Disclaimer:
Nada é meu. Harry Potter (a família Weasley e assim por diante) pertence à JKR e àqueles que publicaram os livros dela. Damien pertence à Kurinoone e a história por trás de Harry meio que pertence a ela também. Eu estou fazendo isso por diversão (e para dormir em paz) e não estou ganhando dinheiro algum com essa história. Há partes da história que foram escritas por JKR e partes que foram escritas por Kurinoone.
Chapter Eleven – Walking With The Enemy
(Andando com o Inimigo)
"Eu não quero ir."
"Harry...!"
"Eu sempre trabalho sozinho, pai… sempre!"
"Essa não é uma missão para uma única pessoa, e não há ninguém em quem confio mais do que em você."
O garoto esfregou os olhos, as olheiras sob seus olhos escondidas do Lorde das Trevas. Ele não estava dormindo bem, mas não precisava ninguém saber daquilo. Tinha até tentado uma Poção Tira Sonho, mas é claro que não podia tomar com frequência. Não ajudou. Tinha procurado outro modo para afastar os pesadelos. Não encontrou nenhum. Por um segundo, pensara em contar ao seu pai sobre isso, para que ele pudesse tentar encontrar uma forma, mas teria que explicar sobre o que estivera sonhando.
Estou sonhando com uma garota. Aquilo ia acabar muito bem. Seu pai provavelmente tentaria ter "a conversa" com ele de novo. O jovem quase bufou com esse pensamento. Não que estivesse sonhando com ela daquela maneira. Quase desejou que estivesse. Poderia lidar com aquilo. Mas aqueles sonhos…
Ele estremeceu e tentou se livrar das imagens, voltando a atenção para seu pai novamente.
"Se não há outra maneira, é claro que eu vou."
"Muito bem."
"Quem você está planejando enviar junto?"
"Bella… e Fenrir Greyback."
"Greyback?"
Harry não o conhecia pessoalmente, mas ouvira rumores sobre ele. Rumores sobre ele e crianças inocentes sendo mordidas para se tornarem lobisomens.
"Sim. É preciso que um lobisomem vá com vocês."
"Por que tem que ser ele?"
"Fenrir exerce um papel de liderança com os lobisomens que já estão do nosso lado. Não podemos ignorar isso mesmo que... você ouviu os rumores?"
"É claro."
"Mesmo que seja isso que ele esteja fazendo. Perderíamos muitos seguidores... e se hoje à noite tudo acontecer como esperado, ganharemos mais alguns. Você sabe que eles são muito melhores que os humanos no que diz respeito à guerra."
Harry assentiu. Lobisomens eram mais rápidos... mais difíceis de matar... assassinos melhores.
"Ele vai obedecer às minhas ordens?"
Seu pai suspirou, esfregando o nariz. O jovem não achava que havia muitas pessoas que o tinham visto assim... tão humano.
"Espero que sim."
"Você não sabe."
"Posso apenas supor..."
O garoto assentiu.
"Ele obedece a você?"
"Na maior parte das vezes."
"Uau! Pensei que aqueles que não te obedeciam fossem mortos."
"Nem todas as pessoas fazem o que eu quero." Ele lançou um olhar penetrante para o filho, que sorriu em resposta. "Mas ele não vai tentar nada contra você. Vou me certificar disso. Caso contrário, eu jamais arriscaria mandá-lo com ele. E Bella vai estar lá. Ela faria qualquer coisa para protegê-lo."
"Eu não preciso de um guarda e eu não preciso dela."
"Poderia ter me enganado… aquele tolo no Beco Diagonal…"
O adolescente suspirou. Eles já tinham tido aquela discussão. Seu pai argumentara que ele tinha que ter mais cuidado. Sério. Era uma guerra. Pessoas se machucavam. Ele era humano, afinal. É claro que se machucava. A diferença era que não estava morto.
"Foi um machucado...! Nada sério, nada que pudesse me matar."
"Poderia ter sido."
"Não foi."
Seu pai assentiu. Ambos sabiam que Harry tinha treinado mais ainda após aquele incidente, que estava se aprimorando.
"Qual foi o jornal dessa vez?"
"Um lixo de revista chamado o Pasquim."
O garoto arqueou uma sobrancelha, mas assentiu. Seu pai se levantou da cadeira e ele fez o mesmo. Por um momento, eles ficaram em pé, apenas se olhando. Voldemort colocou os braços sobre seus ombros, olhando fundo em seus olhos.
O nome, a localização e algumas informações sobre Greyback invadiram sua mente.
xxx
"Ginny?"
"Posso entrar?"
"Sua mãe acabou de chamar pela lareira. Você desapareceu de casa."
"Ela chamou...?"
Luna assentiu e abriu mais a porta. A ruiva entrou, olhando em volta da pequena sala, antes de colocar a vassoura num canto.
"Parece que um herwurtz te pegou."
"Um o quê?"
"Um herwurtz. Eles deixam as pessoas tristes e depressivas, não são criaturas muito legais."
"Ah, sim… Acho que um desses me encontrou."
Elas se dirigiram à sala de estar, onde ambas se sentaram.
"Sinto muito," disse Luna.
"Pelo o quê?" Ginny perguntou confusa. Ela não tinha feito nada.
"Eu não tenho nada para ajudar aqui. Podia fazer um colar para você, mas não acho que isso vá funcionar."
"Sem problemas, Luna. Não precisa fazer isso. Tenho certeza que vai passar."
A loira sorriu.
"Eu vou fazer um de qualquer forma. Sente-se… vou chamar sua mãe, fazer um colar... acredito que… ah… umas bolinhas felizes vão ser suficientes…"
"Não! Não… não chame minha mãe."
"Brigar com a família não é bom, Ginevra."
"Sim… Eu… Eu sei… mas eu… eu preciso ficar longe por um tempo. Luna, por favor."
"O herwurtz é pior do que eu esperava! Você realmente precisa de um colar."
A loira se levantou e foi em direção às prateleiras onde vidros cheios de coisinhas pequenas estavam alinhados. Pegou um com pequenas pérolas multicoloridas e outro com fio.
Ela sentou e trabalhou silenciosamente, enfiando mais e mais pérolas de cores diversas no fio. Parecia que tinha o modelo na cabeça. Ginny a observou por alguns minutos.
"Você… eu posso… eu posso ficar por uma noite…?"
"Claro."
"Só uma noite… Não quero ficar muito tempo nem nada. Vou falar com minha família amanhã... eu só... preciso ficar longe."
"Sim. Eu entendo."
"Ah… onde está seu pai?"
"Não está aqui. Ele está trabalhando na próxima edição... a última vendeu um monte de cópias!"
"Mesmo? Era sobre o quê?"
"Sobre lobisomens e o que é preciso saber sobre eles e como eles fazem parte do Ministério..."
A ruiva assentiu.
"Tem uma cópia por aqui…?"
"É claro. Acredito que ali tenha uma." Ela apontou para uma mesinha no canto.
Ginny se levantou, pegou uma revista e se sentou novamente, lendo alguns parágrafos silenciosamente. Precisava se acalmar. Precisava esquecer o que aconteceu. Ela não estava realmente lendo ou concentrada. Só precisava se focar em outra coisa... mesmo que fosse nas palavras – ou talvez apenas nas letras das palavras? – de um artigo.
O som de alguém aparatando fez a ruiva pular. Desde o ataque – não apenas o do Beco Diagonal, mas os dois em Hogsmeade também – ela estava se assustando facilmente. Quando não sabia de onde vinha um barulho ou quem ou o que o causara, entrava em pânico facilmente. Era pior quando parecia uma explosão. O choque do que acontecera na livraria ainda não desaparecera completamente.
A garota olhou para Luna, que tinha acabado o colar.
"Poderia ser seu pai?"
"Acho que não, o som dele aparatando é diferente." Ginny não sabia que havia diferenças. "Aqui, pegue o colar."
Ela o estendeu para a ruiva pegá-lo.
"Obrigada, Luna." Ela o colocou em seu pescoço. "Você não quer saber quem está lá fora? Ou não quer chamar seu pai para que ele dê uma olhada?"
"Ah, não… por que eu deveria? Papai falou algo sobre um redator que poderia nos visitar essa noite. Tenho certeza que ele pode encontrar a porta e bater... sabe que nos últimos dias tiveram umas pessoas aparatando aí fora... mas eles nunca batiam... acho que não eram corajosos o bastante."
"Você… você já pensou na possibilidade de vocês estarem sendo vigiados? O.k., quer dizer, eles não iriam aparatar tão perto da casa de modo que quem estivesse dentro pudesse ouvir, mas..."
"Ah, mas eles não estão tão próximos! Papai encontrou esse feitiço útil na... Índia, acredito que foi... que torna possível escutar diferentes atividades do lado de fora. Nós o colocamos por conta das diferentes criaturas que queremos encontrar caso elas nos encontrem primeiro... mas tínhamos que testá-lo de alguma forma, sabe?"
"Luna… acho que deveríamos À Toca… pela lareira."
"Mas… por quê? Nós vamos ver se alguém quiser falar conosco. "
"Sim, sim, mas… você já pensou sobre isso ser um ataq…"
Ginny parou de falar, pois ouviu vozes do lado de fora. Olhou para a outra garota, que notara também. Luna se levantou mais uma vez, dirigindo-se à porta da frente.
"Bella, pare! Você não sabe se têm outros feitiços de segurança na porta!"
"Então, vamos usar a janela!"
"Greyback…!"
A ruiva congelou por um segundo. Ela reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Levantou-se e correu para o lado da amiga, puxando a garota para a lareira. Encontrou Pó de Flu rapidamente e fez sinal para a outra ir primeiro.
Ginny jogou o pó, mas as chamas não ficaram verdes, em vez disso, o fogo se apagou.
Foi como se aquilo tivesse acordado Luna, pois ela foi até a cozinha, onde – como a ruiva então viu – havia outra porta. No momento seguinte elas estavam do lado de fora. Ginny correu para o jardim, mas quando percebeu que a amiga não a estava seguindo, virou-se e congelou.
Uma parte da casa estava queimando. A loira estava ali de pé, observando o fogo, sem sair do canto.
A ruiva correu de volta, puxando a garota.
"Mas… a casa está pegando fogo!"
Ginny não respondeu, apenas correu mais rápido.
"TEM ALGUÉM AQUI! TALVEZ ATÉ DUAS PESSOAS!" A voz gritando acima do fogo a fez correr mais ainda.
Luna também estava correndo agora e a ruiva soltou sua mão. Elas correram em direção ao campo, onde Ginny sabia que se corressem por ali havia a possibilidade de alcançarem A Toca. Era um pouco difícil enxergar, visto que estava escuro e não dava para ver onde se estava indo... mas elas tinham que pelo menos tentar.
Talvez alcançassem o pequeno vilarejo, que também não seria tão ruim também. De lá a ruiva encontraria o caminho de volta para casa.
Ela também torceu para que se alguém as tivesse seguido, não fosse atacá-las no meio de um vilarejo trouxa, onde alguém poderia ver. Mas, a quem estava enganando? Talvez eles queimassem o vilarejo inteiro também... talvez fosse melhor que não fossem para lá.
Luna estava ofegante ao lado dela, e fez uma parada.
"Temos que continuar!"
"Eu sei... Eu... Eu não consigo." A loira respirou fundo algumas vezes, tentando se acalmar. "Vamos... Vamos nos separar."
"O quê? Não!"
"Corra pr'A Toca… vou tentar uma rota diferente… se eu não encontrar A Toca, eu vou para a igreja."
"Não podemos… Não posso… Não posso te deixar para trás!"
"Você não estaria me deixando para trás, estamos apenas tentando duas rotas diferentes de fuga. Se uma de nós conseguir, chamaremos por ajuda, Ginevra."
A ruiva não gostava daquilo, mas não havia tempo para discutir. Por fim, ela assentiu. Luna lhe deu um empurrão e ela correu novamente. Estava sozinha agora… ou pelo menos esperava que sim.
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Ginny correu o mais rápido que suas pernas aguentavam. Não conseguia ver a distância que ainda precisava percorrer e sentiu seus pulmões protestarem, mas correu. Ela praguejou novamente, desejando ter pensado em pegar sua vassoura. Não apenas deveria estar destruída e sua família não tinha dinheiro suficiente para comprar outra para ela, mas também poderia voar, estaria em casa e não correndo por sua vida.
Parecia um flashback do ataque ao Beco Diagonal, mas dessa vez era um pouco melhor. Ela sabia que no lugar para o qual estava correndo estaria a salvo. Sabia que não havia mais que três pessoas correndo atrás dela e duvidou disso. Eles não se importariam muito com ela, não é?
Sua visão escureceu por um segundo e a garota teve que parar. Puxou o ar, tentando acalmar sua respiração para poder escutar arredor. Um minuto ou dois se passaram e ela não tinha se acalmado, mas conseguiu ficar silenciosa o bastante para escutar o que estava acontecendo ao seu redor. Havia o vento e... nada.
Um pequeno sorriso se formou em sua face. Ela tinha conseguido. Virou-se e fez seu caminho, mais lentamente, em direção À Toca – ou onde acreditava que sua casa estivesse – mas ainda num ritmo rápido o bastante para que não demorasse uma eternidade para chegar.
A ruiva estava olhando para frente quando aconteceu. Num segundo ela estava avançando mais ainda pelo campo, no próximo, alguém passou um braço ao redor dela e pressionou a mão sobre sua boca, impedindo-a de gritar. Ela estava tão surpresa que não reagiu de início. Então, seus instintos entraram em ação e ela chutou e se mexeu tanto quanto pôde... sem sucesso.
"Fique calada e eu te solto."
A garota parou de se mexer abruptamente. A voz dele sussurrando em seu ouvido causou arrepios em sua espinha. Seu coração parou de bater, e depois começou a bater fortemente.
"Me solte!"
"Ginny…"
"ME SOLTE! "
Mesmo quando ela gritava sua voz saía abafada pela mão dele. Por um instante, pensou em mordê-lo.
"Psiu… ainda estamos perto demais para que ele não nos escute quando você levanta a voz."
Ginny arriscou uma olhada para trás e viu o fogo à distância. Isso era perto demais? Ela virou a cabeça na direção dele novamente. Ele a soltou. A primeira coisa que a ruiva fez foi se afastar dele.
"Um deles é um lobisomem. Eles têm audição mais aguçada." Ela sentia-se confusa, e isso devia estar evidente. A garota estremeceu.
"Vá embora!"
"Ginny…!" A voz dele era quase um sussurro e o garoto se aproximou mais uma vez.
"Cai fora!"
Sua voz falhou e ela sabia que estava prestes a chorar, mas afastou as lágrimas. Não ia chorar. Não ia chorar. A primeira lágrima estava quase caindo dos seus olhos.
"Por favor… vá… vá embora."
Ele ficou ali, apenas a observando. Seus olhos penetrando os dela. A primeira lágrima caiu.
"Era isso que você queria, não era? Sim! Ótimo! Você conseguiu." Ela nem mesmo tentou esconder as lágrimas seguintes.
"Eu não sei do que você está falando."
"Não sabe…? Eu não entendo! Eu tenho que dizer isso? Tenho...?" Ele olhou em volta, sem encontrar seu olhar. "Você me machucou. Você acabou comigo. Você… a família que eu te falei. Você... Você traiu minha confiança. Você fez de mim uma traidora. Eles estão… eles estão mortos! E você… você quase me matou… isso não é o bastante?"
A voz dela soou histérica até para seus próprios ouvidos. Ele virou a cabeça em sua direção, com olhos espantados.
"Eu não tentei te matar."
"Não…?" Ela riu, mas sua risada soou amarga. "Você não tentou me matar? E o que foi aquilo no Beco Diagonal? Foi seu gêmeo malvado? Eu não vou cair mais nessa! Saia de perto de mim! Eu não quero te ver nunca mais! Nunca mais!"
Ele deu um passo adiante, segurou os ombros dela e a encarou.
"Você."
"E a Maldição da Morte? Apenas um feitiço para me fazer cócegas?"
"Eu sinalizei para que você rolasse para o lado!"
"Pare com isso!"
"E você me ouviu! Você ouviu! Como pode dizer que eu tentei te matar...?"
"Porque você tentou, é por isso! Foi por um centímetro. Eu senti a Maldição bater bem ao meu lado... não... não se atreva a dizer o contrário, não se atreva a mentir para mim!"
A ruiva o empurrou de lado… ela tentou empurrá-lo de lado, mas ele não se mexeu. Harry a agarrou com mais força ainda, mas, estranhamente, não a machucou.
"Acredite no que quiser acreditar, mas não vou acreditar numa palavra que você diz! Saia do meio! Eu quero ir para casa!"
Ele não se mexeu, e antes que ela soubesse o que estava fazendo, estava esmurrando o peito dele, mas ele apenas ficou parado, sem fazer nada para impedi-la. Por fim, depois do que pareceu uma hora, ele recuou e a soltou.
"Vou te levar para casa."
"Você… você não vai!"
Ele olhou para ela, e ela olhou de volta, por cerca de um minuto eles ficaram ali, olhando um para o outro antes de Ginny desviar o olhar. Ela se odiava por sua fraqueza.
Sem dizer uma palavra, a garota se virou e foi embora. Ele estava seguindo e deu alguns passos maiores para ficar bem ao seu lado.
Enquanto caminhavam, ele levantou um pouco suas calças, onde Ginny viu um coldre... um coldre de varinha. Ele tirou a varinha que estava nele. A ruiva se afastou lentamente. Ele olhou para ela, franzindo a testa.
"Eu não vou te machucar."
A garota nada disse.
"Acredito que seja sua."
Ele estendeu-a para ela. A varinha não estava apontada para Ginny, mas para ele mesmo, de modo que ela pudesse facilmente pegá-la. Ela o fez.
"Como…?"
"Você a perdeu no Beco Diagonal."
Ela estava prestes a agradecê-lo, mas se impediu. Não faria aquilo.
"Eu peguei para você."
Ela assentiu, mas não disse nada. Não achou que seria prudente dizer que nem ao menos notou que a perdera. Provavelmente só teria percebido quando as aulas começassem de novo. Perguntou-se se ele ficara com ela o tempo inteiro. A garota intensificou o aperto sobre ela, com medo de perdê-la novamente.
Ginny não soube o que a levou a dizer aquilo, mas disse de qualquer forma:
"Luna... Luna ainda está por aí."
Ele olhou para ela por um momento.
"Vou me certificar de que ela chegue em casa."
"A casa dela está em chamas," disse a ruiva com raiva.
Ele nem ao menos piscou.
"Então, vou me certificar de que ninguém esteja à procura dela."
"Talvez eles estejam nesse exato momento."
"Eles não estão."
Ginny queria lhe perguntar como ele sabia disso, mas não perguntou. Não queria falar com ele. Você está mentido. Você quer falar com ele. Você quer escutar a voz dele. Não! Não, ela não queria.
Eles caminharam em silêncio até que a garota se lembrou de que deveria checar a direção que estavam indo, agora que estava com sua varinha. A ruiva a apontou para frente e abriu a boca.
A mão de Harry estava sobre sua varinha antes que ela pudesse piscar.
"O que você está fazendo?" sibilou ele.
"Eu não sei em que direção estamos indo."
"Apenas fale então."
O garoto pegou sua própria varinha (seria a varinha que acabara de atear fogo na casa de sua amiga?) e apontou-a para frente. Ela estalou na direção que eles estavam indo. Ginny suspirou. Estavam indo no caminho certo.
"Eu mesma podia ter feito isso, sabia?"
"E arriscar receber uma bela coruja do Ministério?"
Droga! Ela não tinha pensado nisso, mas não ia dizer isso a ele. Ele não parecia esperar uma resposta. O resto do caminho eles andaram em silêncio.
Quando a garota viu A Toca à distância, ela parou. Ele parou bem ao seu lado.
Será que tinha que dizer alguma coisa? Adeus? Vejo você em breve? Ela quase bufou. Não ia vê-lo novamente... mas aquilo foi o que pensou ontem também.
"Eu vou deixar você andar o resto sozinha."
A ruiva levantou a cabeça e olhou para ele por um segundo, antes de xingar a si mesma. Ela não devia olhar para ele. Tinha prometido a si mesma que não olharia para ele novamente.
Ela se virou e correu, olhando para trás – contra sua promessa – apenas uma vez. Ele ficou lá, imóvel, vendo-a ir embora. Aquela imagem ia assombrá-la naquela noite.
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Harry voltou para Bella e Greyback, que ainda estavam destruindo a casa. Mesmo ele apostando que o lobisomem o vira primeiro, foi a Comensal que se virou e parou o que estava fazendo.
"Você os pegou?"
"Era só um."
"O editor? A garota?"
"A garota."
"Ela está morta?"
"Ela escapou."
"Mais uma na lista?"
O garoto lançou-lhe um olhar enraivado, mas ela o encarou de volta. Eles podiam fazer competição de olhares por horas, mas ali não era lugar para aquilo.
"Eu quase a peguei quando ela alcançou alguns escudos que a protegeram." O olhar da mulher não vacilou, mas ele zombou dela. "Qual o seu problema, Lestrange?"
"Estou apenas imaginando o porquê de você não ter tido sucesso nas últimas duas vezes..."
"Não é como se fosse minha intenção deixá-las escapar...!"
O jovem fez sua voz soar mais impetuosa. Não achava que alguém que não a conhecesse teria notado, mas viu com clareza Bella estremecer.
"Sinto muito, Príncipe." Ele assentiu. "Acredito que é hora de irmos."
"Greyback! Acabou a brincadeira!"
O lobisomem desdenhou dele. Harry arqueou uma das sobrancelhas e o homem desviou o olhar.
"Bella? Vai entrar em contato com Lucius?"
"É claro! Ele vai ficar satisfeito em colocar o artigo em andamento."
Harry sorriu. Podia praticamente ver as manchetes. "Ataque de lobisomem à casa de editor! Cuidado com os lobisomens! Lobisomens ainda piores do que se pensava? Ainda estamos seguros? Ministério pensa em novas leis para controlá-los."
Seu pai ficaria satisfeito. Parecia que seu plano finalmente daria resultado. Agora apenas Harry tinha que prosperar no seu próprio plano. Tirá-la de sua cabeça. Não achava que os sonhos seriam melhores naquela noite.
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Antes de cruzar os escudos ela parou novamente. Sua cabeça estava girando. Outra experiência de quase morte. Outro "encontro" com ele. Por que essas coisas pareciam estar conectadas? Tentou clarear sua mente, tentou esquecer as palavras dele, os olhos dele, as mãos dele em seus ombros… suas lágrimas, a varinha dele, o rosto de Luna, a casa em chamas, as pessoas mortas, a Maldição da Morte, o silêncio repentino, aquela noite na Torre de Astronomia, os rostos, o jornal, as palavras dele.
Sua respiração estava irregular novamente. Contou até dez, desejando se acalmar. Tinha que esquecer tudo aquilo antes de entrar. Agora eles sabiam e estavam furiosos. As sensações de antes cresceram dentro dela novamente... as razões pelas quais ela fugira. Percebeu que estava com medo de encará-los novamente.
Eles provavelmente não sabiam, gritariam com ela por ter saído de casa. Teria que escutar e teria que contá-los. Respirou fundo novamente antes de passar pela "fronteira" – não que ela conseguisse, de alguma forma, ver ou sentir os escudos. Mas Bill lhe mostrara exatamente até onde podia ir e onde não podia. As luzes da casa estavam acesas. Todos ainda estavam acordados, ou foi o que pensou. Teriam percebido que ela desaparecera? A primeira onda de culpa tomou conta da garota. Eles deviam estar preocupados. Estavam com medo. Não sabiam onde ela estava, se estava bem… apressou o passo, indo direto para a porta e abrindo-a silenciosamente.
Foi quando ouviu o fogo crepitar com vida na sala de estar.
"Diretor!"
"Severus?"
"Há um ataque na casa dos Lovegood."
As pessoas estavam pulando e as cadeiras foram postas de lado.
"Agora?"
"Acredito que já deva ter acabado por agora…"
"Ah, Merlin! Eu acabei de falar com Luna há meia hora..."
"Eu vou."
"Eu também vou."
A ruiva tossiu, fazendo todos se virarem.
"Não acho que seja necessário."
"Ah, Merlin! Ginny." Sua mãe a abraçou no momento seguinte, impedindo-a de respirar. "Estávamos tão preocupados."
"O que quer dizer com 'não ser necessário,' Senhorita Weasley?"
"É… Eu… Eu estava lá."
Sua mãe a abraçou com mais força.
"Mãe... você pode...?"
Molly não reagiu de início, apenas quando seu pai se levantou e gentilmente tocou no braço dela, a mãe a soltou.
"Você…?"
"Sim… Eu… Eu…"
"Mas eu falei com Luna pela lareira!"
"Eu cheguei depois disso."
"Onde está a pobre garota? Ela está com você? Ela está... ela está bem?"
"Eu acho que… ela… nós nos separamos."
"VOCÊS SE SEPARARAM?"
Ginny estremeceu.
"Sim, bem… foi ideia de Luna… nós... ela me disse que tentaria encontrar A Toca... mas... ela disse que se não conseguisse chegar aqui, ia para a igreja no vilarejo... alguém poderia...?"
A ruiva olhou em volta. Foi seu irmão Charlie quem assentiu.
"Eu vou."
"Alguém deveria ir com você!"
"Mãe…"
"Não, não. Eu não quero que vá sozinho. Não sabemos que está lá, sabemos?"
"Hummmm… alguém chamado Greyback? E… Bella? E… hum… um deles é um lobisomem?"
"Bellatrix Lestrange e Fenrir Greyback," confirmou Snape.
"Como sabe disso Weasley?" Moody vociferou.
"Elemedisse," disse ela apressadamente, na esperança de acabar logo com aquilo. Ou que eles apenas a deixassem em paz.
"Ele...?"
"Eu meio que topei com ele… quer dizer… ele topou comigo... quer dizer, ele meio que me seguiu..."
"Ele...?"
"Hum... sim... ele... sabe?"
"Seria mais útil se você apenas dissesse o nome dele, Weasley!"
"Err…"
"Você não sabe?"
Ginny balançou a cabeça.
"Eu sei… Eu… Ele…"
Foi seu diretor que entendeu o recado.
"Eu presumo que você topou com Harry, Senhorita Weasley?"
A garota assentiu, olhando para seus pés.
"Foi isso?" A voz de seu pai soou mais alta que de costume. Sua mãe estava ao seu lado novamente. "Você está machucada? Ele tentou alguma coisa?" Molly levantou a blusa dela.
"MÃE!"
"Tem alguma coisa doendo? Devo chamar Poppy? Eu vou…"
"Não! Não… não precisa. Ele não me machucou."
"Vocês não lutaram, então?"
"Não… sim… quer dizer, não tivemos nenhuma luta mágica."
"Ele bateu em você, então?"
"NÃO!"
"Mas…"
"Quer dizer, nós tivemos uma briga de palavras… nós discutimos, sabe."
"Você discutiu," repetiu Snape.
"Sim."
"Com o Príncipe das Trevas."
Ginny assentiu.
"Você não fez isso."
"Como?"
"Sobre o que vocês discutiram?"
"Eu… nós…"
"Acho que eu deveria ir procurar por Luna agora."
"Sim, sim… mas alguém devia ir com você! Com aquela mulher louca, Greyback e ele lá fora..."
"Eles não vão… eles não vão procurar por Luna."
"Weasley, eles sempre fazem isso." Sua voz soou tão afiada que a ruiva estremeceu.
"Mas, Professor Snape… ele… ele me disse que eles não iam procurá-la."
"E você acreditou nele? Pior ainda, você disse a ele que ela estava lá fora?"
"Sim, quer dizer… não foi bem assim… quer dizer…"
"Severus, tudo bem, eu vou falar com ela. Talvez você devesse ir com o Sr. Weasley procurar a Senhorita Lovegood."
"Eu não posso ir lá fora! E se um deles me ver?"
"Sim, sim, você está certo. Nymphadora, você poderia...?"
"É claro." Tonks se levantou e junto com Charlie saíram da casa.
"Senhorita Weasley, pelo que entendi até agora, você estava na casa da Senhorita Lovegood quando o ataque aconteceu e vocês duas saíram da casa."
"Sim, nós saímos pela porta dos fundos e corremos em direção ao campo."
"E então vocês se separaram ou encontraram Harry?"
Ela prendeu a respiração quando seu diretor falou o nome dele. Parecia que ninguém percebera.
"Nós nos separamos... Luna... Luna não conseguia mais correr e… Eu fui contra isso, mas ela achou que teríamos mais chance se tentássemos rotas diferentes para que alguma de nós pudesse encontrar ajuda."
"Sim… então você ficou sozinha depois disso?"
"Sim… e então ele… me alcançou."
"O que ele fez?" Ela raramente tinha ouvido a voz de seu pai tão aguda.
"Ele me agarrou por trás." Os olhos de seu pai e de seus irmãos, ela notou pelo canto do olho, se estreitaram. Alguns deles abriram a boca. "Quer dizer... ele não me machucou ou nada disso... Eu fiquei assustada apenas por um momento." Não precisava dizer a eles que ela tinha implorado para que ele fosse embora, ou que ela tinha chorado...
"E então, Senhorita Weasley, ele lhe disse o nome dos outros e… vocês se separaram?"
"Não… ele me disse para fazer silêncio por causa do lobisomem."
"Fenrir Greyback," confirmou Dumbledore.
"Sim… e…"
"E então você disse a ele que sua amiga estava lá fora sozinha..."
"Não!"
"Severus…!" O diretor lançou um olhar gélido para Snape.
"Ele devolveu minha varinha!"
"Como?"
"Quer dizer… Eu não percebi que tinha perdido porque não tenho permissão para usá-la, é claro... mas… mas estava com ele e ele a devolveu para mim."
"Ele levava sua varinha com ele?"
A voz de Snape soou tão incrédula quanto os rostos dos seus irmãos. Aquela era provavelmente a primeira vez que eles concordavam sobre alguma coisa.
Ginny assentiu.
"Ele disse que a pegou no B-Beco Diagonal."
"Isso não faz nenhum sentido. "
A ruiva olhou na direção de Moody. Foi ele quem falou.
"Ele tenta matar você e então pega sua varinha, anda com ela o tempo inteiro... e então te devolve?"
"É... parece que foi assim, sim."
"Ele disse mais alguma coisa, Senhorita Weasley?"
"Não… Quer dizer… ele disse que não era sua intenção... sabe… no Beco Diagonal. Ele disse que não queria... me... me matar."
Dumbledore sorriu.
"Ah… ele disse?"
Não soou como uma pergunta de verdade. Agora Moody parecia tão incrédulo quanto seus irmãos e Snape.
Foi seu pai quem falou em seguida.
"E então você veio para casa...?"
"Eu queria vim, sim." Ele apenas olhou para ela. "Quero dizer, eu queria vim sozinha... mas ele insistiu em me trazer para casa."
"Ele te trouxe para casa?"
"Err… sim."
"Caso não tenha percebido, ele não é um serviço de acompanhantes." Snape reassumira sua postura sarcástica.
"Ele está simplesmente aí fora? Você mostrou a ele onde moramos?"
"Não! Antes que chegássemos muito perto d'A Toca, ele… deixou que eu fosse sozinha."
"E então vocês deram um beijo de despedida… e estamos de volta onde começamos, com todo o seu relacionamento, caso ou o que seja?" Moody vociferou.
A jovem balançou a cabeça.
"Quer dizer… Eu pensei que era assim… mas não é, sabe? Quer dizer… Eu não sei!" Ela escondeu o rosto com as mãos.
"Ginny… sobre... sobre o que você disse agora há pouco... nós... nós sentimos muito pelo que dissemos a você. Nós todos," disse seu pai, com uma voz mais suave.
"Não… não, vocês estavam certos… vocês estão certos... Vocês deviam gritar comigo."
Parecia que finalmente ela entendera tudo. O que acontecera. O que fizera. O que mantivera em segredo. Agora que eles sabiam sobre ele… agora eles podiam saber sobre as outras coisas também, não é? Ela desatou a chorar.
"É... é culpa minha. É tudo culpa minha… Eu… Eu os matei. Eu sinto muito… Eu não… Eu não queria que aquilo acontecesse."
As próximas palavras se perderam em meio aos soluços. Antes que ela percebesse, sua mãe estava ao seu lado, abraçando-a com força. As lágrimas não pareciam ter fim, elas caíam mais e mais.
"Ginny?" Foi seu pai quem falou.
A ruiva olhou para ele, sua visão embaçada pelas lágrimas.
"Do que você está falando?"
Ela abriu a boca e tentou dizer alguma coisa, mas não sabia por onde começar, o que dizer. Desejou não ter aberto a boca. Agora teria que contá-los, teria que enfrentá-los de verdade. Mais lágrimas caíram dos seus olhos.
"Eu... Eu... Eu sinto muito." Ela se afastou de sua mãe, olhando para o chão, evitando o olhar de todo mundo. "Os Randhawas..." Ela falou quase que sussurrando.
"Ginny…?"
"Sinto muito… Eu não, eu não sabia o que estava fazendo."
"Você… você matou os Randhawas...?" Soou ainda mais cruel na voz dele, mas ela se forçou a assentir.
"Mas… você… você estava em Hogwarts…"
Seu pai parecia confuso, os demais presentes ficaram em silêncio, como se estivessem se comunicado silenciosamente e decidido que Arthur seria o único a falar. Nem mesmo sua mãe falou alguma coisa. Por um momento, a garota quis levantar os olhos, mas esse momento passou.
"Eu não… Eu não os matei de verdade... mas… mas foi culpa minha…"
Ele permaneceu em silêncio, pelo que ela ficou agradecida.
"Eu… Eu falei a ele sobre eles… Disse a ele onde eles moravam... e... e agora eles estão mortos."
Mais lágrimas caíram de seus olhos. Sua mãe a abraçou novamente, tornando difícil respirar. Mas... Ginny não conseguia entender. Por que eles não gritaram? Por que não disseram alguma coisa? Por que não estavam com ódio dela? Por que sua mãe ainda a tocava como se aquilo não fosse nada, como se... ela ainda se importasse? Mas ninguém mais iria se importar com ela depois do que fez.
Molly a soltou e em seguida ela estava nos braços de seu pai, que também a abraçou e passou as mãos por suas costas em movimentos circulares.
"Está tudo bem, Ginny…"
"Não… não está."
A garota empurrou os braços dele e recuou, olhando em volta pela primeira vez desde que contara a eles. Havia compaixão nos olhos de alguns, outros olhavam para o chão, seus irmãos estavam olhando para ela, e por um instante acreditou ter visto lágrimas nos olhos de alguns deles. Seu diretor olhava direito para ela, com um olhar triste, mas compreensivo em sua face.
"Senhorita Weasley… Ginny… qualquer um poderia ter deixado escapar onde eles viviam se confiasse o bastante no outro… você ainda é jovem, não sabia o que estava fazendo..."
"Não há desculpa para o que… para o que fiz…"
"Acredito que Lorde Voldemort e seus seguidores tinham conhecimento de que eles eram membros da Ordem. Eles eram membros ativos. Enfrentaram batalhas e todos nós sabemos o risco. Eles estavam protegidos por escudos. Não tínhamos como saber que não estavam seguros em sua casa na Escócia. Ginny... você não pode, você não pode começar a se odiar agora. Nós temos que continuar... não podemos voltar no tempo para fazer com isso jamais acontecesse."
A ruiva enterrou o rosto nas mãos enquanto ele falava.
"Mas..." Ela pausou, levantando a vista e em seguida franzindo a testa. "Em sua casa na Escócia...?"
"Sim, é claro. Era onde eles moravam… pensei que você tivesse contado a ele," falou seu pai.
"Mas… mas… eu pensei que eles moravam naquele apartamento em Londres…?"
"Não, eles se mudaram de lá há muitos anos atrás, não muito depois de nós os visitarmos."
Ginny olhou para seu pai e ele olhou para ela confuso. A compreensão estava estampada na face de Dumbledore.
Por um instante, a garota desejou se levantar e correr para fora. Para onde sabia que ele estava... onde ele estivera há alguns momentos. Queria gritar seu nome noite afora. Dizer a ele que sabia. Que tudo estava melhor agora. Queria pedir desculpa… ou não? Afinal de contas, ele tinha tentado matá-la. A ruiva cerrou os dentes, desejando afastar aquele pensamento. Era só no que conseguia pensar nos últimos dias.
"Ele não... ele não pode... eu... não é... não é culpa minha... ele... ah, Merlin."
Os outros estavam olhando para ela, sem entender o que a jovem estava tentando dizer, no entanto tinham entendido – perante a atitude de Dumbledore – que ela, de fato, não tinha nada a ver com a morte dos Randhawas.
"Ginny?"
"Ah, Merlin, ah, Merlin."
"O que houve, Ginny?"
"Eu… eu… eu tenho que pedir desculpas a ele."
"Você tem que… o quê?"
"Eu tenho que pedir desculpas a ele."
"Eu entendi essa parte… mas, por quê?"
"Eu… eu meio que bati nele."
Olhares surpresos e horrorizados estavam nas faces ao seu redor. Fred e George estavam rindo.
"Você bateu nele?"
"Sim… bati… o que ele está pensando agora? Quer dizer... eu..."
"O que ele fez?"
"Hã?"
"O que ele fez depois que você bateu nele?"
A ruiva franziu a testa.
"Ele me trouxe para casa."
"Essa foi a reação dele?"
"E ele não te bateu de volta?"
"Não…"
"Então ele não fez nada?"
"Err… não, ele não fez nada."
Um sorriso se abriu no rosto de seu diretor.
"Nada," ele murmurou ele com os olhos brilhando. "Nada, de fato."
N/T: Espero que gostem do capítulo, procuro não demorar a atualizar, pois sei que a espera é muito maçante. E, please, comentem! ^^
