Aviso: A FIC conterá Hentai
Autora: Céu
Disclaimer: Essa fanfic não é minha e nem a história de Naruto, essa fanfic pertence à Céu e foi escrita em 2008, aqui ela faz parte do meu Projeto Nostalgia. Caso você seja a autora e deseja que eu retire a sua história do site, só mandar uma mensagem para mim. :)
Como é uma história longa, vou postando os capítulos assim que for possível para mim.
Avisos da autora -
Ship: Sasuke/Sakura (principal), Naruto/Hinata, Gaara/Céu, Tenten/Neji, Ino/Sai, Temari/Shikamaru, e outros.
Gênero: Drama/Romance.
Tipo: Long-Fic U.A.
Betada por: Thamiris Figueiredo (Dark Thami)
Aviso¹: A FIC conterá Hentai
Aviso²: A personagem Céu me pertence.
Aviso³: A personagem Lenna pertence à Thamiris Figueiredo.
Aproveitem!
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Frio... Nublado, escuro.
O glamoroso e mórbido inverno.
A estação que mais tenho afeto em todos os sentidos.
A solidão nas ruas cobertas pelo manto branco.
A neve, solitária neve que cai do céu cinzento.
Como pétalas de flores...
Flores?
Flores de cerejeira.
Naquela época escolhi o inverno como minha casa.
Por que é como eu sou...
Quem eu sou?
Acho que já não lembro.
O inverno naquela época, de certa forma, tornou-se de meu total desejo. Desejava o frio, mas não para senti-lo em minha pele. Desejava sentir você em meu peito, se aninhando como uma menina frágil com medo de sair de perto de mim.
O nublado, as nuvens cinzentas que pairavam no céu, que despejavam inúmeras gotas em nossas cabeças...
Você lembra? Dos nossos banhos de chuva?
O escuro já não mais existia com sua presença. Apenas com a sua presença, eu podia ver claramente, a luz que me rondava. A pequena luz, que há muito tempo apagou.
Não amava apenas o inverno, amava o jeito que ele fazia você ficar mais perto de mim.
Embora você não acredite mais nessas palavras.
Eu ainda...
Capítulo 3 - Eu não sei o que fazer comigo mesmo.
Entrou na curva como um tufão, desviando de alguns galhos que invadiam a pista. Benditas árvores, sempre atrapalhavam naquela hora.
O Honda vermelho sangue ainda permanecia em sua frente. Tomado pela sede de vitória que almejava loucamente. Pleno desperdício, ele pensou virando mais uma curva com tudo. Aquela corrida era toda sua.
Aquela era a sua montanha favorita, com as melhores curvas que todo piloto adora derrapar, conhecia muito bem cada pedaço de seu adorável parque de diversões.
Já estava de saco cheio, aquele idiota já estava fazendo-o suar... Suar? Desde quando ele suava?
Afundou seu pé no acelerador, visando à próxima curva. Era o famoso S, como ele mesmo chamava. A primeira curva era bem assustadora, qualquer bobeira poderia cair precipício abaixo. Já que não tinha cercas naquele lugar devido a um deslizamento, meses atrás.
Teria que ultrapassar ali, era a sua última chance.
O carro da frente, não tinha tração traseira. Foi o que Juugo havia lhe dito antes da corrida acontecer. No caso ele iria usar um E-brake, o movimento de puxar o freio de mão fazendo com que o carro perca a tração. Não era tão fácil como parecia. Apesar de ser uma técnica nível 1. Exigia total precisão e concentração do piloto. Coisa que aquele "filhinho de papai" não obtinha.
Nas suas análises de alguns poucos segundos antes que a curva chegasse perto, o moreno se deu conta que, como aquele idiota não tinha nada que um bom piloto precisava ter, certamente reduziria a velocidade naquela curva perigosa, com o medo de cair do precipício, e acabar rodando na outra curva que vinha encima dessa. Então ao entrar na curva, puxaria o freio de mão com tudo, virando o volante para dentro da mesma.
O carro não ia ter uma rotação tão grande, não abriria tanto. Nesse caso, ele ia fazer uma curva fechada. Por isso, o jeito era passar por trás dele, sem cair ladeira abaixo. E rezar para não bater, caso não desse tempo de entrar na outra curva.
Acelerou, chegando perto do Honda que estava reduzindo já preparado para entrar na curva.
Sasuke conduziu o carro para fora da curva e freou com tudo. Fazendo com que o peso do carro fosse transferido para a dianteira, provocando a perda de tração. O carro derrapava, chegando a beirada da pista, deixando as rodas traseiras para fora. O Uchiha acelerou mais uma vez, fazendo um barulho tremendo.
Fez uma ultrapassagem perfeita por fora. Passando disparado pelo Honda que também voltava a acelerar depois da curva. Virou o volante com tudo, tirando o pé do acelerador. A outra curva já estava a sua espera. Os dois carros emparelharam deslizando lado a lado. Suas laterais quase tocavam uma na outra.
A curva acabou e Sasuke seguiu na frente, voltando a acelerar.
- SEU MALUCO! – Gritou o homem do carro
O Uchiha apenas riu irônico. O nível máximo de loucura já estava em sua ficha há muito tempo.
Ganhar.
Era tudo o que importava, tudo o que mais importava naquele momento. Se não ganhasse seria humilhante. O que ela iria pensar dele? O que ela iria dizer?
Só tinha isso, só lhe restava essa sensação boa na sua vida. Na sua tempestuosa e solitária vida.
Ultrapassou o ponto de chegada, derrapando em seguida. Parou seu carro perto da multidão ao delírio, gritando seu codinome com fervor e emoção. O grito, a corrida, a vitória. Isso, amava, amava completamente aquilo.
Apenas seu Skyline reluzia na linha de chegada. De cor azul profundo, misturado com o azul do mar com o azul do céu, fazendo um tom diferente. Nas laterais haviam pétalas de cerejeiras desenhadas, caindo na horizontal. Em seu aerofólio também havia pétalas, naquele tom rosa bebê. O pára-choque era moderno, quadrado, assim como os faróis que eram puxados em forma de um retângulo. No capô havia algumas entradas de ar formando um pequeno V. Suas rodas eram de liga leve, aro 16.
Saiu do carro, sendo cercado. Recebia elogios, muitos por sinal. Saudações, proposta fervorosas de quase todas as mulheres que faziam questão de se mostrarem disponíveis para o piloto vencedor. Porém aquilo não importava.
Fitou um grupo ao longe, o grupo no qual pertencia. Andou até lá, vendo Karin se aproximar animada.
- SAS... HEBIII! – abraçou-o
Fazia questão de abraçá-lo fortemente, olhando para as mulheres que estavam por perto com seu olhar psicótico. Pronto. Nenhuma vadia chegaria perto, nenhuma daquelas vulgares se aproximariam do seu amado Uchiha Sasuke.
- Karin, esta me sufocando! – reclamou
A ruiva o soltou a contragosto, sentir aqueles músculos contra o seu corpo era tão excitante. Pena que o dono deles era um ser tão insensível.
- Karin, depois me diga o quanto arrecadamos essa noite... Juugo, preciso que amanhã você vá até o centro comprar umas peças que estão em falta na oficina e Suigetsu – fitou-o – dirija o carro daquele perdedor.
Os orbes escuros fixaram num ponto vermelho ao longe. Olhava para o Honda, cercado por poucas pessoas que era do bando do piloto perdedor. Ele? Ele continuava dentro do carro se lamentando profundamente por ter aceitado um racha com o melhor corredor da região. Pobre garoto. Perderia seu precioso e potente carro.
Suigetsu se juntou a duas morenas, ambas gêmeas e de roupas iguais. A garrafa de sakê ainda estava numa de suas mãos e quando queria apreciar de seu gosto único, trazia seu braço que estava enlaçado na altura da nuca de uma das gêmeas com a garrafa, para perto da boca, usufruindo da bebida e da morena junto.
- Suigetsu não aprende – lamentou Juugo
- Deixe-o de lado – retrucou – anda, vamos até o galpão... Não to com a mínima vontade de ficar nesse lugar – O moreno jogou a chave de seu carro na direção do loiro que a agarrou num súbito reflexo.
- Não vai dirigir? – normalmente, Sasuke nunca deixava alguém dirigir seu carro, exceto quando esse estava em seus dias de tremendo péssimo humor.
O piloto nem ao menos olhou para a cara de seu mecânico. Entrou no carona e fechou a porta com tudo, respondendo aos pensamentos de Juugo.
- Humpf... Não vai mesmo! – revirou os olhos – KARIN! – gritou na direção da ruiva que conversava com alguns garotos.
Os olhos curiosos da garota fitaram o loiro ao longe. Esse acenava com uma das mãos para que essa se apressasse, sem entender muito bem o que se tratava, ela adiantou-se em correr de volta para lá.
- O que foi? – disse revoltada, estava recebendo cantadas maravilhosas e mesmo que sua resposta fosse não para todas, era muito bom satisfazer seu ego.
Juugo olhou para Suigetsu antes de respondê-la, o outro já bêbado, ora beijava uma das gêmeas, ora beijava a outra, ora entornava todo o saque goela baixo.
- Karin, dirija o carro que o Sasuke ganhou até o galpão, o idiota do Suigetsu não tem nenhuma condição de conduzi-lo até lá.
- Arr... Que idiota – fitou o pobre homem, totalmente bêbado – Pode deixar... – ela entendia bem a situação, Sasuke não estava em seus melhores dias e quanto mais rápido saíssem dali, melhor.
Logo a ruiva dispensou a gritos as irmãs. Lutou com todas as forças para convencer o bêbado de seu amigo a entrar no carro, claro que conseguiu. Espancando-o. Deu partida, esperando que Juugo conduzisse o Skyline, que alto denominava-se Kusanagi.
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As portas rolavam para cima. Karin foi a primeira a entrar com o Honda vermelho e estacioná-lo numa vaga em frente à entrada. Juugo chegou depois parando atrás dela. A ruiva abandonava o carro se dirigindo até o interruptor acendendo a luz, mostrando o interior daquele lugar.
Era um galpão bem grande, espaçoso e organizado. Dividido em duas partes. No andar debaixo ficava os inúmeros carros de todos os tipos imagináveis. Prêmios de corridas ou até encontrados em sucatas e reformados por aquela equipe.
Uns estavam sem rodas, levantados por macacos no alto. Outros ainda esperavam receber uma boa mão de tinta. Havia escadas nas laterais do lugar, que levavam ao andar de cima.
Juugo e Sasuke saíram do Skyline. Os dois subiram por uma das escadas, seguidos de Karin que ainda não sabia o motivo do silêncio mortal do Uchiha. No Honda, Suigetsu permanecia, dormindo como uma pedra.
O segundo andar tinha um mini-bar, com vários sofás espalhados. A decoração era bem exótica e o lugar bem espaçoso. Ao fundo, uma pequena sala. Aonde Sasuke se dirigia.
Abriu a porta vagarosamente, procurando com os dedos pelo interruptor ao lado. A luz branca iluminou o local, irritando seus olhos ônix. Fechou-os enquanto andava retirando sua jaqueta de couro preta, ficando apenas com uma blusa de manga azul escuro.
A sala era bem espaçosa apesar de pequena. Uma pequena mesa atolada de papéis em que o Uchiha depositou a chave de seu carro. As paredes eram vermelhas com palavras em Kanji, com a cor preta.
Uma janela de vidro escurecido na parede da esquerda, e a direita um enorme sofá de cor marfim.
Sentou-se nele, levando as mãos até o all-star preto cano longo que estava sufocando seus pés. Retirou-os com alguma dificuldade, devagar. Deixou o tênis de lado, deitando vagarosamente no sofá macio. Uma de suas pernas ficou apoiada no chão, enquanto a outra deixava dobrada um pouco. Uma das mãos na barriga e a outra dobrada em sua face, cobrindo seus olhos.
Queria um momento pra relaxar, pensar talvez. Aquela vida dupla tinha sim suas consequências. Sabia muito bem disso, mas naquela altura do campeonato, aquilo era o que menos importava. Ser um corredor de corridas clandestinas. Sem nem ao menos usar uma máscara para não reconhecerem o outro lado da história, o lado em que ele era um herdeiro milionário, presidente e professor graduado de uma grande universidade. Uma delas, corrigindo.
Não importava. Nada mais importava. Sua identidade. Quem ele era. Nada disso importava mais, mesmo sabendo que sofreria consequências se aquilo fosse parar na mídia. Porém ele tinha um grande respeito e um grande aliado.
Suigetsu, essa era a tarefa dele, certificar que as regras daquele lugar fossem compridas linha por linha. Afinal, ele não era o único rico que gostava de brincar com carros. Aquilo era de total sigilo e se alguém ousasse quebrar as regras. Não ia querer nem imaginar o que aconteceria.
Suspirou, ainda sentindo o peso do cansaço. Se pelo menos ele pudesse lembrar-se do cheiro que ela tinha, mas nem isso lembrava mais.
Sentiu algo em seu peito. Mãos? Sim, eram mãos. Um corpo que aos poucos engatinhava em cima do seu, moldando sua silhueta com a sua cansada. Desejava lá no fundo que aquela pessoa fosse a que mais ansiava, mas o cheiro, o cheiro era totalmente diferente.
- Karin – murmurou ainda cobrindo seus olhos com o antebraço.
- Cansado? – a voz suave que a ruiva fazia, penetrava em seus ouvidos.
Lentamente, retirou o antebraço de seus olhos, revelando-os mais negros e brilhantes.
- O que quer? – disse plácido
- Estou um pouco preocupada... Você não parece bem.
O moreno suspirou, fechando os olhos novamente. Karin ainda esperava a resposta, preocupada. Sustentava seu corpo com um dos braços que apoiava no sofá e os joelhos entre as pernas do Uchiha.
- Não se preocupe comigo.
- Mas... Como assim não me preocupar – indignava-se – é claro que irei me preocupar... Você está exausto, deveria não correr toda a semana, mas parece que você não me escuta... Sasuke-Sama.
O moreno abriu os olhos, fitando os orbes preocupados da garota receosa tão perto de seu rosto.
- Ainda me chamando com esse sufixo tão respeitável.
Odiava que Karin o trata-se com tanta formalidade. Pensava que ela havia aprendido com todos esses anos juntos, mas ela sempre dava umas "escorregadas".
- Gomen... Sasuke-kun... mas... – tentou argumentar
- Sem mais nem menos, Karin! – cortou-a – me deixe em paz – pediu irritado.
- Se eu fosse aquela mulher, certamente, estaríamos abraçados agora não é? – deixou escapar aquelas palavras em um suspiro de melancolia. Sem perceber que o Uchiha havia escutado.
- O que disse?
- Err... eu? Nada... – sorriu forçada – você sabe, que tem tudo de mim não é?
- Karin... eu...
- Por quê? Por que não confia em mim? – fitava-o por de trás dos óculos de aro-grosso – depois de todos esses anos juntos, você ainda não confia em mim para contar as suas dores...
- Como se minhas dores fossem importantes – revirou os olhos – eu não passo de um homem acorrentado ao seu próprio destino sujo. Eu sou uma pessoa desprezível – sorriu de canto
- Claro que não! – protestou – Sasuke-kun é generoso, um pouco rígido e calculista às vezes, mas é muito bondoso. Eu sei que é, por que se não fosse não me tiraria daquele lugar horrível. Se o Sasuke-kun não existisse, eu não estaria aqui – lágrimas começavam a surgir de suas pálpebras, queria prendê-las, mas estava realmente difícil. – eu faço qualquer coisa por você... Qualquer coisa...
Suas lentes refletiam os orbes negros analisadores e surpresos.
- Qualquer coisa? – sussurrou
Levantou seu tronco lentamente, levando o corpo de Karin junto. As mãos dela vieram até seu peito para que essa pudesse apoiar-se. Enquanto seus olhos, trêmulos, ainda se perdiam naquelas lagoas negras sem brilho.
Ajoelhada e entre as pernas do moreno, agora sentado, percebia as mãos dele depositadas em suas costas suavemente.
Seus corpos estavam colados, tão colados que ele podia sentir o coração dela bater como um liquidificador, enquanto a mesma sentia o do Uchiha permanecer calmo.
Não entendia aquele olhar. A única coisa em que pensava é que talvez acabasse repetindo aquele acontecimento de meses atrás. Acabasse amanhecendo na cama dele de novo. Lembrava-se perfeitamente, do melhor dia da sua vida. Mesmo sabendo que ele desejava outra em seu lugar.
- Faria qualquer coisa? – perguntou mais uma vez, ainda olhando aqueles orbes tensos.
- Eu já te provei... Que faço qualquer coisa não é?
- Então... Você morreria por mim?
O ar desapareceu de seus pulmões, como um mágico e seu grande truque de fazer um coelho branco como a neve, evaporar. Seu coração batia forte, enquanto seus pensamentos descoordenados tentavam processar aquela indagação tão precisa. Ele disse morrer? Sim... Ele disse.
Os olhos do Uchiha, pareciam ver sua alma e todas aquelas dúvidas. Fitou suas mãos, precisava olhar para qualquer coisa que não fosse aqueles olhos. Parou. Segurando o ar que havia com dificuldade capturado. Olhou Sasuke novamente, determinada. Abriu os lábios, pronta para liberar aquelas palavras, mas o indicador do Uchiha a impediu.
Com um sorriso discreto e seus olhos mansos, ele retirou o dedo, fitando-a.
- Ela não hesitou... Nem ao menos um segundo, em dizer que sim.
Levantou-se, desprendendo-se de Karin que permanecia perplexa olhando o nada.
Pegou seu all-star e saiu.
Podia ouvir a porta em suas costas bater sutilmente.
De novo, aquela mulher, novamente aquela lembrança reprimida a sete chaves que o moreno guardava no fundo o seu coração. Quem? Quem era ela?
x-x-x-x-x
Subiu mais um andar. E já estava praticamente esgotada. Culpa de quem? Culpa dela que tinha que morar em um prédio de cinco andares, no último andar, sendo que esse singelo condomínio, nem ao menos se prezava em ter um digno elevador.
Como queria voltar a ser uma adolescente. Uma adolescente feliz e disposta. Não uma adulta amargurada e mãe aos 24 anos. Bom, analisou aquela afirmação, ficaria resmungando apenas o fato de ser amargurada, por que ser mãe foi a melhor coisa do mundo. Pena que a idade não era a certa.
Finalmente, depois de muito lutar, estava no andar certo. O cheiro de álcool impregnava suas narinas sensíveis. Concluiu que o vizinho beberrão não havia se mudado ainda. Sorriu sarcástica, com certeza sua amiga alugaria seus ouvidos com aquele assunto.
Fez-se em frente a uma porta simples, branca. Ajeitou sua bolsa no ombro e levemente deu três batidas. Nada. Suspirou cansada, só faltava ela já ter ido para o seu trabalho. Deu mais três batidas e para a sua feliz surpresa ela se abriu.
Com uma escova de dentes na boca, a mulher dona de grandes olhos castanhos chocolates recebia-a.
- SAKURAAAA! – a linda morena agarrou o pescoço da rosada.
- Calma! Tenten! Assim nós caímos no chão sabia? – resmungou.
- Chatinha como sempre! Você não muda – sorriu, com a boca cheia de pasta – vem, entra se não será contaminada pelo cheiro puro de cachaça.
Riu com vontade, lembrando do seu pensamento já prevendo isso. Tenten apenas riu junto, conduzindo sua amiga para o sofá da pequena sala.
- Perai! Vou terminar de escovar os dentes – disse, mexendo a escova em sua mão.
Sorridente, destrambelhada, amiga e leal. Isso resumia sua fiel companheira Mitsashi Tenten. A única que assim como Naruto, sabia de seu maior segredo.
Em poucos minutos, a linda morena aparecia na sala. Usava uma blusa azul, de alça fina. Realçando seus seios, que eram proporcionais ao seu corpo. Junto com uma jaqueta preta simples. Uma calça capri jeans, repleta de bolsos e zíperes com alguns detalhes prateados, bem larga. Não gostava muito de usar calças muito justas. Apesar de ter belas pernas. O calçado era uma bota de bico fino preta ate o tornozelo e alguns acessórios que davam um toque final.
Nos seus cabelos, usava umas fitas da mesma cor da blusa, para enfeitar seus dois coques simples. Penteado que sempre usava.
- Pronto! – abriu os braços, dando uma volta.
- Tá linda como sempre – elogiou a cerejeira
- Você também...
Sakura que usava um sobretudo bege, escondia seu tomara que caia branco, junto com uma calça jeans escura boca larga acompanhada de uma bota preta.
- Agora vamos logo por que eu ainda tenho que passar na casa do Naruto hoje. Combinei de ajudá-lo com os convites da sua festa de aniversário.
- Putz... Naruto! Faz tanto tempo que eu não o vejo – seguiu até a estante, aonde separava alguns discos que usaria naquela noite.
- Ah, continua o mesmo de sempre, apesar de estar mais maduro.
- Maduro? O Naruto? – fitou-a – faça-me rir né, Sakura! – riu debochada.
- Como sempre falando antes de ver a mercadoria... Você me decepciona, senhorita Mitsashi! – irônica, levantou-se em direção a morena.
- Mercadoria! Ah, fala sério! Vai dizer que ele ta gostoso? – indignou-se
A dona dos cabelos róseos apenas deu um olhar de banda, com um sorriso de canto, cheio de malicia.
- Ai ai, só você, Haruno! – sorriu
- Tá, vamos logo! Não quero me atrasar e só resolvi te acompanhar no teu trabalho hoje porque...
- É sua folga! E você quer espairecer... O mesmo blá blá blá de sempre. – pegou uma mochila jeans e colocou nas costas.
- É, você sabe... – murmurou
- Ou será que é por que... Você quer ver "certas pessoas" – sorriu, colocando uma das mãos na boca.
- Hey! – corou – não é por isso não tá, eu sou uma mulher direita, imagina só eu... Indo pra Akatsuki apenas para...
- Ver o Sasori-Sama – concluiu, andando em direção a porta.
- Nada disso! – protestou acompanhando-a – já disse! Não faço esse tipo de papel.
As duas saíram porta a fora. Tenten trancou seu apartamento, colocando a chave num de seus diversos bolsos da calça. Escondeu as mãos na jaqueta, já anoitecera e o frio já estava presente. Enquanto ouvia o discurso de mulher sensível da amiga. Constrangedor.
- Só você mesmo pra imaginar essas coisas.
- Olha, Sakura. Eu entendo o seu lado, juro. Pensa comigo... você é solteira, linda, independente e tem uma filha linda. – concluiu – Ele é solteiro, gostoso, rico e não se importa com o fato de você ter uma filha. – sorriu
- Eu sei! – deu sinal para um taxi que vinha.
- Então por que está protestando, quanto a se relacionar com ele, mulher? – questionou entrando no carro.
- Olha Ten-chan, não to afim de falar disso, tá! – desconversou
- Medo de se machucar Sakura? Por acaso você não esqueceu aquele...
- Se você está falando daquele homem é melhor parar ai mesmo...
Era melhor parar, realmente. Só ela sabia o quanto aquela mulher sofreu durante longos anos. Era ela que estava lá, junto dela, ajudando-a quando era necessário. Não podia contrariá-la, não agora.
Mudou de assunto, falando sobre seu trabalho. Coisa que mais amava em todo mundo. Reclamou do aluguel que tinha subido de preço, odiava aquela vida de pobre, mas estava tudo bem. Sempre que estava com Sakura, tudo parecia ficar melhor, se pudesse sorrir e fazer o que gostava tudo estaria muito bom.
