Capitulo especialmente dedicado à Isabel, que tem sangue mafioso correndo pelas veias, que veio de Treviso - ou coisa assim -, onde sua familia representava a Máfia, mas que eu amo mesmo assim, sendo caloteira que só ela.
Então lá estava eu, cercada por todos os lados por aqueles mafiosos italianos com cara de maus, com suas metralhadoras reluzentes italianas nas mãos, vestidos com seus caros ternos italianos de bom corte...
Ops, historia errada. Perdão.
Onde eu estava mesmo?
Ah, claro. Eu estava saindo quase correndo da biblioteca, certo? Sinceramente, eu preferia estar no meio de mafiosos perigosos. Mas não, na minha vida nada é assim tão simples!
Vou te contar o que foi que aconteceu na biblioteca, e você poderá concordar comigo quanto aos mafiosos e talvez até juntar uma graninha pra me mandar pra Itália.
Pois bem, depois que eu esbarrei na tal de Melanie, amiga da Juliet, e derrubei todos os livros que ela carregava, eu dei um encontrão meio de lado em uma amiga dela.
Acontece que essa garota não conseguiu se equilibrar a tempo, e esbarrou em um garoto que passava, com uma pilha de livros nos braços. Esse garoto tentou equilibrar a pilha, cambaleando, e acabou pisando com tudo no rabo de um gato. E o gato pulou na cara de um menino, que tinha ailurofobia¹ (ou talvez fossem as garras cravadas em seu rosto) porque ele deu uns passos pra trás e bateu com tudo em uma das grandes estantes de livros da biblioteca.
Foi como num filme sobre mafiosos, nos quais eles invadem um restaurante e atiram e tudo e em todos, e a cena fica em câmera lenta, e meio que sem som, e a gente vê a cara de mau deles e as metralhadoras cuspindo balas. A prateleira começou a tombar pra trás, lenta e silenciosamente.
Todos na biblioteca congelaram, assistindo com horror a estante bater em outra, que também caiu devagar e pesadamente e bateu em outra, e assim sucessivamente, no conhecido efeito dominó.
Antes que a quinta estante fosse atingida, porem, um grito agudo cortou o silencio. Era Madame Pince, que saiu correndo e se postou heroicamente na frente da próxima vitima, com os braços esticados, para impedir a continuação daquele cruel genocídio.
Foi uma cena totalmente da Máfia. Sabe quando tem um cara novo na parada, de quem todos desconfiam das reais intenções (com razão) e em determinado momento o amigo dele (o único que acreditou nele e coisa e tal, e quando esse cara é um infiltrado da policia, significa que esse amigo dele é exatamente o que ele devia vigiar) vai ser metralhado por uma gangue de outra facção da Máfia italiana, e ele se joga na frente e toma os tiros pelo amigo? Pois é. Foi totalmente isso.
Só que foi bem idiota da parte da Madame Pince.
Porque a quinta estante era a ultima estante.
E, quando ela inevitavelmente foi atingida e começou a cair, foi como se aqueles bracinhos magrelos vestidos com roupa de freira nem estivessem ali. E Madame Pince foi soterrada.
Oh, não. Eu matei Madame Pince.
¹Ailurofobia: fobia de gatos
N/A: Eu sei, um capitulo extremamente pequeno até para os meus padrões, depois de realmente muito tempo sem postar. Eu juro que tenho minhas razões, mas de certa forma, não estou com animo de escreve-las aqui. Sinto muito mesmo. Como pedido de desculpas (tanto pelo capitulo micro quanto pela demora maxi) o próximo capitulo (um pouquinho maior e mais emocionante) não vai demorar a chegar. Ele está pronto e já está nos documentos da minha conta aqui, só esperando para ser postado. E vamos fazer assim: se eu receber muitas reviews me desculpando, ele vem segunda-feira. E por "muitas" eu tenho um numero estipulado na minha mente insana.
E muitíssimo obrigada pelas reviews! Foram mais de quarenta, quase todas me desejando feliz aniversario, implorando para eu não desistir, desejando feliz Natal e Ano Novo e até uma especialmente desejando boa sorte no exame que fiz no fim do ano. Sinceramente, nem consigo expressar minha decepção comigo mesma por responder a tanto carinho com um capitulo pequeno desses.
Depois do capitulo novo (segunda, se forem bonzinhos comigo ;D) eu vou viajar – na verdade, vou estar em viagem segunda, mas dou um jeito de postar – e só volto no dia 18, mais ou menos. O que significa que atualizações só lá pelo dia 20, 20 e poucos. Mas juro que não vou enrolar mil anos de novo.
E por ultimo, um trechinho do próximo capitulo:
McGonagall ainda não demonstrava qualquer tipo de reação. Eu podia ver que praticamente todos ali, ao invés dos olhos esbugalados do inicio do meu discurso, estavam sorrindo bastante. E quando algumas palmas para mim começaram a surgir, cortei, meio desesperada, antes que se intensificassem (...).
Infelizmente, só posso dar isso sem entregar o ouro todo ;D
Beijos, e mais uma vez, desculpem.
Flavinha
