Já fez 1 ano que a geração Vongola enfrentou as Bermudas na Batalha dos Representantes, onde soube da origem do Tri-ni-sette e quando finalmente como as maldições dos Arcobalenos foram quebradas.

Nos dias pós-batalha, Sawada Tsunayoshi ainda não está em conformidade com o chefe, demore um pouco para que a Tsuna aceite finalmente ser o Décimo Vongola, ou melhor, Neo Vongola Primeiro Reborn.

Neste último ano, apesar de ter sido pacífico para uma cidade, há muitos acontecimentos "perturbantes" para uma jovem família Vongola. Para começar, Tsuna enfim registrou seu amor em Sasagawa Kyoko - que para surpreender o décimo sentimento de momento -, e por mais que não quis envolver Sasagawa em problemas de mobilidade, Renascer ou relembrar que ela se envolveu contra sua própria vontade. Kyoko é irmã de um de seus guardiões, saindo daí a coragem de "abrir seu coração".

Haru não estava nesse dia, mas ficou sabendo da notícia pela própria Kyoko-Chan, ela já sabia que sua amiga estava começando a nutrir sentimentos por Tsuna-San, mas nunca chegou a imaginar que ele também gosta desse tempo. Foi um momento difícil para todos, por mais que Haru tivesse aceitado ou novo casal, ainda havia um desconforto nos dois lados.

O ano letivo também estava chegando ao fim e isso causou os preparativos para uma viagem à Itália. Após a decisão de Tsuna, os guardiões iriam passar o código de acesso mais fácil para resolver os assuntos da família agora que terminaram o ensino médio, portanto Hibari Kyoya se recusou a sair do Namimori que poderia usar no Japão, mas prefere trabalhar sozinho . Mas ele não foi o único a ficar para trás, Haru também não selecionou. Foram muitas as insistências feitas para Haru até o grande dia da mudança.

- Você realmente não vai com a gente Haru? - Diz o futuro chefe Vongola já arrumando suas coisas dentro da Van que iria pegar o aeroporto.

- Tenho certeza, Tsuna-san - diz Haru decidido - Pode ficar despreocupado, se acontecer alguma coisa Haru promete pedir ajuda ao Hibari-san!

Ao ver Haru decidido, Tsuna simplesmente concorda.

- Haru-chaaan - Kyoko chama enquanto pula em cima de uma amiga - Eu vou sentir tanto a sua falta!

-Também enviou sua falta desuu!

- Vamos sempre manter contato, certo? - Kyoko a olha magoada

- Sim, Haru promete!

Faltando apenas uma hora para o vôo, após o despedimento de todos, a família Vongola parte para o aeroporto deixando suas famílias, Haru e Hibari para trás.

- Você guarda isso por um bom tempo - Hibari, apesar de seu meio frio diz que tom "consola" vendo que "companheira da família" começa a chorar - Continue forte, a coragem é o que faz seguir em frente ...

Hibari se vira e vai embora, deixando Haru refletindo suas palavras.

Dias atuais | Namimori, Japão |

Faz 10 anos que tinham ido morar na Itália, e agora seus antigos amigos iriam depois de muito tempo, Haru estava muito animado apesar dos vistos no casamento de Tsuna e Kyoko há aproximadamente 5 anos atrás em Namimori. Também muitos deles iam fazer algumas "visitas" rápidas no Japão, então não se viam um tempo, eles não iriam exatamente para vê-la dessa vez, mas estariam lá em dois dias.

Haru havia mudado bastante, tinha se formado em gastronomia e agora estava terminando sua segunda faculdade de Administração. Mesmo que tenha passado por tempos difíceis ela aprendeu a se virar de uma forma mais independente, conheceu novos amigos e abriu sua própria confeitaria. A confeitaria de Haru já estava bem estável, de início ela quem fazia tudo sozinha, hoje além do estabelecimento estar maior, também já está cheio de funcionários que a auxiliam. Agora ela visa em abrir novas filiais pelo Japão.

Era o fim da tarde de Quarta-Feira, Haru voltava da Confeitaria a pé já pensando em como fazer uma festa de boas-vindas para os amigos.

- Será que ainda gostam de comida japonesa? Depois de passarem tanto tempo fora talvez prefiram comida italiana – Diz pensativa...

Droga.

- Haru não sabe fazer comida italiana! – Sentiu um certo desespero, poderia perguntar a Kyoko por telefone, mas estragaria a surpresa, sua última esperança seria encomendar comida estrangeira para a festa.

A morena escuta um barulho e para de andar, parecia como se alguém estivesse correndo em sua direção, quando se vira recebe um abraço desajeitado que quase a faz cair.

- Então é aqui que você estava!

Espera, essa voz, esse cabelo ruivo...Não pode ser

- Kyoko-Chan ?!

- Há quanto tempo!

- Não acredito – Haru retribui o abraço – Achei que só chegaria em dois dias!

- Bem, sobre isso...Eu menti, Hana-chan até me disse para não fazer isso, mas não resisti, queria te pegar de surpresa – disse risonha – Fui na Angolo di Caramelle Haru*, mas não te achei lá.

- Pois conseguiu, estou muito surpresa! Onde estão os outros? – Pergunta olhando ao redor.

- Ah eles estão descansando um pouco na casa do Tsuna – O celular da ruiva toca – E falando nele ...Vamos, hora de fazer outra surpresa, eles ficarão chocados ao te ver!

- Só você mesmo Kyoko-Chan – diz sendo arrastada pela amiga em direção a casa de Tsuna.

Enquanto andavam, Haru e Kyoko conversavam bastante animadas, mesmo que mantivessem contato pela internet, não se compara a colocar o papo em dia pessoalmente.

Chegando à casa que tanto evitara nos primeiros anos em que eles partiram, Haru sente um frio na barriga, finalmente os veria após cinco anos.

Na casa da família Sawada estavam os guardiões reunidos com exceção de Chrome, Mukuro e Hibari. Todos ao redor pareciam meio preocupados olhando para o celular até que escutam a porta ser aberta, os membros, com exceção de Gokudera, sorriram ao ver de quem se tratava. Tsuna corre para abraçar sua esposa.

- Já falei para não dar esses sumiços sem avisar alguém – Fala em tom de alivio.

- Desculpe, mas queria muito ver a Haru-Chan e vocês precisavam descansar...

Tsuna solta a esposa e se dirige a Haru.

- Há quanto tempo – a abraça – Você está muito bem!

Haru percebe que ele está com um sotaque diferente.

- Obrigada Tsuna-San – Agradeceu a morena – Você também parece ótimo! Bem-vindos de volta – Se dirige aos outros na sala.

Yamamoto se levanta do sofá e vai cumprimenta-la com seu sorriso calmo e sereno, seguido de Sasagawa Ryohei com seu jeito animado como sempre.

- Você ficou muito bonita ao extremo! – Ryohei ergue Haru do chão com um abraço apertado a deixando sem ar.

- Você vai matar a menina! – Diz Kurokawa Hana ajudando Miura a se soltar de seu noivo – Que bom ver você, Haru.

- Senti saudades, Hana! Ryohei continua o mesmo pelo jeito – Comenta recuperando o fôlego.

Gokudera, sendo o último que faltava cumprimentá-la, não fazia menção de se levantar nem mesmo de ir falar com a garota, simplesmente observava tudo de longe, Haru percebendo que ele não viria até ela, resolveu ir até ele.

- E-e então? – Pergunta como quem não quer nada, apesar de conhecê-lo se sentia meio desconfortável já que Gokudera foi a pessoa com quem passou mais tempo sem ver ou falar.

Gokudera se levanta olhando bem no fundo de seus olhos, Haru cora, não lembrava dele ser tão alto.

- Tch, continua baixinha e o que diabos fez com seu cabelo?! – Tsuna bate na testa ao ouvir seu guardião.

Hahi.

Haru fica estática, não era isso que ela esperava mesmo vindo dele.

- Isso é jeito de cumprimentar alguém? – Retruca indignada.

- G-gokudera-Kun... – Seu chefe faz uma súplica silenciosa ao auto proclamado braço direito.

Gokudera tinha a atenção dos amigos virada para si, mesmo conhecendo o jeito explosivo do guardião da tempestade, sabendo que não era muito afetuoso, esperavam ao menos um elogio ou um cumprimento simples pelo tempo que não se viam

- Há quanto tempo Mulher Estúpida – Bufa e se limita a esticar a mão.

- Há quanto tempo, Gokudera-San – Disse com os dentes cerrados ao apertar a mão estendida, ignorando o apelido antigo em que a chamou.

Os dois ficam se encarando por alguns segundos enquanto apertam as mãos. Gokudera prestava atenção na japonesa, não imaginava que ela mudaria tanto em apenas 5 anos, no casamento de seu chefe ela continuava com a mesma cara de criança, agora estava mais bonita, mais agradável, mas não admitiria em voz alta.

Percebendo o clima estranho, Tsuna aparece trazendo uma bandeja com biscoitos feitos pela mama, acompanhado de Lambo a espera para poder comer.

- Lambo-Chan! – Haru exclamou se soltando – Você cresceu tanto!

- Haru, usar chan é embaraçoso, não sou mais uma criança – diz choroso.

Gokudera apenas se senta, se sentia cansado demais para fazer mais algum comentário.

A comemoração seguiu com várias risadas e conversas, Tsuna tentando controlar lambo e sua fome, Gokudera reclamando da viagem com direito a Ryohei bêbado, tendo Yamamoto, Hana e Kyoko tentando conte-lo, que por fim adormeceu no sofá antes do fim da festa. Haru observava atentamente cada um naquela festa se sentindo muito sortuda por ter pessoas tão incríveis em sua vida.

- Hahi! Já está muito tarde – Disse Haru olhando para seu relógio – Acho melhor voltar para casa.

- Vamos, eu te acompanho – Yamamoto falou pegando suas malas – Estou cansado da viagem.

- Nós também já vamos Sawada – Hana tentava acordar seu noivo.

- Certo – Tsuna se pronuncia – Espero todos amanhã na reunião, até você Haru.

- Haru vai tentar não chegar atrasada! – Tsuna faz cara de desconfiado, mas depois concorda com a cabeça.

Todos se despedem e vão para suas casas, menos Gokudera, o guardião preferiu ficar em um hotel, segundo ele, se ficasse na cada dos Sawada, só atrapalharia o momento com sua mãe e esposa.

Yamamoto acabou por acompanhar Haru, agora que morava sozinha sua casa era na mesma direção que a dele.

-É nostálgico, não? – Takeshi olha para as loja fechadas devido ao horário – Todos juntos comemorando.

- Ah, é sim! – responde Haru – Por mais que tenham vindo por causa daquilo...

- Pare com isso, ninguém acha que você é a culpada – o espadachim a olha

- Não é como se eles soubessem sobre eu estar envolvida – Haru para em frente à sua casa e abre a porta.

- Amanhã conversaremos na reunião, você vai ver que está fazendo tempestade em um copo d'agua – sorri calmo com as mãos atrás da cabeça

Haru lhe dá um sorriso e entra desejando boa noite. Assim que fecha a porta de casa, se espreguiça e vai tomar um banho, o dia foi bastante cansativo.

Já deitada em sua cama, esperando o sono, foi inevitável seus pensamentos viajarem, como foi bom ver seus grandes amigos de novo, pensou em cada um, em como o Tsuna parecia feliz com Kyoko-chan, e em como o Yamamoto e o Lambo estavam maduros, até mesmo como o Ryohei continuava com sua personalidade animada.

E por fim pensado em Gokudera, que não era comum, sempre que o mesmo vinha com sua mente a deixava brava, mas aquela expressão quando se viu mais cedo foi totalmente inesperado, os belos traços do homem que estavam mais suaves, e por um momento ela pensou que aqueles olhos tão intensos estavam analisando uma maneira muito singular, trazendo um sentimento de escuta por alguns segundos, visualizando novamente seu rosto e suspiro, logo Haru se assustou com aquilo e tratou de lembrar o famoso apelido "Mulher estúpida", Selecione o centro na mesma hora e se repreendeu por acha-lo bonito.

Seus olhos se fecham, finalmente estava chegando ou é o menos desejado.