Capitulo 6
Flor Maravilha
Quando o celular vibrou no seu bolso, ela pediu licença e se afastou do grupo.
-Oi... Sim, está tudo bem, eles aceitaram fazer os exames.
Sorriu com a alegria que o outro demonstrou em uma simples exclamação.
-Já tiraram o sangue. E Kim Se Jeoug e Oh Se Hun já fizeram a tomografia... Ele está fazendo agora... Ah sim, ele chegou aqui junto com o Kim Jong Min tem algum tempinho já.
Franziu o cenho.
-Não, Kim Jong Min não quis fazer os exames... – fez cara de tedio – Tem medo. Esse cara é muito covarde. – olhou ao redor – Não sei onde ele está não. Os demais estão aqui esperando a tomografia do Yoo Jae Suk terminar.
Ela estava incomodada, a nuca arrepiada, como se estivesse sendo observada.
-Sim, o doutor Kim já voltou, está à frente de tudo. – sorriu novamente – Vai dar tudo certo. Fique tranquilo. Como foi com a sua rosa? – riu quando o interlocutor demostrou vergonha no tom de voz – Acalmou-a pelo menos? Eu espero que ela não continue querendo me matar. Gosto dela.
Riu mais um pouco e se despediu quando ouviu um barulho próximo, que denunciava que sua intuição estava certa.
-Muito bem... – disse voltando-se na direção do barulho - ...quem está ai? Apareça.
Depois de alguns segundos, uma tímida Kim Se Jeong apareceu, ainda detrás de um dos pilares próximos.
Pyo Ye Jin cruzou os braços e arfou irritada.
-Mais alguma dúvida, ou já escutou tudo que queria?
-Bom... – a outra começou interessada – Já que perguntou. O assassino... digo, o senhor Lee Seung Gi realmente gosta da eonni?
Ye Jin parecia surpresa.
-Isso importa? – a outra fez que sim e ela deu de ombro em resposta – Bem, não o conheço a tanto tempo, mas até agora ele sempre deixou isso bem claro. – foi até um balcão da recepção onde estavam - Café? – perguntou servindo um pouco para si.
Se Jeong fez que não enquanto sentava no banco ao lado do balcão do café.
-A quanto tempo se conhecem?
A outra fez cara de pensativa.
-Alguns meses... Vocês o conhecem a mais tempo.
-Ele é perigoso. – afirmou a detetive.
Ye Jin concordou enquanto bebia um gole do seu café.
-Nós sabemos. – deu de ombros – Mas é útil.
Kim Se Jeong fez cara de pensativa para o comentário, principalmente para a utilização do plural, estaria ela se referindo ao doutor?
Percebendo isso Ye Jil continuou.
-Eu, o senhor Lee, o Dr. Kim... todos temos os mesmos objetivos. Por isso trabalhamos juntos. – comentou.
-E qual é o objetivo de vocês?
-Desativar essa porcaria que vocês carregam na nuca. – soltou antes de tomar o ultimo gole da bebida – Acredite em mim, isso atrapalha mais vidas do que só a de vocês. – descartou o como na lixeira e se virou para se retirar, mas Kim Se Jeong ainda tinha questionamentos.
-Isso atrapalhou a sua vida?
Pyo Ye Jil parou o movimento com um respirar forte. E, sem se voltar novamente para a outra, soltou um quase inaudível "sim", e caminhou para longe, deixando a detetive cheia de ovas perguntas para trás.
-Descobriu algo – perguntou Se Hun assim que ela voltou a ante sala da tomografia.
Se Jeong balançou a cabeça incerta.
-Confirmei o que já imaginávamos, eles três estão trabalhando juntos. – a cabeça voltou a se mexer conforme os pensamentos se conectavam, pendeu-a para um dos lados - ...mas... eu tive a impressão que não estão sozinhos.
Oh Se Hun a encarou pensativo. Do outro lado do vidro, Yo Jae Suk já saia de dentro da máquina de tomografia, o dr. Kim ao lado lhe tirando algumas dúvidas.
Foi quando Kim Jong Min entrou correndo, parecendo exacerbado.
-O que houve?
-A Min Young! Ela está em perigo!
Ele gritou isso na antessala onde Se Jeong e Se Hun estavam, na mesma hora que Yo Jea Suk abria a porta que os separava da máquina de tomografia.
-Onde ela está? – perguntou o líder, o primeiro a ter alguma reação após o susto.
-Na casa dela. – o outro apontou na direção que, a poucos metros, se localizava o condomínio em que ela morava.
Era possível ir a pé, e foi o que o grupo fez.
Correndo.
Abriu os olhos com dificuldade. A cabeça doía e a visão parecia embasada.
A luz fraca do teto foi ganhando forma aos poucos. Até que finalmente percebeu que estava deitada em alguma cama que não era a dela.
Olhou em volta, definitivamente estava em um hospital. Um quarto reservado, o que era bem estranho já que ela não tinha dinheiro para isso.
Acabou levantando mais rápido do que deveria e soltando um forte gemido de dor.
Isso assustou a acompanhante que correu até ela.
-Eonni! Você está bem?
A visão de Kim Se Jeong lhe acalmou um pouco e ela voltou a deitar-se.
-Sim, acho que sim... – olhou para um dos braços o acesso do soro estava – o que aconteceu?
-Você foi atacada em casa. – a amiga respondeu prontamente – Se lembra de algo... de quem foi?
-Não foi o Seung Gi. – ela respondeu rapidamente ao se lembrar do último momento em que o vira – Ele me deixou na porta do condomínio.
E então pediu para que a amiga a ajudasse a se sentar.
Se Jeong o fez, com cuidado.
-Nós sabemos. – a mais nova comentou assim que ela sentiu a pontada que a incomodava no ombro – Você foi atingida por uma faca. O inspetor Im Won Hee disse que esse não seria o modus operandi dele.
-Ele detesta sangue... – comentou ela, concordando levemente com a cabeça.
Antes da conversa continuar, um mini tumulto aconteceu na porta do quarto.
Jea Suk, Jong Min e Se Hum entraram no lugar discutindo trivialidades. Mais precisamente a falta de necessidade de Kim Jong Min comer mais frangos fritos do que já tinha feito na cantina.
-Min Young! – exclamou o líder animadamente assim que a viu acordada.
-Olá... - ela sorriu para o grupo que se posicionou ao redor de sua cama, preocupados.
-Como você está? – perguntou Se Hun, quase dando um tapa na mão de Jong Min que tentava toca-la em meio a "preocupação" de todos.
Por sorte Jae Suk o puxou para trás.
-Se sentindo melhor? – ele perguntou, e ela acenou em positivo – O suficiente para nos contar o que aconteceu?
Ela fez que sim. Abaixou a cabeça por um momento e quando voltou a encara-los, foi categórica.
-Foi oppaJae Wook...
Todo o grupo deu um sobressalto, mas ninguém se atreveu a interrompe-la.
-Ele me atacou quando entrei em casa. Parecia estar procurando algo, por que a casa estava toda revirada. Quando me atacou, disse coisas sem sentidos e ... – os olhos dela se encheram de agua... eu só me defendi. – começou a chorar, ao lembrar que não fora a única ferida na briga com o antigo amigo.
-Nós sabemos. – Jea Suk a confortou.
-Como ele está?
-Não o encontramos... – disse Se Hum – quando chegamos a sua casa a porta estava aberta e você desmaiada.
-Tudo tinha acabado de acontecer. – comentou Se Jeong – Havia um rastro fraco de sangue, que indicava que alguém fugira machucado. Mas sumiu na porta do prédio.
Ela tentava fazer os cálculos de como o sangramento parara, da porta do seu prédio até uma rua com carros ainda iam alguns metros.
-Ele foi ajudado?
Jae Suk fez que sim.
-É o que tudo indica.
-Foi aquele cretino. – chiou Jong Min – Foi o Lee Seung Gi, tenho certeza.
Ela fez que não com a cabeça, mas uma tontura iminente a fez parar o movimento.
-Não é hora de discutirmos isso. – reclamou Jea Suk para Jong Min – Ela precisa descansar.
Precisava mesmo. O que quer que lhe haviam dado para a dor, a estava baqueando novamente.
Fechou os olhos e apagou novamente.
Quando os abriu, com a sensação de que tinha apenas dado uma leve piscadela. O ambiente já estava escuro, silencioso e vazio.
Apenas uma pequena luz na sua cabeceira iluminava o quarto e lhe permitia ver a cabeça que jazia deitada ao seu lado na cama, ressonando suavemente.
Lee Seung Gi dormia sentado em uma cadeira ao lado do seu leito, com a cabeça mal apoiada sobre ela e uma das mãos segurando a sua.
Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, muito embora ela não entendesse como ele estava ali.
Ela acariciou lhe os cabelos com a mão que estava livre e o movimento o fez abrir os olhos.
-Ah, você acordou. – ele comentou em tom baixo.
-Você estava babando no meu lençol? – perguntou divertida, achando engraçado a cara sonolenta que ele trazia. Se perguntou se era assim que ele acordava todos os dias.
-Eu precisava ver se você estava bem. – ele disse se endireitando na cadeira.
-Como deixaram você entrar?
-Não deixaram. – sorriu para ela – Eles não sabem que estou aqui. – fechou a cara – Mas deixaram você sozinha logo depois de ser atacada. – reclamou irritado.
Ela acariciou lhe a mão que ele ainda mantinha atada a dela.
-Eu estou bem.
-Não, não está. – chiou – Eu te disse que ficaria mais difícil protegê-la agora. – suspirou.
Então levou a mão ao ombro dela, tirando levemente o roupão de cima e vendo a ponta do curativo.
-Um pouco mais baixo e... – comentou exasperado - ...Por que ele tentou te matar?
Ela balançou a cabeça em negativa.
-Não sei, ele disse coisas sem sentido.
-Tipo?
-Onde está? Carta... – ela fazia uma cara de pensativa ao tentar se lembrar – Carro... Sumir... elas não faziam o menor sentido.
-Palavra de ordem. – ele pontuou ao mesmo tempo que ela sentia uma pressão mais forte que ele fazia em sua mão.
Ele tinha ficado mais preocupado ainda.
-O que está querendo dizer?
Seung Gi respirou profundamente.
-Todo mundo acha que vocês não devem saber de nada ainda mais... – balançou a cabeça – Eu não vou conseguir assistir você ser usada da mesma forma que eu fui. E... – a mão dele voltou a apertar mais fortemente a sua – Existe uma palavra de ordem para cada chip ativar a outra personalidade. Ele provavelmente estava tentando ativar a sua.
Inconscientemente foi ela que apertou-lhe a mão, nervosamente.
-Ativar... a minha personalidade sem moral?
Ele fez que sim.
-E sinceramente, eu não tenho medo dessa versão de nenhum deles... só da sua.
Continua...
