26 de julho de 2011: 7 anos antes, Highgate School: Londres

Harry estava deitado em sua cama bagunçada observando as estrelas brilhantes de plástico que colocara ali quando ainda era uma pequena criança de três anos. Sua cabeça zunia com os todos os pensamentos ruins que ele estava tendo, e ele sentia as lágrimas grossas e densas escorrerem por seu rosto.

Era o dia do baile de formatura do primário, apenas um dia antes das tão esperadas férias de verão, no próximo outono ele já não mais estaria no ensino fundamental, ele finalmente seria um estudante do ensino médio, finalmente viveria tudo que via nos filmes. Todas as festas regadas a bebidas, vários encontros com garotas bonitas, tirar sua carteira de motorista, tudo isso faria parte de sua vida depois dessa noite.

Ele deveria estar feliz, ele desejava com todo o coração estar feliz, mas não conseguia. Por algum motivo insano, após receber uma mensagem de sua melhor amiga, Ginny Weasley, avisando-o que ela estava indo com Dean Thomas e esperava beijá-lo durante a última dança, algo lhe pareceu fora de lugar.

― Harry? ― A voz de sua mãe se fez presente. A ruiva esperou alguns segundos para que o mesmo respondesse e, ao não obter alguma resposta do filho ela adentrou no quarto, entristecendo-se ao vê-lo com os olhos vermelhos e rastros de lágrimas em seu rosto. ― Oh, Harry, o que há meu amor?

― Mamãe, dói tanto. ― O menino respondeu, encolhendo-se na cama ao senti-la afundar com o peso da mulher ao seu lado. Lily limpou as lágrimas que escorriam pelo rosto do filho e o chamou para seu colo, tentando oferecer todo o conforto que uma mãe poderia.

― O que dói, querido? ― Questionou ela, afagando carinhosamente os cabelos revoltos do filho enquanto soluços escapavam da boca dele.

― E-eu não sei. ― Ele falou gaguejando, seus olhos encararam os da mãe, dois pares de olhos verdes idênticos se encarando, um triste e o outro cheio de amor. Lily amava tanto seu menino e vê-lo assim doía muito, principalmente quando ele costumava ser a alegria da casa.

― Me conte então, como essa dor começou. ― Pediu ela calmamente, ainda fazendo um carinho leve no moreno que chorava silenciosamente. Ele fungou algumas vezes e limpou os olhos antes de olhá-la profundamente.

― Começou quando a Ginny me mandou mensagem avisando que iria com Dean. ― Ele falou amargurado, odiando lembrar disso e sentindo seu peito apertar-se após pensar em sua melhor amiga beijando alguém.

― E por que isso dói, amor?― Questionou sabiamente a mulher ruiva que desconfiava da resposta de seu filho mais velho. Ele deu de ombros, parecendo perdido em pensamentos e ainda mais lágrimas escorreram por seu rosto. ― Você não fica feliz por ela?

― Eu fico feliz por ela, mas ― ele respondeu baixo, como se ele tivesse acabado de perceber tal fato, o que não a surpreenderia, uma vez que Harry era um tanto quanto lento quando se tratava de sentimentos. ― acho que gosto dela mamãe, tipo, realmente gosto.

― Você deveria contar isso à ela, não acha? ― Aconselhou com um leve sorriso, sabendo que uma conversa iria resolver aquilo muito mais que rapidamente, e logo seu menino estaria feliz novamente.

― Eu acho que sim. ― Respondeu o moreno parecendo perdido em pensamentos, seus olhos distantes provavam esse fato e Lily decidiu que era hora de deixá-lo sozinho. ― Você ainda pode me levar até o baile?

― Claro, querido. ― Confirmou a mulher levantando-se da cama e indo em direção da porta, assim que chegou ao batente parou e encarou-o. ― Lave o rosto e ajeite a camisa, estarei te esperando na sala.

― Obrigado, mamãe. ― Ele agradeceu levantando-se da cama assim que a porta se fechou. Ele sabia o por quê daquela dor no peito ao receber a mensagem de sua melhor amiga, apenas não sabia como falaria isso a ela.

Com um suspiro resignado, ele saiu do quarto e encaminhou-se para o banheiro, vendo quão horrível estava seu rosto, os olhos vermelhos e a face marcada por lágrimas. Rapidamente ele lavou o rosto e desamassou a camisa, sentindo-se quase pronto para falar a verdade a sua melhor amiga, arrumou rapidamente seus cabelos revoltos e ajeitou a gravata, antes de correr até a sala onde sua mãe o esperava ao lado de seu pai.

James estava com os pés da esposa no colo massageando-os, como ele sempre fazia após um longo dia de trabalho. Parecendo extremamente concentrado em cada palavra que a mulher proferia, como se aquilo fosse a coisa mais extraordinária do mundo, e talvez para ele, realmente era.

Harry esperava que um dia pudesse ter o que seus pais tinham com alguém, toda aquela cumplicidade o encantava e ele apenas queria ter algo tão profundo quanto isso um dia. Mesmo odiando atrapalhar aquele momento entre seus pais, ele pigarreou para chamar a atenção

― Mãe, pai, eu 'tô pronto. — Avisou ele pulando os últimos degraus da escada e indo para perto de seus pais, que agora o observavam com um olhar orgulhoso no rosto e um pequeno sorriso no canto dos lábios.

— Você está tão lindo, meu homenzinho, eu nem acredito que no próximo outono você já vai estar no colegial. — Falou a ruiva levantando-se do sofá e indo abraçá-lo, pondo todo o amor e orgulho que sentia pelo filho naquele abraço, os olhos verdes da ruiva lacrimejavam e ela realmente chegou a derramar algumas lágrimas, mas se a perguntasse alguns minutos depois se ela chorou, ela negaria firmemente.

— Amor, você está sufocando ele. — Alertou James com a voz brincalhona, levantando-se do sofá sem muita demora, e sorriu para o garoto que a cada dia mais se assemelhava com ele. — E se não nos apressarmos, Harry vai perder o baile de formatura. — O homem de pele negra e cabelos revoltos, semelhantes aos do filhos, disse olhando em seu relógio de pulso.

— Apenas uma foto, Harry? Para o álbum de família. — Pede Lily quando eles já estavam no jardim esperando por James, que voltou para dentro de casa para buscar sua carteira. Não querendo magoar sua mãe, o moreno concordou em posar para uma foto em frente a porta de casa, forçando-se a sorrir. — Ficou perfeita, querido.

O adolescente apenas concorda com um sorriso pequeno, distraído com a última mensagem que Ginny o enviara, era uma foto de seu vestido dizendo que esperava que Dean gostasse dele o suficiente para beijá-la. Não sabia o que Dean pensaria, mas ele com toda certeza a achou linda o suficiente para declamar mil poemas em ode a ela.

— Vamos, campeão? O baile não vai durar para sempre. — Brincou James, tirando-o de seus devaneios. Ele assentiu levemente e entrou no carro sob o olhar de seus pais, que enquanto ele navegava pelo twitter entreolhavam-se preocupados com o primogênito.

Sem muita demora ou conversa, devido a distração de Harry, os Potter mais velhos o levaram para o local do baile. Eles estavam estacionados em frente a escola e, Harry achava que seu coração iria sair pela garganta. O menino estava pronto para sair e vomitar todos seus sentimentos presos à sua melhor amiga, mas seu pai o parou assim que ele colocou a mão na porta para sair.

— Boa sorte, filho! ― Falou James olhando para filho em apoio, e com um último sorriso aos seus pais ele saiu do carro, correndo em direção da escola. ― Harry! ― Chamou James, com a janela, fazendo Harry voltar alguns passos para trás, olhando curiosamente para o pai. ― três segundos de coragem, é tudo que você precisa, filho. ― Encorajou o menino com uma piscadela e então bagunçou os cabelos naturalmente revoltos do filhos e se despediu novamente.

A frase de seu pai seguiu reverberando em sua mente até a entrada do ginásio, onde ocorria o baile dos formandos. Assim que ele localizou os cabelos rubros de Ginny, ele não pode evitar de sorrir ao vê-la em seu vestido púrpura e longo, os cabelos usualmente lisos, em belas ondas. Ela era a mais bonita das garotas que estavam presentes naquele baile.

Ele apressou-se para falar com ela, mas quando estava a apenas dez passos de distância, viu Dean entregá-la um copo de ponche com um sorriso polido, e o sorriso que ela deu quando o viu, fez o coração do Potter parar de bater por alguns e lá se foram os três segundos de coragem que ele tinha.

― Harry, hey! ― Cumprimentou Lavender, uma menina negra e baixinha que sentava-se com ele nas aulas de biologia, com grande entusiasmo parecendo levemente mais feliz que normalmente, ele lançou-lhe um sorriso triste a observou murchar.

― Hey, Lavender, tudo bem? ― O moreno retornou o cumprimento alegre da menina, de modo desanimado a poucos passos de debulhar-se em lágrimas novamente enquanto observava a garota por quem se apaixonou dançar e beijar outro cara. Alguém que não tinha medo de demonstrar os sentimentos, infelizmente esse alguém não atendia pelo nome de Harry Potter.

― Eu estou maravilhosa, ― respondeu ela alongando o último "a" da frase, parecendo estar extremamente contente com quem era e com que estava. ― já você não parece assim tão feliz, gatinho, que tal me contar, huh?

― Tudo bem. ― Ele concordou, deixando-se ser puxado por toda a pista de dança, até chegarem nas mesas,as mais afastadas dos professores e dos outros alunos possível, onde alguns de seus amigos estavam conversando.

Todos na mesa pareciam extremamente alegres, Harry entendia que era excitante pensar que logo seriam colegiais, mas este não parecia ser um motivo bom o suficiente para alguém estar rindo como eles estavam, algo não estava certo, mas ele não conseguia dizer exatamente o que era.

― Hey hey, Potter, que cara de quem levou um fora é essa, bro? ― Questionou Seamus, um cara loiro e engraçado, que carregava um forte sotaque irlandês, eles participavam do clube de basquete, Harry como pivô e Seamus como ala-pivô. Sua voz, no entanto, estava levemente mais enrolada e seus olhos pareciam menores.

― Não é nada, o que é isso no seu copo, Seamus? ― Harry questionou ao sentir um cheiro diferente vindo do copo do mesmo ao sentar-se ao lado do loiro. Lavender pressionou-se ao seu lado, seus seio fartos roçando em seu braços cobertos pelo paletó.

― Um pouco de vodca que arrumei com os amigos do meu irmão mais velho, quer um pouco? ― Ofereceu o irlandês, parecendo estupidamente alegre e bêbado a cada fala. Sem pensar muito, o moreno aceitou o líquido que,emanava um forte cheiro e, fora-lhe oferecido. Tomando um longo e grande gole, fazendo uma enorme careta em seguida.

― Hey, cara, toma cuidado, isso é forte! ― Avisou Neville tardiamente, enquanto os outros na mesa riram da reação do cacheado. Levemente tonto Harry se apoiou em Lavender, procurando por alguma forma da tontura passar.

― Tome essa bala, vai fazer ficar melhor. ― Ofereceu Pansy, uma menina de pele muito branca e cabelos muito negros e lisos, com um sorriso de lado, como se apreciasse a situação. Eles tinham classe de inglês juntos, mas nunca trocaram mais que um simples "oi" ou " você pode me emprestar uma caneta?". ― E tente ficar só na cerveja, Potter.

― Obrigado, Pansy. ― Agradeceu ele com um sorriso leve, colocando a pastilha de menta em sua boca, sentindo o álcool começar a entorpecer seus seus sentidos aos poucos enquanto bebericava a bebida no copo a sua frente, sentindo-se finalmente genuinamente feliz naquele dia. E apesar daquele não ser seu grupo usual de amigos, ele sentia-se confortável ali.

Harry passou algumas horas do baile, rindo e bebendo com as pessoas da mesa, sentindo sua mente enevoada e feliz, tudo muito distante de Ginny e seu estúpido crush em Dean Thomas. Seu paletó estava repousado nos braços de Lavender e a menina o encarava em expectativa, como se esperasse que ele a beijasse.

― Harry, por que não vamos ali fora? ― Chamou a morena, puxando-o pela mão com delicadeza, ele deu de ombros não importando-se com os olhares maliciosos que recebia de Neville e Seamus. Sua cabeça girava e ele não estava tão interessado assim na conversa sobre o novo colégio, em qual todos eles com exceção de Seamus iriam.

Eles caminhavam pelo pátio vagarosamente, ora ou outra tropeçando nos próprios pés e rindo escandalosamente do ocorrido, até que Lavender parou perto de uma árvore e o olhou com expectativa.

O cacheado ainda ria quando percebeu o olhar sobre si, sentiu-se gelar por um momento, ponderado se aquilo era realmente o que ele queria, mas a morena parecia um tanto ansiosa para o beijo e o puxou rapidamente, fazendo com que os pensamentos confusos do moreno, apenas sumissem ao sentir a prazerosa sensação de ter os lábios carnudos e macios da menina contra os seus.

Harry deixou-se levar pelo gosto que tinha sabor de menta e vodca pura, agarrando a cintura da menina com força e a pressionando contra a árvore e sentido seu cachos sendo puxados com força, mas por algum motivo, aquilo não parecia muito certo, mesmo em sua mente embriagada ele sabia que não deveria usar alguém como estava usando-a.

― Desculpa, Lav, mas eu não posso fazer isso com você. ― Ele falou, separando-se imediatamente da morena, olhando-a com pesar. A garota sorriu tristemente e o abraçou como se tentasse consolá-lo enquanto o escutava chorar. ― Eu gosto tanto dela Lav, não posso te usar pra esquecê-la.

― Está tudo bem, Harry. ― Ela falou olhando-o profundamente nos olhos verdes e cheios de lágrimas do garoto, transmitindo tantas emoções que ele nem sequer imaginava que alguém poderia ter. ― Eu sei que você gosta da Ginny, bem, a escola toda sabe disso há anos, na verdade.

O cacheado parecia muito mais que surpreso com a informação, até porque ele só descobrira sua paixão por Ginny há algumas horas, e agora Lavender dizia que toda a escola sabia há anos? Sua mente não conseguia ligar todos os pontos, parecia-lhe impossível tal coisa como estar apaixonado por sua melhor amiga e agora todos diziam que era o que esperavam.

― Então porque me beijou? ― Questionou-a, sentindo sua cabeça rodar com as informações que acabara de receber, a morena riu beijando sua testa com carinho. O moreno era tão adorável que ela não conseguia se importar com o fato de ele tê-la rejeitado.

― Você está lindo de terno, eu estou solteira e você também, apenas senti vontade e fiz, mas não se preocupe eu não estou apaixonada por você. ― Ela respondeu sorrindo para a inocência do cacheado e sentindo-se culpada por deixá-lo confuso.

E ali eles ficaram por longos minutos apenas abraçados, ambos tendo certeza que não seria a última vez que Harry choraria por Ginny no ombro de Lavender, e que a partir daquele beijo trocado apenas pelo momento bêbado em que compartilhavam uma nova forte amizade começava a surgir.

― Sente-se melhor, agora? ― Questionou ela com um leve sorriso carinhoso, apertando-o em seu abraço. O moreno sorriu assentindo levemente, sentindo-se um tolo por ter molhado o vestido da morena.

― Obrigado Lav, me desculpe por isso tudo. ― Desculpou-se o garoto com a voz mais baixa, olhando-a com um misto de adoração e agradecimento.

― Não precisa agradecer, gatinho. ― Respondeu ela com um sorriso fraco, olhando com malícia para o garoto antes de completar a frase. ― Agora você vai me beijar novamente ou vamos apenas ficar nos olhandos? ― Ela questionou maliciosamente, balançando as sobrancelhas de modo sugestivo, fazendo com que ele risse e a beijasse novamente.

E novamente deixaram-se perder na boca um do outro, tendo a certeza que não se arrependeriam no dia seguinte, mas não se iriam fazer o beijo acontecer também, uma vez que o moreno não conseguia arriscar a mais recente amizade adquirida.

Logo, eles escutaram a voz do diretor, avisando que a próxima música encerraria o baile e com sorrisos travessos, eles correram pelo pátio aos tropeços para chegarem a tempo. Reuniram-se rapidamente com os outros companheiros de mesa que estavam agora em um canto mais próximo da pista de dança.

Eles voltaram para perto dos colegas de classe apresentando os lábios vermelhos e inchados, as roupas amarrotadas e os cabelos bagunçados, dando aos outros a confirmação do que foram fazer nos jardins.

― Quem diria Potter, você finalmente tomou uma atitude. ― Comentou Pansy maliciosa passando o dedo pela mancha que o batom de Lavender deixou em sua mandíbula, e limpando a região com delicadeza. ― Achei que a Lav iria ter de te beijar a força para notar.

― Como assim? ― Questionou ele confuso, procurando distraidamente pelos cabelos ruivos de sua amiga, pois ele achava que já estava preparado para vê-la com Dean sem sentir-se enciumado. Infelizmente, ele não estava de fato e assim que a viu nos braços do rapaz negro, sentiu as lágrimas voltarem.

― Potter, você não toma jeito mesmo, né?! ― Resmungou a menina de traços caucasianos forçando-o a olhar em seu rosto novamente. ― Esqueça a ruivinha, você demorou demais para notá-la, agora lide com o romance entre ela e o Thomas.

― O que você quis dizer como isso, Pansy? ― Perguntou ainda confuso, ele não poderia assumir se a confusão devia-se ao desuso a respeito de consumir bebidas alcoólicas ou se porque ele de fato, não era bom em lidar com sentimentos.

― Esqueça Potter, um dia você vai entender. ― Ela falou com revirar de olhos, sentindo pena do jovem de cabelos cacheados, que era ingênuo demais para lidar tais coisas como sentimentos.

Após a última dança, o diretor e seu vice, deram seu último adeus parabenizando-os pela conclusão de mais uma importante etapa de suas vidas e todo aquele papo típico de bailes de formatura, mas Harry pouco se importava com tudo que era falado, apenas queria ir para casa, as palavras de Pansy não deixavam sua mente e sua cabeça rodava.

Apoiado em Pansy e Lavender, ele caminhava para a frente da escola, onde seus pais o buscaria em alguns minutos. Eles estavam encostados no muro, rindo de como Harry mal conseguia se manter em pé sem um apoio, e falando, de forma embolada, sobre as fofocas dos últimos dois meses.

― Harry! ― Exclamou a voz fina e melodiosa de Ginny, que ainda parecia como uma princesa saída de um conto de fadas, agora sem a companhia de Dean, tendo como única lembrança da presença contagiante do rapaz negro, o corset que ele levara para ela quando a buscou em sua casa horas mais cedo.

Tanto Lavender quanto Pansy zombaram quietamente da voz aguda da menina e da feição apaixonada e boba que Harry exibia. Elas sabiam que não deveriam fazer isso, principalmente quando ele estava bêbado, possivelmente era seu primeiro porre, mas era quase impossível não achar a cena engraçada e digna de uma comédia romântica.

― Hey Ginnie. ― Respondeu bobamente, alguns longos segundos depois, e apenas após levar uma cutucada de Lavender, pois estava olhando deslumbrado para os cabelos cor de fogo. Pansy balançou a cabeça em negação, ele estava se envergonhando demais.

― Eu não te vi o baile todo, onde você estava? ― Ela perguntou olhando curiosa para as meninas ao lado do cacheado, sentindo-se perdida, pois não recordava-se de vê-lo com elas pelo colégio outrora. ― Olá Brown, Parkinson.

― Olá Weasley. ― Responderam educadamente em uníssono, observando atentamente as ações do amigo. Estavam um pouco preocupadas com ele, um coração partido como o dele não havia se curado com algumas doses de bebida, e nem iria.

― Eu estava com a Lav e a Pansy, durante toda a festa, estávamos muito afastados de você e o Dean, para ser notado. ― Ele respondeu de forma baixa e embolada, enraivecendo-se por lembrar que a menina sequer pensara em o procurar durante toda a festa e só o fez quando Dean já havia a deixado. Ele sentia-se como uma segunda opção.

― Você está fedendo a álcool e sendo rude. ― Ela observou com a voz ofendida, e o mais velho bufou com raiva e desencostou-se do muro cambaleante e avançou em direção da amiga. ― Você nem tem idade para ficar se embebedando, Harry.

― E você está sendo uma péssima amiga ao vir me procurar só quando Dean não está por perto, e ainda assim eu não jogo isso na sua cara! ― Explodiu ele com raiva, olhando para ela com o rosto carregado de mágoa e frustração.

O menino sabia que não estava sendo gentil, mas não esperava que sua melhor amiga, e a garota por quem estava apaixonado fosse o tratar tão mal, ele apenas queria ter a elogiado e tirado para dançar uma música, mas apenas foi descartado como uma peça de roupa desgastada.

― Você está bêbado e me machucando falando isso, Harry. ― Ela falou começando a se irritar com o amigo que estava inconstante sob as próprias pernas. ― Mal consegue se manter em pé! Por que fez isso?

― Se você se importasse tanto comigo para perguntar esse tipo de coisa, teria feito antes, pare de fingir que se preocupa comigo Ginny! ― Gritou o garoto cambaleando ainda mais em direção da garota e quando estava perto o suficiente para ver as lágrimas que formavam-se nos olhos castanhos da ruiva, ele estatelou-se no chão como um saco de folhas.

― Deixe de ser imaturo, Harry! Eu me preocupo com você, me desculpe por não lhe dar atenção enquanto estava em um encontro! ― Ela exclamou com raiva, abaixando-se junto das outras garotas e ajudando-o a levantar da grama, ele tentou as afastar resmungando que conseguia sozinho, apenas para cair novamente.

― Encontro? ― Questionou debilmente, sentindo-se ainda mais perdido, seu mundo parecia estar girando para o lado errado a cada frase que Ginny dizia, a cada momento ele sentia com maior firmeza que havia perdido as chances, quase nulas, que tinha com a ruiva.

― Sim, um encontro, com o Dean, achei que ficaria feliz por mim. ― Ela falou parecendo decepcionada, naquele momento o moreno percebeu, que não importava quantas cervejas ele bebesse ou o quanto ele tentasse, Ginny nunca o veria como algo além de um amigo.

Com isso em mente, decidiu-se que daquele momento em diante, não mais ligaria para seus sentimentos e preocuparia-se apenas com os sentimentos e a felicidade dela, como o bom amigo que era

XXX

Olar, tudo bem?
Essa é a primeira vez que eu ouso postar no site, e eu ainda não estou muito acostumada com a plataforma, então, por favor, relevem qualquer erro. Não é minha primeira fanfic, mas eu sinto como se fosse, me desculpem por qualquer erro que passar despercebido, eu realmente vou trabalhar para melhorar isso. Não julguem a fanfic pelo o primeiro capítulo, ele pode parecer meio fraco, mas as coisas vão ficar melhores conforme avança a fanfic.

Então o que acharam do capítulo? Bom? Ansiosos para mais? Espero de coração que tenham gostado e que estejam dispostos a entrar nessa aventura comigo! Ainda sou nova nisso, mas prometo fazer meu melhor para postar frequentemente AHUAHUAHUAH!

Bem eu espero que tenham gostado! Se cuidem! Beijos e até a próxima semana.