Autora: 流鬼。 ( *`ω´)b / 満月 - mitsuki - / Marianna

Disclaimer: Essa fanfic não é minha e nem a história de Naruto, essa fanfic pertence à Mari e foi escrita em 2009, aqui ela faz parte do meu Projeto Nostalgia. Caso você seja a autora e deseja que eu retire a sua história do site, só mandar uma mensagem para mim. :)

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Aviso da autora:

Well, é sim sobre vampiros, mas não tem absolutamente nada a ver com Twilight.

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Aproveitem!


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A sua revista, ela observava atentamente. Sentada em uma pequena mesa de restaurante pouco iluminado, Sakura segurava delicadamente a taça de vinho, balançando-a levemente antes de levar aos lábios finos e rosados.

O homem na mesa a sua frente a observava desde que ela havia entrado no local. Seus cabelos negros repicados que caiam levemente sobre o rosto, contrastavam junto com seus olhos negros sedentos, a pele pálida. A língua teimosa se deu para passar gentilmente pelos lábios, certamente apreciando a bela aparência da garota.

Nem se deu conta, mas a menina com sua taça de vinho em mãos, já se punha sentada em sua mesa, na sua frente. Seus olhos vagaram para o rosto sereno e delicado da mesma. Ela era linda, amável. Como exatamente seria a textura de sua pele, o sabor de seu sangue?

Ora, no que estava pensando?! Uma mordida era muito significativa, quando se era um vampiro.
Os humanos não satisfazem seus desejos carnais, sua troca de afetos em meios de relações íntimas? Os vampiros a satisfaziam através de mordidas. Mas não é tão simples como parece ser, tão ridículo, tão banal.
O toque de lábios no pescoço de um outro vampiro quando este esbanja desejo, necessidade, tem uma sensação muito diferente do que é comum quando não há anseio, muito menos sentimento.

- Desde quando virou meu guarda-costas, Sasuke-kun? – Sua voz suave o despertou assim que ela pronunciou seu nome, junto a aquele apelido ridículo que só tinha algum sentido quando saia de seus lábios. Ele sorriu, sorriu daquele jeito.
- Desde que você me conheceu, sabe disso. – Ela revirou os olhos, enquanto brincava com a taça de vinho, agitando-a.
- Acho que eu quis dizer o porquê de ter feito isso. – ela disse, enquanto os olhos verdes miravam o líquido tentadoramente vermelho em sua taça.
- Não quero correr o risco de perdê-la. – explicou ele. – Muito menos o de ter uma gota de seu sangue se quer, derrubada por outro ser.

Ela suspirou inconformada, com uma ponta de irritação ao soltar todo o ar de seus pulmões.

- Você é tão possessivo, Sasuke-kun... – murmurou ela, levando novamente a taça aos seus lábios. – Não deixaria eu me divertir, não é mesmo?
- Isso não é um jogo, Sakura. – ele a respondeu ríspido.

Ela suspirou novamente, e desapareceu perante os olhos do moreno, reaparecendo já fora do restaurante, vagando naquela noite obscura, deserta.

- Me pergunto o porquê de você ser tão infantil. – Agora Sasuke era quem suspirava, fechando lentamente os olhos e levando uma de suas mãos aos cabelos negros arrepiados.
- Talvez... – ela disse sorridente, agora na frente de Sasuke, impedindo sua passagem. – Porque esse tipo seja o que mais lhe agrada. – Por fim, ela lhe mostrou um sorriso singelo, brincalhão.

Ele virou a cara, típico de quem recusa a acreditar na verdade por causa de seu impenetrável orgulho.

- Não sei por que recusa o sentimento que tenho por você. – A voz da menina saiu melancólica, como se lembrasse de coisas passadas. – Você um dia irá me aceitar, Sasuke-kun? – perguntou ela a ele, esperando calmamente por uma resposta.
- Por que ainda insiste nessas perguntas? – indagou ele, continuando a andar e deixando-a no caminho.
- Porque eu quero saber a resposta, oras! – exclamou ela aparecendo de repente em sua frente.
- Mas contente-se, pois não vai tê-las.
- Humph! - Ela bufou, seus olhos em segundos modificaram sua cor, estando próxima daquele vinho, o qual ela tanto gostava.

Os vampiros eram realmente criaturas diferentes, e pode-se acrescentar incomuns, e até um pouco esquisitas. A mudança de humor afetava a aparência física, como a cor dos cabelos, ou olhos.

Agora, ela já não encontrava-se mais vagando pela aquela rua escura, e sim, estava sobre um dos galhos da mais alta árvore de um parque qualquer da cidade.

Ela simplesmente adorava a vista do alto, ainda mais à noite, ou de madrugada, que seja.

- Por que sempre vem para cá? – Sua voz rouca, grossa, mas suave, a pegara de surpresa.
- Porque todos têm um local de preferência, né?

Ele não a respondera, só ficara com os olhos penetrantes naquele horizonte, como se esperasse algo, como se quisesse algo.

- Ah! – exclamou ela. – Esqueci que não quero falar com você.

Em um simples pulo, ela saiu de uma árvore com mais de oito metros de altura, e depois, pôs-se a andar para o lado oposto em que o garoto se encontrava.

Mas não conseguira nem dar o terceiro passo, pois fora impedida, sendo brutalmente colocada apoiada no largo tronco de árvore que permanecia sentada há menos de um minuto.

- Por que tem que ser tão mimada? – Sua boca estava próximo ao pescoço dela, enquanto ele embriagava-se com o aroma de cereja que tinha seus cabelos.
- Pare de me fazer perguntas, Sasuke-kun. – ela reclamou, estremecendo após o responder, pois a boca dele vagava por seu pescoço.
- Esse simples toque a arrepia, Sakura? – indagou ele, agora mirando os olhos verdes e um pouco assustados da garota.
- Você é um bobo, Sasuke-kun. – ela respondeu, virando o rosto para que seus olhos não perdessem-se nos dele.

Ela estava constrangida, afinal, quando o lábio gélido dele tocara sua pele, ela sentira sensações diferentes. Ele a desejava? Ou estava apenas brincando?

- O que quis dizer com aquela pergunta? – Ela o indagou, ainda sem encará-lo.
- Quis dizer que tenho outro método de responder sua pergunta anterior, a terceira que me fizera hoje. – respondeu ele. – Mas eu precisava saber se eu estava apto a fazer isso. Não quero obrigá-la a algo que não deseja.

Ela engoliu seco. Como com um simples arrepio ele sabia que ela o almejava? Claro, sem contar com suas diversas declarações, mas, quando o corpo responde, você é incapaz de omitir.

Mas ela queria saber sua resposta a qualquer custo. Afinal, ela o amava, e essa seria sua resposta mais valiosa. Será que ele correspondia aos seus sentimentos?

A boca suave dele em seus lábios a surpreendera, pois ela estava tão desatenta que nem percebera o simples movimento que ele fizera. Seus lábios moviam-se vagarosamente nos seus, delicados, mas ela sentia a vontade que o rapaz tinha de ir mais afundo, de desfrutar mais do sabor que tinha sua boca.

Ela pôs uma de suas mãos sobre os cabelos negros e arrepiados do garoto, remexendo-os na freqüência de que os lábios dele moviam-se nos dela.

Agora os movimentos dos lábios de ambos encontravam-se mais rápidos, podia-se dizer até mais vorazes.

- Sasuke-k...kun... – A voz angelical da menina de cabelos róseos saíra como um baixo e quase inaudível sussurro, aparentando até mesmo um gemido fraco, ao Sasuke redirecionar sua boca ao pescoço alvo da mesma.

Ele demorava seus lábios na pele pálida da garota, sentido-a antes de saboreá-la.

- Se me permite... – murmurou ele, abrindo lentamente sua boca, acabando por expor seus caninos impecavelmente brancos, límpidos.

Era incrível de como a pele da garota era semelhante com o brilho da lua que estava exposta naquele céu negro. Ambos eram incrivelmente pálidos, admiráveis e suaves. Sem falar que destacavam-se naquela noite densa.

Os dentes do garoto – precisamente os caninos – perfuraram o tecido fino que era a pele dela, sentido o sabor, a textura suave e doce que tinha. Um gemido baixo, ofegante, fora ouvido pelos seres mais próximos.

- Então... – começou ela. – Era isso o que queria dizer com os outros métodos? – O sorriso que ela tinha nos lábios era fraco, mas verdadeiro.

Ele não a respondera, só limitou-se a mostrar um mínimo sorriso.

- Mas então... o que quis dizer com isso tudo, na verdade? – Era muito óbvio que ela soubesse a resposta, mas ela só queria ouvir as palavras sendo pronunciadas pelos lábios finos e avermelhados de Sasuke.

Ele sabia que ela já tinha a resposta em mente, e que só queria ouvi-la de seus lábios. Mas não fazia parte de sua personalidade simplesmente dizer o que sentia. Sasuke não era de detalhar sentimentos, e sim, de mostrá-los.

- Que essa é minha forma de responder a todas as suas perguntas, Sakura. – O sorriso de canto estava presente em seus lábios, e como ela adorava esse sorriso.

Ela sorrira de volta. Então, o que ele disse com tudo isso, realmente, fora que, essa seria a forma que ele iria tratá-la. A forma com que ele iria corresponder o doce sentimento que ela tinha em relação a ele. Sasuke era frio, calculista, mas nunca ingrato. E também, ele possuía o sentimento – o único, na verdade – essencial para conseguir retribuí-la da melhor maneira, a que ela merecia. A dona de seu coração inerte, entorpecido.

Essa seria a forma que ele usaria para dizer as mais simples, mas as mais bonitas das palavras: Eu te amo.

Owari