Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens relacionados pertencem à Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
Este capítulo foi escrito ao som de "Living on the edge" e "The spreading soul", ambas na playlist da fic!
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Capítulo XIV
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Quando tudo terminou e Shura deitou-se de lado, ofegante e inspirando fundo, Melinda não se moveu. Sequer abriu os olhos. E, de maneira quase incontrolável, as lágrimas não paravam de cair por seu rosto. Não estava bem. E talvez demorasse a se sentir bem...
-Melinda... – Shura a chamou, ao virar o rosto e perceber que ela ainda chorava – O que...
Tentou tocar a face vermelha da garota, mas ela foi mais rápida e o afastou, erguendo-se até ficar sentada sobre a cama, sem coragem para encarar o espanhol ou olhar para seu corpo. Desceu da cama, trêmula e nervosa, cruzando os braços sobre o peito como se quisesse se proteger, embora estivesse completamente nua e exposta. De corpo e alma.
-Eu... Eu preciso de um banho... – ela disse em um fiapinho quase inaudível de voz, ainda sem olhar para trás.
Entrou no banheiro e trancou a porta, ligando logo o chuveiro. Entrou debaixo d'água e ficou por alguns segundos de olhos fechados, parada, sem ao menos respirar direito. Foi então que, de repente, não suportou mais, as lágrimas antes silenciosas explodiram em um choro de soluçar, as pernas fraquejaram de tal maneira que Melinda se encolheu debaixo da ducha, abraçando o próprio corpo, sentada sobre o piso.
No quarto, Shura ouviu o barulho do chuveiro ligado e os soluços que a água caindo não conseguia abafar. Suspirou pesadamente, mas não estava se sentindo de todo culpado. Ajeitou-se sobre a cama, sentando com as costas apoiadas na cabeceira e se cobriu com um lençol. Por que sentiria remorso por algo que queria e tinha planejado fazer? Talvez, considerou, tinha ido rápido demais, afinal, havia sido o primeiro homem na vida da garota, mas... Justamente isso o tinha deixado tão louco, a sensação de ser o primeiro era incrível e... Melhor ainda em saber que seria o único, como deixara bem claro ao dizer qual seria seu preço para ajudar Melinda.
Uma ajuda que, se dependesse dele, demoraria um bocado a ser dada, de fato...
Quando ouviu o chuveiro ser desligado, levantou-se da cama enrolado no lençol e foi até a mesa do jantar, onde estava a caixa do presente que havia dado à garota. Tirou o colar dela e se virou para Melinda ao ouvir a porta do banheiro se abrir. Ela estava enrolada na toalha, que segurava com força para não cair e tinha os olhos vermelhos e inchados, mas não chorava mais.
-Venha aqui, mi angel... – ele a chamou em um tom de voz mais baixo – Deixe-me ver como fica meu presente em seu pescoço...
A garota de aproximou, mais pelo medo que parecia ter se potencializado pelo que havia acontecido, do que por vontade própria. Shura a conduziu até a frente do espelho e, posicionando-se atrás de Melinda, colocou o colar em seu pescoço e então pousou suas mãos obre os ombros dela, observando o reflexo de ambos.
-Ficou lindo em você... – ele disse, com um meio sorriso – O que achou?
-É... É bonito... – ela disse, mas não havia um único sinal de alegria ou entusiasmo em sua voz. Uma leve irritação tomou conta do espanhol, mas ele se conteve. Então, virando o corpo de Melinda de frente para si, ele a beijou novamente.
Mas, desta vez, ela não moveu seus braços do lugar. As mãos continuavam firmes sobre a toalha, não a soltaria de maneira alguma. Shura percebeu a falta de vontade e isso o irritou ainda mais. Afastou-se dela por um instante e encarou o olhar de Melinda, ele não tinha brilho algum.
A soltou, bufando. Ela não tinha outra alternativa a não ser aceitar o que ele desejava! Mas não queria que fosse uma coisa automática, sem vida, sem fogo, sem... Paixão. Resmungando, ele recolheu suas roupas do chão para se vestir, Melinda fez o mesmo com seu vestido. Estava de costas, terminando de fechar os botões do mesmo, quando sentiu o abraço do espanhol por suas costas, os lábios dele em seu pescoço.
-Descanse, pequeña... – ele disse, tentando não parecer contrariado, a garota apenas suspirou resignada.
Poucos depois, Shura foi embora. E Melinda, quando se viu finalmente sozinha, foi para a varanda tomar um pouco de ar e acabou por chorar novamente, escorregando para o chão, abraçando suas pernas e se encolhendo no piso frio.
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O galpão não era muito grande, sequer chamava muito a atenção de quem circulasse por aquela região mais afastada da cidade. E, para a vizinhança, ali funcionava uma fábrica de processamento de grãos e cereais. No entanto, um olhar mais atento aos processos e maquinário, e principalmente na segurança do local, mostrava que nada ali era o que parecia ser de fato. E os homens reunidos em um prédio há uma quadra dali sabiam bem disso.
-Temos três entradas/saídas no galpão... – Aiolos dizia aos seus homens, que o ouviam muito atentos – Aiolia e Mu cuidam da lateral esquerda e Hyoga e Isaac irão pelos fundos. Eu ficarei com a entrada da frente. Os demais que não nos acompanharem, quero que se espalhem pelo quarteirão e fiquem atentos a possíveis fugas... E tomem cuidado com possíveis trocas de tiros!
Os pequenos grupos se espalharam pelo local e em suas posições, aguardando o sinal de Aiolos para agir. Engatilhando uma arma, o inspetor fechou os olhos por um instante para inspirar fundo e então, com a ajuda de outros policiais, abriu o portão principal do galpão e entrou pelo local, gritando ordens.
-Polícia! – e antes que muitos pudessem entender o que estava acontecendo, pela porta lateral e fundos, outros tantos policiais entravam, apontando armas e se espalhando para evitar fugas.
Correria, gritos, tiros... E mais uma vez a diligência tinha sido um sucesso...
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Shun e Ikki estavam às voltas com a inspeção de seus negócios lícitos quando Seiya apareceu no escritório, muito agitado e nervoso. O mais velho foi o primeiro a perceber que tinha algo errado acontecendo.
-O que foi, Seiya? Desembucha logo!
-A polícia... – ele começou, falando em tom acelerado – Invadiu o galpão onde os Stravos produzem parte da droga! E pegaram alguns dos nossos homens também, que chegavam para fazer o transporte da carga.
-O quê? – Shun levantou-se da cadeira onde estava sentado, com tudo – Como isso aconteceu?
-Eu não sei, Shun... A central deve ter recebido alguma denúncia, mas não faço ideia de onde ela pode ter saído.
-Merda... – Ikki praguejou – Saga vai vir com tudo para cima da gente, acreditando que foi um dos nossos quem fez isso.
-Eu sei, por isso mesmo que não podemos perder a cabeça e manter a calma, Ikki... – Shun disse, de maneira controlada – Temos que garantir que continuem confiando em nós para o trabalho...
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Claro que a notícia chegou rápido aos Stravos, que convocaram uma reunião emergencial em seu apartamento. A raiva era tamanha que parte dos livros que ficavam em uma estante estavam no chão, jogados por Kanon em um rompante de fúria, enquanto Saga se mantinha em silêncio, mas com a face vermelha de raiva.
Máscara da Morte e Afrodite chegaram juntos, e pela cara de ambos, não estavam nada bem entre si. Shura, o último a chegar para a reunião, tinha o andar duro e a cara fechada, se alguém lhe dissesse um "a" atravessado, seria morto na hora...
-Alguém, pode me explicar a merda que aconteceu em nosso galpão hoje? – Kanon falou em um tom tão alterado que era quase um grito. O silêncio foi sua resposta por alguns segundos, que parecerem uma eternidade.
-O segundo golpe em dias... – Saga finalmente falou, tentando parecer controlado – Eu exijo uma resposta sobre quem nos traiu!
-Desde a primeira diligência eu tenho investigado meus informantes e estão todos limpos, Saga... – Máscara disse, nervoso – Não há como algum deles ter tido participação nisso.
-E o Edward? – Afrodite falou, em tom jocoso – Eu não confio naquele garoto desde a primeira vez que o vi.
-Não foi ele... – Shura interveio – Isso eu posso garantir com 100% de certeza, ele não teria coragem para tanto.
-Isso para mim tem dedo dos Amamiya, Saga... Ou de alguém que trabalha para eles, pois foi somente começarmos a trabalhar juntos que essas merdas aconteceram.
-Você pode ter razão nisso, Kanon. Eu mesmo irei procurar por eles para uma conversa... – Saga falou de maneira determinada – Mas, em um primeiro momento precisamos conversar com nossos advogados, nos certificar de que não haja nenhum meio da polícia conectar o galpão à nossa família.
-Não acredito que consigam, Saga. Aquele galpão e os contratos envolvidos estão em nome de terceiros, sem qualquer ligação conosco.
-Mesmo assim, Shura, precisamos ter todo respaldo jurídico a nosso favor. Assim que terminarmos aqui, eu irei procurar por eles. Você, Máscara da Morte, continue investigando e procurando por um possível traidor entre nossos informantes e funcionários também.
-Eu o ajudo com isso. – Kanon disse, um pouco mais calmo – É muita gente para verificar e temos que ser rápidos, antes que mais alguma merda aconteça.
-Eu tomarei providências quanto à segurança e informações das casas que administro, antes que a polícia se volte para este ramo dos nossos negócios.
-Faça isso Afrodite... Nós precisamos nos cercar de maiores cuidados.
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"Solo & Von Aldringen* – Advogados Associados"
Considerado um dos melhores escritórios de advocacia de todo o país, cuidavam dos negócios dos Stravos desde antes mesmo de os irmãos se estabelecerem na América, uma vez que Kanon era amigo de longa data do grego fundador da firma. Agressivos nos negócios, eram poucos os processos que perdiam, uma verdadeira dor de cabeça ao promotor Divendra e sua equipe.
-Seja bem vindo, Saga... – Julian Solo, o grego fundador do escritório, o recebeu em sua sala – Soube do ocorrido no galpão fora da cidade, sinto muito.
-Não há tempo para isso, Julian. Precisamos conversar sobre o contrato de aquisição do galpão e outros negócios, quero ter certeza de que a polícia não conseguirá chegar até mim, meu irmão ou um dos nossos associados.
-Nós já imaginávamos que nos procuraria, Saga, e por isso me adiantei... – disse um outro rapaz, de olhos violetas e cabelos cinzentos, entrando pela sala – Aqui nesta caixa estão todos os contratos e documentos da família, vamos analisar a tudo de maneira minuciosa.
-Obrigado, Sorento, sei que farão o melhor... – Saga então se sentou na cadeira em frente à mesa de Julian – Gostaria de aproveitar o momento para tratar de um outro assunto, Julian.
-Claro, o que deseja Saga?
-É sobre a empresa que abri para gerir os negócios em Atenas, na Ilha de Mikonos. Preciso de uma modificação no ato societário da mesma. E também rever a procuração de representação comercial e administrativa.
-Está certo, o Sorento pode ajudá-lo com isso.
Tomando seu lugar à mesa, o rapaz passou a tomar nota do que Saga lhe dizia.
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Eram tantas prisões que as celas da central não deram conta da demanda, as delegacias menores da cidade tiveram que ceder suas celas e salas para o cárcere e interrogatórios. Cansado, sujo, mas extremamente satisfeito com o que haviam conseguido, Aiolos não parava quieto um minuto sequer, dava ordens aos seus homens, dividia tarefas entre os oficias que conduziam as entrevistas, entre tantas outras atividades.
-Você precisa parar e respirar um pouco, Aiolos! – Dohko se aproximou, segurando o inspetor pelo braço – Ou vai ter um ataque de tão agitado!
-Ainda há muito o que fazer, capitão! Não posso parar por agora e...
-Não só pode, como eu ordeno que pare! Nossos oficiais e das delegacias parceiras podem conduzir os interrogatórios e também cuidar da parte burocrática... Ande, saia um pouco e vá tomar um ar, comer alguma coisa porque sei que nem café da manhã tomou.
-Mas, capitão, eu...
-Vá agora!
Contrariado, mas percebendo que de fato estava com fome, Aiolos saiu da central, foi para a confeitaria que costumava freqüentar com o irmão e Mu nos momentos de folga. Não muito longe dali, ainda se sentindo mal e, de certa forma, suja, Melinda deixou o hotel. Não queria continuar naquele quarto, presa às lembranças da noite anterior, estava cansada de só chorar e mais nada. Ainda que em estado meio letárgico, decidiu caminhar pela cidade e ficar longe do hotel o maior tempo possível e, como já estava com fome, foi até a confeitaria onde vendiam a torta de maça que mais gostava.
Escolheu uma mesa mais afastada do salão, onde poderia ficar sozinha e mal ser vista, não queria sequer contato visual com as pessoas ao redor. Pediu o cardápio de refeições primeiro e se concentrou na comida de tal maneira que, de fato, não percebeu uma movimentação há poucos passos de onde estava sentada. Aiolos, ao entra no salão, cumprimentou a garçonete com um sorriso e ao procurar por uma mesa, reconheceu sentado na que estava mais afastada o "garoto" com que havia trombado algumas vezes pela cidade. Parecia mal, triste ou transtornado com alguma coisa.
-Eu atrapalho se me oferecer para lhe fazer companhia? – ele disse, parando ao lado da cadeira onde Melinda estava sentada. A garota levantou o olhar e quase engasgou ao ver o policial ali a lhe fitar, sorrindo.
-Ah... Pode, eu acho... – queria dizer não, mas de sua boca só saiu aquele sim desconfiado – Não tem problema...
-Você não me parece bem, Edward... – ele disse, se sentando e pedindo o cardápio de refeições também – Aconteceu alguma coisa?
-Ah, não... Não foi nada, eu... É só um dia ruim, eu acho...
Voltou a se calar, ocupando-se da comida. Logo o pedido de Aiolos chegou também e Melinda passou a observar o rapaz enquanto comia, ele parecia ter um brilho diferente no olhar, deixando-o mais bonito do que se lembrava dele. Não resistiu a querer saber mais sobre ele, mesmo que, intimamente, sua curiosidade pudesse lhe causar problemas.
-Você não é daqui, né? Sei sobrenome é diferente.
-Sou grego, vim para a América quando tinha 12 anos, junto dos meus pais e meu irmão mais novo. Uma oportunidade de trabalho que meu pai não podia recusar.
-E mesmo sendo estrangeiro pôde se tornar um policial?
-Tenho o greencard*, moro e trabalho legalmente aqui. Só não posso ser presidente dos Estados Unidos... – ele riu, percebendo que Melinda parecia mais disposta a falar do que antes – E você?
-Ah, eu... Eu nasci aqui mesmo, na cidade... Trabalho como mensageiro.
-E sua família?
-Não... Não tenho família, inspetor. Não conhecia meu pai, minha mãe e irmão morreram quando mais jovem.
-Sinto muito, Edward... Ah, me chame de Aiolos, embora tenha orgulho da minha profissão, não é o meu nome.
-Faz o que na polícia, Aiolos?
-Trabalho na divisão de combate ao crime organizado. Inclusive, hoje fizemos uma grande apreensão de entorpecentes e desmontamos uma fábrica dos mesmos.
-Mesmo? – um pequeno alerta na mente de Melinda, mas ela não pareceu perceber de imediato – Então sua manhã já lhe foi satisfatória.
-Ah, com certeza. Mas meu dia ficará melhor ainda se conseguir provar que a família Stravos é a dona de tudo o que apreendemos.
-Os Stravos? – A garota ficou pálida, baixando o rosto de imediato para que Aiolos não percebesse. Mas ele ficou um tanto incomodado com aquela reação.
-O que foi, Edward? Algum problema com o que lhe disse?
-Ah, eu... Não, é que... – "droga, não gagueja, Melinda!" – É que eles são... São perigosos. Não tem medo de uma retaliação?
-Estou apenas fazendo meu trabalho, Edward... – o rapaz respondeu, desfazendo o ar de interrogatório – O que acha de um café e uma torta? Por minha conta?
Melinda quase disse não, pois sabia que continuar aquela conversa poderia lhe causar problemas. Mas a companhia de Aiolos era tão agradável, seu sorriso e olhar tão bonitos e gentis que ela... Ela acabou aceitando o convite.
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Não mandou nenhum mensageiro atrás dos irmãos, ou mesmo esperou ser anunciado ao chegar no prédio onde funcionava o escritório dos Amamiya. Com passos decididos e a altivez que lhe era tão característica, Saga entrou no local e se deparou com Ikki e Shun às voltas com papéis e mapas em sua mesa de trabalho, junto de um outro rapazinho.
-Boa tarde, senhores... – ele disse, chamando a atenção de todos os presentes. Ikki logo se ergueu e cruzou os braços na altura do peito, ao passo que Shun mal se mexeu onde estava.
-Seiya, poderia nos deixar a sós? E feche a porta ao sair.
O rapazinho saiu, deixando os três sozinhos na indicou uma cadeira para Saga e ele se sentou, encarando os dois irmãos com seus olhos azuis mais escuros do que o normal, denotando toda raiva que estava sentindo. Ainda que não demonstrasse.
-Estávamos à sua espera, Saga... – disse Shun, calmamente – Soubemos do que ocorreu no galpão de produção hoje pela manhã.
-E, por consequência, das perdas que eu e meu associados tivemos.
-Perdas que nós tivemos também – Ikki falou, não se intimidava com a postura de Saga – Ou já se esqueceu de que tivemos homens nossos presos e todo um esquema de armazenagem e transporte arruinado?
-Ora, Ikki... – Saga disse, elevando seu tom de voz – Não queira comparar o seu prejuízo de alguns poucos milhares de dólares com o que me aconteceu!
-Senhores, por favor... – Shun interveio, antes que Ikki respondesse à altura – Todos tivemos prejuízos em maior ou menor número, não importa! O que precisamos fazer é não perder a cabeça e garantir que essa situação não se repita.
-E o que pretende fazer para isso, Shun? – Saga se voltou para ele, mais controlado.
-Para começo, mandei que Seiya fizesse uma investigação interna para determinar se temos algum traidor entre nossos homens. Se houver, ele será severamente punido.
-Isto é o mínimo que espero de vocês.
-E nós, de você Saga... A informação pode muito bem ter sido vazada para a polícia por um dos seus homens.
Saga estreitou o olhar na direção de Ikki novamente, mas o rapaz sequer piscou. Shun, em sua cadeira, apenas observava aquela muda disputa. Sabia muito bem quem a venceria...
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No Phaternom, Violet sequer esperou o final do dia e encerrou seu expediente logo após o almoço. Com ordens expressas à Camus e os demais funcionários de que não queria ser incomodada, ela se retirou para sua suíte extremamente pensativa e preocupada. Mesmo depois da nova diligência policial ser realizada, a sensação de que alguma coisa estava errada ou daria muito errado, não a havia abandonado.
Na central, Alberich recebia o moleque que entregava jornais na região, que fizera uma visita com a desculpa de lhe entregar uma encomenda.
-E então? A Sra. Grant fez a torta como pedi?
-Sim, Sr. Alberich. Diretamente da cozinha do Spartan Hotel.
Um sorriso nos lábios finos do policial. E o garoto de entregas saiu da central com uma nota de 50 dólares no bolso da calça puída.
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Continua...
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Ah, meu Deus... O negócio tá tenso, tá borbulhando... Lembram do golpe que eu disse que viria logo após a diligência? Pois se preparem porque o próximo capítulo promete...
*O sobrenome do Sorento fui eu quem escolhi, é de origem austríaca, seu país de origem de acordo com a enciclopédia CDZ. Quanto ao greencard, eu não consegui determinar com minhas pesquisas se na época em que se passa a fic ele já existia, então ficamos com uma segunda "licença poética" aqui.
Reviews!
Revenge of Queen Anne, prejuízos que não foram poucos, diga-se de passagem... E quanto à revisão do testamento, o que isso significa? Só lendo a fic para saber... Shura foi muito, mas muito fdp com a Melinda e olha que eu amo esse cabrito. Quanto à justiça poética, até que seria uma boa ideia... Será?
Paula Sammet, odeie o Shura mesmo, esse era o intuito! E calma, Aiolos apareceu um pouco mais, logo ele terá uma participação maior e bem crucial na vida da Melinda, segura a tensão aí mamys! O testamento da Violet ainda vai dar o que falar, assim como o Alberich... Viu o final do capítulo, né?
