Capítulo 12: Estudante


Hermione fez o possível para reprimir quaisquer dúvidas pairadas na boca do estômago. Ela não voltava a Hogwarts desde que Rony morrera. Ela esteve lá em alguns dos primeiros dias de limpeza após a batalha, mas não conseguiu voltar desde que havia perdido Rony.

Uma bênção foi que McGonagall havia providenciado para que ela fosse capaz de sair do Flu diretamente no seu escritório. Ela jogou uma pitada de pó, respirou fundo, falou claramente e entrou na lareira.

Hermione entrou no escritório da diretora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Era estranho ver mais dois retratos na parede, mas lá estavam eles, Dumbledore e Snape, ambos fingindo dormir em seus quadros. Não duvidou nem por um momento de que estivessem acordado, mas não conseguiu pensar em nada para dizer.

- Você está bem, Srta. Granger - disse uma voz familiar.

- Obrigada, profe... er, diretora.

- Granger, acredito que, depois de todo esse tempo, você poderia me chamar de Minerva.

Hermione tentou a palavra em seus lábios.

- Minerva. - Ela assentiu. – Minerva, então. E eu sou Hermione.

Minerva apertou os lábios, examinando sua ex-aluna. A garota parecia cansada, mas não exausta. Fatigada, mas não desgastada. Era o máximo que se podia esperar. Talvez estivesse um pouco mais magra que antes, mas não havia sinal de desnutrição.

- Hermione, então - ela concordou. - Você não vai se sentar? - Hermione pegou uma das cadeiras em frente à mesa grande e McGonagall sentou-se atrás da mesa.

- Queria agradecer novamente por escrever a carta para Dâmocles Belby por mim. Ainda não recebi resposta, mas estava pensando em ter uma resposta dele até que eu tenha passado em meu N.I.E.M. de poções. Isso seria completamente razoável. Sei que eles geralmente são administrados no final do período, mas há alguma maneira de conseguir fazê-los em setembro?

- Tenho certeza de que poderíamos arranjar algo com o Ministério e pedir que um dos examinadores fizesse uma viagem.

- Obrigada, Professo.. Minerva - disse Hermione.

Elas ficaram em silêncio por um momento.

- Como seus estudos estão progredindo? Existe algo que eu possa fazer para ajudá-la?

- Está devagar, mas dando certo. Acredito que sempre tive uma aptidão para poções. Nunca tive muita chance de brilhar. - Ela quase pensou ter visto, pelo canto do olho, o retrato de Severo Snape se mexendo.

- Bem, se você quiser assistência em algum dos seus estudos, eu ficaria mais do que feliz em tê-la aqui. Tenho certeza de que poderíamos encontrar espaço para você em qualquer habilidade que queira completar. - Ela franziu o cenho levemente para o último retrato na parede.

Hermione considerou suas palavras cuidadosamente.

- Eu não acredito que gostaria de voltar aqui como estudante, embora parte de mim ainda queira terminar meus estudos. Se eu tiver tempo para iniciar meu aprendizado, gostaria de continuar estudando as outras disciplinas que eu teria cursado no meu último ano, e talvez prestar ou demais N.I.E.M.s neste verão.

- Acredito que poderíamos fazer arranjos para isso.

- Neste momento, eu não acho... não acho que quero voltar aqui para estudar.

McGonagall inclinou a cabeça.

- Essa decisão é sua.

Outro silêncio caiu entre elas, e as duas começaram a falar ao mesmo tempo:

- Você viu o Sr. Potter? - McGonagall perguntou, assim como Hermione expressou:

- Você ouviu falar de Harry?

Nenhuma delas tinha.

- Outro de seus colegas de classe está aqui, alguém que você talvez queira ver.

Hermione tentou esconder o olhar desconfortável que flutuava em seu rosto.

- Eu realmente não tenho certeza se estou disposta a ver mais alguém.

- Posso ser sincera, Hermione?

Após um momento de pausa, Hermione disse:

- Claro que sim. Eu sempre valorizei sua opinião.

- Você veio aqui hoje para discutir suas ambições de carreira - admiro suas razões para querer ser aprendiz de mestre de poções e seus objetivos de longo prazo de usar seu conhecimento para ajudar outras pessoas. Acredito que esses objetivos seriam melhor atendidos ao terminar seu último ano aqui, embora eu certamente possa entender suas razões para não querer. No momento, no entanto, não estou preocupada com sua carreira. Estou preocupada com você. Se valoriza minha opinião, siga meu conselho e vá ver a pessoa esperando por você no corredor.

Hermione soltou um suspiro e foi como liberar um punho que tinha sido apertado em torno de seu peito. Ela pertencia ao mundo bruxo. Ela estava aqui em Hogwarts e não tinha se desfeito em pedaços ainda, pensando em Rony ou Harry. Ela poderia aguentar mais alguns minutos.

- Se você pensa assim, eu devo, eu irei.

Ela agradeceu a McGonagall por seu conselho e seguiu em direção à porta, em vez da lareira. Quando alcançou o topo da escada, se virou.

- Você vai ficar de olho em Gina este ano, não é?

- Vou observar a Srta. Weasley como se ela fosse minha. Ela é minha - ela é da Grifinória.

Hermione se sentiu um pouco melhor só de ouvir as palavras, desceu as escadas e passou pela gárgula. Ela encontrou Neville esperando a alguns metros de distância.

- Oi, Hermione. - disse ele, encostado na parede, com uma mancha de terra na bochecha - É bom te ver.

Ela não pôde evitar um sorriso e passou os braços em volta dele. Era bom abraçar alguém. Ele a abraçou com força de volta.

- É bom ver você também, Neville. O que você está fazendo aqui?

Ele deu de ombros e sorriu um pouco sem jeito quando eles se afastaram.

- Eu não tinha muita certeza do que queria fazer depois... de tudo. Bem, acho que tenho certeza agora. Quero melhorar este lugar. Tenho ajudado na reconstrução. A professora Sprout ainda está se recuperando de alguns ferimentos da batalha. Vou ajudar com as aulas dela este ano. McGonagall falou sobre me tornar diretor da Grifinória. - Ele olhou para as escadas. - Eu ainda não tenho certeza se ela estava brincando.

- Estou feliz, Neville. - Ainda era impressionante ver algumas das mudanças do ano passado nele, mas ainda se tratava de Neville Longbottom. - Foi estranho voltar?

- Eu acho que será mais revelador quando os estudantes chegarem aqui. Algumas pessoas do nosso ano vão ingressar no sétimo ano. E muitas pessoas não deixaram as crianças começarem ou terminarem no ano passado por causa de Snape e dos Carrows. Então, acho que algumas pessoas podem ser movidas para cima ou para baixo um ano, ou precisarão de uma pequena ajuda. Isso será... revelador. - Ele engoliu em seco. – Muitos mais poderão ver os testrálios este ano. Os reparos no prédio não o deixaram como era antes, mas tentamos fazer o certo.

Sem nem perceber que seus pés os estavam levando, Neville e Hermione se aventuraram pelos corredores desertos.

Ela podia ver sinais da violência que a escola havia sofrido há não muito tempo, mas também sinais de reconstrução e reparo. A violência não estava sendo apagada, mas estava sendo curada. Haveria cicatrizes, mas Hogwarts estaria inteira. Hermione andou com Neville por mais tempo do que ela esperava, e até se viu com fome quando saiu do Salão Principal e visitou as estufas com ele. Hermione respirou fundo, inalando o cheiro da grama. Era como voltar para casa de alguma maneira, depois de todos os meses em Londres.

Com as costas apoiadas no vidro da estufa três, Hermione perguntou:

- Você já desejou, às vezes, ter um sétimo ano de verdade?

Pela primeira vez naquele dia, Neville hesitou.

- Era o que era ... e nos fez quem somos. Eu gostaria que Dumbledore não tivesse morrido... que não houvesse tido um ano com Snape e os Carrows. Mas tudo o que nos resta é fazer o que pudermos onde estamos com o que temos. Os últimos dois anos foram difíceis - ele deu uma risada fantasmagórica pelo eufemismo - mas aceitei o desafio e sei quem sou - Ele encolheu os ombros e uma sombra do tímido garoto de 11 anos quase apareceu em seu rosto, mas, em sua maior parte, seus traços continuavam sendo os do homem que ele havia se tornado: capaz de fazer o que precisava ser feito, cuidando de todos os outros, e disposto a lutar pelo que acreditava, não importando o tamanho do exército oponente.

Hermione o abraçou com força.

- Nunca mude, Neville.

Quando Hermione voltou ao escritório de McGonagall de modo a ir para casa via flu, ela e Neville já haviam visitado todas as estufas e parado na cozinha para comer alguma coisa. McGonagall estava certa. Visitar Hogwarts era algo que ela precisava fazer. E... se ela não pudesse estar aqui para ver a cura com Rony... e Harry... bem, Neville era a pessoa que ela precisava ter visto hoje. Não podia pedir mais do que isso. Foi bom ver as pessoas avançando.


O dia primeiro de setembro sempre havia parecido um dia de começo. Ou, pelo menos, tinha sido na maioria dos últimos sete anos. Hermione escolheu aquele dia para postar sua carta a Dâmocles Belby. Ela entregou-a a Draco para uma leitura final.

- O que você acha?

Draco leu duas vezes e a devolveu.

- Eu não poderia ter feito melhor. Ele é um idiota se não aceitar você. Você será capaz de passar pelo resto do material dentro do prazo que definiu?

- Sim, eu vou conseguir - Hermione disse, pegando a carta de volta e selando-a em um envelope.

- O que fez você escolher o dia 19 para prestar seu N.I.E.M.? Você não poderia ter dado a você mesma até o final do mês? Ou qualquer outro dia. Não é como se você estivesse na linha do tempo de mais alguém.

Hermione encolheu os ombros, sem olhar para cima quando colocou a carta na perna de Athena e a levou para a janela.

- É meu aniversário. Parecia um bom momento para começar quanto qualquer outro.

Ele assentiu, afastando alguns fios de cabelo dos olhos. Ainda estava cansado de seu turno na noite anterior, mas estava de folga naquele dia. Ele jurou que as pessoas derramaram coisas sobre ele de propósito, mas não conseguiu provar. Levantou-se e se juntou a ela na janela, observando a coruja ficar menor enquanto voava em direção ao horizonte.

- Obrigada por ler isso. Eu realmente queria outro par de olhos antes de enviá-lo - disse ela, depois de um momento.

- Não foi nenhum problema.

Houve um momento de silêncio enquanto eles estavam ali na janela, ouvindo os sons de Londres abaixo. Buzinas soaram, pessoas gritaram, freios guincharam. A vida continuou em ritmo constante.

- Suponho que agora que enviei, devo voltar a estudar. - Ela olhou tristemente para a pilha de livros à sua frente. Seria um ritmo alucinante passar pelo resto do material antes do dia 19. Ela conseguiria. De algum jeito.

Draco olhou para a pilha de livros na mesa, empilhados de forma organizada e com notas ao lado deles.

- Os capangas do Ministério vieram hoje de manhã para me verificarem, de modo a terem certeza de que eu não havia incendiado a mim mesmo na cozinha ou algo assim.- Ele torceu o nariz em desgosto. - O apartamento ainda cheira à colônia que aquele cara particularmente arrogante estava usando. Ou cheirava quando vim aqui. Não estou disposto a voltar para lá. Eles examinaram tudo. - Estremeceu. Não gostou de ter suas coisas tocadas. Caffrey e Burke mal pareciam acreditar nos próprios olhos ao vê-lo vivendo uma existência trouxa perfeitamente normal. Eles tinham certeza de que ele devia estar escondendo algo, e não foram sutis em insinuar isso. Passou a visita toda assistindo-os investigar seu apartamento com um olhar de desdém no rosto e respondeu suas perguntas com o mínimo de palavras possível, esperando apressá-los. - Eles me deram o subsídio... deste mês. Poderíamos ir comer algo. Estes livros ainda estarão aqui quando você voltar.

A morena não precisou considerar muito antes de pegar sua bolsa e concordar em ir. Naquele dia, as paredes do apartamento pareciam estar se aproximando dela. Seria bom sair um pouco. Talvez depois que comessem, ela o apresentasse ao cinema.


Draco passeou pelas prateleiras da biblioteca. Bem, passeio não era realmente a palavra certa. Ele estava à espreita, se tivesse que admitir para si mesmo. Mas não tinha que admitir, então se convenceu de que estava passeando. Foi sua escolha procurar repetidamente na mesma prateleira.

Por fim, o homem que estava sentado à mesa com o com...computador levantou-se e saiu. Draco correu para a cadeira ainda quente do homem. Granger passava 16 horas por dia estudando poções e essa era a terceira vez na semana que ele ia à biblioteca . Estava determinado a usar o computador. Apenas teve que esperar alguém sair.

Agora que estava sentado, não tinha certeza do que fazer com aquilo. Ele empurrou o controle redondo sobre a mesa e encontrou uma flecha se movendo na tela. Nada pareceu acontecer, exceto que ele podia mover a flecha.

Estava prestes a desistir quando a bibliotecária de cabelos grisalhos passou. Tentou parecer que sabia o que estava fazendo, olhando diretamente para a tela.

Ela olhou para ele com desaprovação.

- Se você não sabe como usá-lo, deveria se inscrever em nossas aulas. Theresa as leciona duas vezes por semana. Saia e permita que outra pessoa use. - Com um olhar final para ele, ela seguiu em frente.

Draco franziu a testa. Que presunçoso daquele bode velho presumir que ele não sabia o que estava fazendo. Moveu o controle sobre a mesa um pouco mais e observou a seta se mover pela tela, mas nada mais parecia acontecer. Ele tentou pressionar os dedos no quadro com as letras, mas nenhuma das letras apareceu na tela em nenhum lugar. Claramente ele estava pulando uma etapa crítica.

Levantou o controle e o inspecionou. O lado de baixo parecia ter uma bola. Ele passou o dedo ao longo dela e observou a flecha se mover. Investigando o controle ainda mais, ele encontrou um botão na parte superior. Ele ouviu o clique, mas não viu nenhuma resposta na tela.

Por um momento, ele colocou o controle de volta na mesa e o moveu, clicando ocasionalmente. Nada parecia acontecer a princípio e, de repente, a tela mudou. Palavras apareceram ao longo da leitura superior: Bem-vindo ao Internet Explorer.

- O que? - ele se perguntou suavemente, franzindo a testa para a tela.

Uma sombra apareceu em sua tela.

- Dou aulas, terças e quintas às dez. Há uma vaga amanhã.

Draco olhou para cima e encontrou uma mulher bonita de cabelos ruivos ao lado dele. Ele levantou uma sobrancelha.

- O que você ensina?

Havia um leve sorriso em seus lábios.

- Tudo, desde como ligar a máquina, configurar seu e-mail e criar documentos.

Pouco tempo depois, Draco se viu saindo da biblioteca com a intenção de retornar na manhã seguinte para aprender a usar um computador. Até então, ele havia aprendido que o controle com o qual estava tendo dificuldades se chamava mouse. E o quadro com as letras era um teclado.


Draco vestiu camisa e calça limpas, tomou seu chá e comeu uma torrada com manteiga. Ele lavou a louça antes de sair para a biblioteca. Utilizou a caminhada para se perguntar o que exatamente alguém poderia fazer com um computador.

Entrou na biblioteca e, seguindo as instruções da recepção, foi para uma sala no porão em que não havia estado antes. Havia meia dúzia de computadores instalados em uma fileira na pequena sala. Duas pessoas já estavam sentadas diante dos computadores, e Theresa estava em pé na frente da sala conversando com uma terceira.

- Sente-se e começaremos em breve.

Draco escolheu um assento no final e esperou até que os dois últimos lugares fossem ocupados. Ele olhou em volta para seus... colegas de classe. Havia um senhor idoso e duas mulheres de meia idade, além de uma jovem e seu filho de não mais que sete anos. Claro que havia. Ele franziu o cenho para a tela em sua máquina. Estava escuro.

- Agora que todos estão aqui, eu gostaria de me apresentar. Meu nome é Theresa. Vamos abordar a introdução ao uso de um computador hoje. Se você notar, na mesa, tem um monitor, um teclado, e um mouse. No chão, à esquerda dos pés, está o gabinete. O gabinete é a parte da máquina que pensa. O monitor é o responsável por exibir o que o gabinete está fazendo. O gabinete e o monitor precisam estar ligados. Vá em frente e aperte o botão liga/desliga no gabinete, localizado aqui - ela exibiu uma foto - e depois o botão correspondente no monitor.

Draco encontrou os botões, apertou-os e esperou. Depois do que pareceu uma eternidade, uma imagem apareceu no centro de sua tela. E ele esperou... de novo.

Depois de um tempo, o computador de Draco (assim como o de todos os outros) chegou à tela que ele tinha visto ontem no computador da sala principal da biblioteca. Ele revirou os olhos quando o homem idoso desligou o monitor ao pensar que não estava começando rápido o suficiente.

- Essa é a sua área de trabalho. Você notará que não há muito. Tudo bem. No canto inferior esquerdo aqui, você tem o menu Iniciar e pode escolher um programa.

Draco ouviu atentamente enquanto ela os aconselhava sobre como usar o mouse e listava o que alguns dos diferentes programas faziam. Ele ficou entediado quando as duas mulheres de meia idade pediram para Theresa repetir tudo de novo para que pudessem fazer anotações.

Theresa conduziu todos eles através de uma série de exercícios, mostrando como reiniciar a máquina, abrir e editar documentos de texto e salvar arquivos. As duas mulheres que pareciam estar juntas fizeram anotações detalhadas. A mulher com a criança perguntou ansiosamente às outras se poderia pegar as anotações emprestadas mais tarde. O homem idoso frequentemente exigia repetição por coisas que ele não tinha entendido. A frustração de Draco aumentou com o ritmo lento. Ele começou a abrir arquivos em sua máquina e logo teve uma pilha de janelas abertas. Língua bifurcada de Salazar. Como ela disse que eles fechavam?

Ele não as fechou antes que ela aparecesse por cima do ombro, mostrando pacientemente duas maneiras diferentes de fechá-las.

- Isso será tudo por hoje. Vá em frente e desligue seus computadores. Isso mesmo - vá para o Menu Iniciar, escolha... muito bom, Sr. Willis. Agora, na quinta-feira, cobriremos o uso de discos e o acesso à Internet, via Internet Explorer.

Os outros na sala juntaram suas coisas e saíram. Draco desligou o computador e se levantou devagar.

- Você tem alguma pergunta? - Theresa perguntou, notando que o jovem loiro ainda estava na sala. Ela estava juntando seus cartazes e certificando-se de que estavam na ordem correta para a próxima aula.

Ele franziu a testa, imaginando como expressar o que queria saber sem parecer totalmente incompetente.

- Para que computadores são usados?

Ela piscou.

- Bem, eles podem realmente ser usados para praticamente qualquer coisa, e seu potencial está apenas aumentando. Estou trabalhando para mudar nosso catálogo de livros, trocando os cartões de índice por um sistema de computador. Isso tornará muito mais fácil encontrar as coisas. Você pode criar documentos e atualizá-los. Pode enviar mensagens para pessoas a longas distâncias. Existem também jogos e enciclopédias. No momento, uma cópia da Enciclopédia Brittanica tem 26 volumes e ocupa 3 prateleiras. Você pode colocar tudo em um CD, se tiver memória. Ou talvez 2 ou 3. Mas, de qualquer forma, seria muito mais compacto.

Ele decidiu não perguntar o que era a Enciclopédia Brittanica e simplesmente assentiu.

- Parece muito útil. - Ele apenas teria que explorar mais por conta própria.

- Realmente é. Elas são muito caras agora. Por favor, venha para a minha próxima aula e verá muito mais do que os computadores podem fazer. - Ela sorriu para ele, um pouco pesarosa. - Eu sei que as coisas estavam um pouco lentas hoje, mas temos muitas pessoas inscritas nessa aula que estão entrando novamente no mercado de trabalho e querem se reeducar, já que a tecnologia mudou muito desde que eles estavam na escola. Você apenas terá que ser paciente com eles.

Draco assentiu, indeciso se voltaria na quinta-feira ou não. Provavelmente. Possivelmente.