se movendo para segurar seus seios. – Como você está?! Você está bem?!

– Humm... perfeita. – ela respondeu e pressionou os lábios nos dele com um beijo matinal suave. – Na realidade... – ela soltou um gemido de dor. – Os músculos das minhas pernas estão um pouco rígidos. Talvez algum movimento repetitivo?!

– Mesmo?! – um sorriso arrogante caiu em seus lábios. – Eu diria que sinto muito, mas não sinto. De modo nenhum.

– Eu acho que você me deve uma massagem?! – ela disse cutucando seu peito.

– Hummm. – ele respondeu e mudou seu corpo para mais perto do dela. – Quando você acha que aconteceu isso com seus músculos?! A segunda vez que você me acordou?! Ou quando você sentou no meu pa...

Edythe moveu a mão para calar suas palavras, enquanto os dois riam. Beau passou a mão pela coxa dela e a apertou sua bunda, enquanto ela deixava a mão cair.

– A noite passada foi como um sonho realizado. Não quero que acabe. – Beau disse suavemente enquanto suas mãos passavam por suas coxas outra vez em movimentos vagarosos.

– Não precisa terminar. Temos o dia todo para fazer o que quisermos. – Edythe sorriu. Ela prendeu a respiração quando sentiu os dedos de Beau se aproximarem do ponto pulsante entre suas pernas. Ela mexeu quando os dedos dele se aproximaram e roçaram suas dobras. – O que... e Zeus?! Ele não vai implorar pelo café da manhã?! – a respiração dela parou quando ele a tocou.

– Provavelmente. Vou mandar uma mensagem ao meu vizinho para alimentá-lo em breve. Mas agora... estou ocupado. – ele respondeu, se mudou e a beijou novamente. Empurrando a língua na boca dela enquanto ele empurrava os dedos nela com um movimento rápido e preciso.

A respiração de Edythe ficou pesada.

– Não pare. – ela implorou para ele entre beijos.

Beau apenas sorriu e a beijou. A mão dele investindo contra ela, o polegar fazendo um trabalho rápido sobre seu clitóris sensível.

– Beau, isso... oh! – ela gemeu de novo, enquanto ele acelerava os movimentos, fazendo-a soltar com um suspiro pesado, quando alcançou o ápice. Ela caiu na cama quando ele afastou a mão com um sorriso satisfeito.

– Você é tão bom nisso. – ela respondeu olhando para ele.

– Obrigado. – ele respondeu e cobriu o corpo dela com o dele. Beijando-a novamente. – Zeus ficará bem a maior parte do dia, mas vou precisar voltar para casa em algum momento.

Edythe balançou a cabeça.

– Não! Não me deixe! – ela o abraçou e o puxou para que ele ficasse deitado em cima dela.

– Eu preciso em algum momento. – ele respondeu. – Eu não posso aparecer amanhã para trabalhar no meu smoking. Eu preciso de uma muda de roupa.

– Você pode usar algumas das minhas roupas. – ela sugeriu.

Beau riu.

– Não acho que alguém queira ver isso. Não tenho pernas de matar para usar um lindo vestido. – ele respondeu com um sorriso torto. – Mas se serve de consolo, não vou a lugar nenhum tão cedo.

– Huummm... isso é algo que eu queria ouvir. – ela assentiu e o empurrou de costas. – Você me excitou, agora quero você todo de novo.

Beau apenas recuou quando Edythe passou por cima dele. Ela se moveu para sentar em seu estômago, movendo-se para encontrar uma camisinha na gaveta enquanto as mãos dele brincavam com seus peitos.

– Merda. – ela disse.

– O que? – ele perguntou parando seus movimentos.

– Eu só tenho um preservativo sobrando. – lamentou.

– Como assim?! Nós usamos apenas três ontem à noite?!

– Eu não tenho sido ativamente sexual ultimamente. Eu não preciso deles há um tempo. São sobras do Victor... – explicou Edythe timidamente.

– Não diga o nome dele quando sua mão estiver esfregando meu pau. – ele exigiu.

Edythe sorriu.

– Eu não vou. – ela concordou.

– Vou comprar mais em breve. – Beau puxou a última embalagem quadrada de seus dedos. Ele começou a rasgá-lo quando houve uma batida forte na porta.

– Quem será que é?! – Beau perguntou ressentido.

– Eu não sei. Vamos ignorar. – Edythe respondeu pegando o preservativo de volta e rasgando-o, começando a desenrolá-lo em seu membro.

A batida ficou mais alta na segunda vez e depois ainda mais na terceira.

– Diga para ir embora. – Beau gemeu.

– Eu nem sei quem pode ser. – Edythe desmontou Beau e pulou da cama. Localizando um roupão o vestindo de qualquer jeito, dando uma piscadela em Beau. – Eu volto já.

– Diga que você está ocupado. – ele gritou quando ela saiu do quarto e em direção à porta do apartamento e a abriu. Ela quase pulou quando viu Victor parado lá.

– Victor. – ela ofegou e puxou a barra do roupão para se cobrir mais. – O que você está fazendo aqui?!

– Eu te enviei uma mensagem mais cedo. Eu esperava que pudéssemos conversar. – ele entrou no apartamento dela sem permissão.

– Eu... er... humm... eu não estou no humor para visitas ou conversas. – ela respondeu com raiva.

– Eu não vou demorar. Eu prometo. – ele se dirigiu para o sofá quando ela fechou a porta, olhando diretamente para o quarto onde Beau estava esperando por ela nu.

Ela começou a corar quando viu as roupas que ela e Beau rasgaram um do outro na noite anterior em um frenesi ainda caído no chão. Victor os notou ao mesmo tempo, assim como uma voz gritou do quarto.

– Edythe, volte para a cama. Eu preciso de você! – era Beau, e Victor olhou diretamente para Edythe se sentindo estranha.

– Eu sinto muito. Beau está aqui. – Victor balançou a cabeça. – Claro que ele é.

– Sim, ele... ele dormiu aqui. – Edythe correu rapidamente para o quarto e pressionou o dedo nos lábios, pedindo a Beau que ficasse quieto enquanto fechava a porta e olhava de volta para Victor.

– Não vou demorar, então você pode... Voltar para... ele. – Victor disse enquanto batia no sofá ao lado dele.

Edythe deu um sorriso falso, mas recusou o sofá e se acomodou na única poltrona longe dele.

– O que você quer Victor?! – ela perguntou.

– Sinto muito pela noite passada, não pensei muito antes... Deve ter sido... estranho para você, me vendo com a Joss. – ele falou visivelmente incomodado.

– Foi um pouco estranho – concordou Edythe. –, mas eu estou bem. Eu superei.

– Você superou?! – ele perguntou.

– Sim, você e eu. Já está no passado, eu segui em frente. – ela sorriu. – Com Beau.

Beau. Claro. – Victor assentiu. – Eu estou contente que você esteja bem. Ele te faz feliz?!

Edythe não pôde evitar o sorriso.

– Sim, ele me faz muito feliz.

Victor olhou para as mãos dele.

– Quando eu vi vocês dois juntos no trabalho, pensei que talvez você estivesse com ele para me deixar com ciúmes. – confessou com receio claro na voz.

Edythe exalou alto.

– Foi assim que começou. Mas... Bem, com o tempo, meus sentimentos por ele mudaram. Agora eu... Eu não consigo imaginar ficar sem ele. – revelou sem qualquer tipo de constrangimento.

Victor mordeu o lábio e passou a mão pelos cabelos.

– Sinto muito, Edythe, pelo que aconteceu entre nós. Você estava certa. Não foi justo o que eu fiz. Enquanto nada aconteceu entre Joss e eu quando você e eu estávamos juntos, ela é a razão pela qual terminei as coisas com você. Foi horrível o que eu fiz. E sinto muito por tudo o que fiz com você. Toda a dor que causei. – disse Victor com verdadeiro pesar.

Edythe estava em choque. Ela nunca esperava que ele lhe dissesse isso, e ouvi-lo finalmente admitir sua parte nisso não foi tão satisfatório quanto ela pensava.

– Porque agora?! – ela perguntou. – Por que você está me dizendo isso agora?! Por que não há 3 meses?! – exigiu.

– Porque eu era um covarde e um idiota. Eu realmente sinto muito. Só espero que um dia, talvez possamos ser amigos novamente. Porque sinto falta de ser seu amigo.

– Victor, eu... Eu não sei. – ela gaguejou.

– Entendo. – ele se moveu para se levantar. – Apenas saiba que eu realmente sinto muito, e se você me odiar para sempre, acredite eu vou entender. Eu só queria te dizer a verdade e espero que talvez um dia possamos seguir em frente. – Edythe piscou atordoada com as palavras de Victor, ela esperou tanto por aquilo, que talvez sua mente nublada pela prazer que teve com Beau e pelo sono, estivesse imaginando aquilo, contudo era tão real, tão sincero, que ela teve que concordar que sua imaginação não seria capaz de criar algo como aquilo.

Victor foi em direção à porta e Edythe o seguiu.

– Edythe, você parece verdadeiramente feliz com Beau. – ele sorriu, aquele sorriso amigável, que por anos Edythe foi apaixonada. – Se é alguma coisa, fico feliz que isso tenha acontecido porque conseguimos descobrir a quem realmente pertencemos.

Edythe assentiu com a resposta e abriu a porta para ele. Trocaram despedidas de maneira extremamente formais, e ao vê-lo partir, Edythe sentiu seu coração bem mais leve. Era, como se finalmente, ela pudesse seguir em frente e ser feliz.

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Edythe voltou para o quarto e Beau. Ele ainda estava deitado na cama com um olhar confuso no rosto.

– Quem era?! – ele perguntou.

Edythe tirou o roupão e se deitou sobre Beau, retomando sua posição anterior.

– Aquele era Victor. – ela respondeu, distribuindo beijos suaves no pescoço e maxilar do editor.

– O que ele queria?! – Beau perguntou, enquanto suas mãos subiram pelas pernas dela.

Edythe balançou a cabeça.

– Eu te conto depois. – ela sorriu torto, e seus olhos ambares faiscaram em desejo. – Agora, vamos voltar para onde estávamos.

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Depois de passar a manhã toda abraçados e um banho muito longo e satisfatório. Edythe seguiu Beau de volta ao seu apartamento.

As únicas roupas que ele tinha que vestir era aquela do que usou na festa da noite anterior, ele sentiu como se estivesse fazendo a caminhada da vergonha, mas enquanto segurava a mão de Edythe durante toda a jornada, ele parecia não se importar. Mesmo quando pararam na farmácia para pegar uma grande caixa de preservativos. Eles não podiam esconder seus sorrisos.

Ao chegarem no apartamento de Beau, com uma grande sacola de comida para um almoço tardio, eles caíram sobre o sofá colocando as embalagens sobre a mesa de centro. Ao ver que Beau estava muito bem acomodado no sofá, Edythe pulou sobre ele, fazendo com que ambos caíssem sobre as almofadas macias abaixo deles. Assim que aterrissaram, ouviram um barulho alto de choro e um borrão cinza correu pela sala.

– Merda, desculpe Zeus. – disse Beau com uma risada. – Isso foi culpa sua. – ele apontou para Edythe.

– Eu?! Eu não o vi! É sua culpa. – Edythe acusou de volta para ele. Ela deu um peteleco com seu dedo indicador no nariz de Beau e riu quando ele pegou a mão dela e a beijou enquanto se acomodavam no sofá e começavam a se beijar.

– Beau. – disse Edythe, parando o beijo.

– Sim?! – Beau respondeu movendo os lábios para o pescoço dela.

– Estou faminta. Primeiro comer, beijar depois.

Beau se afastou e sorriu.

– OK. – ele se afastou do sofá e foi para a cozinha trazendo de volta alguns utensílios e alguns pratos para finalmente terem a primeira refeição do dia. Eles estavam ocupados demais para comer depois da visita de Victor, onde deitaram e rolaram na cama por algumas horas. Não foi até o estômago de Beau roncar que eles pensaram em comida.

– Obrigada. – Edythe pegou um prato e começou a servir comida chinesa. – Estou faminta.

– Eu também. – Beau se aproximou de Edythe, não querendo nem um pouco se afastar dela, mesmo quando fosse durante algo tão inocente quanto sentar ao lado dela. Depois que Edythe serviu a comida e eles começaram a comer. O telefone de Beau tocou com uma ligação.

– É o meu pai. – ele disse rapidamente se movendo para atender. – Oi pai, como você está?! – Edythe continuou a comer enquanto a mão de Beau se movia para sua coxa. Esfregando a pele com a mão grande. – Estou em casa, sim Edythe está aqui.

Edythe olhou para cima quando ouviu o nome dela.

– Por quê? Não. – Beau balançou a cabeça. – Por quê?! – ela o ouviu dizer enquanto revirava os olhos e puxava o telefone de volta da orelha, entregando a ela. – Meu pai quer falar com você.

– Eu?! – ela apontou para si mesma. – Por quê?!

Beau deu de ombros. E Edythe engoliu sua comida pela metade e pegou o telefone.

– Oi, Charlie. Como vai você?!

– Estou indo bem, querida. Como você está? Como está meu filho? – Charlie perguntou.

– Ele está indo bem. – respondeu Edythe, Beau revirando os olhos novamente.

– Isso é bom. Cuida bem dele por mim, está bem?! Eu só queria dizer oi. Eu esperava poder vê-la novamente. Você vem para Little Falls com Beau no próximo fim de semana?! – Charlie perguntou cheio de expectativa.

– Eu não sabia que ele iria para Little Falls no próximo fim de semana. – ela olhou diretamente para Beau e ele sibilou um "desculpe" a ela.

– Eu disse a ele que ele não precisava. Mas você conhece Beau, não pode dizer a ele o que fazer, quando sua mente está decidida a algo.

Edythe assentiu.

– Eu adoraria ir, Charlie. – ela respondeu com um sorriso.

– Bom, Jules não parou de tagarelar sobre você, assim como Bella.

– Então eu tenho que vir. Enfim, eu vou te devolver ao seu filho. Tome cuidado, ok, Charlie?!

– Sim, sim. – respondeu. – Tchau, Edythe, nos vemos em breve.

– Até breve, Charlie. – disse Edythe, devolvendo o telefone a Beau.

Beau pegou o telefone de volta e falou com o pai. Ele entrou no quarto para atender a ligação. E 15 minutos depois, ele emergiu e se juntou a Edythe de volta no sofá.

– Como ele está?! – ela perguntou a ele.

– Ele está bem. Minha irmã, Edward e Jules estão cuidando dele. – Beau respondeu.

– Isso é bom. – Edythe assentiu. – Então, você vai para Little Falls no próximo fim de semana?!

– Sim. Eu quero tentar ir para lá o máximo que puder até que ele... bem, você sabe. – ele disse tristemente.

– Eu sinto muito. – Edythe esfregou o braço dele carinhosamente.

– Você não precisa ir se você... – ele começou.

– Não, eu quero ir. – ela sorriu brilhantemente. – Se somos um casal agora... – Edythe hesitou por um breve segundo. – Se é isso que somos... er... humm... nunca discutimos realmente ontem à noite ou hoje de manhã o que era isso.

Beau fez uma pausa e virou seu rosto para encarar Edythe.

– Eu sei que tudo isso é confuso. – ele disse suavemente. – Nós éramos namoros falsos e agora não somos... Eu também não sei, mas eu gosto de você. Eu quero estar com você, e eu não aceitaria nada menos que isso, mas não sei como proceder...? – ele soava inseguro e incerto ao mesmo tempo.

– Eu também gosto de você, Beau. – ela pegou as mãos dele. – Por que não continuamos o que estávamos fazendo, menos a parte "namoro falso"?! Você é meu namorado e eu sou sua namorada?! Como isso soa?!

Os lábios de Beau se esticaram em um grande sorriso.

– Eu gosto desta ideia. – disse com uma ligeira piscadela.

– Eu também. – Edythe se juntou a ele no imenso sorriso. Deliberadamente ela se aproximou e pressionou os lábios nos dele. – Então, você ainda está com fome?!

Beau puxou Edythe para o colo e passou os braços em volta do torso dela.

– Estou com fome, mas fome de você. – provocou sedutoramente.

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Entrar no trabalho na segunda-feira de manhã parecia diferente do que antes. Foi a primeira vez que Beau e Edythe estavam entrando no escritório de mãos dadas e não se escondendo ou mentindo sobre nada. Não havia segredos entre eles. Eles começaram como uma mentira, mas agora estavam sendo sinceros. Ninguém precisava saber como as coisas começaram originalmente.

Beau levou Edythe até a mesa dela, dando-lhe um beijo suave de despedida antes de sair. Mesmo que ele estivesse do outro lado da sala, esta seria a primeira vez que eles se separariam desde que seus corpos se reuniram na noite de sábado e, Edythe, em particular, ficou triste em se separar dele.

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As notícias sobre a promoção de Beau se espalhou pelo escritório com um e-mail de parabéns de Royal, informando a todos quem era o novo editor-chefe. A maioria das pessoas ficou feliz com isso, exceto uma: Logan, sua raiva por Beau era óbvia, a carranca que permaneceu em seu rosto e seus lábios franzidos a maior parte do dia estava começando a se tornar um acessório permanente. E quando Beau foi levado ao seu novo escritório particular ao lado do de Jessamine, ele ficou ainda mais irritado.

Beau o ignorou, afinal os dois nunca se deram bem, e agora ele estava com ciúmes por duas razões: ele tinha um novo emprego e conseguiu a garota.

– Parabéns, Beau. – disse Logan batendo palmas em um tom de zombaria, uma vez que ele encontrou Beau sozinho no refeitório no final do dia.

Beau apenas arqueou a sobrancelha.

– Obrigado. – ele disse com um sorriso.

– Isso apenas me deixa perplexo. O que você fez?! Ou com quem você dormiu para conseguir este emprego?! Minha aposta é a Jessamine. Edythe sabe disso?! – Logan disse com aquele seu tom de provocação tão irritantemente comum.

– Você é patético, Logan. Consegui o emprego porque era o melhor candidato. – respondeu Beau calmamente.

– E Edythe?! Você chegou aqui porque foi a primeira pessoa a convidá-la para sair depois que Victor a largou?! Você sabe que se eu a chamasse primeiro, seria eu com quem ela estaria, assim como seria eu no cargo de editor-chefe, não você. – pontuou com ódio.

Beau balançou a cabeça.

– Você está delirando. – disse Beau balançando a cabeça atordoado.

– Eu estou?! Ela não se importa com você! Você sabe disso, certo?! Ela está usando você para provocar ciúmes em Victor! – ele exclamou alucinado.

Beau respirou fundo.

Claro, ele sabia que quando iniciaram a história de namoro, era somente para que ela causasse ciúmes em Victor, mas depois do final de semana que passaram, ele sabia que não era mais assim. As coisas entre eles haviam mudado. E muito.

– O que está acontecendo aqui?! – Edythe que ouviu algumas vozes alteradas e foi rapidamente investigar, principalmente quando reconheceu a voz de Beau.

– Oh, é apenas o Logan. – Beau disse com um dar de ombros. – Ele está com ciúmes de mim. – provocou com uma piscadela para ninguém em especial.

– Foda-se! – Logan gritou. – Você não é nada! Por que eu teria ciúmes de um lixo como você?!

– Vá embora, Logan! – Edythe gritou quando uma pequena multidão começou a se reunir atrás dela. Um deles era Victor, que se adiantou para se postar mais perto do amigo.

– Victor, vamos lá, você também não acredita nessa merda! Algo está acontecendo! Beau não merece esse trabalho! Assim como não merece Edythe, diga algo! – Logan disse para Victor.

Victor encarou Edythe e Beau, e depois Victor. Por um minuto inteiro um silêncio pesado recaiu sobre todos, e o recém casal ficou curioso para saber qual seria a reação do ruivo.

– Logan, eu... humm... eu... – Victor gaguejou.

– Qual é?! Na semana passada você estava dizendo... – interveio Logan mais irritado do que antes.

– Eu estava errado. – Victor o interrompeu, com a voz firme. – Eu estava errado sobre Beau.

Edythe olhou diretamente para Victor em choque. Tudo bem que eles haviam conversado no dia anterior, mas diante da saída de Victor, ela achou que ele não aceitaria tão fácil qualquer coisa com relação a Beau, mas mais uma vez em sua vida, Victor Collins a surpreendeu.

– Beau é um bom homem e um profissional esforçado. – ele começou e depois olhou para Beau. – Eu sei que tivemos ou diferenças, cara, mas parabéns pelo trabalho. Você merece isso.

Beau ficou tão chocado quanto Edythe.

– Realmente?! – ele perguntou incerto.

– Realmente. – Victor estendeu a mão para Beau enquanto ele olhava diretamente para ele. – Estou ansioso para trabalhar com você.

Beau apertou a mão de Victor.

– Obrigado, Victor. – disse Beau, recuperando-se da surpresa que fora a mudança de tom de Victor.

– Que porra é essa?! Você odiava esse cara há 3 dias! – Logan gritou em frustração.

– Eu era um idiota há 3 dias. – disse Victor olhando para Logan.

– Isto é... que porra Victor! Você não pode aceitar isso! – Logan gritou no topo de seus pulmões e bateu o pé como uma criança. A multidão estava ficando maior só de ver o que parecia ser uma criança fazendo birra.

– Eita, Logan, acalme-se. – Beau disse com um sorriso, claramente se divertindo com o ataque do outro.

– Foda-se, Swan! – ele gritou de volta quando alguém atrás deles pigarreou.

– Sr. Mallory. – todo mundo se virou e viu Royal parado ali com as mãos nos quadris. – Eu quero você no meu escritório, agora!

Todo mundo assistiu enquanto Royal dava a Logan o que parecia ser um olhar mortal antes que ele se virasse e saísse indo para o escritório. Logan engoliu alto e todos tiveram que esconder suas risadas.

– Você quer saber o que eu penso, Mallory?! – Beau sugeriu.

– Foda-se, Swan! – disse Logan enquanto passava por todos, certificando-se de empurrar Beau no ombro antes de sair.

– Uau, o que diabos foi isso?! – Edythe perguntou a Beau pegando as mãos dele e entrelaçando os dedos nos dele.

– Eu não faço ideia. – respondeu Beau.

As pessoas começaram a voltar ao trabalho. Incluindo Victor, que parecia meio envergonhado com o ataque do seu amigo.

– Ei, Victor, espere! – Beau chamou.

– Sim? – Victor respondeu confuso.

– Eu quero... te agradecer.

– Eu não fiz nada. – disse Victor, olhando para as mãos entrelaçadas de Beau e Edythe.

– Eu sei que não nos demos bem no passado, mas...

– Estou pronto para seguir em frente, se você estiver?! – disse o ruivo, com um sorriso tímido em seus lábios.

Beau assentiu e deu um dos seus próprios sorrisos amigáveis.

– Eu sou. Obrigado, Victor. – Victor se afastou e Beau envolveu Edythe em seus braços, dando um beijo em sua cabeça. – Uau! Eu nunca pensei que Victor estaria do meu lado.

– As coisas estão mudando, Beau, e para o melhor. Eu posso sentir isso. – os braços de Edythe que estavam em volta da cintura de Beau o abraçaram mais perto. A bochecha dela descansava no peito dele. Seus olhos se fecharam enquanto ela ouvia o coração alto dele.

– Eu te amo Edythe. Muito. – Beau disse contra sua orelha.

Edythe levantou a cabeça para olhar para ele. Não foi a primeira vez que ele disse essas palavras. Ele disse isso várias vezes ontem e no sábado à noite. Que ele a amava há um tempo.

– Beau, eu... eu... – ela começou.

– Edythe, você não precisa dizer de volta. – ele a deteve. Afastando-a de seus braços, ele segurou os ombros dela, olhando diretamente para seus olhos ambares.

– Beau, é só que... a última pessoa que amei...

Beau balançou a cabeça, para interromper seu discurso de desculpa.

– Eu se, Edythe, e eu não sou Victor. Eu não vou te machucar, e eu entendo que vai demorar mais para você. Você esteve com Victor por um longo tempo. – seu sorriso era tão compreensível, que Edythe sentiu seus olhos marejando.

– Não é isso... Eu não amo mais o Victor. É apenas... – ela disse se cortando desta vez.

Beau balançou a cabeça novamente e beijou sua têmpora.

– Eu não preciso ouvir você dizer isso. Eu te amo. E isso é o suficiente para mim. – disse suavemente.

Edythe afundou a cabeça no peito dele e fechou os olhos, não se importando que eles estavam na sala de descanso, ela apenas o segurou com força e tentou silenciar seu cérebro acelerado.

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Logan recebeu quatro semanas de férias não remuneradas após sua explosão no refeitório. Ele não parecia feliz quando foi escoltado para o elevador depois de se encontrar com Royal, mas ninguém se importava tanto com isso, parece que sua pequena explosão apenas chamou a atenção para o fato de que ele não era o cara perfeito que ele dizia a todos.

– Por que Logan te odeia tanto?! – Edythe perguntou enquanto ela e Beau deitavam na cama na manhã seguinte.

Beau balançou a cabeça.

– Não sei exatamente. Pode ser que, quando ele começou, ele foi gentil comigo e tentou ser meu amigo. Mas eu não era fã do seu tipo, então não gostei muito dele. Para sua sorte, uma vez que Victor começou, ele se tornou o cara que Logan queria como parceiro. Ou pode ser o fato de ele ser muito ruim no trabalho e eu ter feito muitas piadas sarcásticas sobre ele... – seu sorriso torto era contagiante.

Edythe rolou de bruços e colocou o queixo no peito de Beau.

– Eu acho que é porque você beijou a namorada dele. – provocou com uma piscadela.

– Eu não beijei a namorada dele. – Beau revirou os olhos. – Ela me beijou.

– Qual é a diferença?! – Edythe perguntou. – O que aconteceu, afinal?!

– É tão estúpido! – Beau balançou a cabeça e apoiou a cabeça no travesseiro, soltando um suspiro. – Foi a última festa de Natal e, eu não estava de bom humor.

– Por quê?! – Edythe perguntou visivelmente curiosa.

– Bem, eu tive que assistir uma certa loira linda e um babaca ruivo se beijando na pista de dança. – disse Beau.

– Desculpa. – Edythe estremeceu.

– Está bem. – ele piscou e moveu a mão pelas costas dela para apertar sua bunda. – Então eu não estava de bom humor. Eu tomei muitas bebidas. E eu estava no bar e essa mulher estava olhando para mim, então eu acenei para ela, só para conversar, e ela flertou comigo. Mas não flertei com ela, eu não estava tão interessado. – deu de ombros. – Claro, ela era bonita, mas não era você.

– Aww. – Edythe sorriu.

– Então eu tentei seguir em frente e ela basicamente pegou minha virilha e depois me beijou. Afastei-me, mas era tarde demais, Logan já tinha visto tudo isso acontecer e ele veio direto para onde estávamos e me deu um soco na cara. Uma vez que Victor se envolveu, foram dois grandes contra um. Felizmente alguém me salvou e empurrou Logan para longe. Fui expulso da festa e fui para casa e cobrir meu olho com gelo. – explicou sem qualquer emoção.

– Uau. Eu ouvi uma história diferente de Victor. – Edythe ofereceu.

– O que você ouviu?! – perguntou Beau curioso.

– Que você se jogou em cima da garota de Logan, que só fez isso porque ela estava com Logan, que estava com inveja dele, por ele estar com uma garota tão gata. – ela explicou.

Beau não pôde deixar de revirar os olhos.

– Logan é um idiota. Claro, que ele disse isso. – bufou.

– Ele é. – ela concordou. – Mas pelo menos as pessoas não estão mais apaixonadas por essa merda. Até Victor. Isso me surpreendeu.

– Isso me surpreendeu também. – Beau assentiu, pensando nos eventos do dia anterior. – Talvez ele esteja crescendo, depois de finalmente contar a verdade e perceber o merda que é o Logan... Talvez o fato dele estar prestes a ser papai o esteja mudando para melhor.

– Fico feliz que ele esteja se esforçando. Isso facilita muito o trabalho. – Edythe disse, soando conciliatória.

– Sim... – ele sorriu e abaixou a cabeça para dar um beijo nos lábios de Edythe.

Humm... – Edythe suspirou lambendo os lábios. – Falando em trabalho... não quero ir hoje.

– Eu também, mas se ambos chamarmos de doente, será um pouco suspeito agora, não é?! – ele perguntou retoricamente. – Além disso, começo meu novo emprego em três semanas e preciso estar no meu melhor comportamento. – disse com uma piscadela.

– Quem eles vão substituir você como editor assistente?! – ela perguntou, curiosa para saber quem Jessamine e Royal colocariam como substituto de Beau.

Ela esperava sinceramente que fosse alguém competente.

Beau rolou um pouco e puxou Edythe contra seu corpo nu.

– Eu sugeri seu nome.

– O quê?! – Edythe gritou.

– Agora estou surdo. – disse Beau, cobrindo os ouvidos.

Edythe puxou as mãos para trás e olhou para ele.

– Você está falando sério?! – perguntou surpresa.

– Sim. Jessamine pediu sugestões e eu disse, que você seria uma excelente escolha. – deu de ombros, como se aquilo fosse óbvio.

– Ela não vai me promover. – disse com um balançar de cabeça. – Estamos namorando.

– Eu não acreditaria nisso, ela disse que você era a primeira pessoa que ela pensava para o trabalho. Então, eu diria que você é uma escolha óbvia.

Edythe balançou a cabeça incrédula.

– A sério?! – perguntou, mordiscando o lábio inferior.

– Eu não sei... Talvez?! Você quer isso?! – ele perguntou, estudando com atenção o rosto dela.

– Humm, sim. Claro, que eu quero. – ela disse com um sorriso feliz.

– Você sabe... com isso, eu seria seu chefe. – Beau colocou Edythe de costas e a prendeu embaixo dele.

– Eu sei. – ela respondeu com um sorriso.

– Você ficaria bem dormindo seu chefe?! – ele moveu as mãos dela por cima da cabeça e as segurou contra o travesseiro.

– Só se meu chefe for você. – Edythe arqueou as costas e colocou as pernas ao redor dos quadris de Beau, puxando-o para mais perto dela. Seus lábios encontraram os dele para um doce beijo.

– Humm... parece perfeito para mim. – Beau acariciou seu pescoço enquanto ele deixava beijos apimentados em seu pescoço.

Edythe se mexeu embaixo dele quando ele soltou as mãos dela e ela as passou pelos cabelos dele, puxando seus lábios de volta aos dela para um beijo.

– Você vai conseguir porque é inteligente, forte e excelente no seu trabalho. – disse Beau, beijando-se entre as palavras. – E extremamente sexy e bonita.

Edythe mexeu novamente sentindo-o endurecer em cima dela. Ela tinha um sorriso de orelha a orelha, as mãos colocadas em ambos os lados do rosto dele, olhando ansiosamente nos olhos azuis dele.

Eles pararam por um momento que apenas se entreolharam.

– Beau. – ela disse em um sussurro. – Eu te amo.

O sorriso de Beau cresceu.

– Você me ama?! – perguntou lacônico.

– Sim, e não é só porque você me disse. É porque nas últimas semanas você me trouxe de volta dos mortos. Você me ajudou a redescobrir quem eu sou. Você me levantou e me ajudou. Ontem não percebi que te amava, porque eu sou uma idiota, mas eu já te amava. Eu te amo muito! – ela segurou o rosto dele com as mãos e seu sorriso ficou sério. – Eu te amo.

– Eu também te amo, Edythe. – respondeu Beau e se inclinou para beijar seus lábios novamente.

– Faça amor comigo, Beau. – ela pediu com um leve toque de implorar.

– Temos que ir para o trabalho em breve. – ele respondeu sabendo que o alarme estava prestes a disparar.

Edythe balançou a cabeça.

– Eu não ligo. Podemos fazer várias tarefas... vem vamos ao banheiro. – ela empurrou Beau para fora dela, pulou da cama e olhou para ele. – Você vem?!

Então Beau levantou-se e carregou Edythe nos braços enquanto os apressava em direção ao banheiro. Ambos rindo enquanto corriam para o banheiro para debaixo do chuveiro. Momentos depois, quando soaram os alarmes, que foram abafados pelos gemidos de prazer e luxúria que irradiavam do banheiro do novo casal que estava loucamente apaixonado.

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2 anos depois

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O aperto de Edythe na mão de Beau foi tão forte enquanto eles fizeram a jornada no elevador. Quando chegaram ao topo e o elevador parou, eles seguiram a multidão de pessoas enquanto caminhavam em direção à borda.

– Uau. É lindo! – Edythe disse com admiração. A mão dela ainda segurava a mão de Beau quando eles se aproximaram do limite, olhando a bela cidade abaixo.

– É incrível. – disse Beau de volta para ela enquanto olhava para baixo. – É melhor na segunda vez?! – ele perguntou, genuinamente curioso.

Edythe virou-se para encará-lo e assentiu.

– Definitivamente.

Eles estavam em Paris comemorando seu segundo aniversário, Beau queria levar Edythe à cidade do amor, para ela aproveitar apropriadamente depois de ouvir a história de quando Victor a trouxe aqui anos atrás, ele ficou com raiva porque o ex dela passou a viagem inteira olhando para o telefone dele. Então, quando ele a surpreendeu com a viagem alguns dias antes. Ele fez grandes planos para que subissem Torre Eiffel e ela aproveitasse o momento com um sorriso apaixonado, fazendo de toda experiência uma lembrança feliz.

– Devemos tirar uma foto. – sugeriu Edythe e pegou o telefone. – Com licença senhor. – ela bateu no homem com uma camisa do Lakers no ombro e sorriu para ele. – Você pode tirar uma foto minha e do meu namorado?!

– Claro. – homem respondeu pegando o telefone dela.

Beau e Edythe se moveram em direção à borda da plataforma, abraçando a cintura um do outro, enquanto o homem tirava algumas fotos.

– Obrigada. – ela agradeceu ao homem enquanto olhava as fotos. – Elas ficaram perfeitas. Vou colocá-los no Instagram.

Edythe colocou o telefone de volta no bolso e voltou-se seu olhar para o horizonte, olhando para Paris abaixo. Eles estavam na cidade há apenas um dia e, depois de passar a maior parte do primeiro dia superando o jet lag de 6 horas eles passaram o dia turistando.

Eles começaram passeando pelos jardins de Luxemburgo, deram uma espiada na igreja de Notre Dame e subiram ao topo de Montmartre. Eles almoçaram aproveitando o mercado no Bairro Gótico, deliciando-se com as sobremesas francesas.

O sol estava começando a se pôr quando eles subiram na Torre Eiffel. Era perfeitamente romântico e doce, uma ocasião perfeita para comemorar seu aniversário. Edythe não pôde deixar de ter esperanças, afinal, uma viagem a Paris, com uma estadia de 4 noites em um hotel bonito e elegante.

Ele ia propor.

Ela tinha certeza disso.

Ele estava agindo de forma estranha por dias. Ela havia contado a ele sobre as esperanças que Victor tinha de propor ao topo da torre, quando elas vieram anos atrás, mas que nunca aconteceu, ela, inclusive, disse a ele como seria sua proposta dos sonhos, o de ficar noivo na cidade do amor com as pessoas batendo palmas, o homem que ela amava se ajoelharia e declararia seu amor.

Victor não era seu verdadeiro amor, aquele homem era Beau e os últimos dois anos foram apenas um sonho perfeito. Quase perfeito.

Foi três meses depois que eles declararam seus sentimentos um pelo outro que Charlie acabou falecendo, apenas duas semanas depois de Bella dar à luz a sua filha. Beau, que nos últimos tempos ficou ao lado de Charlie, estava ao seu lado quando deu seu último suspiro, quando ele morreu dormindo.

O câncer foi difícil. Agressivo, principalmente nos dias que antecederam sua morte. Quando ele perdeu o apetite, Beau soube que estava perto. Ele e Bella ficaram ao lado do pai durante todo o processo, mesmo que a irmã estivesse prestes a dar à luz ou mesmo depois disso e, quando ele morreu, Beau estava uma bagunça.

Diversas vezes ele tentou esconder suas verdadeiras emoções, algumas vezes, até mesmo afastando Edythe. Mas ela, persistente como só ela podia ser, não deixou que seu jeito a magoasse, ficando ao seu lado o tempo todo, afinal ele precisava dela, e ele estava feliz por ela ter ficado com ele.

Quase dois anos depois, Beau pensou em seu pai com frequência. Charlie tinha uma pequena fortuna guardada que deixou para seus 2 filhos. Com o dinheiro dos investimentos de Charlie e com o salário que Beau recebia no jornal, ele tinha mais que o suficiente para pagar o pequeno apartamento de dois quartos em Williamsburg, no Brooklyn. Edythe foi morar com ele depois de apenas 6 meses de namoro.

Agora, aqui estavam eles: na cidade do amor. No topo da torre Eiffel. Beau encontrou Edythe enquanto espiava pela borda, envolvendo os braços em volta do tronco dela por trás, ele beijou a orelha dela.

– Você sabia que há um pequeno apartamento no topo da torre?! – Beau sussurrou.

– Sério!? – Edythe perguntou com um sorriso.

– Não é aberto ao público, mas imagina o quão incrível e romântico seria fazer amor lá em cima?! – ele soltou uma risada.

Edythe virou-se para encará-lo. As mãos dela se moveram pela cintura dele e desceram para as costas dele, apertando-o enquanto ela pressionava os lábios nos dele.

– Seria romântico. – ela respondeu beijando-o quando aplausos estrondosos e altos começaram a alguns metros de distância. Os dois puxaram os lábios para trás e olharam para a esquerda, quando uma jovem chorava e acenava com a mão na frente do rosto, enquanto um homem estava ajoelhado na frente dela.

– Ele está propondo. – disse Edythe, olhando para o jovem casal. Ela não podia ouvir o que ele estava dizendo, mas deve ter dito que sim, porque ele estava deslizando o anel em seu dedo e então eles se abraçaram em um abraço apaixonado. Todos começaram a bater palmas e algumas pessoas assobiaram e gritaram.

– Que romântico! – disse Edythe, voltando o olhar para Beau.

– Muito romântico. – ele respondeu a ela.

Edythe sorriu largamente quando se voltou para a vista da Paris que escurecia. Os braços de Beau em volta da cintura dela estavam mais apertados quando ele beijou o topo da cabeça dela.

Eles ficaram ali por cerca de 10 minutos em silêncio, apenas observando as pessoas que pareciam pequenos pontos abaixo deles e os carros minúsculas formigas. Edythe sentiu a expectativa de ficar cada vez mais intensa.

"Ele faria isso em breve? Direita?",ela pensou. Mas com o passar do tempo, tornou-se menos provável.

– Se queremos chegar para a reserva do jantar, deveríamos voltar para o hotel para trocar de roupa. – Beau disse a Edythe quando seus braços soltaram sua cintura. – Eu quero tomar um banho antes de sairmos.

Edythe sentiu seu coração afundar. Talvez ela estivesse errada ou talvez ele fosse fazer isso no jantar?! Claro. Aqui estava cheio de turistas, seria mais silencioso e romântico no jantar em um restaurante francês chique.

– Vamos! – Edythe disse com um salto em seus passos enquanto pegava a mão de Beau e entrelaçava os dedos aos dele.

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Edythe estava carrancuda quando eles voltaram para o hotel depois do jantar, e não havia nenhum anel em seu dedo. Como ela se equivocado tanto?! Ela ficou preocupada, eles estavam juntos por 2 anos, era pouco tempo... Talvez ele não tivesse planos de propor tão cedo. Ela não podia estar brava, certo?! Ela não tinha o direito. Mas um pouco dela morreu, o jantar mais longo continuou sem surpresa.

– Você está bem?! – Beau perguntou assim que fechou a porta do quarto de hotel.

– Sim eu... Eu estou bem. – ela respondeu com um sorriso falso, tentando se livrar da decepção.

– Você tem certeza?! Porque você parece um pouco... – es palavras dele foram cortadas quando Edythe apertou os lábios nos dele e passou os braços em volta do pescoço dele.

Ela ficou desapontada, mas isso não iria impedi-la de apreciá-lo. Depois do jet leg do dia anterior, ela ainda não tinha feito amor com ele neste incrível quarto de hotel. E agora, era isso que ela queria, principalmente esconder sua tristeza, do vazio em sua mão esquerda.

Beau pegou Edythe pela cintura e a levou para a enorme cama do hotel. Ele a colocou na frente da cama e começou a deslizar as tiras do lindo vestido pelos braços, deixando o vestido cair aos pés dela até que ela estivesse vestida com uma pequena calcinha de renda.

– Porra! – ele exalou quando Edythe se moveu para sentar na cama.

– Você vai se juntar a mim?! – ela perguntou com um sorriso.

– Pode apostar que sim! – Beau rapidamente puxou a camisa por cima da cabeça. Os botões levariam muito tempo, e ele estava desesperado para perder suas roupas o mais rápido possível. Ele jogou todos os itens do corpo e depois se juntou a Edythe na cama, pairando sobre ela, amando o corpo e rindo.

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Com o suor ainda manchando seus corpos e a respiração ainda irregular do momento cheio de amor e paixão íntima que partilharam. A cabeça de Edythe estava apoiada no peito de Beau enquanto o dedo indicador fazia círculos sobre o estômago. Ela exalou alto e Beau franziu a testa.

– Você está bem?! – ele perguntou. – Isso foi...

– Não, sim. Claro. Foi fantástico. – ela respondeu rapidamente, ainda tentando afastar seu desapontamento das expectativas que tinha feito.

– Você tem certeza, porque você parece um pouco... – ele hesitou.

– Um pouco o quê?! – Edythe perguntou levantando a cabeça para olhá-lo.

– Brava.

– Brava?! Eu pareço zangada?! – ela perguntou.

– Bem, você não estava antes, mas está agora. – ele disse estudando o rosto dela. – Sim, você parece um pouco bravo. – ele respondeu parecendo sério. – E antes que você diga que está bem, eu quero a verdade. O que está errado?!

Edythe sacudiu a cabeça e se sentou na cama. Ela segurou o lençol para cobrir o peito.

– Eu não... eu não quero dizer. Você vai achar que eu sou louco. – ela murmurou envergonhada.

Beau parecia confuso.

– Agora estou com um pouco de medo. – ele disse temeroso.

– Não é nada. – ela deu de ombros, tentando sorrir para dizer que era aquilo era irrelevante, mas diante do olhar pouco convincente de Beau, ela sussurrou: – Talvez eu seja louco. – ela balançou a cabeça, escondendo seu rosto em suas mãos.

– Você pode me dizer?! Por favor?! – ele pediu novamente desesperado para obter uma explicação dela. Afinal, hoje tinha sido um dia bom e romântico e agora, ela parecia perdida.

– Eu... eu apenas... – ela começou. – É estupido... – deu de ombros, e olhou para as mãos que torcia o lençol entre os dedos. – Mas pensei que talvez você fosse propor?!

– O que?! – ele perguntou.

– Pensei que foi por isso que fomos à torre Eiffel. Então, quando isso não aconteceu lá, eu pensei que seria no jantar, mas não foi... Eu estava errada. – ela começou a balbuciar. – Está tudo bem. Você não está pronto, e tudo bem. Eu só... Estou só um pouco... decepcionada.

– Decepcionada?! – ele perguntou inclinando a cabeça para o lado.

Edythe assentiu.

– Hã... ok. – Beau se levantou da cama, vestindo a cueca boxer que ainda estava no chão do quarto. Edythe viu quando ele vestiu sua cueca e saiu da sala.

– Beau! – ela chamou quando ele deixou sua visão, sentindo que havia pressionado ele além do que ele estava pronto. – Não é grande coisa. Sinto muito por estar chateada... Você não pode simplesmente sair! – ela disse em pânico quando ele voltou com a mala de mão aberta. – Eu sinto muito.

Beau não olhou para ela, então ele não podia ver a tristeza em seus olhos.

– Beau, por favor. Eu sinto muito. – ela disse quando as lágrimas começaram a arder nos olhos. – Não tem importan-...

– Oh, isso importa. – ele respondeu balançando a cabeça.

– Beau, por favor. – ela implorou enquanto ele vasculhava a bolsa. – Não vamos deixar isso arruinar nossas férias. Estou bem. Realmente.

– Não. Não, você não é. – ele respondeu. – Porque você arruinou meu grande plano.

Edythe estreitou os olhos e curvou os lábios confusa.

– O seu grande... o quê?! – seus olhos quase saltaram quando Beau puxou uma pequena caixa azul de Tiffany da mala. – Oh meu Deus!

Beau se moveu e caminhou em direção à cama com a pequena caixa nas mãos.

– Você vê, Edythe, eu tive essa grande ideia de colocar o anel em seu dedo enquanto você dormia e ver quanto tempo você demoraria para perceber. Então eu... – ele se conteve, ajoelhando-se sobre um joelho. – Eu me ajoelharia e faria a pergunta... – ele parou novamente quando Edythe se aproximou dele sentado na beira da cama. As mãos dela cobrindo os lábios.

"Edythe, você é o amor da minha vida. Você é tudo para mim. Minha melhor amiga, minha amante, minha parceira de vida. Estou apaixonado por você há tanto tempo que não consigo me lembrar de como não é amar você." – ele disse com a voz trêmula. – "Eu te amo, Edythe Cullen. Você quer se casar comigo?!"

As mãos de Edythe que ainda estavam cobrindo a boca estavam tremendo.

– Beau. – ela ofegou.

Ele estava olhando para ela, seus olhos vidrados e suaves enquanto ele esperava pacientemente por uma resposta.

– Eu... eu... – ela gaguejou quando as lágrimas começaram a rolar por suas bochechas. – Sim! – ela assentiu.

– Sim?! – ele perguntou.

– Sim, Beau! Claro, eu vou me casar com você! – ela pulou da cama e Beau se levantou, puxando-a em seus braços e girando-a.

– Realmente?! Você disse sim?! – ele perguntou de novo, ela apenas o abraçou com mais força e beijou seus lábios. Apenas separando para ele deslizar o anel em seu dedo.

– Eu tinha razão. – ela disse alegremente enquanto olhava para o belo anel. – Paris é a cidade do amor.

– Você estava certa. Você está sempre certo. – ele respondeu e pressionou seus lábios nos dela com um longo beijo.

– Eu te amo. – Edythe esfregou o nariz no dele.

– Eu também te amo, Edythe Cullen. – ele enxugou suas lágrimas felizes. – Isto é apenas o começo.

Eles caíram na cama juntos e fizeram amor novamente. Desta vez como um casal feliz e recém noivo.

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N/A: É isso gente! Como foi difícil finalizar esse capítulo! Eu não queria de jeito nenhum me separar desses dois, que acabou se tornando meu xodozinho! Vai dizer que vocês também não se apaixonaram por Bedythe?! Pô! É impossível não se apaixonar por esses dois! Mas, como tudo na vida, o que é bom dura o tempo suficiente para ser inesquecível! Espero que vocês tenham gostado desse final, e quem sabe num futuro, não muito distante, eu volte com outra fic desse casal que não é Beward, mas que tem um ligar tão especial quanto eles?!

Obrigada por quem acompanhou essa fic comigo, lendo, comentando, dando apoio lá no twitter... como sempre: se eu continuo escrevendo essas fanfics loucas, isso é por causa de vocês e para vocês. Sempre! Obrigada por tudo, e não esqueça de deixar um ultimo comentário cheio de amor, ok?!

Amo vocês!

Beijos, Carol.