Tracy andava a passos rápidos no aeroporto. O boné preto, os óculos escuros, a máscara e os cabelos amarrados pareciam estar escondendo bem o seu rosto, já que ainda não havia sido reconhecida. Ela amava seus fãs e jamais trataria mal se alguém ali lhe reconhecesse, mas a vontade de chegar em casa e descansar depois de algumas horas longas de voo era grande, principalmente depois ele havia se atrasado.
Ela sorriu ao ver que o seu uber favorito já estava a esperando no ponto marcado, como sempre.
— Hey, Sr. Montez! – Tracy falou animada enquanto ele abria o carro e colocava as malas dela – Como estão as coisas por aqui?
— Oi Sra Tracy! – ele a encarou, fechando o porta-malas e abrindo a porta para que ela entrasse no banco de trás – Tudo tranquilo e com a senhora? Como foi de viagem?
— Hum, tirando que estávamos de quarentena o tempo todo, foi bom estar com a minha família e descansar um pouco de toda essa correria! – suspirou, sentando-se no banco e colocando o cinto.
— Isso é bom, esperamos que as coisas melhorem por aqui. Vocês vão voltar a gravar ou a senhora veio apenas à passeio?
— Sim, devemos ter algumas reuniões para falarmos sobre o retorno em breve, se tudo der certo!
O motorista balançou a cabeça e ligou o rádio cantarolando algumas músicas enquanto dirigia. Tracy tirou seu celular da bolsa, ligando o aparelho para checar as mensagens. Os grupos de amigos estavam à todo vapor, assim como os de sua família, sua mãe deixou diversas mensagens pedindo pra ela avisar quando chegar em casa, ela ignorou todas por hora e abriu um sorriso enorme ao ver a mensagem dele.
Jesse: Hey, me avisa quando pousar, estou indo para casa agora. Não vai querer que eu te busque mesmo né?
A mensagem havia sido enviada há meia hora, então provavelmente ele já havia chegado. Digitou uma mensagem rápida de volta pra ele.
Tracy: Hey :) Estou no uber, não precisa se preocupar! Pode liberar minha entrada, devo chegar daqui há pouco.
Não demorou trinta segundos e a resposta dele estava sendo digitada.
Jesse: Hum, já está liberada desde ontem ;)
Ela balançou a cabeça, rindo. Ele era mesmo inacreditável.
Tracy: Wow! Isso tudo é saudades?
Jesse: Você não faz nem ideia do quanto.
Tracy suspirou, se recostando no banco e olhando pela janela, tentando conter as batidas do seu coração que se aceleraram tão rápido quanto a resposta dele. Jesse e ela haviam se envolvido mais rápido que seus próprios personagens, e ela não sabia até que ponto isso era bom. Ela nem se lembrava quando havia sido a última vez que se sentia tão envolvida com alguém como estava com ele. Era um pouco assustador.
Tracy: Eu sei sim, pode acreditar.
— Sr. Montez, consegue pegar um atalho? – ela abaixou o óculos para encará-lo depois de bloquear o celular e colocá-lo na bolsa – Prometo que vou pagar o dobro da corrida por isso!
A piscadela de Tracy foi o suficiente para que o senhor acelerasse e fizesse a outra rota, era um pouco mais longe, porém como não havia fluxos de carro ele poderia acelerar o quanto quisesse.
...
Jesse estava escorado na porta de seu apartamento quando Tracy saiu do elevador arrastando a enorme mala de rodinhas para fora e com uma mochila nos ombros. A loira estava distraída com os pesos e somente o encarou quando ouviu a voz dele.
— Hum, quer ajuda?
— Quem é... – a loira levantou o rosto e tirou os óculos e máscara ao vê-lo, com um sorriso de lado – Talvez você devesse ter ido me buscar no saguão, não acha?
— Você odeia que eu apareça de surpresa no meio das pessoas, estou seguindo suas ordens, madame, não pode me culpar por isso – ele deu de ombros, sorrindo
— Hum, talvez você esteja muito cavalheiro, regras foram feitas para serem quebradas, lembra? – ela mordeu o lábio, escondendo a felicidade que sentia ao vê-lo depois de meses.
— Eu não sei se concordo, mas tudo bem – ele riu baixinho e se aproximou a passos lentos dela – É bom ver você.
— É bom ver você – ela deu um passo para frente ficando perto o suficiente para sentir o hálito de menta dele em seu rosto e o perfume maravilhoso que exalava. Aquele homem era sua perdição, ela tinha plena consciência disso – Na verdade, é muito bom ver você – sorriu, ficando na ponta dos pés e dando um selinho demorado nele.
— Eu concordo plenamente... E acho que isso é meu hein, desde quando você anda pegando as minhas coisas? – ele balançou a cabeça, rindo, tirou o boné preto que tampava metade do rosto dela e colocando em sua cabeça – Senti sua falta.
— É seu sim, gosto de usá-lo quando volto de viagem, me tampa bastante. E só foi o boné e uma camiseta, não é como se eu estivesse roubando todo seu guarda-roupa – ela riu também, tentando tirar o cabelo do rosto – Eu também senti sua falta, leão – murmurou, se arrepiando quando ele colocou a mecha de seu cabelo atrás da orelha. Era um pouco inacreditável como um simples toque dele a fazia estremecer – Vamos entrar antes que seus vizinhos nos pegue aqui!
— Vamos lá, e deixa que eu levo isso – Jesse riu baixinho e puxou a mala dela.
Tracy entrou no apartamento e tirou o casaco, deixando-o sobre a poltrona da sala e ele entrou depois dela, colocando a mala perto da porta e a fechou, trancando-a.
— Você não faz a barba há quanto tempo? Por acaso seu barbeador estragou? – ela arqueou a sobrancelha, tirando os tênis e as meias.
— Hum, por quê? Eu de verdade não sei... Mais ou menos um mês? – ele deu de ombros, fazendo uma careta pensativa e se aproximando dela – Te incomoda? – murmurou, a abraçando pela cintura e roçando a barba em seu pescoço – Você não costumava reclamar!
— Com certeza não incomoda – ela murmurou em meio a um suspiro – É diferente, mas é muito sexy, Sr. Jesse Lee Soffer!
— Você é sexy aqui...
Jesse murmurou em meio a um suspiro, passando a língua de forma lenta e torturante em seu pescoço, ouvindo-a gemer baixo e o abraçá-lo pelos ombros.
— Isso é... Muita maldade – Tracy fechou os olhos, apertando seus bíceps.
— Por quê? – ele riu, apertando o corpo dela contra o dele.
— Porque já faz muito... t-tempo – ela gemeu ao sentir o atrito do seu corpo no dele.
— Eu sei, estou tentando me controlar aqui, na verdade – Jesse mordeu o lóbulo da orelha dela, puxando seus cabelos que estavam num rabo de cavalo frouxo.
— Não se controle, você sabe que eu gosto que seja você mesmo comigo. Sempre.
As palavras de Tracy foram o suficiente para arrancar um grunhido de Jesse e para puxá-la para um beijo. Ela sorriu com a pressa dele e rodeou os braços em seu pescoço, tirando o boné de sua cabeça e jogando para o sofá. Jesse passou as mãos pelas coxas dela, apertando-as e a tirou do chão, fazendo com que Tracy subisse em seu colo e rodeasse as pernas em sua cintura.
— Agora sim é o Jesse que eu conheço – ela murmurou ao sentir as duas mãos dele apertar sua bunda. Ela era tão minúscula perto dele, e as mãos cabiam perfeitamente em seu corpo.
— Você é realmente meu ponto fraco – ele suspirou ofegante com aquele sorrisinho de derreter calcinhas nos lábios que sabia que ela amava.
— Oh, pode ter certeza, eu sei bem disso!
Jesse sorriu sentando no sofá com ela em seu colo, desabotoando a camisa xadrez vermelha que ela usava, e enquanto fazia isso, depositava beijos suaves por todo seu colo, ombros e seios por cima do sutiã, a ouvindo gemer e implorar por mais.
— Está lembrado que temos reunião daqui há pouco, não é? – Tracy o olhou, completamente arrepiada – Vamos ter que ser rápidos se formos continuar agora.
— Sim, eu sei – ele a encarou, mordendo o lábio – Podemos fazer o segundo round bem demorado depois da reunião, não é?
— A ideia é perfeita, baby!
Ela sorriu antes de puxar o rosto dele para mais perto, subindo as mãos pela lateral de seu corpo e retirando a camiseta que ele vestia. Jogou a peça para longe, sentindo as mãos dele passearem por suas costas e abrir o sutiã dela, arrancando a lingerie também. Tracy soltou um gemido baixo e remexeu em seu colo, quando os lábios dele tocaram seus seios, sugando os mamilos e a fazendo ver estrelas. Deus, ela realmente havia sentido muita falta de estar com ele dessa forma.
A ereção de Jesse já era visível e saltava na bermuda que ele usava, fazendo-a se movimentar mais algumas vezes para sentir o atrito do membro dele em seu centro quente. Não demorou para que ambos se despissem, entre beijos, gemidos, abraços e palavras picantes sussurradas ao pé do ouvido.
A loira se deitou no sofá, acomodando-o entre suas pernas, sentindo os lábios dele descer por todo seu corpo.
— Jesse... Não temos tempo. – ela murmurou, tentando puxá-lo de volta para cima.
— Hum... Você está duvidando da minha capacidade de te fazer gozar? – murmurou com a voz extremamente rouca de desejo e arqueou a sobrancelha, olhando-a enquanto roçava o queixo em suas coxas, já abertas. Ela tentou negar, mas foi impossível quando sentiu a língua dele molhada em sua intimidade.
— Droga, Jesse... – Tracy gemeu, levando uma mão até os cabelos dele, puxando-os e mantendo o rosto dele firme. A língua e os dedos faziam maravilhas e a adição da barba roçando a região sensível das coxas era para completar ainda mais o prazer que estava sentindo.
E realmente não demorou para que Tracy chegasse ao primeiro orgasmo, jogando a cabeça para trás e segurando o braço do sofá com a mão livre. Jesse sorriu com a visão do corpo dela tremendo e não esperou que ela se recuperasse, apenas se posicionou, a penetrando de uma vez.
— Jesse! – ela gemeu alto ao sentir a invasão dele.
— Deus... – Jesse gemeu ao estar dentro dela e fechou os olhos.
— Senti falta disso – Tracy também fechou os olhos, arranhando as costas dele enquanto o ajudava nos movimentos, pressionando os pés em suas nádegas.
— Eu também, baby.
Jesse ergueu uma perna dela para ir ainda mais fundo, fazendo com que Tracy gemesse alto, cravando as unhas na bunda dele. Aquilo com certeza deixaria algumas marcas e ela precisaria se desculpar depois.
Eles realmente tinham uma química perfeita na frente das câmeras e fora dela também. Os movimentos que faziam, o barulho de seus corpos batendo um contra o outro e os gemidos altos era a única trilha sonora do apartamento, e o suor escorria da testa dele, caindo sobre o vale entre os seios dela.
— Olha... Pra... Mim – ele pediu, enquanto a mão direita se encaminhava para tocar em seu clitóris.
— Jesse... – ela tentou fechar os olhos e ele parou os movimentos.
— Você tem que olhar pra mim, baby – murmurou com a voz rouca de tesão, voltando a movimentar o polegar quando os olhos azuis dela o encararam.
Quando ele sentiu ela apertar seu membro, mordendo o lábio e gemendo seu nome, Jesse sabia que podia finalmente sentir seu corpo relaxar. Impulsionou mais algumas vezes dentro dela e grunhiu alto ao sentir os espasmos em seu corpo.
Ele deixou o corpo sobre o de Tracy, sentindo os braços dela lhe rodearem a cintura, enquanto respiravam ofegantes.
— Eu preciso de um banho – ela murmurou, depositando um suave beijo no ombro dele. Ele estava suado e o cheiro de sexo que emanava do corpo másculo dele era excitante, e ela iniciaria o segundo round agora mesmo se pudesse.
— Acho que ainda temos tem... – Jesse levantou o rosto para olhar o relógio na mesinha ao lado do sofá e praguejou – Merda! Sem banho, nós não temos tempo! – ele grunhiu, afastando o corpo do dela rapidamente – 3 minutos para a reunião. Merda. Merda. Merda!
— O quê? Droga! Você disse que seria rápido – Tracy arregalou os olhos, levantando-se rapidamente e vestindo o sutiã – Meu computador ainda está na mala, não vai dar tempo de pegar e muito menos liga-lo!
— Bom, eu disse, mas aparentemente não deu muito certo... – ele se encolheu, não iria se desculpar por isso – E o meu computador está descarregado. Ótimo! – Jesse revirou os olhos, vestindo a camiseta e pegando o celular na mesinha – Vamos fazer pelo celular mesmo, não vamos ter outra saída – ele abria o aplicativo, enquanto Tracy tirava uma camiseta branca da mala de mão, estava com o corpo quente e suado ainda para vestir a camisa xadrez, ela iria pregar em seu corpo e deixa-la irriada.
— Vou fazer o mesmo – ela pegou o celular, conectando-se na reunião e desligando o áudio e a câmera – Não começou ainda – o encarou, enquanto passava a mão pelos cabelos tentando se recompor.
— Tivemos sorte, isso sim! – ele riu baixinho, vestiu sua boxer e colocou o boné para disfarçar o cabelo desgrenhado e fez menção de se sentar no sofá.
— NÃO! – ela o interrompeu, vestindo a calcinha – Vai para a varanda, assim eles vão sacar que estamos juntos. Sem contar que também podem ouvir sua voz ou a minha pelo seu celular!
— Tracy... – fez menção de revirar os olhos mas balançou a cabeça, rendido. Ela tinha razão, se queriam manter o relacionamento, se é que podiam chamar assim, deles em segredo, aparecer junto numa reunião era uma péssima ideia – Ok. Você está certa – desviou o olhar ao ouvir a voz de um dos produtores sair pelo alto falante do celular – Vou fechar a porta para não dar interferência.
— Ok. Obrigada! – ela sorriu, sentando-se na poltrona.
Tracy esperou que ele estivesse longe o suficiente para ligar seu áudio e imagem para cumprimentar os amigos. Todos sorriram animados por se reunirem pela primeira vez depois de algum tempo e devido as circunstâncias cruéis que haviam parado as gravações na última vez.
Conversaram amenidades, da loucura que o mundo estava passando e de como eles estavam lidando com tudo isso. Logo foram interrompidos e a reunião começou. Uma das novidades mais animadoras para todos era que, finalmente, Jay e Hailey se tornariam um casal. Marina, apesar de manter durante a maior parte da reunião o áudio e câmera desligados, se viu obrigada a ligar o microfone para gritar empolgada, dizendo o quão cansada daquela ladainha estava, arrancando risada de todos os amigos. A morena também recebeu a notícia de que Kim e Adam iriam encontrar o caminho de volta para o outro, e foi a vez de LaRoyce e Jesse comemorarem. Jason deu risada, dizendo que aparentemente a unidade dele seria realmente composta por casais.
As precauções para voltarem a gravar estavam sendo devidamente tomadas, e logo iriam receber o script dos primeiros episódios para fazerem uma mesa de leitura através do aplicativo de vídeo chamada.
A reunião durou em média de duas horas, e assim que tudo estivesse pronto eles poderiam voltar para o set e dar inícios as gravações da tal esperada 8ª temporada.
— Então... – Jesse entrou na sala novamente, deixando o celular no sofá. Tirou o boné da cabeça e passou a mão nos cabelos, a encarando – Nós realmente vamos ser um casal agora?
— Hum, eu acho que sim! – Tracy riu, se levantando – Está pronto para isso, Soffer?
— Na verdade eu estou pronto há muito tempo, só os produtores que não – ele riu também, rodeando os braços ao redor da cintura dela – Sempre gostei de como a história deles é explorada, e acho que está na hora de desenvolver isso de uma maneira mais a fundo.
— Eu concordo – ela balançou a cabeça – Estou ansiosa para receber esse script, apesar que eu acho que o Jay quem deve ir atrás dela dessa vez – arqueou a sobrancelha, segurando a risada.
— O que? Por quê? – ele arregalou os olhos, fingindo estar ofendido.
— Jesse! – revirou os olhos, o repreendendo com uma risada e deu um tapinha em seu ombro – Hailey já demonstrou para ele várias vezes que gosta dele, acho que já passou da hora dele agir e demonstrar o que sente também, não é?
— Hum, não posso discordar, mas Jay é um cara ferrado na vida amorosa, ele está receoso – ele fez uma careta, depositando um beijinho em sua testa.
— Talvez, mas a Hailey é bem decidida, ele já está precisando se decidir também – ela retribuiu a careta e suspirou com o beijinho – Quer tomar um banho agora?
— Você tem toda razão, espero que os escritores ouçam nos apelos internos – deu uma piscadela – Hum, pode ser, mas preciso de algo em troca.
— O quê? – Tracy franziu a testa, se afastando o suficiente para olhar em seu rosto.
— Vamos começar os ensaios para o beijo? Acho que não estamos bons o suficiente ainda... Foi muito tempo sem – ele passou a língua pelos lábios, mordendo o inferior, com um sorriso malicioso.
— Ah meu Deus, como você é safado! – ela gargalhou, balançando a cabeça – Mas eu concordo, acho que você não está beijando bem, o que aconteceu? Perdeu a prática, baby?
— Tracy! – a olhou, fuzilando-a com os olhos, enquanto apertava a cintura dela, a puxando para perto novamente.
— O que foi? Não fiz nadinha! E eu realmente preciso de um banho, então se você quer começar os ensaios é melhor me acompanhar! – ela piscou, ficando na ponta dos pés para alcançar seu rosto, dando um selinho demorado nele e se afastou novamente, indo em direção do quarto dele que ela já conhecia muito bem – Acho melhor você se apressar, Jesse, ou vou ter que me contentar em ensaiar com as laranjas! – gritou, deixando pelo caminho a blusa branca e o sutiã que usava.
— Puta que pariu! – ele gemeu – Eu estou indo – se encaminhou atrás dela, deixando sua camisa e a cueca se juntar as peças de roupa dela no chão – Nada de laranjas, Tracy!
Ele gemeu ao entrar no quarto e ver a calcinha da loira jogada na cama, pegou a peça em mãos.
— Essa mulher vai me deixar louco! – ele suspirou com um sorriso nos lábios, encarando a pequena calcinha de renda transparente que ela usava e só agora havia reparado. Ele fez uma nota mental que precisava manter a calma durante os momentos juntos para começar a elogiar aqueles modelinhos extremamente excitantes.
Jesse jogou a peça novamente na cama e ao ouvir ela cantarolar alguma música que ele não conhecia, de forma desafinada, ele sorriu, entrando no banheiro e se apoiando no porta.
— Você sabe que canta muito mal, não é? – ele arqueou a sobrancelha, cruzando os braços.
— Você sempre diz isso, mas sempre faz a mesma pose... – aponta para ele – E com o mesmo sorriso bobo! – arqueou a sobrancelha, pegando o shampoo para passar nos cabelos.
— A sua animação é contagiante, você é desafinada mas eu adoro te ouvir cantar assim mesmo!
Tracy sorriu, se limitando a controlar as batidas do coração. Ainda era cedo demais para dizer qualquer frase romântica e ela queria aproveitar o máximo que estavam vivendo agora. Era perfeito.
— Você desistiu de treinar os beijos?
— Uh, você não vai escapar, não mesmo – ele piscou, se aproximando dela – Estou indo nesse exato momento!
A loira gritou alto quando ele entrou no box, fazendo cócegas em sua cintura e a pressionando contra o azulejo frio do box. Ele riu também, e a calou com um beijo nos lábios dela. Agora que já haviam saciado os desejos carnais, o beijo era lento, delicado e repleto de sentimentos. Jesse mantinha as mãos na cintura dela, e Tracy segurava seu pescoço com as duas mãos, roçando os polegares em suas bochechas.
Quando decidiram iniciar o sexo sem compromisso, ambos decidiram que não iriam rotular nada e que não queriam ser visto juntos publicamente. Tudo seria de forma discreta e seria realmente uma amizade colorida. Mas agora, enquanto se beijavam matando as saudades dos meses que passaram longe, ambos perceberam que estavam ligados um ao outro de uma forma que não sabiam explicar e que nunca haviam sentido antes. E com certeza aquela relação estava mais evoluída do que eles estavam preparados para admitir.
Ficar aqui com você tão perto de mim, é difícil lutar contra esses sentimentos quando parece tão difícil de respirar. Estou presa neste momento, presa no seu sorriso.
(Lady Antebellum – Just a Kiss)
