Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens relacionados pertencem à Masami Kurumada e às editoras licenciadas.

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Capítulo V

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Alguns dias depois de oficialmente ter aceitado trabalhar para a família Stravos, Ed recebeu seu primeiro chamado, que havia chegado ao seu quarto de hotel junto do café da manhã. Sobre o carrinho de serviço, um envelope pardo e um outro, menor e branco, com seu nome escrito. Enquanto tomava uma xícara de café e comia torradas, abriu o mesmo.

"Edward,

Leve este envelope pardo ao escritório dos irmãos Amamiya e somente retorne quando eles lhe entregarem o mesmo de volta.

Outras instruções serão passadas quando retornar ao hotel"

A curiosidade em saber do que se tratava era grande, mas se conteve, pois o envelope estava lacrado. E, considerou por fim, quanto menos soubesse, melhor para si mesmo.

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Chegou rápido ao escritório dos irmãos Amamiya e entrou pelo pequeno prédio, um outro rapazinho indicou em qual sala poderia encontrá-los. Ao entrar na mesma, ambos estavam sentados à mesa principal, discutindo alguns detalhes sobre uma entrega para aquela noite.

-Com licença... – Edward falou um pouco mais alto, e os dois voltaram-se para a porta, onde ele estava parado – São os senhores Ikki e Shun Amamiya?

-O que quer conosco, moleque? – Ikki perguntou, de maneira rude e incisiva.

-Eu estou aqui a pedido da família Stravos, me enviaram para lhes entregar este envelope.

Ikki pegou o envelope das mãos de Ed e o abriu, eram papéis. Após ver do que se tratava, entregou os mesmos ao irmão, que lhe sorriu abertamente. Indicando ao rapazinho que se sentasse, chamou um de seus mensageiros.

-Peça ao Shiryu que venha ao escritório, o mais depressa possível. E quanto a você... – ele se virou para Ed, sentado em um canto da sala – Terá que esperar algum tempo por aqui, aceita algo para beber?

-Obrigado, estou bem assim.

Ficou ali sentado, pegou um jornal sobre uma mesinha ao lado da cadeira e começou a ler, ou fingir que lia, porque seus olhos curiosos percorriam todo ambiente e vez ou outra, pousavam sobre os irmãos, concentrados em seu trabalho. "Eles parecem tão jovens pra já terem prestígio nesse mundo", pensou, observando de maneira mais atenta Shun, que estava de frente para si.

Os pensamentos e observações foram interrompidos pela chegada de um outro rapaz, talvez da idade de Ikki, mas este tinha cabelos compridos e olhos negros com um brilho esverdeado, e usava um terno bem cortado.

-Seja bem-vindo, Shiryu... – Shun e Ikki o cumprimentaram e o rapaz sentou-se à mesa com ambos – Os Stravos enviaram as cópias do contrato, assinadas. Veja se está tudo certo para fazermos o mesmo.

O rapaz pegou os papéis e leu seu conteúdo, Saga e Kanon não haviam feito modificações alguma naquela minuta que ele, Shiryu, tinha elaborado. Estava tudo certo. Com o aval do jovem advogado, Shun e Ikki assinaram e devolveram o envelope para Ed, que os cumprimentou com um aceno e foi embora.

-Muito bom... – Shun endireitou-se na cadeira, enquanto Ikki fechava a porta do escritório – Agora que o contrato com os Stravos está firmado, podemos dar continuidade aos demais negócios. Você já conversou com nossos amigos do norte, Shiryu?

-Sim, estive com eles ontem. Só estão esperando o sinal verde de vocês dois para darem início aos planos. Seiya e o contato dele também estão avisados e a postos para o que for preciso.

-Perfeito. Diga ao russo que tem nosso aval para começar.

-Como quiser, Ikki. Até logo mais, então. – finalizou Shiryu, cumprimentando os irmãos Amamiya e deixando o escritório.

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Quando retornou ao hotel, a recepcionista entregou um outro envelope para Edward, que ele abriu assim que entrou no quarto.

"Edward,

Assim que seu trabalho com os irmãos Amamiya estiver finalizado, leve o envelope para o Shura, no endereço abaixo"

No rodapé do bilhete, um endereço em uma área um pouco mais afastada, mas ainda sim dentro de Mahattan. Olhou o relógio, era quase hora do almoço. Decidiu sair e comer na rua, quando terminasse entregaria o envelope para o espanhol. Dobrou o mesmo com cuidado, guardando-o no bolso interno do blazer que usava, e saiu, indo parar no restaurante onde almoçara com ele no dia das compras.

Na saída, quando já se encaminhava para o endereço, percebeu que o prédio onde Shura morava ficava na mesma avenida que a Macy's, uma loja de roupas e departamentos da cidade. Ed parou em frente à vitrine, observando um dos manequins, até que decidiu entrar na loja. Saiu, cerca de meia hora depois, carregando uma sacola.

Quando chegou ao endereço de Shura, viu que era um daqueles prédios que ficavam grudados uns nos outros, enfileirados pela calçada com diversas escadas que indicavam diferentes apartamentos, alguns no térreo, outros no subsolo. Não era um lugar luxuoso, com imaginava. Procurou pelo número que estava no papel e, ao bater na porta, ouviu um vigoroso "já vou" vindo do interior. Ótimo, Shura estava em casa mesmo, entregaria o envelope logo e iria embora. Não sabia dizer o motivo, mas não estava se sentindo muito confortável em estar ali.

Ouviu o barulho da chave rodar na fechadura e Shura gritar "entre", mas ele não abriu a porta. Dando de ombros, Ed a empurrou e quando entrou, entendeu o motivo de o rapaz não abrir a porta para a rua. Shura estava somente de toalha, enrolada em sua cintura, enquanto secava os cabelos com outra, tinha acabado de sair do banho. Envergonhado, Ed não sabia onde enfiar a cara, certeza de que as bochechas estavam vermelhas.

-Trouxe o envelope para mim? – Shura deixou a toalha que tinha em mãos sobre o sofá, voltando-se para Ed – O que foi? Por que está vermelho desse jeito?

-Ah, des-desculpe Shura... É que est... Bem, você está...

-Está assim porque acabei de sair do banho só de toalha? Ora, Ed... Eu não tenho nada diferente de você para ficar desse jeito.

-Mas eu... – o garoto tentava de todo jeito justificar a vergonha – Eu mal o conheço...

-Está certo... – Shura riu e foi para dentro do apartamento – Pode ficar à vontade, eu já volto para conversarmos.

Ed não conteve o suspiro de alívio quando Shura saiu da sala, sentou-se com tudo no sofá e ficou agarrado a sacola que trazia, o envelope já estava sobre a mesinha de centro. Quando o espanhol voltou, pouco tempo depois, o rapazinho já não tinha mais o rosto vermelho, mas a roupa que o outro usava não ajudava muito. Os músculos estavam todos marcados pela camiseta de algodão e quando ele se sentou, o mesmo aconteceu com as coxas na calça de linho fino. Balançou a cabeça, aquilo não estava certo, meu Deus, não estava...

-Os Amamiya assinaram o contrato, ótimo! Vou entregar ao Saga na reunião de hoje, obrigado Edward. – Shura disse, verificando os papéis – O que tem de tão importante nesta sacola, pra estar agarrado a ela com tanta força?

-Ah, a sacola... – Ed começou a suar frio, esperando não gaguejar – Eu... São roupas, Shura.

-Comprou mais roupas para você? Para quê, nós montamos um guarda-roupas completo aquele dia!

-Não são para mim... São... São um presente.

-Posso ver? – Shura pediu e Ed sentiu o sangue gelar, o que ele iria pensar quando visse do que se tratava? Mas não tinha escapatória e o rapazinho entregou a sacola ao espanhol, que primeiro arqueou uma sobrancelha ao ver o que era, para depois dar risadas.

-Você comprou um vestido, Ed? E também... – ele tirou o restante do conteúdo da sacola sobre o sofá – Um par de sapatos e uma tiara de tecido combinando. Não sabia que tinha uma namorada para presentear.

-Não! – Ed quase gritou, para se recompor em seguida – Não é bem uma namorada, é... É uma amiga do cortiço, eu... Eu meio que prometi que um dia compraria um vestido desses para ela.

-Se você diz... Mas eu não deixaria de acrescentar flores e chocolates ao presente. – Shura aconselhou, enquanto devolvia a sacola para Ed – Garotas adoram essas coisas românticas.

O rapazinho deu um sorriso amarelo e levantou-se depressa do sofá, querendo ir embora logo dali. Shura abriu a porta para ele, mas ainda tinha mais um trabalho a informar para Edward.

-Saga deixou isto aqui comigo... – ele entregou uma nota ao garoto – é de uma encomenda que ele fez na Tifanny e precisou de ajustes, pediu para você pegar e levar para o hotel Phaternom, para miss Saint-Jhon.

Edward assentiu, saindo. E, notou ele, tinhas as pernas bambas e no caminho até o seu hotel para deixar a sacola por lá, não parava de pensar em Shura. Em como era musculoso e definido o corpo do espanhol. Meu Deus, aquilo com certeza lhe traria problemas... E ainda pensando nisso, ele foi para a joalheria e depois para o Phaternom.

Esperava deixar a sacola com a recepção e ir embora logo dali, tudo o que mais queria era tomar um banho frio e ficar trancado no quarto o resto do dia. Mas isso teria que esperar, pois Violet pedira que o garoto entrasse em sua sala para lhe entregar pessoalmente a encomenda.

-Com licença, senhorita... – ele entrou, falando baixo – Eu vim lhe trazer um presente do Sr. Saga.

-Ah, sim, eu estou sabendo... É engraçado como mesmo depois de 9 anos juntos, ele ainda tem dificuldades em saber meu número... – Violet riu, indicando à Ed que se sentasse na cadeira à sua frente.

Tirou da caixa de veludo um anel com um belo solitário de diamantes e o colocou, agora sim estava perfeito. Esticou o braço para observar melhor a pedra e então voltou-se para Ed novamente.

-O que acha?

-É muito bonito, srta., nunca tinha visto um desses assim, tão de perto... Vão se casar?

-Um dia Ed, mas não por agora, ainda temos alguns assuntos de negócios e particulares a resolver.

-Está certo... Bem, eu vou embora, Srta. – ele se levantou depressa da cadeira – Tenha uma boa tarde.

-Ed, espere... Gostaria de lhe fazer um convite... – Violet falou, o encarando demoradamente – venha almoçar comigo amanhã, aqui no hotel. Gostaria de conversar com você, conhecê-lo melhor.

-Ah, eu... – ele hesitou por um instante, segurando a boina entre as mãos, parecia nervoso – Tudo bem, Srta.

-Está combinado! Ao meio-dia.

Assim que Edward saiu, Violet ficou um tempo olhando para a porta, pensativa. Precisava conversar a sós com o garoto, tirar uma certa desconfiança que rondava sua cabeça desde a noite em que ele entrara para a família...

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Na central de polícia, Aiolos estava visivelmente desanimado. A investigação sobre os informantes não dera em nada, estavam todos aparentemente limpos. Suspirando, ele se levantou para pegar um café na copa, que ficava no corredor próximo à sua mesa, precisava de algo concreto para poder ir para cima dos Stravos. Não que aquilo o fizesse se sentir bem, afinal, eram seus amigos de infância em Atenas, mas... Mas o que poderia fazer se a vida os colocara em lados opostos?

-Aiolos, o chefe está te chamando na sala dele! – Mu o avisou, entrando na copa. Aiolos tomou seu café rapidamente e agradeceu, indo para a sala de Dohko. Ao chegar lá, viu que o chefe tinha duas pastas arquivo em mãos, lendo com atenção os papéis que estavam nelas.

-Mandou me chamar, Dohko? – Aiolos entrou, já se sentando à mesa com o chefe, que lhe entregou uma das pastas que segurava – O que é isso?

-São as fichas de dois novos policiais para o distrito, estão sendo transferidos de Chicago para cá. Começarão amanhã.

-Chicago? Podem ser bastante úteis em minha equipe.

-Exato, por isso o chamei aqui. Quero que os receba amanhã e lhes informe sobre nossa investigação em cima dos Stravos e seus negócios. Aiolia e Mu também podem ajudar.

-Hyoga Alexei e Isaak Korhonen*... – Aiolos leu os nomes no alto de cada arquivo, onde também havias fotos de ambos – Espero que a experiência deles em Chicago de fato nos seja valiosa.

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No escritório da promotoria, uma jovem de longos cabelos lavanda e olhos azuis aguardava do lado de fora da sala do promotor-chefe. Fazia pelo menos uma hora que estava ali, sentada esperando, mas conhecia a fama de meticuloso do homem. E, sinceramente, estava confiante de que tudo daria certo.

Finalmente a porta se abriu e a secretária dele pediu que ela entrasse. Sorrindo, a jovem mulher agradeceu e encontrou o promotor em pé no meio da sala, observando-a de cima a baixo.

-Seja bem-vinda, Srta. Saori Kido... – ele a cumprimentou com um leve aperto de mãos – Seu currículo é realmente muito bom. A vaga de assistente da promotoria é sua.

-Obrigada, Sr. Divendra! Quando inicio meu trabalho?

-Amanhã está bem para a Srta.? – ela fez um sinal afirmativo com a cabeça – Esteja aqui às 08 hs.

Saori sorriu e então se despediu do promotor. Shaka voltou a se sentar em sua mesa, analisando alguns processos e papéis.

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A reunião daquela noite era uma das mais importantes que já havia convocado, Saga pensava enquanto aguardava seus companheiros chegarem. Kanon já sabia do que se tratava o principal assunto, mas não fazia ideia de como os demais iriam reagir. Um longo suspiro escapou de seus lábios, podia não ter laços sanguíneos com Shura, Máscara e Afrodite, mas os respeitava e considerava como irmãos.

Shura tinha sido o primeiro a entrar para a família, quando os Stravos ainda estavam começando a se fazer conhecidos no submundo do crime em Nova York, havia chegado até eles como mensageiro. Caiu rápido em suas graças, principalmente pelo talento com números e jogos, logo foi inevitável torná-lo o responsável pelos cassinos clandestinos quando entraram no ramo. Máscara da Morte foi o segundo, e já tinha experiência no crime quando foi contratado pelos irmãos para dar fim a um traidor, que se tornara informante da polícia. Um trabalho virou dois, que virou três e quando se deram conta, o italiano era oficialmente parte da família.

Afrodite foi o último e de maneira ousada havia chegado até Saga e Kanon. Sim, porque foi o sueco quem os procurou, já com a ideia formada de criar e gerenciar casas de prostituição na cidade, um negócio realmente lucrativo e do qual trazia sua experiência do país natal. A ideia inicial era uma espécie de "patrocínio", mas acabaram se dando tão bem que logo ele também entrou para a família.

Saga faria qualquer coisa por cada um deles. E tinha certeza que o mesmo sentimento partia de cada um.

-Uma moeda por seus pensamentos... – Violet disse, entrando pela sala, pouco antes do horário combinado para a reunião – Ou terei que pagar a mais para saber o que está se passando em sua mente?

-Vou expor a eles os meus... Quer dizer, nossos planos de "aposentadoria", Violet. Espero que reajam bem.

-Não acredito que terá problemas com isso, querido. Ainda mais que Kanon já concordou, será mais fácil para os demais entenderem também.

Saga sorriu, abraçando a mulher e beijando-a demoradamente, era incrível como tudo parecia tão fácil e leve quando ela falava, ou estavam juntos. Pouco depois, os demais rapazes chegaram para a reunião e Violet se retirou, informando que o jantar seria servido logo.

-Saga, aqui está o contrato assinado pelos Amamiya. – Shura entregou a ele o envelope, Saga o pegou e guardou em sua pasta de couro que estava sobre a mesa de canto, ao lado da poltrona.

-Como Edward tem se saído nesses primeiros dias, Shura?

-Parece bem, entendeu depressa nossa estrutura de negócios, é inteligente e rápido. Só o jeito dele que precisa melhorar um pouco.

-Como assim?

-Ele me parece muito tímido e desconfiado às vezes. Acho que precisa de uma injeção de auto-confiança, ou algo assim.

-Ora, ele é um garoto ainda... – Máscara disse, já com um sorriso debochado nos lábios – Leve-o para conhecer as ninfas de Afrodite e ele vira um homem rapidamente.

-Aquele pirralho que não ouse...

-Ah, vamos Afrodite... Coitado do rapaz! –Kanon também ria – Shura pode levá-lo, para garantir que ele não fará nenhuma besteira com uma de suas meninas.

-Desde que eu não tenha que ensiná-lo como se faz, eu topo.

Todos riam, menos Afrodite, que tinha as feições contrariadas. O jantar chegou logo em seguida e Saga preferiu que comessem primeiro, antes de contar aos companheiros seus planos. E assim o fez, quando se serviam de uma dose de licor de pêssegos, trazidos diretamente da Grécia.

-Rapazes, a nossa reunião de hoje tem um outro propósito, além de nos atualizarmos sobre como estão nossos negócios. Eu... – Saga limpou a garganta para falar, encarando um a um seus companheiros – Eu tenho um anúncio a fazer a todos vocês.

-Pela seriedade em sua voz é algo sério, Saga. Aconteceu alguma coisa grave?

-Não, Máscara, eu só... Bem, eu quero comunicar a todos que estou dando início ao meu plano de aposentadoria.

-Como é? – Shura agitou-se em sua poltrona – Como assim, aposentadoria Saga?

-Em dois anos eu pretendo voltar para a Grécia, Shura, e seguir minha vida por lá. Eu e Violet, juntos, cuidando de um resort que irei construir em uma ilha ao norte de Atenas.

-Vão se casar, não é Saga? – Afrodite perguntou, com um leve sorriso – Eu vi o diamante no dedo da senhorita.

-Sim, iremos nos casar Afrodite. – Saga respondeu, sorrindo também - Eu já conversei com Kanon antes de vir aqui falar com todos vocês, ele irá ficar em meu lugar no comando geral dos negócios e continuará na contabilidade. Minha ideia, já aceita por ele e que espero que vocês também concordem, é colocar você, Shura, como administrador das rotas de tráfico que Kanon cuida. Afrodite o ajudaria com os cassinos e casas de apostas. E você, Máscara da Morte, passaria a ajudar o Kanon com a negociação de contratos, como fez com os Amamiya.

O silêncio tomou conta do recinto por um momento, todos estavam processando as últimas informações e pensando em como seria dali para frente.

-Bom... – Afrodite foi o primeiro a falar – Acredito então que já vou incluir no projeto da nova casa em Jérsey um andar para um cassino.

-E você vai ter que me aturar em mais reuniões individuais, Kanon, para poder me colocar a par de tudo sobre as suas rotas de tráfico.

-Essa é a parte ruim disso tudo... – Kanon desdenhou – Mas eu consigo agüentar.

-Vocês concordam então?

-Saga, aqui somos todos família... – Máscara da Morte disse, servindo-se de mais uma dose de licor – E como tal, nos apoiamos em toda e qualquer decisão. Apenas seja feliz.

Ergueu o cálice em um brinde, seguido por todos. E então passaram a conversar sobre amenidades e outros assuntos menores.

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Em seu quarto de hotel, Ed estava deitado, já pronto para dormir. Mas, era somente fechar os olhos que logo a imagem de Shura, só de toalha e com os cabelos molhados, olhando fixamente para si, vinha em sua mente. Com raiva, pegou um dos travesseiros e apertou contra o próprio rosto, se continuasse com esses pensamentos logo iria dar merda...

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Continua...

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*Segundo a enciclopédia CDZ ( eu tenho uma!) Isaak nasceu na Finlândia, então este sobrenome é de lá.

Reviews!

Paula Sammet, fala sério que o Shun abusadinho e mafiosinho é tudo de bom, né? Tem mais nesse capítulo e vai ter mais na fic! Afinal, não dá para ser lesado e salvo pelo Ikki a vida toda! E quanto ao Ed, certeza que tu pescou mais que um peixinho... E a dança ficou bonita mesmo, eu amo tanto o casal! E Skyfall eu amo!

Gemini Thai, Saga é muito fofo e cavalheiro, e tb acho que Kanon poderia ser, mas nesta fic vou ficar devendo isso...

Revenge of Queen Anne, no problem o review repetido! Acontece… Sim, Violet sabe da vida criminosa do Saga e não se importa a ponto de desistir dele, mas... Mas... Será que ele vai conseguir deixar esta vida para trás? Posso pedir ao Shura para abrir a banca de apostas por aqui, se quiser.