N/A: Só pra relembrar – eu sei, faz muito tempo desde o ultimo capitulo – a Lily escutou escondida uma conversa entre os Marotos (na biblioteca) e fica transtornada, cheia de dúvidas com relação ao Tiago. Lily sai à beira das lagrimas e causa um acidente na biblioteca: as fileiras de prateleiras vão caindo em seqüência domino, finalizando em cima da bibliotecária. Lily lidera a galera em uma equipe de reorganização e ajuda, e quando a McGonagall chega – depois de a bibliotecária ter sido removida de lá – elogia a Lily. Com peso na consciência, a ruivinha diz que todos ajudaram e fizeram sua parte e que McGonagall é injusta. A professora a manda para a sala do diretor. Tiago se mete na briga e é mandado para o diretor também. No caminho, Lily não controla a língua e conta, reclamando, que está apaixonada por ele. A gárgula do escritório do diretor se abre dando passagem ao diretor, ao Ministro da Magia e a um homem desconhecido, interrompendo o momento pré-beijo entre Lily e Tiago e prendendo a ruiva na parede. É quando acaba o último capitulo, e a partir de onde retoma esse. Boa leitura.


O diretor Dumbledore volta-se para Tiago, surpreso. Segue-se o seguinte diálogo:

Dumbledore: Oh, pelas barbas do profeta, se não é Tiago Potter!

Tiago: Sim, meu velho amigo, sou mesmo eu! Seus olhos não te enganam.

Ministro: Esperem um minuto. "Tiago Potter", você disse? Filho da maravilhosa e angelical Marilyn e do valente e grandioso Julius?

Tiago: Pois sim, sou eu mesmo.

Ministro: Oras, pela careca do oráculo, não é que é mesmo! Tens a mesma elegância da sua mãe, porem o mesmo porte do seu pai, jovem Potter.

Pessoa que eu ainda não sei quem é: Como vai, sou Cornelio Fudge.

Tiago: É um prazer imenso conhece-lo, Cornelius. Então, Alvo, sinto se atrapalhei seu caminho. Foi um enorme prazer encontra-los, sem sombra de duvidas, mas creio estar tomando seu sabidamente precioso tempo.

Ministro: De fato, o rapaz é um cavalheiro. Bom, não se preocupe, Tiago. Dumbledore e eu não nos demoraremos, e então poderá tratar com ele dos seus próprios assuntos pendentes.

Dumbledore: Não se preocupe, Tiago. Cornélio disse certo. Apenas os levarei até a saída, e ao voltar poderemos tratar do que quer que esteja martelando sua jovem cabeça.

É claro que foi tudo menos rebuscado; eu só tentei alegrar um pouco as coisas. De qualquer forma, foi precisamente esse o momento em que eu consegui me soltar da gárgula, o que eu estava tentando fazer até então sem chamar atenção. Só que, assim que consegui me desesmagar da parede, os quatro pares de olhos se voltaram para minha humilde pessoa. Passei uma das mãos pelo cabelo e outra pela saia, me arrumando rapidamente e sorrindo cheia de graça e encanto, como só uma ruiva recém-saida de uma prensa contra a parede consegue fazer.

O dialogo prosseguiu-se:

Dumbledore: Oh, srta Lílian, não a tinha visto.

Eu: Pois é, eu estava... bem... sabe como é.

Dumbledore: Murtagh, essa é a adorável Lílian Evans.

Ministro: Evans? Não consigo recordar-me de nenhum feito de algum Evans...

Eu: Talvez porque meus pais não são bruxos.

Ministro: Entendo. Nesse caso, não há nenhuma chance de seu pai ser Stuart Evans, há?

Eu: Na verdade, Stuart é precisamente o nome do meu pai.

Ministro: Oh, mas que coincidência incrível! Há muitos anos conheci seu pai em um jantar entre não-bruxos. Ele e sua mãe, aquela mulher adorável, Helen, me cativaram por completo. Ótimas pessoas.

Eu: Obrigada, Ministro. Passarei seus elogios.

Ministro: Sabia que a senhorita possui a beleza estonteante de Helen? Seria uma combinação explosiva se tivesse a mente afiada de Stu também.

Tiago: Põe explosivo nisso.

Dumbledore: Pra falar a verdade, Lílian é uma das nossas melhores alunas. Brilhante, de fato.

Eu: Muito obrigada, diretor.

Cornélio: Foi um prazer, Potter, Lílian, mas temo que estejamos atrasados, Ministro.

Ministro: Esse Cornélio... Sempre apressado. É que a cada segundo ele fica mais próximo de ter um cargo realmente significativo nos bancos do poder do Ministério.

Dumbledore: Então, eu os acompanharei até a porta e voltarei para conversamos, meus caros alunos. Enquanto isso, fiquem a vontade para entrar no escritório.

Tiago: Obrigado, diretor. Adeus, Ministro.

Eu: Au revoir!

Outra vez, dei uma melhorada na conversa. Mas a essência é essa, deu pra captar.

Então, enquanto Dumbledore se retirava com sua comitiva, eu me virei, olhei feio para as gárgulas e me pus a subir o mais rápido possível as escadas em caracol sem pisar em falso e sair rolando ribanceira abaixo. O que não foi fácil, pode crer.

Quando chegamos, me joguei em uma das cadeiras a frente da escrivaninha do diretor. Sempre que eu ia para aquele escritório, ficava fascinada com os objetos esquisitos – olhando só de longe, claro; com a minha super habilidade de ser desastrada, é melhor não arriscar. Mas hoje, eu só tentava fazer de tudo para não olhar para o Tiago.

- Lily? – o próprio me chamou. Obviamente, nós temos que trabalhar nesse aspecto de eu tentar evita-lo e ele não colaborar.

- Hm? – grunhi em resposta, sem olhar pra ele.

- Sobre lá embaixo...

Outro gemido da minha parte, meio que de dor.

- Eu queria...

Ah, Merlin, lá vem. Ele vai pedir pra eu escrever tudo o que eu disse e assinar, pra ele pendurar num quadro e colocar na prateleira de troféus da casa dele. Ou talvez ele peça para eu apenas repetir a declaração em um microfone no Salão Principal na hora do jantar. Ou quem sabe ele seja bonzinho e só peça para eu autenticar uma declaração que prove que eu de fato caí na dele.

Fecho os olhos, esperando.

- Eu queria saber se é verdade mesmo. – ele completa, baixinho.

Viro pra ele rapidamente por dois motivos. Um: ele é bem exigente, não? Que absurdo, eu não só me entreguei completamente, ele tem que se assegurar que é verdade antes de espalhar por aí que a panaca da Evans caiu na dele? E dois: Ele falou baixinho. Tiago Potter me fez uma pergunta em voz baixa. Você ta entendendo a situação? Estamos falando do cara que uma vez gritou do outro lado do Salão Principal a fatídica "Evans, quer sair comigo?" em plena hora de almoço. Está notando uma discrepância aí?

- Como? – perguntei, incrédula.

Ele repetiu a pergunta, sem me olhar nos olhos.

Pisquei algumas vezes, sem saber o que responder. Dizer que era verdade, sim, para dar a ele um pouco mais do gosto da vitória? Por outro lado, me parecia uma maldade dizer que não, quando ele estava tão... desarmado.

Acabei respondendo, muito confusa:

- É claro que era verdade, Potter. Por que eu diria aquilo se não fosse?

Ele finalmente levantou os olhos – pareceu que uma descarga elétrica atravessou meu corpo quando nossos olhos se encontraram – com um sorriso enorme. Percebi, ainda mais confusa, que não era um sorriso tipo "ahá, os Marotos não vão acreditar quando eu contar". Foi mais do tipo...

... "Não acredito que eu não estou sonhando".

O que o tornou ainda mais incrivelmente irresistível para mim, como você deve imaginar.

Então ele falou:

- Lily, você não faz idéia, simplesmente não faz idéia de como me deixou feliz. Quer dizer que... Você está apaixonada por mim?

Juliet sempre diz que eu sou muito cabeça-dura. Minha mãe também. Alias, acho que é a única coisa em que concordam, considerando que minha mãe não faz idéia do que seja cashmere e Juliet nem tenha pista de como se faz um bolo de chocolate.

De qualquer forma, eu devo ser de fato cabeça-dura. Ou talvez, pelo contrario, eu seja muito influenciável, e de tanto que elas falaram isso, eu me influenciei e fiquei cabeça-dura.

O fato é que eu falei:

- É, Potter, é isso aí. Diz logo onde eu assino pra você poder mostrar pra todo mundo que você é irresistível até pra maluca da Evans!

Então ele pareceu confuso.

- Do que você está falando?

- De você ter finalmente conquistado, ganhado, ultrapassado ou sei lá o que se faz com um desafio! Já pode me deixar em paz, também. – falei, com muita raiva e sentindo, para meu desespero, as lagrimas chegarem.

- Desafio! – Potter exclamou, e ele pareceu bravo, impaciente, meio de dar medo, mesmo. – Você acha que você é só um desafio, Evans?

Oh-oh. Me chamou de Evans. O negocio vai ficar feio pro meu lado.

- Eu não sei você, mas desafios não me fazem perder o sono, o apetite, a vontade de fazer coisas que antes me davam prazer. Desafios não aparecem na minha cabeça sempre que eu fecho os olhos. Desafios não me atrapalham da hora de estudar, de fazer prova, de conversar. Quando desafios passam por mim, eu não fico idiota, tentando chamar atenção, não perco o fio da meada, não tremo, não coro. Desafios não fazem meu coração pular, não fazem meu estomago se contorcer e não fazem minhas mãos suarem.

A essa altura, as lagrimas tinham congelado antes de sair a tona, tamanho meu choque. Eu não me mexera, não tirara os olhos dele, nem ao menos me dera ao trabalho de fechar minha boca. Porque Tiago Potter estava, de fato, se declarando!

- E – ele continuou – eu não costumo me apaixonar por meros desafios.

Então ele se levantou, apoiou as mãos nos braços da cadeira em que eu estava sentada e aproximou o rosto do meu. Totalmente em choque mesmo, eu não me afastei. De algum modo – pensei que eu tivesse perdido o dom da fala -, eu sussurrei:

- Então eu sou um desafio e tanto, não?

E acreditem se quiser: eu coloquei minhas mãos finas e pequenas (em comparação com as dele, pelo menos) em seu rosto e o beijei.


N/A: Ahá! E aí? Eu escrevi o começo desse capitulo umas quatro vezes. Até que eu desisti de narrar uma conversa normal e lembrei que quem tá narrando simplesmente não é muito normal, então sentei no PC e saiu isso, e consequentemente o resto do capitulo desempacou. Em comparação com a chatice que os outros diálogos estavam, ficou melhor assim.

Gostaram? Eu sei que demorei, mas gente, lembrem-se: terceiro ano. Eu tenho a ultima etapa do PAS e eu tenho o vestibular. Alem de ter um pai e uma mãe malvados enchendo o saco. Vidinha complicada, cara.

De qualquer modo, espero que tenham gostado.

Beijos enormes e não esqueçam das reviews! Eu preciso mesmo de um encorajamento ;)

Sem review, sem atualização.

Flavinha

Respostas das reviews do ultimo capitulo (claro que eu não esqueci!) aos não-loggados (o resto vai estar na sua caixinha de e-mail):

Clarice: Eu realmente não vou negar que a Lily é doida ;) Mas fala sério, a vida fica mais divertida do jeito dela, não acha? Beijos e continue acompanhando.

Lena: Leninha, que saudade! ;) Sabe, eu tinha um amigo meio bitolado que resolveu que, se ele não era negro (na verdade, ele era quase albino), então ele tinha um belo tom de azul-banana. Foi daí que eu tirei ;) Beijos e continue acompanhando.

Mah: Sem sombra de duvidas que a Lily precisa de um terapeuta. Pensando bem, acho que ela é um caso perdido, pobrezinha ;) Sobre Pena e Pergaminho, estou escrevendo (ainda!) o capitulo do encontro, mas espero que não demore muito pra terminar. Beijos e continue acompanhando.

Karol: Sua review me fez rir, sabia? E ta que eu sou boba e tenho riso frouxo, mas mesmo assim ;) A parada do azul-banana, que muita gente perguntou, é assim: eu tinha um amigo meio bitolado que resolveu que, se ele não era discriminado por ser negro (na verdade, ele era quase albino), então ele era azul-banana. Foi daí que eu tirei ;) Beijos!

Isabella: Olá! Obrigada pelos elogios ;) Espero que continue acompanhando, beijos!

Thais: Olá! Nossa, de forma alguma que eu vou abandonar essa fic! Mas infelizmente também não vou escreve-la até a morte da Lílian e do Tiago; na verdade, vou parar antes mesmo do fim do ano. Mesmo assim, espero que continue acompanhando! Beijos!

Bru: Oi! Obrigada pelos elogios e desculpa a demora. Beijos ;)

Ina: Desculpe a demora, mas aí está a atualização. Continue comentando e acompanhando, beijos!

Cedrella Yaxley: Demorou pra descobrir a fic, mas o que importa é que descobriu, não? ;) Continue acompanhando ;) Beijos!

Daniele: Olá, Dani ;) Obrigada pelos elogios, mesmo ;) Espero que continue acompanhando. Beijos ;)

Até a próxima, folks. ;)