THE LITTLE LADY WITH PINK EYES
CENSURA: +18 ANOS
SINOPSE: Ela renasceu pela primeira vez, no mundo de 'O Demônio Asmodiano'. O início de sua nova vida é tão ruim, ou mesmo pior, do que sua vida original. Isso até sua mãe levá-la diante de um homem, afirmando que ela era sua filha. Agora, ela é Estela Castiello, a preciosa filha do Duque Dimitri Castiello, um dos homens mais temido do império.
CAPÍTULO 1
Estrela
A primeira vez que ela acordou nesse novo mundo, após ler todo o 'relatório' que as três entidades a tinham dado e girar sua roda da fortuna, ela soube que não estava em boas mãos. A mulher que deveria ser sua mãe, nem mesmo se dignou a lhe dar um segundo olhar, ou mesmo um nome descente. Ela era 'Olhos Rosa'. Sua única alegria, era que era um pouco melhor do que ser chamada de 'aberração'. Sua mãe era uma prostituta, o que matava toda a esperança dela de encontrar seu pai. E 'Olhos Rosa' teria preferido qualquer lugar, mesmo os Dursley', a continuar a viver com aquela mulher que se dizia sua mãe.
A mulher a espancava todos os dias, pouco a alimentava e, sempre que um 'cliente' aparecia, ela era trancada em uma pequena caixa escura. Durante dez anos, 'Olhos Rosa', lamentou sua escolha de mundo para renascer, assim como o desprezo pela mulher que tinha lhe dado a vida aumentava. Se ela fosse sincera, ela nunca tinha odiado ninguém realmente. Nem mesmo Voldemort. Talvez ela odiasse um pouco Pettigrew. Mas comparado aos sentimentos que tinham por aquela mulher… 'Olhos Rosa' sabia que ela a odiava de verdade. Em alguns momentos, 'Olhos Rosa' se preocupava com a forma como o ódio estava crescendo em seu coração.
Por algum tempo, 'Olhos Rosa' pensou que essa seria sua vida para sempre.
Foi quando aquela mulher fez algo que surpreendeu 'Olhos Rosa'.
Naquela manhã, aquela mulher, usando seu melhor vestido vermelho, a empurrou para dentro de uma carruagem alugada. A viagem tinha sido longa e o silêncio era apenas interrompido pelos comentários mordazes daquela mulher. O sol estava alto, quando a carruagem parou em frente a uma grande mansão.
Antes que 'Olhos Rosa' pudesse entender o que estava acontecendo, ela se viu em um escritório com paredes marrom-claras, colunas brancas, e uma grande janela por onde a luz do sol podia entrar. Sentado atrás de uma mesa escura, estava um homem bonito com uma aura de pura intimidação. Cabelos negros e olhos vermelhos como o sangue, uma expressão impassível que não podia ser lida. 'Olhos Rosa' não sabia quem era aquele homem, mas ela sabia que ele era alguém muito perigoso e poderoso. Em pé, ao lado da nessa, estava um homem um pouco mais velho, com um bigode castanho espesso, vestido as roupas de um mordomo.
– O que você quer? – A voz do homem ressoou pelo escritório. Não estava alta, mas continha um poder e autoridade, que teria feito o mais valente dos homens se curvarem se medo.
Sua mãe bufou, antes de agarrar seu braço e puxando-a para mais perto.
– É sua filha, tens que assumir!
Ela sentiu seus olhos se arregalarem ao escutar aquilo.
Aquele homem... era o seu pai?
Enquanto 'Olhos Rosa' estava surpresa com a declaração da mulher mais velha, a expressão do homem não mudou nem mesmo por um momento. Seus olhos vermelhos a olharam apenas por um segundo, antes de se voltarem para a mulher mais velha.
– Por que eu deveria acreditar nas palavras de uma prostituta?
Era uma pergunta lógica. 'Olhos Rosa' não se surpreendeu ou questionou a pergunta. Se qualquer coisa, ela teria pensado que o homem era tolo ou ingênuo, se ele apenas tivesse aceitado a palavra de uma prostituta, sem questionar.
Sua mãe não parecia tão compreensiva, pois seu rosto se contorceu de forma desagradável, antes de gritar:
– Como se atreve...
– Eu me recuso. – Ele se levantou, de repente, a sala pareceu se tornar mais sombria e a aura opressiva parecia se espalhar pelo ambiente.
'Olhos Rosa' viu sua mãe recuar e tremer, enquanto a cor sumia de seu rosto. Não deveria ser uma surpresa. 'Olhos Rosa' podia ver que até mesmo o mordomo estava um pouco trêmulo. Pessoas normais não eram capazes de lidar com aquele tipo de aura opressiva. Estranhamente, aquela aura não a estava assustando... a sensação que lhe dava, era muito diferente de medo... era... segurança?
– Em troca, – continuou a falar, enquanto pegava uma folha de papel sobre a mesa. – Vou comprar isso.
Antes que ela pudesse entender, o homem agarrou seu braço, puxando-a para longe de sua mãe. 'Olhos Rosa' demorou alguns instantes, para que ela compreendesse as palavras daquele homem.
"Comprar…?" Pensou sem acreditar. Ele iria comprá-la? Então… outra vez, 'Olhos Rosa' não conseguia pensar em como deixar sua situação pior do que estava naquele momento. Quem sabe? Talvez sua vida se tornasse mais agradável, se aquele homem a comprasse.
O olhar de ódio no rosto de sua mãe, apenas fortificou esse tipo de pensamento.
– O que você disse?
O homem nem mesmo se dignou a piscar, encarando a mulher mais velha como se ela fosse menos do que um verme. Foi quando um sorriso desagradável surgiu no rosto de sua mãe, que fez com que 'Olhos Rosa' se preocupasse com o que ela poderia estar planejando.
– Bem… por que não aumentamos o interesse? Me dê 20 mil moedas de ouro, e poderá tê-la.
'Olhos Rosa' suspirou ao ouvir a quantia.
Moedas de ouro tinham um valor muito alto. Pessoas normais obtinham apenas moedas de bronze e algumas de prata. Muitos passavam todo a sua vida sem nunca ver uma única moeda de ouro. Ela sabia disso, graças ao 'relatório' que tinha lido. Aquele homem nunca aceitaria pagar tanto por ela.
O homem encarou os olhos azuis distorcidos de sua mãe por apenas um momento, antes de gritar:
– Kelson!
O mordomo, que até aquele momento tinha permanecido imóvel, deu um passo a frente e inclinou seu corpo um pouco.
– Sim, meu senhor?
– Traga-me 20 mil moedas de ouro. – Ordenou, empurrando 'Olhos Rosa' na direção do mordomo, que foi rápido em pegá-la com cuidado, para que não se ferisse. – Assim como papel e caneta. Para finalizar este contrato.
'Olhos Rosa' não soube o que aconteceu depois, pois logo o mordomo, Kelson, a retirou do escritório e a levou para o lado de fora, onde uma bonita carruagem, presa a dois cavalos de pelagem escura, estava esperando. Em silêncio, ela entrou na carruagem, sentando-se em um dos bancos que eram muito mais confortáveis do que os da carruagem alugada, enquanto Kelson se sentava no banco em frente a ela. Então a carruagem começou a andar, levando-a para longe da mansão e de sua mãe. Um suspiro de alívio, que ela não sabia que estava segurando, escapou de seus lábios ao perceber isso.
Para sua surpresa, a expressão do mordomo não estava mais fria e impassível, como tinha estado no escritório. Ele parecia muito contente e relaxado, até mesmo lhe oferecendo um sorriso, que fazia o bigode se levantar um pouco.
– Srta. Kazan, qual é o seu nome?
'Olhos Rosa' piscou com a forma como tinha sido chamada.
– 'Kazan'?
– Kazan significa: sem nome.
Oh, fazia sentido.
– Como sua mãe te chamava?
Um sorriso triste se desenhou em seu rosto.
O que ela tinha, nem mesmo poderia ser chamado de nome.
– Ela apenas me chamava de 'Olhos Rosa'. – Respondeu por fim.
Kelson a olhou surpreso, antes de lhe dar um sorriso um pouco desconfortável.
– O duque vai lhe dar um nome melhor.
Duque.
Esse era o título daquele homem? Ela queria saber mais. Sua mãe tinha afirmado que aquele homem era seu pai. Ela não sabia se essa informação estava certa. Não com o tipo de vida que aquela mulher levava afinal. Ainda assim… aquele homem a tinha comprado, então…
– Sr. Kelson, o senhor poderia me contar quem era aquele homem?
– Oh, a senhorita não sabe? – Kelson parecia legitimamente surpreso com a pergunta, antes de sorrir. – Ele é o Duque Dimitre Castiello, senhor do Ducado Castiello.
Ela congelou ao escutar aquele nome.
Castiello… esse era o sobrenome do 'personagem' principal do 'registro' que ela tinha lido. Apesar de que, o primeiro nome do personagem Carlos… a história tinha sido sombria, e ela precisou pensar muito antes de não rejeitar renascer naquele mundo. A família Castiello tinha o sangue asmodiano. O sangue de um demônio. Eles eram poderosos e, apesar de não desejarem riqueza, eram muito ricos e tinham mantido um excelente relacionamento com o imperador. Contudo, a família Castiello não era apenas inveja, mas temida e odiada por muitos, pois tinham o 'sangue do demônio'. Esse sangue também se manifestava perfeitamente em sua aparência, o que tornava impossível para que qualquer pessoa os confundisse. Um Castiello sempre teria cabelos negros e olhos vermelhos.
"Isso significa que não sou filha dele." Ela pensou, brincando com seus próprios cabelos dourados, enquanto se lembrava de seus olhos cor-de-rosa. Sua mãe tinha sido tão idiota, ao ponto de pensar que poderia enganar alguém que seria capaz de identificar seus filhos, apenas por sua aparência? Que tola.
Não era apenas isso… o destino da família Castiello… seria um destino sangrento, tudo por causa de uma pessoa. Enquanto muitos odiavam a família, o medo tendia a ser superior ao ódio, exceto para uma pessoa, que não temia o nome Castiello… essa pessoa seria o veneno que destruiria aquela família. O relatório que lera começava no ano 1023… quase dez anos a partir daquele momento, após a morte do antigo duque e a ascensão de seu filho ao título.
Ela não tinha gostado daquela história. O destino daquela família era cruel, e tudo por causa de uma pessoa… 'Olhos Rosa' sabia que não poderia permitir que isso acontecesse. Era bom que o único motivo que a tinha colocado naquele mundo, era destruir as cadeias do destino e torná-lo… mais interessante. Agora que ela estaria perto da família Castiello, ela teria a certeza de não permitir que algo assim acontecesse. Ela tinha tempo. Dez anos era muito tempo, afinal.
Antes que percebesse, a carruagem parou. Quando desceram, 'Olhos Rosa' se viu diante de uma magnifica mansão branca, com muitas janelas e telhado escuro. Por dentro, era ainda mais surpreendente. Obras de arte, tapeçarias e ornamentos requintados, que revelavam seu valor mesmo para o olhar mais destreinado. Tudo era tão bonito, que ela não conseguia esconder eu encanto em cada detalhe.
Kelson foi paciente, enquanto a conduzia pelos corredores da mansão, sempre que ela decidia parar por alguns instantes, para olhar alguma coisa que tinha atraído sua atenção. Por fim, eles pararam em frente a uma porta.
– Por aqui, senhorita. Este será o seu quarto.
Se ela fosse sincera consigo mesma, ela não esperava um quarto surpreendente ou especial. Talvez algo semelhante ao segundo quarto de Duda, como os Dursley tinham lhe dado. Contudo quando a porta se abriu, um suspiro de surpresa escapou de seus lábios, enquanto olhava para o lugar que seria seu quarto.
Era grande. Grande o bastante para caber toda a casa de sua mãe e ainda restar espaço. As paredes eram de um bege suave, com detalhes em dourado. Havia uma grande cama com dossel de madeira, uma penteadeira, uma estante cheia de livros, uma escrivaninha, uma poltrona com uma pequena mesa, e grandes janelas, que davam acesso a uma sacada, com vista para um grande jardim. Era lindo. Um quarto de uma verdadeira princesa de contos de fada.
– Esse… é o meu quarto? – Perguntou, não conseguindo afastar a insegurança em sua voz. Por que o duque lhe daria um quarto como aquele?
– Não é do seu agrado, senhorita?
– Não é isso… É lindo. Muito, muito lindo! – Exclamou, um grande sorriso em seu rosto, enquanto olhava para os lados, sem saber o que fazer primeiro.
Não era apenas o quarto que era incrível, havia um closet com centenas de vestidos, sapatos e acessórios. Mesmo se ela usasse um vestido por dia durante os próximos cinco anos, 'Olhos Rosa' tinha certeza de que não seria capaz de repetir um único vestido. O banheiro anexado ao quarto, era igualmente surpreendente. Mármore branca e azulejos decorados, com uma banheira grande, que quase parecia uma piscina.
Depois de ver tudo, Kelson a levou de volta para o quarto, onde uma mulher estava esperando. A mulher deveria ter mais de quarenta anos, um pouco robusta, com cabelos castanhos presos em um coque, usando um vestindo verde escuro sem decote e um chale preto. A única joia que usava, era um simples colar dourado, com uma bonita pedra vermelha em seu pingente.
– É um prazer conhecê-la, senhorita. Meu nome é Agnes, e a partir de hoje, vou cuidar da senhorita.
'Olhos Rosa' não pode deixar de sorrir, ao sentir a aura quente e gentil que rodeava a mulher. Apenas olhando-a, ela sabia, aquela mulher era uma pessoa muito amável.
– Hm… olá, meu nome é 'Olhos Rosa'. – Cumprimentou, enquanto se curvava um pouco para a mulher.
Agnes apenas sorriu, antes de se aproximar e segurá-la pelos ombros, virando-a em direção ao banheiro.
– Bem, tenho certeza de que o duque vai te dar um nome mais bonito. Agora, por que não tomamos um banho e a arrumamos?
Agnes a conduziu para o banheiro. Em pouco tempo, ela se viu mergulhada na banheira com água quente, misturada com óleos perfumados. Com cuidado e carinho, Agnes a lavou, e até mesmo banhou seus cabelos desgrenhados em uma mistura de óleos, para deixá-los bonitos e brilhantes. Após o banho, ela foi vestida em uma camisola rosa pálida e sentada em frente ao espelho, enquanto Agnes começava a cortar seu cabelo, dando forma para as mechas desleixadas.
Quando viu seu reflexo no espelho, ela nem mesmo pode se reconhecer. Seus cabelos estavam bonitos, com um caimento ondulado. Kelson voltou ao quarto, trazendo uma bandeja com seu jantar. Um bife grande e suculento, salada de batatas, molho, verduras salteadas e ervilha, junto com suco e um pudim para a sobremesa. Após comer mais do que poderia se lembrar de já ter comido naquela vida, Agnes a fez escovar os dentes, antes de deitá-la na cama e começar a ler um dos muitos livros de história, para fazê-la dormir.
Antes de envolvida pelos braços de Morpheus, a única coisa que ela conseguia pensar, era como tudo aquilo parecia um sonho mágico.
Ela já não era mais 'Olhos Rosa'.
Kelson tinha lhe dito que o duque havia escolhido um novo nome para ela.
Agora, ela era Estela.
Significava 'estrela'. Ela não sabia o que o duque tinha visto nela, ou seus motivos, para lhe dar um nome com esse significado. Ela só podia tentar confiar naquele homem. Depois de comprá-la por um preço tão alto, e lhe tratar tão bem… talvez ela pudesse confiar nele, mesmo que apenas um pouco.
-OMAKE-
– Ei Pexx, qual foi o resultado da roda da fortuna? – Perguntou Nullu, depois de ver Harriet atravessando o portal para entrar no mundo do livro 'O Demônio Asmodiano'.
– Hm? Oh, saiu 'nova personagem'. – Respondeu Pexx, que já estava sentada em frente a tela de cinema, com um grande pote de sorvete em mãos, enquanto Sappi carregava dois grandes baldes de pipoca.
A personificação da morte riu animada, antes de voar rápido para seu lugar. Elas estavam animadas para saber o que iria acontecer. Quem sabia? Harriet poderia renascer como qualquer um, se o resultado da rosa era 'novo personagem'. Uma pessoa aleatória da história, ou mesmo alguém completamente novo. Seria tão divertido, que elas nem mesmo poderiam imaginar.
Além do mais, originalmente, aquela história terminaria em uma grande tragédia, mas agora… ninguém poderia saber o que aconteceria. Nem mesmo elas. Afinal, elas tinham dado a Harriet o poder de destruir qualquer corrente que prendia os mortais ao destino.
– Oh, vai começar! – Exclamou Sappi, pulando em seu lugar, quando a tela se iluminou.
E… quando isso aconteceu, as três entidades imortais ficaram enjoadas. Elas acabaram de presenciar o nascimento de um mortal… do ponto de vista do bebê…
– Da próxima vez… vamos colocá-la alguns segundos depois de nascer. – Declarou Nullu, o rosto verde, enquanto lutava contra a vontade de vomitar.
– Concordo… – murmurou Pexx, ela não queria ter visto aquilo. Ainda mais daquele ponto de vista. Havia um motivo para os mortais não se lembrarem do momento em que nasciam. A cena era traumática demais!
BLEHK!
– ECA! SAPPI! NÃO VOMITE EM CIMA DE MIM!
Oi meus queridinhos =3
E aqui estamos nós, com a primeira fanfic da série 'A Mestra, a Vida, o Destino e a Morte', uma pequena série que eu criei. Para aqueles que não estão entendendo nada, eu criei uma one-shot, para servir de base para as minhas fanfics futuras. Nelas, irei fazer com que minha fem!Harry renasça em diferentes mundos alternativos, muitos deles serão baseados em mangás, animas, séries ou mesmo otome games. Vou sempre avisar sobre o que foi baseado, para aqueles que quiserem conferir a série original. Contudo, apesar de me basear muito nessas séries, não significa que irei seguir a risca cada acontecimento. Na verdade, vou alterar muita coisa.
Está fanfic, é baseado no manhwa 'I am a Child of This House' (que é um trabalho maravilhoso e recomendo a todos que leiam!). Apesar de 'Estela Castiello', ser realmente um personagem existente na série, colocarei ela como se fosse um personagem oc, assim como a parte de fundo do 'fim sangrento da família Castiello' ser algo que eu criei, para basear a minha história.
Espero muito que todos gostem.
Mil beijinhos e até o próximo capítulo =3
