N/A: Sim, uma N/A no começo do capitulo. Sabem o que é? Eu estava lendo as reviews do capitulo passado (muito obrigada xD) e vi que um monte de gente falou que eu devia ter postado a versão do capitulo 8 que era cheia de outros acontecimentos mas que eu não tinha gostado. Então resolvi postar essa versão aqui, a pedido de vocês. Ela é bem mais cheia, mas quando você ler você vai pensar "Ei, eu já li isso!". Essa é a parte, a única, que eu preservei no outro capitulo. Mas outros fatos, como a conversa entre a Lily e o Tiago no fim ou a vingancinha do Pirraça (hauhauahua...morram de curiosidade...ou leiam o capitulo, vocês decidem x/) ainda vão aparecer em outros capítulos, só que melhor escritos e talvez mais cheios de coisas. Ou seja, isso é como um bônus, mas se você não ler, não vai perder nada, porque ainda vai aparecer mais ou menos a mesma coisa. Confuso? Qualquer coisa aproveita e me manda uma review que eu explico depois xP

Beijos e boa leitura!

Flavinha Greeneye

Maluca, eu!

by Flavinha Greeneye

Bom, meu diário, quando acordei no outro dia, não estava com o melhor dos humores. Tomei um banho e vesti a saia pregada chumbo e a camisa branca do uniforme. Pus minha capa e coloquei a gravata, mal amarrada. Fui descendo as escadas, prendendo o cabelo, e vi Potter lá embaixo, sentado em uma das poltronas, esperando alguém. Paralisei na hora e ele virou o rosto pra mim. Então um cheiro enjoativo e horroroso invadiu minhas narinas e a Barbie passou arrogantemente, balançando os cabelos loiros lisos. Chegando perto dele, ela se abaixou e começaram aquele ritual de sucção. Eu não tinha que ver aquilo, portanto terminei de descer as escadas e sai do Salão.

Fui sozinha tomar o café-da-manhã. Uns quinze minutos depois Remo se juntou a mim e ficamos conversando. Um tempinho depois Sirius e Pettigrew chegaram e sentaram conosco, e me senti um pouco excluída da conversa. Logo, porem, Juliet chegou pra me salvar e perguntar o que tinha acontecido ontem. Baixinho, resumi pra ela como tinha sido legal no começo e desagradável agora de manhã.

Faltando uns 10 minutos para o começo das aulas, me levantei, chateada. Meu dia estava sendo uma droga. Juliet ainda estava comendo, então eu disse que ela não se incomodasse, eu tinha que ir ao corujal.

Bom, eu não fui ao Corujal. Na metade do caminho me dei conta de que não tinha ninguém pra mandar cartas. Então mudei de direção e fui pra aula. Era Poções. Fácil e entediante, eu já sabia tudo o que estava sendo dito. Ainda entediada, comecei a me encaminhar para a segunda aula, convencida de que seria um dos dias mais inúteis da minha vida. Não sabia como estava enganada.

Mal cruzei a primeira esquina, me encaminhando para a aula de Feitiços, vi Pirraça tacando um monte de bolas deformadas pretas no Potter, que tentava se defender da melhor forma possível. Levada pelo impulso, ergui minha varinha e gritei "Impedimenta". Pirraça congelou no ar e Potter descobriu a cabeça para olhar quem o tinha salvo. Ele começou a sorrir pra mim e se endiretou.

'- Ah, Lily, obrigado, não sei o que deu no Pirraça, eu não...

Mas eu ergui novamente a varinha e fiz o balde com as estranhas bolas de Pirraça caírem em cima do Potter. Surpreso, ele mal teve tempo de escapar, mas com os reflexos do Quadribol ele se livrou da maior parte delas. Com raiva por não tê-lo acertado, desfiz o feitiço de Pirraça. Este logo foi pra cima de Potter, aproveitando a surpresa dele e jogando mais bolas pretas. Sorri maldosamente e continuei andando.

'Bom,' pensei, 'ao menos alguma coisa aconteceu.'

Assisti ao resto das aulas e fui almoçar. Acabei logo e como ainda faltava tempo para a próxima aula, resolvi dar uma volta no castelo. Estava andando sem rumo, quando de repente, ouvi alguém gritar:

'- Ei Evans!

Virei-me e deparei-me com Malfoy. Com uma dorzinha no coração, ignorei-o e virei de volta. Não estava com paciência pra isso hoje. Mas ele não ia deixar passar.

'- Sua sangue-ruim, estou falando com você! Não me ignore, não dá pra fugir do passado pra sempre!

Hesitei, mas continuei andando. Infelizmente ele viu que tinha me atingido e continuou gritando:

'- Medrosa como é, não sei como foi parar na Grifinória. Tem medo de encarar seu próprio passado. Mas ele sempre estará atrás de você, não importa o quanto fuja!

Droga, pensei, ele estava certo. Me controlando, virei e falei:

'- Eu não fujo de nada, Malfoy. Simplesmente há coisas que é melhor esquecer e passar por cima.

Eu ia continuar andando quando ele falou:

'- Esquecer é uma forma de não encarar, Evans. Pensei que fosse uma grifinória. Mas é só uma mimada sangue-ruim, que precisa que seu pricipezinho Potter te proteja. Mas disso não há como fugir, Evans. Seu passado faz parte de você, e você não pode escapar. A vergonha está estampada na sua história e você nem ao mesmo tem coragem de encara-lo. Você nem ao menos tem coragem de me encarar!

Calmamente e decidida, me virei, apesar de a raiva estar correndo em minhas veias.

'- Tem razão, Malfoy. Tem toda a razão. Está na hora de encarar a realidade e meu passado pra poder seguir em frente em paz. Mas olha só que azar. Você é o meu passado. E sabe muito bem disso.

Antes que Malfoy respondesse, puxei minha varinha e apontei pra ele, enquanto andava em sua direção. Por um momento, vi um medo e aflição no rosto de Malfoy que nunca tinha visto. Então ele se recompôs e falou:

'- Olha lá o que vai fazer, sangue-ruim. Eu não terei duvidas ao te machucar, e não tem pra onde correr hoje. – ele sussurrou, venenoso.

'- Não se preocupe, - sussurrei de volta, cerrando os olhos – eu não vou fugir. Mas você vai desejar que eu fuja.

Então ele puxou a varinha e com um movimento, uma onda de luz preta saiu dela, na minha direção. Mas eu conheço Malfoy, e já estava pronta. Meu feitiço protetor impediu sem problemas o feitiço de Malfoy. Rapidamente, ergui minha varinha e cortei o ar com ela, fazendo sair um raio de luz branca, que atingiu Malfoy no braço, rasgando suas vestes e abrindo um corte. Ponto pra mim.

Mas não tive muito tempo para me vangloriar, pois ele, furioso, ergueu a varinha e dela saiu uma enorme bola de luz esverdeada que me atingiu na canela. Gritei de dor, realmente alto. Foi como se tivessem colocado um elefante em cima dela e estivessem esmigalhando todos os meus ossos.

Agora eu é que estava furiosa e ele distraído. Com um rápido golpe de varinha, joguei-o longe. Malfoy bateu em um armário com força e caiu no chão em seguida. Mal tive tempo para pensar quando o armário lentamente caiu sobre ele.

Cansada, deixei-me cair no chão, segurando dolorosamente minha canela esquerda. Foi então que senti alguém se abaixando ao meu lado. Levantei os olhos e vi Potter. Ótimo, era só o que me faltava.

Ele analisou minha perna e perguntou:

'- Você está bem?

'- Claro, Potter, maravilhosamente bem. Só faltava você pra completar minha felicidade e bem-estar. E uma torcida organizada vestida de amarelo, talvez. – falei, sarcasticamente, com a voz embargada. Mas aquele Coisa me ignorou e de repente, sem aviso prévio nem documentação em três vias, ele me pegou no colo.

'- Potter, o que pensa que está fazendo!

'- Te levando pra Ala Hospitalar no colo, se você não notou. – ele falou sarcástico.

'- Eu não sou obtusa que nem a sua loira aguada, seu idiota. Mas se você pensa que pode simplesmente me pegar no colo quando dá na telha, tá muito enganado. – falei, muito brava.

E então simplesmente reuni toda minha força e dei um impulso, pulando do colo dele. Quando aterrisei, segurei um grito de dor e comecei a andar, com certa dificuldade. Surpreso e, pelo que pude perceber, bravo, Potter me segui e falou:

'- Você está louca, Evans? Você não pode andar até a Ala Hospitalar. É três pisos abaixo de onde estamos.

'- É? – perguntei, incerta. Não fazia idéia de onde estávamos. Potter aproveitou meu momento de reflexão e me pegou pelas pernas, me jogando em suas costas. Dei um grito e comecei a soca-lo.

'- Me ponha no chão, seu imbecil! Retardado, idiota, mula, estúpido, babaca, ridículo!

'- Obrigado, são seus olhos. – falou Potter, num falso tom de modéstia. Então eu notei como estava sendo chata. Afinal, agora começava a reconhecer os quadros e lugar, e estávamos realmente longe da Ala Hospitalar. Eu nunca chegaria lá sozinha, e ainda estava o atrapalhando.

Parei de me espernear, mas continuei emburrada. No momento que reconheci o corredor onde se encontra a Ala Hospitalar, falei, tentando me soltar:

'- Ok, Potter, chegamos. Daqui eu me viro, pode me soltar.

Mas quem disse que ele me ouviu? Simplesmente me ignorou e continuou, só me largando numa cama na Ala Hospitalar.

'- Tá legal, Potter, pode ir. Já estou em segurança. – falei, quando Madame Ponfrey entrou e começou a me tratar, mas Potter não se moveu. Depois de me dar uma poção vermelho sangue por fora e violeta no meio, a enfermeira saiu e nos deixou sozinhos.

'- Obrigada, Potter. – murmurei, meio a contragosto. – Mas pode ir agora, não há mais nada que você possa fazer.

'- De nada. – ele falou, me olhando nos olhos, sorrindo encantadoramente. – Mas eu não vou sair daqui, se é isso mesmo o que você quer. Sinto muito. Ficarei até você dormir.

O encarei atônita por alguns segundos, vendo a beleza daquele deus grego. Nossa, como ele ficava sexy me olhando daquele jeito serio e preocupado. Preocupado? Comigo? Por que ele se preocuparia comigo? Quero dizer, a gente se preocupa com quem a gente gosta, com quem a gente se importa. Mas eu não era só mais uma na longa lista de meninas que babam por ele? Fora o detalhe de ser a primeira a rejeita-lo. Então, eu não era um desafio para o mimado garoto Potter? Seria mesmo aquilo nos olhos dele preocupação? E mais...

'- Comigo? – externei meus pensamentos. Então me dei conta da burrada que tinha acabado de fazer. Droga, na hora que ele diz que vai ficar até eu dormir, eu pergunto "comigo?"! Céus!

Ele me olhou confuso e eu me senti ficando vermelha. Gaguejei:

'- Nã-não foi isso disse... Quero dizer, não quis dizer... Quer dizer, não foi com você que estava falando... Digo, era, mas não era... Eu... Bem...

Então ele riu. O encarei atônita de novo e falei:

'- Do que está rindo?

'- De você, toda desajeitada por causa de uma besteirinha...

'- É incrível como você tem capacidade de rir sempre. – murmurei. – Você ri de tudo! A vida deve ser uma grande piada pra você, né Potter? – falei, amargurada por pensar que eu devo ser um motivo de riso pra ele... "A Evans, a besta certinha que está caindo no meu charme pensando que eu realmente gosto dela..."

Ele parou de rir e falou:

'- É, eu realmente rio de tudo que acontece. Por que se a gente não rir, nada se aproveita dos momentos. Se a gente não ri, só nos resta chorar.

Aí ele pareceu meio decepcionado e saiu da Ala Hospitalar, me deixando sozinha pra pensar naquilo tudo... É sempre uma péssima idéia me deixar sozinha refletindo...