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Capítulo 62: Ruas
Ouviram um barulho vindo da sala de estar e Draco e Hermione se sentaram na cama.
— Hum...? — Hermione procurou ao seu lado na cama e encontrou Draco pelo toque. Se ele estava ali, quem fazia aquele barulho?
Ele parecia ter pensamentos semelhantes e tateou a mão na mesa de cabeceira para pegar a varinha, saindo da cama em seguida. Hermione agarrou a dela e o seguiu até a sala de estar. A luz estava acesa e a maioria de seus utensílios de cozinha estava no ar, embalando-se em caixas, que se encolhiam depois de fechadas. Uma pilha arrumada estava sobre a mesa da cozinha. Levou um momento para notarem a pequena invasora.
Uma elfa doméstica, usando uma fronha limpa, recém-passada e com um M no canto estava em pé na cozinha, orquestrando as panelas e copos voadores.
Draco deu um suspiro de alívio.
— Pinky. O que está fazendo aqui? — Draco perguntou, abaixando a varinha.
— A senhora enviou Pinky para ajudar. A senhora disse que o Mestre Draco está se mudando para uma nova casa. Pinky vai ajudar. O Mestre Draco pode dormir. Pinky terá terminado na hora do almoço. — Ela acenou com as mãos em um movimento de dispersão, como se estivesse assando brownies e não quisesse que eles provassem a massa antes que estivessem prontos.
Draco chamou a atenção de Hermione e fez uma careta. Esperava que não precisassem ter nenhum confronto sobre elfos domésticos ainda durante um tempo —- lembrava-se bem de toda sua cruzada do FALE durante o quarto ano. Ele não se opunha exatamente a ter um elfo doméstico, embora a vida sem elfo e sem magia o tivesse preparado para a vida com magia e sem elfo.
— Pinky, há quanto tempo você está aqui?
Suas orelhas bateram.
— Não muito tempo, mestre Draco. Cerca de uma hora. Pinky trouxe o café da manhã. Croissants, salmão e cream cheese. — Suas orelhas bateram novamente. — Mestre Draco e... — houve uma breve pausa como se a elfa não tivesse certeza de como chamar Hermione — ... a senhorita podem voltar a dormir. Pinky vai terminar aqui e arrumar o quarto depois que vocês acordarem.
Hermione olhou para o relógio em cima do fogão. Não eram sequer seis da manhã. Eles planejavam começar a arrumar as malas e mover as coisas naquele dia, pois Draco não estava mais trabalhando. Ela havia tirado dois dias de folga de seu aprendizado para que pudessem se mudar adequadamente.
— Pinky, isso é muito gentil, mas é muito cedo. Você deve ir para casa e dormir. Draco e eu cuidaremos disso daqui a algumas horas. — Ou naquele momento. Já estavam acordados, afinal.
— A senhorita não precisa se preocupar. Pinky vai cuidar de tudo.
Os olhos de Hermione voltaram-se para Draco. Socorro. Como nos livramos dela?
Draco agachou-se ao nível dos olhos de Pinky, não muito preocupado em estar na frente de sua elfa usando nada além de uma boxer.
— Tenho certeza de que minha mãe precisa muito de você agora. Por que você não vai ajudá-la com a mudança para a casa de veraneio? E há muito trabalho a ser feito na Mansão para os novos convidados. Você não está ocupada com todas as mudanças?
As orelhas de Pinky tremeram de angústia.
— A Sra. Narcisa enviou Pinky aqui. Pinky deve ajudar o mestre Draco e a senhorita.
Hermione se agachou ao lado de Draco, ciente de que sua camiseta estava subindo nas costas, deixando sua calcinha totalmente à mostra. Fez o possível para não fazer uma careta.
— Pinky, acredito fortemente que a escravidão está errada. Não podemos fazer você trabalhar para nós sem remuneração. E não precisamos de ajuda com isso.
O rosto da pequena elfa ficou brilhante de emoção. Hermione dissera a coisa errada.
— Pinky não é escrava. Você quer expulsar Pinky da família. Isso não é nada bom, senhorita. — O elfo voltou sua atenção para Draco. —Mestre Draco, Pinky vai ajudar. — Ela se aproximou e Draco abaixou a cabeça para que a elfa pudesse lhe sussurrar algo.
Draco fez de tudo para não rir do absurdo da pergunta de Pinky. Mas o apelo da pobre elfa era sincero. De jeito nenhum ele estava se mudando para a mansão. Ou para a casa de verão.
— Pinky. Você cuidou muito bem de mim. E você faz parte da família. Mas agora, minha mãe precisa de você muito mais do que eu. Ela pode não perceber ainda, mas está passando por um momento difícil... saindo da mansão, longe do pai. Ela precisa de você. Vá para casa. Isso é uma ordem.
O rosto de Pinky se entristeceu: os olhos, as orelhas e os cantos da boca caíram. Parecia que começaria a chorar. Ela fungou.
Draco olhou impotente para Hermione e deu a mínima sugestão de um encolher de ombros. Ele tentara. Não havia mais o que fazer. Olha, agora você a fez chorar...
Hermione beliscou a ponta do nariz e respirou fundo, lembrando a si mesma que não era possível ajudar alguém que não queria ser ajudado. Talvez algum dia ela conseguisse libertar os elfos domésticos dos Malfoy. Evidentemente, esse dia não seria aquele, mas ela não queria a elfa em sua cozinha às seis da manhã.
— Pinky, vou te dizer uma coisa. Draco e eu vamos tomar o delicioso café da manhã que você nos trouxe e então você precisará ir para casa e cuidar de Narcisa. Nós não estaremos felizes se não soubermos que você está em casa cuidando de Narcisa. Nós nos preocupamos com ela.
O rosto da elfa doméstica se iluminou um pouco.
— Pinky pode continuar fazendo as malas até terminar o café da manhã?
—Claro, Pinky — Draco ofereceu.
Dentro de 5 minutos, Hermione voltou para o quarto e vestiu seu roupão, além de pegar uma camisa para Draco. Draco se acomodou no sofá enquanto Pinky servia o café na mesa de centro.
— Não faz sentido usar a mesa da cozinha, pois ela está bastante ocupada — ele murmurou para a namorada.
Eles comeram rapidamente, mas mesmo assim, quando terminaram, Pinky tinha os armários da cozinha esvaziados e totalmente embalados em caixas encolhidas. Seus ouvidos tremeram de alegria.
— Veja, Pinky é muito eficiente. Pinky pode arrumar o quarto agora?
— Não, Pinky — Hermione respondeu um pouco rápido demais. Merlin, ela não queria que a elfa doméstica de Narcisa passasse pelo quarto. Ela podia até imaginar. Sra. Narcisa, a Srta. Hermione tem 10 pares de calcinhas muito feias. Ora, ora, ela nunca manterá meu filho satisfeito com isso. Não, obrigada.
—Mas Pinky fez bem.
— Você fez, Pinky, você fez muito bem. Mas Draco e eu podemos arrumar o resto. Nós nos sentiremos muito melhor se soubermos que você está cuidando bem de Narcisa.
A leve disputa continuou por mais cinco ou dez minutos antes de finalmente conseguirem convencer a elfa a voltar para casa. Hermione se deixou cair de volta no sofá, seu roupão se abrindo.
— Eu sei que feitiços anti-aparatação comuns não funcionam para elfos domésticos. Existe algo que funcione? — ela perguntou.
Draco deu de ombros.
— Não que eu saiba, mas pode haver algo na biblioteca da Mansão. Fiquei pensando em te perguntar se gostaria de dar uma olhada. Mamãe disse que poderíamos escolher o que quiséssemos. Ela irá levar algumas coisas e provavelmente irá destruir outras, mas disse que se houvesse algo que quiséssemos, poderíamos buscar.
Hermione suspirou.
— Suponho que deveríamos. Se houver alguma proteção contra a entrada de elfos domésticos em uma casa, eu quero que nossa casa tenha essa proteção. — Ela estremeceu ao pensar em um elfo doméstico aparecendo para perguntar se queriam café da manhã quando estivessem em uma posição íntima. Além disso, ela ainda se opunha à escravidão dos elfos.
Eles começaram a arrumar o quarto. A magia tornava o processo muito mais rápido. Eles deixaram a sala e o banheiro como estavam. Hermione passou por um momento difícil ao encontrar o suéter de Rony na parte de trás do armário. Ela quase esqueceu que ainda o tinha.
— Eu não reconheço esse — Draco disse, percebendo que era muito grande para ser de Hermione. Ele lamentou as palavras no momento em que saíram de sua boca. Se não era dele, restava apenas uma opção.
—Rony. — Ela não chorou, mas ficou ali por um momento, olhos fechados, respirando profundamente. Draco a abraçou. Não havia nada a ser dito. Ele beijou a sua testa. Quando o momento passou, eles terminaram com as roupas no quarto. Às dez horas da manhã, estavam a caminho da mansão para verificar a biblioteca.
Depois do almoço no Beco Diagonal, Draco e Hermione foram até a Gemialidades Weasley. Hermione cutucou Draco quando tiveram que sair do caminho de uma jovem conversando com seu espelho enquanto caminhava.
— Salazar. O que trouxemos para o mundo bruxo? — ele murmurou.
— Perigos na rua, evidentemente. — Não era a última pessoa que eles precisaram se esquivar a caminho da loja. A Weasley mais nova estava no balcão e Draco foi até a sala dos fundos para se encontrar com Jorge e tratar dos negócios.
A loja estava quieta naquele dia.
— Nós devemos nos mudar em breve.
O rosto de Gina se iluminou.
— Sério?
— Sério. Você terá que dar a notícia para sua mãe que está se mudando. Eu não quero fazer parte disso. E não diga a ela que estou sublocando para você.
Gina deu de ombros.
— Ela vai sobreviver. Acho que ela já está um pouco cansada de mim neste momento — justificou-se.
— É bom te ver, Gin.
— Você deveria fazer o esforço com mais frequência. — Era apenas meia piada; ela sentia falta da amiga. — Então, me diga o que há de novo? Além da mudança iminente. — A ruiva riu. — Você certamente tem muito em mente, vejo que as visitas a sua melhor amiga podem não conseguir alcançar o topo da lista. — Gina concluiu um pedido e agradeceu ao cliente por ter vindo.
Hermione decidiu mudar o curso da conversa.
— Então você realmente seguiu em frente?
Ela soltou um suspiro.
— Eu não posso esperar por Harry para sempre. E estou bem com isso. Realmente. Além disso, trabalhando aqui na loja e me esforçando no treinamento para os próximos testes da liga profissional... —Ela deu de ombros. — Eu realmente não deveria estar em um relacionamento firme agora. E é isso que seria caso Harry e eu quiséssemos tentar de novo. Você sabe disso. Há muita história. Não poderíamos simplesmente ir devagar. — Ela mudou de assunto. —Você está realmente assumindo a mansão Malfoy?
—Não é tão difícil quanto parece. Não é como se fôssemos morar lá. — É certo que o pensamento de trabalhar na mansão ainda lhe causava arrepios, mas onde mais iriam encontrar um lugar para acomodar tantas pessoas em tão pouco tempo? E não era como se Draco ou Narcisa quisessem morar lá. Lúcio poderia ser outro assunto, se algum dia conseguisse sair de Azkaban. Soltou um suspiro; eles atravessariam aquela ponte se a alcançassem.
Gina bateu nas costas de Hermione.
— Você nunca faz as coisas pela metade.
— Eu também não acho que Narcisa faça. Mal posso acreditar que ela enviou sua elfa doméstica. O que eu não sei é se ela estava tentando ser útil, intrusiva ou irritante.
— Provavelmente as duas últimas alternativas. Ela é uma sonserina.
Hermione observou Draco saindo da sala dos fundos com Jorge e um sorriso puxou seus lábios.
— Eles não são todos ruins. — Draco não era menos sonserino do que costumava ser: ainda era determinado a fazer o que pudesse para se destacar no mundo e conseguir o que desejava. Mas no último ano ele parecia ter encontrado empatia. E respeito. E conhecimento de que o caminho a seguir seria longo.
Draco estendeu um braço para apertar a mão de Jorge ao entrar na sala dos fundos, sem saber qual era o protocolo.
Jorge — sendo Jorge — fez uma careta.
— Eu só estendo meu braço se houver a mão de uma dama para beijar. Os apertos de mão são muito formais. — Ele deu um tapinha nas costas de Draco. —Fico feliz em tê-lo na equipe, se qualquer outra coisa que tiver no seu cérebro for tão útil quanto a solução para esses espelhos. Você está pronto para começar em tempo integral?
Uma sombra de alívio passou pela mente de Draco, mas fez o possível para não deixar transparecer em seu rosto. Era bom saber que Jorge não havia mudado de ideia sobre torná-lo parte da equipe.
— Eu preciso de alguns dias antes de estar a bordo em tempo integral. Estamos no meio da mudança no momento e devemos nos estabelecer em alguns dias. E acho que descobri o que estava errado com as botas de moon-walker. Eu as trarei no final dessa semana.
Jorge assentiu.
— Quando voltar, podemos resolver os detalhes finais do contrato. Eu também recomendaria que passasse algum tempo na frente da loja. Algumas de nossas melhores ideias surgem quando observamos os clientes.
Draco ainda não estava muito interessado em multidões bruxas. Preferia trabalhar nos fundos ou em casa.
— Vou pensar sobre isso. Volto na sexta-feira pelo contrato e trarei as botas.
O bruxo ruivo olhou para o loiro. Ele ficou tentado a dizer algo sobre tratar bem a Hermione, mas pensou melhor. Em vez disso, sorriu.
— Você já pensou em pintar o cabelo de vermelho? Eu tenho um ótimo feitiço para isso.
Draco soltou um sopro de ar leve demais para ser chamado de bufo.
— Eu acho que irei recusar. — Ele estendeu a mão novamente e desta vez Jorge revirou os olhos e a pegou. Os dois foram para a frente, onde Hermione e Gina estavam conversando.
Hermione sorriu ao ver Draco, disse algo apenas para que Gina ouvisse e então voltou sua atenção para ele.
— Pronto?
— Sim. — Saíram lado a lado, os braços se tocando, indo na direção da Floreios e Borrões. O tempo estava passando rápido. — Eu estava pensando que precisamos de uma mudança de plano. Há muito a ser feito e não faz sentido acamparmos no chão quando estamos exaustos demais para mudar qualquer outra coisa. Vamos reservar um quarto em algum lugar para passarmos a noite. Depois voltamos para a casa e fazemos tudo o que pudermos hoje à noite. Então voltamos ao quarto reservado, onde poderemos descansar um pouco e, amanhã, terminaremos o que faltar.
— Eu preciso escrever a Neville. E não podemos nos atrasar para a reunião amanhã com Belby e Kingsley. E sua mãe.
Merlin. A mãe de Draco. Ela teria que se acostumar a vê-la. Não duvidava de que Narcisa provavelmente continuaria envolvida em seus esforços com Meredith e os outros — se tudo desse certo, seria uma publicidade muito boa para que a mulher deixasse passar. Hermione não tinha dúvidas sobre isso.
— Eu sei. E é por isso que precisamos arrumar um quarto em algum lugar. A última coisa que quero é entrar naquela reunião depois de dormir no chão. Francamente, eu realmente não quero dormir no chão, mesmo que não tivéssemos uma reunião no dia seguinte.
Ela riu e parou brevemente para beijá-lo, bem no meio da rua.
— Eu imagino que nós dois dormimos em lugares piores.
Ele não duvidava disso. Ainda assim, por que ficar desconfortável se não precisavam? Não havia sentido.
— Tenho certeza de que a Sra. Weasley nos aceitaria para passar a noite.
— Provavelmente em quartos separados — disse ele pesarosamente. — É incrível que uma mulher que comprovadamente fez muito sexo se preocupe em nos colocar em quartos separados.
Hermione fez de tudo para não rir.
— Mesmo que ela não nos separe, eu não consigo me imaginar... fazendo qualquer coisa lá. — Era a toca. ninguém fazia sexo na Toca, a menos que fosse o Sr. e a Sra. Weasley. E então isso a levou a um caminho perigoso. Não queria pensar em nenhum dos Weasley fazendo sexo ou considerar se algum dos filhos dos Weasley havia conseguido fazer alguma coisa sob o teto de seus pais. Ela rangeu os dentes. — Vamos arrumar um quarto em algum lugar.
Havia um olhar travesso no rosto de Draco, como se estivesse gostando do desconforto dela. Ele quase decidiu continuar a provocá-la, mas teve piedade.
— Conheço alguns hotéis. Quando chegarmos em casa, enviaremos uma coruja e reservaremos.
— O que há de errado com o Caldeirão Furado? Poderíamos passar lá agora mesmo e ver se Tom tem algum quarto.
— O que é que não há de errado com o Caldeirão Furado? É tão... — Ele não conseguiu encontrar as palavras. As camas não eram macias. O lugar nunca parecia estar totalmente limpo. E pior do que isso... era o centro mágico de Londres, por Salazar. Parecia tão... público. — Não é terrivelmente romântico. Prometi romance e férias assim que recuperasse minha magia. Paris. Veneza. Você está muito ocupada salvando o mundo para que possamos sair de férias agora, mas posso levá-la a um lugar agradável por uma noite.
Ela entrelaçou os dedos nos dele.
—Você está salvando o mundo comigo. O que poderia ser mais romântico do que isso?
— Lençóis limpos. Uma cama macia. Serviço de quarto — disse ele provocando.
Ela riu.
— Veja se consegue nos conseguir um quarto então.
Eles estavam em frente à livraria quando ouviram uma voz arrastada:
— Ora, ora. Draco e a... nascida trouxa. — A voz claramente gostaria de chamá-la de outra coisa.
— Nott.
— Você desapareceu por um tempo, Draco. Estou surpreso em vê-lo de volta na rua.
Hermione reconheceu o interlocutor como um sonserino do ano deles.
— É uma pena que tenha passado sete anos na escola, mas evidentemente ainda não consegue ler um jornal. Vou ter que conversar com McGonagall sobre a revisão dos padrões de ensino, se você é o tipo de estudante que Hogwarts está formando.
Draco apertou a mão de Hermione com mais força, tentando manter a calma. Ele não se importava com o insulto a si mesmo da forma como poderia ter se importado um ano antes. Mas as palavras não ditas sobre Hermione o fizeram querer azarar aquele idiota. Mas o maldito bruxo não estava sequer sendo desagradável o suficiente para justificar a atitude. Um insulto mais direto, uma maldição... teria sido suficiente para que Draco pudesse reagir. Chamar alguém de nascido trouxa não era depreciativo, mesmo que a intenção fosse.
— Não ligue para ele, amor. Ele lê tanto quanto escreve. Foi realmente lamentável frequentar aulas ao seu lado.
Draco olhou fixamente para seu ex-amigo. Um ano antes, estava bravo com Theo, Greg e Blásio por ignorá-lo. Por nem mesmo tentar procurá-lo. Naquele momento, ele não se importava. Gostaria de ter nada mais do que uma desculpa para dar um soco nele. Estavam em plena luz do dia em frente à livraria. Ele não arriscaria tudo por causa daquilo. Esperaria um pouco e se lembraria de que, quando surgisse a oportunidade, presentearia Theodore Nott com algo tão desagradável quanto pudesse orquestrar. Colocou a mão nas costas de Hermione, aplicou leve pressão direcional e eles entraram na loja.
Escolheram algumas penas e tinta. Nott já havia ido embora quando os dois saíram da loja e aparataram em casa.
