Obrigada a você que lê essa história e um obrigada gigantesco a você que deixou comentários nos capítulos 54 e 55. Vocês aquecem meu coração.
Capítulo 56: Steven
Havia muitas opções disponíveis. Apartamentos trouxas em qualquer lugar do país era uma delas. Afinal, qualquer lugar seria mais barato do que morar em Londres. Eles tinham uma pilha de folhetos que haviam conseguido na agência imobiliária local, com fotos e informações sobre os apartamentos trouxas disponíveis. Eles também pegaram um livreto no Beco Diagonal. Eles não conseguiam se decidir se preferiam um lugar trouxa ou um lugar mágico.
— Há alguns apartamentos acima das lojas no Beco Diagonal — Não eram todos os empreendedores bruxos que queriam morar acima de sua própria loja, embora fosse o mais comum. Ela abriu o livreto em um dos apartamentos.
— Não podemos viver acima do farmacêutico — Nem mesmo a mágica poderia impedir que o cheiro das asas de morcego em conserva subisse até o andar superior.
Eles folhearam o livreto novamente.
— Suponho que poderíamos dar uma olhada em Hogsmeade novamente — Draco ofereceu.
Hermione balançou a cabeça, virando a página. Era um chalé de aparência precária, provavelmente mantido em pé por magia. Mas ela não gostava particularmente da ideia de morar em uma vila onde dezenas de estudantes de Hogwarts a visitavam às vezes. Ela ainda queria alguma distância do lugar. Folheou o livro.
— Há um chalé disponível nos arredores de Nottingham. Não há exatamente uma vila mágica por lá, mas parecem existir algumas famílias bruxas espalhadas pela área. E há algo em Brighton. Pode ser bom estar perto do mar — Ela pegou a pilha de folhetos novamente.
Ele estendeu a mão e apertou a dela.
— Eu vou fazer a ligação telefônica e você envia a coruja?
Os prós e contras de um lugar trouxa e de um lugar bruxo eram tão diferentes... eles ansiavam por encontrar o lugar certo. Um lugar trouxa lhes forneceria o isolamento da sociedade bruxa por um pouco mais de tempo e acesso fácil a comida de qualidade. Mas... eles já não estavam de volta ao mundo bruxo? Talvez não pudessem mais se esconder. E seria tranquilizador ter vizinhos que pudessem ser convidados para uma xícara de chá e que não achariam estranho corujas estivessem indo e vindo. Seria bom sentir-se normal.
A floresta não estava quieta. Sapos coaxavam. Grilos gorjeavam. Um pássaro noturno cantava. Nada grande se moveu até onde os recém-chegados podiam dizer, mas seus ouvidos não estavam acostumados a captar os sons sutis no escuro. Mesmo com a lua cheia brilhando... estava muito escuro.
Draco não puxou sua varinha — Belby os havia aconselhado a não fazê-lo —, mas sua mão a segurava. Caminhar em direção a um perigo desnecessário ia contra todos os seus instintos, mas Hermione estava ali. Não iria deixá-la entrar em perigo sozinha. Ele a olhou e ela lhe deu um sorriso encorajador. Ele tentou sorrir de volta e mudou a mochila nas costas. Mesmo enfeitiçada para reduzir o peso, era um pacote estranho. Hermione tinha uma mochila semelhante amarrada nas costas.
Belby estava na retaguarda, e seu parceiro licântropo estava à frente, farejando o ar ao se aproximarem. A sugestão de Belby era que aparatassem longe do local para ter uma noção melhor do que estava por vir. Não havia interferências mágicas que os impedissem de desaparecer imediatamente se as coisas azedassem, até onde sabiam. Ainda assim, havia uma chave de portal no bolso, caso precisassem. Não era exatamente legal fabricar chaves de portal não autorizadas, mas era uma precaução que valia a pena.
Steven fez uma pausa, fungando novamente.
— Chegamos — disse ele em voz baixa.
Os outros avançaram, agrupando-se mais. Hermione sentiu seu peito apertar um pouco.
O momento foi um pouco anticlimático. Nada parecia acontecer. Vários minutos se passaram. Draco mexeu o pé, triturando uma folha. O som pareceu dez vezes mais alto do que deveria ser. Todos, menos Steven, haviam tomado algo para tornar o cheiro menos reconhecível.
Hermione tirou a mochila das costas e pegou uma barra de chocolate do compartimento lateral, desembrulhando-a, mas não comendo. Seu coração sempre batera tão alto? Minutos se passaram, mas pareceram horas.
Finalmente, à direita, uma sombra se moveu. Era grande demais para ser qualquer coisa, mas era isso o que era: uma pessoa se movendo pela floresta. Dois outros estavam se aproximando de outra direção. Eles pararam, escondidos nas sombras das árvores, fora de vista.
Ouviram um rosnado.
— Fique onde está.
Na outra direção, alguém fungou.
— Quantos vocês são?
— Um de mim. E alguns outros — disse Steven evasivamente.
— Nós poderíamos matá-los por terem entrado em nosso território.
— Mas então vocês não conseguiriam a ajuda que trouxemos — disse Hermione.
— Não preciso de ajuda. De ninguém — disse uma das vozes no escuro.
— Seja como for, viemos oferecer algumas coisas — Agora que já começara, ela também poderia continuar. — Não demorará muito para que as noites esfriem novamente. Pensamos que alguns cobertores poderiam ser úteis.
— Não tenho nada para trocar por eles — apontou um dos lobisomens. — Pode levá-los. Agora.
A voz de Hermione pode ter saído um pouco mais alta que o normal.
— Eu não estou te pedindo nada. Nada além de me ouvir — Ela abriu o zíper lentamente, tirou os cobertores e os colocou no chão à sua frente. — Arnold Diggers me enviou. Eu tenho fornecido a ele a Poção de Acônito. Para diminuir a dor das transformações e ajudá-lo a manter os sentidos durante a lua cheia. Eu gostaria de fazer o mesmo por... bem, qualquer pessoa que queira.
— Ela quer matar o lobo em nós! — rosnou um dos lobisomens.
— Domar-nos para que ela possa nos derrubar! — sibilou outro.
Eles estavam avançando. As coisas não estavam bem. Hermione não sacou a varinha, mas segurou o punho, pronta para lançar um feitiço Protego sem palavras, se necessário.
Steven rosnou de volta para os lobisomens nas árvores.
— Cale a boca e ouça.
O lobisomem de pé sozinho à direita riu.
— Você não corre sob a lua há anos. Menino da cidade — zombou.
Hermione respirou fundo.
— Apenas permita-me falar com vocês e eu deixarei os cobertores, chocolate e poções aqui e não irei incomodá-los novamente, a menos que vocês queiram que eu o faça.
Belby colocou uma mão encorajadora nas costas.
— A Poção de Acônito não mata o lobo em você. Tudo o que faz é colocá-lo para dormir.
— Você não sabe nada sobre isso, velho. Não há lobo em você.
Draco ficou tenso. Os lobisomens se aproximaram? Ele estava agradecido por estarem longe o suficiente para que ele não pudesse sentir o cheiro de carne crua nos dentes ou ver a sujeira sob as unhas. Ele forçou as imagens de Greyback a saírem de sua mente. Calma. Calma…
— O lobo em mim sabe — disse Steven. — Fui mordido aos 17 anos. A Poção de Acônito é a única coisa que mantém minha vida normal. Eu posso me levantar, ir trabalhar e voltar para casa à noite. E quando a lua chega... não preciso ser um escravo dela.
— Você é escravo de seus escritórios e regras — cuspiu um dos lobisomens.
Aquilo não estava sendo tão promissor quanto Hermione esperava, mas... poderia ser pior. Eles não tiveram que lançar feitiços ou correr por suas vidas.
— Quero lhes dar a opção de fazer algo diferente do que fazem agora. Os bruxos não o tratam bem. Eu sei. Não posso consertar isso da noite para o dia. Mas... algum de vocês tem filhos? Gostaria que eles frequentasse Hogwarts? Para aprender a usar a magia que têm? Há um lugar para eles. A diretora me prometeu. E se alguém quiser a Poção de Acônito, deve tomá-la todos os dias durante uma semana. Não estou pedindo nada, exceto uma chance. Uma chance de tentar construir uma ponte entre bruxos e... e lobisomens. Vou deixar os cobertores aqui. E a Poção de Acônito. E chocolate. E algumas outras coisas. Há algumas poções de cura. — Ela se ajoelhou ao lado de sua mochila, desembalando-a e arrumando tudo enquanto falava. Os frascos de poções de cura, garrafas de Poções de Acônito, ataduras. As pilhas de cobertores, com barras de chocolate por cima. Ela gesticulou para Draco tirar a própria mochila. Ele o fez e começou a adicionar coisas à pilha. Ela colocou um envelope no topo. — Há instruções escritas para todas as poções. E instruções sobre como entrar em contato comigo se você quiser mais ajuda. — Ela se afastou, mantendo os olhos nos lobisomens.
Draco sacou a varinha, mantendo-se perto de Hermione. Steven estava do outro lado, farejando o ar e rosnando baixinho.
Quase inaudível, Belby respirou:
— Firmemente, voltem agora...
Sem dar as costas aos lobisomens a frente deles, a bruxa e os bruxos se afastaram o mais silenciosa e cuidadosamente possível, enquanto ainda aceleravam. As juntas de Draco estavam brancas quando agarrou sua varinha. Ele viu o brilho dos dentes de Steven ao luar.
Os lobisomens caíram sobre a pilha de suprimentos que Hermione havia trazido.
— Corram. Agora — ordenou Belby, virando as costas para os licantropos.
—Não — ordenou Steven, calmamente. — Continuem caminhando. Lentamente.
Hermione forçou os olhos, procurando qualquer sinal de movimento ao redor deles. Ela não viu nada, mas seguiu o exemplo de Steven, andando devagar. Draco se aproximou dela.
Belby soltou um suspiro trêmulo, mas continuou caminhando lentamente.
Quando estavam a quase meio quilômetro de onde haviam deixado os licântropos, Steven parou, farejando novamente.
— Mostre-se.
A parada foi tão abrupta que Draco quase esbarrou em Belby. Ele olhou em volta, procurando por algum sinal de movimento.
A voz estava vacilante e suave.
— V... Você quis dizer isso? Você quer ajudar?
— Sim. Absolutamente — Hermione disse, dando um passo em direção à voz. —Receio ter deixado todos os meus suprimentos lá atrás. Mas posso conseguir mais. Você vai aparecer?
Houve uma pausa e o ar estava inquieto.
Hermione respirou baixinho.
— Abaixe sua varinha, Draco — ela deu um passo à frente. — Você vai aparecer? — repetiu. Conseguia enxergar a mulher a cinco metros dela.
Seu cabelo estava despenteado e suas roupas esfarrapadas. Era uma mulher pequena.
— Eu tenho um menino. Dylan. Ele chora quando a mudança acontece. Eu não queria que ele fosse transformado, mas alguém do bando... — Ela respirou trêmula, quase tossindo. — Ele poderia ir para a escola? — Havia um pequeno fio de esperança em sua voz.
— Sim. Haverá um lugar em Hogwarts para ele. Eu tenho a permissão da diretora.
— E... você tem uma cura?
O coração de Hermione poderia ter quebrado.
— Sem cura. Ainda não. Mas há um tratamento. A transformação não será dolorosa. Dylan será capaz de manter sua mente e não morder ninguém. Ele poderia ir para a escola. — Ela deu um passo à frente. — Por favor, deixe-me ajudá-la. Qual é o seu nome?
— Meredith. Você vai ajudar Dylan? Sério? — Ela parecia desesperada. Olhava com medo por cima do ombro, como se esperasse que os outros viessem.
— Venha comigo. Vou pegar o que você precisar: roupas, remédios...
— Não. Agora não. Os outros... — Meredith parou e levantou a mão, coçando o couro cabeludo. — Eu preciso pensar.
— Podemos nos encontrar novamente? — Hermione perguntou, ansiosamente.
Embora Meredith parecesse ter alguma hesitação sobre o que os outros da matilha poderiam fazer ou pensar, ela concordou em se encontrar com eles novamente dentro de alguns dias.
A bruxa morena já estava fazendo uma lista mental de coisas a serem levadas para a próxima reunião. Talvez shampoo anti-piolhos. Cobertores. Roupas para ela. Roupas para o filho dela.
— Quantos anos tem Dylan?
— Nove. Ele não sabe ler. Eu sei ler um pouco. Tentei ensiná-lo, mas...— Ela parou. Não poderia ensinar o que mal sabia. — Você voltará?
— Eu voltarei — Hermione prometeu.
Steven cheirou o ar.
— Nós precisamos ir.
Meredith se afastou. Ela não tinha chegado muito perto deles para começar. Desapareceu nas árvores rapidamente.
— Deveríamos aparatar aqui — ofereceu Belby.
E assim fizeram.
Em um instante, estavam de volta à oficina de Belby. Com um movimento da mão, a água fervia na chaleira e um frasco de Whisky de Fogo levitou na direção dele. Belby abriu e deu um forte gole antes de oferecê-lo aos outros. Alguns aceitaram.
— Bem, isso poderia ter sido pior — disse Hermione, limpando a boca.
Draco fez o possível para reprimir um calafrio. Poderia ser pior, mas poderia ter sido muito melhor. Ele passou um braço em volta da cintura dela, sentindo o calor de seu corpo.
— Eu não sei o que você estava pensando — disse Belby brevemente, olhando para a aprendiz e pegando o frasco de volta. — Nós concordamos que Steven e eu deveríamos começar a conversa.
— Steven começou. Eu improvisei. Pensei que seria capaz de chegar até eles. Consegui convencer alguém. Isso já é algum progresso.
Belby convocou uma cadeira para si e afundou nela, parecendo exausta.
— Sim. Agora você criou uma pilha de trabalho totalmente nova para si.
Steven ficou parado, tenso.
—Tenho sua palavra de que nenhum de vocês vai contar a ninguém sobre minha condição? — Ele olhou para Draco e Hermione. Eles já haviam feito a promessa uma vez no início da noite, mas...
— Você tem minha palavra.
— E a minha.
Durante alguns minutos, apenas o som da respiração e o assobio da chaleira poderiam ser ouvidos. Por hábito, mais do que qualquer outra coisa, Hermione pegou xícaras e serviu o chá, levando-as aos outros.
Belby convocou um frasco do armário e adicionou algumas gotas a cada xícara.
— Preparação especial. Um terço de calmante, um terço de poção da paz e um terço de poção do coração tranquilo.
Draco tomou um gole e sentiu o batimento cardíaco diminuir levemente. Tomou outro gole. Os lobisomens que conhecera àquela noite não eram Fenrir Greyback. Greyback estava morto. Hermione estava bem. Ele apertou o braço em volta dela. — Você acha que devemos nos preocupar com a próxima reunião?
— Supondo que Meredith não conte aos outros, deve ser simples. Mas ela pode não estar segura. Se descobrem que ela quer sair, podem considerá-la um risco — disse Belby. — Isso diminuiria seu trabalho — Ele soltou um suspiro. — Eu recomendo firmemente que todo mundo termine sua xícara cheia de chá, vá para casa e imediatamente vá para a cama. Hermione, eu gostaria de adiar o início da nossa sessão de amanhã em duas horas.
— Justo. Obrigada por toda a sua ajuda hoje à noite. — Hermione tomou um longo gole de chá.
Em pouco tempo, as xícaras estavam vazias e todo mundo havia pegado o Flu para casa.
Draco e Hermione sentaram-se para um café da manhã silencioso. Ele iria para a biblioteca em breve.
— Planos para o seu início tardio esta manhã? — ele perguntou.
— Azkaban. Quero que Arnold saiba como foram as coisas na noite passada, e talvez ver se ele tem mais alguma coisa a dizer que possa ajudar. Eu sei que é um tiro no escuro, mas talvez se perceber que eu realmente fiz o que ele me disse... possa se abrir um pouco. — Sua cabeça girou com o pensamento de tudo o que precisava fazer para ajudar Meredith. E se havia uma pessoa disposta a aceitar ajuda... talvez houvesse outras.
— E... você vai vê-lo?
Algo no fundo da voz de Draco disse a Hermione que a conversa havia mudado.
— Não sei. Normalmente não me decido até já estar lá. Quase não lhe disse nada na minha última visita. Acho que seria bom que você conversasse com ele pelo menos uma vez. Penso que isso te ajudaria.
O loiro balançou a cabeça.
— Estou com muita raiva para ter qualquer tipo de conversa racional com ele. Talvez um dia. Em breve. De qualquer forma, tenho que ir, Theresa disse que queria falar comigo esta manhã, então quero chegar um pouco mais cedo.
Ela se inclinou sobre a mesa e o beijou.
— Boa sorte.
— Você também.
Draco optou por caminhar para o trabalho para limpar a cabeça. A bebida de Belby o ajudara a dormir na noite anterior, mas os eventos na floresta haviam sido intensos. Hermione havia escolhido uma linha de trabalho infernal para entrar.
O ar fresco era bem-vindo, mesmo que estivesse um pouco abafado pelos canos de escape do tráfego matinal. Morar na cidade tinha suas vantagens — como uma ótima variedade de comida. Mas ele não se importaria de ficar longe do tráfego.
A biblioteca já estava aberta quando Draco chegou — Theresa sempre começava cedo. Ele a encontrou no seu escritório e se perguntou se ela já havia encontrado um substituto para ele. Havia uma grande pilha de papéis na sua frente.
— Bom dia, Draco.
— Bom dia, Theresa. Como você está? — Ele puxou a cadeira para se sentar.
— Não se preocupe, não vai demorar muito. Preciso te pedir um favor. Katrina não poderá vir amanhã. Você poderia cobrir o turno da manhã?
— Oh. — Ele parou por um instante. O dia seguinte era sábado. Mas ele não tinha nenhum plano em particular. Supôs que poderia fazer um turno extra. — Certo.
— Obrigada. Eu tenho entrevistas agendadas para essa manhã, então espero que tenhamos sorte. Tenho que voltar a isso. Quando eles chegarem, peça para aguardarem na frente e me avise que estão aqui — Ela olhou para a pilha de papéis com um suspiro. — As coisas estão indo bem com sua mudança? Eu sei que se mudar é um pesadelo, com toda a limpeza e embalagem. Sinto muito por fazer você perder um sábado, acho que posso encontrar alguém para te cobrir na terça-feira, se precisar.
Embalagem, já? Supôs que quando tudo era feito da maneira trouxa, levaria mais tempo. Como os trouxas conseguiam mover os móveis ao se mudarem pelo país? Ele teria que perguntar a Hermione. Ocorreu-lhe que deveria lhe dar algum tipo de resposta.
— Folgar na terça-feira seria ótimo. Há muito o que fazer. Não está indo mal, estamos muito bem organizados, mas o tempo extra ajudaria.
Theresa assentiu e escreveu algumas palavras em uma nota.
— Vou arranjar alguém para te cobrir na terça à tarde então — Houve uma série de baques abafados do outro lado da parede. — Parece que alguém quer devolver livros.
Draco entendeu isso como sua dispensa, acenando com a cabeça e saindo para ir trabalhar. Ele verificou os livros e se dirigiu à recepção. Foi um pouco surreal quando a primeira candidata de Theresa entrou e perguntou por ela.
A mulher estava na casa dos trinta. Usava uma blusa grossa e uma saia lápis.
— Estou aqui para ver a Srta. Briggs — ela disse nervosamente.
Draco a considerou. Muito nervosa, não é ideal para a recepção. A primeira pessoa que você vê ao entrar em uma biblioteca na qual realmente quer passar algum tempo deveria ser acolhedora. Ele estremeceu internamente com o pensamento de Madame Pince; havia uma biblioteca em que ele nunca mais gostaria de pôr os pés. Ofereceu um sorriso.
— Só um momento, irei avisá-la que você está aqui.
