Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens relacionados pertencem à Masami Kurumada e às editoras licenciadas.

Bem, como já disse anteriormente, as canções que fazem parte da playlist da fanfic nem sempre são da época retratada ou mesmo tem algo a ver com os personagens, elas podem simplesmente ter o clima que preciso e/ou imagino para uma determinada cena da fic. É o caso da canção que apresento abaixo, ela logo me veio à cabeça quando comecei a esboçar como seria o clima reinante nas casas de prostituição do Afrodite... Só não me julguem, gente... Eu ouvia essa música quando era adolescente, há 20 anos...

"When the lights go out", Five

Vamos mudar um pouquinho a estrutura hoje e... Reviews!

Gemini Thai, adoro o Shura safado... Mas será que a noite planejada por ele vai dar certo? E quanto ao segredo de Melinda, se vai dar treta... Veremos, mas de fato não será muito fácil de aceitar. Adoro as cenas entre Saga e Violet, mas ainda estou decidindo se uma cena completa vale a pena ou não, não quero que seja algo do tipo gratuito...

Revenge of Queen Anne, ainda bem que todos confiam na Violet! Mulher de fibra, já disse aqui... E, bom, as coisas não podem dar certo o tempo todo para os Stravos né? Uma hora a casa tem que cair... E quanto aos sentimentos da Melinda, ela não faz ideia do que seja amor, mas garanto que logo ela vai saber exatamente o que sente tanto pelo Shura, como por Aiolos

Paula Sammet, eu não classificaria Violet exatamente como perigosa e sim como alguém que não tolera mentiras, ainda mais se pode de algum modo prejudicar a quem ela ama. E não, o Dite não desconfia, ele apenas implica com o fato de "o garoto" ser pobre e "amigo" do MDM, já que foi o italiano que o trouxe para a família. E quanto às cartas anônimas, elas são só o começo de tudo...

Um último aviso: A partir desse capítulo vou evitar "datar" os acontecimentos com indicações do tipo "na manhã seguinte" ou "de noite", etc. Isso porque essa marcação acaba engessando um pouco a ação e o desenrolar dela, eu pelo menos me sinto presa assim... Lembrando também que, como o segredo da Melinda foi revelado, usarei o nome dela quando estiver na narrativa, ok? Edward será utilizado somente nos diálogos entre personagens.

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Capítulo VIII

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Na central, uma reunião de extrema importância se desenrolava na sala do capitão. Nela, Dohko, Aiolos e seus homens, mais Shaka e sua assistente Saori, discutiam os detalhes para a batida policial que fariam naquela noite, para desmonte da casa de jogos.

Hyoga e Isaak tinham feito toda diligência necessária, sabiam os pontos fracos da segurança, as entradas e saídas do local... A única informação que não possuíam era se os Stravos ou alguns de seus sócios estaria presente no local, mas isso pouco importava. A chance de um golpe duro nos negócios da família era boa demais para ser perdida esperando por uma informação dessas.

-Você irá liderar a equipe, Aiolos... – Dohko repassava os planos a todos – Aiolia e Mu o cobrirão e Hyoga e Isaak ficarão com a saída dos fundos... Tem total liberdade para levar quantos homens forem necessários para averiguar todo o prédio e efetuar as prisões.

-Todos os possíveis mandados que sejam necessários estarão prontos ao fim da tarde, Saori irá trazê-los à central. Com sorte, conseguiremos indícios, ou até mesmo provas, que nos possibilitem conseguir mandados para as residências dos Stravos e seus sócios.

-Vamos com cautela, Shaka... Minha prioridade é conseguir sucesso nessa batida que faremos, o prejuízo será volumosos para os negócios, pode obrigá-los a fazer algum movimento arriscado que acabe nos levando às coisas maiores.

Depois de mais algumas considerações feitas, a reunião estava finalizada. Aiolos voltou para sua mesa, pensativo, enquanto seus homens conversavam entre si, combinando alguns detalhes da ação de logo mais à noite. O rapaz só voltou à realidade quando percebeu uma xícara de café fumegante pairando à frente de seu rosto.

-Você ainda não tomou uma única xícara hoje e isso é estranho para seus padrões... – Aiolia disse, entregando a xícara ao irmão e sentando-se de frente para ele – No que está pensando?

-Em diversas coisas, Aiolia... – ele disse, baixando um pouco seu tom de voz de modo que somente o irmão pudesse ouvir – Mas principalmente em Saga e Kanon. Ainda é difícil aceitar que ambos se tornaram criminosos... Para mim, ainda são aqueles garotos com quem brincávamos em Atenas quando crianças.

-Eu sei, Olos... Mas as moiras nunca foram generosas com eles, desde o nascimento... – Aiolia soltou um suspiro, enquanto soprava o café quente de sua xícara – No entanto, não posso culpar somente o destino pelo que se tornaram. Sempre há uma escolha a se fazer e ambos fizeram a errada.

Aiolos nada disse, bebendo seu café de maneira displicente. De certo modo, não conseguia deixar de pensar que poderia ter, de algum jeito, tentado mudar aquele destino.

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Uma, duas, três pedras jogadas contra a janela do primeiro andar da casa toda feita de pedras brancas. Era noite alta em Atenas. Esfregando os olhos, pois havia acordado com o barulho, Aiolos levantou da cama e abriu a janela, vendo que Saga estava do outro lado da rua, chamando-o, parecia cabisbaixo. Colocando um casaco sobre o pijama e calçando seus chinelos, saiu do quarto sem fazer barulho para não acordar Aiolia e, feito um gato, se esgueirou pela casa até sair para a rua.

-O que foi Saga?- mesmo que ele tivesse um irmão gêmeo, ele sempre sabia com qual estava falando – O que é isso no seu rosto?

Saga, meio constrangido, deu um tapa na mão do amigo, que apontava o dedo para uma mancha de sangue no canto de sua boca. E, quando tentou olhar mais de perto o que poderia ser, Aiolos viu que o menino tinha um olho roxo e um galo na testa. E os braços também tinham marcas de cortes e sangue, que ele tentava esconder cruzando-os atrás das costas.

-Saga, o que aconteceu? Seu pai te bateu de novo?

-Bateu, mas porque eu... Eu estava tentando defender o Kanon! – o garoto disse, e como as palavras pareciam moles, Aiolos viu que ele também tinha um outro corte na boca – Ele chegou bêbado de novo e quando meu irmão foi ajudar com o jantar, ele começou a criticar... Aí para partir para agressão foi um pulo.

-E onde está o Kanon agora?

-Eu não sei, Olos... Quando consegui separar os dois eu gritei por Kanon fugir e não sei para onde ele foi! Eu vim aqui te chamar pra me ajudar a procurar por ele...

-Tudo bem, eu te ajudo. Eu só vou pegar um casaco pra você e umas velas pra gente não ficar no escuro.

Pouco depois, os dois garotos estavam andando pelas ruas da cidade, chamando pelo gêmeo mais novo.

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Estava há algum tempo sentado sozinho no escritório do apartamento, de frente para a lareira. Sobre a mesa de canto, ao lado da poltrona, uma pequena travessa de cerâmica com alguns pêssegos, vindos diretamente de Atenas. Adorava aquela fruta, era uma das poucas lembranças boas que tinha da cidade natal. E em todas elas, nunca estava sozinho, sempre tinha a companhia do gêmeo.

E dos irmãos Kinaros. Por diversas vezes, sentia falta da amizade deles, das conversas com Aiolos, das brincadeiras e risos da infância. Era uma pena que a vida tinha sido tão cruel com os quatro garotos ao separá-los daquela maneira...

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Tinha uma certa ideia de onde poderiam encontrar Kanon. O pomar de pêssegos. Adoravam aquele lugar, brincavam por ali quase todos os dias. Era onde, Saga lhe dissera uma vez, se sentiam bem de verdade e livres de todos os problemas e males. Aiolos nãos e conformava com a vida dos dois amigos, não conseguia entender porque ele e Aiolia tinham pais tão amorosos e preocupados com seu bem estar e os amigos...

Não havia conhecido a mãe dos gêmeos, nem eles próprios na verdade. Uma vez, Saga lhe contara que os pais não sabiam que a mãe estava grávida de gêmeos. Quando chegou a hora do parto, ele havia nascido primeiro, já com certa dificuldade. E quando a parteira estava lavando-o para entregar ao pai, a mulher havia percebido que sua mãe ainda fazia um movimento para expulsão e foi quando notou que a barriga dela se mexia de forma estranha, havia um segundo bebê ali! Saga não sabia como tinha sido, ou que tinha acontecido de fato, mas a mãe morrera algumas horas depois de Kanon nascer.

E então o inferno começou. O pai rejeitou o gêmeo mais novo, o culpava pela morte da esposa. Negligenciava o menino, que só recebia cuidados porque a parteira morava na casa ao lado e não deixava os dois sozinhos. Mas não poderia cuidar deles para sempre e muito cedo Kanon aprendeu o qual pesada e cruel poderia ser a mão de seu pai. E mesmo sendo protegido por Saga, não havia como escapar da fúria paterna todas as vezes.

-Saga, olha! – Aiolos apontou para baixo de um pessegueiro, havia alguém deitado ali – Deve ser o Kanon!

Correram para perto da árvore e de fato o garoto estava ali, deitado todo encolhido e chorando baixinho. Saga se ajoelhou ao lado do irmão abraçando-o, Olos tirou seu casaco para que o amigo se aquecesse. E quando ele finalmente ficou de pé, abraçado ao irmão, o garoto ficou com os olhos cheios de lágrimas ao ver o estado do amigo.

A roupa e cabelos estavam sujos de sangue e terra. Um dos olhos era puro inchaço, ele segurava uma das mãos, parecia quebrada. E mancava um pouco com a perna direita. Ajudando Saga a levar Kanon para fora do campo, ele viu seus pais virem correndo pela rua, junto de Aiolia. O irmão havia acordado e, vendo que Aiolos não estava na cama, avisou os pais e saíram para procurar por ele na rua.

Mas, quando viu como os gêmeos estavam, o Sr. Kinaros engoliu qualquer sermão e pegou Kanon no colo, levando-o para sua casa. A mãe dos garotos, abraçando Saga, tentava aquecê—lo enquanto caminhavam para dentro da residência, quentinha e sempre aberta para recebê-los...

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-Isso parece até meso um ritual, sabia? – Kanon falou, tirando Saga de seus pensamentos – Toda vez que nos entregam os pêssegos vindos de Atenas, você faz a mesma coisa... Coloca-os em círculo e na mesma quantidade nessa travessa de porcelana, senta-se na frente da lareira e fica aqui, como se mal respirasse enquanto come por pelo menos uma hora...

-Você costumava gostar disso também, Kanon.

-Nós éramos crianças, Saga. E você sabe bem porque não consigo mais comer um desses.

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Estranhamente, no dia seguinte e nos demais, quando o Sr. Kinaros ia procurar pelo pai dos gêmeos para lhe falar que estava com os garotos, não encontrava ninguém em casa. E não importava o horário. Assim, Saga e Kanon se tornaram seus hóspedes por vários dias.

Felizmente o gêmeo menor não tinha quebrado nada, apenas luxado o músculo. Assim, logo estava pronto para aprontar todas ao lado do irmão e dos amigos. E, pela primeira vez na vida, não precisava ter medo de ficar em casa ou dormir, porque ali era bem tratado. E uma coisa que adorava e que fazia todas as noites, era sentar na frente da lareira com o irmão e os amigos para comerem pêssegos. A Sra. Kinaros pegava uma travessa de cerâmica, e colocava oito frutas em círculo, duas para cada um. E os quatro, sentados em círculo também, comiam, riam e contavam para ela sobre seu dia.

Até a noite em que o pai apareceu na porta dos Kinaros, exigindo ver os filhos. Kanon tentara se esconder atrás do pai de Aiolos e Aiolia, mas o homem ameçava-o. E, para evitar que seu pai fizesse alguma coisa contra a família dos amigos, Saga e ele acabaram cedendo e indo embora com o pai.

Já estavam no meio da rua quando viram Aiolia vir correndo, carregando uma sacola de pano.

-A ma-mãe mandou esses pêssegos pra vocês...

Saga pegou a sacola e voltou a acompanhar o pai. E, quando chegaram em casa, o homem havia obrigado Kanon a comer todas as frutas, até vomitar, como castigo pela "vergonha" que ele havia causado. E, no dia seguinte, deixou a casa levando os garotos para morar em outro lugar, sem avisar ninguém. Assim, nunca souberam que o Sr. Kinaros havia decidido ir com a polícia até a casa onde moravam, para prenderem o homem por agressão, violência e maus-tratos...

Pouco tempo depois, a família Kinaros imigrava para a América...

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Tentou pensar em uma dezena de desculpas, mas absolutamente todas eram desastrosas e nunca convenceriam Shura de que ele não estava preparado para conhecer as ninfas de Afrodite. E agora, o que lhe restava era rezar para que o espanhol escolhesse uma moça que fosse mais compreensiva e que acatasse sua decisão de ficar bem longe dela quando estivessem a sós. E, obviamente, não contasse nada a ninguém quando fosse embora.

Seguindo algumas instruções que recebera mais cedo, vestiu a calça e o blazer cinza chumbo com uma camisa branca, sem gravata. Segundo Shura, aquela cor combinava com o jeito tímido de Melinda. Borrifou perfume no pescoço e pulsos e, conferindo com um semblante bem cansado a sua imagem no espelho, saiu do quarto e foi encontrar o espanhol, esperando-o na calçada em frente ao hotel.

-Ei, que cara é essa Ed? – Shura perguntou, ao ver a expressão fechada e sem ânimo – Eu estou te levando para o melhor lugar da cidade para diversão e é assim que reage?

-Shura, por favor... – Melinda ainda tentou – Eu... Eu não tenho tanta certeza se quero mesmo ir...

-Está com vergonha? Fique tranqüilo, eu estarei por perto para te ajudar no que for preciso... Bom, não exatamente tudo, mas uma boa parte sim.

E riu, dando um tapinha nas costas de Melinda, que riu de nervoso. Estava encrencada, tinha certeza de que aquela noite não acabaria nada bem... Quando chegaram ao local, foram recebidos por um rapaz cuja beleza era tão impressionante quanto a de Afrodite, embora seu cabelo lembrasse mais um tom de mel.

-Sejam bem vindos, Shura... – ele disse, cumprimentando o espanhol – Sua mesa já está pronta e algumas das meninas, bastante animadas para hoje.

-Obrigado, Misty! Vamos Ed! Ah, e pelo amor de Deus... – ele exclamou, segurando os ombros da jovem e fazendo algo que parecia uma massagem bruta – Relaxe essa postura, está parecendo um novilho no matadouro!

Rindo, Shura levou Melinda para a mesa reservada, a jovem mantinha o olhar baixo, mas de certa maneira curioso, pois a casa era bem diferente do que imaginava. Os ambientes eram bem amplos, limpos e iluminados, com uma decoração que lembrava os grandes salões franceses. E logo também entendeu porque as garotas que trabalhavam ali eram chamadas de "ninfas" por Afrodite, eram todas muito bonitas e embora usassem roupas decotadas ou de tecidos leves, não chegavam a ser vulgares.

Sentaram-se à mesa e logo um garçom os serviu com duas doses de uísque, que Melinda nunca havia tomado na vida antes. Rezando para não ficar tonta, ou teria sérios problemas, ela tomou o primeiro gole e engasgou logo de cara, tossindo até ficar vermelha.

-Ei, vai com calma Ed... Você mesmo disse que nunca tinha bebido antes.

-Eu... Eu não imaginava que fosse tão forte...

Ela ainda tossia quando percebeu que Misty vinha na direção da mesa, acompanhado por uma jovem que não deveria ser muito mais velha do que a própria Melinda. Tinha pele muito branca, cabelos negros, bem lisos e compridos e olhos da mesma cor, a boca era pequena e pintada de rosa. Com um grande sorriso, ela cumprimentou Melinda e Shura e então se sentou ao lado da jovem.

-Esta é Pandora, senhores... – Misty a apresentou – Chegou da Alemanha há alguns dias e acredito que seja perfeita para o que me pediu, Shura.

-Obrigado, Misty.

-Então... – Pandora falou, e seu tom era melodioso – Este é o rapaz que precisa de companhia nesta noite?

O sangue de Melinda deveria estar gelado em suas veias, pois começou a tremer sem parar quando a jovem mulher acariciou sua face, ao mesmo tempo em que pousava a outra mão em suas coxas. Do outro lado da mesa, Shura parecia se divertir com o embaraço, acreditando que era apenas o nervosismo de um garoto virgem em sua primeira vez.

-Qual o seu nome, meine liebste*?

-Eu... Eu... – Melinda estava com a voz trêmula – Eu preciso ir ao banheiro!

Saiu correndo da mesa, perguntando a um dos garçons onde era o banheiro. Ao entrar no local, tratou de trancar a porta e encostou-se nela, escorregando até cair sentada no chão. Abraçou os joelhos e começou a chorar, sem saber o que faria ou como faria.

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Na casa de jogos, o hostess foi até a porta de entrada ao ouvir a campainha, mas tomou um susto ao abrir a porta, pois a mesma foi empurrada para dentro e vários policiais começaram a entra e se espalhar pelo local.

-Homens! – Aiolos gritou, à frente de todos – Não deixem uma única sala sem vasculhar tudo! E quanto aos senhores... – ele disse, para os diversos clientes que ali estavam, abismados – Estão presos por associação aos jogos de azar e apostas, o que, como sabem, é proibido nestas cidade...

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No banheiro, Melinda não soube dizer quanto tempo estava ali dentro, mas percebeu que deveria ser muito porque começou a ouvir batidas vigorosas na porta e a voz de Shura se fez ouvir, em tom grave e preocupado.

-Edward! Você está bem? Ed? Responda, garoto!

-Eu... Estou bem, Shura... Já vou sair...

Pois é, não podia ficar trancada ali a noite toda, então teve que sair. O espanhol a esperava com as mãos na cintura e uma cara de poucos amigos.

-Você ficou louco, Ed? Foi um sacrifício conseguir convencer o Afrodite a me deixar te trazer aqui e você age dessa maneira? A sua sorte é que a Srta. Pandora é uma jovem compreensiva...

-Shura, eu não sei... Não sei se estou preparado para isso.

-Oras, como não Ed? Todo homem já nasceu preparado para isso, rapaz!

-Ma-as Shura, eu... – não terminou a frase, pois Shura a abraçou pelos ombros e praticamente carregou Melinda até a mesa, onde Pandora ainda estava sentada ao aguardando.

-Perdoe a atitude do garoto aqui, Srta. Pandora... Ed é extremamente tímido.

-Não se preocupe com isso, Shura. Eu adoro garotos tímidos...

E lá vinha Pandora novamente se aproximando feito gata manhosa, como Melinda iria sair daquela situação? A resposta veio sob a forma de Misty, com um semblante extremamente sério.

-Pandora, pode nos dar um minuto por favor? – a jovem mulher assentiu e Misty tomou seu lugar à mesa, para alívio de Melinda, ao menos por um certo tempo.

-Shura, um dos mensageiros da casa de jogos do Brooklyn acabou de me procurar... A casa de jogos foi invadida pela polícia a cerca de uma hora.

-O QUÊ? – Shura levantou-se com tudo da cadeira, ela quase foi ao chão – Como foi isso?

-Ele não me deu mais detalhes, mas falou para você ir imediatamente para o apartamento do Saga, os demais também estarão por lá.

Pegando seu terno, Shura saiu apressado do local, Melinda logo atrás. E ambos não perceberam que eram observados por Pandora e um outro rapaz, que estava sentado em uma poltrona de veludo negro junto à jovem alemã.

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Continua...

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E a casa caiu, Shura! E agora a ação começa, a tensão também, como todos reagirão a este golpe? E preparem-se porque também teremos mais emoções para Melinda, ela se livrou da ninfa Pandora, mas as coisas não serão nada fáceis para ela a partir deste ponto da história...

Eu ia colocar pelo menos mais uma página de texto, mas quando reli o capítulo, esse testo a mais me pareceu meio jogado, acabou que iria quebrar o clima deste capítulo, principalmente por conta do passado dos irmãos Stravos... Agora quero pegar o Kanon no colo e dar muitos beijos nele, será que posso?

*Meine Liebste é algo como "meu bem, meu querido" em alemão.

Até o próximo!