O prefeito discursava com os três rangers ao lado. Ele apresentava à população não apenas o projeto de registro de pessoas com habilidades sobre-humanas, como também a equipe que estaria responsável por proteger a população de todos os bandidos perigosos, e monstros que estavam surgindo. Afinal, super-heróis despertavam super-vilões. A multidão de repórteres metralhava perguntas, flashes eram disparados, os rangers eram aclamados.
Santana, Quinn e Rachel estavam sentadas em cadeiras ao lado. A líder tinha o olhar distante, e mal escutava o ambiente ao redor. Ela tinha o gosto amargo da derrota na boca. Pior: do luto. Mais um. Artie era o vigilante caído, inerte, na cena da batalha contra os dois Hydes. Santana, nem mesmo Quinn, não tiveram tempo de checar se o amigo estava vivo ou morto no calor da batalha. Artie morreu tentando auxiliar Quinn, no momento que um dos Hydes o agarrou pelas pernas e arremessou o corpo dele no chão com descabida brutalidade. O corpo de Artie estava, naquele momento, embalsamado, e seria enviado ainda naquela tarde à família, para o enterro. George também tentou ajudar na ocasião. Ele sobreviveu, por muito pouco, mas sobreviveu.
Matt dedurou os vigilantes, ou do que restava a ser revelado: Quinn. Brittany foi poupada. Santana implorou para Matt não deixar a querida amiga de ambos fosse denunciada e, pior, ser escravizada por causa do poder de cura. Então eles entraram em um acordo. As três jovens mulheres estavam ali por uma razão. Elas seriam as primeiras a assinar o registro estatal. Não por vontade própria, mas como parte de um acordo para Rachel não ser presa e para Brittany não ser delatada.
"Gostaria de chamar aqui, Rachel Berry." Anunciou o prefeito. "Além de ela assinar o registro e reconhecer a importância deste mapeamento e controle, nossa queria Rachel aceitou treinar como nossa cadete, aprender a controlar os poderes, e usá-los para combater criminosos no lado certo da lei." O prefeito anunciou sob aplausos, para total desgosto das demais.
Matt foi quem entregou a Rachel o uniforme de cadete. Essa era a outra condição para Rachel não ser presa: fazer parte do outro time.
Quinn assinou o registro. Ela havia se protegido dias antes sobre a custódia de Beth. Mesmo que o sistema tenha ameaçado tirar a custódia de Beth, Quinn sabia que a filha iria direito para casa dos pais de Rachel e que tudo ficaria bem. A questão é que não havia ponto em não assinar depois que Matt a denunciou como vigilante.
Santana foi a última. Ela pegou a caneta e fez o que tinha de ser feito. Ela quis sair depressa do palco e deixar aquele circo dos horrores, mas foi segurada pelo braço pelo prefeito.
"Você, Santana Lopez, que tentou nos proteger durante todo esse tempo, com os parcos recursos que tinha, não acha que deveria se juntar aos rangers? Nunca considerou trabalhar para o lado certo da lei, com todos os recursos à sua disposição?"
Santana balançou a cabeça descrente com a armadilha armada. Ela não podia esperar menos do antigo vice-prefeito que, certamente, sabia e era conivente com todos os atos de corrupção do antigo, que os vigilantes ajudaram a tirar do poder. Era uma situação que independente da resposta, ela perderia. Olhou para a plateia de jornalistas, e depois para as primeiras cadeiras do auditório, onde estavam sentados Marley, George, Ryder Lynn e Mercedes.
"Obrigada prefeito, mas a cidade está em boas mãos com os rangers, e agora eu posso me dedicar inteiramente a arquitetura." Santana respondeu e saiu do palco.
Foi abraçada por Quinn nos bastidores.
"Desculpa." Quinn disse mais uma vez.
Santana acenou, forçou um sorriso que durou apenas um segundo. Quinn e os demais contaram a história, e de como Quinn se precipitou após um dia de bons avanços nas investigações. A imprudência abriu uma oportunidade perfeita para o projeto rangers ser apresentado: mostrando a toda cidade a inoperância e a ineficácia dos vigilantes. Santana sabia muito bem que os dois Hydes foram ativados para esse fim, e mesmo se Santana conseguisse derrotar de dois monstros, era provável que um terceiro seria ativado. Era frustrante tanto para ela quanto para Quinn saber de tanta coisa, saber que o projeto Rangers era algo ruim, e não poder como provar com evidências concretas.
"Eu te encontro no apartamento depois que toda essa palhaçada acabar." Santana virou as costas para a amiga. Não estava exatamente magoada com Quinn, a vigilante estava com raiva dela mesma. Jamais deveria ter permitido que alguém tão sem preparo no campo, como Quinn Fabray, tivesse tanta liberdade para atuar.
Quinn, por outro lado, lamentava ter feito tudo certo ao seu modo de ver, menos ouvir Artie, muito mais experiente do que ela em campo. Agora o amigo estava morto, e Quinn carregaria essa mancha pelo resto da vida. Ela só não se permitia entregar-se à depressão, pois tinha uma filha para cuidar. Diferente de Santana, que estava completamente desiludida, Quinn sabia que tinha de se redimir de alguma maneira, por Artie, pela equipe, pelo que é certo, por Beth e por ela mesma.
...
O clima era de velório, e não podia ser diferente. Mercedes estava sentada entre George e Brittany. Ela evitava olhar para Quinn a todo custo, pois ainda estava difícil perdoar pela perda do melhor amigo. Marley estava sentada em uma cadeira, segurando a mão de Santana. Quinn estava se sentido isolada em outro canto da sala. Santana olhou para os amigos e suspirou.
"Os vigilantes acabaram."
Não houve comoção, pois todos esperavam por um anúncio daquela natureza.
"Ninguém vai ficar desamparado. Marley vai vender os bens que herdei de Grant, e vamos dividir tudo. Inclusive, a família de Artie vai receber a parte dele. Que cada um faça com esse dinheiro o que achar melhor."
"Inclusive eu?" George ficou espantado por sem incluído, afinal, ele era o novato que não ficou nem um mês com os vigilantes.
"Por que não?" Santana respondeu.
"O que você vai fazer?" George perguntou. "Depois de dividir tudo?"
"Eu vou voltar para a minha cidade natal, ficar alguns dias com os meus pais, e depois... eu não sei... talvez eu monte um pequeno escritório de arquitetura."
"Você não está falando sério?!" Quinn retrucou.
"Mais sério do que você imagina."
...
(1 ANO DEPOIS)
...
Santana olhou pela janela e apreciou a paisagem bucólica da cidade. Morava nos limites da cidade natal, no segundo andar de um sobrado alugado de frente para a pista que literalmente dividia a cidade com um núcleo de fazendas. Ela suspirou o ar, que as vezes cheirava um pouco a estrume. Mas não estava assim particularmente naquele dia. Saiu da janela e olhou para a quantidade de post-its na beirada da mesa de trabalho. Eram observações sobre projetos e também lembretes de tarefas. Ela já tinha acumulado alguma renda para alugar um quarto comercial para montar oficialmente o próprio escritório.
Vestiu uma calça, colocou o tênis de corrida, desceu as escadas e partiu para a série diária de exercícios que fazia todas as manhãs, no raiar do dia. Corria 30km com facilidade, parava no ferro-velho que tinha no final do percurso, e fazia dali a própria academia. O dono, inclusive, não se importava mais em ver a super-poderosa da cidade levantar alguns carros só para se exercitar. Sempre que terminava essa etapa do dia, Santana limpava as mãos e fazia o resto do percurso caminhando. Quando chegava em casa, tomava uma chuveirada rápida antes de começar a trabalhar nos projetos. Santana não apenas desenhava projetos, mas a as vezes quebrava o galho como engenheira, uma vez que tinha noções sólidas na área da construção civil.
O celular vibrou. Era Maribel Lopez a convidado para almoçar. Santana sorriu para o recado da mãe dela. Trabalhou a manhã inteira em um dos dois projetos que precisava finalizar. Era a reforma de uma casa, cuja dona, que comprou o imóvel das mãos de Maribel, queria ampliar a cozinha e fazer um bar no quintal. O outro projeto era também de uma reforma, mas essa bem mais complexa, que mexeria na casa inteira. Era vida besta, simples, mas que funcionava por hora.
Santana colocou uma calça jeans e um tênis limpo. Entrou no mesmíssimo velho carro em direção a casa dos pais. O caminho até lá era entre avenidas sem muito movimento. Era uma cidade de 40 mil habitantes, afinal, sem grandes problemas sociais e com baixo índice de criminalidade. Por isso mesmo era perfeita para os objetivos de Santana: se afastar dos impulsos que a levaram a ser vigilante.
Estacionou o carro em frente a casa dos pais e viu que Maribel imediatamente apareceu à porta, arrumada, com a bolsa à tiracolo.
"Oi mãe." Santana beijou o rosto de Maribel rapidamente. "Achei que iríamos almoçar hoje."
"E vamos!" Maribel sorriu. "Meu carro está na oficina, e preciso que você me leve até Selphos. Tenho um encontro com uma cliente em 30 minutos. Depois a gente almoça."
Santana revirou os olhos. Aquilo era típico de Maribel. Selphos era a cidade vizinha que Maribel costumava atender para ampliar a possibilidade de clientela.
"Tomara que eu consiga fazer essa venda." Maribel dizia enquanto arrumava a maquiagem. "Só tive três comissões de aluguel nesse mês, que é muito pouco. Mal dá para pagar as contas."
Santana ouviu aquilo com a habitual dor no coração. Não que fosse incomum ter meses ruins. Ela se lembra de uma época que Maribel não vendeu ou alugou nada por dois meses, e eles tiveram de apertar o cinto de verdade só com o salário de enfermeiro do pai dela. Maribel e Santana esperaram pelo cliente, que compareceu dez minutos depois. Enquanto Maribel fazia o trabalho de apresentar aquela casa simples como se fosse uma mansão, Santana, como costumava fazer quando era criança e adolescente, foi caminhando pelo espaço. Era diferente olhar as casas com o olho de profissional. Ela já sabia exatamente o que poderia ser feito em questão de reformas para dar outra vida ao lugar.
Maribel terminou a apresentação com um olhar esperançoso, de que aquele cliente era quente, como ela costumava se referir aos potenciais compradores. Decidiram almoçar em Selphos, num restaurante que servia massas, e Santana pôde ter o prato gigantesco dela sem maiores preocupações.
"Eu engordo só em te ver comer." Maribel reclamou.
"A senhora está ótima, mãe."
"Sim, eu estou ótima. É você quem não está." Maribel disse com a naturalidade que fazia a espinha de Santana arrepiar toda vez. "Você deveria se mudar dessa cidade."
"O quê?"
"Eu apoiei que você voltasse para casa, porque você precisava de um refúgio. Era coisa temporária até essa confusão que você se meteu pudesse passar. A confusão já passou, está na hora de você sair dessa cidade e voar novamente, minha filha."
"Mas eu estou muito bem."
"Não, você não está. Eu te conheço muito bem para saber que você está definhando aqui. Isso me mata, Santana Maria."
"Mas eu estou trabalhando, estou ganhando o meu próprio dinheiro... Pago minhas contas, o meu aluguel..."
"Em uma vida absolutamente medíocre. Você acorda, faz lá seus exercícios, trabalha, dorme e recomeça tudo de novo no outro dia. Você não namora mais, não se diverte mais, não vive mais."
"Minha vida amorosa só me causou problemas. Estou muito melhor sozinha, acredite. Eu fui a festas o suficiente na faculdade, e eu estou vivendo, só que em modo low-profile. Estou bem, mãe."
"Tente pelo menos arrumar uma namorada. A filha dos Sousas não me parece ruim. Dizem que ela gosta de você."
"Quem? Darla? Mãe, ela é hetero! Você nem imagina a merda que dá em se meter com garotas héteros! Além disso, Darla não gosta de mim. Ela gosta é do fato de eu ser uma subcelebridade local."
"Bom... meu recado está dado."
Santana e Maribel voltaram para a cidade e para a vida medíocre. Como poderia ser diferente? Santana pensou a respeito da própria vida amorosa. Ela tinha, inclusive, se encontrado com Alice, a primeira namorada, semanas atrás. Tomaram um chá e relembraram das coisas boas, e um pouco das ruins. Alice estava casada, grávida, e em paz com o fato de não ter tido a chance de se profissionalizar como atleta. Foi a custa de muita terapia, mas Alice estava em paz consigo mesma e havia perdoado Santana. Alice era dona de uma pequena butique de roupas, e aparentemente os negócios iam bem. Santana ficou feliz pela primeira namorada. Foi bom fazer as pazes com essa parte do passado.
A arquiteta pensou em Jenny, e bateu uma tristeza profunda de que Santana jamais poderia se redimir sobre as últimas palavras que disse a ex-namorada: "eu te odeio". Pensar nisso era como receber um soco psicológico no meio da cara. Ela sabia que precisava se perdoar um dia, e se redimir para ficar em paz, mas como? Pensou em Marley que ainda estava na velha cidade. Santana e ela trocavam mensagens esporádicas: não havia mais nenhum comprometimento profissional ou amoroso entre as duas, mas elas ainda apreciavam a amizade que ficou. Quanto a Rachel, Santana nunca mais teve notícias desde que a atriz foi forçada a ser recrutada para o tal grupo dos rangers para não ser presa.
Depois de deixar Maribel em casa, Santana subiu até o apartamento e suspiro ao ver o trabalho que tinha pela frente. Deu uma rápida revisada no projeto mais adiantado antes de imprimir o material para apresenta-lo à cliente. Decidiu finalizar o segundo projeto no dia seguinte. Trocou de roupa, colocou o material no carro, e foi ao encontro da cliente, que a recebeu na própria casa. Era uma mulher de meia idade, na faixa dos 40 anos, recém-divorciada com dois filhos para cuidar. Foi o mais profissional possível, e graciosa até mesmo em dispensar os pequenos gestos de paquera. A cliente ficou satisfeita e o pagamento do projeto foi feito. Se a cliente quisesse a supervisão dela, o preço do serviço seria outro. E assim a ex-vigilante ia conseguindo pagar o aluguel e ganhar algum dinheiro.
Quando retornou novamente ao apartamento, revirou os olhos ao ver Natalie, a vizinha do andar debaixo, cuidando do jardim em frente à casa. Não era que Santana não apreciasse um jardim bem cuidado: Natalie era o problema por ser irritante. A antipatia pela mulher nem era por causa dos hábitos saudáveis, ou do jeito de ser que a moça julgava ser moralmente superior por ser vegana, PhD, e militante pelas minorias. Santana não gostava de Natalie porque a moça era uma agente do governo designada a vigiá-la. Mesmo assim, de vez em quando, Santana convidava a moça a tomar chá com biscoitos feitos com leite e ovos. Natalie era bem treinada, não deixava escapar nada sobre a missão dela, o que era muito divertido, de certa maneira. Santana descobriu que era espionada quando arrombou o apartamento de Natalie e descobriu arquivos sobre ela numa gaveta, e anotações sobre a rotina da ex-vigilante.
"Boa tarde, Nat." Santana abriu um sorriso falso. "As rosas estão vistosas hoje."
"Foi a vitamina que coloquei na terra semana passada." A moça respondeu.
"Muito bem. Até mais." Santana acenou.
Entrou no apartamento, tirou os sapatos, jogou as chaves do carro em cima da bancada da cozinha e atirou-se em cima da cama. Não que estivesse necessariamente cansada. Ela estava mais era entediada com a própria rotina, e aborrecida com o que Maribel disse. Não pôde fechar os olhos nem por dois segundos, e já sentiu o celular vibrar. Resmungou, mas verificou a mensagem, que podia ser de algum cliente.
Santana franziu a testa ao constar que se tratava de um contato desconhecido, que havia mandado uma mensagem sem identificação, mas com um endereço, o pedido de ir ao local o mais rápido possível, e dois emojis: um binóculo e um cristal de gelo.
Santana pensou muitas vezes em não se levantar da cama mas, por fim, colocou os tênis, pegou as chaves do carro e decidiu ir até o endereço. Tratava-se de um hotel que ficava na principal rodovia de saída (e entrada) da cidade, ao lado do único supermercado da pequena cidade. Santana estacionou o carro no pátio do hotel e procurou pelo apartamento indicado. Mal deu três batidas e a porta se abriu.
"Entra!" Disse Quinn com urgência, já puxando Santana para dentro.
"Quinn Fabray!" Santana deu alguns passos dentro do quarto de hotel. "Aí está um rosto que não vejo há um ano."
"Oi." Quinn a abraçou rapidamente. "Como você está?"
"Nesse momento, um pouco assustada e um pouco curiosa. Alguém como você não viria aqui para fazer uma mera visita social. Não desse jeito."
"Não pretendo ficar aqui por muito tempo."
"Imaginei que estivesse aqui a negócios."
"Sim, eu preciso da sua ajuda. Os rangers são corruptos."
"Obviamente."
"Matt é corrupto."
"Não é da minha conta."
"Rachel praticamente sofreu uma lavagem cerebral!"
Santana titubeou por um momento, mas fechou o cenho.
"Rachel escolheu essa vida, em vez de ir para a prisão. O que esperava?"
"Eu não acredito nem por um segundo que você não se importa mais."
"Quinn, sério, o que você veio fazer aqui?"
Quinn franziu a testa, sentou em uma das camas (o quarto de hotel tinha duas camas de solteiro) e encarou novamente a ex-vigilante.
"Depois que você desistiu e foi embora, eu continuei trabalhando com Ryder e Marley no escritório, e com Mercedes e George informalmente. Levou quase um ano, mas a gente conseguiu provas de que o projeto Rangers é corrupto, que não passa de um artifício para escravizar e explorar gente como nós para promover extorsão, especulação imobiliária e outras formas ilegais e pouco morais de se ganhar dinheiro. Essas provas eram consistentes o suficiente para derrubar o prefeito, Audrey May e muita gente importante. Mas isso é só parte do plano. O cadastro compulsório mostrou que a pessoas como nós são raras, muito raras. Não passamos de 20 indivíduos co9nhecidos no estado... contando com Brittany, nós e os Rangers."
"Eles pegaram Brittany?"
"Sim, Matt a dedurou."
"Bastardo."
"Pois é..." Quinn suspirou. "Nós somos muito raros, e ainda não existe um meio possível de mapear geneticamente toda a população para descobrir exatamente quem tem ou não o gene que nos faz ser... nós. Então eles estão tentando nos fabricar. O que não dá certo, é descartado para que os Rangers eliminem aos olhos do público. Esse é o propósito da Iniciativa Hyde... bom, esse é o nome que George deu. Imagine um exército de Hydes perfeitamente controláveis? É o que eles estão tentando fazer. O problema é que os Hydes não duram muito, e são poucos que sobrevivem aos efeitos da ativação. Os que conseguem, ficam sem memória, ou tem a memória arrancada."
"E vocês conseguiram provas?"
"Sim."
"O que estão esperando para levar esses bandidos à público?"
"Matt aconteceu. Alguém nos dedurou e os Rangers destruíram tudo. Ou quase tudo."
"Quase tudo?"
"Santana... eu vim aqui porque eu preciso da sua ajuda para proteger a única testemunha e prova que restou. Precisamos de você."
"Eu não sou uma salvadora, Fabray."
"Mas você é a vigilante. Eu tentei manter o grupo unido depois que você partiu. Eu tentei ser a líder deles, mas você é o coração do grupo, nosso motor moral. Sem o coração, o corpo não funciona. Eu aprendi isso à duras penas."
Santana suspirou e sentou-se ao lado de Quinn.
"O que você quer que eu faça? Voltar para a cidade?"
"Não."
"Não?"
"Eu preciso que você vá para a metrópoles junto com todos nós."
"Por que?"
"Porque é onde está a origem de tudo."
