Disclaimer: Nada é meu. Harry Potter (a família Weasley e assim por diante) pertence à JKR e aqueles que publicaram os livros dela. Damien e toda a história por trás de Harry pertencem a Kurinoone. Estou fazendo isso por diversão (e para dormir em paz) e não estou ganhando dinheiro algum com essa história. Há partes da história que foram escritas por JKR e partes que foram escritas por Kurinoone. Não as destaquei, mas se quiserem que eu o faça, eu farei.

Chapter Four – Getting Closer

(Aproximando-se)

A Goles passou zunindo pelas mãos estendidas dela e fugiu do alcance de Ron, que tentou pegá-la enquanto voava em direção à baliza esquerda. Os sonserinos aplaudiram e Ron fez uma careta para a bola, pegando-a e jogando de volta para o jogo.

Ginny voou pelo campo e tentou pegar a Goles de um sonserino que a tomara de Damien. Um balaço fez o outro artilheiro parar no ar. A bola caiu em direção ao chão, dando-lhe a oportunidade para pegá-la. Ginny conseguiu, mas a dor em seu ombro piorou. Não ajudava em nada saber que fora atingida por alguém de sua equipe devido a algum plano de Malfoy, ou Harry. Mas ela não podia pensar nele agora sem perder a Goles.

Ginny arremessou a bola para Katie, que, mesmo voando mais devagar que o normal, fez o gol. Os grifinórios, assim como a maior parte dos lufa-lufas e corvinais, aplaudiram ruidosamente. Era aquele som que fazia Ginny continuar... e a onda de adrenalina, é claro. Eles ainda poderiam ganhar se Harry pegasse o pomo antes que os sonserinos fizessem mais gols.

A ruiva se abaixou e fugiu de outro balaço enquanto agarrava a Goles mais uma vez. Ginny a passou para Damien, mas o garoto parou de repente e olhou para algo acima dele. Ela seguiu o olhar do garoto, e viu os dois apanhadores, Harry e Malfoy, mergulhando atrás de alguma coisa, ela torcia para que fosse o pomo e não apenas um reflexo. Ela logo teria que parar de jogar para que sua lesão fosse examinada, mas não podia simplesmente parar o jogo, teria que esperá-lo acabar.

Os dois garotos estavam a poucos metros do chão, e parecia que eles realmente estavam perseguindo o pomo. Ambos estenderam os braços para frente e, num piscar de olhos, os dois cessaram o mergulho. Enquanto Malfoy aterrissou, Harry continuou montado em sua vassoura. Ginny procurou pelo pomo em sua mão, mas não havia nada.

Os alunos e as outras pessoas que tinham vindo a Hogwarts para assistir à partida vibraram de repente... ou pelo menos alguns deles. Confusa, Ginny olhou para baixo e viu Malfoy triunfante segurando a bolinha dourada. A ruiva levou vários segundos para perceber o que acontecera.

Eles tinham perdido. Depois de todos os treinos, tinham perdido. As inúmeras horas que passaram praticando foram em vão. Ginny sentiu lágrimas brotarem em seus olhos enquanto assistia ao time da Sonserina fazer sua volta da vitória ao redor do campo. Ela aterrissou com o resto da equipe da Grifinória. Era para ter sido a vitória deles, a volta deles, a felicidade deles. A dor em seu ombro aumentou e as lágrimas em seus olhos também. Damien ficou ao seu lado. Só em olhá-lo dava para ver que o garoto estava péssimo.

"Venha," disse ele. "Vamos até Madame Pomfrey. Ela tem que examinar seu machucado."

Ginny assentiu silenciosamente e eles saíram do campo.

Depois de apenas alguns passos, Damien não conseguiu mais ficar calado.

"Aquele completo idiota e estúpido desprezível! Eu não consigo entender como ele foi capaz de fazer aquilo!"

"Do que você está falando?"

Ele olhou espantado para ela.

"Você não o viu... os viu? Eu só... argh!" Furioso, ele chutou algumas pedrinhas, que voaram alguns metros à frente. "Aquele estúpido interrompeu o mergulho antes que Malfoy pegasse o pomo."

"Você tem certeza, Damy?"

"Claro que tenho, Ginny! Eu vi! Eu não estava tão longe deles... Eu acreditei que iríamos ganhar dessa vez."

Ginny olhou para ele, sem acreditar no que o garoto tinha lhe dito. Bem, talvez ela não tivesse se concentrado no pomo, mas ela os tinha observado... Harry... Ela tinha observado Harry e o vento nos seus cabelos, e as vestes de quadribol bem ajustadas ao seu corpo e... Oh, Deus, ela não teria notado que ele interrompeu o mergulho antes do apanhador da Sonserina.

Seu coração apertou.

"Você tem mesmo certeza?"

"Não está ouvindo? Tenho, tenho, eu tenho total certeza! Pode perguntar a Ron, tenho certeza de que ele viu... e ao papai! Pergunte ao meu pai, imagino que ele também tenha visto!"

"Se você diz, Damy, então é verdade. É claro que acredito em você!"

"Eu pensei que Harry iria pegá-lo! Talvez toda essa confusão tenha sido para me desapontar, não é? O plano dele era me machucar! Merlin! E eu, idiota como sou, pensei que ele fosse começar a me ver como seu irmão, começar a aceitar que somos uma família... que temos o mesmo sangue. Essa questão de sangue é importante para esses bruxos das trevas imbecis, não é?"

Ginny ficou em silêncio, não sabia se era sensato dizer algo ao menino. Ela nunca tivera uma conversa desse tipo com Damy. Eles conversavam sobre Ron e Hermione, e como eles discutiam o tempo todo... sobre Fred e George, Percy, Bill, Charlie e sobre como Damien também queria ter um irmão, foi quando ela lhe disse para escolher dentre seus irmãos aquele que ele mais gostava. Mas eles conversavam mais sobre acontecimentos que os deixavam felizes ou com raiva... é claro. Os assuntos eram sempre esses.

Ele estava irritado com Harry. Furioso igual ela nunca estivera quando Ron a aborrecia ou quando os gêmeos pregavam peças nela e ela não podia se vingar por não poder fazer mágica em casa. Talvez a raiva do menino fosse um pouco mais profunda, mas era coisa de família, e ela sabia o que isso significava.

"Damy, ele vai perceber o quão idiota é."

Ele olhou duvidoso para ela.

"Não tenho tanta certeza disso."

"Quando você contar a ele como está se sentindo, ele vai explicar suas razões e tudo vai ficar bem."

"BEM? Não vai ficar bem, Ginny! Pensei que você iria entender! Você também ama quadribol. Nós perdemos, Ginny! Perdemos para a Sonserina e agora nós não temos como ganhar a copa por culpa dele! PELA MALDITA CULPA DELE!" Ginny olhou para ele, lutando contra o impulso de gritar com o garoto também. Mas ele não estava gritando com ela. Não de verdade. "Oh, Merlin, desculpa por gritar com você... Eu estou com tanta raiva!"

"Tudo bem, Damy, eu te entendo. Não é como se eu não estivesse decepcionada porque perdermos."

"Sabe o que vou fazer?" Ela olhou curiosamente para ele. "Eu não vou convidá-lo para minha festa de aniversário."

"Tem certeza de que é uma boa ideia? Talvez você se arrependa depois."

"Não vou me arrepender. Não quero vê-lo nas próximas horas... dias... semanas... meses... anos!"

Silenciosamente, ela discordou dele. Ginny já estivera em algumas situações nas quais tinha agido dessa forma, e ela sempre se arrependera depois, sempre. Mas talvez fosse melhor para Damy aprender isso sozinho.

"Vamos, Ginny. Temos que nos apressar. Seu ombro não parece muito bem."

Eles se apressaram um pouco, o que, de acordo com Madame Pomfrey, foi bom. O ombro de Ginny foi consertado em alguns minutos, e eles foram liberados. Quando retornaram à sala comunal, Ginny viu e sentiu a atmosfera. Foi então que ela realmente se deu conta do que tinha acontecido. Eles tinham perdido. Após isso, levou apenas alguns minutos para que ela ficasse com muita raiva. Seu irmão também ajudara com os comentários que fizera.

Com essa raiva recém-surgida dentro de si, Ginny encontrou Harry novamente. Foram apenas um ou dois minutos, e apenas de passagem, mas ela tinha que exalar um pouco de sua raiva.

"Damien está completamente furioso com você."

Harry sorriu sarcasticamente.

"Eu percebi."

"Em todo caso, foi culpa sua. Você não deveria ter feito aquilo. Grifinórios não fazem essas coisas."

"Não sou um grifinório idiota."

"Mesmo? Suas vestes mostram algo bem diferente."

Harry revirou os olhos.

"Eu não optei por usá-las."

"Mas você é um de nós agora, e deveria agir como um!"

"Eu vou decidir isso sozinho e no que me diz respeito, nunca farei parte disso aqui. Eu pertenço a Sonserina, e sempre será assim. "

"Sonserina? Toda a sua família é da Grifinória."

"Você está enganada. Minha família é da Sonserina. Todos os familiares que me importam são sonserinos. Imagine se te forçassem a jogar contra a Grifinória…" ele zombou. "O que você teria feito?"

Ele se virou e dirigiu-se ao seu dormitório, mas Ginny continuou lá, olhando para ele. Ele tinha razão, não tinha?

Após isso, Ginny tentou convencer Damien a perdoar Harry. Ele não o fez. Eles celebraram o aniversário do garoto sem seu irmão... e Damy se arrependeu.

xxx

"Vamos, Ginny, apresse-se! Está muito frio, e eu quero chegar lá, afinal!"

"Ron! Não fale com sua irmã dessa forma."

"Se eu quiser falar com ela assim, eu vou falar, Hermione. Você não pode me proibir."

"Mas isso não quer dizer que você possa tratá-la desse jeito!"

"Gente, que tal vocês irem ao Três Vassouras tomar cerveja amanteigada enquanto eu vou à loja sozinha, comprar uma pena nova?" Ginny interrompeu, antes que fossem longe demais naquela discussão e passassem a ignorar tudo e todos ao redor deles.

"Sim, boa ideia, Ginny. Vamos, Ron, Hermione." Damien arrastou os dois.

Assim que eles viraram a esquina, Ginny deixou escapar um suspiro de seus lábios. Às vezes eles realmente davam nos nervos. Ela iria apenas aproveitar seu tempo para comprar algumas coisas, e talvez conseguisse se acalmar o bastante para encontrá-los novamente.

Ginny fez seu caminho em direção à multidão. Parecia que toda a população de Hogwarts tinha se concentrado na mesma rua de Hogsmeade. Algumas garotas passaram por ela, porém pararam em frente à ruiva. Ela começou a falar algo, mas parou quando seus olhos encontraram os de Harry, que estava passando por um grupo de garotas.

Ginny não pôde deixar de sorrir para ele, mesmo que a última "conversa" deles não tivesse sido a melhor. Para sua surpresa, ele esboçou um sorrisinho em resposta.

"Ah, Merlin! Vocês viram aquilo? Harry Potter sorriu para mim!"

"Não, ele sorriu para mim! Foi claramente em minha direção, e não na sua!"

Ginny torceu o nariz para as garotas à sua frente. Se a conduta dele foi direcionada a alguém, foi para ela, e não para aquelas garotas idiotas, certo?

Antes que ela fosse estúpida o bastante para dar sua opinião, decidiu dirigir-se à loja. Ginny comprou uma pena nova e, após dar uma rápida olhada pela loja, caminhou até o Três Vassouras, onde encontrou Damy, Ron e Hermione novamente. Parecia que eles tinham terminado a discussão, pois todos três estavam gargalhando quando ela se sentou ao lado de Hermione.

"Comprou tudo?" perguntou Damy.

"Sim."

"Estávamos pensando em ir à loja de logros." Bastou um olhar de Hermione para que Damien corrigisse o que dissera. "O.k., Ron e eu estávamos pensando."

"Parece bom."

"Você quer beber alguma coisa primeiro ou...?"

Ginny balançou a cabeça.

"Não, podemos ir agora e voltar depois para mais uma rodada de cerveja amanteigada." Eles se levantaram e se dirigiram à saída.

"Eu não teria esperado por você, de qualquer forma," disse Ron ao passar pela porta.

"RON!" repreendeu Hermione.

"O que é?"

"Você não pode…"

"Ele estava brincando, Hermione," interrompeu Damien.

"Eu não..."

"Não se faça de bobo, Ronnie, é claro que você iria esperar," disse Ginny.

Ron a encarou.

"Não me chame de Ronnie! "

"E o que você vai fazer se eu chamar?" perguntou Ginny, com um sorriso provocador para ele.

"Eu… Eu… Eu… poderia tirar pontos de você!"

"Desculpa, Professora McGonagall, mas eu tive que tirar pontos dela. Ela me chamou de Ronnie!" Ginny tentou imitar a voz de Ron, mas acabou soando mais engraçado ainda. Damy gargalhou alto, enquanto Hermione tentava abafar o riso. "Olhe pelo lado bom, Snape iria te amar."

"É, talvez ele até te concedesse alguns pontos!" disse Damien, sorrindo.

"Tem certeza que está batendo bem da cabeça, Damy?"

"Ei!" A brincadeira parou quando eles chegaram a Zoko's.

Uma vez dentro da loja, Ron e Damien se sentiram no paraíso. Enquanto isso, Ginny os seguiu, tentando se lembrar de todas as coisas que interessavam aos meninos, para evitar certas pegadinhas direcionadas a ela.

Hermione não estava interessada nas coisas, mas sim nos alunos. Ela ficou o tempo todo tentando se lembrar de cada rosto que viu comprando objetos da loja para poder tomá-los depois, quando eles fizessem as brincadeiras.

O breve grito de Ron a fez pular e correr até ele. Damien e Hermione estavam ao lado dele antes da irmã.

"O que aconteceu, Ron?"

"Nada." Todos olhavam para ele. "Não é nada!"

"Então, por que você está escondendo sua mão?"

"Deixe-me ver." Hermione lançou-lhe um olhar, que lhe dizia claramente para fazer o que ela queria.

Hesitante, Ron mostrou a mão a eles. Havia um generoso corte nela.

"Isso não parece bom, Ron. É melhor voltarmos a Hogwarts para que Madame Pomfrey conserte isso."

"Não está tão ruim assim! É só um cortezinho... Eu vou à ala hospitalar mais tarde, se for realmente necessário."

"Ron..."

"Merlin! Não é nada demais, e nós combinamos de ir à Casa dos Gritos hoje."

Ginny lamentou.

"Torci para que você se esquecesse dessa ideia estúpida."

"Não é estúpida! Nós queríamos fazer isso antes, mas nunca colocamos em prática. Hoje é um dia bacana. O clima não está tão ruim..."

"Eu e Ron podemos ir sozinhos, se vocês não quiserem ir."

Ginny e Hermione se entreolharam e em seguida cederam.

"O.k., nós também vamos. "

"Mas se esse seu corte infeccionar, não vou te escutar choramingando nem por um segundo! "

"Eu não vou choramingar, Hermione! Eu nunca faço isso."

Ela nem conseguiu abrir a boca para responder, pois Damy a interrompeu.

"Vamos, galera, ou nunca chegaremos lá!"

"Ah! Outra vítima do jarro! A melhor maneira de fazer alguém tocar em algo é o letreiro dizendo para não fazê-lo," disse Zonko, o dono da loja, enquanto os quatro saíam.

Ginny e Damien olharam para a mão de Ron e para suas orelhas avermelhadas e em seguida riram histericamente. Mesmo Hermione não conseguiu não rir do semblante dele.

"Não foi assim…!" Ron tentou se defender, mas nenhum deles ouviu, de qualquer forma.

N/A: nesse ponto eu tive de escolher entre descrever o ataque ou deixá-lo de fora...Escolhi a segunda opção, pois Kurinoone fez um trabalho fantástico descrevendo todos os personagens, e eu iria apenas copiar o texto dela (com uma ou mais linhas).

N/T: como na versão oficial a Lena (autora da fic) optou por não transcrever, segui a linha dela e também não o fiz. No entanto, para quem ficou curioso sobre o desenrolar deste ataque, recomendo a leitura do capítulo 26 da tradução oficial de TDW, cujo link é esse: s/3587893/26/The-Darkness-Within.

Depois que eles correram para a ala hospitalar, onde uma frenética Madame Pomfrey colocou Harry numa cama em minutos e começou a cuidar dele, os quatro adolescentes tiveram que explicar o que acontecera.

Os adultos ficaram bastante chocados, mas depois de um tempo todos ficaram agradecidos. O Sr. e a Sra. Potter estavam orgulhosos e o diretor tinha esse brilho em seu olhar que Ginny não conseguiu decifrar.

Após as explicações, a Professora McGonagall os escoltou até a sala comunal – como se isso fosse necessário – onde os demais Grifinórios aguardavam para ouvir seus relatos. Lógico que Ron contou-lhes todos os detalhes, não deixando de destacar suas ações, como se tivessem sido especiais.

Felizmente, ele parou quando percebeu que Hermione e Ginny não estavam gostando e que a preocupação de Damy só crescia.

"Vocês acham que ele vai ficar bem?"

"Tenho certeza que Madame Pomfrey vai dar um jeito em tudo que aconteceu com ele, Damy." Hermione tentou confortar o mais novo, mas ele ficou ainda mais nervoso.

"Argh… Eu fico louco com essa coisa de esperar!"

"Talvez a gente possa visitá-lo. "

"Boa ideia, Ron."

Os quatro adolescentes decidiram que não havia hora melhor para visitá-lo que aquela, e caminharam para a ala hospitalar, mas antes que eles ao menos tentassem entrar, Professor Dumbledore abriu a porta e disse-lhes que Harry certamente ficaria bem e que eles não precisavam ficar preocupados com ele, que tudo que ele precisava era descansar. Eles confiaram nas palavras do diretor e fizeram seu caminho de volta à sala comunal, onde permaneceram pelo resto do dia antes de irem para a cama.

Ginny acordou primeiro no dia seguinte. As outras garotas ainda dormiam, mas ela saiu da cama mesmo assim. Após um banho rápido, ela se vestiu e desceu as escadas. Apenas alguns alunos estavam acordados, e ela não conhecia nenhum deles.

Lembrando-se claramente do último dia, decidiu ir mais uma vez ver se Harry estava bem, ou se ela podia vê-lo por um instante. Ele parecia ser do tipo que se recuperava rapidamente e que não conseguia ficar deitado numa cama o dia todo sem ficar entediado. Ela também queria falar com ele a sós, sem os outros alunos olhando.

Os corredores que levavam à enfermaria estavam absolutamente silenciosos, mas ainda faltava uma hora para o café da manhã, e os alunos não gostavam de perambular por essa área. Todos faziam de tudo para evitar essa parte do castelo, especialmente o cômodo para o qual Ginny se dirigia.

Ela abriu a porta o mais silenciosamente possível, todo o tempo tentando ver se tinha alguém ali. Se tivesse alguém que não a tivesse visto, ela apenas iria embora, e se alguém a visse, ela teria uma dor de cabeça novamente.

Não conseguiu avistar ninguém, então abriu mais a porta e entrou. Depois de mais uma olhada também não viu ninguém, o que a levou a procurar nas camas.

Apenas uma estava ocupada e Ginny, lentamente, caminhou até ela.

Harry ainda estava dormindo, mas ela se aproximou dele mesmo assim. Daria apenas uma rápida olhada para ver se ele estava melhor e depois iria embora. Ela se inclinou um pouco mais. Alguns fios de cabelo estavam espalhados pelo rosto do garoto. Antes que ela se contivesse, seus dedos os colocaram, gentilmente, por trás da orelha do garoto.

Os olhos dele abriram, mas demorou um tempo para se focarem nela. Ginny ficou congelada em estado de choque. Os olhos dele encaravam a mão dela.

"Ah… Desculpa!" Ela rapidamente puxou sua mão.

Ele tentou dizer algo, mas soou mais como um coaxar. Ginny olhou em volta e encontrou um copo na mesa de cabeceira. Com sua varinha, ela o encheu com água e entregou a ele. Ele sentou-se e tomou alguns goles antes de depositá-lo na mesa novamente.

Após isso, seus olhos se fixaram nela de novo.

"Como você está?"

"Estou bem."

Ela assentiu antes de puxar sua camisa nervosamente.

"Sinto muito pelo quadribol."

"Tudo bem."

"E… obrigada por salvar a minha vida," insegura, Ginny olhou para cima, "e do meu irmão e amigos," adicionou rapidamente diante do olhar dele.

"Parece que eu faço muito isso, hein?"

"Sim." Inquieta, ela mudou de um pé para o outro, evitando o olhar dele. Merlin, ele a deixava nervosa. "Eu… Eu vou indo."

"Você está com pressa?"

"Não, quer dizer, sim... quer dizer..." Seu rosto esquentou.

"Venha, sente-se."

Confusa, ela olhou ao redor.

"Não tem cadeira."

Ele se moveu um pouco na cama, e em seguida deu uma batidinha no lado que agora estava livre. A ruiva olhou para ele e depois para o espaço. Lentamente, ela se sentou, pronta para saltar a qualquer momento.

"Não vou machucar você."

Ela lhe lançou um sorriso nervoso e o silêncio pairou entre eles.

"Ah… onde estão seus pa… o Sr. e a Sra. Potter?"

Um pequeno sorriso formou-se na face dele e em seguida ele ficou sério novamente.

"Por que eles deveriam estar aqui?"

"Eles estavam aqui ontem." Harry deu de ombros. "Talvez tenham ido buscar café da manhã para você."

"Eles teriam chamado um elfo doméstico, não? Afinal, existe magia."

"Sim... err... talvez."

"Talvez alguma ideia idiota sobre os libertar."

"Não deixe Hermione escutar você dizendo isso. Ela está totalmente envolvida em algo chamado F.A.L.E."

Ginny riu com a expressão dele.

"Fale?"

"Não, F.A.L.E. É uma organização para libertação dos elfos domésticos."

"Essa garota tem problemas mentais."

"Você está falando da minha melhor amiga." Ela deu uma leve tapinha no peito dele, mas ao vê-lo estremecer, parou abruptamente. "Desculpa."

Ele deu de ombros, mas perdeu seu tom brincalhão.

"Alguém está vindo. É melhor ir embora."

Ginny assentiu e deu-lhe um pequeno sorriso, antes de se esconder atrás da porta. Harry revirou os olhos diante da conduta da ruiva, mas não disse nada.

A porta abriu e o Sr. e a Sra. Potter entraram. Ela segurava uma bandeja nas mãos com um delicioso café da manhã. Enquanto eles caminharam até o filho, cuja face já voltara a ostentar uma expressão gélida, Ginny correu porta afora, sem que eles percebessem nada.

xxx

Depois do ataque dos Daywalkers, Harry passou a fazer parte do grupo deles. Os garotos sentavam ao redor dele na hora do jantar, e às vezes voltavam juntos à sala comunal. Foi numa dessas noites que um grupo de sonserinos cruzou com eles e um dos mais velhos esbarrou em Harry de propósito.

Harry agarrou o garoto pela garganta imediatamente e Damien, Ron, Hermione e Ginny pegaram suas varinhas e apontaram para o grupo da outra casa, que fizera o mesmo gesto.

A chegada do Sr. Potter os impediu de começar uma briga. Os sonserinos lhes lançaram olhares desagradáveis antes de saírem, enquanto isso, Harry olhava para seu ombro.

Ginny viu quando ele tirou a mão do ombro e xingou ao ver o sangue escorrendo.

"Merlin! Harry, você está bem?" Num segundo ela estava ao lado dele, olhando para as vestes do garoto.

"Estou bem." O moreno se virou para ir em direção ao seu dormitório. Contudo, Damien o segurou firme para ver o estrago que fora feito.

"Harry! Você precisa ver Madame Pomfrey. Venha!" Damien tentou puxar Harry em direção à enfermaria, mas ele o impediu.

"Eu estou bem! Damien, me solte. Eu ficarei bem assim que conseguir ir para o meu quarto." Harry desviou-se de Damien e gemeu de dor pelo movimento.

"Ei, galera, qual é o problema?" perguntou o Sr. Potter, que olhava para Damien e logo depois seus olhos viajaram até Harry e suas vestes sujas de sangue. "Harry! O que aconteceu?"

Harry balançou a cabeça e respondeu:

"Nada."

"Isso não parece 'nada,' venha. Vamos à enfermaria." James tentou pegar o braço de Harry para leva-lo até à ala hospitalar, mas o garoto desviou-se.

"Me deixe em paz Potter, eu não preciso da sua ajuda!" Harry saiu andando antes que mais alguém conseguisse impedi-lo.

Os cinco observaram o adolescente partir.

"Vamos cuidar dele, pai." Damy falou ao seu pai, antes de correr atrás do irmão com seus amigos em seu encalço.

Harry estava em seu dormitório, ele havia retirado suas vestes e estava sentado em sua cama rodeado por suprimentos para limpar e fechar sua ferida. O garoto acabara de tirar suas vestes quando Ron, Damien, Ginny e Hermione entraram.

"Ei! Pensei que tivesse trancado a porta," disse o garoto imediatamente.

Ginny olhou para Harry e não conseguiu impedir-se de corar. Ai, Merlin, por que ela sempre corava quando o via? Os olhos da ruiva encontraram os dele, que sorriu de lado. Sob o olhar severo de Ron, ela desviou o olhar.

"O que vocês querem?" Harry perguntou e continuou limpando sua ferida.

"Ajudar," disse Ron enquanto sentava-se em frente ao garoto.

"Eu não preciso de ajuda," respondeu, retirando o pedaço de algodão que estava impedindo a ferida de sangrar.

Harry colocou outro algodão na ferida tentando conter o sangramento. Aquilo tinha que diminuir um pouco antes que ele se vestisse. O garoto nem mesmo percebeu os olhares de preocupação que recebia dos quatro adolescentes.

Ginny observou-o retirar o algodão novamente, estava completamente cheio de sangue.

"Hum, Harry, você não acha que deveria ir para a enfermaria? Isso realmente não deveria estar assim." Harry a ignorou e colocou um terceiro algodão em seu ombro, gemendo ao colocar mais pressão no aperto para ajudar a estancar o sangue.

Hermione se aproximou do garoto e tentou olhar a ferida de perto.

"Você já tentou 'Episkey' nisso aí?" perguntou ela baixinho.

"Não," respondeu Harry retirando o terceiro algodão e examinando sua ferida.

Hermione respirou fundo e aproximou-se dele. Ela pegou sua varinha e apontou para a ferida. Harry ficou tenso.

"O que você está fazendo?" perguntou ele a Hermione enquanto encarava a varinha da garota.

"Se você não tentou ainda, como sabe que não vai dar certo?" Hermione perguntou apontando a varinha para a ferida.

"Harry, você nos ajudou, deixe-nos ajudá-lo também," disse Ron.

"Eu não ajudei vocês! Eu nem mesmo me importaria se vocês fossem machucados pelos Daywalkers."

Os quatro grifinórios se entreolharam, sem saber como lidar com aquela revelação. Hermione foi a primeira a falar.

"Querendo ou não, você nos salvou. Não interessa se direta ou indiretamente," disse Hermione. Ela apontou novamente sua varinha e falou baixinho.

"Episkey."

O garoto olhou surpreso para Hermione.

"Eu não sabia que isso funcionaria."

"Às vezes são as coisas simples que podem ajudar. Você apenas tem que estar pronto para aceitá-las," respondeu Hermione suavemente.

Ginny lentamente se aproximou dele e limpou a ferida. Ele não disse nada, mas quando seus olhos se encontraram, os lábios dele formaram um sorriso, que passou despercebido pelos demais.

Depois que ela terminou, Ron fez o curativo na ferida, e, na opinião de Ginny, ele fez um bom trabalho.

Quando Harry vestiu a camisa novamente, os adolescentes sentaram nas outras camas e conversaram um pouco sobre os deveres de casa e todas as outras coisas que ocupavam os seus dias.

Após uma pequena pausa, na qual eles observaram Harry brincar com seu anel. Damien falou de novo:

"Anel legal, Harry."

"Ele me mantém são às vezes," disse Harry baixinho, em seguida olhou para Damien e lançou-lhe um sorriso triste.

"Hum... Harry, eu queria ter te perguntado isso antes..." Damien olhou desconfortavelmente para os outros três grifinórios, mas continuou falando. "Hum... a partir do momento em que você foi mordido... hum... isso significa que você... que você vai virar um deles?"

Harry apenas olhou por um segundo antes de ele, Ron e Hermione caírem na gargalhada. Ginny e Damien entreolharam-se confusos. Por que eles estavam rindo tanto por causa daquela pergunta?

"Ah, Damy! Eu não acredito que você estava pensando isso," riu Hermione enquanto Ron tentava respirar.

Harry também conseguiu parar de rir.

"Não Damien, eu não vou virar um Daywalker ou um vampiro."

Damien não conteve o sorriso de alívio que se formou em sua face.

"Seu eu tivesse virado, que diferença isso faria para você?"

"Não faria nenhuma diferença para mim, você ainda seria Harry."

Harry lançou ao irmão um olhar divertido, mas eles logo mudaram de assunto e passaram a conversar sobre outras coisas, antes de Damien, Hermione e Ginny saírem do dormitório.

xxx

A ruiva se virou e tentou ficar confortável. Alguns segundos depois, ela mudou de posição novamente. Um pequeno suspirou escapou de seus lábios.

Ginny tinha acordado há uma hora e meia e não conseguiu voltar a dormir. Ainda estava no meio da noite e ela nunca tivera esse tipo de problema. Quando criança, costumava se enfiar na cama de seus pais e quando chegou a Hogwarts, ela não costumava ter pesadelos, ou, se os tinha, logo se acalmava e voltava a dormir.

Mesmo após o ataque em Hogsmeade ela conseguia dormir sem problemas. Às vezes tinha pesadelos e alguns deles eram bem ruins, mas após chorar e pensar em sua casa, ela sempre adormecia. Desistindo, jogou sua coberta para o lado e abriu as cortinas de sua cama.

A única luz iluminando seu dormitório era o brilho do luar. Lenta e silenciosamente, Ginny foi até seu malão procurar um roupão e um par de meias. O chão estava bastante frio e ela não queria nem imaginar a temperatura das escadas e do chão da sala comunal. Foi fácil encontrar o roupão, as meias deram um pouco mais de trabalho. Após encontrá-los, pegou sua varinha, que, de acordo com seu pai e seus irmãos – os que tinham idade suficiente para serem considerados adultos, o que excluía Fred, George e, logicamente, Ron – ela tinha que manter constantemente consigo.

A garota ainda se recusava a tomar banho com sua varinha, mas isso era outra história, que não vinha ao caso naquele momento. Após fechar a porta atrás de si, dirigiu-se à sala comunal. Pelo menos sua varinha estava iluminando as escadas, afinal, teria sido difícil descer sem um pouco de luz. A sala comunal estava estranhamente silenciosa. Se ela não fosse uma Grifinória, teria ficado um tanto assustada, aquele silêncio era um pouco desconfortável.

Quando alcançou o último degrau, viu que tinha alguém em pé no canto, obviamente a observando. Com uma mão, ela apertou mais o roupão em seu corpo e com a outra elevou sua varinha.

"Quem está aí?"

"Sou eu... Harry."

"Ah… Oi." Ela abaixou a varinha e se aproximou dele.

"Decepcionada por me encontrar?"

"Não!" Após aquela resposta apressada, ela acrescentou lentamente. "Quer dizer..."

Harry riu.

"O que está fazendo aqui?"

O garoto esfregou a testa enquanto respondia.

"Não consegui dormir."

"Eu também não consegui… você ao menos tentou?" perguntou ela, apontando para a calça e o moletom que ele usava.

"Eu queria sair um pouco... um pouco de ar fresco deve clarear minha mente e me ajudar a dormir depois... você quer vir?"

"Err…" Ginny olhou para seu pijama e meias. "Claro."

Harry olhou estranho para ela.

"Pode ir se trocar, se quiser."

"Não, tudo bem. Não ligo muito com moda. O importante é que meus pés estão protegidos do frio."

"Posso concordar com isso… mas não devia ser dourado... nem vermelho."

Eles já tinham saído da sala comunal, Harry guiando o caminho enquanto Ginny apenas o seguia, o que ela achou um tanto estranho. Era ela quem estava na escola há quatro anos e meio, não era? Parecia que ele estava levando-a à torre de astronomia.

"Concordo com o dourado, mas o que tem de errado com o vermelho?"

"É uma cor horrorosa."

Ginny tentou não se sentir ofendida, mas fracassou terrivelmente.

"Obrigada... eu acho."

Harry parou subitamente.

"O quê? Eu estava falando de roupas na cor vermelha, e não do seu cabelo, que é bonito."

Ela estava grata pelo fato de estar escuro, pois podia sentir que estava corada. Ele não precisava ver aquilo.

"Err... obrigada."

O silêncio pairou e eles apenas continuaram a caminhar um ao lado do outro.

"Então… você não conseguiu dormir?" perguntou Ginny quando se sentiu confortável.

"Aham."

"Também não gosto de falar sobre meus pesadelos."

"Há alguém que goste?"

"Nunca se sabe," brincou ela.

"Mas, de qualquer forma, eu não tive nenhum pesadelo."

"Claro que não."

"Não tive, sério." Ela olhou incrédula para ele. "Eu estava com dor de cabeça, e ainda estou." Ele murmurou algo sobre raiva e dor, mas Ginny não entendeu.

"Ah… dor de cabeça?"

Harry olhou para ela, mas não falou nada. Depois disso, eles encerraram o assunto, mas não se sabe se porque os dois não tinham nada mais a dizer ou porque tinham alcançado o topo da torre de astronomia, ou, melhor falando, a porta que levava ao lado de fora da torre, onde as aulas de Astronomia aconteciam.

Ginny empurrou a porta, mas não ela não abriu.

"Está fechada."

"Evidentemente."

Ela engoliu a resposta e apenas observou o garoto pegar a varinha.

"Não vai funcionar. Sinistra sempre tranca a porta para que nenhum aluno passe."

Ele levantou uma de suas sobrancelhas e murmurou algo. A porta emitiu uma luz azul antes de se abrir.

"Como?"

"Magia "

"Óbvio."

Ele sorriu de lado para ela e caminhou até o lado de fora. Ginny o seguiu, mas parou assim que saiu do castelo. O vento soprava e estava muito frio. Ela não tinha pensando nisso. Após alguns segundos, nos quais ela procurou se acostumar com o clima, a ruiva se aproximou da beirada, onde Harry se inclinou, olhando as estrelas.

Ela seguiu o olhar dele em direção ao céu.

"É lindo."

Ele concordou com a cabeça, a varinha dele iluminando o bastante para que ela pudesse ver seu rosto.

"Parece que você está congelando. Está com frio?"

"Como sabe?"

"Você está tremendo."

Ginny corou.

"É, está um pouco frio."

Ele murmurou um feitiço para aquecer, cujos efeitos Ginny logo sentiu.

"Obrigada," sussurrou ela, olhando para ele.

Harry olhou estranhamente para ela.

"Você não estava esperando que eu te desse meu moletom, não é?"

"Não!" Ela podia ver nos olhos do garoto que ele não acreditava nela. "De qualquer modo, para que eu iria querer seu moletom?"

"Por que ele tem o meu cheiro?"

"Você quer que eu queira o seu moletom?"

"Talvez."

Ginny encarou o garoto. É claro que ela tinha pensado que ele fosse negar. A ruiva engoliu em seco, nervosa.

"Talvez...?"

"E seu eu quiser que você queira meu moletom?"

"Err… Eu não sei." Ela tentou evitar o olhar dele, mas seus olhos se encontraram.

"Eu gosto de você." O coração dela acelerou. "Talvez," adicionou o garoto.

Ela deveria ter ficado na cama, assim não teria que enfrentar aquela situação, mas, por outro lado, sentia-se muito melhor a estar ali e escutá-lo.

"Talvez fosse melhor você simplesmente me dar seu moletom, se quer que eu fique com ele," disse Ginny finalmente.

"Boa ideia. Mas, então, eu ficaria com frio."

"Ah…"

"No entanto, poderíamos ficar mais perto." Ele foi se aproximando enquanto falava. "Assim."

Suas pernas estavam se tocando, e quando ele se aproximou ainda mais, a ruiva parou de respirar.

"Mas, para isso, eu teria de querer que você ficasse com meu moletom."

Em seguida, ele voltou e sentou-se próximo à porta. Após uma pausa, na qual Ginny conseguiu se acalmar, ele disse:

"Me fale sobre sua família."

Ela o encarou.

"Sobre a minha família?"

"Sim, por que não? Onde você cresceu? Como foi sua infância? Talvez isso me ajude a decidir se quero que você fique com o meu moletom."

O sorriso que ele esboçou em seguida fez o coração da ruiva derreter. Foi totalmente diferente dos outros sorrisos que ele já dirigira a Ginny. Era malicioso e completamente adorável. Ele parecia tão… normal assim, como um garoto de sua idade seria. Ela não se impediu de sorrir de volta para ele. Depois disso, sentou-se ao lado dele e passou a lhe contar sobre qualquer coisa que conseguiu pensar.

Sobre sua casa, o jardim, seu quarto, como Bill era seu irmão mais velho e mais legal, como Charlie tinha-lhe ensinado a destrancar portas só para deixar escapar que o armário de vassouras que eles tinham era ótimo para praticar... Como ela tinha afanado as vassouras, como era a menininha do papai, como ela conseguia mentir para sua mãe, como Percy era o número um quando tinha a ver com leis e ordem, como Ron era fã dos Chudley Cannons e como Fred e George adoravam uma travessura. Então, ela começou a descrever em detalhes uma das travessuras dos gêmeos, na qual eles tinham enganado os Randhawas (um casal muito próximo de seus pais, visto que tinham estudado juntos e Ginny suspeitava que fizessem parte da Ordem), enquanto faziam uma visita a Londres, onde o casal tinha um pequeno flat, o qual já estava cheio quando eles chegaram.

Juntos, Harry e Ginny passaram duas horas apenas conversando e rindo. E quando decidiram voltar à sala comunal – por sorte, nenhum professor os viu – Ginny teve a sensação de que eles tinham se tornado mais próximos, mesmo que na maior parte do tempo Harry tivesse apenas escutado... Mas não muitas pessoas a tinham escutado por tanto tempo antes.

xxx

N/T: Gostaria de agradecer a Kiss Potter pela betagem, é muito bom ter alguém para ajudar, afinal, os erros são inevitáveis, mas um segundo olhar com certeza ajuda a identificá-los ^^