Capitulo 7
Coroa Imperial
A chamada incluía os três mais o líder. O grupo era maior, todos sabiam, mas trabalhavam em pequenos grupos, tornando mais difícil serem desmantelados de uma única vez.
O líder estava serio diante do relatório dos últimos acontecimentos.
-Também não há como retirar os chips deles cirurgicamente? – questionou novamente, como se as palavras escritas não fossem suficiente.
O Dr. Kim Tae Pyung fez que não.
-De Yoo Jae Suk, Oh Se Hum e Kim Se Jeong também não podemos retira-los sem danos ao córtex cerebral. Park Min Young e Kim Jong Min não fizeram a tomografia ainda, não posso afirmar nada no caso deles.
O líder deu um respirar cansado e passou as mãos pelos cabelos.
-É, isso já era esperado. – encarou a tela, mas direcionou a fala para a mulher do grupo – Como você está com isso? – estava nitidamente preocupado com ela.
Pyo Ye Jin deu de ombros e, num movimento muito parecido com o dele, passou uma das mãos nos próprios cabelos.
-Ainda tinha esperanças de conseguirmos resolver isso rápido, pelo menos com ele.
O outro acenou em concordância.
-Ainda precisamos do chip que Lee Kwang Soo roubou, ele pode ter a resposta de como desativar essas coisas.
-O grupo que está atrás dele teve algum progresso? – foi a primeira vez que o quarto integrante falou.
-Não, - respondeu o líder – nada ainda.
Lee Seung Gi respirou profundamente.
-Estamos ficando sem tempo. – chiou – O ataque a Min Young ontem tinha intenção de desperta-la. – repetiu, já que já havia contado isso no relatório – Pode ser que no momento só queiram ela... Pode ser que tentam despertar algum outro... não sabemos.
-Como ela está? – perguntou o líder, sinceramente preocupado.
-Bem... – ele sussurrou em resposta - ...Mas foi por pouco. Se o corte fosse um pouco mais baixo ninguém teria chegado a tempo de salva-la.
-Fique calmo. - Pyo Ye Jin deu-lhe uma leve pressão no ombro, indicando que estavam no mesmo ambiente, embora participassem da chamada por telas de celulares diferentes – Ela é mais útil para eles viva. – e um sorriso amarelo denunciou que ela sabia que aquela não era a melhor frase de anima-lo.
-Como eu era? – perguntou, o tom de voz chateado.
-Como nós fomos... – disse o líder novamente, se aproximando mais uma vez da tela – Estamos no mesmo barco, lembra?
-É, eu sei que você foi a primeira cobaia. Sei que também foi induzido a fazer coisas que não faria normalmente... e que entende como eu me sinto, Yeon Seok. Mas ver alguém que você ama passando por isso é bem pior, pode ter certeza.
-Também estou apreensivo. – suspirou o outro - É bem provável que tentem despertar nosso pai logo, logo...
O médico achou melhor cortar o clima triste e voltar o foco para a ação.
-Aproveitei para colher amostras de sangue dela enquanto estava internada. – disse para Seung Gi – Marquei a tomografia também, ela deve ter alta agora a tarde, então, tente faze-la ir já que estão próximos. – ele acenou em positivo.
-E Kim Jong Min?
-Não sei como persuadi-lo a fazer os exames. – respondeu o médico – Ele disse que tem medo de agulhas e ficou branco só de pensar em entrar na máquina da tomografia...
A mulher do grupo pendeu a cabeça de lado, pensativa.
-Esse cara me incomoda. – comentou.
-Não só você... – resmungou Seung Gi ao seu lado – Acredita que ele vive cantando a Min Young? – reclamou – Ele não tem noção de ridículo.
-Não, não é isso. – ela riu, antes de encara-lo – Ele é muito estranho... as vezes eu acho que ele se faz de burro... Ou covarde... ontem mesmo, ele saiu da clínica dizendo que não ia entrar na máquina de tomografia de jeito nenhum e volta berrando, dizendo que a Park Min Young estava em perigo... Como ele sabia disso?
-Ela mora perto da clínica. Com certeza ele foi até a casa dela, mesmo ela dizendo para não ir. – ponderou Lee Seung Gi – Ele é muito inconveniente.
-Ye Jin está certa... – disse Tae Pyung - ...Como ele sabia que ela estava em perigo se ele não subiu até o apartamento dela? Se tivesse subido e a encontrado sangrando, o mais logico seria ter ligado para alguém, não?
Lee Seung Gi coçou a cabeça, incomodado.
-Vou ao apartamento. – decidiu, se levantando enquanto se despedia – Falo com vocês depois. E saiu da vídeo chamada.
-Tome cuidado. – disse a amiga enquanto ele se preparava para sair do salão do bar, onde estavam.
-Pode deixar. Não vou sozinho. – respondeu, antes de se retirar.
Ela estava mais calma depois da visita do doutor.
Dr. Kim Tae Pyung prometera lhe dar alta naquela tarde, depois que concordara ao voltar dali a três dias para realizar a tomografia.
A noite fora calma e agradável ao lado de Seung Gi. Por incrível que pareça, ela se sentira segura. E não tivera pesadelos.
Quando acordou, porém, ele não estava mais lá. Mais uma vez, era Se Jeong quem ela encontrava ao abrir os olhos. Por um momento chegou a pensar que a visita dele tivesse sido apenas um sonho, mas a pergunta da amiga não lhe deixou dúvidas.
-Você dormiu bem? A enfermeira disse que o Se Hum passou a noite aqui com você... Mas ele estava comigo.
-Estava com você? – ela fez cara de interessada, tentando mudar o assunto – Passaram a noite juntos, foi?
-Não é nada disso. – Se Jeong corou – Ele estava daquele jeito obsessivo que ficou quando... quando descobrimos que o Lee Seung Gi era o assassino das flores. Não quis deixa-lo sozinho, achei que poderia fazer alguma besteira.
Min Young acenou em positivo.
-Fez bem. E o que fizeram?
A outra deu de ombros tristemente.
-Ele foi até o bar novamente... Mas não o encontrou.
"Claro que não, ele estava aqui".
-Mas você...
-Eu estou bem. – fez um sinal abrindo os braços, antes que a amiga voltasse ao assunto "quem dormiu aqui na noite passada" – Não se preocupe. E os outros?
-Kim Jong Min e Se Hum foram atrás do Ahn Jae Wook. Iam na casa dele tentar achar alguma pista. Oppa Jae Suk também ia, mas parece que o detetive Im Won Hee o chamou.
-Im Won Hee? O que estava cuidando do caso do... – balançou a cabeça, engolindo o tratamento íntimo - ... do assassino das flores. – a outra fez que sim.
-Pelo que entendi ele queria que o oppa Jae Suk acompanhasse a nova vistoria no seu apartamento, antes de poder libera-lo.
Min Young suspirou.
-Nem sei se quero pisar lá tão cedo.
-Pode ficar na minha casa o tempo que quiser. – apressou-se a dizer a amiga.
-Obrigada. – ela disse, com um sorriso sincero no rosto – Obrigada.
Yoo Jae Suk observava com mais cuidado os indícios deixados no apartamento de Min Young na manhã seguinte ao ocorrido. Ao seu lado, o detetive de polícia Im Won Hee ponderava sobre a movimentação que teria acontecido.
-A faca que ele usou para ataca-la era da casa... – disse o policial, apontando para o conjunto de cutelos exposto na cozinha, um espaço estava vago.
-E a que ela usou para atingi-lo? – a pergunta viera de uma terceira pessoa, que acabava de entrar no apartamento, parando ao lado do detetive de polícia.
Mas, embora a aparição de Lee Seung Gi naquele momento fosse chocante, Yoo Jae Suk se surpreendeu mais com a falta de atitude do policial.
-Como você...? Como ele...? – apontava de um para o outro incrédulo – Por que você não está prendendo esse cara?!
A pergunta era necessária, já que Im Won Hee tinha recebido todas as informações de que o homem que agora estava parado ao seu lado era o assassino das flores que ele perseguira por tanto tempo.
O outro fez um aceno de mão, porém.
-Ele está nos ajudando. – comentou, fazendo um sinal dando liberdade para que Seung Gi passeasse pelo apartamento atrás de evidencias também.
-Ele é um fugitivo procurado! – ralhou Yoo Jae Suk novamente, num tom de raiva que fazia qualquer um querer começar a rir – Hey, tire a mão daí! – ralhou com Lee Seung Gi, que levantou as duas mãos sorridente, antes de se dirigir para a cozinha.
-Ele não é um fugitivo. O rapaz se entregou no dia seguinte ao...
O policial não terminou os esclarecimentos, Jae Suk o interrompeu com uma exclamação de incredulidade ao voltar a encarar Lee Seung Gi, a quem observava a movimentação pela janela aberta da cozinha.
-Você se entregou? Mas... – voltou-se mais uma vez para o policial - por que não nos contou nada?
O outro deu de ombros.
-Segredo de polícia. O rapaz faz parte de algo maior...
-Ele já estava aqui quando ela entrou? – perguntou Lee Seung Gi, alheio a conversa deles.
-Ela disse que ele a atacou assim que ela entrou em casa. – respondeu Jae Suk
-Ela disse isso? – o assassino encarou o antigo parceiro de forma dura.
Jae Suk fez que sim, indo na direção dele, acompanhado por Im Won Hee.
-Por que a pergunta? – questionou o policial, parando na porta da cozinha, enquanto Jae Suk se debruçava no balcão da janela que separava os dois ambientes.
A frente de Lee Seung Gi, jazia um pequeno copo, adornado com um ramo de flores de cerejeira.
-Eu coloquei essas flor no cabelo dela ontem, antes de deixa-la aqui. – ele disse, olhando seriamente para a arrumação – Isso quer dizer que ela entrou em casa e teve tempo de arrumar ele em um copo com agua antes de tudo acontecer. Ou seja... – encarou Yoo Jae Suk – Ela não foi atacada assim que entrou...
Continua...
