Oi galeris, tudo bem? Se passou muito menos de 2 semanas, mas eu tô postando em 5 sites diferentes e realmente preciso que as datas fiquem iguais, entãoo como aqui e o foram os últimos em que eu postei, estou precisando postar com mais frequência, espero que não se importem!

Tenha uma boa leitura XXX 10 de agosto de 2018: Cotswolds, Reino Unido

Após passarem por três cidades, Harry e Ginny, finalmente haviam chegado em Cotswolds. Era uma cidade extremamente diferente da última que visitaram, e o propósito ali era totalmente diferente do anterior também. A última cidade que Harry escolhera, foi algo de última hora pois pareceria algo que Ginny gostaria, foi Bath, uma encantadora cidade, muito conhecida por seus famosos banhos romanos e atrações históricas.

A passagem pela encantadora cidade durou apenas três dias, mas foi o suficiente para que a ruiva estivesse mais relaxada e ele mais apaixonado por ela. Não foi muito difícil para o Potter, notar que uma viagem com sua melhor amiga também tinha suas desvantagens, ainda no terceiro dia de viagem, quando estavam a caminho das Cornualhas, ele e Ginny entraram em uma longa discussão sobre quem deveria dirigir o carro, o que ocasionou, cinco horas de um silêncio desconfortável e mais alguns pares de horas de conversas curtas e palavras grosseiras.

Era óbvio que eles iriam brigar, eventualmente, Harry apenas não esperava que fosse ocorrer tantas vezes e tão rápido. A convivência não era fácil, mas quando eles estavam em paz, era a melhor coisa.

Ele ainda se lembrava da discussão que tiveram em Bristol, quando ele insistiu em ir em uma das mais famosas praias de nudismos do Reino Unido, que coincidentemente ficava ali. Harry nunca vira Ginny tão furiosa, no final eles foram em outra praia, e se divertiram como duas crianças, e adquiriram queimaduras horríveis que só melhoraram no final da estadia, de cinco dias, deles na cidade praiana.

Ela dirigia calmamente, após uma briga de meia hora sobre quem assumiria o volante, em direção à área de acampamentos, a qual eles ficariam quatro dos sete dias, isso é, se o clima colaborasse com eles, e seguisse o que previsão do tempo estava dizendo. Quatro dias ensolarados em uma reserva ambiental afastada de tudo e sem sinal de internet, era tudo que Harry precisava após todas as cores que via nas noites em que esteve em Bath.

— Har, você tem certeza sobre esse acampamento? — Perguntou a ruiva olhando pelas casas de pedra por qual passavam, era tudo tão lindo, mais calmo que Bath, mas tão encantador e aconchegante quanto. Ele observou que ela estava com um pequeno bico em seus lábios rosados, e ela parecia querer tanto explorar a cidade que ele simplesmente não conseguiu negar esse prazer a ela.

Principalmente não naqueles dois dias em especial.

— Sim, mas acho que podemos fazer outras coisas antes. — Sugeriu ele com um sorriso, sentindo-se feliz quando ela, animadamente, concordou e aumentou a música. Harry gritou, assustando uma senhora que passava pela rua e que os repreendeu, ele riu e continuou a berrar a música, fazendo a ruiva rir.

Tudo estava indo muito bem, e eles até mesmo acharam um bom hostel com um quarto vazio, o que era raro, e enquanto eles descansavam no quarto, Ginny deitada na cama comendo uma Victoria Sponge* e ele na poltrona apenas observando a paisagem, o telefone de Harry começou a tocar loucamente.

Era uma chamada de vídeo. Uma chamada de vídeo de Lavender. Ele não havia conversado sobre estar dividindo a experiência com Ginny com ninguém, e realmente não fazia ideia de como ninguém imaginou que ela estaria com ele. E uma vez que Ginny decidira manter o celular desligado na primeira semana, eles não faziam ideia do que estavam falando dela, a não ser pelos, poucos, comentários que Lily fazia durante as ligações diárias.

Com as mãos tremendo, e sentindo um medo irracional de atendê-la, ele aceitou a chamada, ajeitando-se como podia na poltrona, de modo que Ginny não apareceria imediatamente. A imagem tremeu um pouco antes de aparecer com uma qualidade impressionante, e ele sorriu acenando para a amiga, que estava com Pansy ao lado.

Oi gatinho, onde está agora? — Perguntou Lavender com um grande sorriso branco, seu longo cabelo castanho e cacheado , agora apresentava pontas loiras, que faziam um belo contraste com a camiseta verde e sua pele negra.

Pansy, com seus cabelos negros presos em um rabo de cavalo que evidenciava o sidecut que a menina de pele leitosa orgulhosamente ostentava, não sorria tão grande, porém ainda havia um persistente e suave levantar de lábios ali.

Ao ouvir a voz de Lav, Ginny olhou na direção da voz do moreno, com uma das sobrancelhas arqueadas, parecendo um pouco desconfortável em estar ali, porém mesmo assim continuou comendo sua sobremesa em silêncio.

— Oi Lav, Pansy, eu estou em Cotswolds agora, fiz o check-in tem menos de meia hora — Ele respondeu com um sorriso leve e se sentiu um pouco culpado ao ver o olhar surpreso de Pansy, ela sabia a programação prévia do Potter, e nela constava que ele deveria estar saindo de Cotswolds e não chegando.

Eu achei que você estaria em Sheffield agora, garotão. — Falou Pansy em um tom despretensioso, mas seu olhar era curioso, e até mesmo julgador. Ele sorriu sem graça, bagunçando os cabelos ao ver-se sem resposta, mas aquilo pareceu ser uma resposta para as meninas, que sorriram maliciosamente para ele. — Você ficou sabendo sobre a menina Weasley?

Não seja boba, Pansy, ela é a melhor amiga dele, é claro que ele ficou sabendo, não é Harry? — Lavender o defendeu, ou ao menos tentou, pois sua afirmação soava como uma pergunta e ela parecia bem duvidosa da resposta.

— Do que vocês estão falando? — Ele perguntou, como se não soubesse de nada, como se a ruiva não estivesse a poucos passos de si. Ginny olhava-o com dúvida, não conseguia ver onde o cacheado queria chegar com aquela pergunta.

Ela fugiu, cachinho. Bem no dia do casamento, sem avisar ninguém, Dean disse que ela fugiu com outro cara rico. — Respondeu Pansy com a voz sarcástica, sorrindo maliciosamente para Harry, como se estivesse implorando para que ele dissesse a verdade.— Ela não era tão burra afinal, se livrou do idiota do Thomas.

— Não fale assim dela, Pan, a Ginny só era muito apaixonada pelo Dean para perceber que ele é um canalha. — Proclamou Harry, defendendo a ruiva como podia, ele gostaria mesmo era de acabar com a cara de Dean Thomas. A ruiva chorava todas as noites, sussurrando para o vento perguntas que não possuíam respostas boas.

Se você usasse um pouco mais da sua cabecinha bonita, nada disso teria acontecido. — Retrucou Pansy com os olhos negros cheios de raiva, Harry rosnou, aquele era um assunto delicado e que Ginny decididamente não deveria ouvir. — Não rosne pra mim Potter, eu estou falando sério.

Parem já com isso vocês dois. — Pediu Lavender, levantando a voz e fazendo-se ser ouvida em meio aos xingamentos que Harry e Pansy soltavam um para o outro. — Nós não podemos mudar as burradas do Harry, Pan.

A ruiva parecia bem interessada em escutar o que elas estavam falando, mas sentia que não deveria se intrometer naquele assunto, era um assunto apenas deles, e não dela. Com isso, ela tentou sair silenciosamente da cama e ir para o banho, afinal, ela estava cansada e queria um bom banho quente. No entanto, ela não era tão silenciosa quanto imaginava e mal saíra da cama e já havia feito barulho, Harry desviou o olhar do celular, parecendo preocupado com seu bem estar, muito mais preocupado com ela do que com as perguntas que as amigas dele faziam.

Quem está com você, Harry? — Perguntou Lavender com a voz séria. Ela sempre teve um grande instinto fraterno, e tratava Harry como um irmão mais novo em grande parte do tempo, como se ele despertasse nela um grande instinto protetor. Ele se sentia realmente nervoso mentindo, em geral, ele era um péssimo mentiroso, mas com Lavender, Harry sempre conseguia atingir um nível mais alto.

— Não tem ninguém aqui, Lav. — Ele respondeu com um riso nervoso, e olhou uma última vez para Ginny que o olhava decepcionada. Harry não sabia o que havia falado, mas assim que ela saiu para o banheiro, deixando sua sobremesa, a favorita dela, sob o colchão. Naquele momento, Harry apenas soube que havia cometido algum erro.

Você é um péssimo mentiroso, garotão. — Avisou Pansy, revirando os belos olhos negros com tanta vontade, que por um momento o moreno realmente acreditou que ela havia encontrado o próprio cérebro.

Não tem porque se sentir envergonhado em ter achado uma companhia para esquentar os lençóis durante a noite, cachinhos. — Completou Lavender com seu sorriso gentil, batendo levemente no braço de Pansy para que ela parasse de revirar os olhos. Elas eram um ótimo casal, funcionavam tão bem juntas quanto os pais dele. Ele esperava que um dia pudesse ter um relacionamento tão bom quanto eles, tão bonito e sincero quanto. Harry desejava que alguém o amasse ao ponto de não desistir dele, nem quando ele fosse um completo idiota.

Harry queria muito que a sua pessoa fosse Ginny, mas a cada dia que se passava, ele se sentia menos esperançoso em ter ela o enxergando como algo além de amizade, e mesmo que de repente ela realizasse no dia seguinte que o amava como mulher, e não só como irmã. Ele não poderia entrar num relacionamento com ela naquele momento, ela estava tão machucada sobre Dean, mesmo que não o amasse, Harry ainda podia dizer que ela estava sofrendo.

— Lavender! Eu não estou "esquentando lençóis" com alguém. — Respondeu o moreno indignado com a insinuação dele estar acompanhado romanticamente. Elas o conhecia, pelo amor de Deus! Ele era um britânico de corpo e alma, e não fazia o seu tipo ficar levando mulheres para quartos baratos de hotéis de beira de estrada.

Então quem está com você, sr certinho? — Questionou Parkinson, com um olhar ainda malicioso em seu belo rosto de aparência aristocrática, aquele levantar de queixo levemente arrogante que costumava assustar Harry antes dele a conhecer devidamente.

Potter não sabia se deveria contar a verdade, elas eram suas melhores amigas, é claro que sim, mas ele não tinha um bom sentimento sobre isso. E ela já parecia bem chateada, isso é se ele contar o modo como ela saiu para o banheiro, e exatamente por não saber em como ela reagiria, ele pausou o chat, e foi até o banheiro, batendo levemente na porta.

— Ginny? — Chamou ele com uma voz bem suave, torcendo para que ela não o ignorasse. Ele conseguia ouvir o barulho do chuveiro, mas ele sentia que ela apenas não estava realmente tomando banho ou se importaria muito, afinal ela já o tinha visto nu muitas vezes e ele também já a havia visto nua vezes consideráveis. Sem pensar muito, ele entrou no banheiro, qual estava destrancado. — Ginny, eu-

— Harry! — Ela gritou, em um misto de surpresa e irritação. Na verdade ela parecia furiosa, e ele sequer estava vendo ela, os olhos deles estavam fechados, afinal ele não era um idiota total a ponto de sair espiando ela por aí. — Eu estou nua! Você não pode esperar?

— Eu sei, desculpa, eu só queria me desculpar, por você sabe… — ele começou constrangido sentindo suas bochechas e pescoços ficando quentes, ele mexeu nos cabelos nervosamente e suspirou antes de continuar. — ser um idiota, eu não sei exatamente o que te chateou, mas eu sei que eu fiz, apenas...Eu apenas, sinto muito.

— Eu realmente aprecio suas desculpas, Harry, mas você não poderia esperar eu sair do banheiro? — Ela perguntou com um traço bem distinto de raiva em sua voz bonita que normalmente costuma ser sempre gentil e suave. Ele assentiu, não certo se ela conseguia vê-lo ou não, e sem dizer mais nenhuma palavra, ele saiu do banheiro, não muito certo se estava fazendo as coisas darem certo ou não.

Desta forma ele apenas se sentou na poltrona em que estava, e tirou o modo mudo e ativou a câmera novamente, não estava preparado para a bronca que levaria de suas amigas, e ainda assim ele fez. A primeira coisa que ele ouviu foi um grito, um alto e estridente, que claramente era de Lavender.

Como você ousa nos deixar no mudo, seu grande idiota? — Gritou Pansy com o rosto vermelho muito próximo da câmera, deixando o moreno com o sentimento de que a qualquer momento ela iria apenas pular para fora da tela e bater em seu rosto.

— Eu sinto muito, Pan. — Se desculpou ele, palavras sinceras saindo por sua boca, as duas meninas pareciam o encarar, como se duvidassem das palavras dele. Diante de toda a desconfiança delas, Harry revirou os olhos e bufou, desviando o olhar para onde sua amiga ainda estava.

É bom que sinta mesmo, seu mentirosinho. — Reclamou Lavender com um belo bico de frustração em seus lábios, Pansy ao ver isso, imediatamente a beijou, fazendo com que o bico pequeno que estava nas feições bonitas de sua namorada, virasse um belo sorriso.

— Eu não sou mentiroso. — Respondeu ele como uma grande carraca irritada, as duas meninas riram novamente demonstrando que claramente não acreditavam no que ele estava dizendo. — Eu preciso desligar agora, ligo de novo quando eu estiver em Sheffield. Beijos meninas!

Ei! Você não pod- — Pansy começou a esbravejar com sua voz subindo consideravelmente, parecendo muito mais que pronta para xingá-lo com todo seu extenso vocabulário de marinheiro, no entanto antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, Harry finalizou a chamada.

Ele se permitiu um riso leve, o aliviava saber que não estaria de volta a Londres em pelo menos nove meses, pois elas com toda certeza o matariam, ou ao menos iriam o ferir gravemente. Harry guardou a sobremesa de Ginny no frigobar e aproveitou o tempo em que ela estava no banho para arrumar a mala deles.

Ele olhou para o quarto, ele já estava ali há bons minutos e ainda não havia reparado em como o quarto em que eles estavam era bonito. O quarto que ele dividiria com Ginny por 4 dias. Era um dos melhores que ele havia conseguido logo após desistirem de ir acampar, afinal ele queria dar um bom aniversário para a ruiva, e faria o seu melhor para aquilo.

O quarto tinha uma grande cama de casal de lençóis azul celeste e travesseiros verde água. As paredes eram cor de creme, algo bem suave e tranquilo, o chão era um carpete felpudo, e as cortinas eram longas e brancas, que balançavam suavemente com a leve brisa vinda da varanda. Por fim havia um frigobar com água e chocolate, uma porta que levava ao banheiro pequeno, um pequeno armário, uma poltrona ao lado da janela junto de uma mesinha, qual ele havia usado para apoiar o seu celular.

Era tudo muito simples e bonito, o deixava confortável e feliz. E Harry apenas esperava que Ginny pudesse se sentir tão bem quanto ele estava se sentindo. Ele ainda olhava para o quarto com um arquear tranquilo dos lábios quando a ruiva saiu do banheiro usando apenas um roupão e uma toalha na cabeça. Seus olhos estavam levemente vermelhos.

Harry havia feito Ginny chorar. Ele percebeu com o coração se quebrando levemente com a visão do olhos avermelhados e o nariz que estava levemente avermelhado também, como se ela houvesse passado a mão muitas vezes pelo lugar. Ele sentia-se um idiota.

— Me desculpa por te fazer chorar, Ginny. — Se desculpou novamente, sentindo a voz fraquejar enquanto o fazia. Ele sempre odiou ver a ruiva chorando, e saber que ele era o motivo do choro apenas o machucava demais. — Eu realmente sinto muito, eu nem sei o que eu fiz, mas eu sei que não deveria ter feito.

— Jesus, Harry, respira um pouco. — Pediu Ginny calmamente com a voz suave, apesar dos olhos avermelhados e da cara de choro, ela estava sorrindo, era um sorriso realmente pequeno e discreto, mas era um sorriso. — Está tudo bem, eu apenas fiquei chateada com uma bobeira.

— Se realmente fosse bobeira não teria te chateado, Gin. — Argumentou o moreno olhando a ruiva que ainda em seu roupão procurava uma roupa em sua mala, e assim que ela achou, Harry se virou para a janela, preferindo encarar a paisagem a deixá-la desconfortável. De novo, lembrou a mente traiçoeira do Potter. — Você precisa ser honesta comigo, nós vamos ficar meses juntos dividindo o mesmo quarto e carro, e eu.. — Ele fez uma longa pausa tentando não estragar tudo, tentando achar as palavras certas.

— Você? — Perguntou ela sua voz soava muito curiosa, mas ele não podia ver o que suas expressões faciais. Harry poderia se dizer bem orgulhoso em suas habilidades de leitura corporal. Uma agitação se fez ouvida pelo quarto e um baque surdo ecoou. — Você já pode virar, eu estou vestida.

— Eu não quero te magoar. — Ele deixou escapar em um sussurro, não era o que ele queria dizer, ao menos não totalmente. Eu me preocupo demais com você, eu amo demais você para ser capaz de te magoar intencionalmente. Eu moveria o mundo para você. Ele pensou todas essas palavras bonitas, mas não era capaz de dizê-las.

— Eu, meu Deus, pare de ser tão perfeito, Har, ou você vai me fazer chorar. — Ela pede com uma voz risonha. O moreno se vira, e sente todo o ar sair de seus pulmões ao vê-la, naquele momento ele pode realmente sentir seu encantamento por ela aumentar umas cinquenta vezes mais. A ruiva estava com os cabelos ainda enrolados na toalha e usava um simples vestido azul com pequenas flores brancas e de tecido leve, ela não usava maquiagem, nem acessórios e ainda assim.

Ele a achava a pessoa mais linda que pisou na Terra.

— Wow. — Ele soltou baixinho, sem realmente ter a intenção de realizar tal ação, mas também não sendo capaz de impedir o suspiro encantado. — Você está linda.

— Não seja bobo, Harry, eu tô com a toalha na cabeça, descalça e sem maquiagem. — Respondeu a ruiva com um sorriso sarcástico e um revirar de olhos brincalhão, enumerando todos os motivos que ela considerava como catalogadores de sua própria beleza. Logo em seguida Ginny desenrolou a toalha e começou a pentear os cabelos vagarosamente, olhando o moreno por poucos segundos, com o rosto pensativo. — Eu fiquei chateada por você ter falado que não estava com ninguém. — Admitiu ela bem baixinho, como se ela torcesse para que ele não a escutasse.

Ela se sentiu descartada. Imaginou o moreno, desejando mais do que nunca não ter falado aquilo. Era óbvio que ela se sentiria chateada, principalmente depois de tudo que ela havia passado. Deus, como ele conseguia ser tão estúpido?

— Me desculpa, Ginny. — Pediu ele com a voz rouca, porém alta o suficiente para que ela o escutasse. A Weasley o fitou surpresa, ela não estava certa de que ele a escutaria, ou que pediria desculpas de novo. Sinceramente ela sequer esperava que ele não fosse debochar de suas bobeiras. — Eu não deveria ter falado aquilo.

— Está tudo bem, eu prometo. — Garantiu ela com um sorriso leve enfeitando seus lábios, e novamente Harry se pegou a admirando. Ela não parecia real, o que eles estavam vivendo, mesmo que só como amigos, não parecia real. Era apenas bom demais para não ser um sonho.

— Mas eu quero te recompensar. — O rapaz negro disse com a voz animada, levantando-se de onde estava sentado e indo para o banheiro, não sem antes beijar a testa de Ginny. Ele escutou ela chamando seu nome, mas ele apenas ignorou a curiosidade da ruiva e entrou no banheiro.

Ele não sabia porque tinha falado aquilo. Ele não conhecia a cidade, ele não conhecia nada na cidade e eles poderiam facilmente se perder, o que seria um desastre, mas Ginny valia o esforço. Ele tinha certeza que sim, e também, ela faria vinte e dois anos no dia seguinte, eles precisavam comemorar.

Enquanto tomava seu banho o cacheado tentou recordar-se de todos os lugares que se assemelhavam com um restaurante aconchegante e não muito caro, porém ele não conseguia lembrar de nenhum lugar que fosse perfeito para comemorar o aniversário da ruiva.

Mas ele não iria desistir.

E por causa desse pensamento que ele e Ginny pararam em um dos pubs locais, algo bonito e de aparência acolhedora perto da nascente do rio. A ruiva ainda usava o vestido, mas agora seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e uma jaqueta jeans estava alojada em seus ombros, apesar de ser verão, uma brisa fria e persistente atrapalhava os planos daqueles que desejavam deixar seus braços livres de mangas cumpridas quando estavam em lugares públicos.

Eles entraram e se acomodaram, rindo com a familiaridade de tudo aquilo. E, Deus era muito bom escutar Ginny rir, era como se todos os anjos estivessem o abençoando por um momento. E tudo bem, ele era um romântico de primeira quando se tratava da mulher ruiva, mas quem poderia o impedir?

— Meu Deus faz muito tempo que eu não tomo cerveja. — Comentou a ruiva enquanto dava o primeiro gole em sua Schiehallion, enquanto Harry começava a comer um pouco das batatas crocantes que haviam pedido.

— Por que? Você sempre adorou uma boa cerveja. — Ele perguntou, bebendo um gole de sua boa e velha Bass Ale. Ginny se mexeu desconfortável, como se não quisesse contar o motivo, e não querendo estragar a noite com pensamentos desagradáveis, ele decidiu que mudaria de assunto. — Ei, você precisa experimentar essa batata, ela tá deliciosa!

— Mesmo? — Perguntou ela com o sorriso feliz de volta em seu rosto, a mudança de assunto parecia ter tirado um grande peso das costas dela, e ele, naquele momento mais que nunca, desejou poder tirar toda a tristeza de Ginny. — Wow! Isso está muito bom mesmo! — Ela exclamou, olhos arregalados e o rosto totalmente chocado, uma expressão de surpresa agradável em seu rosto bonito. Ele gostava de como ela era expressiva ao seu lado, em como aos poucos ela ia se desapegando das coisas que a machucava.

— Eu te disse. — Harry respondeu brincalhão, apontando uma batata para a mulher como se estivesse empunhando uma longa espada o que a fez rir mais uma vez. O som bonito ecoando nos ouvidos de Harry de novo e de novo, incontáveis vezes, era bom.

Quando eles já estavam com o estômago cheio e a cabeça leve pelo álcool, Ginny pediu para que eles fossem andar, olhar a cidade e conversar. Ela parecia livre naquele momento, uma criança na noite, se divertindo, rindo, exatamente como uma jovem mulher de vinte e dois anos deveria fazer. O único problema naquilo tudo, era o fato dela agir assim apenas por estar bêbada.

Ela estava andando em sua frente cantarolando uma canção qualquer, rindo sozinha, e ele a observou, durante todo o trajeto ele a observou. Harry observou como as luzes da cidade faziam com que seu cabelo parecesse com fogo vivo, em como sua pele parecia tão macia sob a luz do luar, em como seu riso e sua voz eram tão encantadores que ele sentia como se ela fosse uma sereia capaz de atrair as pessoas apenas pela voz.

E após constatar todas essas qualidades que a faziam tão ela. O moreno apenas não conseguia entender como alguém que a tinha para si, em todos os momentos, apenas conseguia ser tão cruel a ponto de pôr o dinheiro acima da felicidade de Ginny. Naquele momento ele quis bater em Dean, mais do que nunca.

Naquele momento, ele percebeu que estava ainda mais apaixonado pela mulher de cabelos cor de fogo e olhos cor de chocolate que andava destemidamente em sua frente. Naquele momento ele percebeu que nunca iria deixar de se apaixonar por Ginny.

XXX

Olá outra vez, espero que vocês tenham gostado desse capítulo! Muitas coisas vão acontecer antes de rolar um romance real, afinal ela acabou de sair de um relacionamento PÉSSIMO, então sejam pacientes por favor! Acompanhem a fic pra receberem notificação quando eu atualizar e comentem a opinião de vcs, pq ela é MUITO importante pra mim!

Beijosss